ONZE PARA AROUCA


LIMPEZA (2)

Segue-se a lista de estrangeiros das cinco principais modalidades do Benfica (para além do Futebol, já aqui "limpo" também).
Não se trata de qualquer tipo de xenofobia (longe de mim...). Apenas de perceber que investimentos, na maioria dos casos bastante caros, não trazem as mais-valias esperadas.
Nem todos os aqui considerados "dispensáveis" são maus jogadores. Simplesmente, ou não fazem muita falta, ou não acrescentam tanto como deles se esperava , ou, simplificando ainda mais, para ficar em terceiro lugar não eram necessários, estando, assim, a tapar lugar a jovens da formação que poderiam aparecer com outro vigor.
Se olharmos modalidade a modalidade, talvez não fosse possível dispensá-los todos. Alguns sim, seguramente. Outros, noutro contexto, com outro enquadramento, talvez tivessem também outro rendimento. É preciso dizer ainda que no Voleibol, por exemplo, há individualidades teoricamente dispensáveis, que colectivamente têm tido rendimento, muito graças ao excelente trabalho do treinador.
Não exijo do Benfica que tenha orçamentos sumptuosos para vencer categoricamente todos os campeonatos de todas as modalidades. Exijo sim que, não os tendo, ou quando não os têm, não gaste dinheiro desnecessário para ficar em terceiro lugar, sabendo quase à partida que é aí que fica.
Nunca me passará pela cabeça, nem aceitarei, acabar com qualquer modalidade. Mas, das duas uma: ou se tem equipa para vencer (pelo menos, disputando de igual para igual com os rivais), ou então, se é apenas para competir, se é apenas para ficar sempre em terceiro, que se aposte em jovens da formação, com um ou outro jogador com cultura de clube para os integrar. A meio da ponte é que o clube não pode ficar.
Já agora, dos treinadores, apenas Marcel Matz me parece intocável.

PREOCUPANTE, MUITO PREOCUPANTE

O quadro abaixo mostra os resultados de todos os "clássicos" disputados pelo Benfica contra FC Porto e Sporting na presente temporada, em Futebol, e nas outras cinco principais modalidades:


O panorama é desastroso, e merece profunda reflexão. 
Acresce que a estes desaires ainda poderíamos somar derrotas da Equipa B no Seixal ante os "Dragões", e até no Futebol Feminino o Benfica perdeu os dois "dérbis" disputados até agora, um deles por 5-1, o outro na Supertaça.
No Basquetebol, por exemplo, o Benfica soma 9 (!!!) derrotas consecutivas com o Sporting, sequência que já vem da temporada passada.
Não me venham com "vieirismos", nem com "costismos". Foi com Vieira que o Benfica alcançou os seus melhores resultados nas modalidades, e chegou a ser campeão de todas, no mesmo ano, à excepção do Andebol. Não é preciso recordar que foi Tetra-Campeão de Futebol.
As modalidades não têm todas a mesma história. O Futebol é um caso específico, e já tem sido amplamente debatido. Em algumas das outras vertentes há traços comuns, como o investimento fortíssimo nos anos de Bruno de Carvalho, que então foi apelidado por muitos de "loucura". O facto é que elevou o Sporting a orçamentos e competitividades nunca antes vistos. Os títulos europeus de Futsal e Hóquei (dois em cada) mostram-no, e dizem-nos que lhes compensou. 
O FC Porto, centrando o investimento em poucas modalidades, aparece fortíssimo em todas elas. E o Benfica vai ficando bastante para trás de ambos os rivais, não mostrando a mínima competitividade, à excepção do Voleibol, pese embora múltiplas contratações de estrangeiros de renome.
Hoje, o Benfica é somente, e de forma clara, a terceira força no Futebol, no Hóquei, no Basquete e no Andebol. No Futsal, sem FC Porto, é a segunda. E só no Voleibol se pode dizer que é verdadeiramente candidato ao título (embora esteja em segundo no campeonato - diga-se, aliás, que não lidera nenhum campeonato neste momento, e apenas em Futsal encontramos outro segundo lugar).
Na maioria dos casos a diferença é gritante. E os amassos futebolísticos sofridos durante o mês de dezembro são apenas o espelho daquilo que vemos, neste momento, em todo o universo Benfica.
No Hóquei em Patins houve substituição de treinador, quando o plantel era claramente mais fraco que o dos rivais, e era esse o problema. No Futsal idem, quando o Sporting é a melhor equipa do Mundo, e o Benfica de Joel Rocha ainda lhe mordia os calcanhares, ao contrário do que parece ser a realidade desta temporada. No Basquetebol, idem, quando se vê o Sporting apostar em americanos familiarizados com a Liga portuguesa, e com muito maior rendimento do que os que o Benfica contrata.  Além disto nota-se um adormecimento e acomodamento comum a todas as modalidades.
Os adeptos não estão isentos de culpa. Olhamos para os pavilhões do Dragão e de Alvalade e estão frequentemente cheios. As claques estão lá em peso. No Benfica sobram meia-dúzia de carolas bem-intencionados, apesar de preços convidativos, e as claques não sei para que servem.
Não me perguntem qual é a solução. E não se chama certamente Francisco Benitez. Mas que é óbvio que o problema existe, lá isso é.

