MEMÓRIAS

O PRIMEIRO NA LUZ:
1976-77: 2-1

O PIOR NA LUZ (e primeiro ao vivo):
1985-86: 1-2

O MELHOR NA LUZ:
2004-05: 1-0

O ÚLTIMO NA LUZ:

2021-22: 1-3

...e muitos outros.

TODOS OS DÉRBIS QUE VI AO VIVO:


ONZE PARA O DÉRBI

Se Grimaldo e Rafa não recuperarem, que avancem Ristic e Aursnes.

ESPERO QUE NÃO ACONTEÇA ISTO:

2011-12, primeiros minutos do dérbi em Alvalade, grande penalidade clara cometida sobre Gaitán que Soares Dias fingiu não ver. O Benfica perdeu 1-0 e viu fugir o FC Porto na luta pelo título:


NEM ISTO:

2016-17, só na primeira parte do Dérbi, também em Alvalade, entre os 39 e os 44 minutos, ficaram por assinalar três penáltis (!!!) a favor do Benfica. E se o terceiro deixa dúvidas (William sobre Rafa), os dois primeiros (Schelotto sobre Grimaldo e Bruno César sobre Lindelof) são evidentes. Soares Dias fez que não viu nenhum. O Benfica perdia por 1-0, e só chegou ao empate já na segunda parte:


Podia juntar aqui outros jogos, nomeadamente com o FC Porto (golo anulado a Pizzi na Luz, falta sobre Ferro antes de golo do FC Porto no Dragão, penálti por assinalar por corte com a mão no jogo dos Eusébios, etc, etc). Mas esta ilustração já chega para me sentir preocupado quanto à presença de Soares Dias no dérbi. Com a pressão que tem sido feita, está criado o caldo perfeito para que o Benfica seja esbulhado, e o FCP se possa aproximar da liderança, com os idiotas úteis de Alvalade a aplaudir.

TÃO PREVISÍVEIS...




O futebol português ainda é o que era. Em vésperas de dérbi (decisivo para alguns), sobe o volume de queixas da arbitragem, evidenciando, para quem ainda tivesse dúvidas, qual o objectivo de fazer tanto barulho: condicionar e pressionar os árbitros da(s) jornada(s) seguinte(s).
Não vi absolutamente nada do Casa Pia-FC Porto. Mas no Marítimo-Sporting e no Varzim-Benfica, não me recordo de qualquer lance que justificasse queixas ou lamentos, nem mesmo aqueles que são invocados. Há queixas de penáltis que só acontecem no campeonato português (como o lance de Porro). Pequenos toques, pequenos contactos, dentro ou fora da área, que em nenhuma Liga são sancionados. O que existe em Portugal é demasiado zelo dos árbitros em assinalar faltas que não existem, e parar constantemente os jogos, estragando os espectáculos. Esse mau hábito, juntamente com uma cultura de chico-espertismo de jogadores e técnicos, serve para, nestas ocasiões, procurar obter benefícios.
Mas só se deixa enganar quem quer.

ENZIMA

Três grandes notícias:
1ª O Benfica passou aos Quartos-de-Final da Taça, e alcançou a segunda vitória consecutiva sem sofrer golos, pondo termo aos fantasmas de Braga e do pós-Mundial;
2ª Enzo jogou, brilhou e marcou, mostrando que, para já, e no imediato, está de corpo e alma com a equipa, sabendo ele, e todos nós, que, sendo jogador a mais para o campeonato português, mais dia menos dia terá mesmo de sair (espero que apenas no final da época, e a troco de muito dinheiro). Hábil gestão do caso por parte de Roger Schmidt - quem já teve 21 anos tem de saber perdoar certas atitudes menos ponderadas nessa idade;
3ª Num raide ao norte da Europa, Rui Pedro Braz terá negociado dois jovens altamente promissores, que irão reforçar a equipa exactamente como se pretende: talento, margem de crescimento, salários moderados e sem comprometer as dinâmicas tácticas e de balneário já criadas. Quando conseguir escrever os nomes, poderei falar mais deles.
Duas más notícias: 
1ª Rafa não jogou devido a uma entorse, ficando no ar a dúvida quanto à sua utilização no dérbi. Sendo quanto a mim, a par de Enzo, um dos melhores e mais importantes jogadores do Benfica, e como tal imprescindível num jogo grande;
2ª Grimaldo saiu lesionado, depois de dupla carga no tornozelo, e também ele pode estar em risco para domingo. E embora até confie em Ristic, o espanhol tem feito uma temporada notável, está na melhor forma de sempre, e espero ardentemente que recupere.
Uma notícia assim-assim:
1ª A exibição encarnada na Póvoa teve altos e baixos, sendo de rever a metade inicial da segunda parte. O Benfica não pode sofrer tanto contra uma equipa da Liga 3.

ATENÇÃO ÀS...CANELAS

Tiago Margarido é treinador do Varzim desde o verão passado, depois de vários anos a orientar o Canelas.
Esse mesmo, o da pancadaria, o dos Super Dragões, o das joelhadas a árbitros cometidas por posteriores condenados por homicídio, equipa contra a qual alguns adversários se recusaram a jogar sendo até alvo de reportagem do L'Equipa, e onde teve como adjunto o ex-presidente do clube, como dirigente a mulher de Fernando Madureira, e o próprio como capitão de equipa.
É esta a origem do técnico e de alguns jogadores da equipa poveira. E assim sendo, temo pela integridade física dos atletas do Benfica.

