TAÇA DA LIGA
O jogo com o Penafiel merecia outro desfecho. O Benfica entrou bem, e mostrou durante quase todo o tempo que a Taça da Liga não é para brincadeiras. Foi pena não ter goleado, ficando agora obrigado a vencer em Moreira de Cónegos. Foi o 27º jogo sem perder. 33º contando com a pré-época.
E VÃO 43!
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SEMPRE A RITMO
O Estrela bateu-se bem, mas nada pôde frente a uma equipa que, mesmo desfalcada de seis titulares, se apresentou confiante, fresca e disposta a resolver cedo a partida.
DISPONÍVEIS - actualização
DISPONÍVEIS: Odysseas Vlachodimos, Helton Leite e Leo Kokubo; Gilberto, Lucas Veríssimo, João Victor, Alex Grimaldo, André Almeida, John Brooks, Morato, Mihailo Ristic e Gil Dias; Florentino Luís, Chiquinho, David Neres, Rafa, Diogo Gonçalves, Julian Draxler, Cher Ndour, Martim Neto e Diego Moreira; Petar Musa e Rodrigo Pinho.
SELECÇÃO PORTUGAL: António Silva, João Mário e Gonçalo Ramos.
SELECÇÃO ARGENTINA: Nicolas Otamendi e Enzo Fernandez.
SELECÇÃO DINAMARCA: Alexander Bah.
SELECÇÃO SUB 21: Samuel Soares, Paulo Bernardo e Henrique Araújo.
LESÕES: Fredrick Aursnes.
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TAÇA DA LIGA
Plantel disponível:
Helton Leite e Kokubo; Gilberto, Lucas Veríssimo, João Victor, Grimaldo, Brooks e Ristic; Florentino, Chiquinho, David Neres, Rafa, Diogo Gonçalves e Gil Dias; Petar Musa e Rodrigo Pinho.
A partir do 2º jogo também Vlachodimos, Paulo Bernardo e Henrique Araújo.
Lesionados: Morato, Aursnes e Draxler.
Jogos:
DOMINGO, 20/12, 19.00h: Estrela da Amadora (fora)
SÁBADO, 26/11, 20.45h: Penafiel (casa)
SÁBADO, 17/12, 19.00h: Moreirense (fora)
(?) QUINTA, 22/12: Arouca ou Santa Clara (casa)
PS: Confesso que me esqueci do André Almeida. Mas também não sei se ele efectivamente conta. Quanto ao Morato, não tenho a certeza de estar disponível para o primeiro jogo. E os da equipa B, com excepção do Samuel Soares e do Paulo Bernardo (nos sub 21), estão obviamente à disposição de Roger Schmidt.
QUEIROZ, MOURINHO, PAULO BENTO, SARRI, RANGNICK, TEN HAAG...
Infelizmente, este novo capítulo da novela já não me surpreende. CR7 não está a saber conviver com a sua própria decadência, quer arrastar o Manchester United com ele, e temo que arraste também a selecção portuguesa. Enquanto foi o melhor do mundo (ou um dos melhores, para ser rigoroso), limitou-se a existir e a exibir-se, sempre num registo absolutamente narcisista, perante a plateia de bajuladores. Agora que não é, parece empenhado em destruir sua imagem de figura pública portuguesa mais conhecida de todos os tempos. Quase sinto pena de alguém que, tendo muito dinheiro, já não tem mais nada para além disso. E isso, no meu ponto de vista, é pouco.
Talvez no Mundial - competição curta, de momentos e instantes - possa ainda fazer ouvir um canto de cisne. Vai picado e certamente tentará sair por cima. Para bem de Portugal, oxalá o consiga. Mas sinceramente não espero muito. Não espero nada.
1º CICLO TERMINADO
A exibição não foi das melhores, e só a espaços encantou. Os benfiquistas começam a estar mal habituados, e já esperam ópera de cada vez que vão à Luz. Mas o campeonato é isto. Umas vezes joga-se melhor, outras nem tanto. O importante é ir conquistando os pontos.
Segue-se a longa paragem. Enfim, há Taça da Liga, mas não é a mesma coisa.