LISTA DE DISPENSAS

Volto a recordar, e a insistir, na minha lista de dispensas para um novo Benfica.
Alguns podem, e devem, ser vendidos, aproveitando o pouco que ainda valem. Outros apenas libertados (finais de contrato ou empréstimos). Outros, sumariamente despedidos.
Não estaria a ser prudente, nem honesto, se não admitisse, nos próximos tempos, vir a rever um ou outro caso. Mas por agora é isto que me parece ter de se fazer. 

NOTA ZERO


Nota zero para a equipa do Benfica, que apenas se dignou jogar nos últimos dez minutos, e mal.
Nota zero para os seus jogadores, que mostraram uma vez mais porque é que Rui Vitória, Bruno Lage, Nélson Veríssimo, Jorge Jesus, e agora novamente Nélson Veríssimo nada conseguem fazer deles.
Nota zero para este seu novo treinador que, desde a colocação das peças no início da partida, até às substituições, também se perdeu num mar de equívocos que só ele saberá explicar.
Nota zero para o Moreirense, que passou o tempo a fazer anti-jogo, daquele que já não se vê em nenhum campeonato normal. Uma coisa é defender com onze dentro da área (isso também fez, mas não condeno), outra é simular constantemente lesões, faltas, demorar propositadamente reposições de bola, etc, etc, num festival de negação do futebol, proporcionado por um daqueles clubes fantasmas que deveria disputar, nunca uma primeira Liga, mas sim o Campeonato de Portugal.
Nota zero para o árbitro, que permitiu e patrocinou todo esse anti-jogo, apitando por tudo e por nada, interrompendo a partida sempre que pôde, culminando a sua linda actuação com míseros seis minutos de compensação.
Nota zero para o VAR, que, com um ecrã à frente, mas provavelmente sem óculos, não viu a flagrante irregularidade que originou o golo da equipa de Moreira de Cónegos.
Pobre futebol, pobre Benfica, pobres de todos nós que teimosamente (estupidamente?) sofremos com isto.
Por motivos pessoais não pude ir ao estádio. Ainda bem...

ONZE PARA SÁBADO


 

RUI COSTA MOSTROU:


TRANSPARÊNCIA

CARÁCTER

HONESTIDADE

RESPEITABILIDADE

LUCIDEZ

CLARIVIDÊNCIA

AMBIÇÃO

DETERMINAÇÃO

BENFIQUISMO

Obviamente é um jovem presidente, ainda sem experiência em campos para além do desportivo, ainda a apalpar terreno em áreas que antes não dominava, e que também obviamente não poderia, no imediato, prescindir da colaboração daqueles com quem delas se pode inteirar (e sim, falo por exemplo de Domingos Soares de Oliveira, e dos aspectos financeiros). Tem ainda muito a crescer e aprender, muitos erros a cometer, até ser o grande Presidente que esperamos dele. É preciso dar-lhe tempo para poder dominar todas essas outras matérias, e então sim, poder começar a tomar decisões relevantes para o futuro.
Não esquecer que herdou uma casa em chamas.
Há que aproveitar o que foi bem feito, nomeadamente no plano financeiro, estrutural, infraestrutural ou comercial, para poder crescer em vitórias desportivas.
Deitar tudo abaixo seria o pior dos remédios. Não haveria gente, nem força, nem tempo, nem espaço para a reconstrução. Os rivais não iriam ficar à nossa espera.
É preciso que os benfiquistas se unam em torno de Rui Costa, ignorem o ruído à volta (escandalosa a forma como as escutas chegam aos jornais, a maior parte delas nada tendo a ver com crimes, e neste caso ninguém fala em toupeiras), e apoiem as equipas nesta espécie de ano zero.
A partir do próximo ano exigem-se títulos (se puderem vir já, tanto melhor). E no fim dos quatro anos será, então sim, altura de analisar e cobrar.
Só assim os benfiquistas serão verdadeiros benfiquistas. Criar desestabilização (para mais sem haver, sequer, uma alternativa) é coisa que deve ser deixada para os muitíssimos perfis falsos infiltrados nas redes sociais e nos fóruns ditos benfiquistas.
Isto não significa que não possa haver espaço para a crítica construtiva. E aqui mesmo não deixarei de apontar falhas ou erros que possam ser reparados, no futebol e não só. Mas sempre para melhora, nunca para destruir.