SEM POUPANÇAS

Nos últimos 26 anos o Benfica apenas ganhou três Taças de Portugal (2004, 2014 e 2017). Significa isso que perdeu 23, o que é manifestamente pesado para o maior clube português, sobretudo se tivermos em conta que, nesse mesmo período, o FC Porto venceu dez troféus e o Sporting cinco.
A Taça de Portugal tem vindo a tornar-se, pois, a competição maldita para os encarnados - à semelhança do que sucedeu, durante décadas, com a Supertaça (nas primeiras 35 edições, apenas quatro triunfos). Só que esta, a meu ver, tem muito menos relevância, história e magia (trata-se de apenas um jogo a encerrar a pré-época), pelo que me preocupa muito mais o registo na segunda prova nacional.
Notável é que, das 23 eliminações, apenas oito ocorreram diante de FC Porto ou Sporting. Ou seja, nos últimos 26 anos o Benfica foi 15 vezes eliminado da Taça de Portugal por equipas que não os dois maiores rivais. Concretamente: três vezes por Braga e Guimarães (a maioria delas em Lisboa), duas por Setúbal e Marítimo e uma por Boavista, Rio Ave, Leixões, Gondomar e...Varzim. E se o Leixões estava na altura na primeira divisão, o Varzim estava na segunda e o Gondomar na terceira.
Tendo tudo isto em consideração, mais o empate já nesta época em Caldas, e ainda as vitórias tangenciais que valeram passagens sofridas diante de Cinfães, Penafiel, Covilhã, Vianense, 1º Dezembro, Olhanense, Montalegre, Paredes e Trofense (cingindo-nos apenas à última década), concluímos que talvez o Benfica nem sempre tenha abordado os jogos da Taça da forma exigida.
Acho que não é preciso dizer mais nada para justificar o onze que proponho para defrontar a equipa orientada pelo ex-treinador do Canelas:


UM ZERO BASTA

Não é de agora que o Benfica tem problemas de finalização. Ao longo desta temporada muitas foram as goleadas perdoadas devido ao desperdício. Foi, aliás, eliminado da Taça da Liga por isso mesmo. 
Neste jogo era importante somar os três pontos. Fosse de que forma fosse. Com muitos ou poucos golos. Com muita ou pouca nota artística. Havia que espantar os fantasmas de Braga, e voltar à dinâmica de vitória de antes da paragem. 
Isso foi conseguido. Pelos pontos, e por uma exibição que ficou a dever a si própria mais alguns golos.
Agora é vencer na Póvoa. E "recuperar" Enzo. Estarão então criadas as condições perfeitas para enfrentar o Sporting - que, já se sabe, vai fazer deste jogo o seu campeonato.
Depois se verá o que dita o mercado até ao fim do mês 

O ONZE PARA O PORTIMONENSE


É o onze possível, sem Rafa, nem Enzo, nem Neres (os três melhores jogadores do plantel).
Rafa está castigado. Neres, penso, continua lesionado. Enzo não tem condições, pelo menos neste jogo, para entrar em campo - quer pela sua atitude disciplinar, quer pelo mediatismo da sua situação.

127 MILHÕES NÃO SE RECUSAM POR NINGUÉM

Se isto é verdade, não há que hesitar: vender imediatamente, seja a pronto ou a prestações.
O Benfica vive para ganhar. Mas no futebol profissional não se ganha sem dinheiro. Os jogadores são mal vendidos quando ainda se estão a valorizar (ex: António Silva), ou quando o seu valor de mercado já não cobre o valor desportivo (ex: Rafa). Quando estão num pico de valorização (ex: Enzo) é aproveitar a onda, antes que uma lesão ou quebra de rendimento faça perder o comboio.
Adeus Enzo.

CASO ENZO: QUE FAZER?

Talvez haja muita matéria que não seja do conhecimento público. Daquilo que se sabe na comunicação social, o que eu faria era:

- Punir o jogador pela ausência à revelia das indicações do clube (multa, e eventual suspensão para o jogo com o Portimonense);

- Explicar-lhe que ninguém está acima do clube, que ninguém o obrigou a assinar o contrato, e que será vendido no momento próprio, salvaguardando os interesses de todas as partes. E ainda que este tipo de atitudes não o valorizam, nem aos olhos dos adeptos, nem aos olhos do mercado;

- Preparar desde já a sucessão, intensificando a abordagem ao mercado;

- Havendo propostas acima de 100 milhões, vender já.



ENTRADA EM FALSO

Paradoxalmente o Mundial, que pode encher os cofres ao Benfica, pode também vir a ter um peso desportivo tremendamente negativo numa equipa que, antes do Catar, seguia com uma dinâmica ganhadora notável, e, depois, já foi eliminado de uma prova, e agora vê reduzida a vantagem na tabela do campeonato após uma estrepitosa derrota em Braga.
Os próximos jogos dirão com que consequências. Mas a primeira parte da Pedreira não pode deixar de preocupar - pela falta de frescura e dinamismo, e também por algumas prestações individuais medonhas.
Na segunda parte a missão era quase impossível. Viu-se mais garra, mais velocidade, mas pouco esclarecimento e nenhuma eficácia.
Agora há que ganhar já, recuperar física e mentalmente, e voltar a entrar no caminho certo. A equipa já mostrou a sua enorme qualidade, e quero acreditar que o efeito Mundial se tenha esgotado no Minho. 
Qualquer triunfalismo era exagerado. Entrar em depressão quando se lidera com 5 pontos de avanço também não é razoável. 

VEDETA DA BOLA deseja um Feliz Natal a todos os leitores. 

EM EQUIPA QUE GANHA NÃO SE MEXE

O Benfica lidera a Liga com oito pontos de vantagem. Está nos oitavos-de-final da Champions onde vai defrontar o Brugge. Está na Taça de Portugal. Já venceu no Dragão, ganhou duas vezes à Juventus, resistiu com dois empates diante do poderoso PSG de Messi e Mbappé. Não perde há 28 jogos oficiais. Tem sido a melhor equipa em Portugal, e uma revelação na Europa.
Para quê mudar?
Penso que, com o plantel que existe, limpo de algumas gorduras, o Benfica poderá cumprir todos os seus objectivos: ser campeão, ganhar a Taça e chegar longe na Champions. Já mostrou que o pode fazer.
Penso, também, que o mercado de Janeiro é traiçoeiro: quem é bom não está livre, quem está livre algum problema traz. Veja-se Weigl, que rompeu com todos os equilíbrios do balneário (nomeadamente salariais), não teve rendimento, e, mesmo sem culpas próprias, estragou uma época que até estava a correr bem.
Por mim, no imediato, dispensava André Almeida (finito), Brooks (desnecessário), Gil Dias (sem qualidade), Paulo Bernardo (sem espaço), Draxler (caro e sem rendimento) e Rodrigo Pinho (penso que até já terá partido). Concentrava esforços em manter todos os outros, nomeadamente Otamendi, Enzo e Gonçalo Ramos (muito assediados), e partia para o final de época com um grupo curto, jovem, coeso e competitivo, deixando espaço para o eventual aparecimento de um ou outro elemento da Equipa B (João Neves?).

