UM SENHOR

O "Bibota" foi o terror da minha infância. Marcou inúmeros golos ao Benfica, e foi o artilheiro dos primeiros (vários) campeonatos de que me lembro. Era um matador, com excelente sentido de desmarcação e bom jogo aéreo. Um craque que merecia outra carreira, por exemplo, na Selecção Nacional. Mas trago-o aqui porque fora do campo também foi sempre um Senhor. Respeitava os adversários, e assim dava-se também ao respeito. Marcava golos (e conquistava títulos) ao Benfica, e ainda assim era uma figura merecedora da minha admiração enquanto adepto do futebol. Fernando Gomes foi a prova de que se pode ser ganhador e respeitador, coisa que infelizmente nem sempre foi compreendida no seu clube de sempre. Deixo-lhe a minha homenagem, desejando que descanse em paz.

TAÇA DA LIGA

O jogo com o Penafiel merecia outro desfecho. O Benfica entrou bem, e mostrou durante quase todo o tempo que a Taça da Liga não é para brincadeiras. Foi pena não ter goleado, ficando agora obrigado a vencer em Moreira de Cónegos. Foi o 27º jogo sem perder. 33º contando com a pré-época.


ESTE BLOG BOICOTA O CIRCO DA FIFA, DO SR. INFANTINO E DOS OUTROS PARASITAS

Que descanse em paz a história dos Mundiais que tanto me apaixonaram no passado.
 

E VÃO 43!

São já 43 as vitórias internacionais do universo Benfica na corrente temporada. Na temporada passada, por esta altura, os encarnados somavam 33, e caminhavam para aquele que veio a ser um recorde nacional (64). Se as coisas correrem bem, esse recorde pode vir a cair em breve.
O Benfica está (esteve ou estará), em 2022-23, integrado nas seguintes provas internacionais:

FUTEBOL MASCULINO: Liga dos Campeões
FUTEBOL FEMININO: Liga dos Campeões
FUTEBOL FORMAÇÃO: Youth League (eliminado)
HÓQUEI MASCULINO: Liga dos Campeões
HÓQUEI FEMININO: Liga dos Campeões
HÓQUEI FORMAÇÃO: Eurockey Cup Sub 15
BASQUETEBOL: Liga dos Campeões FIBA
BASQUETEBOL FEMININO: Euro Cup
FUTSAL MASCULINO: Liga dos Campeões
FUTSAL FEMININO: Liga dos Campeões
ANDEBOL MASCULINO: Liga Europeia
ANDEBOL FEMININO: European Cup
VOLEIBOL MASCULINO: Liga dos Campeões
ATLETISMO MASCULINO: Taça dos Campeões Europeus (realização incerta)


VITÓRIAS INTERNACIONAIS EM 2022-23 (até ao momento) 



VITÓRIAS INTERNACIONAIS EM 2021-22

ESTE BLOG BOICOTA O MUNDIAL DA VERGONHA

NOTA: Apesar de tudo, VdB deseja as maiores felicidades desportivas à Selecção Portuguesa, e em especial a António Silva, João Mário e Gonçalo Ramos.
 

SEMPRE A RITMO

Como disse Roger Schmidt após a partida, o resultado não espelha aquilo que se passou em campo. O que fica para a história é um triunfo tangencial sobre uma equipa da segunda liga. Mas na verdade o Benfica ficou a dever a si próprio uma goleada, tal o número de oportunidades flagrantes que criou.
O Estrela bateu-se bem, mas nada pôde frente a uma equipa que, mesmo desfalcada de seis titulares, se apresentou confiante, fresca e disposta a resolver cedo a partida.
Gostei de ver Rafa com a braçadeira de capitão, da adaptação de Chiquinho ao meio-campo e de ver Draxler (com um golo) e Morato de volta aos relvados. No global houve falhas, mas não destaco ninguém pela negativa. Antes sublinho que o Benfica continua a sua saga vitoriosa, que se espera ver continuada no próximo fim-de-semana, na Luz, diante do Penafiel. 

DISPONÍVEIS - actualização

DISPONÍVEIS: Odysseas Vlachodimos, Helton Leite e Leo Kokubo; Gilberto, Lucas Veríssimo, João Victor, Alex Grimaldo, André Almeida, John Brooks, Morato, Mihailo Ristic e Gil Dias; Florentino Luís, Chiquinho, David Neres, Rafa, Diogo Gonçalves, Julian Draxler, Cher Ndour, Martim Neto e Diego Moreira; Petar Musa e Rodrigo Pinho.

SELECÇÃO PORTUGAL: António Silva, João Mário e Gonçalo Ramos.

