CAÇA AO BENFICA?
Ora aí está: Fábio Veríssimo para tirar pontos (e cartões amarelos) ao Benfica.
Independentemente da (im)parcialidade do leiriense (que a história nos lembra ser muito duvidosa), é um facto, que até o próprio assumirá, tratar-se de um árbitro com critério apertadíssimo na mostragem de cartões. O homem certo, pois, para dizimar a defesa do Benfica, com António Silva, Otamendi e Grimaldo à bica. O jogo seguinte é com o Braga.
No dérbi portuense, o VAR nomeado, Cláudio Pereira também tem que se lhe diga.
Sejam quais forem os resultados, quem parece querer levar já uma faixa de campeão é Fontelas Gomes.
MUITO AINDA PARA SOFRER
Era conveniente fazer uma boa exibição e afastar todos os fantasmas: nesse sentido, perante um adversário frágil (e amputado do seu melhor jogador), a prestação encarnada foi intermitente. A primeira parte foi prometedora, mas de grande ineficácia ofensiva, e a segunda marcada pelo baixo ritmo que a partida tomou, com a pressão encarnada a léguas daquilo que se viu na primeira metade da temporada. Se João Mário e Rafa mostraram ligeiros sinais de melhoria, já Gonçalo Ramos “não esteve” em campo. E Otamendi, mau grado o golo, voltou a evidenciar falhas gritantes na abordagem a alguns lances.
O árbitro apitou demasiado, como é seu timbre. Terá ficado um penálti por marcar, sobre Aursnes. E aceitaria que Otamendi tivesse visto o segundo amarelo já no fim da partida.
Percebo o que diz Schmidt sobre o VAR. De facto, é preciso perceber-se se apenas intervém em lances claros (como diz o protocolo), ou se esmiúça pequenos toques que por vezes até passam despercebidos aos próprios jogadores em campo. É que o critério umas vezes é um, e noutras vezes é outro. Se se marcam penáltis como o do último Benfica-Sporting, ou o do Benfica-Inter, ou o do Paços-FC Porto, tem de se marcar também os de Braga-Benfica e Inter-Benfica. Ou então não se marca nenhum. Tem é de haver um critério que todos os intervenientes entendam.
MUDAR, MEXER, AGITAR, SURPREENDER
ÚLTIMOS DEZ JOGOS FORA
FOI EM LISBOA...
Era disso que o Benfica precisava para passar uma eliminatória que (irremediavelmente, viu-se agora) comprometera em Lisboa, mas do outro lado estava uma equipa experiente, cínica, com grandes executantes, particularmente talhada para defender resultados, e que nunca deixou que houvesse discussão sobre quem chegaria às meias-finais.
Três golos marcados, uma bola no poste, uma grande penalidade sonegada, são dados suficientes para não desmerecer da exibição encarnada, sobretudo ao longo da segunda metade. O Benfica correu muito, lutou muito e, mesmo sem deslumbrar, fez o melhor jogo dos últimos cinco (incluindo aqui o de Vila do Conde). O empate obtido naquele forcing final de dignidade premiou esse esforço - que, mau grado a já esperada eliminação, deixa uma janela de esperança para as próximas partidas.
Há de facto jogadores nucleares em má forma (identifico Otamendi, João Mário, Rafa e Ramos), mas Schmidt ficou a saber que afinal tem banco. Neres, Neves e Musa entraram muito bem. Guedes está à procura da melhor forma, mas é um jogador experiente e de grande qualidade. Não é preciso insistir sempre nos mesmos. É possível fazer substituições.
Já mencionei a grande penalidade sobre Aursnes. É inconcebível o VAR não assinalar aquele lance. Na altura poderia dar o 1-2, e ninguém sabe o que mais. Manteve-se a tradição: sempre que o Benfica chega aos quartos-de-final da Champions há alguém que diz “já chega”. Assim é (ainda mais) difícil.