SOBRE O MUNDIAL

As razões pelas quais decidi não fazer qualquer comentário, neste espaço, sobre o Campeonato do Mundo do Catar, infelizmente prevalecem. É fácil esquecê-las. Cabe ao mundo civilizado lembrá-las.
Evitei, ao longo das últimas semanas, deixar-me esmagar pelo totalitarismo comunicacional em redor do evento, do Ronaldo, da selecção e afins. Mas não deixei de torcer pelo sucesso de Portugal, que, também infelizmente, já previa difícil, em virtude das teimosias em manter figuras ultrapassadas no banco e em campo. Entusiasmei-me com a goleada à Suíça. Sofri com a desilusão diante de Marrocos.
Sobre o Catar, lato sensu, não deixarei de estar atento à actualidade informativa. Nomeadamente sobre a eventualidade/probabilidade de os subornos à bela vice-presidente do Parlamento Europeu se estenderem a muito mais figuras daquela e de outras instituições internacionais. Isso não será matéria para este espaço.
Sobre o Mundial em si, tenho de admitir que o futebol ganhou à política. De goleada. E que as polémicas foram sendo esmagadas pelas estrelas, pelos golos, pelo espectáculo.
Com todo o envolvimento negativo em seu redor, dentro do campo houve bons jogos, a culminar numa das melhores finais da história. Houve brilho de estrelas, houve surpresas, drama e tudo aquilo que se pretende de uma competição desportiva.
Uma coisa não tem, obviamente, a ver com a outra. E Messi, como Mbappé (sem dúvida as duas figuras cimeiras deste evento), fizeram o seu papel que é jogar bem, dentro do campo.
A Argentina ganhou justamente, com dois benfiquistas em grande destaque. Sobretudo Enzo que mostrou todo o potencial de vir a ser, em breve, um dos melhores médios do mundo. De resto, o Campeonato correu bem ao Benfica, com Gonçalo Ramos também a valorizar-se elevado a três.
Agora, depois de uma Taça da Liga meio a sério meio a brincar (com umas equipas desfalcadas e outras não), volta o campeonato. E logo em Braga, onde um Benfica, espera-se já completo, tem a missão de desmentir o cepticismo que uma derrota num jogo amigável e uma eliminação sem perder na Taça desta Liga podem ter lançado sobre algumas mentes.

O OLIMPO DOS DEUSES

Mbappé tem a palavra nos próximos anos. Mas, de momento, o pódio da história do futebol parece bem definido: Maradona, Pelé e Messi.
Só depois vem Cruyff, e Di Stéfano, e Eusébio, e Cristiano Ronaldo. E ainda Puskas, Garrincha, Zidane, Platini, Beckenbauer, Bobby Charlton, Best, Ronaldinho, Ronaldo Fenómeno, Gerd Muller, Van Basten, Romário e outros. Os três mais são claramente os da foto.

 

UM DIA TRISTE


Faleceu um Amigo.
Comentador habitual deste blogue. Divulgou-o bastante na sua fase inicial. Grande Benfiquista. Ex cronista do jornal O Benfica. Antigo praticante e apaixonado por Atletismo.
Manuel Arons de Carvalho partiu hoje, e deixa este espaço mais pobre.
Paz à sua Alma. 

ELIMINAÇÃO INJUSTA

Uma competição oficial jogada com algumas equipas oficialmente desfalcadas. Uma eliminação sem qualquer derrota. Um empate depois de desperdiçar uma dezena de claras oportunidades de golo.
Foi isto que se passou. É duro, mas não pode, nem vai, alterar o rumo da história. 

O MELHOR DO MUNDO

Vejam bem este vídeo. É Diego Armando Maradona no Mundial 86. Vários jogos. Vários lances. Genialidade total e inigualável. Quem não era nascido pode perceber aqui porque ainda se fala tanto dele.
Maradona não fez a melhor carreira do mundo (essa talvez venha a ser a de Messi). Não foi a melhor pessoa do mundo (nem de perto). Não é o melhor exemplo de profissionalismo, nem de desportivismo (é até um dos piores). Mas foi o mais genial jogador de futebol de todos os tempos. Talvez algum extraterrestre um dia faça isto em campo com uma bola. Até hoje não vi mais ninguém fazê-lo.
Fica a pergunta: o que teria sido este homem sem cocaínas, sem lesões graves e outros problemas que teve, ou arranjou para ele próprio?

EUSÉBIO vs RONALDO

Não costumo alimentar muito esta discussão, até porque respeito bastante estas duas grandes glórias do passado do futebol português, naturalmente com um carinho maior pelo "Pantera Negra" - que jogou quase sempre no meu clube -, enquanto Cristiano Ronaldo fez a sua carreira no estrangeiro.
Um, infelizmente, está morto. Outro, felizmente, está vivo. Mas os números que apresento (fonte: Zero Zero) não vão mudar substancialmente. A não ser que, como Pelé (outro grande nome, neste momento a passar um momento difícil e a quem desejo as melhoras), passem a contabilizar milhares de golos obtidos em amigáveis, em treinos, ou em torneios de futsal amador - nos quais até eu marquei os meus golitos.
A verdade é que, além do recorde de golos em Mundiais (que agora só Gonçalo Ramos poderá bater nos próximos anos), Eusébio foi globalmente mais eficaz, tanto nos clubes, como com as cores de Portugal. A média de golos não mente.
O futebol dos anos sessenta era diferente. Eusébio não emigrou no auge da carreira, enquanto CR7 jogou no melhor Manchester United de sempre, e num dos melhores Reais Madrids, ao lado de outros Bolas de Ouro como Benzema ou Modric. O Benfica era então uma grande equipa, mas não acumulava talentos do mundo inteiro como as actuais multinacionais do futebol.
Cada um fará a comparação que quiser. Para mim, qualquer um deles tem lugar no top dez da história do futebol, onde também estão Maradona, Pelé, Cruyff, Di Stéfano e Messi. A ordem é difícil de estabelecer, pois depende dos critérios que quisermos aplicar. E ainda há Puskas, Zidane, Beckenbauer, Platini, Garrincha etc.

