IMPRESSIONANTE!

Trajecto de Bruno Lage em jogos do Campeonato:


VERMELHÃO

Últimos anos de dérbis no campeonato:
11 vitórias, 8 empates e 2 derrotas.
De recordar que a derrota de 2011-12 teve dedo de Soares Dias, bem como, diga-se, o empate de 2016-17.

TRÊS PONTOS


A vitória do Benfica em Alvalade foi justa. E de certa forma natural.
Os golos apareceram na medida exacta, quando tinham de aparecer. O Sporting deu a luta que seria de esperar em quem tanto investe física e emocionalmente nos dérbis. Mas a superior qualidade dos jogadores encarnados fez a diferença.
Destes jogadores realça-se Rafa. É o melhor do Benfica, e para mim, o melhor do campeonato português. Reapareceu em grande, e o dérbi foi dele.
Agora há que refrear euforias, sobretudo no interior do grupo de trabalho – aos adeptos é sempre permitido serem felizes... Faltam 17 jogos, e tendo o Benfica de jogar no Dragão, as contas que o FC Porto faz somam apenas 4 pontos. Ou seja, dois empates. Curto para triunfalismos.

AÍ É QUE ESTÁS BEM

Faltam é os outros...

ABRAÇO


Ninguém merece perder uma filha. Quando se luta com uma doença grave, ainda pior.
Fernando Gomes foi um grande desportista, e embora em campos adversários sempre mereceu o meu respeito e admiração.
Um abraço para ele neste momento de grande infortúnio.

AQUI HÁ DERBY

A minha proposta é a seguinte:


Recorde também o que aconteceu na época passada:

Pode também recordar imagens de outras temporadas, aqui.


Carece de actualização, mas aqui vai outra vez o texto "Os meus Derbys" - uma viagem ao passado pelas minhas memórias de jogos com o Sporting.

A SOLUÇÃO ESTAVA NO BANCO

Foi preciso ir ao banco.
Na verdade, durante uma hora de jogo, o Benfica sentiu grandes dificuldades perante uma equipa audaz, que por duas vezes se colocou em vantagem.
Seferovic entrou e salvou a eliminatória, com dois golos plenos de oportunidade. Ganhou pontos quanto à titularidade na frente de ataque, agora que Vinicius parece perder algum gás.
Destaque também para Cervi e Taarabt. Bem como para o regresso de Rafa - para já apenas na estatística do jogo.
A nota mais negativa  vai para Soares Dias, e, sobretudo, Tiago Martins. O lance que dá origem ao segundo golo do Rio Ave nasce de um penálti, que pelo menos o videoárbitro tinha obrigação de ter visto. E se o Benfica tivesse sido eliminado, esse lance teria sido determinante.
É a segunda vez, em menos de uma semana, que o Benfica vê o VAR fazer vista grossa a lances de grande penalidade evidente. Dois jogos que se tornaram particularmente difíceis também por isso.
Com esta tendência, temo o que possa acontecer em Alvalade.
E já que falo em Alvalade, como é possível jogar uma partida crucial para este campeonato com tão pouca margem de recuperação física? Quem tem responsabilidades? Liga? FPF?
Ninguém de bom senso percebe porque motivo entre Setembro e Dezembro apenas se jogaram 4 jornadas, e agora aparecem jogos e competições encavalitados uns nos outros. Veremos com que consequências.

ATÉ SEMPRE SPEEDY!

Foi com os olhos a humedecer que soube da triste notícia do falecimento de Paulo Gonçalves.
Sou seguidor do Dakar há muitos anos, e o piloto de Esposende, até por durante algum tempo ter sido patrocinado pelo Benfica, era o meu favorito - aquele que eu procurava saber sempre em que lugar estava, e se tinha, ou não, hipóteses de vencer.
Conseguiu um segundo lugar em 2015, e recordo-me bem da sua volta olímpica em pleno Estádio da Luz no intervalo de um jogo. Foi a oportunidade que tive de o aplaudir.
Há poucos dias chegou a estar fora da competição devido ao tempo perdido com uma avaria no motor. Mais valia que assim tivesse sido...Na vida, nunca se sabe quando estamos a ter sorte ou azar.
O que é certo é que Paulo partiu. Deixa o seu nome gravado a bold na história do motociclismo português e internacional. E onde quer que esteja, estará certamente a torcer pelo Benfica.
Até sempre Campeão!