Fica uma eliminação decepcionante (sobretudo pelas expectativas criadas), definida na primeira mão, mas as notícias da morte deste Benfica talvez tenham sido exageradas. O que jogou, correu e lutou em San Siro, dará, em princípio, para bater o Estoril, o Gil Vicente, e enfrentar o Braga já noutro contexto temporal e desportivo.
Como balanço, há que sublinhar uma grande Champions dos encarnados (a segunda consecutiva), desde as catacumbas das pré-eliminatórias, até aos oito melhores do mundo. O sorteio criou a ilusão de que seria possível ir ainda mais longe. A verdade é que o orçamento do Inter é muito superior. E nestas fases isso (que se traduz em qualidade individual e experiência) é muito importante.
Findo o sonho, agora há que despertar com todas as forças para a realidade, e vencer o 38.
ESTADO DE CHOQUE
É preciso dizer, em nome da verdade, que a sorte também não tem ajudado. Pelo menos com o Inter e agora em Chaves, os resultados podiam ter sido um pouco menos penalizadores. As arbitragens não surpreendem, e metem o dedo, mas isso já se esperava. É preciso também notar que não parece haver menos vontade ou empenho dos jogadores. Mas quando se entra nesta espiral negativa, nunca se sabe quando, ou se, se vai sair dela.
Nem 2013, nem 2020 (campeonatos perdidos de forma dramática) se poderão assemelhar à eventualidade do Benfica deixar escapar este título. Seria algo para entrar na história, não só do futebol português, mas também do europeu.
Para já nem quero pensar nisso. É preciso manter alguma serenidade, e agarrar a vantagem que ainda existe. É preciso ganhar rapidamente (ao Estoril, depois ao Gil...) , recuperar a confiança, e os adeptos também têm um papel importante nessa matéria.
Não sei que mais escrever. Podia especular com as férias concedidas, ou com a insistência no mesmo onze, ou com substituições tardias ou erráticas. Acho extemporâneo fazê-lo. O Benfica ainda lidera a classificação, e só no fim se tiram conclusões.
NERES? ENTÃO E EU?
Se eu aqui contasse como fiquei depois desse jogo e no dia seguinte, diriam que era louco ou estava doente. E no meu caso, o futebol é "apenas" um brinquedo de emoções, não a minha profissão.
Estas duas derrotas foram particularmente duras. Para mim, sobretudo a segunda, pois francamente não estava à espera que a eliminatória com o Inter, e a eventualidade de uma Champions histórica, ficassem desde logo comprometidas em Lisboa.
Neres gostava de ter sido titular, não foi. Entrou, deu tudo, tentou ajudar, não conseguiu. A equipa perdeu. Seria estranho que saísse contente. O que não suporto, nem tolero, é profissionais que, na hora da derrota, reagem com ligeireza, como se nada fosse. Esses sim, estão totalmente errados. Esses sim, estão a mais no Benfica.
Que Neres seja titular em Chaves, e reverta para campo a sua raiva. É dessa matéria que se fazem campeões. Aliás, em Chaves espero um enorme grito de revolta de toda a equipa.
NADA DE FANTASIAS
O Campeonato, esse sim, continua bem vivo. E é nele que o Benfica deve apostar as fichas todas. Mesmo TODAS!
Faltam sete finais, que até podem ser apenas cinco (caso as ganhe). Dessas, penso que as próximas três são absolutamente fundamentais. Vencendo Chaves, Estoril e Gil Vicente, cumprindo a obrigação nessas partidas, o Benfica poderá depois gerir a vantagem de sete pontos no trio de jogos seguintes, teoricamente mais difíceis. Deixar contas por fazer com Braga e Sporting é, não só arriscado, como pode vir a ser arrasador em termos anímicos.
Esqueçam por favor San Siro. É um caso perdido. Há que agarrar com todas as forças o pássaro que ainda está na mão. E começar por ganhar, seja de que forma for, em Chaves.