O MEU PLANTEL PARA O RESTO DA ÉPOCA

Porque em equipa que ganha não se mexe, porque tenho receio de perder os equilíbrios de balneário e de tesouraria, porque confio nestes elementos, porque é saudável um plantel curto, porque o mercado de Janeiro raramente traz mais-valias desportivas, porque é preciso dar algum espaço aos jovens, eu não contratava ninguém, e dispensava: André Almeida, Brooks, Gil Dias, Paulo Bernardo, Draxler e Rodrigo Pinho, reduzindo o plantel para 22 elementos + equipa B.
É arriscado? É. Mas se me lembrar da contratação de Weigl, mais arriscado ainda será mexer e errar alvos neste mercado, numa equipa que fez a campanha que fez até aqui, que conseguiu 8 pontos de avanço, e tem boas hipóteses de chegar longe na Champions. 

NÃO HAVIA NECESSIDADE

Mesmo sendo um jogo a feijões, custa perder, estraga a estatística, tira moral, alimenta os jornais e as TVs.
Pergunto eu: se era para simular um jogo competitivo frente a um adversário forte, porque não jogar a maior parte do tempo com o melhor onze possível? Se era apenas para dar ritmo ao plantel, porque não fazê-lo com um Vilafranquense qualquer?
Não aconteceu nem uma coisa, nem outra. Ficou-se no meio da ponte. E assim temos uma derrota antipática, que espero não tenha consequências, mas podia ter sido evitável.


O MEU MERCADO - pensando melhor...

Devo confessar que não tenho sido justo com Gonçalo Ramos. Afinal é um puto, e talvez seja mesmo o homem certo para, no eixo do ataque, levar o Benfica às conquistas.
Em minha defesa digo também que sempre lhe vi bastante futuro. Não lhe via era o presente que agora, de forma esmagadora, nos entra pelos olhos dentro.

 

O MEU MERCADO


Paulo Bernardo naturalmente por empréstimo. André Almeida rescisão amigável. Os outros três, pela melhor solução que se encontrar.
Quanto ao ponta-de-lança, surge com um ponto de interrogação pois tem várias condicionantes. É necessário que seja melhor do que os que cá estão, e que o salário não cause ondas de choque no balneário, como suspeito o de Weigl tenha causado há três anos, com queda a pique do rendimento do grupo.
O mercado de Inverno é muito difícil. É raro haver jogadores de qualidade disponíveis, pois esses não são libertados pelos seus clubes. É também raro que as contratações deste mercado sejam bem sucedidas, bastando lembrar Dyego Souza, Marcel, Derlei, Manduca, Robert, Hermes, Jonathan, Mukhtar, Yannick Djaló, Airton, Eder Luís, Kardec e o próprio Weigl. É preciso, pois, muito cuidado. Se não houver ninguém de qualidade acima de suspeita, mais vale não mexer. Até porque é isso que normalmente se faz em equipa que ganha.

ESTE BLOG BOICOTA O MUNDIAL E NÃO ESQUECE DIREITOS HUMANOS

Eis um homem de coragem. Para mim, o melhor em campo.
Enquanto umas selecções tapam a boca e outras ajoelham-se, da selecção portuguesa, da FPF, de Fernando Gomes ou de Cristiano Ronaldo, nem uma palavra ou um gesto sobre o Catar, sobre direitos humanos, sobre respeito ou justiça. Quando se vê as principais figuras de Estado a desvalorizar o tema,  também não admira que os súbditos se comportem assim.
Houve Jogos Olímpicos na Alemanha de Hitler, houve Mundiais na Itália de Mussolini, na Argentina de Videla, e na Rússia de Putin. Acontece que hoje a consciência do mundo é diferente, e ainda bem.
À beira de 2023, já não é aceitável atribuir um Mundial a um país de dinheiro fácil, de escravatura e discriminação, que nada tem para oferecer a não ser encher os bolsos aos dirigentes da FIFA. E também não é aceitável que as três principais figuras da nação portuguesa se desloquem em fila para assistir a jogos de futebol, à hora em que muitos milhares de portugueses trabalham e nem sequer os podem ver na televisão.
Apesar de tudo, desejo obviamente que a selecção nacional chegue o mais longe possível na prova. Sou português. Apesar da FIFA e de tudo o que rodeia o fenómeno, ainda gosto de futebol. Vi a segunda parte com o Gana, e vi todo o jogo com o Uruguai.
Mas até dia 18 de Dezembro (data da final) não escreverei uma linha sobre jogos, golos ou resultados. É a minha forma simbólica de me manifestar. Há coisas muito mais importantes do que o futebol - apesar de tanto o amar. Não me vale de nada, mas salvaguarda a minha consciência. Se todo o mediatismo do futebol não puder servir para denunciar injustiças e tiranias, então desconfio que não sirva para coisa nenhuma.
Este blog não está com a FIFA, nem com o sr. Infantino, nem com a FPF, nem com os nababos que mandam no Catar. Está, sim, com as famílias dos milhares de mortos nas obras de construção dos estádios do Mundial. Está também com quem protesta nas ruas do Irão contra um regime anacrónico e violentador da dignidade humana. Está ainda com quem mostra folhas em branco nas ruas das cidades chinesas clamando por liberdade. 
Se não quisermos saber de nada disso, em breve deixaremos de querer saber também dos ucranianos, depois dos paquistaneses do Alentejo e por aí fora. Lembrando Bertolt Brecht, se um dia precisarmos, talvez já não haja ninguém a querer saber de nós.

UM SENHOR

O "Bibota" foi o terror da minha infância. Marcou inúmeros golos ao Benfica, e foi o artilheiro dos primeiros (vários) campeonatos de que me lembro. Era um matador, com excelente sentido de desmarcação e bom jogo aéreo. Um craque que merecia outra carreira, por exemplo, na Selecção Nacional. Mas trago-o aqui porque fora do campo também foi sempre um Senhor. Respeitava os adversários, e assim dava-se também ao respeito. Marcava golos (e conquistava títulos) ao Benfica, e ainda assim era uma figura merecedora da minha admiração enquanto adepto do futebol. Fernando Gomes foi a prova de que se pode ser ganhador e respeitador, coisa que infelizmente nem sempre foi compreendida no seu clube de sempre. Deixo-lhe a minha homenagem, desejando que descanse em paz.

TAÇA DA LIGA

O jogo com o Penafiel merecia outro desfecho. O Benfica entrou bem, e mostrou durante quase todo o tempo que a Taça da Liga não é para brincadeiras. Foi pena não ter goleado, ficando agora obrigado a vencer em Moreira de Cónegos. Foi o 27º jogo sem perder. 33º contando com a pré-época.


