AINDA MAIS NÚMEROS
MAIS NÚMEROS
Média de pontos perdidos pelo Benfica, por jogo, no Campeonato Nacional, década a década:
NÚMEROS
1º BENFICA 26 pts
2º Sporting 23 pts (-1 jogo)
3º FC Porto 23 pts
RIDÍCULO

É muito triste ver alguém em bicos de pés. E o culto da personalidade na FPF está a atingir níveis norte-coreanos.
Proença aparece em todo o lado, a propósito de tudo e de nada. Raro é o espaço entre programas do canal 11 onde não o vemos, ao abrir o site da federação lá está ele quase sempre. Mas vê-lo colocar-se ao lado de Cristiano Ronaldo ultrapassa todos os exageros.
Não sou fã do jogador, mas, caramba, é uma figura incontornável do futebol português e mundial. É normal que a FPF explore a sua imagem (pô-lo a jogar, aos 40 anos, é outra coisa). Não é normal que alguém figure a seu lado. Muito menos este ex árbitro medíocre que fez carreira nacional e internacional à custa de favores aos poderes então instalados.
A imagem é repugnante. De alguém que não tem noção da sua insignificância. De alguém que se julga muito mais do que é - sendo que o que é já é muito mais do que merecia ser.
Um bom árbitro para a UEFA e para a FIFA tem de cumprir três requisitos: apresentar boa forma física, falar bem inglês e conseguir manipular resultados sem dar muito nas vistas. A meu ver, Proença falhou demasiadas vezes na terceira condição: dava demasiado nas vistas.
Tanto como árbitro como agora enquanto dirigente.
MISSÃO CUMPRIDA
O golo de Prestianni, após um precioso roubo de bola de Rios, desbloqueou o jogo. Mas ainda assim, no resto da primeira parte, pouco mais se viu. Um Benfica desinspirado e um Vitória incapaz foram arrastando os minutos até ao intervalo.
Na segunda parte, novo roubo de bola e nova assistência de Rios, desta vez para finalização de Pavlidis (regressando assim aos golos), praticamente fechou o resultado. Haveria ainda tempo para um auto-golo, para várias substituições, e um ou outro momento de futebol. Ficou 3-0.
Globalmente não foi um grande jogo, mas teve um bom resultado. E, mais golo menos golo, a vitória encarnada nunca esteve em causa.
Destaque para Richard Rios, que criou os dois primeiros golos, tendo assim papel preponderante na vitória do Benfica.
UM ONZE DIFÍCIL
Com muitas ausências, terá de ser algo com isto: Trubin, Bah, Tomás, Gonçalo Oliveira, Dahl, Enzo, Barreiro, Lukebakio, Schjelderup, Pavlidis, Ivanovic.
HOJE É DIA DE FESTA
Num primeiro momento, a ideia era um blogue sobre futebol em sentido lato. Com o tempo, acabou por se tornar num espaço quase exclusivamente de benfiquismo.
Começou em modo clandestino, frequentado por três ou quatro amigos. Deu um grande salto em Abril de 2008, com a publicação de "Vinte anos de Mentiras de A a Z", que foi na altura uma bomba com quase 300 comentários em pouco tempo. Confesso que, quando escrevi o texto, não tive a mínima noção do impacto que ia causar.
Esse momento popularizou o blogue, que foi citado, entre outros sítios, no "Record" e na "RTP", e poucos meses depois originaria um primeiro convite para um programa da Benfica TV, e, ainda que indirectamente, também o convite para o jornal "O Benfica". No reverso da medalha, também algumas ameaças que apenas serviram para me dar maior resistência.
Em 2012, motivos de natureza pessoal obrigaram-me a limitar o conteúdo aos artigos que publicava no jornal e pouco mais. Muitos leitores afastaram-se irremediavelmente, algo que lamento mas não foi possível evitar. Em finais de 2016 o blogue voltou de algum modo à normalidade, e assim prosseguiu até às últimas eleicções do Benfica - com a pandemia e as suas vicissitudes pelo meio.
O apoio declarado a Rui Costa, em sintonia com a maioria dos benfiquistas, mas em contramão com grande parte do espaço cibernauta, por se tornar um assunto demasiado polarizado e polarizador, deu um impulso enorme às audiências - algo, garanto, muito longe de ser deliberado.
Muitos questionam o porquê de nunca ter passado a habitar outras plataformas, designadamente Instagram e/ou Facebook e/ou X. Na verdade, tenho algumas tendências anarco-primitivistas, e gosto de andar atrás (e não à frente, nem ao lado) da tecnologia. Mas as verdadeiras razões prendem-se com falta de tempo (a minha vida não é isto), e com o facto de esta actividade, além de unipessoal, ser estritamente amadora. Também por achar que o prazer que retiro de escrever não seria maior, nem diria mais nada do que posso dizer aqui. Talvez um dia possa acontecer. Agora não.
