MENOS UMA

A grande notícia da vitória em Barcelos, para além dos três pontos, é que falta menos uma jornada para acabar o campeonato.
Depois da semana negra das três derrotas, o Benfica empatou em Milão e venceu dois jogos. Digamos que, em termos de resultados, as coisas voltaram à normalidade. Mas, por muito boa vontade que se ponha na análise, é preciso dizer que, para ganhar ao Braga, e eventualmente em Alvalade, vai ser preciso bastante mais.
A primeira parte até foi razoável. Faltou um ponta de lança, pois Gonçalo Ramos tem sido um jogador a menos. Mas o mais preocupante foi a fase inicial do segundo período, quando o Benfica tinha de entrar com tudo, e pareceu absolutamente manietado pelo treinador gilista.
A dado ponto tudo parecia cheirar a Chaves. Valeu a fortuna, e valeu o banco, que trouxe vivacidade, e trouxe enfim um ponta de lança (bom ou mau, mas presente).
Há de facto jogadores em muito má forma. Além do caso-Ramos, também João Mário, por exemplo. Sendo que Rafa já mostrou um pouco mais daquilo que vale. 
Frente ao Braga, espero um João Mário bem melhor, um Bah de regresso ao seu lugar, o desvio de Aursnes para o meio-campo, e a titularidade de Musa. E assim acredito numa vitória - da qual, creio, depende o título. 
Fábio Veríssimo trocou os lances no penalti. A falta era sobre Otamendi, e daria segundo amarelo ao defesa do Gil. A mão que considerou é, digamos, duvidosa, e apenas serve para alimentar especulações -  como o previsível O Jogo se apressou a mostrar. 

CAÇA AO BENFICA?

Já estava à espera disto. Quando as coisas apertassem, as nomeações, e as respectivas arbitragens, entrariam na luta pelo título.
Ora aí está: Fábio Veríssimo para tirar pontos (e cartões amarelos) ao Benfica.
Independentemente da (im)parcialidade do leiriense (que a história nos lembra ser muito duvidosa), é um facto, que até o próprio assumirá, tratar-se de um árbitro com critério apertadíssimo na mostragem de cartões. O homem certo, pois, para dizimar a defesa do Benfica, com António Silva, Otamendi e Grimaldo à bica. O jogo seguinte é com o Braga.
No dérbi portuense, o VAR nomeado, Cláudio Pereira também tem que se lhe diga.
Sejam quais forem os resultados, quem parece querer levar já uma faixa de campeão é Fontelas Gomes.
Depois das queixas sobre Sérgio Conceição e Pinto da Costa, o Benfica tem de comer e calar, sob pena de fazer aquilo de que se queixou.
Mas fora do plano institucional há forma, e gente, para denunciar este caldinho. Depois, pode ser tarde demais.

MUITO AINDA PARA SOFRER

Era imperioso ganhar: o Benfica venceu, e manteve distâncias para a concorrência, ficando a faltar menos uma jornada.
Era conveniente fazer uma boa exibição e afastar todos os fantasmas: nesse sentido, perante um adversário frágil (e amputado do seu melhor jogador), a prestação encarnada foi intermitente. A primeira parte foi prometedora, mas de grande ineficácia ofensiva, e a segunda marcada pelo baixo ritmo que a partida tomou, com a pressão encarnada a léguas daquilo que se viu na primeira metade da temporada. Se João Mário e Rafa mostraram ligeiros sinais de melhoria, já Gonçalo Ramos “não esteve” em campo. E Otamendi, mau grado o golo, voltou a evidenciar falhas gritantes na abordagem a alguns lances.
Além da vitória, há que destacar as excelentes exibições de Neres e João Neves, as duas novidades no onze. O brasileiro foi determinante no lance que decidiu o jogo, e esteve nos melhores momentos do Benfica na primeira parte. O jovem médio confirmou as boas indicações que já havia dado, sendo titular pela primeira vez, e realizando os noventa minutos. Com ele, o meio-campo flui com maior rapidez e verticalidade. Uma alternativa a considerar no imediato.  Musa marcou um belo golo, anulado por um fora-de-jogo no início do lance, e também ele mostrou que afinal há banco.
O árbitro apitou demasiado, como é seu timbre. Terá ficado um penálti por marcar, sobre Aursnes. E aceitaria que Otamendi tivesse visto o segundo amarelo já no fim da partida.
Percebo o que diz Schmidt sobre o VAR. De facto, é preciso perceber-se se apenas intervém em lances claros (como diz o protocolo), ou se esmiúça pequenos toques que por vezes até passam despercebidos aos próprios jogadores em campo. É que o critério umas vezes é um, e noutras vezes é outro. Se se marcam penáltis como o do último Benfica-Sporting, ou o do Benfica-Inter, ou o do Paços-FC Porto, tem de se marcar também os de Braga-Benfica e Inter-Benfica. Ou então não se marca nenhum. Tem é de haver um critério que todos os intervenientes entendam.
Globalmente, o Benfica melhorou, subiu mais um degrau da escada que tinha começado a subir em Milão, e creio que uma vitória em Barcelos porá um ponto final na crise, trazendo de volta a normalidade – com vista às últimas e decisivas quatro jornadas. Barcelos (fora de casa, campo difícil, adversário aguerrido) será pois mais um teste de fogo. O próximo.
A menos que o FC Porto entretanto escorregue, creio que o caminho do título passa por chegar a Alvalade com estes quatro pontos de vantagem. Para isso é preciso vencer em Barcelos e em Portimão, bem como o Braga na Luz. Para o Benfica do último Outono, era canja. Para este, uma tarefa difícil e exigente.

MUDAR, MEXER, AGITAR, SURPREENDER

No "Leopardo", de Lampedusa, a dada altura dizia-se que era preciso mudar alguma coisa para que tudo ficasse na mesma. No Benfica, de Schmidt, parece-me que neste momento também será preciso mudar alguma coisa para que, neste caso, a classificação fique na mesma. Otamendi tem cometido erros a mais, e vem de dois jogos ao nível do lixo (que podem ser o seu fim de linha no clube). Chiquinho perdeu o estado de graça, embora a sua saída do meu onze tenha mais a ver com questões tácticas. Rafa precisa de banco. Neres precisa de ser titular. E toda a equipa, que me parece algo cristalizada, precisa de surpreender o adversário - sendo a colocação de dois pontas-de-lança uma forma de o fazer. Para mim é fácil, pois ninguém me vai pedir responsabilidades se correr mal. Em todo o caso, arrisco lançar esta proposta.

ÚLTIMOS DEZ JOGOS FORA

10 jogos, 6 vitórias, 4 empates, 0 derrotas, 23-10 em golos. Passagens incólumes por Camp Nou, Amsterdam Arena, Anfield Road, Turim, Parque dos Príncipes e San Siro, entre outros. Continua em Setembro...

MELHORES ATAQUES -CHAMPIONS 22-23


 

RANKING UEFA

A sombreado as equipas ainda em prova (azul Champions, rosa Europa, verde Conference).

FOI EM LISBOA...