FALTA DE SENSO
Michael Oliver esteve mal, em campo. Mas o VAR mostrou clara parcialidade, o que não espanta. Afinal estava ao serviço dos interesses da sua Federação.
As arbitragens da Champions até tinham sido boas até agora. Esta foi claramente a pior, no momento em que tal menos devia acontecer.
PESADELO
Não tenho ilusões:
a oportunidade de fazer história na Champions caiu por terra com esta derrota.
Seria preciso realizar
a melhor exibição do século (e encontrar um Inter bastante ensonado) para
reverter, em Milão, uma desvantagem de dois golos. Matematicamente é possível.
Futebolisticamente, não. Estamos a falar de uns Quartos-de-Final da Champions,
onde ninguém dorme, muito menos em sua casa, e quando se tem jogadores como
Brozovic, Barella, Mkhitaryan, Di Marco ou Lautaro.
Esta era uma
oportunidade que dificilmente se irá repetir nos tempos mais próximos. O Inter
confirmou na Luz que não é um papão, e com um pouco de sorte o resultado teria
sido diferente – os italianos marcaram no melhor momento dos encarnados, que
depois viriam a desperdiçar dois lances flagrantes diante da baliza. O
resultado justo talvez tivesse sido o empate. Nunca uma derrota por dois golos
de diferença.
Mas não foi só o
azar a determinar o resultado. Creio que o desaire começou a desenhar-se antes
do jogo. Começou na sexta-feira quando o Benfica desperdiçou também, e neste
caso com muito mais culpas próprias, a possibilidade de resolver o campeonato e,
então sim, abraçar o sonho europeu com ânimo e determinação, dando desde logo
um sinal de força a todos os adversários.
Não fez tudo o
que podia para ganhar ao rival. Obviamente perdeu. Expôs debilidades. Deixou
entrar fantasmas em casa. Agora apareceu em campo descrente, desconfiado de si
próprio, a hesitar nos seus processos, e acabou estendido no chão. Até o
ambiente no estádio se ressentiu. Foi diferente e mais impaciente. Era de
esperar, ou não Roger Schmidt?
Os jogadores
correram, lutaram, mas sentiram o peso das circunstâncias. E o Inter tentou,
com sucesso, fazer o que o FC Porto fez – sobretudo no plano defensivo. Uma
derrota levou a outra, e se não houver cuidado, Chaves pode abrir caminho a uma
total debacle emocional, com custos que nem quero, por ora, imaginar.
Individualmente
não me apetecia destacar ninguém. Talvez apenas Vlachodimos, que evitou uma
goleada (que seria, porém, extremamente injusta). Queria também sublinhar que
não entendo como, a perder, com uma equipa a dar sinais evidentes de cansaço
físico e emocional, apenas se faz uma substituição. Todos os treinadores têm as
suas pancadas. Roger Schmidt teve, até há poucos dias, todos os benefícios das
dúvidas e das certezas, ao ponto de renovar o contrato, ficar a auferir o
dobro, mesmo sem sequer ter conquistado um troféu. Agora começa a mostrar teimosia, para além das reiteradas manifestações de desconfiança nos jogadores que
se sentam ao seu lado no banco. As próximas semanas ditarão o real valor do alemão,
designadamente sob o ponto de vista estratégico. Preparar equipas fisicamente,
e criar situações bonitas de jogo, não é suficiente. É preciso ser sagaz. Só
assim se ganham títulos (e ele tem poucos, muito poucos).
Também não gostei de Michael Oliver. Um dos árbitros mais conceituados do mundo esteve mal em diversas situações, parecendo exibir um gostinho especial em irritar as bancadas. Critério desigual na amostragem de cartões, e porventura – confesso que não vi os lances na televisão – um penálti por marcar a favor do Benfica. Também sem ver todas as repetições, o penálti de João Mário ainda não me convenceu totalmente, isto se tivermos em conta os critérios que normalmente são aplicados no futebol europeu, e em…Inglaterra. Em qualquer caso, culpas maiores para o VAR holandês, que assim se viu livre de um país concorrente no rankings.
