QUEM NÃO QUER GANHAR, PERDE

Depois de oferecer a Taça de Portugal, o Benfica ofereceu também a Liga Europa 
Sempre com equipas acessíveis. Sempre tentando gerir vantagens com o menor desgaste possível.
Sempre dando a sensação de não se preocupar demasiado com o seu destino em cada uma das provas 
Com tal atitude, só por milagre podia ser feliz.
Neste caso, ainda foi vítima da arbitragem, mas foi sobretudo vítima da sua própria passividade.
Resta o campeonato. E se o vencer, ninguém se vai lembrar desta triste eliminatória.
Mas se a aposta na principal prova nacional era já uma prioridade  agora é, perigosamente, uma fatalidade.
Ou o Benfica é campeão, ou estaremos perante uma segunda época consecutiva de total fracasso.
Para quem não quis arriscar em Alvalade e em Frankfurt, isto parece ser um risco francamente maior e mais difícil de aceitar.
Agora... Ganhar ao Marítimo  

ONZE PARA FRANKFURT


EM FAMÍLIA

Foi com o irmão que João Félix foi festejar o seu golo. Havia sido com o treinador de guarda-redes, Fernando Ferreira, que Rafa havia comemorado o seu.
A família está pois bastante unida, e isso reflecte-se nos resultados.
O Benfica leva 18 vitórias nos últimos 20 jogos do campeonato. E para o vencer, terá certamente de aumentar a marca para 23 em 25. Perto do que fez em 2016 (quando realizou uma sequência de 25 vitórias em 26 partidas), pois o FC Porto parece ter uma avenida aberta diante de si.
Neste jogo, os encarnados foram sempre mais fortes, marcaram cedo, e só algum trauma recente (talvez chamado Belenenses) fez com que a dada altura o sofrimento tomasse conta das bancadas. O final desta vez foi feliz, e os três pontos ficaram bem guardados.
O onze apresentado parece ser o que neste momento dá maiores garantias, e sendo assim será utilizado preferencialmente no campeonato. Para a Liga Europa haverá Jardel, Fejsa, Gedson, Cervi, Jonas e talvez Salvio. Sem contar com Iuri Ribeiro,  Zivkovic, Krovinovic ou Jota, que são neste momento claramente segundas ou terceiras opções.
Haja coração para as cinco finais que ainda faltam.

HAT TRICKS NA EUROPA


MONTANHA RUSSA COM FINAL FÉLIX

Tivessem-me proposto um resultado de 4-2 antes do início da partida, e eu teria aceitado sem hesitar. Dadas as circunstâncias do jogo - que levaram o Benfica até à beira do 5-1, jogando contra dez -, fica um certo sabor a pouco. Sabor de quem passou ao lado da oportunidade de resolver, desde já, esta eliminatória, e agora tem de enfrentar uma segunda mão difícil, contra um adversário que, depois do golo de Paciência, passou a acreditar que também pode chegar às meias-finais.
Até porque os dois golos alemães foram deveras facilitados, algo que tem de ser ugentemente revisto neste Benfica, caso exista a ambição de chegar à final. Fejsa e Jardel, por exemplo, com manifesta falta de ritmo, mostraram porque são neste momento segundas opções.
De resto, fica também a nota para o regresso do Benfica de Lage às grandes exibições (depois de dois ou três jogos mais pálidos), bem como a afirmação europeia do enorme talento de João Félix. Há que aproveitar o próximo mês, pois será muito provavelmente o último a tê-lo na Luz.
Independentemente do carrossel de emoções que percorreram os noventa minutos desta partida, fica pois um bom resultado, uma excelente exibição, vários jogadores frescos para Domingo, e muita esperança para o que resta de temporada.

EM BUSCA DO RECORDE

Se o Benfica ganhasse os dois jogos frente ao Eintracht, e vencesse pelo menos uma partida das meias-finais, igualaria o recorde de vitórias numa temporada europeia.
De realçar que as quatro primeiras marcas pertencem todas a Jorge Jesus.
E já agora, registe-se também que esta já é a época com mais jogos de sempre na Europa. Com as duas partidas frente aos alemães, o Benfica completará 16 em 2018-19.

DÚVIDAS DESFEITAS



A MINHA GESTÃO - actualização


FEIRENSE: CHECK!