RECUPERAÇÃO - 1ª etapa

Há poucos dias atrás o Benfica estava a sete pontos de dois rivais, e dizia-se que tal era praticamente impossível de recuperar. Neste momento está a sete de um e a quatro de outro (não está a quatro de ambos porque alguém no Estoril não deixou). Se ganhar todos os jogos até final (sim, sei que é uma hipótese académica, como todas as outras previsões que se façam neste momento), precisaria apenas que FC Porto perdesse mais quatro pontos (dois empates), e Sporting mais um (um empate). Atendendo a que têm de jogar entre si, metade do caminho estaria feito (ou ficariam os dois a um ponto, ou apenas o Porto acima, com dois ou quatro pontos de vantagem).
Isto para dizer que tudo ainda é possível, não deixando de ter em conta que nas próximas dez jornadas o Benfica apenas tem quatro deslocações (Arouca, Tondela, Bessa e Portimão), sendo verosímil que possa encetar uma sequência de triunfos capaz de, no início de Abril, quando se deslocar a Braga, tornar a tabela classificativa bastante mais simpática. E entretanto o mercado de Janeiro pode ainda alterar algumas coisas, cá e lá.
O jogo com o Paços pode ter sido, assim, o primeiro dia do resto deste campeonato. Vitória sólida, boa exibição, à qual faltaram mais golos. Esse tem sido, aliás, um dos principais problemas do Benfica nesta temporada. Até mesmo no "Dérbi" com o Sporting, as oportunidades desperdiçadas poderiam, aí, ter escrito outra história.
Muito se falou da arbitragem depois do jogo. Quando o Benfica ganha, há muitos comentadores a mostrar-se nervosos. Na CNN (canal que desaponta de dia para dia, e onde a isenção não tem lugar) foi um regalo.
Para mim a expulsão do jogador do Paços é clara. E é verdade que Otamendi podia ter visto o cartão vermelho, tal como Paulinho do Sporting na jornada anterior, tal como tantos jogadores em tantos jogos. O grande erro da jornada aconteceu no Estoril, onde o possível 3-1 foi escamoteado pelo árbitro, e esse sim é um lance objectivo de golo, com influência directa no resultado.
Segue-se mais uma etapa: Benfica-Moreirense.

ONZE PARA DOMINGO


O MEU BENFICA

CONTRATAÇÕES (5): lateral-esquerdo, trinco, médio-ala, extremo e ponta-de-lança, todos para a titularidade, todos fortes fisicamente.

REGRESSOS (3): Florentino, Nuno Santos e Jota.

SAÍDAS (14): Svilar (fim de contrato), André Almeida (dispensar), Vertonghen (acordo para rescisão), Grimaldo (vender), Weigl (vender), Pizzi (dispensar), Everton (vender), Meité (dispensar), Taarabt (dispensar), Seferovic (vender), Yaremchuk (vender), Rodrigo Pinho (dispensar), Lázaro (não exercer opção) e Radonjic (não exercer opção).

NOVO PLANTEL (26): Vlachodimos, Helton e (guarda-redes da equipa B) / Gilberto, Lucas Veríssimo, Otamendi, (lateral-esquerdo), Diogo Gonçalves, Ferro, Morato, Tomás Araújo e Gil Dias / (trinco), (médio-ala), João Mário, Paulo Bernardo, Gedson, Florentino e Nuno Santos / Rafa, (ponta-de-lança), Darwin, (extremo), Jota, Gonçalo Ramos e Henrique Araújo.

14 portugueses/12 da formação.

TREINADOR: Leonardo Jardim.

NOTAS NATALÍCIAS

Tentarei ser sucinto.