E o milagre não aconteceu.
Era disso que o Benfica precisava para passar uma eliminatória que (irremediavelmente, viu-se agora) comprometera em Lisboa, mas do outro lado estava uma equipa experiente, cínica, com grandes executantes, particularmente talhada para defender resultados, e que nunca deixou que houvesse discussão sobre quem chegaria às meias-finais.
Três golos marcados, uma bola no poste, uma grande penalidade sonegada, são dados suficientes para não desmerecer da exibição encarnada, sobretudo ao longo da segunda metade. O Benfica correu muito, lutou muito e, mesmo sem deslumbrar, fez o melhor jogo dos últimos cinco (incluindo aqui o de Vila do Conde).  O empate obtido naquele forcing final de dignidade premiou esse esforço - que, mau grado a já esperada eliminação, deixa uma janela de esperança para as próximas partidas.
Há de facto jogadores nucleares em má forma (identifico Otamendi, João Mário, Rafa e Ramos), mas Schmidt ficou a saber que afinal tem banco. Neres, Neves e Musa entraram muito bem. Guedes está à procura da melhor forma, mas é um jogador experiente e de grande qualidade. Não é preciso insistir sempre nos mesmos. É possível fazer substituições.
Já mencionei a grande penalidade sobre Aursnes. É inconcebível o VAR não assinalar aquele lance. Na altura poderia dar o 1-2, e ninguém sabe o que mais. Manteve-se a tradição: sempre que o Benfica chega aos quartos-de-final da Champions há alguém que diz “já chega”. Assim é (ainda mais) difícil.
Fica uma eliminação decepcionante (sobretudo pelas expectativas criadas), definida na primeira mão, mas as notícias da morte deste Benfica talvez tenham sido exageradas. O que jogou, correu e lutou em San Siro, dará, em princípio, para bater o Estoril, o Gil Vicente, e enfrentar o Braga já noutro contexto temporal e desportivo.
Como balanço, há que sublinhar uma grande Champions dos encarnados (a segunda consecutiva), desde as catacumbas das pré-eliminatórias, até aos oito melhores do mundo. O sorteio criou a ilusão de que seria possível ir ainda mais longe. A verdade é que o orçamento do Inter é muito superior. E nestas fases isso (que se traduz em qualidade individual e experiência) é muito importante.
Findo o sonho, agora há que despertar com todas as forças para a realidade, e vencer o 38.

ESTADO DE CHOQUE

É inacreditável como, numa semana, o Benfica passa de uma temporada sublime, da possibilidade de fechar o campeonato com 13 pontos de vantagem, e da hipótese de fazer história na Champions, para uma caricatura de si mesmo, deixando tudo em causa, e correndo sérios riscos de perder um campeonato de forma fantasmagórica, e com isso deixar-se cair para um abismo de consequências imprevisíveis.
É preciso dizer, em nome da verdade, que a sorte também não tem ajudado. Pelo menos com o Inter e agora em Chaves, os resultados podiam ter sido um pouco menos penalizadores. As arbitragens não surpreendem, e metem o dedo, mas isso já se esperava. É preciso também notar que não parece haver menos vontade ou empenho dos jogadores. Mas quando se entra nesta espiral negativa, nunca se sabe quando, ou se, se vai sair dela.
Nem 2013, nem 2020 (campeonatos perdidos de forma dramática) se poderão assemelhar à eventualidade do Benfica deixar escapar este título. Seria algo para entrar na história, não só do futebol português, mas também do europeu.
Para já nem quero pensar nisso. É preciso manter alguma serenidade, e agarrar a vantagem que ainda existe. É preciso ganhar rapidamente (ao Estoril, depois ao Gil...) , recuperar a confiança, e os adeptos também têm um papel importante nessa matéria.
Não sei que mais escrever. Podia especular com as férias concedidas, ou com a insistência no mesmo onze, ou com substituições tardias ou erráticas. Acho extemporâneo fazê-lo. O Benfica ainda lidera a classificação, e só no fim se tiram conclusões. 

NERES? ENTÃO E EU?

Após a derrota com o Inter, David Neres saiu de campo irritado, e não quis cumprimentar ninguém.
Se eu aqui contasse como fiquei depois desse jogo e no dia seguinte, diriam que era louco ou estava doente. E no meu caso, o futebol é "apenas" um brinquedo de emoções, não a minha profissão.
Estas duas derrotas foram particularmente duras. Para mim, sobretudo a segunda, pois francamente não estava à espera que a eliminatória com o Inter, e a eventualidade de uma Champions histórica, ficassem desde logo comprometidas em Lisboa.
Neres gostava de ter sido titular, não foi. Entrou, deu tudo, tentou ajudar, não conseguiu. A equipa perdeu. Seria estranho que saísse contente. O que não suporto, nem tolero, é profissionais que, na hora da derrota, reagem com ligeireza, como se nada fosse. Esses sim, estão totalmente errados. Esses sim, estão a mais no Benfica.
Que Neres seja titular em Chaves, e reverta para campo a sua raiva. É dessa matéria que se fazem campeões. Aliás, em Chaves espero um enorme grito de revolta de toda a equipa.
Tentar transformar isto num caso disciplinar é absurdo, ou outra coisa bem pior.

NADA DE FANTASIAS

O sonho da Champions morreu. E como é óbvio, já não adianta estar a alimentar um morto.
O Campeonato, esse sim, continua bem vivo. E é nele que o Benfica deve apostar as fichas todas. Mesmo TODAS!
Faltam sete finais, que até podem ser apenas cinco (caso as ganhe). Dessas, penso que as próximas três são absolutamente fundamentais. Vencendo Chaves, Estoril e Gil Vicente, cumprindo a obrigação nessas partidas, o Benfica poderá depois gerir a vantagem de sete pontos no trio de jogos seguintes, teoricamente mais difíceis. Deixar contas por fazer com Braga e Sporting é, não só arriscado, como pode vir a ser arrasador em termos anímicos.
Esqueçam por favor San Siro. É um caso perdido. Há que agarrar com todas as forças o pássaro que ainda está na mão. E começar por ganhar, seja de que forma for, em Chaves.


FALTA DE SENSO

Um VAR holandês no Benfica-Inter, quando Portugal discute com a Holanda o lugar no ranking da UEFA, não lembra a ninguém. Só a uma UEFA perdida no seu labirinto.
Michael Oliver esteve mal, em campo. Mas o VAR mostrou clara parcialidade, o que não espanta. Afinal estava ao serviço dos interesses da sua Federação.
As arbitragens da Champions até tinham sido boas até agora. Esta foi claramente a pior, no momento em que tal menos devia acontecer.

PESADELO

 

Não tenho ilusões: a oportunidade de fazer história na Champions caiu por terra com esta derrota.

Seria preciso realizar a melhor exibição do século (e encontrar um Inter bastante ensonado) para reverter, em Milão, uma desvantagem de dois golos. Matematicamente é possível. Futebolisticamente, não. Estamos a falar de uns Quartos-de-Final da Champions, onde ninguém dorme, muito menos em sua casa, e quando se tem jogadores como Brozovic, Barella, Mkhitaryan, Di Marco ou Lautaro.

Esta era uma oportunidade que dificilmente se irá repetir nos tempos mais próximos. O Inter confirmou na Luz que não é um papão, e com um pouco de sorte o resultado teria sido diferente – os italianos marcaram no melhor momento dos encarnados, que depois viriam a desperdiçar dois lances flagrantes diante da baliza. O resultado justo talvez tivesse sido o empate. Nunca uma derrota por dois golos de diferença.