Para mim, agora é
simples: o Benfica tem de se agarrar ao campeonato e aos sete pontos que ainda
tem de vantagem. Vitórias com o Chaves, o Estoril e o Gil Vicente poderão
recompor o moral da equipa. São absolutamente fundamentais. Depois…faltarão
quatro jornadas.
Dando tudo o que
tem, colocando aí todas as fichas, o Benfica tem obrigação de vencer estes três
jogos. É esse o desafio imediato, de modo a não estragar totalmente uma época
que chegou a fazer sonhar bem alto.
Enfim, deixo uma só palavra:
Chaves!
ONZE PARA O INTER
RIDÍCULO. VERGONHOSO. INSULTUOSO. PATÉTICO.
DADOS PESSOAIS
TODAS AS VITÓRIAS DE QUE ME RECORDO (40):
O "MEU" CLÁSSICO:
Podia escolher o jogo dos Eusébios, em 2013-14. Ou o do golo de Saviola com chuva diluviana, em 2009-10. Mas este, de 1987, por todas as vicissitudes que referi, é o "meu" clássico.No Benfica, Veloso, Álvaro, Shéu, Diamantino e Rui Águas. No FC Porto, João Pinto, Jaime Pacheco, Futre, Madjer e Gomes. Um jogaço!
COMO SEMPRE
Antes do jogo da primeira volta, escrevi isto. Mantém-se actual:
O QUE O BENFICA VAI ENCONTRAR: Onze halterofilistas de faca nos dentes, sangue nos olhos, movidos a turbo e com impunidade absoluta, dispostos a tudo (provocações, simulações, agressões, insultos) para fazer o jogo do ano e esmagar o odiado rival.
SÉRGIO QUER VITÓRIA AVASSALADORA!
Veremos se consegue.
Recordo como ficará a classificação em caso de vitória "avassaladora" do FC Porto:
BENFICA 71
FC Porto 64
ISTO SIM, É UM NOJO!
VENHA O CLÁSSICO
Era pois, a meu ver, de vital importância vencer em Vila do Conde, frente a uma equipa agressiva, em bom momento, num estádio inóspito e após mais uma estúpida pausa da FIFA. Perdendo pontos, então sim, o jogo com o FC Porto assumia-se como decisivo, sabendo-se que o Benfica, em vésperas de quartos-de-final da Champions, estará em piores condições para o abordar. Assim, em condições normais, na sexta-feira apenas se decidirá se o campeonato é já resolvido, ou se demora mais umas semanas a sê-lo. Isso não é pouco importante, pois daí depende também a margem que o Benfica terá para abordar a Champions com todas as fichas.
A exibição, tal como temia, não foi grande coisa. Mas a mais importante foi assegurado, com um golo de Gonçalo Ramos a abrir a segunda parte, e num momento em que a angústia começava a tomar conta das almas encarnadas. Depois, havia que sofrer até ao fim.
Tudo está bem quando acaba bem. O Benfica ganhou com toda a justiça, embora tenha corrido alguns riscos desnecessários (sobretudo após chegar à vantagem).
No plano individual, Chiquinho e Aursnes destacaram-se, mostrando haver alternativa a Florentino. João Mário criou o lance que decidiu a partida, mas de resto pareceu bastante afectado pela pausa. O mesmo se pode dizer de Ramos. Bah continua sem convencer, e uma vez mais salvou-se de comprometer a equipa, num lance que passou despercebido ao VAR (e confesso que a mim também).
A arbitragem deixou um penálti por assinalar para cada lado, pois a cotovelada em Gonçalo Ramos seria objecto de falta e sanção disciplinar em qualquer outra zona do campo, devendo naturalmente sê-lo também dentro da área, com a grande penalidade correspondente.