JOGO DA TAÇA (3-0): Absolutamente miserável. Uma vergonha que, não fosse a expulsão, certamente teria contornos ainda mais humilhantes. Os primeiros dez minutos foram indignos do Benfica. Isto não me impede de dizer que as linhas do VAR não me convencem, e que o golo de Darwin era limpo. Mas o Benfica perderia na mesma, até porque os seus jogadores não mostraram vontade de outra coisa.

DESEPEDIMENTO DE JESUS: Quando um líder perde a confiança de todos os liderados, pouco ou nada há a fazer. O estilo de Jorge Jesus nunca terá entrado bem nas características deste plantel, e os sinais de contestação de jogadores multiplicavam-se, com o consequente desgaste acumulado. Não se pode despedir um plantel inteiro, e assim há que cortar pelo lado mais fácil. Apesar de tudo, continuo a achá-lo um grande treinador, e não me esqueço que esta indigência futebolística já havia sido evidenciada nos tempos de Rui Vitória e depois de Bruno Lage, todos anteriormente campeões e com momentos de brilhantismo atrás de si. Quando saiu Lage, disse várias vezes que a abrupta quebra competitiva então verificada tinha de ser explicada, sob pena de voltar a ocorrer com outro treinador. Aí está ela.

VERÍSSIMO: Parece-me a opção correcta para o curto prazo. Conhece a casa, conhece o balneário, viveu por dentro da derrocada do tempo de Lage. 

JOGO DO CAMPEONATO (3-1): O contexto era terrível, e não se esperava nada de nada. O resultado acabou por ser o normal, embora se tenha de dizer que a equipa mostrou outra atitude. Se na Taça não houve capacidade nem vontade, no Campeonato houve pelo menos vontade. Faltou tudo o resto, onde incluo Darwin, Grimaldo e Otamendi.

FUTURO: Gostava que o mês de Janeiro fosse desde já aproveitado para começar a limpar o plantel e o balneário. Este plantel é um cemitério de treinadores e não promete nada de bom. Espera-se coragem de Rui Costa, homem que sabe de futebol e conhece melhor do que ninguém o que se passa naquela casa.

FELIZ NATAL


VEDETA DA BOLA vai parar por uns dias para as festividades. Não vai esperar pelos "clássicos", que seguirá atentamente via televisão, pois valores familiares falam mais alto. O regresso fica prometido para Janeiro.
Desejo aos leitores um Santo Natal, e um Ano Novo repleto de alegria e saúde - se possível, também com vitórias do Benfica.

ONZE PARA O DRAGÃO

 

MUITO CUIDADO COM O BALNEÁRIO

Há cerca de um ano, o Benfica deslocou-se ao Estádio do Dragão. Veio de lá com um empate. Mas veio de lá, também, com mais de 15 infectados com Covid 19.
Factos são factos: o maior surto que houve em qualquer equipa do Benfica até à data, aconteceu precisamente na sequência da visita ao Dragão.
Obviamente não tenho qualquer prova que me permita concluir mais do que aquilo que está estritamente escrito nos parágrafos acima. Gostava de ter visto uma investigação rigorosa sobre o assunto (a acontecer aquilo de que suspeito, tratar-se-ia de um crime gravíssimo). Não sei se era possível fazê-la ou não. A verdade é que não foi feita, e o Benfica viu esfumar-se, nessa altura, as últimas esperanças que tinha de lutar pelo título da época passada. Talvez não fosse campeão, mas creio ter perdido com esse surto, a favor do FC Porto, o precioso segundo lugar.
Já ando cá há muitos anos. Já vi muita coisa. E não tenho dúvidas de que há, no futebol português, gente capaz de tudo. Coisas estranhas num balneário antes de um FC Porto-Benfica nem sequer seriam caso virgem.
O que peço à comitiva do Benfica é cuidado. Muito cuidado.
À primeira caem todos. À segunda só cai quem quer.

CLÁSSICOS NO PORTO - últimos 50 anos

De notar: últimos nove jogos, equilíbrio total com 3 vitórias, 3 empates, 3 derrotas e 9-9 em golos. Impressionante a sequência de 12 derrotas consecutivas entre 1995 e 2004, durante o período mais negro da história do Benfica.

