TÍTULO ENTREGUE
DE CARA LAVADA
ATÉ MORRER!
Todavia, não venceu o último campeonato, fruto do atraso acumulado nas primeiras rondas, de alguma infelicidade, e também de obstáculos colocados por terceiros. E está igualmente numa situação bastante difícil neste. Entre equívocos de arbitragem penalizadores, uma campanha notável do FC Porto e culpas próprias (inadmissível ceder três empates em casa, contra equipas da segunda metade da tabela, com golos sofridos no tempo extra, fruto de erros individuais difíceis de tolerar), ficou a dez pontos da liderança, dependendo de uma quebra mais ou menos acentuada do rival nortenho para ainda poder sonhar com o título.
Já a luta pelo segundo lugar apresenta contornos diferentes. Aí, apenas depende de si. Ganhando todas as partidas por disputar garante, pelo menos, a segunda posição.
Serve tudo isto para chegar a uma conclusão: o Benfica não pode deixar de estar presente na Champions da próxima temporada. Por motivos financeiros, desportivos e históricos. Por tudo. Tem de lá estar novamente. É lá o seu lugar.
Se ainda puder lutar pelo título, tanto melhor. Mas, independentemente do atraso para o primeiro classificado, não pode deixar de dar a vida em cada um dos jogos até ao fim. Até morrer!
MOURINHO FOREVER
Claro que as metodologias inovadoras que explorou e aplicou, com retumbante sucesso, na primeira década do século, são hoje comuns até na Liga 3. Provavelmente, Mou já não vencerá mais nenhuma Champions League, nem deverá voltar a treinar um clube de topo dos chamados Big Five.
Acontece que as circunstâncias do Benfica são muito diferentes- Por isso ele está cá.. E em Portugal, com tempo e alguns recursos, pode construir o tanque de guerra competitivo de que o clube necessita há anos. Estou convencido de que o vai fazer... se tiver respaldo total para isso.
O caminho é longo e sinuoso. Quem contrata José Mourinho sabe que está a contratar um treinador "especial". Está a contratar um pacote completo, que inclui os chamados mind games, recados internos e externos, críticas violentas à arbitragem, mas sempre com o controlo emocional/comunicacional de quem sabe muito bem o que está a dizer e porquê. Pode já não ser, no plano técnico-táctico, um dos melhores treinadores da história do futebol (como inegavelmente foi), mas continua a ser um homem extremamente inteligente, muito hábil na comunicação e ainda mais experiente do que nos seus tempos áureos. Em Portugal goza ainda de um prestígio que lhe permite dominar o discurso mediático em seu redor (porventura, se o deixarem, em redor da equipa e do próprio clube), influenciar adversários e árbitros, para além do controlo total que mantém sobre um balneário onde a maior estrela é ele.
Em suma, o Benfica não consegue, hoje, ter um treinador melhor do que José Mourinho, ou sequer igual. Há que fazer tudo para o manter, a um prazo tão longo quanto possível.
O PREÇO DA INEFICÁCIA
PARA GANHAR!
Na verdade todos os jogos são para ganhar, mas, enfim, como diria Orwell, uns são mais para ganhar do que outros. Quando o Benfica jogou no Dragão para o Campeonato, estava a quatro pontos de distância do seu adversário. Então, o empate não era um mau resultado - e não foi certamente esse jogo que ditou o destino dos encarnados na prova. Agora não haverá empate e, que mais não seja por isso, o único resultado que interessa é a vitória. Mas há mais: independentemente da importância financeira do segundo lugar na Liga, independentemente da carreira que equipa ainda possa fazer na Champions (não está fácil...), depois do afastamento da Taça da Liga, a Taça de Portugal é a hipótese mais objectiva de ainda poder conquistar de um troféu. O Benfica ganhou a Supertaça a abrir a temporada. Era interessante que a fechasse erguendo a Taça no Jamor - algo que no ano passado foi impedido de fazer.
Acredito em Mourinho neste tipo de jogos, de elevada componente estratégica, onde interessa, antes de mais, impedir o rival de colocar em campo as suas maiores virtudes. Contra todas as apostas, eu acredito na vitória - nem que seja por penáltis. Fica o meu onze, bem como o registo dos últimos jogos ccom o FC Porto, que têm vindo a mostrar uma inversão de tendência: em oito, o Benfica ganhou cinco, empatou um e perdeu dois.
PRESIDENTES, PARA QUE VOS QUERO
Sim, votei em Rui Costa, mas na verdade não me interessa assim tanto quem é o presidente do Benfica. Acho que uma certa facção do clube entrou, há uns anos (talvez na era que historicamente poderia ser apelidada de veirismo tardio) numa deriva delirante, que hiperboliza a presidência, quando toda a história do Benfica, e de qualquer clube de futebol, foi escrita pelos jogadores e pelos treinadores. Não foi o Benfica que mudou. Foram sim, alguns dos seus adeptos, sobretudo os mais jovens, criados num determinado caldo cultural do qual já aqui falei noutras ocasiões e talvez volte a falar no futuro.
Para mim, Rui Costa foi um extraordinário jogador. E é esse o seu principal papel na história do Benfica. Agora ocupa cincunstancialmente a presidência, mas isso é uma questão meramente institucional, burocrática, lateral, sem relevo para a minha paixão clubista. Talvez por isso mesmo, não vi motivos para mudar nas eleicções de Outubro.