Agora, venha o Clássico.
PS: As vitórias, de algum modo esperadas no Futebol e Futsal femininos, mas absolutamente surpreendente no Futsal masculino, deram a este fim-de-semana uma intensa cor vermelha. Que o(s) próximo(s) seja(m) parecido(s).
ONZE PARA VILA DO CONDE
VALE O QUE VALE
Roberto Martinez ganhou tantos troféus na carreira como José Mota (uma taça com o Wigan, uma taça com o Aves). É simpático. Mas tem muito que provar.
O grupo é facílimo. Dos mais fáceis, senão o mais fácil, de sempre. O primeiro lugar é, claro, obrigatório. Falta, pois, mais de um ano para formar opinião definitiva sobre este "novo" Portugal. Até lá, concedo benefício da dúvida.
Ronaldo? Esse vai aproveitando estes adversários para colorir as estatísticas. Tal como Martinez, quero ver o que fará na fase final...se ainda jogar. Na última, não só fez pouco, como contaminou todo o ambiente em redor da equipa.
BILHETES? PARA QUEM? COMO? ONDE?
Tenho Red Pass, e para mim, pessoalmente, não tenho problemas, a não ser pagar. Tentei comprar bilhete para uns amigos, ambos sócios, através da aplicação. Depois de três horas e meia em fila de espera virtual, chegada a minha vez, já não aparecem lugares disponíveis. Faço refresh durante mais meia-hora, e lá aparece um lugarzinho a verde em cima duma árvore. Clico e a maravilhosa App diz que, afinal, não está disponível. Repito o processo. Ao fim de dezenas de tentativas lá aparece um outro lugar que está mesmo disponível. Eram dois bilhetes, só aparece um lugar. Enfim, do mal o menos, só vai um. Paciência, pelo menos consigo alguma coisa.
Nada disso. Introduzo os dados, e ao fazer checkout, a App, por motivos que desconheço, não permite concluir. Tenho dez minutos para completar o processo. O tempo vai passando, volto a introduzir todos os dados, tento com diferentes meios de pagamento, e nada. Ao fim dos dez minutos a App cai. Volto a entrar, e vou para o fim da fila, com estimativa de mais uma hora de espera. Obviamente, desisto.
Louva-se a tentativa de modernizar a bilhética e torná-la igualmente acessível a todos os pontos do país. Mas as coisas na verdade, não funcionam. Roçam o ridículo.
Gostava de saber como, e quem, comprou bilhetes de sócio normal durante o dia de hoje. Talvez só especialistas em informática, e em manipular aplicações. Pela via normal, parece-me impossível.
Talvez os preços sejam demasiado baixos. Dir-me-ão que seria injusto apenas poderem ir pessoas com maior poder de compra. Tão injusto como só poder ir quem tem disponibilidade para estar o dia inteiro parado numa fila, ou em frente a um computador sem fazer mais nada. Tal como injusto antes era, quando só podia comprar bilhetes quem vivia em Lisboa.
Enfim. Tenho dúvidas, e não sei qual a melhor solução. Talvez um rateio, com inscrição prévia. Assim, francamente, não.
DE QUE ESTAVAM À ESPERA?
Logo caiu o Carmo e a Trindade, e até já houve comunicados da FPF.
Mas, agendando jogos de Selecção a meio da fase mais quente das competições clubistas, espera-se o quê? Um grande fervor nacionalista? Um "vamos parar tudo, e já voltamos"? Um "temos grande paixão pelo futebol, mas agora isso não interessa, o que interessa é Portugal"?
Não. A mim, pessoalmente, não me é possível vibrar muito com a Selecção numa altura destas - para mais numa partida frente a um semi-país, que não joga nada, e que Portugal nem sequer devia defrontar. E aceito perfeitamente que aos adeptos do Sporting também não seja oportuno despir a camisola. Há que ser honestos: ponha-se o Otávio a jogar na Luz neste momento e o que acontece? Ora.
