A LIGA DELE

Os comentários patéticos da tal Sofia Oliveira dão apenas para rir. Já aquilo que disse Pedro Proença, quando questionado sobre o protesto do Benfica na cerimónia do sorteio, é grave, preocupante, e não tem graça nenhuma.
Atribuir um prémio fair-play ao Benfica foi uma anedota de mau gosto. Mas dizer depois que as parcas palavras dos benfiquistas presentes se deviam a falta de capacidade de expressão (não sei se pensava no jovem Henrique Araújo ou no grego Odysseas) é um insulto à inteligência de quem ouviu, e à dignidade do Benfica e dos benfiquistas.
Pedro Proença foi um árbitro miserável, que condicionou campeonatos no país, e que fez carreira na UEFA seguindo os três princípios necessários para tal: falar bem inglês, aparentar boa forma física e saber manipular jogos sem dar muito nas vistas.
Como presidente da Liga é ainda pior, deixando as competições em queda livre, com arbitragens manipuladoras como não se via desde o século passado, calendarizações e horários estapafúrdios, e com um desfile de equipas fantasma sem qualidade, sem adeptos, sem história e sem nada, que não pagam salários e apenas enchem o calendário e se prestam a suspeitas de jogos de mala e afins. Não me lembro de campeonatos tão fracos como estes últimos, e o responsável máximo tem nome.
Proença, que é todo ele uma piada de mau gosto, vem agora gozar com os benfiquistas, que não podem, nem devem esquecer tudo aquilo que se passou na última temporada - nem, já agora, tudo aquilo em que assentou a carreira deste personagem. 
Com gente desta no poder do futebol, temo que contratar bons treinadores e bons jogadores não venha a ser mais do que deitar dinheiro ao lixo.



A ESCOLHA DE SOFIA

O que algumas pessoas fazem para se tornar populares (ou virais, como é moda), seja por que razão for, é triste de se ver.
E quando se trata de uma das poucas mulheres que aparecem na comunicação social a falar sobre futebol, mais triste se torna. Acontece que a estupidez não tem sexo.
A comentadora da CNN Sofia Oliveira manifestou há pouco tempo atrás, em directo, uma opinião estapafúrdia, quando disse que Jurgen Klopp (que, obviamente, não percebe nada do assunto) deveria ter preferido Evanilson (?!?) a Darwin Nuñez. Como era expectável, o mundo caiu-lhe em cima. Com toda a razão.
Um momento de menor lucidez tolera-se. Carlos Daniel, que é um grande jornalista, pelo qual tenho estima profissional e até pessoal, e que não precisa de popularidade para nada, também disse um dia que Óscar Cardozo "só sabia marcar golos", argumento fantástico para se criticar um jogador de futebol. Eu certamente também digo alguns disparates, com a sublime diferença de que ninguém me paga por isso.
O problema maior é que, agora, a dita senhora parece querer aproveitar a onda para fazer render o peixe. Perante a óbvia nomeação (de capitães de equipa e treinadores) de Darwin Nuñez como melhor jogador da Liga, disse algo como: "Não faz qualquer sentido, Darwin fez algumas exibições penosas. Deveria ser Otávio, e depois Taremi ou Vitinha".
Perante estas palavras, nem me apetecia dizer mais nada. Apenas lamentar que não haja mais mulheres a comentar futebol na TV, mas mulheres que percebam do jogo, e que não aproveitem a antena simplesmente para fazer barulho - como é o caso. Esta senhora que continue a sua cruzada, e com isso encha as caixas de comentários pela net fora (...eu estou aqui a dar o meu modesto contributo), ganhando os minutos de fama a que Andy Wahrol dizia todos termos direito. Nem que seja a fazer figura de urso (ou de ursa, neste caso). 
Quanto a Darwin, não foi apenas o melhor jogador da Liga. Será já um dos melhores do mundo, e na última década, talvez com excepção de Jonas (bem mais velho), não vi ninguém em Portugal que me impressionasse tanto. Fosse antes da pandemia e teria valido os 150 milhões da cláusula. Se, por absurdo, ouviu o comentário da dita senhora, certamente se fartou de rir.

ESPERANÇA

Os milhares que se deslocaram à Luz para um simples treino mostraram que o nível de expectativa está elevadíssimo. O mercado está a correr bem (falta o necessário emagrecimento do plantel) e a pré-época promete. Falta tudo o resto, mas a hora é de esperança.

 

NÃO ESTÁ NADA MAL


É claro que o futebol masculino é o mais importante, mas mesmo aí não podemos esquecer a excelente temporada na Champions League.
Depois, no futebol formação, há que considerar a inédita Youth League, além do Nacional de Juniores.
E no que toca a conquistas internacionais, a fantástica e ainda mais inédita European League de Andebol, bem como a Golden Cup de Hóquei - que reuniu as melhores equipas da Europa.
Falta acrescentar 5 Supertaças, 1 Taça da Liga e 3 ou 4 Taças de Portugal (a de Hóquei Feminino ainda decorre). E, quem sabe, o Atletismo (agendado para Julho).
Total de títulos até agora: 37

ALGO COMO ISTO?

 

Grimaldo, Weigl, Pizzi, Taarabt e Seferovic acabarão por sair. Talvez também João Mário. Talvez ainda André Almeida.
Não sei o que valem Bah e Ristic, mas gostaria de ter um outro lateral, pelo menos para o lado esquerdo. Talvez também mais um central, dado que a lesão de Lucas Veríssimo está para durar.
Não sei se Florentino fica no plantel. Se não ficar precisa-se de alguém para o lugar, de preferências um "armário".
Estou a partir de um 4-4-2, mas não sei que esquema vai adoptar Schmidt. E se precisar de extremos puros, penso que será necessário mais uma alternativa de segundo plano: alguma coisa entre Rafa e Neres e os jovens Tiago Gouveia e Diego Moreira. Com um 4-3-3 Ricardo Horta talvez chegue.
Gostava ainda de substituir Yaremchuk por outro ponta-de-lança, mais eficaz do que o ucraniano.

A POUCO E POUCO...VERDADE E JUSTIÇA

A Justiça é lenta, muito lenta. Mas mesmo a passo de caracol, acaba por de algum modo funcionar.
As notícias dão conta do risco de prisão em que incorre o diretor de comunicação do FC Porto por roubo, truncagem e divulgação indevida da correspondência do Benfica. Que vai a julgamento, juntamente com os seus comparsas, isso é certo, e era algo que não lhe passaria pela cabeça em 2018.
Na verdade, Marques nunca pensou que o hacker seria localizado e detido na Hungria. A partir desse momento todo o esquema ficou à mostra: Rui Pinto, o amigo, o contacto, o programa do Porto Canal, e uma forma criminosa e macabra de desestabilizar o Benfica e descredibilizar as suas, então, muitas conquistas. Recordemos que nas primeiras divulgações tentaram também passar a ideia de que a documentação era fornecida por alguém de dentro do clube da Luz - e assim promover uma espécie de caça às bruxas.
Ficou patente que, quem é capaz disto (provavelmente com algum problema mental), é capaz de tudo. E esses são, não só Jota Marques, mas também toda a estrutura de comunicação do FC Porto que, daí a cima, vai até ao presidente - ou alguém acredita que o esquema não teve o seu beneplácito? E já agora também o Sporting daquela altura (com os Brunos e os Saraivas), que felizmente já não existe.
É preciso lembrar ainda que os casos que posteriormente envolveram Luís Filipe Vieira, nomeadamente a operação Cartão Vermelho, nada tiveram a ver com os mails divulgados pelo FC Porto. E que o caso E-Toupeira teve a ver exclusivamente com quebra de segredo de justiça (grave para os funcionários que a cometeram, mas incólume e irrelevante para o Benfica), o qual também não foi denunciado pelo Porto Canal. Aí, o que se tentou foi passar a ideia de corrupção desportiva, nomeadamente com a arbitragem. Mas não há nada, para além daquilo que foi inventado ou recriado (padres, missas e figurantes), que coloque em causa as vitórias desportivas do Benfica.
Ou seja, de tudo isto, o que sobra são os crimes cometidos no âmbito de uma estratégia de terrorismo comunicacional, que acabou por correr mal. E se o FC Porto quisesse, pelo menos, fingir que nada teve a ver com o assunto, tinha aqui um excelente momento para despedir aquele que, na altura, foi agraciado como funcionário do ano.