Mas não foi só o azar a determinar o resultado. Creio que o desaire começou a desenhar-se antes do jogo. Começou na sexta-feira quando o Benfica desperdiçou também, e neste caso com muito mais culpas próprias, a possibilidade de resolver o campeonato e, então sim, abraçar o sonho europeu com ânimo e determinação, dando desde logo um sinal de força a todos os adversários.

Não fez tudo o que podia para ganhar ao rival. Obviamente perdeu. Expôs debilidades. Deixou entrar fantasmas em casa. Agora apareceu em campo descrente, desconfiado de si próprio, a hesitar nos seus processos, e acabou estendido no chão. Até o ambiente no estádio se ressentiu. Foi diferente e mais impaciente. Era de esperar, ou não Roger Schmidt?

Os jogadores correram, lutaram, mas sentiram o peso das circunstâncias. E o Inter tentou, com sucesso, fazer o que o FC Porto fez – sobretudo no plano defensivo. Uma derrota levou a outra, e se não houver cuidado, Chaves pode abrir caminho a uma total debacle emocional, com custos que nem quero, por ora, imaginar.

Individualmente não me apetecia destacar ninguém. Talvez apenas Vlachodimos, que evitou uma goleada (que seria, porém, extremamente injusta). Queria também sublinhar que não entendo como, a perder, com uma equipa a dar sinais evidentes de cansaço físico e emocional, apenas se faz uma substituição. Todos os treinadores têm as suas pancadas. Roger Schmidt teve, até há poucos dias, todos os benefícios das dúvidas e das certezas, ao ponto de renovar o contrato, ficar a auferir o dobro, mesmo sem sequer ter conquistado um troféu. Agora começa a mostrar teimosia, para além das reiteradas manifestações de desconfiança nos jogadores que se sentam ao seu lado no banco. As próximas semanas ditarão o real valor do alemão, designadamente sob o ponto de vista estratégico. Preparar equipas fisicamente, e criar situações bonitas de jogo, não é suficiente. É preciso ser sagaz. Só assim se ganham títulos (e ele tem poucos, muito poucos).

Também não gostei de Michael Oliver. Um dos árbitros mais conceituados do mundo esteve mal em diversas situações, parecendo exibir um gostinho especial em irritar as bancadas. Critério desigual na amostragem de cartões, e porventura – confesso que não vi os lances na televisão – um penálti por marcar a favor do Benfica. Também sem ver todas as repetições, o penálti de João Mário ainda não me convenceu totalmente, isto se tivermos em conta os critérios que normalmente são aplicados no futebol europeu, e em…Inglaterra. Em qualquer caso, culpas maiores para o VAR holandês, que assim se viu livre de um país concorrente no rankings.

Para mim, agora é simples: o Benfica tem de se agarrar ao campeonato e aos sete pontos que ainda tem de vantagem. Vitórias com o Chaves, o Estoril e o Gil Vicente poderão recompor o moral da equipa. São absolutamente fundamentais. Depois…faltarão quatro jornadas.

Dando tudo o que tem, colocando aí todas as fichas, o Benfica tem obrigação de vencer estes três jogos. É esse o desafio imediato, de modo a não estragar totalmente uma época que chegou a fazer sonhar bem alto.

Enfim, deixo uma só palavra: Chaves!

ONZE PARA O INTER

Nunca pensei fazer um onze para um jogo importante, e deixar o Rafa de fora. Infelizmente, a exibição fantasmagórica frente ao FC Porto obriga-me a tal. Apetecia-me deixar outros também, mas Neres está a pedir a titularidade, e noutras posições não há alternativa.

RIDÍCULO. VERGONHOSO. INSULTUOSO. PATÉTICO.

Ganhar ao FC Porto tem-se tornado extremamente difícil. Há razões tácticas, físicas e mentais, que explicam tantas derrotas (quase sempre jogo bonito e aberto contra parede defensiva, bailarinas contra gladiadores, #pelobenfica contra ódio), e estranho nunca terem sido devidamente analisadas e corrigidas, algo que começa a ser embaraçoso para o clube. O Benfica, ano após ano, continua a investir em Schelderups, quando precisava claramente de dois ou três gorilas para o meio campo e para as laterais, deixar-se de chicuelinas e aprender a defender com rigor, a bloquear adversários, e, mais do que querer ganhar, jogar também pelo prazer de ver os rivais perderem - indo de encontro ao espírito desses mesmos adversários e dos próprios adeptos, que, infelizmente, não se vê em campo, nem no banco, nem na tribuna. Já escrevi muito sobre isso, parece-me algo bastante óbvio, e estou farto. 
Partindo já com essa inferioridade táctica atlética e psicológica, entrar em campo apenas a passear as camisolas e a pensar no jogo seguinte, deixa as probabilidades de surpreender perto de zero. Lamentavelmente, foi isso que aconteceu.
Senti-me insultado. Não vi grande vontade de ganhar ao Porto, a não ser nos 60 mil das bancadas. Foi uma exibição própria dos desenhos animados. E o pior é que esta derrota e a Champions e esta derrota e a Champions e esta derrota e. ..enfim, pode vir a correr bastante mal. O Benfica arrisca deixar fugir todos os pássaros. 
Aliás, houve jogadores que, por mim, não entrariam em campo frente ao Inter. Não o merecem. Fiquem no banco, ou mesmo em casa, a pensar no... Chaves. 
Do lado de lá estas coisas não acontecem. Eles sabem fazer contas. E odeiam-nos. No Benfica, aparentemente, pensa-se mais nos contratos que um jogo europeu pode proporcionar.
E não digo mais nada até terça. Já que, em campo, e no banco (?), apenas se preocuparam com esse dia, dando uma vez mais oxigénio a um rival moribundo - que, mesmo com pouco talento, costuma saber como o aproveitar. 

O ONZE ÓBVIO


DADOS PESSOAIS

 CLÁSSICOS BENFICA-FC PORTO A QUE ASSISTI AO VIVO (34):

TODAS AS VITÓRIAS DE QUE ME RECORDO (40):


O "MEU" CLÁSSICO:

Foi o primeiro clássico a que assisti ao vivo. Nele se registou a maior assistência de sempre num jogo de futebol em Portugal (os jornais falaram em 140 mil pessoas acotoveladas no antigo Estádio). Foi a última vez que o meu pai foi ao Estádio da Luz (ainda conseguiu entrar, comigo, enquanto outros familiares não sócios, que iam para outra bancada, ficaram cá fora com o bilhete na mão, sem sequer se conseguirem aproximar da porta, tal a enchente).
Vi o jogo na última fila do velho Terceiro Anel. Era o único lugar disponível, num espaço minúsculo onde dois adeptos jogavam às cartas. Quase tivemos de pisar cabeças para lá chegar. Empurrão para cá, empurrão para lá, lá nos acomodámos.
O Benfica vinha de perder 7-1 em Alvalade, o FC Porto ia sagrar-se campeão europeu nessa temporada (estava em alta e trouxe mais de 40 mil pessoas a Lisboa, que enchiam o novo Terceiro Anel). Um Hat-Trick de Rui Águas deu uma vitória (3-1) que poderia até ser mais expressiva, e foi nessa partida, primeira jornada da segunda volta, que os encarnados, comandados por John Mortimore, arrancaram para o título.
Podia escolher o jogo dos Eusébios, em 2013-14. Ou o do golo de Saviola com chuva diluviana, em 2009-10. Mas este, de 1987, por todas as vicissitudes que referi, é o "meu" clássico.
No Benfica, Veloso, Álvaro, Shéu, Diamantino e Rui Águas. No FC Porto, João Pinto, Jaime Pacheco, Futre, Madjer e Gomes. Um jogaço!