COM ALMA


Tivesse o Benfica concretizado um quarto das oportunidades flagrantes de golo que criou, e estaríamos agora a falar de uma partida fácil diante do último classificado da Liga.
Foi o desperdício que causou o equilíbrio no resultado, pois quem remata 34 vezes, consegue quase duas dezenas de cantos, e obriga o guarda-redes contrário a várias intervenções de monta, só tem de ganhar, e por muitos.
Esta foi também a prova de que não há jogos fáceis. E que há, e ainda pode haver, dias em que a bola, por caprichos insondáveis, se recusa a entrar.
Destaque para a estreia de Weigl (discreto), e para a preciosa participação de Carlos Vinicius, com uma assistência e um penálti – que acabaram por ditar a vitória. Acima de todos, André Almeida regressou a gritar bem alto que o lugar é seu.
Jota, pelo contrário, desperdiçou mais uma oportunidade para mostrar valor. É um caso a trabalhar, pois parece pouco confiante e sobretudo muito intranquilo – sentindo, a cada lance, necessidade de mostrar habilidades individuais que comprometem lances colectivos. Quer mostrar que também é Félix, sem ser Félix (o qual, diga-se, cedo aprendeu a jogar ao primeiro toque), e o contributo para a equipa acaba por ser negativo. O problema não está pois nos pés, mas sim na cabeça.
O que mais interessa é que o Benfica somou mais três pontos, e já leva 15 vitórias em 16 jogos. 33 em 35 se quisermos somar toda a era Bruno Lage.

PONTO DE SITUAÇÃO


DESFECHO ESPERADO

Raul de Tomás não se adaptou ao Benfica.
Via-se que tinha qualidades, mas por vários motivos acabou por não corresponder, em números, ao que dele se esperava. E o que se espera de um ponta-de-lança são golos.
A pré-época até prometia, mas quando começou a competição oficial - e recordemos que começou com duas goleadas de 5-0 - o espanhol ficou em branco, por vezes com alguma infelicidade. A ansiedade cresceu, os golos não havia meio de aparecerem, e por efeito bola de neve foi ficando cada vez mais longe do sucesso. O lugar foi tomado por Carlos Vinicius, que de pronto começou a render. Seferovic passou a segunda opção, e numa equipa que joga apenas com um avançado, RDT ficou sem espaço. Por fim não escondia a tristeza, e quando no treino aberto o vi a passo, sem esboçar sorriso, distante e desmotivado, convenci-me de que o seu tempo no clube chegara ao fim.
Talvez o peso dos 20 milhões se tenha feito sentir. Talvez o estigma de ter de substituir Félix e Jonas, cujas características eram bem diferentes das dele, e das que consequentemente se lhe exigiram. Talvez o peso da camisola para quem vinha do Rayo Vallecano. A verdade é que Raul de Tomás foi sempre um jogador intranquilo, inquieto, e por vezes quase desesperado.
Fica o respeito de um profissional que certamente se empenhou em fazer o melhor que podia. Fica uma Supertaça histórica em que foi titular. Fica também um ou outro lance que não engana (ai aquele chapéu em Leipzig...).
Que doravante seja feliz.

A FERRO E FOGO

Uma exibição desinspirada, aliada ao inegável mérito do adversário, fez do jogo de Guimarães um dos mais difíceis do campeonato até ao momento.
Valeu o golo solitário de Cervi, a inspiração de Vlachodimos, e a ineficácia dos avançados vimaranenses. No fim, três pontos saborosos, e mais um obstáculo ultrapassado na caminhada para o Bi-Campeonato. Também a certeza de que ainda há muito para melhorar.
Venha o Aves. Venha a 15ª vitória em 16 jogos.

BEM VINDO

É uma contratação inesperada. 
Titular de uma das melhores equipas alemãs - e que por sinal ainda está na Champions League e na luta pelo título doméstico -, internacional pela "Mannschaft", e com apenas 24 anos feitos em Setembro, Julian Weigl seria, à partida, um jogador completamente inacessível ao futebol português.
E mesmo os 20 milhões, de acordo com os valores em que o mercado anda, não são nada de especial face a um jogador com este perfil.
Não sei como foi possível trazer Weigl para o Benfica, e tendo sido, nem vale a pena questionar a pertinência da contratação em termos tácticos, num plantel que já tem Florentino, Samaris, Fejsa, Taarabt, Gabriel e Gedson para o meio-campo. O alemão será, sem dúvida valor acrescentado, e com ele o Benfica ficará mais forte.
Doravante, será Weigl e mais dez. Quem sai? Logo se vê (Gedson ou Florentino pelo valor do passe, ou Samaris ou Fejsa, ou ambos, pelo valor do salário).