OBRIGADO, DARWIN!

Era inevitável.
Golos na Champions League a Barcelona (2), Bayern (1), Ajax (1) e Liverpool (2), acompanhados de exibições fulgurantes, melhor jogador e melhor marcador do campeonato, tornaram Darwin Nuñez jogador a mais para o futebol português.
Há três anos valeria (pelo menos) tanto quanto João Félix. Devido à pandemia, o mercado  mudou. E hoje 75+25 é um bom negócio. Talvez só o PSG pudesse dar mais, mas com a renovação de Mbappe desistiu do uruguaio. 
Deixa saudades. Para mim, depois de Jonas, terá sido o melhor jogador que vestiu a camisola do Benfica no Século XXI. E é, de longe, o melhor de sempre dos que não venceram qualquer titulo.
Boa sorte rapaz! E até sempre!

À BENFICA!

"Exigia-se mais, mas vou dar-lhe o benefício da dúvida e voltarei a falar no final da próxima temporada. Espero vir a dar os parabéns pela dobradinha e por uma campanha europeia à Benfica. O senhor presidente é desde a noite das eleições o nosso presidente." FRANCISCO BENITEZ

"Tem aqui, por isso, uma nova oportunidade de romper definitivamente com o passado. Com toda a legitimidade democrática de uma esmagadora maioria dos sócios que o escolheram há 8 meses. Nas boas e nas más horas conte connosco, nós esperamos contar consigo." NORONHA LOPES

As intervenções dos dois rostos mais visíveis da oposição nos últimos tempos, juntamente, diga-se, com a dupla entrevista de Vieira, marcam um novo tempo no Benfica. Um tempo que rompe com o passado. Um tempo de união em torno daquilo que mais interessa: ganhar.
Cada benfiquista terá as suas ideias. Eu também tenho as minhas. Mas presidente há só um e é ele que tem de decidir. O balanço faz-se no fim.
A Assembleia-Geral foi à Benfica (com um ou outro excesso sempre natural em algo que mexe tanto com as nossas emoções), e revela claramente que todo o ruído que se lê nas redes sociais nada tem a ver com os verdadeiros benfiquistas, e muito menos com os sócios do clube. É antes uma estratégia de terrorismo comunicacional alimentada a trolls criados noutras origens. Quem rouba e-mails, é capaz de tudo - até daquilo que é bastante fácil de fazer.
Por isso, cabe aos benfiquistas ser inteligentes, saber ignorar esse ruído criado artificialmente desde o exterior, e unir-se em torno do clube e do seu presidente.
O passado já lá vai. Agora só falta ganhar.

SOBRE A ENTREVISTA

Vi por curiosidade. Não mais do que isso.
Como já aqui escrevi, só quando a Justiça tirar as suas conclusões definitivas se poderá fazer um balanço honesto sobre a presidência de Vieira na sua globalidade. Na coluna do Haver terá de figurar a obra e os títulos. Na coluna do Deve está um último mandato desastroso e o mais que vier a ser apurado nos tribunais - e que, para já, ainda não está provado.
Mas seja qual for o balanço final, e como o próprio afirmou nesta entrevista, Vieira pertence irremediavelmente ao passado. 
Sendo assim, percebendo e tolerando que, em sua defesa, queira deixar ao público a sua versão dos factos, não entenderei que Vieira volte a falar do Benfica nos tempos mais próximos. Sim, dos seus negócios, da sua vida empresarial, das justificações que entenda dar para a sua dívida (assuntos que não me dizem respeito, e sobre os quais apenas faço votos para que seja bem sucedido). Não do clube, sob pena de estragar definitivamente os restos da imagem da sua longa presidência, e dar razão aos que sempre afirmaram que, para ele, o Benfica não era um desígnio mas sim um instrumento.
Calando-se, pode ser que a história um dia lhe destine alguma compreensão. Cada nova entrevista a falar do Benfica, com disparos sobre este e aquele, ajustes de contas e lavagens de roupa suja, será mais um prego no caixão da memória que os adeptos têm dele.

 

25 TÍTULOS ...até ao momento

 FUTEBOL FEMININO

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Estão ainda em curso diversas competições, como por exemplo os Campeonatos de Basquetebol, Futsal e Hóquei, a Taça de Portugal de Andebol, também os Campeonatos de Hóquei e Futsal Feminino, bem como as Taças de Hóquei, Andebol e Polo Feminino, os Campeonatos de Juvenis e Iniciados em Futebol, toda a Formação do Hóquei, os Juniores de Futsal, os Juvenis de Andebol e falta realizar os Campeonatos de Atletismo ao Ar Livre. Pelo menos mais 19 títulos ainda podem ser conquistados.
De sublinhar a conquista de três competições europeias (64 vitórias em jogos internacionais), o que é inédito numa só época.

COM OTÁVIO? NÃO, OBRIGADO!