PAUSA ESTÚPIDA
As pausas a meio da temporada de clubes são todas estúpidas - os meses de Junho e Julho seriam os indicados para as competições de selecção, quer apuramentos, quer fases finais, como sucede com algumas modalidades. Mas à excepção do último Mundial em Dezembro no Catar (que, espero, nunca se repita), esta pausa primaveril, numa altura em que os campeonatos nacionais e as provas europeias estão a ferver, é a mais estúpida de todas.
Não conheço um único adepto de futebol que aprecie isto. No calor das competições, stop! Parem lá com a festa, e vamos aqui jogar uns joguitos entre países (por vezes até amigáveis). Vamos levar os jogadores, devolvê-los lesionados ou cansados, em nome de...nada. Alguns clubes ficam sem os seus craques, outros sem o plantel inteiro, outros simplesmente metem férias. Um absurdo total, num fenómeno altamente profissionalizado e mediatizado. Um anti-climax na paixão dos adeptos.
Até no interesse da própria FIFA, condensar estes jogos num único momento do ano dar-lhes-ia muito maior visibilidade e interesse. Todos ganhavam: clubes, adeptos, patrocinadores, televisões, e, creio, a própria FIFA.
A quem interessa isto assim? Francamente não sei. Deve haver uma explicação, mas desconheço-a.
Como outras barbaridades, tais como a própria existência do mercado de Inverno, e o mercado de Verão com as competições já a decorrerem: em 2013 o Benfica perdeu o campeonato por um ponto, depois de Lima, jogador do Benfica durante quase toda a temporada, ter marcado o golo do empate do Braga na Luz na primeira jornada. Parece anedota. Aconteceu mesmo.
O futebol tem muita coisa estranha. Algumas, as que têm a ver com circuitos financeiros, embora não concordemos, conseguimos percebê-las. Outras, simplesmente não se entendem.
PRIMEIRA PARTE DE LUXO
Faltam muitas jornadas, a Champions vai exigir desgaste e foco, o plantel ficou subitamente curto (com as saídas de Janeiro, com as lesões de Draxler e Guedes, e com a demorada afirmação dos nórdicos, não sobram muitas alternativas em alguma posições), e as pausas FIFA trazem más recordações. Porém, a vantagem começa a ser de algum modo confortável para pôr os encarnados a salvo de contrariedades. Pelo menos, é nisso que acredito. É nisso que todos os benfiquistas acreditam.
Destaque para João Mário. É impressionante a época que está a fazer. Melhor marcador da Liga, um dos melhores da Champions, peça chave da equipa. Aliás, há vários jogadores do Benfica em máximos de carreira: de Vlachodimos a Grimaldo, de Florentino a Rafa, de Chiquinho a Gonçalo Ramos, sem falar de António Silva.
Agora, a estúpida pausa – qual o adepto de futebol que gosta disto? -, e depois um jogo, a meu ver, determinante. Ganhando em Vila do Conde, dificilmente o título fugirá.
UM ADVERSÁRIO COM HISTÓRIA
Em 2008, na primeira edição da Eusébio Cup, o Inter de José Mourinho onde brilhavam Júlio César, Maicon, Zanetti, Figo e Ibrahimovic, campeão europeu na temporada seguinte, venceu o Benfica no desempate por grandes penalidades.
Ou seja, o Benfica nunca ganhou nada ao Inter. Será desta?
ESPAÇO PARA SONHAR
A MINHA CONVOCATÓRIA PARA A SELECÇÃO
CLÁUDIO RAMOS
RODRIGO CONCEIÇÃO
PEPE
FÁBIO CARDOSO
DAVID CARMO
MANAFÁ
GONÇALO INÁCIO
RICARDO ESGAIO
NUNO SANTOS
OTÁVIO
ANDRÉ FRANCO
ANDRÉ HORTA
ANDRÉ CASTRO
PIZZI
TRINCÃO
POTE
PAULINHO
RICARDO HORTA
EVANILSON
IURI MEDEIROS
BRUMA
GALENO
ORDEM DE PREFERÊNCIAS
O Nápoles tem sido uma máquina trituradora em Itália e na Europa. Tem o campeonato ganho, pelo que pode apostar as fichas todas na Champions. Mas não sei se na hora da verdade a falta de tarimba internacional não pesará. Enfim, na dúvida fica com o lugar 3.