ESTE BLOG BOICOTA O CIRCO DA FIFA, DO SR. INFANTINO E DOS OUTROS PARASITAS

Que descanse em paz a história dos Mundiais que tanto me apaixonaram no passado.
 

E VÃO 43!

São já 43 as vitórias internacionais do universo Benfica na corrente temporada. Na temporada passada, por esta altura, os encarnados somavam 33, e caminhavam para aquele que veio a ser um recorde nacional (64). Se as coisas correrem bem, esse recorde pode vir a cair em breve.
O Benfica está (esteve ou estará), em 2022-23, integrado nas seguintes provas internacionais:

FUTEBOL MASCULINO: Liga dos Campeões
FUTEBOL FEMININO: Liga dos Campeões
FUTEBOL FORMAÇÃO: Youth League (eliminado)
HÓQUEI MASCULINO: Liga dos Campeões
HÓQUEI FEMININO: Liga dos Campeões
HÓQUEI FORMAÇÃO: Eurockey Cup Sub 15
BASQUETEBOL: Liga dos Campeões FIBA
BASQUETEBOL FEMININO: Euro Cup
FUTSAL MASCULINO: Liga dos Campeões
FUTSAL FEMININO: Liga dos Campeões
ANDEBOL MASCULINO: Liga Europeia
ANDEBOL FEMININO: European Cup
VOLEIBOL MASCULINO: Liga dos Campeões
ATLETISMO MASCULINO: Taça dos Campeões Europeus (realização incerta)


VITÓRIAS INTERNACIONAIS EM 2022-23 (até ao momento) 



VITÓRIAS INTERNACIONAIS EM 2021-22

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NOTA: Apesar de tudo, VdB deseja as maiores felicidades desportivas à Selecção Portuguesa, e em especial a António Silva, João Mário e Gonçalo Ramos.
 

SEMPRE A RITMO

Como disse Roger Schmidt após a partida, o resultado não espelha aquilo que se passou em campo. O que fica para a história é um triunfo tangencial sobre uma equipa da segunda liga. Mas na verdade o Benfica ficou a dever a si próprio uma goleada, tal o número de oportunidades flagrantes que criou.
O Estrela bateu-se bem, mas nada pôde frente a uma equipa que, mesmo desfalcada de seis titulares, se apresentou confiante, fresca e disposta a resolver cedo a partida.
Gostei de ver Rafa com a braçadeira de capitão, da adaptação de Chiquinho ao meio-campo e de ver Draxler (com um golo) e Morato de volta aos relvados. No global houve falhas, mas não destaco ninguém pela negativa. Antes sublinho que o Benfica continua a sua saga vitoriosa, que se espera ver continuada no próximo fim-de-semana, na Luz, diante do Penafiel. 

DISPONÍVEIS - actualização

DISPONÍVEIS: Odysseas Vlachodimos, Helton Leite e Leo Kokubo; Gilberto, Lucas Veríssimo, João Victor, Alex Grimaldo, André Almeida, John Brooks, Morato, Mihailo Ristic e Gil Dias; Florentino Luís, Chiquinho, David Neres, Rafa, Diogo Gonçalves, Julian Draxler, Cher Ndour, Martim Neto e Diego Moreira; Petar Musa e Rodrigo Pinho.

SELECÇÃO PORTUGAL: António Silva, João Mário e Gonçalo Ramos.

SELECÇÃO ARGENTINA: Nicolas Otamendi e Enzo Fernandez.

SELECÇÃO DINAMARCA: Alexander Bah.

SELECÇÃO SUB 21: Samuel Soares, Paulo Bernardo e Henrique Araújo.

LESÕES: Fredrick Aursnes.

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Não digo que não verei alguns jogos, nomeadamente os de Portugal. Não digo que não desejo que a Selecção Nacional surpreenda e faça história. Mas há demasiadas circunstâncias em redor deste Mundial, internacionais e nacionais, extra-desportivas e desportivas, que me distanciam dele. E lamento que no universo futebolístico todos pareçam compactuar com o que se passa no Catar no que diz respeito aos direitos humanos, com o que se passou quando, por métodos corruptos, lhe foi atribuída a organização da prova (é preciso é que o dinheiro continue a circular...) impondo-se assim uma pausa estúpida a meio da temporada, e, no plano nacional, ninguém questione a convocatória de Otávio, e quase todos continuem a bajular Ronaldo - que é hoje elemento condicionador e desestabilizador na "equipa das quinas".
Já nem falo em Fernando Santos, que deveria ter saído da FPF em 2021, após o Europeu, e que manifestamente não tem mãos para o Ferrari que lhe caiu no colo. Ou da inexorável perda de brilho do futebol de selecções face ao de clubes, desde que estes começaram a acumular talento de todas as nacionalidades.
Enfim, algumas coisas seria capaz de tolerar, ou passar por cima. Todas, é impossível. E devo dizer que a mais grave de todas é a questão dos direitos humanos, que o futebol jamais poderá ignorar - ou então todas as placas a dizer Respect, todas as iniciativas contra o racismo, não passam de pura hipocrisia.
Nem sequer me dou ao trabalho de fazer um onze. Pelo menos, teria colocar lá Rafa, e tirar Ronaldo e Otávio.
Em nome da decência, em nome da memória de grandes Mundiais do passado (70, 74, 82, 86, etc), desafio outros blogues a fazerem o mesmo que eu, e deixarem este para quem o estragou.

TAÇA DA LIGA

Plantel disponível: 

Helton Leite e Kokubo; Gilberto, Lucas Veríssimo, João Victor, Grimaldo, Brooks e Ristic; Florentino, Chiquinho, David Neres, Rafa, Diogo Gonçalves e Gil Dias; Petar Musa e Rodrigo Pinho.

A partir do 2º jogo também Vlachodimos, Paulo Bernardo e Henrique Araújo.

Lesionados: Morato, Aursnes e Draxler.

Jogos:

DOMINGO, 20/12, 19.00h: Estrela da Amadora (fora)

SÁBADO, 26/11, 20.45h: Penafiel (casa)

SÁBADO, 17/12, 19.00h: Moreirense (fora)

(?) QUINTA, 22/12: Arouca ou Santa Clara (casa)


PS: Confesso que me esqueci do André Almeida. Mas também não sei se ele efectivamente conta. Quanto ao Morato, não tenho a certeza de estar disponível para o primeiro jogo. E os da equipa B, com excepção do Samuel Soares e do Paulo Bernardo (nos sub 21), estão obviamente à disposição de Roger Schmidt.