SELECÇÃO ARGENTINA: Nicolas Otamendi e Enzo Fernandez.

SELECÇÃO DINAMARCA: Alexander Bah.

SELECÇÃO SUB 21: Samuel Soares, Paulo Bernardo e Henrique Araújo.

LESÕES: Fredrick Aursnes.

ESTE BLOG BOICOTA O MUNDIAL DO CATAR

Não digo que não verei alguns jogos, nomeadamente os de Portugal. Não digo que não desejo que a Selecção Nacional surpreenda e faça história. Mas há demasiadas circunstâncias em redor deste Mundial, internacionais e nacionais, extra-desportivas e desportivas, que me distanciam dele. E lamento que no universo futebolístico todos pareçam compactuar com o que se passa no Catar no que diz respeito aos direitos humanos, com o que se passou quando, por métodos corruptos, lhe foi atribuída a organização da prova (é preciso é que o dinheiro continue a circular...) impondo-se assim uma pausa estúpida a meio da temporada, e, no plano nacional, ninguém questione a convocatória de Otávio, e quase todos continuem a bajular Ronaldo - que é hoje elemento condicionador e desestabilizador na "equipa das quinas".
Já nem falo em Fernando Santos, que deveria ter saído da FPF em 2021, após o Europeu, e que manifestamente não tem mãos para o Ferrari que lhe caiu no colo. Ou da inexorável perda de brilho do futebol de selecções face ao de clubes, desde que estes começaram a acumular talento de todas as nacionalidades.
Enfim, algumas coisas seria capaz de tolerar, ou passar por cima. Todas, é impossível. E devo dizer que a mais grave de todas é a questão dos direitos humanos, que o futebol jamais poderá ignorar - ou então todas as placas a dizer Respect, todas as iniciativas contra o racismo, não passam de pura hipocrisia.
Nem sequer me dou ao trabalho de fazer um onze. Pelo menos, teria colocar lá Rafa, e tirar Ronaldo e Otávio.
Em nome da decência, em nome da memória de grandes Mundiais do passado (70, 74, 82, 86, etc), desafio outros blogues a fazerem o mesmo que eu, e deixarem este para quem o estragou.

TAÇA DA LIGA

Plantel disponível: 

Helton Leite e Kokubo; Gilberto, Lucas Veríssimo, João Victor, Grimaldo, Brooks e Ristic; Florentino, Chiquinho, David Neres, Rafa, Diogo Gonçalves e Gil Dias; Petar Musa e Rodrigo Pinho.

A partir do 2º jogo também Vlachodimos, Paulo Bernardo e Henrique Araújo.

Lesionados: Morato, Aursnes e Draxler.

Jogos:

DOMINGO, 20/12, 19.00h: Estrela da Amadora (fora)

SÁBADO, 26/11, 20.45h: Penafiel (casa)

SÁBADO, 17/12, 19.00h: Moreirense (fora)

(?) QUINTA, 22/12: Arouca ou Santa Clara (casa)


PS: Confesso que me esqueci do André Almeida. Mas também não sei se ele efectivamente conta. Quanto ao Morato, não tenho a certeza de estar disponível para o primeiro jogo. E os da equipa B, com excepção do Samuel Soares e do Paulo Bernardo (nos sub 21), estão obviamente à disposição de Roger Schmidt.

QUEIROZ, MOURINHO, PAULO BENTO, SARRI, RANGNICK, TEN HAAG...

Quase tudo o que tinha a dizer sobre Ronaldo disse-o aqui.
Infelizmente, este novo capítulo da novela já não me surpreende. CR7 não está a saber conviver com a sua própria decadência, quer arrastar o Manchester United com ele, e temo que arraste também a selecção portuguesa. Enquanto foi o melhor do mundo (ou um dos melhores, para ser rigoroso), limitou-se a existir e a exibir-se, sempre num registo absolutamente narcisista, perante a plateia de bajuladores. Agora que não é, parece empenhado em destruir sua imagem de figura pública portuguesa mais conhecida de todos os tempos. Quase sinto pena de alguém que, tendo muito dinheiro, já não tem mais nada para além disso. E isso, no meu ponto de vista, é pouco.
Talvez no Mundial - competição curta, de momentos e instantes - possa ainda fazer ouvir um canto de cisne. Vai picado e certamente tentará sair por cima. Para bem de Portugal, oxalá o consiga. Mas sinceramente não espero muito. Não espero nada.