Em dia de festa, agradeço a todos os leitores e comentadores. São vocês que dão vida a este espaço. É também por vocês, e para vocês, que me dou a este trabalho. Mesmo quando não concordam comigo.
Espero que continuem a aparecer por aqui. Não prometo mais vinte, mas...
Um Forte Abraço. E Muito Obrigado!
DESCANSE EM PAZ
TODOS OS DÉRBIS
PONTO DE SITUAÇÃO - modalidades
CAMPEONATO: Em 1º da fase regular a 5 jornadas do fim com 6 pontos de vantagem sobre o 2º classificado (Sporting)
TAÇA DE PORTUGAL: Apurado para os oitavos-de-final (vai defrontar o Torreense)
TAÇA DA LIGA: Vencedor (7-1 ao Eléctrico na final)
SUPERTAÇA: Perdeu com o Sporting (1-6)
LIGA DOS CAMPEÕES: Eliminado pelo Sporting nos quartos-de-final (4-3 e 4-7)
JOGOS: 27 vitórias, 1 empate, 2 derrotas (ambas com o Sporting)
CAMPEONATO: Ficou em 1º da fase regular com 3 pontos de avanço sobre o Nun'Álvares. Vai defrontar o Novasemente nos quartos-de-final do playoff
TAÇA DE PORTUGAL: Apurado para a final-four
TAÇA DA LIGA: Perdeu com o Nun'Álvares na final, no desempate por penáltis
SUPERTAÇA: Perdeu com o Nun'Álvares (2-3)
JOGOS: 22 vitórias, 1 empates, 2 derrotas (ambas com o Nun'Álvares)
CAMPEONATO: Ficou em 2º na fase regular a 3 pontos do Sporting. Vai defrontar o SC Espinho nos quartos-de-final do playoff
TAÇA DE PORTUGAL: Perdeu com o Sporting na final (2-3)
SUPERTAÇA: Perdeu com o Sporting (1-3)
TAÇA CHALLENGE: Eliminado nos oitavos-de-final pelo Izmir no golden set
CAMPEONATO: Ficou em 4º lugar na fase regular atrás de FC Porto, SC Braga e Sporting. Vai defrontar o Leixões nos quartos-de-final do playoff
TAÇA DE PORTUGAL: Eliminado pelo SC Braga nos quartos-de-final (1-3)
SUPERTAÇA: Vencedor (3-0 ao Sporting)
LIGA DOS CAMPEÕES: Eliminado na fase de grupos
JOGOS: 23 vitórias, 12 derrotas
BOA, MIÚDOS!
DIFERENÇAS
BENFICA.....20 (1961, 1962, 1963, 1965, 1966, 1968, 1969, 1972, 1976, 1978, 1984, 1988, 1990, 1992, 1995, 2006, 2012, 2016, 2022 e 2023)
FC Porto.......11 (1987, 1991, 1993, 1994, 1997, 2000, 2004, 2009, 2015, 2019 e 2021)
Sporting.........2 (1983 e 2026)
A CULPA É DO RUI COSTA
Mais do que os cinco golos, sublinharia a gestão de compêndio da segunda parte do prolongamento. Uma equipa, para além de outras coisas, com uma maturidade impressionante. Com toda a sabedoria para gerir as circunstâncias do jogo. Sem erros. Sem precipitações. Cheia de confiança e mais não sei quê - mesmo não sendo o Bodo-Glimt aquilo que alguma comunicação social quis fazer dele.
Seja lá pelo que for, nestes três anos temos visto o Sporting mais forte desde os "Violinos" (dentro e fora do campo). E por outro lado, se eu aposto que não vão ganhar a prova, já não poria um cêntimo quanto ao Porto de Farioli na Liga Europa.
É este o contexto. Quem quiser ignorá-lo não percebe nada de nada.
Infelizmente, há quem ache que existe uma lei qualquer que obriga o Benfica a ganhar sempre a toda a gente. Mesmo quando, circunstancialmente, se depara com um contexto histórico sem paralelo. Quando, no passado, houve um Sporting desafiante, não havia Porto. Depois, durante décadas, não houve Sporting. Agora...
OU HÁ SILÊNCIO, OU COMEM TODOS
Além disso, a comunicação social, como a arbitragem, como a disciplina e a justiça do futebol, são hoje às riscas verdes. Há uma sobrerepresentação de sportinguismo nos media, que não corresponde à dimensão popular e social dos clubes. Depois, o Benfica é que vende. E quando está mal ainda vende mais. Isso faz das conferências de imprensa uma tourada. Bruno Lage, sem o estatuto e a estaleca de Mourinho, foi um alvo sistemático. Mas nem o "Special One" consegue lidar com tamanha hostilidade.