O Campeonato regressa com a deslocação a Braga. Esse vai ser um jogo determinante, quer pelo grau de dificuldade, quer pela afirmação da equipa perante esta inoportuna quebra de ritmo.
CONVOCATÓRIA
Com Otávio em campo é-me francamente difícil ter algum entusiasmo com o Mundial - ainda por cima nesta altura do ano, e num país que o comprou através de corrupção e onde os direitos humanos mais básicos não são respeitados.
EM FRENTE NA TAÇA
TUDO CORRE BEM...
É interessante também verificar que entre Real Madrid, Liverpool, PSG e Bayern dois vão ficar já de fora.
Será esta uma Champions histórica para o Benfica? Acredito cada vez mais que sim.
CÉUS!!! ATÉ CHIQUINHO?!? ATÉ RISTIC?!?
A TOCAR NOS CÉUS
Ao intervalo o resultado era mentiroso. Contei quatro ocasiões de golo desperdiçadas pelos encarnados, que depois de se colocarem em vantagem permitiram o empate num penálti fortuito.
Na segunda parte, mesmo com substituições forçadas, mesmo com algumas segundas linhas, começou o festival. E quando assim é, meus amigos, ninguém pára este Benfica.
Foi o segundo, depois o terceiro, e ora toma lá mais um, e ora dá cá outro, até chegar à meia-dúzia, a conta certa para a liderança. Até Chiquinho brilhou (naquele que foi seguramente a sua melhor exibição de Manto Sagrado vestido). O melhor em campo? Talvez João Mário, no meio de várias prestações notáveis, e algumas delas mesmo surpreendentes - Chiquinho, Diogo Gonçalves).
Não há muitas palavras para esta equipa. Já o escrevi, e volto a escrever: é das melhores de que me lembro. Temo que os efeitos da longa paragem do Mundial possam interferir nesta dinâmica, que por ora é absolutamente esmagadora. Se tal não acontecer, espera-se uma época triunfante. Uma época gloriosa, que os benfiquistas já merecem há algum tempo.
PARA GANHAR
UM BOM TREINO
É assim que eu gosto: jogo resolvido nos primeiros minutos, e segunda parte tranquila até a sonolência.
O jogo com o Chaves não foi só isso. Houve bom futebol e mais algumas jogadas maravilhosas. Houve cinco golos, poderiam ter sido oito.
Este Benfica seduz, empolga e faz sonhar qualquer um. Até agora é dos melhores do meu tempo, e a cada jornada que passa mais me convenço de que será assim até ao fim. Veremos.
Pena não haver ali um Cardozo, ou um Mitroglou (já nem peço um Jonas...) , que materialize muitas das oportunidades desperdiçadas. Ainda assim Ramos é o melhor marcador do campeonato - e é também um jovem com muito futuro, que não devia ter ainda tamanha responsabilidade sobre as costas. Talvez Janeiro traga uma surpresa.
COM O CHAVES - atenção à ressaca
Neres será importante neste jogo, e como Aursnes parece cada vez mais difícil de tirar do onze, e Enzo descansa em Israel, o sacrificado seria desta vez Florentino. Bah não está na sua melhor forma, pelo que se espera o regresso de Gilberto, mais fresco, à posição. Quanto ao ponta-de-lança (ponto fraco desta equipa), daria descanso a Ramos e apostaria em Musa - é o que há.
RENOVAÇÃO PARA ONTEM - o melhor salário para o melhor jogador
Há notícias de que está em processo de renovação. Espero que seja verdade, e aconselho Rui Costa a ser generoso: Rafa merece, sem sombra de dúvida, o melhor salário do plantel.
Seria fastidioso procurar, mas há neste espaço vários textos, fundamentalmente desde 2019, a chamar a atenção para o talento que ali estava. Muitos discordavam (nunca percebi porquê), mas já nessa altura, foi ele, mais do que Félix ou outro qualquer, a grande figura do último campeonato ganho pelos encarnados. E mesmo na temporada passada foi rei das assistências em Portugal, e senhor de grandes exibições na Champions.