A frase paga direitos de autor a Rui Vitória, mas serve na perfeição para ilustrar um jogo diante do último classificado, numa verdadeira caixa de fósforos e com chuva.
O golo dos da casa ainda assustou, mas a reacção encarnada na ponta final da primeira parte virou a partida do avesso. Primeiro com um penálti assinalado por um pontapé no pé de Pizzi, que o próprio transformou, e depois num excelente golo de André Almeida, correspondendo a brilhante assistência de Samaris.
A abrir a segunda parte, Seferovic aproveitou uma descoordenação da defesa feirense, e com um chapéu à futsal elevou a contagem. Com 1-3 no placar o Benfica ficou com o jogo na mão, acabando por marcar um quarto golo, também pelo suíço - líder dos melhores marcadores do campeonato.
Com 1-0 no marcador aconteceu o lance polémico da tarde, e que já suscitou o esperando falatório. Não há nenhuma imagem clara, e só o fiscal-de-linha, bastante bem colocado, poderá afrmar se o avançado do Feirense estava em linha ou ligeiramente adiantado. A imagem televisiva, tal como o fotograma abaixo reproduzido, esconde quase totalmente o dito avançado. Com uma hipotética rotação da imagem, aí sim o jogador ficaria à vista, e nesse caso seria possível confirmar o fora-de-jogo. Sem isso, resta dar o benefício da dúvida ao assistente de João Pinheiro, sendo que nenhum video-árbitro, com as imagens disponibilizadas, poderá afirmar o que quer que seja em contrário. 
Nada de ilusões: este campeonato está a ser arbitrado a azul e branco, e só uma tentativa de branquear essa realidade leva a que se faça barulho com um lance destes, num jogo que terminou 1-4.
Duas palavras finais: para o Feirense, uma despedida que não deixa saudades. Para os sportinguistas, tão preocupados com os foras-de-jogo nos jogos do Benfica, uma Kompensan para uma azia que dura, e dura, e dura, desde Maio de 2002.

NADA A APONTAR


Ganhou o dérbi quem mais o quis ganhar.
O Sporting fez deste o jogo do ano, e preparou-se para ele durante meses. O Benfica tentou chegar ao Jamor sem se maçar muito – se desse para lá chegar sem grande desgaste físico e emocional, muito bem; se não desse (como não deu), paciência…
É fácil criticar agora a opção estratégica de Bruno Lage (a mesma que, diga-se, já permitiu chegar aos quartos-de-final da Liga Europa). Mas não há como negar que, sobretudo após a vitória no Dragão, a prioridade máxima do Benfica, e talvez mesmo única, é o Campeonato. Além de que a passagem desta meia-final não garantia a Taça, nem qualquer favoritismo na mesma, mas tão só a presença numa difícil final contra o FC Porto.
O jogo foi agradável. O Sporting tentou impor-se desde o início. O Benfica foi tentando arrastar o zero zero o máximo tempo possível. Ainda assim dispôs de duas excelentes oportunidades para matar a eliminatória, por Seferovic e Jonas, em lances em que não costumam falhar.
O golo acabou por surgir por aquela que é, neste momento, a grande estrela dos leões: Bruno Fernandes, cujo inconformismo foi sempre uma dor de cabeça para os encarnados.
A arbitragem não teve, desta vez, influência no resultado, e quando assim é resta dar os parabéns aos vencedores e, sobretudo, pensar no…Feirense.
O grande Benfica segue dentro de momentos.

ONZE PARA ALVALADE



Seguem também os resultados dos últimos oito dérbis. Qualquer destes resultados daria a passagem ao Benfica:


PORTO AO COLO: no Campeonato, na Taça da Liga, na Champions e na Taça de Portugal

Incrível a protecção ao FC Porto nesta temporada.
Na Taça da Liga chegou à final com dois golos irregulares e um golo limpo anulado ao Benfica.
Na Champions chegou aos quartos-de-final com o video-golo, e com um penálti claro por marcar a favor da Roma no último minuto do prolongamento.
No Campeonato tem 12 pontos a mais do que deveria ter, resultado de 36 decisões erradas a seu favor em 27 jornadas.
E agora, na Taça de Portugal, chega à final depois de um golo limpo video-anulado ao Sp.Braga.
Trabalha-se muito bem fora do campo. E com isso se escreve uma época bem sucedida com uma equipa mediana, que deveria já estar afastada de todas as competições.
Vergonha!