Por isso eu deixo uma proposta: o treinador só voltaria a sentar-se na sala de imprensa quando aqueles que decidem tantos jogos, os árbitros, também o fizessem. Ou há circo para todos, ou não há palhaço para ninguém.
NOS LIMITES
Estas vitórias acabam por ser bastante saborosas. Não devem porém iludir um padrão que se verificou ao longo da temporada, e foi razão para o Benfica se ver na situação em que está. Oito pontos perdidos com Santa Clara, Rio Ave, Casa Pia e Tondela. Triunfos demasiado sofridos na Choupana e em Arouca. Em suma, uma enorme dificuldade em lidar com blocos baixos, que passa por debilidades no jogo aéreo, e por médios e extremos pouco dados ao golo. Mas terá também uma componente mental: nos jogos com o Real Madrid viu-se uma equipa sempre intensa e concentrada - que, a espaços, também apareceu nos "Clássicos". Neste tipo de partidas comuns de campeonato, por motivos que desconheço, entra em campo a passividade, a sobranceria e a lentidão. Além de falhas de concentração absolutamente inadmissíveis.
Sabe-se também a falta que faz Aursnes. Acresce que, na frente, Pavlidis é uma sombra do jogador que já mostrou ser. Desde aquele falhanço no jogo do Dragão, não mais se encontrou, e está a precisar urgentemente de banco. Até porque Ivanovic tem entrado bem, e teve esta noite em Arouca um dos seus momentos da temporada - que certamente o irá deixar mais confiante.
Rios, apesar do golo, Rafa, que tarda em mostrar o futebol que sabemos ter, e Tomás Araújo, com pouca agressividade, Trubin com mais uma defesa para a frente, também merecem nota negativa. A primeira parte foi, aliás, toda ela medonha.
ONZE PARA AROUCA
Trubin, Dedic, Tomás, António, Dahl, Barreiro, Rios, Lukebakio, Prestianni, Schjelderup e Pavlidis.
O BENFICA (QUASE) TODO
AI SE FOSSE O BENFICA...
GRANDES CLUBES, POUCOS CAMPEONATOS
A FRIO
PONTO FINAL
DIA D
Sabe-se que o Benfica não vai ganhar o campeonato neste jogo. Sabe-se, sim, que pode perdê-lo (basta não vencer o próprio jogo). No contexto a que se chegou (pelos mais diversos motivos, que agora não importa analisar), o "Clássico" de Domingo tornou-se absolutamente decisivo para a equipa de Mourinho.
Uma vitória deixará tudo em aberto para as restantes nove jornadas. Qualquer outro resultado limitará o Benfica à luta pelo segundo lugar.
Segue o meu onze: Trubin, Dedic, Tomás, Otamendi, Dahl, Enzo, Barreiro, Rios, Rafa, Schjelderup e Pavlidis.
O HOMEM QUE NÃO TINHA JEITO PARA VIVER
Julgo possuir toda a sua obra na minha biblioteca pessoal. Embora alguns livros tivessem ficado por ler, em eterna e longa lista de espera (poderá ser agora...), li os suficientes para conhecer e apreciar a sua prosa esteticamente brilhante, e de uma honestidade até aos limites mais absurdos. No fundo, todos os seus romances parecem o mesmo - um longo desabafo, mais ou menos ostensivo, sobre os seus próprios fantasmas (muitos deles adquiridos na guerra colonial, outros num contexto familiar em que se terá desviado dos padrões para os quais, na sua juventude, o empurravam).
Apesar de ele próprio desconsiderar as sua crónicas, creio tratar-se, porventura, do maior cronista português de sempre. Aconselho vivamente.
Na dicotomia Lobo Antunes-Saramago, sempre fui, confesso, mais saramaguiano. Nas artes e nas letras não é, porém, necessário ser exclusivo. Entre os escritores portugueses que, digamos, ainda apanhei vivos, se um deles era o número um, o outro seria o número dois. E ambos estão na mesma galeria intemporal de Pessoa, Camilo, Eça ou Camões. No meu paladar pessoal, acima de qualquer um desses.
SANGUE DE CAVALO
PRONTOS PARA O CLÁSSICO
DECISÃO 1
Não se decide a vitória no campeonato. Pode decidir-se, sim, a perda do campeonato.
Qualquer esperança que ainda subsista no título, passa necessariamente por vencer estes dois jogos. E, ainda assim, ficar a quatro pontos do primeiro lugar. Enfim, manter a esperança.
NOSSA SENHORA!!!!!
CLÁSSICOS
Se considerarmos apenas o futebol profissional, aí temos um empate absoluto: 1V 2E 1D
Se considerarmos as modalidades masculinas, temos 10V 4E 7D
Se considerarmos as modalidades femininas, temos 5V 1E 3D
Se considerarmos o futebol formação, temos 6V 7E 1D
TAMBÉM ERA PRECISO SORTE...