Diz o povo que "quando não há pão, todos ralham e ninguém tem razão". Ora o Benfica não tem ganhado tantos campeonatos como seria desejável. Logo, neste mundo de intolerância total ao erro, de imediatismo e mediatismo elevados ao absurdo, exige-se tudo de todos, começando por cabeças. Neste caso concreto, parte-se de um pressuposto que me parece espantoso, que é o de que o Benfica não foi campeão por causa do presidente, e, mais espantoso ainda, que seria campeão com outro presidente qualquer. Independentemente dos méritos ou deméritos de Rui Costa, esse é um princípio que não me convence mesmo nada, como, de resto, não convenceu a maioria dos sócios. Não me parece difícil de compreender esse cepticismo, mas há muita gente que, mesmo explicando bem, não o compreende.
PARABÉNS VITÓRIA!
TRATAMENTO DE CHOQUE
IMPERDOÁVEL
UMA PRIORIDADE
No espaço de uma semana joga-se o destino da Taça da Liga (em Leiria), e em larga medida também o futuro na Taça de Portugal (no Dragão).
Os encarnados partem para estas decisões (na semana seguinte trata-se da Champions) bastante limitados fisicamente. Mas terão de estar a 100% em termos anímicos. A eliminação do Sporting faz como que, em caso de apuramento para a final, o Benfica entre em campo, nesse eventual jogo decisivo, como claro favorito. Em suma, há que dar tudo para aproveitar a oportunidade, e garantir um segundo troféu na temporada. E o Vitória de Guimarães que me perdoe, mas o principal obstáculo será mesmo o Braga - com quem até há umas contas a ajustar.
O POSSÍVEL
NOS OUTROS É REFRESCO
UM AVANÇADO BASTA
ENQUANTO HOUVER VIDA...
DOZE PASSAS, DOZE DESEJOS PARA 2026
1- quando um jogador pisar a cabeça de outro, seja expulso;
2- quando um jogador tropeçar no ombro de outro, não seja assinalado penálti;
3- quando um jogador for agarrado na área do Sporting, seja assinalado penálti;
4- quando a bola bater no peito do António Silva, não seja assinalado penálti;
5- quando o Benfica marcar um golo limpo, o golo seja validado;
6- que Richard Rios tenha para si o mesmo critério arbitral que tem Hjullmand;
7- quando um jogador rematar por cima da barra não seja assinalado canto;
8- que as nomeações de árbitros não sejam provocatórias e insultuosas;
9- que as linhas de fora de jogo sejam colocadas com critério, e que a Sportv mostre as repetições dos lances de dúvida;
10- que o VAR não demore 14 minutos para descortinar uma falta que não existe;
11- que os benfiquistas apoiem a equipa;
12- que haja saúde.
NÃO!!!
MAIS DO MESMO
ONZE PARA BRAGA
Trubin, Dedic, António Silva, Otamendi, Dahl, Enzo, Rios, Prestianni, Aursnes, Sudakov e Pavlidis.
E venham de lá os três pontos.
2025 - O ANO NEGRO DA ARBITRAGEM
TRÊS PONTOS
CASOS DE POLÍCIA
A PIADA DO ANO
TASCA DE PORTUGAL
O SENHOR FUTEBOL
40 DIAS DE DECISÕES
EM FRENTE
PROVA MALDITA
E depois do que vi no Jamor há ums meses atrás, confesso que já olho para esta prova com uma inevitável angústia. Prevendo-se um FC Porto-Benfica nos quartos-de-final, estou mesmo a ver o que está para acontecer. Mais uma vez.
Enfim, agora há que ganhar ao Farense. É essa, para já, a absoluta obrigação do Benfica. Depois, logo se vê.
O meu onze para o Algarve seria: Samu, Dedic, António, Otamendi, Obrador, Manu, Rios, Prestianni, Schjelderup, J.Rêgo e Ivanovic.
NO APROVEITAR ESTÁ O GANHO
DAR CONTINUIDADE
AS CONTAS DA ESPERANÇA
POR ONDE ANDASTE, BENFICA?
ALGUMA COISA...OU NADA
Tudo o que ficou para trás já não se pode mudar, o que estará para a frente ainda não se conhece. O dado objectivo é: não ganhando ao Nápoles o Benfica estará irremediavelmente fora da fase seguinte. Como só se joga uma jornada de cada vez, há que pensar nesta.
FALTA DE SENSO
Ora além da exorbitância dos preços, se há coisa que detesto é que me tentem manipular comercialmente. Pelo menos de forma tão ostensiva. Se isso já acontece com telecomunicações ou bancos, muito menos admito que o clube que amo, e do qual me sinto parte, o faça ou tente fazer.
Do ponto de vista institucional, a bilhética é o parente pobre do clube. Vive noutro mundo, que não é certamente o do povo benfiquista.
Para este jogo, como para a Champions deste ano em geral, a bilhética do Benfica está de costas voltadas com a realidade. A realidade dos sócios, e, já agora, também a realidade dos resultados desportivos.
O POSSÍVEL
IMPERIOSO VENCER
ANTÓNIO NOBRE ?!?
A FERROS!
CAMPEÕES DO MUNDO!
Feito notável de uma geração de jovens, que se espera venha a ser de ouro. E que o Benfica saiba aproveitar alguns dos seus nove campeões.
Parabéns a todos!
PS: Que gosto me dá torcer e sofrer por uma selecção portuguesa sem Ronaldos nem Ronaldetes.






