Quem frequenta este espaço há mais tempo sabe que, para além de português, sou adepto da Selecção Nacional, e que em alguns momentos cheguei a senti-la quase como se do Benfica se tratasse.
Sobretudo no final da época clubística – como é o caso – consigo, e consegui muitas vezes, engolir alguns sapos em nome do patriotismo. E desde criança sofri com as derrotas (então bastante frequentes) e vibrei com as vitórias, quer em fases de apuramento, quer, sobretudo, em fases finais. Além das histórias que o meu Pai me contava de Eusébio, no Benfica, mas também no Mundial 66, e com as quais despertou a minha paixão pelo futebol.
Um dos jogos da minha vida foi o Portugal-Inglaterra, do Euro 2004, a que assisti na Luz, e durante o qual dei comigo a gritar por Ricardo, por Deco ou por Postiga. Lembro-me igualmente da batalha de Nuremberga, dois anos depois, e de roer as unhas em frente ao televisor durante nova série de penáltis ante os ingleses. Muitos anos mais tarde fui para a rua festejar a vitória no Europeu de França.
Isto tudo para dizer que a Equipa das Quinas está longe de me ser indiferente.
Porém, há limites. Ver “macacos” na bancada financiados pela FPF para viajar à conta e assistir aos jogos é um deles. A convocatória de Otávio ultrapassa-os.
Não vou alongar-me sobre a questão dos naturalizados, que dava pano para mangas, e onde encontramos casos de verdadeiros refugiados que precisam do nosso país (Pichardo ou, para falar de outros clubes, Obikwelu), dão-nos mais do que recebem, e contam com o meu apoio incondicional (à semelhança de tantos milhares de imigrantes anónimos que chegam cá para poder ter a vida digna que pelos mais diversos motivos não encontram nos seus países de origem, e com os quais estarei sempre solidário), e outros casos, como Deco ou este Otávio, profissionais de futebol pagos a peso de ouro, em que, independentemente dos direitos de cidadania, a naturalização é meramente instrumental com vista ao aumento da cotação dos respectivos passes no mercado europeu. Deco, como é óbvio, depois de fazer carreira como jogador comunitário nas ligas espanhola e inglesa, partiu para aquele que sempre foi o seu país: o Brasil. Com Otávio acontecerá o mesmo.
Mas se Deco, enfim, além de ser um jogador diferenciado, teve também um comportamento profissional genericamente dentro do aceitável, já Otávio, sendo um jogador mediano, é um indivíduo ordinário, que grava vídeos a insultar clubes rivais, e que dentro do campo passa o tempo a simular faltas, a provocar adversários, não tendo um mínimo de estatura moral para representar o país. A agravar, tem um processo disciplinar a decorrer contra si justamente por questões de comportamento ético-desportivo, razão mais do que suficiente para Fernando Santos evitar a sua convocatória, pelo menos neste momento.
O Engenheiro diz que para ele não há clubes na Selecção. Percebo-o, e se estivesse no seu lugar diria, e faria, o mesmo. Mas aqui não é uma questão de clubismo. Não é por Otávio ser jogador o FC Porto que se torna um problema (colocado, de resto, pelos jornalistas, e não por acaso). Já houve muitos jogadores do FC Porto na Selecção, e isso, obviamente, nunca pôs em causa o meu apoio. É pelo seu perfil, pelo seu comportamento, pela sua manifesta falta de condições éticas para representar um país que nem é, e nunca será, o dele.
Volto ao princípio: é precisamente por ser adepto da Selecção que isto me dói mais. Mas com Otávio na equipa, não contem comigo.
Nem perderei tempo a ver o jogo de uma equipa que, com Otávio, deixa de me representar.

CHAPEAU VARANDAS!

Se há coisa a que tenho de tirar o meu chapéu é à coragem de Frederico Varandas.
Já o havia demonstrado na difícil relação com as suas claques. Demonstra-o agora ao dizer, em voz alta, aquilo que todos sabemos e que muitos calam: Pinto da Costa é uma nódoa que custará a extrair do desporto português.
Não. Isto não é uma crítica a Rui Costa. Cada dirigente tem o seu estilo, e não é certamente um aperto de mão que altera a percepção que o “Maestro” tem do presidente do FC Porto – e que é, com toda a certeza, coincidente com a minha, e com a de quem veja tudo isto com os olhos abertos.
Falo, isso sim, dos jornalistas e comentadores pseudo-independentes, que se apressaram a relativizar as práticas de ganhar contra tudo e contra todos a qualquer preço, e puseram de imediato o ónus no presidente do Sporting, acusando-o que atear um fogo.
Ora eu penso justamente o contrário: foi a passividade com que esse universo de comentadores e jornalistas sempre tolerou os atropelos de Pinto da Costa e da sua trupe que permitiu chegar a esta situação de guerrilha constante, e que só terminará quando outra pessoa se sentar na cadeira da presidência portista. Tudo em nome de uma hipotética isenção, que não faz qualquer sentido quando não se trata de condenar clubes ou clubismos, mas sim comportamentos.
Quando Pinto da Costa, do alto das suas "finas ironias", insultava e provocava tudo e todos, falavam de “dirigentes” no plural, como se lhes fosse proibido falar "daquele" dirigente. Quando o FC Porto conspurcava a verdade desportiva falavam de “clubes” no plural, como se lhes fosse proibido falar "daquele" clube. Quando uma claque amestrada e miliciana, amedrontava, provocava, intimidava, agredia e até matava, falavam em “claques” no plural, esquecendo que os outros são condenados e presos (Alcochete, atropelamento de italiano, etc) e aqueles andam por aí, e até são patrocinados pela FPF.
Seria fastidioso trazer para aqui todas as provocações dirigidas por Pinto da Costa aos rivais (sobretudo, diga-se, ao Benfica). Seria fastidioso descrever novamente aquilo que todos escutámos nas gravações do processo "Apito Dourado" e que, inacreditavelmente, acabou por não dar em nada. Seria fastidioso mencionar todos os escândalos de arbitragem que envolvem sucessivamente as modalidades onde o FC Porto marca presença (só esta semana foi o Sporting a queixar-se no Basquetebol e o Barcelos no Hóquei em Patins), e que não se verificam quando aquele clube não participa (Futsal ou Voleibol, por exemplo). Seria fastidioso recordar todas as pressões e intimidações em jogos decisivos nos estádios das Antas e do Dragão, desde os produtos tóxicos no balneário em 1991, passando por apedrejamentos em viadutos, foguetes à porta de hotéis, até ao último FC Porto-Sporting, onde vimos seguranças a agredir jogadores leoninos. Isto sem falar nas visitas a centros de treino de árbitros, ou pior ainda, a estabelecimentos comerciais de familiares de árbitros, ou ainda nas agressões e intimidações aos próprios jornalistas - que vão acontecendo desde os anos oitenta do século passado.
Na verdade, a fantasiosa guerra norte-sul (criada por Pinto da Costa para seu proveito), e o ganhar "contra tudo e contra todos", não significam outra coisa que não seja vencer a qualquer preço – por cima e por baixo da mesa, à frente e atrás das cortinas, dentro e fora da lei, sempre com um nível máximo de agressividade, hostilidade, ódio e provocação – que se estende naturalmente para os adeptos, e até para os atletas, como se viu no recente e triste caso de Fábio Cardoso. Enfim, tudo o que do desporto e o futebol não precisavam, mas a cujos tais jornalistas e comentadores sempre viraram as costas com olímpica naturalidade.
Quem tem e premeia um diretor(?) de comunicação que adopta e alimenta uma prática de autêntico terrorismo comunicacional, como se viu no caso dos e-mails roubados, como se vê pelas redes sociais onde comunica directamente (sempre a atacar algo ou alguém, nunca a enaltecer as vitórias do seu clube) e de forma oculta (enchendo de “trolls” fóruns de opinião, caixas de comentários e blogues para desestabilizar os rivais), torna-se simplesmente ridículo ao acusar outros de atear fogos. E torna igualmente ridículo quem segue essa cartilha (aí sim, uma verdadeira cartilha) em nome da tal "isenção".
Era tudo isto que esperava ler o ouvir de comentadores e jornalistas. Mas ao que parece vão querer continuar a fazer parte deste jogo sujo e enjoativo, onde cada polémica, cada caso, cada conflito, se traduzem em audiências. O desporto que se lixe.

LINDO!

Para quem não esteja familiarizado com o Andebol, esta Liga Europeia foi simplesmente a conquista mais relevante de toda a história da modalidade em Portugal.
Constitui também, juntamente com a UEFA Futsal Cup de 2010 e as Ligas Europeias de Hóquei em Patins de 2013 e 2016, o quarteto de momentos mais marcantes de sempre do ecletismo benfiquista.
Imaginem uma espécie de Conference League de Futebol, mas sem clubes dos países mais cotados do ranking (Inglaterra, Espanha, Itália e Alemanha) - essa era a antiga Taça Challenge, que Sporting e ABC venceram, e em que o Benfica também disputou duas finais (o Sp.Horta e o Madeira SAD também chegaram a finais).
Esta Liga Europeia (ex EHF Cup) não tem nada a ver. Aqui trata-se de uma verdadeira Liga Europa, e o Benfica ganhou na final ao líder destacado da Bundesliga – tão somente a melhor liga do mundo. Digamos que uma espécie de Manchester City do Futebol.
Tive o privilégio de estar lá (aliás, das quatro competições referidas só falhei a final de 2013…no Dragão), e voltei de alma cheia.
Foi uma partida notável, com emoções fortíssimas. A três segundos do fim do tempo regulamentar o Benfica perdia, e já poucos acreditavam no milagre. O golo aconteceu, mas foi preciso esperar pela confirmação do VAR sobre se tinha sido antes ou depois do soar da buzina. No prolongamento os encarnados voltaram a estar em desvantagem. Mas tudo acabou em glória, com um ambiente de loucura total.
Quem diria que seria o Andebol, que tantos anos andou abaixo do nível das restantes modalidades, a alcançar este feito?
A equipa está de parabéns, e os benfiquistas devem estar orgulhosos.
Aconteça o que acontecer daqui em diante, a temporada das modalidades está salva, está mais que salva.
Fica, abaixo, o quadro de vencedores das duas principais competições do Andebol europeu.

Segue-se um quadro com o percurso do SLB nesta EHF European League:

Deixo, por fim, toda a história do Andebol do Benfica nas competições europeias:


TERRORISMO COMUNICACIONAL É:

 - Contactar um hacker amigo de um amigo, com currículo cadastro significativo, para espiar a correspondência privada de outro clube, procurar mensagens susceptíveis de, truncadas, causar o máximo folclore mediático, e servi-las gota a gota, semanalmente, num canal de clube, juntamente com o amigo do hacker e outro imbecil com cara de charolês;
- Criar a ideia de que essas mensagens teriam sido facultadas a partir de dentro do clube rival, para assim abrir no seu seio uma penosa caça às bruxas;
- Reunir com um clube parceiro num hotel de Lisboa para estabelecer uma estratégia comum visando empolar toda a correspondência roubada, servindo-se para isso de contactos privilegiados nas redacções de jornais e estações de rádio e TV;
- Arranjar uma transferência das arábias a um guarda-redes mediano em troca de depoimentos dizendo ter sido alvo de tentativa de suborno pelo clube rival;
- Pagar a dois figurantes para, numa estação de TV (servindo-se dos contactos atrás referidos, e identificados na reunião do hotel), se apresentarem como defesas-centrais brasileiros e alegarem também eles ter sido alvo de tentativa de suborno;
- Encher até à náusea as redes sociais de “trolls”, nomeadamente em sites, blogues e fóruns afectos ao clube rival, semeando crítica destrutiva e extremamente violenta visando dirigentes, técnicos e atletas, sob falsos perfis de "exigentes”, de modo a multiplicar a divisão, a contestação e a descrença nos adeptos, sobretudo nos mais jovens e mais influenciáveis;
- E tudo o que mais se hão de lembrar, pois os criminosos estão sempre um passo à frente do pensamento das vítimas dos seus crimes.
Isto sim, é terrorismo comunicacional, e tem rostos. Não uma simples reunião com representantes de vários órgãos de comunicação social, na qual se apresenta um novo treinador e conversa sobre futebol.

POSSÍVEIS ADVERSÁRIOS NAS PRÉ-ELIMINATÓRIAS

Dois deles (entre D.Kiev, Fenerbahce, Midtjylland e Larnaca) nem chegarão à segunda ronda - onde entra o Benfica. O Glasgow Rangers será sempre cabeça-de-série, tal como os encarnados, pelo que não poderão enfrentar-se.
Como Roger Schmidt conhecerá bem o PSV, e atendendo à triste situação em que certamente se encontra o Dínamo de Kiev, diria que o maior perigo vem do Mónaco.
 

WILLKOMMEN!

Como já escrevi, a partir do momento em que foi contratado, Roger Schmidt é o meu treinador. E até prova em contrário, é o melhor treinador do mundo.
A tarefa não vai ser fácil, pois fazer uma restruturação total do futebol do clube, e ter de a fazer a ganhar no imediato, com uma enorme pressão dos media, dos adeptos e...dos rivais, é uma missão quase impossível.
Por mim, estou disposto a dar-lhe o tempo de que necessita, para só então fazer a avaliação do seu trabalho. E esse tempo tem de ser de alguns meses, pois Roma e Pavia não se fizeram num dia.
No imediato, importa garantir a presença na fase de grupos da Champions, e depois garantir que não se perde o comboio do Campeonato muito cedo, de forma a que, num segundo momento, então sim, a equipa possa render o seu máximo e ir a tempo de conquistar títulos.
Resta saber também que plantel vai ter o Benfica. E também não é fácil contratar-se quem se quer, e dispensar-se quem se deve, quando uns e outros serão imperiosamente em número muito elevado, e o dinheiro não abunda. O futebol profissional não é a PlayStation, há contratos, há compromissos, há pressões, há empresários e muitos interesses antagónicos que é preciso gerir - sem tempo para o fazer com o planeamento adequado a uma tão grande mudança.
Para já, resta-me desejar boa sorte. A Roger Schmidt e a Rui Costa. Um e outro têm muito trabalho pela frente.

VALEM ZERO, OU AINDA MENOS

Menos que zero, é quanto vale a arbitragem portuguesa. Zero árbitros no Mundial, num conjunto alargado de escolhas feitas pela FIFA.
Quem tenha acompanhado a Liga Portuguesa não se surpreende. Foi um festival como há décadas não se via.
Responsáveis há muitos. Mas à cabeça, está o senhor da foto, que consegue passar entre os pingos da chuva perante a autêntica tragédia que está a acontecer na arbitragem portuguesa.
E o mais grave é que os novos "valores" ainda parecem ser piores...
Este parece-me ser também o fim do embuste Soares Dias - aliás, na senda do embuste Pedro Proença, que, sempre em boa forma física e com um inglês fluente, teve a arte de fazer carreira internacional conseguindo manipular jogos sem dar muito nas vistas. Tirando isso, zero, como os outros.
Vergonha alheia, é o sentimento que me desperta toda esta escumalha.

SERÁ MAIS OU MENOS ISTO?

Entre quem fica, rumores de quem entra, e formação, constam da figura 33 futebolistas, mais ou menos três por posição, que poderão ser o plantel do Benfica para atacar a próxima pré-temporada, mostrando-se assim a Roger Schmidt para que este filtre o grupo definitivo.
Não acredito na possibilidade de contratação de Di Maria, embora fosse naturalmente um reforço de peso. Também se tem falado de Matheus, Al Musrati, Xeka e Samuel Lino, entre outros. Rasta saber se as opções de mercado poderão ser primeiras, segundas ou terceiras escolhas, para perceber quem acaba mesmo por entrar.
Embora não tenha dúvidas de que vai ser craque, não estou seguro de que Henrique Araújo possa, no imediato, ter a responsabilidade de ser "o" nove titular. E como também não sei se Petar Musa o poderá ser, talvez fosse avisado contratar mais um ponta-de-lança (dos bons, dos caros, para ser titular de caras e meter 30 golos por época). Não se ouvem rumores, mas entendo que seria importante.
Acho também que é bom manter debaixo de olho (empréstimos, equipa B) gente como André Gomes, João Tomé, Fábio Baptista, Tomás Tavares, António Silva, Pedro Álvaro, Rafael Rodrigues, Nuno Félix, Hugo Félix, Nuno Santos, João Resende, Tiago Araújo, Diogo Prioste, Henrique Pereira, João Resende, Franculino Djú, Luís Semedo e Pedro Santos, entre outros jovens com valor e com futuro.
Quanto a saídas, ponderando rendimento desportivo e massa salarial, propõe-se:
Tenho dúvidas sobre João Mário e Everton. Primeiro porque não sei quanto ganha cada um deles, depois porque não sei se é possível encaixar verbas significativas com as eventuais vendas. Não me chocaria ficar com eles no plantel. Depende também de quem entrar.
Darwin é, naturalmente, um caso especial. Não acredito que o Benfica o consiga manter, e, por outro lado, para reformular o plantel é preciso muito dinheiro. Dinheiro esse que só ele pode, de facto, render.

APONTAR PARA O FUTURO


Henrique Araújo, mas também Gonçalo Ramos, Morato, Diogo Gonçalves, Paulo Bernardo, Sandro Cruz, Tomás Araújo, Tiago Gouveia, Martim Neto, Diego Moreira, e ainda Florentino, Ferro, Gedson, Nuno Santos, Jota, e mais Samuel Soares, Cher Ndour, António Silva, Rafael Brito etc .
Só aqui mencionei vinte nomes, todos made in Seixal, dos quais 14 já vestiram, pelo menos uma vez, a camisola da equipa principal. Poderão não ser todos, mas acredito quer muitos deles constituam a retaguarda do plantel do Benfica para a próxima temporada.
É claro que é preciso mais. É preciso que jogadores experientes assegurem o crescimento e o enquadramento destes jovens (Vlachodimos, Gilberto, Otamendi, Lucas Veríssimo e Rafa, para além de algumas contratações cirúrgicas). Mas a base está aqui, e seria criminoso não a aproveitar.

O ONZE DO ANO - Liga Portuguesa 21-22

 

Hugo Miguel; André Narciso, António Nobre, Fábio Melo e Vítor Ferreira; Manuel Oliveira, Soares Dias e Tiago Martins; Nuno Almeida, Fábio Veríssimo e João Pinheiro.
Esta equipa vence qualquer título. É imparável.

UMA DÚZIA DE PERGUNTAS SEM RESPOSTA

1- Quem impede que sejam conhecidas as comunicações entre árbitro de campo e VAR, e porquê?
2- Quem traça as linhas e quem escolhe as frames? O próprio VAR? Uma empresa qualquer? Se sim, qual, e escolhida por quem? Qual o passado de todos os intervenientes directos ou indirectos no sistema?
3- Porque motivo, depois de vários anos de utilização, ainda não foi feita uma auditoria rigorosa ao sistema de VAR?
4- Porque motivo os árbitros não falam no final dos jogos como os jogadores e treinadores? Até em sua defesa, seria benéfico disporem de espaço e tempo para explicar as suas decisões, nem que fosse para as lamentarem ou pedirem desculpa por elas.
5- Porque motivo, perante uma temporada verdadeiramente vergonhosa a nível de arbitragens (a pior de sempre, tendo em conta que existe VAR), Fontelas Gomes permanece impávido, sem sequer ser questionado?
6- Porque é que, pelo menos no fim de cada temporada, o CA não explica os critérios de escolha e nomeação, e não faz, publicamente, um balanço dos problemas ocorridos? Tem medo de quê e de quem? O que pretende esconder?
7- Como é feita a avaliação (por exemplo) de João Pinheiro no “Clássico”? Qual a nota? Como é atribuída? Quais as componentes? E quais as consequências? 
8- Na sequência da estratégia de terrorismo comunicacional desenvolvida pelo FC Porto a partir de 2017 e até Rui Pinto ser encontrado pela PJ em Budapeste, terá havido algum tipo de chantagem a algum(s) árbitro(s)? A qual ou a quais? Como e com que consequências? A diferença de postura de alguns desde então é gritante.
9- Porque motivo os observadores/avaliadores passam sempre entre os pingos da chuva? Qual o passado deles e de quem os escolhe? Como chegaram lá? Porque é que isso não é exposto? Porque é que o próprio Benfica não o faz?
10- A avaliação do VAR é igual à do árbitro de campo? Se sim, como, dado que o VAR não tem qualquer pressão e tem todos os meios para decidir, pelo menos de forma razoável?
11- Como chegaram ao primeiro escalão indivíduos como António Nobre, Hélder Malheiro, Fábio Melo, André Narciso e outros que parecem ainda piores do que a geração que os antecedeu? Quem os promoveu? Com que avaliações? Quem avaliou, como e porquê? Há padrinhos e afilhados? Quem são? É preciso ser rigorosamente escrutinado cada caso, para se perceber o todo.
12- Porque motivo o Benfica, e o seu canal de comunicação privilegiado (a BTV), não expôs ainda, de forma condensada e organizada, todos os casos grosseiros que ao longo da temporada prejudicaram o clube e beneficiaram os rivais? É imperioso fazê-lo, e utilizar as redes sociais para os disseminar pela opinião pública. Uma imagem valerá sempre mais do que todas as palavras.


Enquanto estas questões não tiverem resposta, não adianta trazer Rogeres Schmidts, Ricardos Hortas ou Sangarés. O Benfica irá continuar a perder, porque jamais o irão deixar ganhar.
Urge a criação de um departamento, formal ou informal, que no clube acompanhe, conheça, e, se for caso disso, questione e denuncie, todo o processo envolvendo árbitros, promoção e classificação dos mesmos, VAR, observadores, etc. Que no fundo possa, pelo menos, saber as respostas a todas estas perguntas, e trazê-las ao público.

CAMPEÃS!!

Não tardarão muitos anos até vermos, em Portugal, estádios completamente cheios para partidas de futebol feminino, como se via há muito em países nórdicos, e como se viu, recentemente, em Barcelona, com mais de 90 mil no Camp Nou para um jogo da Champions. No mundo ocidental (e infelizmente é preciso lembrar que só mesmo aqui) a igualdade entre homens e mulheres caminha em sentido irreversível, a história não vai parar, e o futebol será, mais tarde ou mais cedo, a expressão disso mesmo. 
É evidente que, por enquanto, o jogo em si é ainda bastante diferente - mais lento, mais macio, menos preparado porque menos profissionalizado -, mas a competitividade e abnegação são as mesmas. E os méritos também.
O Benfica é Bi-Campeão depois de bater o Sporting por 3-1, perante 14 mil pessoas no Estádio da Luz.
Vibrei com este título, tal como com os outros conquistados no fim-de-semana: Voleibol masculino (que realizou a melhor temporada de sempre de um clube português) e Basquete Feminino (enfim, confesso que para o Polo Aquático ainda não estou suficientemente enquadrado, embora prometa fazer um esforço no futuro).  Mas sendo este um espaço de futebol, não poderia deixar de destacar o título destas verdadeiras mulheres à Benfica.

QUATRO EM CINCO!

 

Nada mau. O fim-de-semana do Benfica, naquilo que interessava, foi bastante produtivo. Ficou a faltar a Taça de Basquetebol, que, confesso, me deixou uma azia bem maior do que a derrota no "clássico" de futebol - até pela forma inepta como foi perdida, com apenas três pontos marcados nos últimos e decisivos seis minutos de jogo, perante um Sporting cansado e desfalcado, bastante à mercê.

FRAUDE


Dois centímetros? O que são dois centímetros?
É uma distância diminuta, e totalmente impossível de descortinar através de uma imagem televisiva em plano aberto, com a câmara a mais de cinquenta metros de distância.
Há ainda a questão dos frames, cuja escolha, num movimento rápido, define a imagem final que se decide considerar - e na imagem apresentada vê-se que a bola já partiu.
Ou seja, anular um golo por um fora-de-jogo de dois centímetros não é um erro. É uma fraude.
Um jogador cujo pé, ou a cabeça, está dois, ou quatro ou dez centímetros à frente (ou atrás) do defesa, está em linha. Tudo o que não seja isso, é enganar os adeptos.
Se era para isto, mais valia não existir VAR. Aliás, o objectivo era eliminar os erros grosseiros (foras-de-jogo evidentes, de metros, penáltis claros, agressões etc). Não criar uma espécie de frankenstein arbitrário e sem escrutínio, que quando utilizado por gente incompetente, estúpida e sem bom senso (como é o caso, para ser simpático, de João Pinheiro) destrói o futebol.
Não trazia aqui o caso se o fiscal-de-linha tivesse anulado o golo. Aí, estivesse Darwin dois centímetros atrás ou à frente, não devia o VAR reverter a decisão - precisamente por ser impossível comprová-lo.
Ora aconteceu precisamente o contrário. Em campo o golo foi validado, e bem. E João Pinheiro, ou quem estava com ele, decidiu brincar às réguas e aos esquadros.
Este lance reflecte o que foi todo o campeonato. Um festival de VARiedades, que manipulou a classificação final.
Talvez o Benfica não fosse campeão (não jogou para isso). Mas ficamos por saber a classificação desta prova, que não teve um pingo de verdade desportiva, naquilo que foi um sinistro regresso das arbitragens aos anos noventa. Só que agora, com VAR, e logo, sem qualquer tolerância. Pois se apitar um jogo no relvado é difícil, para ficar sentado a quilómetros de distância, diante de ecrãs de televisão, basta saber as regras e ser honesto.
Para a próxima época o Benfica, e a sua área de comunicação, têm muito para fazer. Sem um trabalho apurado de exposição de casos (para quando um programa da BTV com todos os erros que prejudicaram o clube ao longo da temporada, identificando os responsáveis?) e personagens (quem são os árbitros promovidos? quais as suas avaliações? quem os avalia? qual o seu passado? quem põe as linhas? quem os escolhe? etc etc), não vale a pena contratar treinadores ou jogadores, pois vai perder na mesma.
Não é apertar a mão de Pinto da Costa que está em causa. Isso é apenas simbólico e a mim pouco interessa. Não é preciso gritar, nem lançar comunicados todas as segundas-feiras. É trabalhar a sério nos bastidores, ou pelo menos expô-los à opinião pública.
O Benfica tem de ser respeitado, a bem ou a mal. 

PS: Dito isto, que infelizmente foi o que de mais importante aconteceu, falta dizer que o Benfica até nem jogou mal, merecia a vitória, enquanto o FC Porto esperou claramente pelo empate e acabou por ser feliz. Parabéns a Sérgio Conceição e aos atletas do FC Porto, que não têm culpa daquilo que, ao longo da época, se passou na "cidade do futebol".

ONZE PARA O CLÁSSICO

Isto se Rafa não recuperar. Caso contrário sai Diogo Gonçalves.

FESTAS? SÓ ME INTERESSAM AS MINHAS

Todos sabemos que a história do futebol está repleta de pequenos episódios, a que alguns adeptos atribuem grande relevância, que fazem as delícias da imprensa, mas que não dão nem tiram troféus, ou mesmo prestígio, aos museus de cada clube.
Lembro-me perfeitamente de 2011. O FC Porto comemorou um título em pleno relvado da Luz. A forma como lidei com o assunto é a mesma que utilizarei agora, caso o Benfica não ganhe o jogo de sábado: saí ligeiramente antes do apito final, meti-me no carro e fui para casa. Não liguei rádios nem televisões. Não vi regas, nem apagões. Só mais tarde soube o que se tinha passado - primeiro até achei piada, depois percebi que tinha sido um erro, esperando que não se repita. 
Então a distância pontual já era grande, o incómodo foi relativo, e exactamente igual ao de qualquer outra derrota com o FC Porto. Nada comparável, por exemplo, com o drama do minuto 92 de Kelvin - esse sim, ainda hoje difícil de engolir (e porventura a derrota mais amarga de toda a minha vida). Nem mesmo com o do pontapé fortuito do Herrera. Ou a eliminação em casa da Taça de Portugal por 1-3, depois de ter ganho 2-0 no Dragão igualmente em 2011.

Em 2022 a situação é completamente diferente. O FC Porto pode de facto ganhar o campeonato nesta jornada, mas o Benfica não o vai perder agora. Infelizmente, já o perdeu há muito tempo, e essa é uma luta que neste momento já não nos diz respeito. Quero obviamente ganhar o jogo pelo jogo, e se não puder ganhá-lo, prefiro empatar do que perder. É sempre assim, e ainda mais num "Clássico". O efeito que isso tem na classificação dos dois primeiros lugares é algo que pouco interessa aos benfiquistas. 
Não quero saber onde, ou se, o FC Porto vai festejar este campeonato. Se não for o FC Porto a fazê-lo será o Sporting, o que para mim é igual. Se não for nesta jornada, é na próxima, o que, como diria Orwell, ainda é mais igual. O Benfica até pode ganhar por 5-0 e o FC Porto acabar por garantir o título nessa mesma noite (e comprava já essa hipótese...). 
Não sendo o Benfica o campeão, qualquer coisa é sempre má.

O que me entusiasma mais neste fim-de-semana, enquanto benfiquista, são os cinco títulos que o clube pode vencer em dois dias:

- CAMPEONATO DE VOLEIBOL (talvez vá do estádio directamente para o pavilhão, se conseguir arranjar bilhetes - jogo 3 da final, em que a vitória vale título)
- TAÇA DE PORTUGAL DE BASQUETEBOL (final-eight ao longo do fim-de-semana)
- CAMPEONATO DE FUTEBOL FEMININO (dérbi na Luz no domingo à tarde, que em caso de triunfo vale o título)
- CAMPEONATO DE BASQUETEBOL FEMININO (jogos 2 e 3 da final, sábado e domingo de manhã, sendo necessário ganhar ambos, depois da derrota no jogo 1 nos Açores)
- CAMPEONATO DE POLO AQUÁTICO FEMININO (segunda-mão da final, no sábado à tarde, com o Fluvial Portuense).

Neste momento, sem hipóteses de disputar o título de futebol, custar-me-á mais perder estes troféus, do que saber em que local vai o Porto festejar os seus. Dito de outra forma, trocava desde já e sem hesitações, por exemplo, um empate no "Clássico" de futebol por estes cinco títulos. 

Ainda assim, como curiosidade, deixo os locais onde o Benfica comemorou os seus últimos títulos de futebol:

SÓ PARA CAMPEÕES

O melhor futebol do mundo vê-se na fase a eliminar da Liga dos Campeões. Sob o ponto de vista técnico, táctico, físico e mental. Nem Mundiais, nem Europeus, nem outra Liga qualquer oferece espectáculos tão deslumbrantes e intensos como estes. As segundas mãos das meias-finais neste ano, de novo com os estádios cheios, foram um bom exemplo.
Real Madrid e Liverpool estão na final. 
Por um lado não gosto de finais entre clubes do mesmo país, por outro acho que Ederson, Ruben Dias, João Cancelo e Bernando Silva mereciam mais uma oportunidade de lutar pelo título europeu. Julgo também que Manchester City e Liverpool são as melhores equipas da actualidade, e Klopp e Guardiola os melhores treinadores. Assim, o meu sentimento perante o Real-City era ambivalente.
A final promete. E já que falo em melhores do mundo, quanto a jogadores, neste momento não tenho dúvidas: Benzema, sobretudo se o Real vencer, caminha, já depois dos trinta, para a sua primeira e merecida Bola de Ouro. 
Recordemos, a propósito, o top-dez europeu do número de finais alcançadas, que corresponde também, a meu ver, ao top-dez dos maiores clubes da história do futebol (que me perdoem alguns sul-americanos):


CARTA ABERTA AOS SIGNATÁRIOS DA CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DO SLB

Caros Consócios,

Antes de mais, deixem-me sublinhar a inoportunidade da vossa missiva, justamente antes de um jogo com o FC Porto, que infelizmente é a última oportunidade para a nossa equipa principal de futebol dar uma pequena alegria aos adeptos. Podiam, e deviam, ter esperado pelo final da temporada, evitando o aproveitamento que esta carta vai ter na comunicação social e nos meios afectos aos nossos rivais – algo que, ainda mais lamentavelmente, nunca parece perturbar-vos.

Estamos de acordo quanto ao encerramento de um ciclo – coisa que sucedeu no último acto eleitoral, quando mais de 80% dos sócios votaram num novo presidente, numas eleições limpas em que, deixem-me dizê-lo, não apareceu mais nenhum candidato minimamente credível para assumir os destinos do clube, nem mesmo aquele que nas eleições anteriores se havia legitimamente oposto a Luís Filipe Vieira, e que, ninguém sabe porque motivo, não quis voltar a ir a jogo quando o clube mais precisava. 

Estamos igualmente de acordo quanto à necessidade de transparência, desde que tal não se traduza num strip-tease do Benfica e de todo o seu universo empresarial e institucional perante os media e rivais ávidos por encontrar motivos de desestabilização. Mas isto, como disse atrás, não vos incomoda, talvez porque alguns de vós (sublinhe-se a palavra alguns, e quero acreditar que poucos) se preocupam mais com o seu próprio protagonismo pessoal do que propriamente com o futuro do Benfica.

Luís Filipe Vieira, Bruno Macedo, Paulo Gonçalves, César Boaventura e Miguel Moreira já não exercem qualquer função no Sport Lisboa e Benfica. Alguns deles nunca exerceram, sendo meros agentes ou intermediários em negociações de futebolistas, como tantos empresários, uns mais honestos que outros, mas com os quais, infelizmente, por vezes é preciso lidar, num futebol moderno e mercantilizado que, queiramos ou não, é aquele que hoje existe em todo o mundo.

O presidente anterior saiu, e tudo aquilo que de bom (à vista) e de mau (ainda por apurar) deixou no clube ficou para trás, percebendo-se até por declarações do próprio que existe um total divórcio face a quem lhe sucedeu. A justiça encarregar-se-á de apurar o que tiver de ser apurado, e cá estaremos então para tirar as conclusões definitivas sobre a sua longa presidência - a qual, diga-se, não se resume ao último, e penoso, mandato. Independentemente de qual vier a ser o seu lugar definitivo na história do Benfica, esse situa-se, e situar-se-á, irremediavelmente no passado.

Quanto a Domingos Soares de Oliveira, se há algo que tem corrido bem no Benfica ao longo das últimas décadas é precisamente a gestão comercial e financeira. Não se pode ser preso por ter cão e por não ter. DSO é acusado por muitos sócios de ser quem impõe vendas de jogadores como forma de obter receitas e gerar lucros, mas depois é acusado por outros de gestão menos responsável. Em que ficamos? Para mim tem tido um excelente desempenho profissional na sua área, e naturalmente que Rui Costa, não tendo conhecimentos técnicos no plano financeiro, não podia prescindir dele no imediato. Exigir-lhe isso não seria sério nem ajudaria o Benfica a ultrapassar o momento crítico pelo qual ainda passa.

É preciso perceber também como funciona uma organização como o Benfica, quem manda efectivamente, ou quem cumpre ordens. Estar nos órgãos sociais, ou ser administrador, não é o mesmo do que ser presidente, e responsabilizar totalmente uns por eventuais actos ou decisões de outros demonstra grande desconhecimento sobre as relações de poder na maioria das empresas ou instituições desta dimensão. Haverá assinaturas em documentos susceptíveis de suspeita? É possível, embora os negócios suspeitos talvez nem estejam documentados. Havia confiança entre as pessoas, havia quem mandava, é assim em todo o lado, ou alguém acredita que um ministro, um secretário de estado, um membro de um conselho de administração de uma grande empresa, lê, linha por linha, todos os milhares de documentos que assina?

Rui Costa encontrou uma casa em chamas: um clube a perder sucessivamente, com um investimento brutal e errático, com um plantel desequilibrado, dispendioso e desunido, um treinador que não era sua escolha, um ex-presidente detido, amargurado e amigo chegado do treinador, um conjunto de modalidades praticamente ao abandono, depois de um mandato em que as prioridades foram sobretudo, ou melhor dizendo, exclusivamente, os aspectos judiciais. Nestes meses fez o possível por equilibrar o barco. Nota-se uma clara melhoria, por exemplo, nas modalidades. Ganhámos a Youth League, que há muito ambicionávamos. A temporada europeia, de resto, foi magnífica também para a equipa principal, que teve momentos brilhantes que nos fizeram sonhar. E o campeonato foi muito condicionado por interferências de terceiros, além de termos rivais fortes e organizados como nem sempre aconteceu no passado. 

É cedo para avaliar Rui Costa como presidente. Mas é sempre altura para o ajudar a desempenhar o cargo com sucesso, e isso é dever de TODOS os benfiquistas. Mesmo da minoria que não votou nele. E se o seu benfiquismo é absolutamente intocável, também a sua honestidade nunca teve nada a apontar ao longo de décadas de vida pública. Chega a ser chocante a forma como por vezes se referem a ele, não lhe permitindo sequer o benefício da dúvida, que toda a gente merece, mais ainda alguém com o passado do "Maestro". 

O Benfica é nosso! Mas é de todos, e não de cada um de nós, como alguns por vezes parecem supor. O Benfica é democrático, e dispensa "vanguardas iluminadas". A vontade que prevalece é a da maioria, e a esmagadora maioria dos sócios deu a esta direcção um mandato de quatro anos, ao fim dos quais será novamente submetida a sufrágio. Esse sim, será o momento para discutir tudo aquilo que correu bem ou correu mal. Não agora, quando nem sequer a temporada acabou.

No desporto, e não só, vivemos tempos muito difíceis em termos de comunicação, informação e contra-informação. Isto nota-se sobremaneira num fenómeno mediatizado como o do futebol. Estas cartas abertas e outras intervenções públicas (bem ou mal intencionadas) apenas servem os propósitos daqueles que nos querem desestabilizar, fazendo girar um carrossel cacofónico de opiniões e pseudo-opiniões, verdadeiras (só sócios são 250 mil...) ou falsas, que tenderá para o infinito, e constituirá o gáudio dos rivais. Todos podemos exprimir a nossa opinião, e esse é um direito inalienável em democracia. Mas se queremos evitar que seja indevidamente usada, devemos então saber reservá-la para os locais e momentos oportunos. Isto se gostamos do clube e queremos o seu bem. Infelizmente, o mundo moderno não nos permite falar e escrever despreocupadamente, sem levar em conta os efeitos de bola de neve que certas correntes tomam, e que depois se tornam incontroláveis, voltando-se contra os propósitos que tencionamos atingir. Não deveria ser assim, mas é. E, no caso do Benfica, alimentar tudo isso, acentuar clivagens e ajustes de contas desnecessários e/ou inoportunos, apenas serve para impedir, ou no mínimo retardar, o regresso às vitórias. Não tenhamos dúvidas.

E nesta verdadeira “guerra” comunicacional em que o futebol português vive (com artigos de encomenda na imprensa, perfis falsos nas redes sociais, comentadores televisivos comprometidos etc, etc), temos de escolher de que lado estamos. E só há duas opções: ou defendemos o Benfica sem hesitações, respeitando quem está mandatado pela maioria dos sócios, mesmo quando não concordamos com uma ou outra decisão, ou engrossamos a lista daqueles que prejudicam ou tentam prejudicar o clube, muitas vezes sob capas daquilo que não são. Espero que os caros 118 consócios (e, em alguns casos, até amigos) não tenham dúvidas sobre de que lado pretendem ficar.

Saudações Benfiquistas.

NOTA: Terei falado com Rui Costa três ou quatro vezes na vida. Não sou amigo, nem tenho qualquer proximidade com o presidente. Sempre o admirei como jogador, como figura pública, como benfiquista, e votei nele por entender que era a melhor única opção para conduzir o clube no momento. Acho completamente extemporâneo analisar desde já um mandato que tem ainda mais três anos de duração, e no qual as verdadeiras mudanças só agora começam a ser levadas a cabo. E, como já disse, acho que é dever de todos os benfiquistas contribuir para que a sua presidência seja um sucesso. É isso que tento fazer sempre que escrevo ou falo sobre o Benfica, aqui ou onde quer que seja. É disso que me parece que algumas pessoas, intencionalmente ou não, por vezes se esquecem.

SEM HISTÓRIA

Numa partida sem história nem interesse competitivo, as únicas notas dignas de registo foram mais um golo de Darwin (mais do que provavelmente o artilheiro deste campeonato), e as estreias de Tiago Gouveia e Sandro Cruz - ambas com avaliação positiva.
Agora há que preparar o "Clássico", que é a última oportunidade para esta equipa dar uma pequena alegria aos seus adeptos. Não por evitar festejos destes ou daqueles (o Benfica não vai perder o campeonato neste jogo, infelizmente já o perdeu há muito), mas para ganhar o jogo, para defender a honra, e mostrar que a época podia ter sido bem diferente.

ONZE PARA O FUNCHAL

Objectivo: poupar alguns elementos para o "Clássico", lançar dois jovens estreantes, e se possível proporcionar golos a Darwin.

PORTOMONENSE

O principal problema do Portimonense não é Paulo Sérgio. Também é, mas já lá vamos.
O principal problema é a máfia brasileira que tomou conta do clube algarvio, e que rapidamente foi assimilada pelo FC Porto e seus interesses obscuros.
Os resultados dos portistas com o Portimonense nem deviam contar para a classificação. Já cheguei a propor-me apostar a minha casa em vitórias do FC Porto, quer no Dragão, quer no Algarve, tais as facilidades que encontra sempre diante deste adversário (mais ainda do que com V.Setúbal ou Estoril). E que contrastam com as dificuldades de Benfica e Sporting.
Depois, há um tráfico de jogadores (e verbas) muito pouco claro, o qual merecia uma investigação bem mais apurada do que a que tem sido feita até agora.
Mas o problema também é Paulo Sérgio, que candidamente admite a legitimidade de poupar jogadores diante dum grande devido às menores chances de ganhar. Não é caso virgem: Luís Norton de Matos, em 2016, foi a Alvalade ao serviço do União da Madeira sem nove titulares para os poupar para as jornadas seguintes, acabando por descer de divisão por apenas um ponto, naquilo que foi mais um momento próprio da justiça divina. Nunca mais ouvimos falar do União da Madeira, e ainda bem.
Paulo Sérgio também já desceu o Portimonense, coisa que acabou por ser evitada na secretaria devido aos problemas do V.Setúbal. Desta vez não vai descer, mas merecia. E devia, pois clubes como este não fazem falta nenhuma ao futebol, nem deixariam saudades. Se todos os treinadores se lembrarem de fazer o mesmo será o fim dos campeonatos tal como os conhecemos.
Nesta Liga já vimos de tudo. E confesso que cada vez me apetece ver menos.
Nem me venham falar de centralização de direitos televisivos. Não será outra coisa que não transferir dinheiro dos milhões de adeptos do Benfica para os bolsos dos Rodineys Sampaios que por aí andam. E assim perpetuar um campeonato ridículo, onde há apenas um clube grande, dois médios, três ou quarto pequenos, e depois um desfile de sociedades-fantasma, sem adeptos, sem história, sem instalações dignas, cheios de jogadores estrangeiros de refugo, e que só servem para satisfazer vigaristas e/ou caciques locais endinheirados e gabarolas.
A limpeza no futebol português passa pela arbitragem, mas tinha de começar também por fazer descer clubes como o Portimonense - isso só se garante com uma redução drástica do número de equipa na primeira Liga. Se andam à procura de negociatas, vão roubar para outros lados!
Últimos 20 anos frente ao Portimonense:

 

PROPOSTA


10 jogadores por 10 jogadores. 170 milhões por 70 milhões. Plantel mais forte, mais português, com mais mística, com mais formação e encaixe líquido de 100 milhões.
Se houver pontaria certeira nas quatro aquisições, com o eventual aproveitamento de mais alguns jovens dos Sub-19, talvez não seja preciso mais nada.

HUGO MIGUEL: PAÇOS DE FERREIRA 2013

A memória dos dirigentes do FC Porto é curta. Mas a minha não.
Em 2013, após o "clássico" do golo de Kelvin no minuto 92, o FC Porto ficou a depender de si para a última jornada. Mas tinha de vencer, em Paços de Ferreira, a forte equipa de Paulo Fonseca, que terminou em terceiro lugar, apurando-se para as pré-eliminatórias da Liga dos Campeões. Obviamente venceu, e o técnico viajou de seguida para o Dragão, levando consigo, por exemplo, o médio Josué (formado no FC Porto, tal como Manuel José, também dessa equipa). O guarda-redes era Cássio, a quem alguém mais tarde arranjou um contrato milionário para as arábias, depois de lançar por aí uns boatos sobre o Benfica.
Venceu como? Pois, como é costume. Do que não se viu, não posso falar. Mas do que se viu, venceu com um "penálti" por falta cometida pelo central cabo-verdiano Ricardo, claramente fora da área, aos 21 minutos, que ditou também a expulsão do jogador pacense. Ou seja, após esse lance o FC Porto ficou a ganhar 0-1 e a jogar contra dez, uma partida que teoricamente seria difícil - teoricamente, pois na prática do futebol português (à excepção de Portimão, que é certinho e nem disfarça) nunca se sabe onde estão as facilidades.
Quem era o árbitro dessa partida? Hugo Miguel, ele mesmo.
Ofereceu um campeonato ao FC Porto, como Pedro Proença oferecera dois.
Agora queixam-se dele. Ingratos.