DE SUBLINHAR
AH, QUANTO EU GOSTAVA DE PASSAR ESTA ELIMINATÓRIA...
Enfim, sei que é quase impossível. Não haverá mais de 10% de hipóteses. O Benfica nem sequer pode defender o 0-0. Mourinho nem estará no banco. Prestianni nem estará em campo.
Mas, caramba, que era lindo, era.
Deixo já o meu onze: Trubin, Dedic, Tomás, Otamendi, Dahl, Barreiro, Aursnes, Sidny, Rafa, Schjelderup e Pavlidis.
O MUNDO DE PERNAS PARA O AR
Independentemente do castigo, eu deixaria Prestianni em Lisboa. Ia jogar sobre brasas, o ambiente ia ser mais hostil, e não se trata de um titular indiscutível. Havia mais a perder do que a ganhar em colocá-lo em campo. Mas essa seria uma decisão de José Mourinho e/ou do Benfica.
A palavra de Vinicius parece valer mais do que qualquer outra. Um indivíduo que instrumentaliza a luta contra o racismo em seu proveito. Que se serve dela. Um menino rico e privilegiado que usa a cor da pele para provocar, e insultar, e humilhar toda a gente a seu bel-prazer e de forma impune. Que já todos conhecem ou deviam conhecer. É mais grave incendiar estádios inteiros ou dizer uma palavra que mais ninguém ouviu?
Esta situação revolta-me. Até porque estão a metê-la num saco onde ela não cabe. O combate ao racismo é demasiado importante para ser intoxicado por um imbecil, e por toda uma orquestra de non sense que acaba por relativizar tudo o resto, e misturar amoras com abóboras.
Há uns tempos um grupo de energúmenos associados à claque do Sporting espancou um indivíduo de origem asiática numa estação de serviço da A1. O assunto foi nota de rodapé. Rapidamente foi esquecido. Um puto de 20 anos pronuncia entre-dentes uma palavra que mais ninugém ouviu, e temos um escândalo mundial. Assim, não se faz justiça. E assim, também não se combate o racismo.
DEPOIS DA TEMPESTADE, A BONANÇA
ONZE PARA O AVS
Por mim seria Prestianni e mais dez. Como o jovem argentino está castigado...Trubin, Banjaqui, António, Otamendi, Dahl, Barreiro, Enzo, Lukebakio, Rafa, Schjelderup e Pavlidis.
NÂO ME INFANTINEM
Crucificar um miúdo de 20 anos por ter tentado, mal ou bem, proteger o seu clube e os seus adeptos das miseráveis provocações de um imbecil com um vasto currículo de "fair-play", ou "respect", ou lá o que querem colocar nas camisolas. E ao mesmo tempo bajular um poderoso líder mundial que, não só chama, como ilustra um ex presidente como macaco - só por ter a pele mais escura que a dele.
São estes os critérios que temos, num mundo de pernas para o ar.
CARTA ABERTA A PRESTIANNI
Não te conheço pessoalmente, mas sei que és um jovem com idade para ser meu filho. Tenho até um filho um pouco mais velho do que tu.
Estás a ser crucificado por um mundo repleto de hipocrisia. Estás a ser atacado por pessoas que nem sequer estavam no estádio. Algumas nem sequer viram as imagens. Simplesmente, lança-se para o ar a palavra racismo, há um preto e um branco, e a partir daí já não interessa quem tem razão. Um é desde logo culpado e é para decapitar. Outro é desde logo inocente e deve ser beatificado. Mas a vida nunca é a preto e branco. É a cores. Com muitas cores. Como o vermelho da camisola que vestes (e essas são as únicas cores que me interessam). Com muita gente boa e má, sejam brancos, pretos, amarelos ou às riscas.
QUE DESILUSÃO, LUISÃO...
UM SANTO, COMO É ÓBVIO
RECORD DA LUZ
A ANTIGA BÍBLIA E O NOVO TESTAMENTO
Uma pérola do director de "A Bola":
(...) a acusação sobre o argentino é grave e real, Mbappé afirmou ainda que o alegado insulto foi repetido cinco vezes, e a suspeita aumenta por um gesto de ocultação que se tornou comum nos relvados. À falta de prova concreta, a «verdade» será vista consoante a cor pela qual se torce (...)
NÃO É MACACO, É PORCO
ONZE PARA O REAL
Trubin, Tomás, António, Otamendi, Dahl, Aursnes, Barreiro, Prestianni, Rafa, Schjelderup e Pavlidis.
PONTO DE SITUAÇÃO
VALE TUDO
ONZE PARA OS AÇORES
Trubin, Banjaqui, António, Otamendi, Dahl, Enzo, Barreiro, Prestianni, Rafa, Schjelderup e Pavlidis.