Chelsea não está a fazer uma grande época, mas tem um super-plantel - que se vai agigantar nesta competição. Preferia apanhá-los mais à frente. Seria justiça poética, depois de lhes sacar 126 milhões, eliminá-los. Com um golo de Chiquinho...
Quanto aos três "tubarões", o critério é que com o Bayern estou farto de jogar...e perder. Bayern? longe! Com o City nunca jogámos, e até seria engraçado defrontar Ederson, Ruben e Bernardo, embora a eliminação estivesse mais ou menos garantida. Com o Real, além da maior facilidade de ver o jogo em Madrid, temos boas recordações (nos três jogos oficiais, em dois deles demos uma "manita", e até na Eusébio Cup foi outra "manita"), há muito tempo que não jogamos (nunca vi, a nível oficial), é também um grande clássico, e dado o perfil da equipa espanhola, se a possibilidade de eliminação é equivalente a City ou Bayern, a possibilidade de goleada humilhante parece-me menor.
ORGULHOSAMENTE SÓS
FALTAM 10 FINAIS...OU TALVEZ MENOS
O MUNDO PERFEITO
QUARTO NOS QUARTOS
POUCA SORTE
UM NOME PARA A HISTÓRIA
TEMOS HOMEM
A mesma incompreensão aconteceu com Cardozo, Nené, Vítor Paneira e outros, mal-amados pelo Terceiro Anel, e a quem só mais tarde foi feita justiça.
(MAIS UMA) NOITE DE GALA
Aliás, as belas noites europeias já vêm da época passada, e começaram ainda com Jorge Jesus e o triunfo por 3-0 sobre um Barcelona que, percebe-se agora, não era assim tão fraco como certos comentadores televisivos na altura diziam. Prosseguiram com Nélson Veríssimo, e uma inesquecível vitória em Amesterdão diante de um Ajax que, percebemos então, não era assim tão forte como certos comentadores televisivos disseram após uma goleada aplicada ao Sporting em Alvalade. E têm agora, com Roger Schmidt, todo o esplendor do futebol de ataque e dos golos maravilhosos, mandando às malvas todos os comentadores televisivos.
Frente ao Brugge - equipa, que, recordemos, deu 0-4 no Dragão, e eliminou o Atlético de Madrid -, o Benfica marcou golos maravilhosos. Jogou muito e bem. E não precisou de puxar demasiado pelas pernas para golear e acabar com qualquer dúvida que ainda persistisse nas almas mais pessimistas.
Durante a primeira parte, e até ao golo de Rafa, a equipa belga tentou remar contra as evidências. Ainda assustou num ou noutro lance, um deles valendo penalizador cartão amarelo a Otamendi. Depois, com dois golos de rajada perto do intervalo, veio ao de cima a classe do Benfica, e também o período de pouca ou nenhuma confiança que o Club Brugge atravessa. Foram cinco, podiam ter sido mais.
Destaques individuais vão para Rafa, Ramos e Chiquinho (que se tornou no óbvio substituto de Enzo Fernandez, encontrando enfim a sua posição natural, e o espaço onde mostra grande utilidade para a equipa). Por outro lado, continuo a não perceber o que Bah tem a mais do que Gilberto.
Ah, já me esquecia que também há árbitros na Liga dos Campeões. Por vezes nem parece, pois mal se dá por eles. É que já é a terceira, quarta ou quinta grande arbitragem que vejo nesta prova, o que mostra que, com VAR, só erra mesmo quer quer.