Chalana foi o meu ídolo de infância. Por vezes vejo em Rafa reminiscências do "Pequeno Genial". E gostaria bastante que fosse ele a vestir a sua camisola dez, que também foi a de Rui Costa, Valdo, Aimar ou Jonas. É esse o número que veste. Esta época talvez já seja impossível, mas a partir de Julho, o próprio Chalana, esteja lá onde estiver, aplaudirá.
Quanto à Selecção, espero que Rafa não volte atrás com a palavra, até para não o ver sentado no banco à espera que o "dono daquilo tudo" entenda ser altura de o deixar jogar uns minutinhos.
A renovação, essa é para ontem.
M E M O R Á V E L !!!
PARA GANHAR
SEM ESPINHAS
Pode dizer-se que a expulsão precoce de Eustaquio condicionou o jogo. Mas sendo ela indiscutível, tratou-se tão somente de um momento de sorte, que o Benfica acabou por merecer.
As mexidas ao intervalo, depois de uma primeira parte pouco conseguida, deram luz ao Benfica. Sobretudo por via da entrada de Neres, que deu posse de bola e acutilância. O Porto teve dez minutos de pressão entre os 75 e os 85, e com excepção desses momentos, a segunda parte foi do Benfica.
Rafa decidiu, mas foi Neres a chave que abriu as portas da vitória. Abaixo deles houve algumas exibições boas, outras razoáveis, e algumas menos felizes. Isso agora pouco interessa. Os três pontos é que contam, e venha a Juve.
O árbitro teve uma actuação imaculada, surpreendendo pela coragem que teve ao resistir a todas as pressões, simulações e provocações que são habituais naquele estádio.
RECEITA PARA O DRAGÃO
RAZIA
JÁ PASSOU
O Benfica correu riscos. Correu demasiados riscos. Mas passou a eliminatória, que era o mais importante.
Não fosse o erro de António Silva (todos os cometem, veja-se Cancelo) e tudo seria mais ou menos normal. O empate, naquele momento, deu suplemento de ânimo os jogadores da casa, que apoiados por um público entusiasta deram a vida para fazer história. Não custa admitir que o mereciam. Mas na hora das decisões, pesou a experiência e a frieza dos mais capazes.
Agora, venha o "clássico".
CINCO BREVES NOTAS SOBRE A JORNADA EUROPEIA
Já em Leverkusen, o FC Porto beneficiou de duas grandes penalidades que deixam muitas dúvidas. A segunda delas, aliás, não me deixa dúvida nenhuma: simplesmente não existe. Não sei se aquele romeno recebeu algum convite, mas, com franqueza, parecia que estávamos a ver a Liga Portuguesa.
ESGAIO: Confesso que tenho pena do rapaz. Não é nenhum craque, mas também não acho que seja tão mau como o pintam. É uma espécie de Gil Dias, ou Diogo Gonçalves, ou Chiquinho. Acontece que está num clube que tem sempre de encontrar culpados para os seus fracassos, de forma a nunca admitir a verdadeira realidade: não tem estofo para estas andanças da alta roda europeia. Nunca o teve - apenas por cinco vezes na história passou da primeira ronda na Taça/Liga dos Campeões, só uma vez passou dos oitavos.
Nas provas internas o problema é sempre o Benfica. No estrangeiro, como o Benfica não compete directamente, há que crucificar alguém, quer se chame Ruben Vinagre, António Adán ou Ricardo Esgaio. Mais uma derrota e sobra para outro Ruben.
AS CONTAS DO APURAMENTO
Pelo contrário, ainda há uma hipótese matemática de o Benfica nem sequer ir para a Liga Europa: se Benfica e PSG perdessem os dois jogos que lhe faltam seriam ambos ultrapassados por Juventus e Maccabi (9 pontos cada), ficando então a decisão do terceiro lugar dependente da diferença total de golos.
PASSO EM FRENTE
POUPAR É GANHAR
As coisas correram bem. O golo sofrido não afectou a equipa, que de imediato partiu em busca do empate e da vitória. Viu-se velocidade, dinamismo e bom futebol. Tudo muito diferente da primeira parte de Guimarães.
É verdade que o guarda-redes adversário deu uma ajuda. E o golo à beira do intervalo também veio a calhar. Mas a vitória encarnada não tem discussão. E a liderança do campeonato também não.