LIGA BLUE VELVET - Totais

Temos pois nesta Liga:

12 EXPULSÕES PERDOADAS A JOGADORES DO FC PORTO

3 EXPULSÕES INJUSTAS DE ADVERSÁRIOS DO FC PORTO

4 PENÁLTIS MAL ASSINALADOS A FAVOR DO FC PORTO

9 PENÁLTIS PERDOADOS AO FC PORTO

7 GOLOS IRREGULARES VALIDADOS AO FC PORTO

1 GOLO MAL ANULADO A ADVERSÁRIO DO FC PORTO

TOTAL: 36 decisões erradas a favorecer o FC Porto, à média de 1,33 erros por jornada. É caso para dizer que, neste campeonato, o FC Porto começa os jogos logo a ganhar por 1,33 a zero.
Chamem a polícia! Estamos perante um roubo, como não víamos desde o século passado!


Os responsáveis, no campo e no video, são:


À frente, o número de participações de cada árbitro em decisões erradas

LIGA BLUE VELVET - Golos irregulares

Não só com penáltis fantasma o FC Porto alcançou vitórias imerecidas. Também outros lances, precedidos de foras-de-jogo, ou falta, ditaram golos que não deveriam ter valido. Alguns deles foram estes:

Destaque para as jornadas 3, 8 e 13, nas quais as decisões dos árbitros se revestiram de particular escândalo.

LIGA BLUE VELVET - Penáltis

As marcação de grandes penalidades decide muitos jogos. 
Veja-se que o FC Porto já teve, a seu favor, neste campeonato, quatro grandes penalidades mal assinaladas, todas em momentos decisivos das partidas:

A do Jamor, com o Belenenses, é absolutamente inacreditável, e fica como um dos exemplos mais flagrantes da mentira que é este campeonato. Foi o VAR João Capela que a assinalou, e é curioso verificarmos qual o juízo deste mesmo árbitro em lances de bola na mão dentro da área em jogos do Benfica.


Agora, em sentido contrário, vejamos quais as situações em que os árbitros, e os video-árbitros, deixaram grandes penalidades por assinalar contra o FC Porto, muitas delas também em situações importantes das respectivas partidas:


Alguns dos lances são absolutamente escandalosos. Recordo particularmente os das jornadas 3, 11 e 12, e sinceramente não percebo como é possível haver desplante para, mesmo com VAR, adulterar os jogos desta forma. 

LIGA BLUE VELVET - Expulsões

Os cartões vermelhos, não podendo ser traduzidos directamente em golos, são, como se compreende facilmente, uma forma de condicionar as equipas e os jogos (os próprios e os seguintes).
Vejamos todas as expulsões de jogadores do Benfica durante este campeonato, três das quais em "Clássicos", outras três em jogos em que os encarnados não venceram, e cinco delas em momentos importantes para as respectivas partidas:

Lembremos que as expulsões de Conti, Lema e Jonas foram claramente injustas. Lema, então, nem toca no adversário.


Vejamos agora as expulsões de jogadores do FC Porto:

Hummm....não há (!!???!!!). Será engano??... Não! Não há mesmo!
Inacreditável como nenhum jogador do FC Porto foi expulso! Nem Pepe, nem Felipe, nem Maxi, ninguém!!! 7-0 em cartões vermelhos (!).

Mas não foi por não haver motivo para tal. Houve, e não foram poucos. Eis os seguintes casos:


É só verem os lances. 12 lances de expulsão que nem árbitros, nem video-árbitros quiseram ver.


Já quanto a expulsões de adversários, o panorama não difere muito: foram expulsos 3 jogadores adversários do Benfica (um deles aos 94 minutos), e 7 (!) adversários do FC Porto (enfim, podemos descontar um deles, expulso aos 90 minutos).

Atente-se nas expulsões de Lema (Benfica), na jornada 7, Eber Bessa (V.Setúbal), na jornada 22 e Áfrico (Marítimo) na jornada 26. Todas sem qualquer sentido, e as duas últimas relevantes para os respectivos jogos e para o campeonato.



Este é apenas um dos aspectos que está a deturpar a verdade deste campeonato. Mas há mais. Muito mais.