CABAZ


Na paupérrima liga portuguesa, nunca se sabe o que vale um resultado.
Em condições normais, ganhar 7-1 a um Marítimo normal seria motivo para rejubilar de contentamento e glorificar uma equipa. Nesta liga, perante adversários miseráveis (a maior parte deles de segunda, ou mesmo de terceira divisão), apenas nos permite dizer que se cumpriu a obrigação e que se divertiu os espectadores. 
Ainda assim, gostei da frescura de Rafa e da confiança de Darwin. Foi também importante que os restantes avançados marcassem. Não deixa de ser um bom tónico para o que aí vem.

ONZE PARA DOMINGO


 

MISSÃO CUMPRIDA

Pediam-se 3 golos. Eles apareceram.
É verdade que o Covilhã cedo se viu reduzido a dez. E que foi necessário recorrer a nomes como Darwin e Rafa para desembrulhar um jogo que na primeira parte chegou a parecer difícil. Mas tudo está bem quando acaba bem, e o Benfica está na Final Four de Leiria.
Algumas palavras para o Covilhã, e não muito simpáticas.
Até se ver a perder por 1-0 o seu jogo foi normal. Tentou defender, e evitar o golo do Benfica, como faz qualquer equipa pequena que se desloca à Luz.
Entre o 1-0 e o 3-0 é que, confesso, não entendi. Quebras de tempo e de ritmo (desde logo o guarda-redes, que, por fim, teve o que merecia), quando já estava a perder, e não tinha outro objectivo na prova. Depois do 3-0 fez enfim aquilo que lhe competia: jogar futebol e tentar o golo.
Ao ouvir as declarações de um dos seus jogadores no final da partida, percebi tudo: queriam impedir o Benfica de se apurar.
Porquê? Não sei, mas neste futebolzinho português já nada me surpreende.

ALGO COMO ISTO

Para marcar pelo menos três golos.
 

OS 7 CONFRONTOS COM O AJAX

TAÇA DOS CAMPEÕES EUROPEUS 1968-69












TAÇA DOS CAMPEÕES EUROPEUS 1971-72






LIGA DOS CAMPEÕES 2018-19









Como bónus fica aqui também o jogo da Eusébio Cup 2014, disputado na Luz, com vitória dos holandeses por 0-1. Foi a última partida de Óscar Cardozo com a camisola do Benfica no Estádio da Luz. E o único português no onze titular chamava-se...Ruben Amorim.


UM JOGO COM HISTÓRIA



O AJAX


Estrelas: Gravenberch, Tadic, Haller e, sobretudo, Antony

MELHOR A EMENDA QUE O SONETO


Escrevi aqui que tinha ficado satisfeito com o Real Madrid. Os motivos que me satisfazem no Ajax são completamente diferentes, mas certamente mais fortes.
Já vi o Ajax na Luz, e não é prático ir a Amesterdão de carro. Só que, enquanto o Real Madrid é...o Real Madrid, está por confirmar que este Ajax, que segue no seu campeonato atrás do PSV (que o Benfica já eliminou esta época), seja o papão que os sportinguistas e a comunicação social afecta fez dele na sequência dos 5-1 em Alvalade.
Não digo que seja uma equipa acessível - é francamente favorito diante deste Benfica -, mas também não me parece totalmente inacessível. Veremos.
Há que reforçar a defesa, e delinear um plano para anular Antony. Sonhar é possível.


A ÚLTIMA VEZ QUE O REAL VEIO À LUZ FOI ASSIM


 

CLÁSSICO DE GIGANTES


Não foi o Lille, mas, dos "tubarões", este era aquele que eu não me importava de ver sair.
Por um lado, no meu tempo de vida, nunca os dois gigantes ibéricos jogaram a nível oficial. Por outro, a curta distância permite ir de carro ver o jogo a Madrid  - coisa que tentarei fazer.
As hipóteses de passar são poucas, mas à excepção, lá está, do Lille, com todos os outros seria igualmente difícil, ou ainda pior.

BOAS ENTRADAS

Com entradas afirmativas no início do jogo e no início da segunda parte, o Benfica construiu um resultado tranquilo numa deslocação que se antevia difícil. Darwin foi o homem do jogo, com mais um hat-trick. Outros estiveram bem. Mas nem tudo foram rosas.
A permeabilidade da equipa nas transições defensivas continua a assustar. Mesmo com um Famalicão que não passa de um...Famalicão.
O problema parece-me claro: faixas laterais, interacção destas com o eixo central e meio-campo defensivo. Pondo nomes, eu diria Grimaldo, André Almeida e Weigl. Cada um por suas razões (perfil táctico, fragilidade física, falta de agressividade), permeáveis sempre que os adversários recorrem a certo tipo de jogo, com triangulações rápidas e bolas nas costas.
Enfim. Uma vitória é uma vitória, e deixemos outras considerações para outros momentos.
O mês terrível continua quarta-feira, com uma decisão na Taça da Liga. O adversário vem da segunda divisão, mas uma simples vitória não basta. É preciso golear.