Segue-se PSG, depois Taça, e depois...a semana infernal, com FC Porto e Juventus. Esse duplo confronto será a derradeira prova de afirmação para o Benfica de Schmidt. Duas derrotas podem abalar a confiança da equipa, e reviver fantasmas das épocas anteriores. Duas vitórias (ou até dois empates) vão consolidar tudo o que se viu até agora.
ONZE PARA O RIO AVE
Bah, Grimaldo, Neres, João Mário e Ramos, ficariam no banco, entrando se necessário na segunda-parte. Enzo e Rafa seriam substituídos se as coisas estivesse a correr bem.
AS CONTAS DO APURAMENTO
Assim:
-Vitória sobre a Juventus na Luz, independentemente de tudo o resto, garante matematicamente o apuramento;
-Empate com a Juventus e vitória em Israel, também.
-Derrota com a Juventus em casa, a menos que haja surpresas nos jogos da próxima jornada (exemplo: vitória do Benfica em Paris, ou derrota da Juve em Haifa), deixaria os encarnados dependentes de um triunfo do PSG (então já apurado) em Turim. Ou seja, neste caso as contas complicar-se-iam demasiado.
TANTO BENFICA!
Ganho com brilhantismo, com abnegação e com classe, perante uma das melhores equipas do mundo.
O espectáculo começou nas bancadas, com a maior assistência desde 2019, e um apoio frenético e incessante. Prosseguiu com um excepcional jogo de futebol, onde os dois melhores em campo foram os guarda-redes. Uma verdadeira noite de Champions.
O Benfica podia ter ganho (continua a faltar o matador que Gonçalo Ramos não é). Também podia ter perdido. O resultado justo seria talvez 3-3, ou até 4-4. A primeira parte foi portuguesa. A segunda, francesa. Faltou uma arbitragem mais equilibrada, nomeadamente no plano disciplinar.
LIMPAR A FACE
Porém, devo dizer também que um empate em Guimarães, ao fim de 13 vitórias consecutivas, pode e deve ser perdoado. Perdoada também foi a derrota de há um ano em casa frente ao Portimonense (com palmas e tudo, lembram-se?), e talvez por isso qualquer gato escaldado fique agora a tremer com este balde de água fria, exactamente na mesma oitava jornada.
Com o PSG, tudo o que vier à rede é peixe. Quaisquer que sejam os outros resultados, um empate na Luz com a Vecchia Signora, e uma vitória em Israel, selam o apuramento matemático para os Oitavos. A meu ver, é por aí que passa o caminho do Benfica nesta Champions. O jogo desta quarta-feira é sobretudo para o espectáculo.
Importa ainda assim construir uma equipa que dê luta. Gonçalo Ramos está totalmente fora dela. Desde o início da temporada, sempre me pareceu o ponto mais débil deste Benfica. Na cidade-berço foi confrangedoramente débil. Não sei o que se passa com Henrique Araújo (neste jogo, sabe-se, estava castigado, mas nos anteriores nem saiu do banco, ou por vezes da bancada, coisa que me intriga). Não desgosto de Rodrigo Pinho (pelo menos na comparação com Musa). Roger Schmidt tem crédito, mas não está (ninguém está) imune à crítica. E o grupo de fãs do jovem algarvio é numeroso. Para mim, Gonçalo é ainda apenas uma promessa, e ser titular absoluto pode até queimá-lo para o futuro.
NO BENFICA NÃO SE GANHAM PONTOS. GANHAM-SE JOGOS E TÍTULOS
Qualquer treinador português o sabe. Assim como sabe que todas as equipas jogam o triplo quando têm os encarnados por diante: como os touros, quando vêm vermelho ficam bravos.
Por tudo isto, o empate e a exibição (bem como a conferência de imprensa que lhe sucedeu) foram lamentáveis. Chocantemente lamentáveis.
Numa jornada em que podia distanciar-se do segundo classificado, o Benfica encostou, e deu vida aos principais rivais. Caiu na oitava ronda... tal como há um ano atrás. E embora se mantenha na frente, confesso que, pelo menos a mim, me deixou devastado para o que aí vem. Gato escaldado...