FELIZ NATAL

Boas Festas e um Excelente ano de 2020 a todos os leitores de Vedeta da Bola!

CONTRA BRAGA E... SOARES DIAS

O Benfica eliminou o Sp.Braga da Taça de Portugal, o que já de si é meritório. Tendo-o feito também contra o árbitro Soares Dias, mais valor tem.
Na verdade, se há sucessores para Benquerença e Proença eles são Veríssimo e Soares Dias. Ao outro já há muito havia caído a máscara. Do portista portuense, mais habilidoso, vai-se percebendo aos poucos. Veja-se esta partida com atenção e percebe-se o que quero dizer.
Quanto ao resto, Pizzi e Vinicius, quem mais? resolveram algo que chegou a parecer difícil, sobretudo quando os minhotos chegaram à vantagem.
De realçar a exibição do jovem Trincão. Podia muito bem fazer parte do plantel benfiquista.

MISERÁVEIS

Até é divertido ver o Sporting perder dentro do campo. Mas isto já não tem piada nenhuma.
O futebol português está a tomar um caminho que um dia o vai matar. E quando vemos um dos maiores clubes portugueses a ter de lidar com gente assim, percebemos que esse dia pode estar mais próximo do que se pensa, e vai atingir todos.
No Benfica já houve cadeiras pelo ar em Assembleias-Gerais. A gravidade é obviamente diferente, mas o princípio é o mesmo: uma minoria de delinquentes que se acha dona dos clubes, e pretende impor-se pela violência. Sabe-se lá porquê, acham que têm mais direitos do que o sócio comum, pensam que os clubes precisam deles, e caracterízam-se por muito músculo e pouco cérebro.
Até agora, o Benfica tem sabido lidar com o problema (mesmo quando tem contra si IPDJ's e outras incompetências). Tem ganho títulos, o que facilita.
Um dia, quando perder (e isso, em desporto, está sempre ao virar da esquina), também corre riscos. Espero que, também aí, consiga resistir a este tipo de movimentos negros.
Há dias falei dessa figura sinistra que são hoje os directores de comunicação. Eles e as claques são o problema do futebol. E embora haja diferenças, neste combate, quem gosta de futebol, não deve olhar a cores.


PODIA TER SIDO MELHOR...E PIOR


Em 15 adversários, este era, para mim, o 7º pior, ou a 9ª escolha se preferirmos. 
Havia bem mais acessíveis (Cluj, Apoel, Ludogorets etc). Mas também lá estavam Roma, Wolverhampton e a armada germânica, com Leverkusen, Wolfsburgo e Frankfurt. Os espanhóis do Getafe também não são bons de assoar, e estão a fazer uma época extraordinária. Enfim, o Shakhtar também...
É líder isolado do seu campeonato com 16 pontos de vantagem, e ficou à beira de se apurar para os oitavos da Champions - tal como o Benfica.
Será uma eliminatória equilibrada, onde não vejo nenhum favoritismo.
O brinde saiu ao Sporting. Partindo do pote 2 encontrou a equipa mais acessível do lote de cabeças-de-série: os turcos do Basaksehir. Mas com o Sporting nunca se sabe, e pode sempre acontecer humilhação.
Todas as equipas portuguesas podem passar, e todas podem cair.

OS SUSPEITOS DO COSTUME

Uma vez mais Pizzi. Uma vez mais Vinicius. E desta vez também Caio.
Mais uma goleada, liderança isolada, e nota artística elevada.
O campeão voltou, e veio para ficar.

SEMÁFORO EUROPA

...neste caso prefiro os verdes.