COMO SEMPRE

Antes do jogo da primeira volta, escrevi isto. Mantém-se actual:

O QUE O BENFICA VAI ENCONTRAR: Onze halterofilistas de faca nos dentes, sangue nos olhos, movidos a turbo e com impunidade absoluta, dispostos  a tudo (provocações, simulações, agressões, insultos) para fazer o jogo do ano e esmagar o odiado rival.

RECEITA PARA VENCER: Serenidade, futebol rápido de primeiro toque e variações de flanco, fazendo-os correr, e libertando-se das zonas de pressão. Aproveitar as oportunidades.

SÉRGIO QUER VITÓRIA AVASSALADORA!

Mais do que ganhar, quer ferir, desestabilizar, destruir. E já o transmitiu aos capitães.
Veremos se consegue.
Recordo como ficará a classificação em caso de vitória "avassaladora" do FC Porto:
BENFICA 71
FC Porto 64
Quanto ao histórico de triunfos do Porto na nova Luz, dos oito, pelo menos três foram negra e diretamente influenciados pela arbitragem (Benquerença 04-05, Proença 11-12, três centímetros 21-22). Ou seja, mais do que um terço. Quase metade, se preferirem. Aqui sim, uma influencia "avassaladora" nas estatísticas.


ISTO SIM, É UM NOJO!

Já em 2019 eu escrevia isto. Nada mudou, nada se passou, aparentemente ninguém investiga.
O Portimonense jogou 23 vezes no Porto, perdeu todas, marcou dez golos, sofreu...oitenta.
O que é certo é que o FC Porto continua, época após época, a começar os campeonatos com seis pontos, enquanto a Justiça e a Comunicação Social (agora também o Varandas) continuam a entreter-nos com suspeitas de 2016. Em 2022, a SAD de brasileiros que se chama Portimonense chegou a apresentar um onze sem qualquer defesa central no Estádio do Dragão (perdeu 7-0...), cereja sobre um bolo que nos continua a ser servido duas vezes por ano, e que mete vários negócios entre ambos, penáltis atirados por cima da barra por jogadores transferidos entre si, dinheiro a rodar, etc, etc. 
Nada como recordar os resultados dos últimos Portimonenses-FC Portos e FC Portos-Portimonenses:
O Algarve merecia melhor do que uma equipa subsidiária, financiada e mantida por gente obscura, que está manifestamente a mais na Primeira Liga, subvertendo a verdade desportiva.

VENHA O CLÁSSICO

Desde Janeiro, desde o início da segunda volta, que venho defendendo uma tese: ganhando todos os jogos até ao Clássico com o FC Porto, o Benfica seria campeão. Escrevi-o aqui e noutros sítios, e consumada esta série de dez triunfos consecutivos, nem a prudência me impede agora de afirmar que muito dificilmente este título fugirá aos encarnados - mesmo com uma eventual derrota no Clássico da próxima sexta-feira.
Era pois, a meu ver, de vital importância vencer em Vila do Conde, frente a uma equipa agressiva, em bom momento, num estádio inóspito e após mais uma estúpida pausa da FIFA. Perdendo pontos, então sim, o jogo com o FC Porto assumia-se como decisivo, sabendo-se que o Benfica, em vésperas de quartos-de-final da Champions, estará em piores condições para o abordar. Assim, em condições normais, na sexta-feira apenas se decidirá se o campeonato é já resolvido, ou se demora mais umas semanas a sê-lo. Isso não é pouco importante, pois daí depende também a margem que o Benfica terá para abordar a Champions com todas as fichas.
A exibição, tal como temia, não foi grande coisa. Mas a mais importante foi assegurado, com um golo de Gonçalo Ramos a abrir a segunda parte, e num momento em que a angústia começava a tomar conta das almas encarnadas. Depois, havia que sofrer até ao fim. 
Tudo está bem quando acaba bem. O Benfica ganhou com toda a justiça, embora tenha corrido alguns riscos desnecessários (sobretudo após chegar à vantagem).
No plano individual, Chiquinho e Aursnes destacaram-se, mostrando haver alternativa a Florentino. João Mário criou o lance que decidiu a partida, mas de resto pareceu bastante afectado pela pausa. O mesmo se pode dizer de Ramos. Bah continua sem convencer, e uma vez mais salvou-se de comprometer a equipa, num lance que passou despercebido ao VAR (e confesso que a mim também).
A arbitragem deixou um penálti por assinalar para cada lado, pois a cotovelada em Gonçalo Ramos seria objecto de falta e sanção disciplinar em qualquer outra zona do campo, devendo naturalmente sê-lo também dentro da área, com a grande penalidade correspondente.
Agora, venha o Clássico.
PS: As vitórias, de algum modo esperadas no Futebol e Futsal femininos, mas absolutamente surpreendente no Futsal masculino, deram a este fim-de-semana uma intensa cor vermelha. Que o(s) próximo(s) seja(m) parecido(s).

ONZE PARA VILA DO CONDE

Bah, Otamendi e Aursnes, sacrificados nas selecções, necessitam de repouso. Além de que Morato precisa de se entrosar com António Silva, preparando desde já a partida com o Inter. Florentino devia também ser poupado (4 amarelos), mas não encontro ninguém para o lugar.

VALE O QUE VALE

Ganhar 4-0 ao Liechtenstein em casa vale pouco (a Islândia pregou 0-7 fora). Ganhar 0-6 no Luxemburgo já vale qualquer coisita. Todavia, pouco para avaliar um novo seleccionador - que nas escolhas deu logo preocupantes sinais de algum conservadorismo.
Roberto Martinez ganhou tantos troféus na carreira como José Mota (uma taça com o Wigan, uma taça com o Aves). É simpático. Mas tem muito que provar.
O grupo é facílimo. Dos mais fáceis, senão o mais fácil, de sempre. O primeiro lugar é, claro, obrigatório. Falta, pois, mais de um ano para formar opinião definitiva sobre este "novo" Portugal. Até lá, concedo benefício da dúvida.
Ronaldo? Esse vai aproveitando estes adversários para colorir as estatísticas. Tal como Martinez, quero ver o que fará na fase final...se ainda jogar. Na última, não só fez pouco, como contaminou todo o ambiente em redor da equipa.




BILHETES? PARA QUEM? COMO? ONDE?