O PROBLEMA DO BENFICA TAMBÉM É ESTE:


Falta de competitividade da Liga, ou mérito dos rivais, a verdade é que estes números são impressionantes: nas últimas nove jornadas, nem um pontinho perdido por Sporting ou FC Porto.
Ora o Benfica 2021-22 tem à décima quarta ronda mais um ponto do que o Benfica 2009-10 (campeão e um dos melhores do século), mais um ponto do que o de 2013-14 (o do histórico Triplete), mais três pontos do que o de 2015-16 (que viria a alcançar o Tri, e bater recorde de pontuação), e mais dois pontos do que o de 2018-19 (ano da Reconquista, e de vários recordes batidos). Mas perante o cenário do quadro acima, não chega sequer para o segundo lugar, nem para depender apenas de si próprio.

ONZE PARA FAMALICÃO


 

SEMÁFORO EUROPEU


 

TODAS AS FASES DE GRUPOS - 1991-2022

 


ENSAIO SOBRE A LUCIDEZ - ou uma qualificação meritória

O Benfica ultrapassou a fase de grupos da Liga dos Campeões pela sexta vez em trinta anos. Fê-lo num grupo onde figuravam Bayern de Munique e Barcelona, 2º e 3º do ranking da UEFA da última década. Fê-lo sofrendo golos apenas da equipa bávara. E embora a segunda parte desta ultima partida frente ao Dínamo não tenha sido brilhante, os primeiros trinta minutos foram de alta intensidade, e chegaram para garantir a preciosa vitória - que poderia ter sido ampliada se o árbitro tivesse querido ver um penálti claríssimo por mão na área ucraniana.
Estes são os factos.
Vivemos, porém, tempos muito estranhos. Não só no futebol, também na política e noutros parâmetros da sociedade e da vida. Hoje confunde-se exigência com ressentimentos, confunde-se críticas com insultos, mistura-se tudo no caldo doentio de ódio e azedume absolutamente detestável, bem à vista, por exemplo, nas redes sociais, e quem não entra neste folclore, ou está a fazer propaganda, ou está a soldo de alguma cartilha.
Lamento, mas eu gosto do Benfica, e fico sempre contente quando o meu clube ganha.
Gosto dos jogadores do Benfica, gosto dos treinadores do Benfica, e gosto dos dirigentes do Benfica. Enquanto representam o clube, são os meus ídolos. Não pelas pessoas em si (a maioria nem conheço), mas pelo que representam. São os do meu lado. São os meus.
É essa a minha matriz enquanto adepto. Foi assim, com paixão, pela positiva, pela comunhão, que o meu pai me ensinou a ser benfiquista. Acho mesmo que é a única forma verdadeira de o ser.
Se entendermos o futebol como caixote do lixo para frustrações individuais ou colectivas, se nos entregarmos ao exercício de deitar abaixo presidente, treinador, jogadores, se assobiarmos toda a gente (mesmo quando estão a entrar em campo, como esta noite vi fazerem a Everton), se, mesmo na hora da vitória, olharmos para o copo totalmente vazio e nos queixarmos de minudências que não contam para o resultado, o que sobra? Talvez o voo da Águia Vitória? Talvez uma memória mitificada e enviesada de tempos antigos que na realidade nunca existiram? Ou somente uma ideia difusa estéril e inútil? Não sei. Não compreendo esse caminho que, a meu ver, não leva a nada, nem tem nada a ver com futebol ou com uma vivência desportiva saudável.
Se a sportinguização do Benfica parecer alguma vez, de algum modo, ameaçadora, há que dizer que começa nos adeptos, ou melhor, num certo tipo de adeptos, ora imaturos, ora frustrados com a vida, ora pouco inteligentes. Aliás, como aqueles de quem Frederico Varandas, no outro lado da Segunda Circular, fez tábua rasa, para, então sim, e infelizmente para nós, partir para uma onda vitoriosa no seu clube.
Por falar em sportinguistas, ao chegar a casa fiquei estupefacto com as análises de dois marretas fora de prazo que continuam a vociferar na SIC Notícias: David Borges e Joaquim Rita. Da qualificação do Benfica, pouco ou nada. Muito, sim, de uma segunda parte que adjectivaram violentamente, não escondendo a sua própria azia com o desfecho do jogo. Não fossem os tais auto-intitulados benfiquistas "exigentes", e esta gente já não tinha gás nem audiência.
Dito isto, que venha o Lille.