GUIÃO PARA A LIGA EUROPA


JOGOS MAIS INTERESSANTES:

Getafe-Krasnodar, sem transmissão televisiva;
Copenhaga-Malmo, Sport TV 17.55h;
Ludogorets-Ferencvaros, sem transmissão televisiva;
Glasgow Rangers.Young Boys, Sport TV 20.00h

BENFICA NA EUROPA - última década

10 temporadas
10 presenças na Liga dos Campeões
3 apuramentos para a fase eliminatória
5 apuramentos para a Liga Europa
2 eliminações na fase de grupos
48 vitórias
25 empates
37 derrotas
146 golos marcados
137 golos sofridos
2 Finais da Liga Europa
1 Meias-finais da Liga Europa
1 Quartos-de-final da Liga Europa
2 Quartos-de-final da Liga dos Campeões
1 Oitavos-de-final da Liga dos Campeões

Eu lembro-me de levar 7-0 em Vigo, de ser eliminado pelo Halmstadt, e nas duas temporadas seguintes nem ir às competições europeias.
Quem vem agora falar em desilusão, em fracasso, ou mesmo em vergonha, apenas está a alimentar a estratégia de desestabilização promovida por J.Marques. O Benfica fez o que tinha de fazer, realizou jogos bons, jogos assim assim e jogos maus, contra adversários com muito maior orçamento. Podia ter conquistado mais dois ou três pontos, mas a sorte também pesa no futebol. 
Tirando a temporada de 2017-18, teve sempre participações dignas, e algumas mesmo brilhantes.
Esta é a realidade. O resto é fantasia, ignorância ou mistificação.

DE PIZZI ATÉ À EUROPA

Dever cumprido! 
Sim, dever cumprido. Com o mais baixo orçamento do grupo, ao Benfica nada mais seria exigível do que fazer uma Champions digna, e conseguir evitar o último lugar mantendo-se assim nas competições europeias. Essa era, de resto, a única meta a alcançar neste jogo, e foi conseguida com distinção.
De realçar a segunda parte, a coesão da equipa, e as exibições de Ferro, Taarabt e, sobretudo, Pizzi - de momento, a estrela desta companhia.
A Champions podia ter sido melhor? Sim. Se o golo aos 96 minutos em Leipzig não tivesse acontecido. Se Cervi tivesse aproveitado a ocasião clara que teve contra os alemães na primeira jornada. Se, se, se. A velha história que no futebol não faz nenhum sentido.
Por mim estou satisfeito. O Benfica esteve na Champions, ganhou dinheiro, fez pontos para o ranking, ficou a um ponto da qualificação, sai com o seu prestígio ileso (em 2017-18 não foi assim...), e ruma a uma prova onde tem hipóteses de ir longe.
Agora venha o ...Famalicão.

VENHA DE LÁ O 2-0

...ou o 4-1, ou o 5-2.

BENFICA-ZENIT - já um clássico

2012

2014

2016

IMPRESSIONANTE!

NÚMEROS DE LAGE NO CAMPEONATO: 32 jogos, 30 vitórias, média de 3,3 golos marcados por jogo.

UMA LENDA

Foi, juntamente com Eusébio e José Águas, dos primeiros nomes grandes do Benfica a chegar-me ao ouvido, pela voz do meu Pai - que o viu jogar.
Foi porventura a figura principal da equipa campeã latina de 1950. E julgo ser o melhor marcador de sempre em finais da Taça de Portugal, mesmo sem se tratar de um avançado-centro, como se dizia na altura (esse era, ao tempo, Julinho).
Era sim uma das mais antigas lendas do clube. E, mesmo sem conhecer pessoalmente, confesso que cheguei a pensar visitá-lo. Não fui a tempo.
Mas Rogério "Pipi", como todas as lendas, é imortal.
Ao contrário do que é hábito com quem parte, a foto de homenagem que lhe deixo é a cores. Vermelho vivo como ele gostaria.
Até sempre!

NOITE DE GALA

Foi, porventura, a melhor exibição da época.
Desde o apito inicial o Benfica mostrou velocidade, vontade e criatividade suficientes para resolver a partida bem mais cedo do que viria a acontecer. 
Parece encontrado o duo de meio-campo ideal para esta fase: Gabriel e Taarabt, que oferecem a fluidez e a verticalidade de que a equipa parecia carente até há bem pouco tempo. E, na frente, Vinicius não pára de marcar, sendo já o artilheiro do campeonato.
Um penálti sobre Cervi transformado num cartão amarelo por simulação, e alguma permissividade ao jogo violento dos axadrezados, fez com que só na segunda metade o jogo se resolvesse. Mas ainda a tempo de uma vistosa goleada.