VIDEO DE ALGUNS LANCES


SOS FUTEBOL PORTUGUÊS

O que se passou nesta jornada retrata bem o que tem sido a temporada, e tem de ter um fim.
Quando, com VAR, se assinala um penálti como o que deu o 2-2 em Braga, e quando se ignora uma falta clara sobre Samaris dentro da área na Luz, só nos lembramos dos negros anos noventa do Apito Dourado.
O FC Porto está a ser mantido na luta pelas arbitragens. Caso contrário, este campeonato estaria mais ou menos decidido, e o Benfica poderia empenhar-se a 100% no percurso europeu.
A história dos e-mails está a cumprir o seu objectivo. Os árbitros têm medo de marcar seja o que for a favor do Benfica. E têm medo do FC Porto, como tiveram no passado.
Chega! Não podemos calar-nos! Ou gritamos agora, bem alto, que estamos a assistir a um roubo semanal, ou poderá ser tarde.

SUOR E NERVOS

Muitos nervos e pouco futebol. Podia definir-se assim a exibição do Benfica diante do Tondela, naquele que foi o primeiro jogo em que Bruno Lage não terá estado bem. Acontece a todos...
Durante 84 minutos o modelo de jogo benfiquista foi simplesmente bloqueado por Pepa. E a dada altura, eram mesmo os forasteiros que, perante um Estádio da Luz incrédulo, mais ameaçavam o golo. É claro que as individualidades encarnadas a qualquer momento podiam resolver , e acabou por ser isso que sucedeu. Mas, colectivamente, o Benfica de Sábado fez lembrar o dos últimos e tristes tempos de Rui Vitória.
Também as substituições não trouxeram muito. A saída de Samaris deixou o meio campo a descoberto, e se foi Seferovic a marcar o golo do triunfo, há que dizer que ao intervalo, quer Jonas, quer João Félix, seriam mais candidatos à substituição que o influente médio grego.
Enfim, com os três pontos alcançados, tudo acabou em beleza. Mas há muita coisa a afinar, para que nos próximos jogos não ocorram surpresas como a que o Tondela esteve prestes a interpretar.
Nota final para a estreia de Taarabt, que pareceu com vontade de, finalmente, mostrar alguma coisa do seu valor. Ainda vem a tempo de ajudar.

A MINHA GESTÃO


O MELHOR ATAQUE DOS ÚLTIMOS 35 ANOS

Desde 1984 que o Benfica não apresentava um ataque tão realizador. A Liga ainda não acabou, mas a média vai alta. Muito alta, podendo ainda atingir os 2,87 daquela longínqua temporada (a segunda de Eriksson na Luz).

O CRIME QUASE PERFEITO


Através de um amigo lá de Gaia conseguimos aceder à correspondência do Benfica. Aquilo não diz grande coisa, mas se embrulharmos bem um ou dois mails até podemos gerar alguma polémica, e depois fazer o máximo de barulho. Vocês vão criar blogues para explorar o assunto, e infiltrarem-se em fóruns benfiquistas com dezenas de perfis falsos para causar ruído e desunião. Entretanto, arregimentamos um lote de jornalistas simpáticos, cirurgicamente colocados nos vários grupos de media, para dar eco ao que for sendo divulgado. Depois, com gente amiga, criaremos um conjunto de fake news que ajudem a construir a imagem que pretendemos: a de um Benfica corrupto.”
Terá sido mais ou menos isto que foi dito na célebre reunião secreta do Altis, entre as direcções de comunicação de Porto e Sporting.
O crime parecia perfeito, mas, como acontece nos filmes, falharam alguns detalhes. Primeiro, os benfiquistas não reagiram como eles esperavam e mantiveram-se unidos em torno do clube. Depois, o presidente do Sporting foi corrido. Por fim, o pirata foi descoberto e preso.
Quando lemos certas notícias, ou vemos algumas peças televisivas, verificamos que parte daquela estratégia ainda está de pé. E percebemos que a comunicação baixou a um nível nunca antes visto, entrando de cabeça na era da pós-verdade, em que os factos são o que um homem quiser.
Agora procura-se branquear o crime informático. Seja através de uma estação de televisão parceira do Der Spiegel (que comprou produtos do roubo), seja pela boca estridente de uma eurodeputada que fez carreira a gritar por quase tudo sem perceber de quase nada.

BOLA QUADRADA

Não havia Benficas-Tondelas na "antiguidade". Trago-vos, portanto, uma foto de um Benfica-Académica de 1947. No lance, o guarda-redes Szabo, da Académica, tenta afastar mais um ataque benfiquista, como Campo Grande a rebentar pelas costuras.

COLECÇÃO DE CROMOS

Falta o Saraiva, que agora é diretor de comunicação de uma taberna qualquer.