A pausa é uma atenuante forte. Mas aquela primeira parte, sobretudo aquela primeira parte, trouxe de volta todos os fantasmas de épocas anteriores. Céus! Nem um remate! Minutos a fio sem passar do meio-campo!!! Era contra o Real Madrid? Embora vestissem de branco, não!
Se estavam todos a poupar-se para a Champions - treinador incluído - então boa sorte. Na quarta feira, nova derrota espera-vos. Derrota essa que, ainda por cima, não condiciona minimamente a qualificação (matematicamente basta empate com Juve e vitória em Israel). E ao contrário desta, nem sequer condicionaria o moral. A ocasião serve para arranjar bons contratos, e se isso é mais importante do que ser campeão nacional, então há coisas a rever neste clube e nesta equipa.
O jogo importante era este. E o Benfica falhou redondamente. O futuro dirá com que consequências.
Se fosse hoje, com o PSG nem punha lá os pés. Até quarta, pode ser que isto me passe.
A desconfiança, essa fica. Gato escaldado...
INSPIRAM E GANHAM
A projecto teve início em 2018, e até agora, em todas as competições oficiais, levam 119 vitórias, 7 empates e 14 derrotas. Somam já sete títulos, sendo Bi-Campeãs nacionais (sem pandemia, provavelmente seriam Tri).
Com dupla vitória sobre o Glasgow Rangers, asseguraram a segunda presença consecutiva na fase de grupos da Liga dos Campeões - onde estão as 16 melhores equipas do mundo. O sorteio é na segunda-feira.
O futebol feminino veio para ficar, e para crescer. Num contexto em que cada vez mais se valoriza, e bem, a igualdade, a margem de crescimento é enorme. Recentemente foram batidos recordes de assistência, com mais de 90 mil pessoas num jogo em Camp Nou, e depois na final do Euro em Wembley. No último dérbi, para o campeonato, estiveram na Luz quase 30 mil pessoas.
ESTES SANTOS JÁ NÃO FAZEM MILAGRES
O capitão foi um grande jogador. Dos melhores da história do futebol, como Maradona, Pelé, Cruyfff, Di Stefano ou Eusébio. Foi um privilégio a Selecção Nacional poder contar com ele tantos anos ao mais alto nível. Todos lhe agradecemos as exibições e os golos. Agora, acabou.
Só o mesmo não percebe que, aos 37 anos, o seu tempo já era. E como é ele que manda na Selecção (que, diga-se, também fatura milhões à sua custa), joga quando e como quer. Ao mudar a residência para Turim meteu férias e a Selecção que se lixasse. Agora precisava de ganhar ritmo e mostrar alguma coisa a Ten Haag, jogou 180 minutos seguidos contra todas as evidências. Não é Ronaldo ao serviço de Portugal. É Portugal ao serviço de Ronaldo. Eis o mundo de pernas para o ar.
Vamos agora ao engenheiro, que é uma pessoa estimável, que todos respeitamos enquanto ser humano e homem do futebol. Como treinador falhou sucessivamente no FC Porto, no Sporting e no Benfica (o que também deve constituir algum record...). Ganhou um Europeu, façanha que, aparentemente, lhe deu crédito para continuar na Selecção Ad Eternum (mesmo que, em quinze jogos de fases finais de europeus e mundiais, nos noventa minutos regulamentares apenas tenha ganho a Gales, Marrocos e Hungria). Todos vibrámos com o Euro 2016. Eu também festejei. Mas é preciso perceber como o ganhámos, e uma análise fina e realista lembra que ficámos em terceiro lugar num grupo com Islândia, Áustria e Hungria, sem vencer uma única partida, apurámo-nos milagrosamente numa chave em que, por factores alheios (um golo da Islândia à Áustria no minuto 94), não estava nenhum dos favoritos, e entre prolongamentos e penáltis lá fomos caminhando até à final e ao chouriço do improvável Eder. A Grécia fez o mesmo em 2004, e depois também voltou à normalidade. A diferença é que Portugal tem, desde então, um dos melhores plantéis da sua história, perfeitamente capaz de discutir um título mundial. É pena ver esta geração desaproveitada.