QUEIROZ, MOURINHO, PAULO BENTO, SARRI, RANGNICK, TEN HAAG...

Quase tudo o que tinha a dizer sobre Ronaldo disse-o aqui.
Infelizmente, este novo capítulo da novela já não me surpreende. CR7 não está a saber conviver com a sua própria decadência, quer arrastar o Manchester United com ele, e temo que arraste também a selecção portuguesa. Enquanto foi o melhor do mundo (ou um dos melhores, para ser rigoroso), limitou-se a existir e a exibir-se, sempre num registo absolutamente narcisista, perante a plateia de bajuladores. Agora que não é, parece empenhado em destruir sua imagem de figura pública portuguesa mais conhecida de todos os tempos. Quase sinto pena de alguém que, tendo muito dinheiro, já não tem mais nada para além disso. E isso, no meu ponto de vista, é pouco.
Talvez no Mundial - competição curta, de momentos e instantes - possa ainda fazer ouvir um canto de cisne. Vai picado e certamente tentará sair por cima. Para bem de Portugal, oxalá o consiga. Mas sinceramente não espero muito. Não espero nada.


1º CICLO TERMINADO

Vitória, três pontos, invencibilidade, oito pontos de vantagem. Era o que se pedia do jogo com o Gil Vicente.
A exibição não foi das melhores, e só a espaços encantou. Os benfiquistas começam a estar mal habituados, e já esperam ópera de cada vez que vão à Luz. Mas o campeonato é isto. Umas vezes joga-se melhor, outras nem tanto. O importante é ir conquistando os pontos.
Segue-se a longa paragem. Enfim, há Taça da Liga, mas não é a mesma coisa.
O Campeonato regressa com a deslocação a Braga. Esse vai ser um jogo determinante, quer pelo grau de dificuldade, quer pela afirmação da equipa perante esta inoportuna quebra de ritmo.

CONVOCATÓRIA

Sem William, Ronaldo e sobretudo Otávio, e com Florentino, Renato e Guedes, esta até podia ser a minha selecção.
Com Otávio em campo é-me francamente difícil ter algum entusiasmo com o Mundial - ainda por cima nesta altura do ano, e num país que o comprou através de corrupção e onde os direitos humanos mais básicos não são respeitados.
Esta competição merecia era um boicote, e envergonha memórias como as dos mundiais 82 ou 86.

EM FRENTE NA TAÇA

Um golo chegou.
Não se exigia, nem se esperava que a goleada de Domingo se repetisse, perante um adversário ferido e revitalizado pela entrada de vários jogadores frescos.
Também é verdade que a expulsão ajudou, embora já ao intervalo se percebesse que era uma questão de tempo até o Benfica marcar.
Antes e depois do golo de Neres, a vitória poderia ter ficado ampliada. Não foi necessário.
O Benfica passou mais uma eliminatória na Taça de Portugal, e agora espera-se que feche esta fase da temporada em beleza, ganhando ao Gil Vicente e, pelo menos, mantendo a vantagem na tabela do campeonato.
PS: Quanto às convocatórias das selecções, espero que os jogadores do Benfica lhes escapem, tanto quanto possível. O futebol de selecções já não é, para mim, o que era, a equipa de Fernando Santos é, por vários motivos, bastante antipática, e este Mundial não devia nunca decorrer quando e onde vai decorrer. Mas tudo isto fica para quando houver mais tempo. 

TUDO CORRE BEM...

Apesar de o Club Brugge ser o adversário mais simpático que o Benfica poderia ter nos oitavos-de-final (melhor era, de facto, impossível), será imprudente dizer que se trata de um adversário fácil. O Benfica é favorito, mas tem de o demonstrar em campo.
É interessante também verificar que entre Real Madrid, Liverpool, PSG e Bayern dois vão ficar já de fora.
Será esta uma Champions histórica para o Benfica? Acredito cada vez mais que sim.
Pelo menos até Fevereiro, há espaço para sonhar.

CÉUS!!! ATÉ CHIQUINHO?!? ATÉ RISTIC?!?

Cada jogo, um festival. Vitórias, goleadas, futebol empolgante e esmagador. É assim o Benfica de Roger Schmidt. Provavelmente, um dos melhores da minha vida.
Faltam os títulos, ou pelo menos o título, para certificar definitivamente este Benfica como uma das equipas do século no futebol português, ao lado dos Portos de Mourinho e Vilas-Boas, ou do primeiro Benfica de Jesus. Porventura será cedo para falar nestes termos, mas limito-me apenas ao que tenho visto nestes meses, esperando, obviamente, que tenha sequência daqui em diante. É preciso confirmar. Falta muito para tal. Mas a tendência é essa, e isso é inegável.
É impressionante como todos os jogadores brilham, mesmo os mais improváveis. Tudo corre bem, tudo funciona, e isso traz uma confiança transbordante.
Os adeptos beliscam-se para ter a certeza de que não se trata de um sonho. E a cada jogo vão alimentando a esperança numa temporada repleta de sucessos.
Faltam-me palavras para continuar. Deixem-me deleitar-me com esta equipa, com este futebol maravilhoso, com um Benfica a desafiar a sua história. Quem o pára?

ORDEM DE PREFERÊNCIAS

Evitar a todo o custo o Liverpool. De resto, seja o que Deus quiser.
 

A TOCAR NOS CÉUS

O primeiro lugar dependia do PSG. Dizia-se. Eu também o disse. Mas o Benfica de Roger Schmidt mandou às malvas todas as dependências e interdependências, e tratou de conseguir o último objectivo da fase de grupos pelo caminho mais estreito, mas também mais empolgante e mais autoritário. Foi à Benfica.
Ao intervalo o resultado era mentiroso. Contei quatro ocasiões de golo desperdiçadas pelos encarnados, que depois de se colocarem em vantagem permitiram o empate num penálti fortuito.
Na segunda parte, mesmo com substituições forçadas, mesmo com algumas segundas linhas, começou o festival. E quando assim é, meus amigos, ninguém pára este Benfica.
Foi o segundo, depois o terceiro, e ora toma lá mais um, e ora dá cá outro, até chegar à meia-dúzia, a conta certa para a liderança. Até Chiquinho brilhou (naquele que foi seguramente a sua melhor exibição de Manto Sagrado vestido). O melhor em campo? Talvez João Mário, no meio de várias prestações notáveis, e algumas delas mesmo surpreendentes - Chiquinho, Diogo Gonçalves).
Não há muitas palavras para esta equipa. Já o escrevi, e volto a escrever: é das melhores de que me lembro. Temo que os efeitos da longa paragem do Mundial possam interferir nesta dinâmica, que por ora é absolutamente esmagadora. Se tal não acontecer, espera-se uma época triunfante. Uma época gloriosa, que os benfiquistas já merecem há algum tempo.