SÓ PROVA QUE ESTÃO DE CABEÇA PERDIDA

O nível baixo a que chegou a guerrilha portista, prova que já não sabem o que fazer para alimentar a novela que criaram.
Agora é um gangster qualquer a tomar o protagonismo.
Não há como reagir a isto. Apenas processar quem lança acusações mentirosas, e deixar os restantes a falar sozinhos.
Estamos no grau zero da comunicação. Vale tudo. E do outro lado estão bandidos a sério. Que o Benfica não será capaz de vencer pelas mesmas armas (os outros ganham pela experiência).
Resta a justiça, a firmeza, a união e o sangue frio para saber ignorar imbecis.
E também a inteligência de perceber que tudo isto é desespero. Desespero por verem o campeonato a voar, por verem a toupeira arquivada, por verem o pirata preso, e toda uma estratégia assassina a ruir. 

BOLA QUADRADA

A foto é de Janeiro de 1947, dia em que pela primeira vez Portugal venceu a Espanha, e logo por 4-1. O Jamor encheu e vibrou com o triunfo. Que sirva de inspiração para o duplo compromisso da Equipa das Quinas neste fim-de-semana.

DEUSES!

Estes são os dois melhores jogadores que eu alguma vez vi com a camisola do Benfica. Um, o ídolo de infância. Outro, o melhor deste século. Um quase a pedir desculpa de ali estar. Outro a agradecer em lágrimas por o terem contratado. Dois craques dentro de fora do campo. Dois exemplos de talento e humildade. Dois deuses!

SIC, DER SPIEGEL, GONÇALINHO E PIRATARIAS

Rui Pinto vendeu ao Der Spiegel os segredos roubados na sua actividade de pirataria informática. O Der Spiegel é parceiro do Expresso (e consequentemente da SIC) num consórcio internacional de jornalismo (o EIC).
Logo, como aprendemos nas aulas de Matemática, se A implica B, e B implica C, então A implica C.
Vai daí, temos uma reportagem vergonhosa na TV de Carnaxide (agora, para poupar custos, de Paço de Arcos, onde se juntaram todos), feita para lavar a imagem de um criminoso. Lavagem de crimes, portanto.
Quem assinou? Ora, não falha nada: O amigo ("eu gosto de ti e tu gostas de mim") de Bruno de Carvalho, Gonçalo Azevedo Ferreira. O mesmo personagem que já nos tinha brindado com o triste episódio representado por actores simulando ser "jogadores" do Marítimo (ainda nos tempos do Saraivinha em Alvalade).
Vai daí, as fuck news semanais no outrora grande jornal de referência Expresso - hoje completamente à deriva, desacreditado e em ruínas.
Bate tudo certo. Mas não pensem que nos comem por parvos. 
Com o crescimento das redes socias, fala-se com frequência do fim do jornalismo tradicional. Se é deste que se trata, força, acabe-se com ele. Jornalismo tendencioso e de encomenda não faz falta nenhuma à sociedade.

FALTAM SÓ OITO. AINDA FALTAM OITO.

Mais uma demonstração de classe da equipa de Bruno Lage, deixando bem claro que o ocorrido diante do Belenenses foi um acidente que não se repetirá na caminhada para o título.
Mais golo, menos golo, mais VAR, menos VAR (e esta ferramenta está a tornar-se cada vez mais irritante para quem aprecia futebol), o Benfica triunfou com clareza, goleando, e assegurando a liderança na pausa para as selecções.
Segue-se o Tondela. E depois mais sete...

NÃO FOI MAU, MAS...



Nuns quartos-de-final, apanhar o Eintracht Frankfurt (5º classificado da Bundesliga) não é a pior coisa do mundo. O problema do sorteio está mais no alinhamento para as meias-finais. Se o Benfica lá chegar, terá provavelmente pela frente o Chelsea - que é, na minha opinião, a equipa mais forte da competição. Ou seja, mesmo ultrapassando os alemães (o que também não é fácil), o caminho ainda vai ser demasiado duro até chegar a Baku. Ganhar a Liga Europa, esta temporada, é ainda uma miragem.

ORDEM DE PREFERÊNCIAS


Jackpot seria sair o Slávia, e nas meias-finais o vencedor de um eventual Eintracht-Villarreal...

