O último ano foi, de longe, o pior da arbitragem portuguesa da última década. Desde o auge do Apito Dourado que não se via algo como isto. Na altura não havia VAR. Agora não há perdão. E o descaramento ainda é maior. Aliás o VAR está a servir, no futebol português, como mais um poderoso instrumento de manipulação devido a um protocolo que preserva (talvez de propósito) demasiadas zonas cinzentas.
Pisões na cabeça, rasteiras com o ombro, bolas que ressaltam para o braço, linhas de fora de jogo adulteradas, agressões impunes, cartões de encomenda, penáltis por marcar e outros assinalados ao arrepio de qualquer critério que não seja subverter os resultados. Árbitros premiados ou castigados, conforme seguem ou não a cartilha implicitamente definida, e que é fácil de perceber. Famalicão foi apenas mais uma etapa de um processo que começou num dia e numa hora claramente definidas.
Desde que este Conselho de Arbitragem iniciou funções, no início do ano civil de 2025, o Sporting tem um Campeonato e duas Taças de Portugal a mais (coitado do Torreense...). Há um antes e um depois desse momento na arbitragem portuguesa. E nem no Apito Dourado me recordo de uma tão desavergonhada manipulação de palmarés desportivo - que agora se vira, à falta de mais, para a entrega dos milhões da Champions.
Enquanto o Benfica se debatia com processos judiciais artificialmente construídos, enquanto o FC Porto se via em apuros com o fair-play financeiro da UEFA, alguém trabalhava na sombra e com cinismo para edificar um sistema que começa na promoção e nomeação dos árbitros e vídeoárbitros, e termina no branqueamento das suas diatribes por uma comunicação social onde o Benfica praticamente já não tem voz, e o FC Porto praticamente nunca teve.
Tudo isto tem rostos, e tem nomes: um dos mais proeminentes, o homem de campo, é Luciano Gonçalves, cuja demissão Rui Costa já devia ter exigido, nomeadamente no momento em que Villas-Boas o fez.
Este indivíduo, juntamente com Rui Caeiro e outros, destruiu a credibilidade do futebol em Portugal, e ri-se disso. Quer, pode e manda, provoca, insulta e, ou alguém o pára, ou o Benfica não será campeão tão cedo.
É claro que foi um erro crasso apoiar Pedro Proença para a FPF. Mas será um erro ainda maior manter esse apoio, dele não se demarcar, e não ser firme perante um gang que se propõe, e está a conseguir, subverter todas as competições desportivas no país. Coisa que, diga-se, já Proença havia feito nos seus tempos de árbitro, e a partir da qual construiu uma carreira internacional à medida dos interesses da UEFA e da FIFA - e dos respectivos critérios daquilo que é um "bom" árbitro.
O Benfica tem de fazer valer a sua força. Foi ilibado em todos os processos que tinha como cutelo sobre a cabeça há quase uma década. Agora tem de perder o medo de agir. Tem de procurar aliados entre outros clubes. Tem de mexer-se nos bastidores. Tem de forçar mudanças.
A primeira: pedir a demissão imediata deste cavalheiro. Luciano Gonçalves não pode continuar no CA para a próxima temporada. Enquanto ele não saír da arbitragem, não há Mourinho que nos valha. Esta gente não vai deixar o Benfica ganhar nada.