PARA GANHAR

Pelo primeiro lugar do grupo (e esperar que a Juventus tire pontos ao PSG...), pelo prestígio, pelo dinheiro, pela confiança, pela invencibilidade, pelos adeptos, pelo Benfica.

UM BOM TREINO

É assim que eu gosto: jogo resolvido nos primeiros minutos, e segunda parte tranquila até a sonolência.

O jogo com o Chaves não foi só isso. Houve bom futebol e mais algumas jogadas maravilhosas. Houve cinco golos, poderiam ter sido oito.

Este Benfica seduz, empolga e faz sonhar qualquer um. Até agora é dos melhores do meu tempo, e a cada jornada que passa mais me convenço de que será assim até ao fim. Veremos. 

Pena não haver ali um Cardozo, ou um Mitroglou (já nem peço um Jonas...) , que materialize muitas das oportunidades desperdiçadas. Ainda assim Ramos é o melhor marcador do campeonato - e é também um jovem com muito futuro, que não devia ter ainda tamanha responsabilidade sobre as costas. Talvez Janeiro traga uma surpresa. 

COM O CHAVES - atenção à ressaca

Na ressaca de uma épica noite europeia, o perigo vem da ressaca. É preciso mudar o chip e descer à terra, para defrontar uma equipa que venceu em Braga e em Alvalade.
Neres será importante neste jogo, e como Aursnes parece cada vez mais difícil de tirar do onze, e Enzo descansa em Israel, o sacrificado seria desta vez Florentino. Bah não está na sua melhor forma, pelo que se espera o regresso de Gilberto, mais fresco, à posição. Quanto ao ponta-de-lança (ponto fraco desta equipa), daria descanso a Ramos e apostaria em Musa - é o que há.

RENOVAÇÃO PARA ONTEM - o melhor salário para o melhor jogador

Rafa é neste momento, argumentavelmente, o melhor jogador português. É também, talvez, o melhor jogador português do Benfica deste século. E, seguramente, o melhor jogador deste Benfica de Roger Schmidt - que, diga-se, é um Senhor Benfica.
Há notícias de que está em processo de renovação. Espero que seja verdade, e aconselho Rui Costa a ser generoso: Rafa merece, sem sombra de dúvida, o melhor salário do plantel.
Seria fastidioso procurar, mas há neste espaço vários textos, fundamentalmente desde 2019, a chamar a atenção para o talento que ali estava. Muitos discordavam (nunca percebi porquê), mas já nessa altura, foi ele, mais do que Félix ou outro qualquer, a grande figura do último campeonato ganho pelos encarnados. E mesmo na temporada passada foi rei das assistências em Portugal, e senhor de grandes exibições na Champions.
Chalana foi o meu ídolo de infância. Por vezes vejo em Rafa reminiscências do "Pequeno Genial". E gostaria bastante que fosse ele a vestir a sua camisola dez, que também foi a de Rui Costa, Valdo, Aimar ou Jonas. É esse o número que veste. Esta época talvez já seja impossível, mas a partir de Julho, o próprio Chalana, esteja lá onde estiver, aplaudirá.
Quanto à Selecção, espero que Rafa não volte atrás com a palavra, até para não o ver sentado no banco à espera que o "dono daquilo tudo" entenda ser altura de o deixar jogar uns minutinhos.
A renovação, essa é para ontem.

M E M O R Á V E L !!!

Tivesse o jogo terminado aos 77 minutos e não teria dúvidas em afirmar: era esta a melhor exibição da história do Benfica no novo estádio.
De facto, foi um regalo, e por momentos tive de me beliscar para ter a certeza de que não estava a sonhar:  Benfica a golear e a vulgarizar a Vecchia Signora, com apontamentos de classe só ao nível das super-equipas. Antevia-se o quinto golo. Quem sabe o sexto, num espectáculo que já não era bem futebol – era música, da melhor.
Aqueles dois golos da Juventus vieram em contra-corrente, e causaram uma tensão final de já ninguém estava à espera. Uma partida que merecia ter terminado 5-1 ou 6-1, acaba num 4-3, que não lhe retira espectacularidade, mas a cujo resultado tangencial não será permitido entrar na galeria dos mais históricos.
Ficou o essencial: a vitória, a passagem, e também 77 minutos de arte pura. Quem viu, não esquecerá jamais.
Agora vou falar de Rafa. Por fim a Luz está a reconhecer um talento ímpar, que cada vez mais se estranha não ter feito a carreira internacional, por exemplo, de um Bernardo Silva. Neste jogo esteve a um centímetro da perfeição (que seria um hat-trick, na bola que enviou ao poste). E começo a ficar preocupado com a possibilidade de ainda vir a acabar por sair do clube, pois, mau grado os 29 anos, a cegueira dos olheiros não durará eternamente.
Por mim, Rafa renovava hoje, por mais 4 anos, com o salário mais alto do plantel, e a partir da próxima época com o número dez – que lhe assentaria perfeitamente nas costas.
É ele quem mais me faz lembrar outro mágico: Fernando Chalana.
E não há muito mais a dizer. É ver, rever e emoldurar. Aquilo que se passou na Luz acontece poucas vezes na vida.
Deixo talvez apenas uma última palavra, dirigida aos jogadores, técnicos e dirigentes do meu clube: obrigado!

PARA GANHAR

Que me perdoe o Aursnes, mas não vejo quem tirar, e Neres mostrou no Dragão que tem de jogar. O empate, em princípio, basta, o adversário tem individualidades que podem aparecer de um momento para o outro, mas há que jogar para ganhar.

SEM ESPINHAS

Pode dizer-se que a expulsão precoce de Eustaquio condicionou o jogo. Mas sendo ela indiscutível, tratou-se tão somente de um momento de sorte, que o Benfica acabou por merecer.