A FERROS

Quem chegasse à Luz apenas para a segunda parte do prolongamento, e visse um marcador a assinalar 3-0, uma equipa do Benfica a trocar a bola amenamente, e um Dinamo de Zagreb conformado com  a eliminação, não perceberia o quão difícil foi o jogo e a eliminatória.
Até aos 71 minutos os encarnados estavam com um pé fora da Liga Europa, e foi Jonas a colocar as coisas no seu devido caminho. Seria Ferro, com um golaço, a dar vantagem ao Benfica, para Grimaldo pouco depois confirmar o triunfo.
A primeira parte do jogo ficara para trás, e com ela um certo Benfica, pouco acutilante, pouco certeiro e nada rematador. Na verdade, apenas Pizzi e Rafa tentavam batalhar contra o marasmo a que então se assistia em campo.
No regresso das cabines, entraram Grimaldo e Jonas, e a partir daí começou um novo jogo. Então sim, com a equipa benfiquista a tomar conta do meio-campo adversário, a aproximar-se da baliza e a tentar o golo - que, como vimos, ainda demorou um pouco, adensando o nervosismo que já se começava a sentir nas bancadas.
Pode pois dizer-se, com propriedade, que o Benfica deu 45 minutos de avanço. Percebe-se a necessidade de poupança física, mas a verdade é que ela podia ter custado bastante caro.
Notas de destaque para Ferro (Jardel que se cuide, ou...Ruben que se cuide), e para aqueles que entraram no decorrer do jogo, e estão entre as principais figuras desta equipa: Jonas, Grimaldo e João Félix.
Pela negativa há que salientar o nervosismo de Yuri Ribeiro, que tarda em se afirmar, evidenciando a cada utilização uma tremideira para a qual os assobios vindos das bancadas também não ajudam. Ainda não perdi a esperança, mas vão-se esgotando as oportunidades.
Venham os Quartos-de-Final. mas antes: Moreira de Cónegos!

ONZE PARA A REMONTADA


DOIS MONSTROS

Não sei se serão os dois melhores jogadores de sempre. Sei que é um privilégio ser contemporâneo destas duas lendas, que não se cansam de escrever história e assinar momentos deslumbrantes.
Esta jornada da Champions mostrou uma vez mais o quão criminoso foi que a Bola de Ouro tivesse sido atribuída a Modric - um bom jogador, apenas isso, e sem qualquer comparação possível com qualquer um destes dois senhores.
Enquanto Messi e Ronaldo jogarem, a Bola de Ouro terá de ser sempre para um deles. Mesmo a meio gás, são, de longe, os melhores, e são muito, mas mesmo muito, melhores do que qualquer outro mortal.

A MALA ESTAVA CHEIA

Belenenses Campeão Nacional!
...Ah, afinal não. Apenas conquistou...um ponto.
Pela festa, percebe-se que a mala vinha mesmo cheia, pois nunca vi uma equipa festejar deste modo um simples empate no campeonato.
O futebol português no seu melhor. Depois falam de mails do Pedro Guerra...

ODY E RUBEN, ESTÃO PERDOADOS! ESTAMOS CONVOSCO!

Num momento tão delicado, não podemos deixar cair os nossos.
Odysseas Vlachodimos e Ruben Dias erraram, mas não o fizeram de propósito, e certamente estão a sofrer ainda mais do que nós por aquilo que se passou ontem.
São dois excelentes profissionais, com largo futuro, e que já nos deram bastantes alegrias.
Neste momento, precisam de ser apoiados. Precisam de recuperar a confiança, para que os erros não mais se repitam. Para que ajudem o Benfica a ser campeão.
As redes sociais estão cheias de antis, que não hesitam em atirar mais achas para uma fogueira que gostam de ver arder. Mas nós não vamos deixar, pois não?
Vamos então apoiar estes nossos rapazes.
Força Ody!
Força Ruben!
Estamos convosco!
JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!