SCP - VIDA SELVAGEM

Assaltos violentos a casas, depósitos em contas de fiscais de linha, invasões de centros de estágio, cashball, perseguições em garagens. Não é mais possível assobiar para o lado...sobretudo quando interessa desviar atenções, não é?
Pensava que o saraivismo estava morto e enterrado. Mas em Alvalade há sempre viscondes a quem o pé resvala para o chinelo. Este Braga é só mais um.
Vozes de burro não chegam a lado nenhum.
Ora vão chatear os do vosso tamanho!

CREDIBILIDADE: ZERO

Já não há paciência para este indivíduo.
E a comunicação social, onde vemos com frequência gente a queixar-se do clima de guerra no futebol português (muitas vezes retórica falsa, pois é disso que vivem), insiste em dar-lhe voz. Ele lança o seu lixo, e eis todos os jonais a reproduzirem no instante imediato.
É ele, e só ele, que cria tal clima. Com a saída de Bruno de Carvalho e o inefável Saraiva de cena, ficou sozinho neste negro palco. Faz os seus números semanais, mais os seus ajudantes, e vai ganhando a vida.
Não espero nada de "O Jogo". Mas jornais com história respeitável como "A Bola" e o "Record" há muito deveriam ter deixado de servir de caixa de ressonância para tantas e tamanhas baboseiras.
Um dia irá provar-se que este fulano esteve por trás de uma das maiores operações de terrorismo comunicacional alguma vez levadas a cabo no nosso país, com o patrocínio de um roubo de correspondência privada, e a criação de uma narrativa em redor do seu conteúdo que visava destruir uma entidade desportiva. Nesse dia terão vergonha de lhe terem dado voz. Então, talvez seja tarde para recuperar a reputação.
PS: Atenção à caixa de comentários de alguns blogues, e a alguns fóruns benfiquistas. Estão repletos de infiltrados sob a capa de benfiquistas "exigentes". Faz parte da metodologia para desestabilizar o clube.

SEM DRAMAS

Em doze edições da Taça da Liga, o Benfica ganhou sete. A maioria delas não foi valorizada, nem por adversários, nem por muitos dos próprios adeptos.
Ora se a prova não tem importância quando se ganha, também não poderá ter quando se perde. E o Benfica ainda nem a perdeu.
A exibição na Covilhã foi a normal numa equipa que joga de início sem dez titulares. Perante um adversário que luta pela subida à primeira divisão, e estaria obviamente motivado para este confronto.
Quando entraram alguns dos titulares (leia-se Pizzi, mas também Taarabt), o Benfica melhorou. E se o jogo durasse mais dez minutos, estou em crer que alcançaria a vitória.
Neste tipo de partidas é interessante olhar para as individualidades - tal como o próprio Bruno Lage afirmou no final. Nesse sentido Zivkovic assinou a carta de despedida, mas Raul de Tomás também perdeu uma boa oportunidade para ganhar pontos (e começa a ser preocupante a demora do espanhol em mostrar serviço). Em sentido inverso, gostei bastante de Nuno Tavares (sobretudo na segunda parte), e Gedson (enquanto as pilhas duraram). Jota também teve pormenores interessantes, desde logo o golo que mantém a equipa viva na competição.
Sexta-feira sim. Será a sério, e não pode haver facilitismos.

VESTIRAM O MANTO SAGRADO APENAS UMA VEZ

90 jogadores que jogaram pelo Benfica, mas apenas uma vez. Alguns conhecidos, outros nem tanto:

ATACAR A SERRA


VENI VIDI VINICIUS

Hat-trick! Sim, hat-trick, quer Fábio Veríssimo queira quer não. Carlos Vinicius marcou três golos, e ainda deu um a marcar. Foi o homem do jogo, e está a fixar-se como indiscutível titular na frente de ataque da equipa de Lage.
Não é um prodígio de técnica. Não tem a mobilidade de Seferovic. Mas em certos momentos faz lembrar um certo Óscar Cardozo, de quem alguém dizia "só saber marcar golos".
Falta-lhe aprimorar o jogo de cabeça, e a meia-distância. De resto já sabe muito da função, e os números vão mostrando isso mesmo.
Vinicius à parte, houve também Pizzi. Mais um golo, mais duas assistências. Na ausência de Rafa, claramente o melhor jogador do Benfica, e porventura, da Liga Portuguesa. E ainda Taarabt, novamente a fazer-se notar pela precisão de passe e leitura de jogo.
Um bom jogo, uma boa exibição, uma boa vitória. A 11ª em 12 jogos. A 29ª em 31 jogos do campeonato com Lage no banco.
Na sexta-feira, no Bessa, teste de fogo.