Acrescem declarações absurdas e por vezes graves, como “não vi o jogo da Espanha”, “a Espanha joga sempre da mesma maneira”, “não sei o que aconteceu”, “não convoco ninguém para a bancada”, entre outras, cingindo-nos apenas a esta última semana.
O jogo com a Espanha foi igual ao jogo com a Sérvia na Luz. Bastava o empate, entrámos bem, e depois fomos recuando, recuando, recuando até o adversário, com naturalidade, marcar. A sorte não dura sempre, e se não fosse um pontapé fortuito de um tal Trajkovski em Palermo, cheira-me que nem sequer estaríamos no Qatar.
Com Ronaldos, Ronaldetes e engenheiros, isto ainda vai acontecer mais vezes. Oxalá eu não tenha razão.
CR7, A SELECÇÃO E OUTRAS DESILUSÕES
Admirei-o como jogador, quando era o melhor (ou, pelo menos, um dos dois melhores) do mundo. Como português, gostava que marcasse golos, quer no Manchester, quer no Real, quer mesmo na Juventus. Na Selecção Nacional, até haver otávios, era um dos meus. E em locais sem grande expressão futebolística como a China, a índia, ou os Estados Unidos, pude comprovar in loco a sua enorme popularidade enquanto português mais conhecido de sempre. Foram, de resto, várias as situações em que, no estrangeiro, ao dizer de onde era, logo vinha o nome de Cristiano Ronaldo à baila. E quando, algumas vezes, em jeito de brincadeira/provocação me perguntavam de seguida se o melhor era Ronaldo ou Messi, invariavelmente respondia, num assomo patriótico, Ronaldo, of course.
Obviamente não conheço CR7 pessoalmente, nunca falei com ele, e tenho o maior respeito por alguém que veio de meios extremamente humildes e chegou ao topo do mundo. Tolero-lhe alguns comportamentos devido a essa trajectória, na qual, na verdade, poucos mortais se podem colocar e garantir que teriam esta ou aquela atitude. Honestamente, não sei como seria eu próprio se tivesse nascido naquele contexto e hoje fosse dono de uma das maiores fortunas do país. Chamar-lhe arrogante ou vaidoso é, por isso, extemporâneo, e talvez até injusto.
Dito isto, também é preciso dizer que o seu tempo já lá vai. E que é pena que o próprio pareça ser o único a não o perceber. É sintomático o que se pode ver no gráfico abaixo, com os seus golos por temporada. Foi lamentável, e degradante, o espectáculo de pré-epoca, em que diversos clubes europeus lhe fecharam a porta na cara (coisa que ele, seguramente, não estaria à espera). A verdade é que na Selecção, como nos clubes, Ronaldo tornou-se mais problema do que solução, ao não entender a sua actual medida, condicionando, assim, toda a estratégia das equipas. Aceitasse de bom grado ficar no banco e saltar aos oitenta minutos para resolver alguns jogos mais complicados (Ibrahimovic, no Milan, por exemplo), e ainda seria útil. Acontece que Ronaldo não aceita, nem entende essa condição. Acha que está em 2014, e que ainda é o maior. Isso torna-se complicado para qualquer treinador – menos para Fernando Santos, que manda menos do que ele na equipa nacional, e assim a vai submetendo aos caprichos da sua estrela cadente.
Com o andar dos anos, a Selecção Nacional tornou-se a selecção de CR7. Mais recentemente também a de Otávio e a de convocatórias irritantes quase ao nível da provocação. Não só para benfiquista (veja-se a teimosia de não convocar qualquer jogador do Sporting num lote de 26, onde podiam caber Pote ou Gonçalo Inácio, por exemplo). Já há muito que era a selecção da Nike e de Jorge Mendes. É talvez a selecção de todos menos dos verdadeiros adeptos de futebol que, como eu, acham que se está a desperdiçar uma geração fabulosa de jogadores lusos em nome de caprichos e interesses nem sempre claros, e de um culto a um rei que, salvo seja, já vai nu.