MURRO NO ESTÔMAGO

Muito difícil de engolir. 
No momento em que tinha chegado à liderança de forma triunfante, e depois de conseguir uma importante vantagem de dois golos na difícil partida desta noite, o Benfica entregou o ouro ao bandido de modo absolutamente inacreditável.
Odysseas Vlachodimos e Ruben Dias já deram substancias provas de confiança, e não serei eu a crucificá-los. Não deixa porém de intrigar como foi possível, num momento tão delicado, evidenciar lapsos de concentração daqueles, típicos de amador. E logo em dose dupla, quase sucessiva.
Importa salientar que o empate não se deveu a qualquer quebra colectiva, a qualquer equívoco estratégico, nem mesmo às várias ausências de jogadores importantes (Gabriel e Seferovic, mas também Jardel, Fejsa ou Salvio). Deveu-se a esses erros individuais flagrantes, contra os quais não haveria treinador que resistisse.
Agora há que reagir. Mantendo a serenidade e os princípios de jogo que levaram o Benfica até à liderança - que, ainda assim, mantém.
O jogo de quinta-feira ganha agora importância acrescida. Mais do que poupar fisicamente a equipa, parece-me importante, neste momento, limpar-lhe a cabeça com uma vitória e uma passagem aos quartos-de-final. Avancem pois os melhores.
Quanto ao campeonato, Moreira de Cónegos é já a seguir. Absolutamente imperioso vencer e manter o primeiro lugar na pausa para as selecções. Depois...ficam a faltar 8 finais.

A MINHA GESTÃO


Contando que Grimaldo recupera para quinta-feira, e que Seferovic, bem como os restantes lesionados, continuam de fora até à pausa para as selecções.

TUDO EM ABERTO

Não foi o melhor dia para o Benfica.
A aposta era arriscada, e desta vez correu mal. Nada que não seja possível reverter na próxima semana.
A lesão de Seferovic condicionou bastante a estratégia da equipa, que não tinha pontas-de-lança no banco (e isso sim, é um problema). Estou em crer que, com o suíço em campo, o golo do empate acabaria por surgir. 
As coisas são como são. Não adianta chorar, mas sim arregaçar as mangas e olhar para a próxima semana como absolutamente decisiva para a temporada. Belenenses, Zagreb e Moreirense, com intervalos de dois dias, são jogos para ganhar (aos croatas por mais de um de diferença). Três equipas que derrotaram o Benfica em diferentes momentos desta época. Três desafios ao carácter desta equipa. Sem ponta-de-lança, com Jonas limitado e Félix manifestamente cansado. Mas com muita alma e o apoio de todos, creio que os encarnados vão dar a melhor resposta.

ONZE PARA ZAGREB


O QUE DIZEM OS ITALIANOS


Furto, Roubo, Vergonha, são as palavras escolhidas. 
Cada vez me parece mais que o VAR apenas ajuda a manipular. Anulam-se golos por pequenos contactos a meio-campo, marcam-se penáltis por sopros na área, tudo quando, e apenas quando, assim se pretende.
Por mim, ainda bem que o FC Porto passou - além do ranking do país, há também o factor desgaste no campeonato, ou pelo menos a igualdade de circunstâncias com o Benfica.
Mas passar assim...
Ai se fosse ao contrário.

SUPERLAGE

Vitória inequívoca daquela que é claramente a melhor equipa.
Afirmação de um super treinador.
Arbitragem tendenciosa que fez o que podia para evitar a vitória do Benfica. Mas quando se é tão superior não há jorges sousas que valham.
Melhor em campo: Gabriel, um craque!

COMO EM 1991


BOLA QUADRADA

No regresso desta rubrica ao seu VdB, recordamos (bem,... é uma forma de dizer) a goleada de 12-2 aplicada pelo Benfica ao FC Porto, no Campo Grande, no dia 7 de Fevereiro de 1943, através de belas fotografias da revista "Stadium". É ainda hoje a maior goleada de sempre em jogos entre os três grandes. E penso que dificilmente deixará alguma vez de o ser. Aconteceu há 76 anos:



O Benfica era comandado pelo húngaro Janos Biri, e alinhou com: Martins, Gaspar Pinto, Jordão, César, Nelo, Albino, Chico Ferreira, Joaquim Teixeira, Manuel da Costa, Julinho e Valadas.
Julinho anotou quatro golos, Teixeira, Valadas e Manuel da Costa dois cada, e os restantes foram marcados por Chico Ferreira e Pais na própria baliza.
No FC Porto do também húngaro Lippo Hertzka (que havia orientado o Benfica durante quatro anos), actuava o famoso Pinga, bem como nomes como Guilhar, Araújo ou Correia Dias.
Já agora os golos do FC Porto foram marcados por Póvoas e pelo referido Araújo.
Ao intervalo havia 4-0, e aos 30 minutos apenas 1-0.
Quem preferir coisas mais recentes, tem os últimos clássicos disputados na Luz todos aqui.