Gostava mesmo que os responsáveis da bilhética do Benfica se vissem na necessidade de comprar bilhetes para um destes jogos de enchente, como o do Inter. O que me parece é que não fazem a menor ideia de como as coisas (não) funcionam. Andam pelos camarotes, pavoneando-se entre convidados e gente Vip, e o povo que se lixe.
As Apps ganham prémios, são destacadas nas galas, mas na hora da verdade...
Tenho Red Pass, e para mim, pessoalmente, não tenho problemas, a não ser pagar. Tentei comprar bilhete para uns amigos, ambos sócios, através da aplicação. Depois de três horas e meia em fila de espera virtual, chegada a minha vez, já não aparecem lugares disponíveis. Faço refresh durante mais meia-hora, e lá aparece um lugarzinho a verde em cima duma árvore. Clico e a maravilhosa App diz que, afinal, não está disponível. Repito o processo. Ao fim de dezenas de tentativas lá aparece um outro lugar que está mesmo disponível. Eram dois bilhetes, só aparece um lugar. Enfim, do mal o menos, só vai um. Paciência, pelo menos consigo alguma coisa. 
Nada disso. Introduzo os dados, e ao fazer checkout, a App, por motivos que desconheço, não permite concluir. Tenho dez minutos para completar o processo. O tempo vai passando, volto a introduzir todos os dados, tento com diferentes meios de pagamento, e nada. Ao fim dos dez minutos a App cai. Volto a entrar, e vou para o fim da fila, com estimativa de mais uma hora de espera. Obviamente, desisto.
Louva-se a tentativa de modernizar a bilhética e torná-la igualmente acessível a todos os pontos do país. Mas as coisas na verdade, não funcionam. Roçam o ridículo.
Gostava de saber como, e quem, comprou bilhetes de sócio normal durante o dia de hoje. Talvez só especialistas em informática, e em manipular aplicações. Pela via normal, parece-me impossível.
Talvez os preços sejam demasiado baixos. Dir-me-ão que seria injusto apenas poderem ir pessoas com maior poder de compra. Tão injusto como só poder ir quem tem disponibilidade para estar o dia inteiro parado numa fila, ou em frente a um computador sem fazer mais nada. Tal como injusto antes era, quando só podia comprar bilhetes quem vivia em Lisboa.
Enfim. Tenho dúvidas, e não sei qual a melhor solução. Talvez um rateio, com inscrição prévia. Assim, francamente, não.

DE QUE ESTAVAM À ESPERA?

João Mário foi assobiado no jogo da Selecção em Alvalade.
Logo caiu o Carmo e a Trindade, e até já houve comunicados da FPF. 
Mas, agendando jogos de Selecção a meio da fase mais quente das competições clubistas, espera-se o quê? Um grande fervor nacionalista? Um "vamos parar tudo, e já voltamos"? Um "temos grande paixão pelo futebol, mas agora isso não interessa, o que interessa é Portugal"?
Não. A mim, pessoalmente, não me é possível vibrar muito com a Selecção numa altura destas - para mais numa partida frente a um semi-país, que não joga nada, e que Portugal nem sequer devia defrontar. E aceito perfeitamente que aos adeptos do Sporting também não seja oportuno despir a camisola. Há que ser honestos: ponha-se o Otávio a jogar na Luz neste momento e o que acontece? Ora.
Queira-se ou não, quem paga o futebol em Portugal são os adeptos ferrenhos de Benfica, Sporting e Porto. São esses que permitem receitas, audiências, patrocínios, e com isso, bons resultados internacionais dos clubes. São esses que pagam Sportvs, Elevens, bilhetes caríssimos e lugares cativos. São esses que compram jornais desportivos. São esses que fazem girar a manjedoura, de onde muita gente se alimenta. Não os que, circunstancialmente, e por conta de descontos no Continente, vão de vez em quando, em família, ver o Ronaldo ao vivo. Nem os jornalistas ou comentadores politicamente correctos que mal fingem isenção, e devem os seus ordenados aos tais fanáticos que tanto criticam.
O mundo mudou, e o futebol também. Há que lidar com ele como ele é, e não esperar que seja aquilo que um dia possa ter sido, ou que alguém gostaria que ainda fosse. Isto vale para os calendários FIFA, e vale também, aqui no burgo, para legislação absurda como a que obriga à centralização dos direitos televisivos.
Se um dia os tais fanáticos de Benfica, Sporting e Porto se fartarem, e o futebol português voltar então, à força, a ser o que esta gente pretende que seja, acaba-se o mediatismo, acaba-se o dinheiro, e acabam-se os tachos.  Se é isso que querem...

NOTA FINAL: Já que entrou a dois minutos do fim, depois do Ruben Neves, depois do Vitinha, e apenas para ser vaiado, deixo um conselho ao João Mário: faça o mesmo que Rafa, e deixe-se de ronaldices.

PAUSA ESTÚPIDA

O futebol de selecções está a tornar-se embirrante. E a culpa é da FIFA.
As pausas a meio da temporada de clubes são todas estúpidas - os meses de Junho e Julho seriam os indicados para as competições de selecção, quer apuramentos, quer fases finais, como sucede com algumas modalidades. Mas à excepção do último Mundial em Dezembro no Catar (que, espero, nunca se repita), esta pausa primaveril, numa altura em que os campeonatos nacionais e as provas europeias estão a ferver, é a mais estúpida de todas.
Não conheço um único adepto de futebol que aprecie isto. No calor das competições, stop! Parem lá com a festa, e vamos aqui jogar uns joguitos entre países (por vezes até amigáveis). Vamos levar os jogadores, devolvê-los lesionados ou cansados, em nome de...nada. Alguns clubes ficam sem os seus craques, outros sem o plantel inteiro, outros simplesmente metem férias. Um absurdo total, num fenómeno altamente profissionalizado e mediatizado. Um anti-climax na paixão dos adeptos. 
Até no interesse da própria FIFA, condensar estes jogos num único momento do ano dar-lhes-ia muito maior visibilidade e interesse. Todos ganhavam: clubes, adeptos, patrocinadores, televisões, e, creio, a própria FIFA.
A quem interessa isto assim? Francamente não sei. Deve haver uma explicação, mas desconheço-a.
Como outras barbaridades, tais como a própria existência do mercado de Inverno, e o mercado de Verão com as competições já a decorrerem: em 2013 o Benfica perdeu o campeonato por um ponto, depois de Lima, jogador do Benfica durante quase toda a temporada, ter marcado o golo do empate do Braga na Luz na primeira jornada. Parece anedota. Aconteceu mesmo.
O futebol tem muita coisa estranha. Algumas, as que têm a ver com circuitos financeiros, embora não concordemos, conseguimos percebê-las. Outras, simplesmente não se entendem. 
Dito isto, e agradecendo desde já ao novo seleccionador nacional ter deixado Florentino em repouso, olho para a convocatória e parece-me que nada mudou: a selecção FPF continua a ser a equipa de Ronaldo e seus amigos. Estes jogos não vão servir para avaliar nada, mas enquanto houver uma prima donna que, com quase 40 anos quer ser sempre titular, não quer nunca ser substituído, quer que lhe passem a bola em todas as situações, quer que os golos sejam todos dele e de mais ninguém, quer marcar todas as bolas paradas, não quer correr muito, e quer que joguem apenas os seus amigos, os resultados continuarão a ser decepcionantes. E assim se perde uma geração de excepcional talento.

PRIMEIRA PARTE DE LUXO

Como dá gosto ver jogar este Benfica. A primeira parte foi um verdadeiro regalo para a vista, e para a alma. Futebol envolvente, recuperações rápidas, trocas de bola com critério, muita confiança, muita arte. Como diz a claque: a jogar assim serás o campeão.
Faltam muitas jornadas, a Champions vai exigir desgaste e foco, o plantel ficou subitamente curto (com as saídas de Janeiro, com as lesões de Draxler e Guedes, e com a demorada afirmação dos nórdicos, não sobram muitas alternativas em alguma posições), e as pausas FIFA trazem más recordações. Porém, a vantagem começa a ser de algum modo confortável para pôr os encarnados a salvo de contrariedades. Pelo menos, é nisso que acredito. É nisso que todos os benfiquistas acreditam.
Destaque para João Mário. É impressionante a época que está a fazer. Melhor marcador da Liga, um dos melhores da Champions, peça chave da equipa. Aliás, há vários jogadores do Benfica em máximos de carreira: de Vlachodimos a Grimaldo, de Florentino a Rafa, de Chiquinho a Gonçalo Ramos, sem falar de António Silva.
Agora, a estúpida pausa – qual o adepto de futebol que gosta disto? -, e depois um jogo, a meu ver, determinante. Ganhando em Vila do Conde, dificilmente o título fugirá.