Fui adepto da Selecção Nacional desde criança. Por vezes quase tanto como do Benfica. A pouco e pouco, e acentuadamente desde 2016, fui deixando de sentir essa segunda camisola. Sendo uma representação do meu país, jamais torcerei para que perca. Mas fico-me por aí.
Com os bilhetes oferecidos no Continente, e com o apoio dos Super Dragões, também não precisam de mim, nem de adeptos como eu. Ainda bem. Tira-me peso da consciência.
O que tem isto a ver com Ronaldo? Talvez a correlação seja sobretudo simbólica. Tornaram-se farinha de um mesmo saco, que também está cheio de FPF, Nike, Gestifute, otávios, proenças, arbitragens etc, tudo palavras enjoativas, que, directa ou indirectamente, afastam milhares de adeptos da equipa que deixou de ser de todos nós.
Não deixo de lamentar que, para mim, a Selecção Nacional, tal como Ronaldo, comece a parecer coisa do passado.
NÃO PERDES NADA
Tirando Jonas e Darwin, é para mim o melhor jogador do Benfica dos últimos dez anos. Não sei se é boa ou má pessoa (nunca sequer falei com ele), se é benfiquista de criança ou não (talvez agora já o seja), mas em campo enche-me os olhos e a alma. E para correr como corre, como sempre correu, não pode ser mau profissional. Por vezes até parece reencarnar Chalana, se me perdoam o sacrilégio.
Ficar a trabalhar exclusivamente no Benfica, neste momento da temporada, é um privilégio para Roger Schmidt, e uma alegria para os benfiquistas.
Desconheço os motivos da decisão, mas a selecção
VENDAVAL
O Benfica não deu hipóteses ao azar.
Com um jogo sério, vivo e por vezes empolgante, resolveu o problema com distinção, mantendo a sequência de vitórias que já começa a ser digna de nota. 13 triunfos (19 se somarmos a pré-temporada) não surgem todos por acaso. Vê-se que a equipa respira alegria, confiança, e cada vez mais se afirma como o principal favorito à conquista do título. O onze está estabilizado, os reforços são muito bons (alguns mesmo excelentes), e a onda das bancadas começa a fazer-se sentir.
Estamos ainda na 7ª jornada. De favorito a campeão vai uma longa distância. Basta recordar que na época passada o Benfica também entrou no campeonato com 7 vitórias seguidas, entretanto apurou-se para a Champions, goleou o Barcelona, e já em outubro seguia isolado com 4 pontos de avanço. Depois, perdeu em casa com o Portimonense. Depois...
Agora segue-se uma estúpida pausa para selecções (porque não juntá-la à do Mundial?!?). Veremos como voltam os craques de viagens, diferentes métodos de treino, jogos intensos, esperemos que sem lesões. A seguir vem Guimarães. Mais do que o PSG, talvez essa viagem à cidade berço possa ser o grande e derradeiro teste a este Benfica. Não vai decidir nada, mas até pela barreira psicológica da época passada, pode significar muito. De lembrar que na mesma jornada há um Porto-Braga.
O RECORD DE ERIKSSON?
De salientar que a equipa de 82-83 foi campeã nacional, venceu a taça de Portugal, e chegou à final da taça UEFA, sendo considerada uma das melhores, senão a melhor, do pós-Eusébio.
OLÉ BENFICA!
Até aos vinte minutos, a equipa italiana, embalada pelo golo precoce, pressionou muito, criou perigo, e poderia até ter aumentado a vantagem – com consequências agora difíceis de equacionar. O Benfica sentiu o golpe, e demorou até assentar o seu jogo.
Depois desse choque inicial, a partir dos vinte minutos os encarnados soltaram-se, e com dois ou três lances de ataque, quase sempre saídos do trio Enzo, Rafa, Neres, equilibraram a partida mostrando os dentes ao adversário. Até ao intervalo, com duas oportunidades flagrantes de marcar, já justificavam o empate, que acabaria por surgir numa grande penalidade exemplarmente executada por João Mário. Voltava-se ao ponto de partida.