PONTOS NA FASE DE GRUPOS - últimos 5 anos


RETRATOS DE LEIPZIG








...E NO FIM GANHAM OS ALEMÃES

Sofrer dois golos no período de descontos, quando a vitória parecia assegurada, e, com ela, a manutenção da esperança na qualificação para os oitavos-de-final da Champions League - com 0-2, bastaria uma simples vitória na Luz sobre o Zenit para a garantir - é cruel, doloroso e frustante.
Nestas alturas os adeptos tendem a procurar razões e culpados, e com isso expulsar do corpo e da alma um estado de espírito necessariamente negativo. Dizer que o treinador tomou a opção A quando deveria ter tomado a B, que o jogador X não esteve à altura e que o Y não deveria ter jogado, quando não, embarcando num radicalismo estéril, querer despedir aquele e dispensar estes. 
Ora eu olho para o jogo de Leipzig e não vejo muito por onde pegar. O onze foi bem escolhido, a estratégia foi bem montada, e certeira até aos 90 minutos. Os jogadores deram tudo, correram, lutaram e mereciam melhor sorte. As substituições foram bem feitas? Foram tardias? Aí entramos no Totobola à segunda-feira. O Benfica estava a jogar bem, tinha aparentemente o jogo na mão, e tudo parecia perfeito. Falar agora é fácil, mas eu, naquela altura, teria feito o mesmo.
É assim o futebol. Tem razões que a razão desconhece, e neste caso uma delas é óbvia: o Leipzig é melhor equipa do que o Benfica, tem jogadores que podem decidir, e nese caso foi isso que aconteceu. Já não se esperava, e daí a crueldade do destino, pois empatar 2-2 no terreno do segundo classificado da Bundesliga, em condições normais, seria tudo menos um mau resultado.
Se Ruben Dias não tivesse feito o penálti. Se o cabeceamento de Forsberg batesse no poste ou fosse para fora como sucedeu com vários lances na área do Benfica ao longo dos noventa minutos. Se, se, se. A verdade é que os alemães, fazendo justiça à máxima de Gary Lineker, acabaram por levar a água ao seu moínho, e os encarnados ficaram ingloriamente fora da Liga dos Campeões. Sendo que essa eliminação não se deve a este jogo, mas sim aos que o precederam - a começar pela derrota na Luz com esta mesma equipa.
Resta a esperança na Liga Europa. Pouco, muito pouco para quem passou 89 minutos a sonhar.
Agora...ganhar ao Marítimo!

SEM INVENTAR



BENFICA NA ALEMANHA

2 vitórias, 6 empates e 18 derrotas. 6 goleadas sofridas. Um drama!

EU (AINDA) ACREDITO



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ZENIT-LYON, 1-0
LEIPZIG-BENFICA, 0-2
e depois basta ganhar ao Zenit em casa...

PARABÉNS MISTER!

...que saudades dos teus gritos junto à linha lateral do relvado da Luz...

FESTA INSÍPIDA

Primeira parte medíocre. Segunda parte frouxa. Valeu pela vitória e pela passagem à eliminatória seguinte. Só.

PORTUGAL E O EURO

Só quando o número de selecções apuradas para a fase final cresceu é que Portugal passou a marcar presença com assiduidade. Mas a partir de então, os resultados são assinaláveis.

Eis todas as edições, e países participantes (a amarelo os campeões):

PIZZI E MAIS DEZ

Depois de uma primeira parte medonha, o Benfica, conduzido pelo "comandante" Pizzi renasceu das cinzas e conseguiu a sua décima vitória nos primeiros onze jogos - registo que só encontra paralelo em...1983. 
Ficou demonstrado que Pizzi é indispensável nesta equipa, mais a mais dada a ausência prolongada de Rafa. O transmontano é, neste momento, o único que dá critério ao meio-campo ofensivo do Benfica, além de que vai mantendo a veia goleadora que faz dele o líder dos artilheiros.
Ninguém sabe se, com ele em campo desde início, a história de Lyon poderia ou não ter sido diferente. Mas não havia necessidade de ter essa dúvida, pois não?