ONZE PARA O VITÓRIA


UM ADVERSÁRIO COM HISTÓRIA

A EQUIPA:

Um plantel fortíssimo, caríssimo, mas, como se viu frente ao FC Porto, não inultrapassável. As laterais são permeáveis (pouco apoio dos médios), e os avançados estão longe do seu melhor. O próprio guarda-redes, tem dias. Pontos fortes: dão pouco espaço dentro da área, e partem bem para o contra-ataque, com três médios muito criativos.

A HISTÓRIA:
Em 1965, uma final azarada para o Benfica - que havia vencido o Real Madrid por 5-1. No estádio do adversário, sob chuva intensa, um frango de Costa Pereira ditou o resultado. Depois, o mesmo acabou por se lesionar e ter de sair, numa altura em que não havia substituições. Germano foi para a baliza, e o Benfica, mesmo com dez, ameaçou o Inter, e diz quem viu que merecia ganhar. Estes eram, também para muitos, o melhor Inter e o melhor Benfica das respectivas histórias.
Em 2004, numa altura em que o Benfica (de Luisão, Petit, Simão e Nuno Gomes) procurava recuperar a sua identidade depois do chamado "vietname", e numa temporada em que regressava às competições europeias depois de dois anos de ausência, o Inter (de Zanetti, Materazzi, Recoba, Adriano e Vieir) foi rival demasiado forte para as aspirações encarnadas na Taça UEFA. Nos oitavos, 0-0 na Luz, e um vibrante 3-4 em San Siro, num jogo em que o Benfica chegou a estar em vantagem, e vendeu cara a derrota.
Em 2008, na primeira edição da Eusébio Cup, o Inter de José Mourinho onde brilhavam Júlio César, Maicon, Zanetti, Figo e Ibrahimovic, campeão europeu na temporada seguinte, venceu o Benfica no desempate por grandes penalidades.
Ou seja, o Benfica nunca ganhou nada ao Inter. Será desta?

ESPAÇO PARA SONHAR

Foi um sorteio à Fernando Santos 2016. Melhor era quase impossível (único detalhe contra: a alteração da ordem dos jogos no San Siro, obrigando a jogar na Luz a primeira mão com o Inter).
Nestas situações, entre sorrisos de orelha a orelha, entre a apreensão dos rivais, há sempre lugar a algum deslumbramento. Calhou-nos de facto um dos adversários teoricamente menos difíceis do pote. Mas isso não significa que seja fácil. Longe disso, pois estamos a falar das oito melhores equipas do mundo.
Será muito difícil bater o Inter. E ainda mais um super-Nápoles, numas eventuais meias-finais. 
O caminho para a final é, pois, sinuoso. Seria sempre, mesmo na melhor das hipóteses (que é esta). Também Nápoles, Inter e Milan estão a soltar garrafas de champanhe, e isso tem de nos fazer pensar. Muito difícil, muitíssimo difícil, mas desta vez, pela primeira vez desde 1992, não totalmente impossível. Não é totalmente impossível ao Benfica estar em Istambul. E há que fazer tudo para aproveitar a oportunidade histórica que este sorteio está a colocar, e que dificilmente voltará a acontecer no futuro próximo.

A MINHA CONVOCATÓRIA PARA A SELECÇÃO

DIOGO COSTA (sem frangos)
CLÁUDIO RAMOS
RODRIGO CONCEIÇÃO
PEPE
FÁBIO CARDOSO
DAVID CARMO
MANAFÁ
GONÇALO INÁCIO
RICARDO ESGAIO
NUNO SANTOS
OTÁVIO
ANDRÉ FRANCO
ANDRÉ HORTA
ANDRÉ CASTRO
PIZZI
TRINCÃO
POTE
PAULINHO
RICARDO HORTA
EVANILSON
IURI MEDEIROS
BRUMA
GALENO

Deve dar para ganhar ao Liechtenstein, salvando os jogadores do Benfica desta estúpida paragem - cujas calendarizações começam a fazer do futebol de selecções uma coisa extremamente antipática. 


GRANDES, ASSIM-ASSIM E PEQUENOS

Registo Taça/Liga dos Campeões

ORDEM DE PREFERÊNCIAS


Hesito na preferência entre Milan e Inter. Por um lado, gostava de eliminar a equipa que eliminou o FC Porto (enfim, patriotismo 😁). Por outro, o Milan parece-me ligeiramente mais fraco (está abaixo no ranking, perdeu 3-0 com o rival na Supertaça, está atrás na Liga, perdeu o último dérbi, foi eliminado na Taça, e tem um plantel porventura menos cintilante), além de que seria um jogo interessante para Rui Costa, e um grande clássico da prova (já com duas finais a vingar).
O Nápoles tem sido uma máquina trituradora em Itália e na Europa. Tem o campeonato ganho, pelo que pode apostar as fichas todas na Champions. Mas não sei se na hora da verdade a falta de tarimba internacional não pesará. Enfim, na dúvida fica com o lugar 3.
Chelsea não está a fazer uma grande época, mas tem um super-plantel - que se vai agigantar nesta competição. Preferia apanhá-los mais à frente. Seria justiça poética, depois de lhes sacar 126 milhões, eliminá-los. Com um golo de Chiquinho...
Quanto aos três "tubarões", o critério é que com o Bayern estou farto de jogar...e perder. Bayern? longe! Com o City nunca jogámos, e até seria engraçado defrontar Ederson, Ruben e Bernardo, embora a eliminação estivesse mais ou menos garantida. Com o Real, além da maior facilidade de ver o jogo em Madrid, temos boas recordações (nos três jogos oficiais, em dois deles demos uma "manita", e até na Eusébio Cup foi outra "manita"), há muito tempo que não jogamos (nunca vi, a nível oficial), é também um grande clássico, e dado o perfil da equipa espanhola, se a possibilidade de eliminação é equivalente a City ou Bayern, a possibilidade de goleada humilhante parece-me menor.
Como o bom é inimigo do óptimo, diria que se calhar Milan, Inter, Nápoles ou Chelsea, ficarei feliz. Caso contrário, de monco caído. Na primeira hipótese o Benfica poderá sonhar com umas históricas meias-finais. Na segunda, restará tentar cair de pé, e a consolação de ter estado pela segunda vez consecutiva nos quartos, sendo a única equipa portuguesa a fazê-lo.

ORGULHOSAMENTE SÓS

Tal como na época passada, o Benfica volta a ser a única equipa portuguesa nos quartos de final da Champions. E na verdade é a única que tem classe para lá estar.
Agora, venha de lá o Inter para tirar teimas. 