ONZE PARA A DECISÃO

Tenho dúvidas sobre o Meité. Mas a exibição de Weigl com o Sporting foi tão fraca que há que mudar alguma coisa naquela zona do terreno. E o francês até nem me parece tão mau como o pintam.
Tenho dúvidas no "casamento" entre Yaremchuk e Seferovic. Mas Darwin, ao contrário do que seria de esperar, está outra vez a demonstrar elevados graus de imaturidade.
Não tenho grandes dúvidas no regresso ao 4-4-2, nem na aposta em Gilberto (claramente o menos mau dos defesas-direitos do plantel), nem no regresso de Pizzi (que é dos poucos que, diante da baliza, não treme). E quanto a André Almeida, seja como lateral ou central, acho que assistimos na passada sexta-feira ao seu fim de linha no Benfica.

PARA QUANDO UMA 2ª TEMPORADA?

Agora em tons de azul...
 

NADA DE PRECIPITAÇÕES

A vontade de escrever sobre o dérbi é pouca ou nenhuma. Mas este compasso de espera serviu para, a frio, evitar desabafos e conclusões precipitadas (como as que a maioria dos adeptos do futebol normalmente tira nestas situações).
A principal nota que queria deixar da partida é que o Sporting foi superior, tem um grande treinador, tem uma equipa extremamente coesa, solidária e competitiva, e é, a meu ver, o principal candidato ao título. Ou seja, para mim, o resultado foi mais mérito do adversário do que demérito do Benfica. 
O que se extrai disto é que a equipa de Jesus tem de crescer colectivamente para se colocar ao nível deste rival, não valendo a pena encontrar fantasmas debaixo da cama ou atrás da porta. Há trabalho táctico a fazer (e Jesus tem mais do que capacidade para tal), há que elevar os níveis de confiança de alguns jogadores, e há que reconhecer que o plantel tem uma ou outra carência que urge colmatar já em Janeiro.
Não estava tudo perfeito quando se ganhou 3-0 ao Barcelona, nem está tudo desgraçado agora que se perdeu um jogo com um dos melhores Sportingues de que me recordo.
É claro que não será indiferente conseguir, ou não, o apuramento para a fase seguinte da Champions. Como não o será passar ou não à Final Four da Taça da Liga, como menos o será ainda, eliminar ou não o FC Porto na Taça de Portugal.
No fim de Dezembro poderemos estar em melhores condições para avaliar a temporada benfiquista. Agora é prematuro fazê-lo com objectividade. As épocas desportivas têm vários momentos, e não esqueçamos que já houve momentos em que este mesmo Benfica parecia imparável.

ONZE PARA O DÉRBI


 Do lado de lá, já se sabe que vão jogar com nove...

DÉRBI: últimos 15 anos


 

MEMÓRIA CURTA

Ainda não há dois anos.
Pimenta e refresco...
 

LAMENTÁVEL


Não há muito a acrescentar ao que o presidente Rui Costa disse após esta espécie de jogo de futebol.
Enquanto benfiquista sinto-me constrangido pelo que se passou, mas as culpas devem ser procuradas noutros lados.
Deixo um aplauso aos jovens jogadores do BSAD que entraram em campo, e espero, com alguma ansiedade, que esta situação não tenha trazido mais contágios, nomeadamente a jogadores do Benfica.
Fica também a necessidade urgente de rever os regulamentos, dado que, infelizmente, tudo indica que situações semelhantes possam vir a ter de ser consideradas.

 

CONTAS DA CHAMPIONS - guia para a última jornada

(clique para aumentar)

71 GOLOS PELO BENFICA!

Mais do que Lima, Filipovic, Saviola, Mitroglou, Vata, César Brito, Yuran, Mantorras, Raul Jimenez, Carlos Manuel, Chalana, Rodrigo, Gaitán, Vítor Baptista, Vítor Paneira, Valdo, Rui Costa, Miccoli, Aimar, Poborsky, Di Maria, etc...