Agora venha de lá o Milan ou o Tottenham. Sobretudo, que o diabo afaste de nós os cálices de Real, City e Bayern (ou PSG). Se assim for, haverá espaço para sonhar com as meias-finais, algo que, desde 2005, só uma vez tocou a alguém fora dos chamados "Big Five": o Ajax em 2019. Seria histórico, mas ainda falta um longo e sinuoso caminho.
ONZE PARA A CHAMPIONS
O Benfica tem tudo na mão, mas não a pode abrir.
MAIS TRÊS PONTOS
TUDO EM FAMÍLIA
Mais palavras para quê?
MUITO BARULHO. POUCA SUBSTÂNCIA.
- Suspeitar de um jogo no Bessa que não contava para nada, que só serviu para festejar de cabeças pintadas, tendo até terminado num empate?
- Investigar por favorecimento ao Benfica um árbitro que deu um campeonato ao FC Porto com um penálti fora da área em Paços de Ferreira?
- Investigar contas bancárias por suposta corrupção, como se pagamentos ilegais fossem normalmente feitos por transferência? Afinal é transferência ou saco azul? Afinal é comprando o passe dos jogadores ou pagando por baixo da mesa?
Das duas, uma: ou os investigadores são absurdamente incompetentes, ou tudo isto não passa de uma campanha difamatória e persecutória, que de uns ramos caídos pretende construir uma floresta, e que visa condicionar e perturbar o Benfica num momento em que segue destacado na frente e ameaça tornar-se campeão (e já agora, muito obrigado José Eduardo Moniz).
É preciso também lembrar a toda a gente que: suspeito é diferente de investigado, que por sua vez é diferente de arguido, que também é diferente de acusado, que é diferente de julgado após debate instrutório, que é diferente de uma condenação, que é diferente de uma sentença transitada em julgado. É que nos jornais parece tudo a mesma coisa.
Por agora, apenas temos condenações individuais no E-Toupeira (Paulo Gonçalves e um funcionário judicial) sujeitas a recurso, e temos acusações (SAD, Vieira, DSO e Miguel Moreira) no Saco Azul, sem se saber se vão sequer a julgamento, e sem que num despacho ou noutro se vislumbre qualquer referência a corrupção desportiva. Em concreto, é isto que há. A partir daí, cada um cria as suas fantasias, mais ou menos molhadas.
NADA DE POUPANÇAS
Há que entrar com tudo, como se fosse uma final. Como digo há várias semanas, este conjunto de jogos do campeonato até à recepção ao FC Porto são determinantes. São os quatro mais importantes da temporada (Famalicão, Marítimo, Guimarães e Rio Ave). Se o Benfica os vencer, acho que o título não fugirá.
O INIMPUTÁVEL
A CENTRALIZAÇÃO DE DIREITOS TELEVISIVOS É...
Centralização? Sim, mas só com uma drástica redução de clubes na Liga. Por mim, seriam oito, e mais do que doze é um exagero.
Clubes a sério: Benfica, Sporting, Porto, Braga, Guimarães, Boavista e Marítimo. O resto? Segunda divisão, sem ligas, nem direitos, nem transmissões televisivas - que não interessam a ninguém.
O futebol profissional é para clubes com sócios, com adeptos, com estádios e com história. Não para SAD's fantasma, que só andam à procura de obter e fazer rodar dinheiro fácil, ou alimentar egos de caciques locais endinheirados, à conta dos adeptos de terceiros.
TUDO A VER
Foi bonito ver a homenagem ao ídolo do passado, e o reconhecimento ao craque do presente. Um e outro, até na fisionomia, bem parecidos. Ambos nascidos no Barreiro. Uma lenda. Outro a escrever ainda a sua história. Daqueles que vale a pena pagar o bilhete só para os ver.













