FALTAM 10 FINAIS...OU TALVEZ MENOS

Sem Rafa, sem Guedes, nas ilhas, atrasos nos voos, pós Champions, pós vitória do rival, adversário aflito. O jogo com o Marítimo tinha vários ingredientes capazes de causar apreensão.
A verdade é que o Benfica deitou para o lixo todas essas condicionantes, e jogou como se não houvesse amanhã. Quando chegou ao golo, já havia criado pelo menos três ocasiões flagrantes para marcar - inclusivamente uma grande penalidade desperdiçada. E nem tanto desacerto na hora de finalizar perturbou a equipa, que se manteve serena, sabendo que, assim, mais tarde ou mais cedo acabaria por ser feliz.
A diferença na segunda parte é que, nesta, marcou rapidamente, acabando com as dúvidas. A vitória ficou desde logo garantida, e até final deu para passear e desperdiçar mais algumas chances de golo. 
João Mário esteve no melhor (assistência e golo), mas também no pior (desperdícios na primeira parte). Neres - que, com Rafa, provavelmente nem seria titular - acabou por ser o homem do jogo.
Schjelderup e Tengstedt jogaram uns minutos, o suficiente para se perceber porque motivo ainda não se haviam estreado. Convém que acelerem o ritmo, pois o plantel é curto, e precisa da afirmação destas duas contratações.
Quanto ao árbitro, pouco ou nada a dizer. Terá sido das arbitragens mais tranquilas de Fábio Veríssimo  - que, ao contrário de outras ocasiões, desta vez não fez questão de ser protagonista.
Faltam dez jogos. Mas se o Benfica ganhar os próximos sete, será matematicamente campeão. Ainda assim são muitas e difíceis finais.

O MUNDO PERFEITO

QUARTOS-DE-FINAL
Bayern-Real
City-Chelsea
Napoli-Inter
Milan-Benfica

MEIAS-FINAIS
Real-Chelsea
Inter-Benfica

FINAL
Benfica-Chelsea (1-0 golo de Chiquinho aos 90+2)

Como dizia José Torres, deixem-me sonhar...


QUARTO NOS QUARTOS

Presenças nos Quartos-de-Final da Taça/Liga dos Campeões:
NOTA: Inclui grupos, quando eram apenas dois, e davam acesso à final - exemplo 1991-92.

POUCA SORTE

No novo formato da prova, sempre que o Benfica chegou aos Quartos-de-Final da Champions, teve pouca sorte no respectivo sorteio. No quadro abaixo podemos verificar que lhe calhou invariavelmente uma das duas melhores equipas em prova - isto atendendo ao ranking da UEFA da altura. E nas cinco ocasiões, quatro dos adversários viriam a ser finalistas (dois deles vencedores).
Em 94-95 havia Goteborg e Hajduk, calhou o campeão europeu, primeiro do ranking e futuro finalista Milan. Em 05-06 havia Lyon e Villarreal, calhou o poderoso e futuro campeão Barcelona, de Ronaldinho Gaúcho, Eto'o e Messi. Em 11-12 havia Marselha e Apoel, calhou o futuro campeão Chelsea. Em 15-16, havendo Wolfsburgo, saiu o Bayern de Guardiola, então tido como principal favorito ao título . E na temporada passada, com Villarreal em prova, calhou o finalista Liverpool de Klopp.
 

Nos Oitavos, pelo contrário, Ajax, Zenit duas vezes, e agora Brugge, marcam uma tendência de alguma fortuna. Só em 2006 o adversário era de topo (o campeão em título Liverpool de Rafa Benitez). Passados os belgas, esperemos que desta vez o ciclo se inverta. 
Venha então de lá o Milan.

UM NOME PARA A HISTÓRIA

Goleadores do Benfica em jogos internacionais:

 Apenas na Taça/Liga dos Campeões:

Se descontarmos o King, só um não ponta-de-lança bate o nosso 27: José Augusto.

UMA EQUIPA PARA A HISTÓRIA

Número de vitórias em jogos internacionais por temporada:

TEMOS HOMEM

Fui fã desde a primeira hora, e chegará o dia em que alguns benfiquistas irão perceber, enfim, que Odysseas é um grande guarda-redes...para a realidade do clube. E então, o grego será consensual.
A mesma incompreensão aconteceu com Cardozo, Nené, Vítor Paneira e outros, mal-amados pelo Terceiro Anel, e a quem só mais tarde foi feita justiça.
Odysseas não é Ederson. Não é Oblak. Esses estão no lote dos melhores do mundo. Rafa também não é Mbappé. E Gonçalo Ramos não é Haaland. É preciso perceber que no futebol actual, o Benfica, só circunstancialmente, e por pouco tempo, pode ter os melhores do mundo. Para a realidade portuguesa, Odysseas Vlachodimos é guarda-redes de equipa campeã, e espero que continue no Benfica por muito mais tempo. A renovação é, pois, uma excelente notícia.

NO TOPO

Ranking da temporada - UEFA

 

(MAIS UMA) NOITE DE GALA

Pode ser que um dia mais tarde nos lembremos desta temporada como uma das mais belas da história recente do Benfica. Ainda não o sabemos. Faltam os títulos - ou melhor, o título -, e falta também saber até onde pode ir o conjunto de Roger Schmidt nesta Liga dos Campeões, em que tem brilhado desde início, em que já está nos oito melhores, e onde ainda há um ou outro possível adversário, digamos, não inultrapassável.
Aliás, as belas noites europeias já vêm da época passada, e começaram ainda com Jorge Jesus e o triunfo por 3-0 sobre um Barcelona que, percebe-se agora, não era assim tão fraco como certos comentadores televisivos na altura diziam. Prosseguiram com Nélson Veríssimo, e uma inesquecível vitória em Amesterdão diante de um Ajax que, percebemos então, não era assim tão forte como certos comentadores televisivos disseram após uma goleada aplicada ao Sporting em Alvalade. E têm agora, com Roger Schmidt, todo o esplendor do futebol de ataque e dos golos maravilhosos, mandando às malvas todos os comentadores televisivos.
Frente ao Brugge - equipa, que, recordemos, deu 0-4 no Dragão, e eliminou o Atlético de Madrid -, o Benfica marcou golos maravilhosos. Jogou muito e bem. E não precisou de puxar demasiado pelas pernas para golear e acabar com qualquer dúvida que ainda persistisse nas almas mais pessimistas.
Durante a primeira parte, e até ao golo de Rafa, a equipa belga tentou remar contra as evidências. Ainda assustou num ou noutro lance, um deles valendo penalizador cartão amarelo a Otamendi. Depois, com dois golos de rajada perto do intervalo, veio ao de cima a classe do Benfica, e também o período de pouca ou nenhuma confiança que o Club Brugge atravessa. Foram cinco, podiam ter sido mais. 
E eis o Benfica, novamente, entre a elite europeia. Entre os oito maiores. Pelo segundo ano consecutivo, algo que não acontecia desde a gloriosa década de sessenta. Com outro recorde: o número de vitórias europeias numa temporada já vai em dez!!!
Destaques individuais vão para Rafa, Ramos e Chiquinho (que se tornou no óbvio substituto de Enzo Fernandez, encontrando enfim a sua posição natural, e o espaço onde mostra grande utilidade para a equipa). Por outro lado, continuo a não perceber o que Bah tem a mais do que Gilberto.
Ah, já me esquecia que também há árbitros na Liga dos Campeões. Por vezes nem parece, pois mal se dá por eles. É que já é a terceira, quarta ou quinta grande arbitragem que vejo nesta prova, o que mostra que, com VAR, só erra mesmo quer quer. 
Agora venha de lá o Milan ou o Tottenham. Sobretudo, que o diabo afaste de nós os cálices de Real, City e Bayern (ou PSG). Se assim for, haverá espaço para sonhar com as meias-finais, algo que, desde 2005, só uma vez tocou a alguém fora dos chamados "Big Five": o Ajax em 2019. Seria histórico, mas ainda falta um longo e sinuoso caminho.

ONZE PARA A CHAMPIONS

Entrada forte, para não dar grandes esperanças aos belgas. Não esquecer que esta equipa ganhou 4-0 no Dragão, e eliminou o Atlético de Madrid. Os jogadores são os mesmos, e a qualquer momento podem lembrar-se de fazer o jogo do ano.
O Benfica tem tudo na mão, mas não a pode abrir.

MAIS TRÊS PONTOS

Missão cumprida. Vitória e três pontos, vantagem de 11 à condição.
Se em Vizela o resultado foi melhor do que a exibição, neste jogo quase se pode dizer que sucedeu o contrário. Pelo menos tendo em conta que até aos 92 minutos a dúvida persistia no marcador, mesmo após um jogo completamente controlado pelo Benfica. 
É preciso dizer que este Famalicão mostrou um futebol penoso. Vinha de autocarro, e após sofrer o primeiro golo deu ideia de não saber mais o que fazer. Não tinha plano B. Quase não passou do meio campo. Ainda assim dispôs de um canto já perto do fim da partida, que fez arrepiar a Luz. 
A exibição do Benfica valeu pela intensidade que colocou na recuperação rápida da bola, ainda que a primeira parte não tenha oferecido grandes ocasiões de golo. 
Na segunda, então sim, criou um par de oportunidades flagrantes, que podiam, e deviam, ter matado a partida mais cedo. Mas... tudo está bem quando acaba bem, e neste caso a noite acabou com mais um golo de Gonçalo Ramos - evidentemente, o homem do jogo.
Falta falar da arbitragem, que ignorou uma grande penalidade clara. Culpa sobretudo de Vasco Santos, que estava a comer pipocas na cidade do futebol. Se é assim, então concordo com Pinto da Costa: mais vale acabar com o VAR. 

TUDO EM FAMÍLIA

BENFICA-FAMALICÃO
Árbitro: Soares Dias (AF Porto)
VAR: Vasco Santos (AF Porto)

CHAVES-FC PORTO
Árbitro: Manuel Oliveira (AF Porto)
VAR: Rui Oliveira (AF Porto)

Mais palavras para quê?

MUITO BARULHO. POUCA SUBSTÂNCIA.

- Pagar dois milhões por um penálti com o campeonato perdido, e a depender de terceiros para o 2ª lugar?
- Suspeitar de um jogo no Bessa que não contava para nada, que só serviu para festejar de cabeças pintadas, tendo até terminado num empate?
- Suspeitar de goleadas como se essa fosse a forma de favorecimento mais discreta? 
- Investigar por favorecimento ao Benfica um árbitro que deu um campeonato ao FC Porto com um penálti fora da área em Paços de Ferreira?
- Investigar contas bancárias por suposta corrupção, como se pagamentos ilegais fossem normalmente  feitos por transferência? Afinal é transferência ou saco azul? Afinal é comprando o passe dos jogadores ou pagando por baixo da mesa?
- E ninguém se lembrou do Portimonense?
Das duas, uma: ou os investigadores são absurdamente incompetentes, ou tudo isto não passa de uma campanha difamatória e persecutória, que de uns ramos caídos pretende construir uma floresta, e que visa condicionar e perturbar o Benfica num momento em que segue destacado na frente e ameaça tornar-se campeão (e já agora, muito obrigado José Eduardo Moniz).
É preciso também lembrar a toda a gente que: suspeito é diferente de investigado, que por sua vez é diferente de arguido, que também é diferente de acusado, que é diferente de julgado após debate instrutório, que é diferente de uma condenação, que é diferente de uma sentença transitada em julgado. É que nos jornais parece tudo a mesma coisa.
Por agora, apenas temos condenações individuais no E-Toupeira (Paulo Gonçalves e um funcionário judicial) sujeitas a recurso, e temos acusações (SAD, Vieira, DSO e Miguel Moreira) no Saco Azul, sem se saber se vão sequer a julgamento, e sem que num despacho ou noutro se vislumbre qualquer referência a corrupção desportiva. Em concreto, é isto que há. A partir daí, cada um cria as suas fantasias, mais ou menos molhadas. 
Quanto à situação de Domingos Soares de Oliveira na SAD, confio em Rui Costa para tomar a melhor decisão. Acusado de fraude fiscal parece mais confortável demiti-lo e afastar um foco de contestação. Mas não sei o que se passou, se tem culpa nalguma coisa, e também não seria boa ideia ir atrás de todo este foguetório. 

NADA DE POUPANÇAS

O Brugge é muito importante. Mas o Famalicão também, e vem de duas vitórias consecutivas. Ao contrário do jogo com os belgas, diante dos minhotos o Benfica não entrará em campo a ganhar 2-0, mas sim com um desagradável 0-0.
Há que entrar com tudo, como se fosse uma final. Como digo há várias semanas, este conjunto de jogos do campeonato até à recepção ao FC Porto são determinantes. São os quatro mais importantes da temporada (Famalicão, Marítimo, Guimarães e Rio Ave). Se o Benfica os vencer, acho que o título não fugirá.
PS: Guedes (lesionado) por Neres.

O INIMPUTÁVEL



Este senhor viu, em toda a Liga, metade dos cartões amarelos do...Rafa !?!? Agressões em quase todos os jogos, normalmente seguidas de simulações, entradas assassinas e intimidação de adversários, sempre toleradas ou ignoradas pelos árbitros. A culpa não é dele, mas sim de quem não tem coragem para aplicar as leis do jogo. Haja coragem para, ao menos uma vez, mostrar um cartão vermelho a Pepe. Só uma vez.

A CENTRALIZAÇÃO DE DIREITOS TELEVISIVOS É...

 ...roubar dinheiro dos bolsos dos benfiquistas (clube mais popular e com maiores audiências) para entregá-lo a contas offshore de administradores vigaristas de SAD's sinistras.
Centralização? Sim, mas só com uma drástica redução de clubes na Liga. Por mim, seriam oito, e mais do que doze é um exagero.
Clubes a sério: Benfica, Sporting, Porto, Braga, Guimarães, Boavista e Marítimo. O resto? Segunda divisão, sem ligas, nem direitos, nem transmissões televisivas - que não interessam a ninguém.
O futebol profissional é para clubes com sócios, com adeptos, com estádios e com história. Não para SAD's fantasma, que só andam à procura de obter e fazer rodar dinheiro fácil, ou alimentar egos de caciques locais endinheirados, à conta dos adeptos de terceiros.

TUDO A VER

O meu ídolo de infância era Chalana. Já não tenho idade para ídolos, nem para grandes ilusões, mas quem hoje mais se assemelha ao "Pequeno Genial" é Rafa. Muitas vezes penso nisso quando o vejo a arrancar, com a bola controlada quase colada ao pé, driblando em velocidade este mundo e o outro.
Foi bonito ver a homenagem ao ídolo do passado, e o reconhecimento ao craque do presente. Um e outro, até na fisionomia, bem parecidos. Ambos nascidos no Barreiro. Uma lenda. Outro a escrever ainda a sua história. Daqueles que vale a pena pagar o bilhete só para os ver. 
E agora venha de lá, pelo menos, o 38!