Após o intervalo o Benfica assumiu por completo o jogo, e partiu para o seu melhor período. Entre os 45 e os 70 minutos, a equipa de Roger Schmidt deu um autêntico recital de futebol de ataque, pressionando alto, conquistando quase todas as segundas bolas, criando oportunidades em série (cinco? seis?), que valeram o golo e a vitória, mas que poderiam ter levado a um resultado (ainda mais) histórico. Temeu-se, na altura, que tanto desperdício pudesse ser penalizado no fim. O risco existiu, mas é também de sorte que se fazem os vencedores.
Com as substituições, a Juventus melhorou (sobretudo com Di Maria), e o Benfica perdeu os seus elementos mais valiosos, mas que eram também os mais desgastados. A diferença de Chiquinho para Neres, e de Diogo Gonçalves para João Mário é acentuada. Mas o momento era já de segurar o jogo e o resultado.
A vitória foi justíssima, e agora basta empatar com a Juve na Luz e ganhar em Israel para que, matematicamente, o apuramento se concretize. Com o PSG, tudo o que vier à rede é peixe.
Toda a gente esperava por um teste de fogo para o Benfica de Schmidt. A Juventus, mesmo em crise, com jogadores como Cuadrado, Bonucci, Paredes, Vlahovic, Milik ou Di Maria, era claramente esse teste. E o Benfica passou com distinção.
Destaques individuais para Enzo Fernandez, Florentino, Rafa, João Mário, Neres e, uma palavra muito especial para António Silva – com um pouco mais de músculo e agressividade pode vir a ser um dos melhores centrais do mundo, na senda de Ruben Dias.
11 EM 11
Fui apenas acompanhando tempo e resultado conforme ia sendo possível. Tomei conhecimento do apito final com alívio.
Sei que não foi um grande jogo. Mas entalado entre duas jornadas da Champions, ninguém poderia esperar ópera.
Fico com os números: 11 jogos, 11 vitórias (17/17 se considerarmos a pré-temporada).
Em Turim ficarei satisfeito com um empate.
MEIA HORA À BENFICA
A primeira parte foi fraca. O Maccabi tem muita força mas pouco jeito. Fechou-se, tentou dificultar, mas não criou qualquer perigo. Após breves minutos de atrevimento, não mais passou do meio-campo. Deu também mostras de ser permeável, e ficou claro que se o Benfica acelerasse mais o jogo, rapidamente conseguiria criar as situações de golo que não estavam a aparecer.
A sensação que dá é que, ao longo dos primeiros quarenta e cinco minutos, o Benfica respeitou demasiado um adversário que não merecia tanta cerimónia. Roger Schmidt percebeu-o, e a segunda parte foi diferente.
Gonçalo Ramos, totalmente desinspirado, sem capacidade de jogar de costas ou vencer duelos individuais (e já amarelado) foi substituído por Musa - que, não sendo um primor de técnica, luta muito, tem corpo, e vai perturbando a linha defensiva adversária.
Sempre com Enzo Fernandez a pautar o jogo, Rafa libertou-se, e o Benfica tornou-se mais rápido e incisivo. Apareceram os golos: primeiro numa boa combinação colectiva, depois num pontapé fenomenal de Grimaldo. Com 2-0 a vitória estava entregue.
Mais dois lances de Rafa a lembrar Chalana, e uma bola no poste rematada por Enzo (novamente com participação de Musa) foi tudo o que o jogo deu até final.
O calendário é denso, e Schmidt decidiu tirar Rafa e João Mário (a par de Grimaldo, os melhores em campo, com destaque ainda para o jovem António Silva, perto da perfeição, e a assumir o posto como um veterano). Os três pontos estavam garantidos, sendo até possível testar um novo sistema, com meio-campo a três, porventura já a pensar na Juventus. Aproveito para dizer que Aursnes me parece jogador para, mais jogo menos jogo, entrar no onze para ficar.
AO ATAQUE
5ª Jornada:
BENFICA (futebol ofensivo) : 18 cartões amarelos e 3 vermelhos
FC PORTO (futebol agressivo) : 8 cartões amarelos e 0 vermelhos (equipa menos admoestada da Liga)










































