CA(SA) A ARDER
A demissão, com estrondo, de Duarte Gomes, promete agitar o Conselho de Arbitragem. Aliás, já está a agitar.
Entre Duarte Gomes e Luciano Gonçalves, não tenho a menor dúvida em quem mais confiar, ou, sendo mais rigoroso, de quem menos desconfiar. O presidente do CA é um gangster, que fez a arbitragem portuguesa regredir trinta anos. É o rosto da pior temporada da arbitragem portuguesa desde os tenebrosos tempos do "Apito Dourado".
Quando um árbitro beneficia grosseiramente o Sporting e na jornada seguinte vai dirigir o FC Porto, e quando o mesmo árbitro apita um jogo em que o Sporting perde (e queixa-se), e na jornada seguinte fica na jarra, está dado o sinal. Quando um árbitro prejudica escandalosamente o Benfica numa partida da primeira volta, e é nomeado para um jogo decisivo do Benfica na parte final do campeonato (em que volta a prejudicá-lo de forma grosseira), temos a confirmação. E o VAR, criado para defender a verdade desportiva, tornou-se um instrumento adicional de manipulação, fruto de interpretações criativas e avulsas do protocolo, feitas sempre com a mesma tendência.
Entre Duarte Gomes e Luciano Gonçalves, não tenho a menor dúvida em quem mais confiar, ou, sendo mais rigoroso, de quem menos desconfiar. O presidente do CA é um gangster, que fez a arbitragem portuguesa regredir trinta anos. É o rosto da pior temporada da arbitragem portuguesa desde os tenebrosos tempos do "Apito Dourado".
Quando um árbitro beneficia grosseiramente o Sporting e na jornada seguinte vai dirigir o FC Porto, e quando o mesmo árbitro apita um jogo em que o Sporting perde (e queixa-se), e na jornada seguinte fica na jarra, está dado o sinal. Quando um árbitro prejudica escandalosamente o Benfica numa partida da primeira volta, e é nomeado para um jogo decisivo do Benfica na parte final do campeonato (em que volta a prejudicá-lo de forma grosseira), temos a confirmação. E o VAR, criado para defender a verdade desportiva, tornou-se um instrumento adicional de manipulação, fruto de interpretações criativas e avulsas do protocolo, feitas sempre com a mesma tendência.
Não é preciso haver malas com dinheiro. Não é preciso haver mensagens encriptadas. Nem sequer troca de palavras. Hoje, na arbitragem portuguesa, quem prejudica o Benfica (ou beneficia o Sporting) sabe que, mais tarde ou mais cedo, será premiado; e os poucos que têm a coragem de tomar alguma decisão em contramão, são, mais tarde ou mais cedo, directa ou indirectamene, punidos. Isso está no ar que se respira. Sente-se. E os tempos do amadorismo na arbitragem, para o bem e para o mal, já vão longe.
É o sistema. Um novo sistema, agora pintado a verde e branco. Edificado, na sombra, enquanto o Benfica se debatia com inúmeros problemas judiciais e o FC Porto se debatia com graves problemas financeiros - ambos, de algum modo, limitados na sua capacidade de intervenção.
É o sistema. Um novo sistema, agora pintado a verde e branco. Edificado, na sombra, enquanto o Benfica se debatia com inúmeros problemas judiciais e o FC Porto se debatia com graves problemas financeiros - ambos, de algum modo, limitados na sua capacidade de intervenção.
Quando eu era criança, fazia campeonatos de caricas. Levava a coisa a sério, mas no fim ganhava o Benfica. A arbitragem portuguesa, transformada em marioneta, faz-me lembrar esses tempos, e esses "campeonatos". Não ganha sempre o Sporting - há jogos em que nem os árbitros fazem milagres. Mas lá que tentam, tentam. E pelo menos uma Taça de Portugal e cinquenta milhões de euros já estão a crédito do clube do Dr. Varandas. Para 16 meses em funções desde CA, não é coisa pouca.