As mexidas ao intervalo, depois de uma primeira parte pouco conseguida, deram luz ao Benfica. Sobretudo por via da entrada de Neres, que deu posse de bola e acutilância. O Porto teve dez minutos de pressão entre os 75 e os 85, e com excepção desses momentos, a segunda parte foi do Benfica.

Rafa decidiu, mas foi Neres a chave que abriu as portas da vitória. Abaixo deles houve algumas exibições boas, outras razoáveis, e algumas menos felizes. Isso agora pouco interessa. Os três pontos é que contam, e venha a Juve.

O árbitro teve uma actuação imaculada, surpreendendo pela coragem que teve ao resistir a todas as pressões, simulações e provocações que são habituais naquele estádio. 

RECEITA PARA O DRAGÃO

O QUE O BENFICA VAI ENCONTRAR: Onze halterofilistas de faca nos dentes, sangue nos olhos, movidos a turbo e com impunidade absoluta, dispostos  a tudo (provocações, simulações, agressões, insultos) para fazer o jogo do ano e esmagar o odiado rival.
RECEITA PARA VENCER: Serenidade, futebol rápido de primeiro toque e variações de flanco, fazendo-os correr, e libertando-se das zonas de pressão. Aproveitar as oportunidades.

RAZIA

Não sei se é record, mas não me lembro de coisa assim. Quase metade da primeira divisão foi à vida logo na primeira eliminatória da Taça. A maioria dos casos contra equipas da Liga 3. Acresce que Benfica e Vizela só passaram nos penáltis, o Braga com um golo no último minuto, e Famalicão e Estoril com vitórias tangenciais. Motivos para profunda reflexão.

JÁ PASSOU

Os jogos de Taça são cada vez mais complicados. A velha estratégia de "esperar que se cansem" já não resulta, pois a preparação física das equipas dos escalões secundários aproxima-se cada vez mais da das equipas profissionais. Quando estamos perante um conjunto de atletas dispostos a fazer o jogo da vida deles, e não se entra com o ritmo adequado, corre-se riscos.
O Benfica correu riscos. Correu demasiados riscos. Mas passou a eliminatória, que era o mais importante.
Não fosse o erro de António Silva (todos os cometem, veja-se Cancelo) e tudo seria mais ou menos normal. O empate, naquele momento, deu suplemento de ânimo os jogadores da casa, que apoiados por um público entusiasta deram a vida para fazer história. Não custa admitir que o mereciam. Mas na hora das decisões, pesou a experiência e a frieza dos mais capazes.
Agora, venha o "clássico".

ONZE PARA CALDAS


 

CINCO BREVES NOTAS SOBRE A JORNADA EUROPEIA

ARBITRAGENS: Fosse o Benfica-PSG uma eliminatória a dois, e a UEFA jamais permitiria uma arbitragem tão equilibrada como a que se viu em Paris. Mas a verdade tem de ser dita, e o inglês Michael Oliver mostrou como se torna fácil um jogo difícil, cujo resultado foi decidido por dois penáltis, e em que houve vários lances para cartão, sempre bem ajuizados. O VAR foi utilizado quando necessário, e no fim, pese embora todas as incidências, ninguém se lembrou do árbitro. Devia ser sempre assim, e com a possibilidade de recorrer às imagens, não há razões para que não seja.
Já em Leverkusen, o FC Porto beneficiou de duas grandes penalidades que deixam muitas dúvidas. A segunda delas, aliás, não me deixa dúvida nenhuma: simplesmente não existe. Não sei se aquele romeno recebeu algum convite, mas, com franqueza, parecia que estávamos a ver a Liga Portuguesa.
ESGAIO: Confesso que tenho pena do rapaz. Não é nenhum craque, mas também não acho que seja tão mau como o pintam. É uma espécie de Gil Dias, ou Diogo Gonçalves, ou Chiquinho. Acontece que está num clube que tem sempre de encontrar culpados para os seus fracassos, de forma a nunca admitir a verdadeira realidade: não tem estofo para estas andanças da alta roda europeia. Nunca o teve - apenas por cinco vezes na história passou da primeira ronda na Taça/Liga dos Campeões, só uma vez passou dos oitavos.
Nas provas internas o problema é sempre o Benfica. No estrangeiro, como o Benfica não compete directamente, há que crucificar alguém, quer se chame Ruben Vinagre, António Adán ou Ricardo Esgaio. Mais uma derrota e sobra para outro Ruben. 
DARWIN: No jogo em que renasceu Mo Salah, Darwin Nuñez marcou um golo, pelo segundo jogo consecutivo. Klopp não é parvo, mas os adeptos do Liverpool não sabem aquilo que nós, benfiquistas, e portugueses, sabemos: o jovem uruguaio é um portento, mas...precisa de estar muito confiante e tranquilo para render o seu máximo. Torço por ele, simpatizo com ele, e só espero é que não se lembre de atingir o pico no Mundial, contra Portugal.
BARCELONA: Pelo segundo ano consecutivo vai ficar fora da fase a eliminar. Tem tido azar com os grupos, e com os jogos, mas também está por provar que Xavi seja o homem certo para devolver os catalães ao sucesso. O plantel é muito bom, mas também muito jovem (pelo menos no que toca aos seus elementos de maior valia, com excepção de Lewandowski). Os espanhóis empataram todos, e só o Real tem o apuramento bem encaminhado.
NÁPOLES: Comanda isolado a Série A, e comanda isolado o grupo da Champions só com vitórias, à frente de Liverpool e Ajax, aos quais, de resto, goleou. É um caso sério este Nápoles de Spalletti (porventura a obra-prima da sua carreira), que joga maravilhosamente, e tem no georgiano Kvaratskhelia (perdoem-me se não se escreve assim) a figura principal. 

AS CONTAS DO APURAMENTO


Resumindo: uma vitória basta, dois empates também, um empate e uma derrota deixam as coisas dependentes de terceiros, e até duas derrotas podem dar apuramento.
Pelo contrário, ainda há uma hipótese matemática de o Benfica nem sequer ir para a Liga Europa: se Benfica e PSG perdessem os dois jogos que lhe faltam seriam ambos ultrapassados por Juventus e Maccabi (9 pontos cada), ficando então a decisão do terceiro lugar dependente da diferença total de golos. 
Ainda todas as equipas podem terminar em primeiro ou em último.

ESTOFO EUROPEU

 Últimos sete jogos fora de casa do Benfica na Liga dos Campeões: