JUSTIÇA!
A Justiça tarda mas não falha. E é reconfortante perceber que os Tribunais (ao contrário, por exemplo, do MP) ainda são entidades nas quais se pode confiar.
O que fica provado é que o Benfica foi vítima de uma construção, jurídica, mas sobretudo mediática, que visava colocar em causa o seu bom nome e a sua credibilidade. E isso, mais do que comprometer eventuais patrocínios (coisa que terá de ser contabilizada e as respectivas indemnizações pedidas), comprometeu, e tem comprometido, a sua força junto das instâncias de poder do futebol português.
Desde que estes processos foram cozinhados, a arbitragem nunca mais foi a mesma. E com Proença e Luciano Gonçalves, atingiu níveis que só encontram paralelo nos tempos do Apito Dourado.
Mails truncados, deturpações mal intencionadas, folclore mediático a amplificar, e tudo o que envolveu o Benfica e alguns dos seus representantes a partir de 2018, deixaram o clube acossado, pressionado e, naturalmente, em posição defensiva face a tudo e a todos. Os parceiros desconfiaram. Os próprios adeptos viraram-se demasiadas vezes contra os seus representantes. Do lado de fora, outros aproveitaram para deitar mais gasolina no fogo e criar a ideia de um alegado "monstro" que nunca existiu - ou existia, sim, noutros lugares, e de outras naturezas.
Jamais esquecerei quem foram os responsáveis pelo início de tudo isto. Deixando de lado quem já morreu, Francisco J. Marques, Manuel Tavares, Tiago Barbosa Ribeiro, Rui Pinto, Diogo Faria, Pedro Bragança, Bruno de Carvalho, Nuno Saraiva, João Duarte e mais uns quantos que aproveitaram para amplificar a retórica, como os jornalistas Pedro Candeias, Carlos Rodrigues Lima ou Paulo Baldaia. Muitos deles passaram impunes. E acabaram por conseguir aquilo que queriam. Mas a máscara caiu-lhes para sempre.
É importante que os benfiquistas se lembrem como tudo isto começou, e percebam os efeitos que tudo isto teve - em última análise, nos resultados desportivos das últimas temporadas futebolísticas.
Houve coisas que, ao longo dos últimos oito anos, correram mal por responsabilidades próprias. Mas o peso deste cutelo foi algo que manietou o clube no passado recente, está a manietar no presente, e, temo, também o possa manietar num futuro próximo - dado que as instituições de poder foram entretanto semeadas por terceiros e segundos.