1º CICLO TERMINADO

Vitória, três pontos, invencibilidade, oito pontos de vantagem. Era o que se pedia do jogo com o Gil Vicente.
A exibição não foi das melhores, e só a espaços encantou. Os benfiquistas começam a estar mal habituados, e já esperam ópera de cada vez que vão à Luz. Mas o campeonato é isto. Umas vezes joga-se melhor, outras nem tanto. O importante é ir conquistando os pontos.
Segue-se a longa paragem. Enfim, há Taça da Liga, mas não é a mesma coisa.
O Campeonato regressa com a deslocação a Braga. Esse vai ser um jogo determinante, quer pelo grau de dificuldade, quer pela afirmação da equipa perante esta inoportuna quebra de ritmo.

CONVOCATÓRIA

Sem William, Ronaldo e sobretudo Otávio, e com Florentino, Renato e Guedes, esta até podia ser a minha selecção.
Com Otávio em campo é-me francamente difícil ter algum entusiasmo com o Mundial - ainda por cima nesta altura do ano, e num país que o comprou através de corrupção e onde os direitos humanos mais básicos não são respeitados.
Esta competição merecia era um boicote, e envergonha memórias como as dos mundiais 82 ou 86.

EM FRENTE NA TAÇA

Um golo chegou.
Não se exigia, nem se esperava que a goleada de Domingo se repetisse, perante um adversário ferido e revitalizado pela entrada de vários jogadores frescos.
Também é verdade que a expulsão ajudou, embora já ao intervalo se percebesse que era uma questão de tempo até o Benfica marcar.
Antes e depois do golo de Neres, a vitória poderia ter ficado ampliada. Não foi necessário.
O Benfica passou mais uma eliminatória na Taça de Portugal, e agora espera-se que feche esta fase da temporada em beleza, ganhando ao Gil Vicente e, pelo menos, mantendo a vantagem na tabela do campeonato.
PS: Quanto às convocatórias das selecções, espero que os jogadores do Benfica lhes escapem, tanto quanto possível. O futebol de selecções já não é, para mim, o que era, a equipa de Fernando Santos é, por vários motivos, bastante antipática, e este Mundial não devia nunca decorrer quando e onde vai decorrer. Mas tudo isto fica para quando houver mais tempo. 

TUDO CORRE BEM...

Apesar de o Club Brugge ser o adversário mais simpático que o Benfica poderia ter nos oitavos-de-final (melhor era, de facto, impossível), será imprudente dizer que se trata de um adversário fácil. O Benfica é favorito, mas tem de o demonstrar em campo.
É interessante também verificar que entre Real Madrid, Liverpool, PSG e Bayern dois vão ficar já de fora.
Será esta uma Champions histórica para o Benfica? Acredito cada vez mais que sim.
Pelo menos até Fevereiro, há espaço para sonhar.

CÉUS!!! ATÉ CHIQUINHO?!? ATÉ RISTIC?!?

Cada jogo, um festival. Vitórias, goleadas, futebol empolgante e esmagador. É assim o Benfica de Roger Schmidt. Provavelmente, um dos melhores da minha vida.
Faltam os títulos, ou pelo menos o título, para certificar definitivamente este Benfica como uma das equipas do século no futebol português, ao lado dos Portos de Mourinho e Vilas-Boas, ou do primeiro Benfica de Jesus. Porventura será cedo para falar nestes termos, mas limito-me apenas ao que tenho visto nestes meses, esperando, obviamente, que tenha sequência daqui em diante. É preciso confirmar. Falta muito para tal. Mas a tendência é essa, e isso é inegável.
É impressionante como todos os jogadores brilham, mesmo os mais improváveis. Tudo corre bem, tudo funciona, e isso traz uma confiança transbordante.
Os adeptos beliscam-se para ter a certeza de que não se trata de um sonho. E a cada jogo vão alimentando a esperança numa temporada repleta de sucessos.
Faltam-me palavras para continuar. Deixem-me deleitar-me com esta equipa, com este futebol maravilhoso, com um Benfica a desafiar a sua história. Quem o pára?

ORDEM DE PREFERÊNCIAS

Evitar a todo o custo o Liverpool. De resto, seja o que Deus quiser.
 

A TOCAR NOS CÉUS

O primeiro lugar dependia do PSG. Dizia-se. Eu também o disse. Mas o Benfica de Roger Schmidt mandou às malvas todas as dependências e interdependências, e tratou de conseguir o último objectivo da fase de grupos pelo caminho mais estreito, mas também mais empolgante e mais autoritário. Foi à Benfica.
Ao intervalo o resultado era mentiroso. Contei quatro ocasiões de golo desperdiçadas pelos encarnados, que depois de se colocarem em vantagem permitiram o empate num penálti fortuito.
Na segunda parte, mesmo com substituições forçadas, mesmo com algumas segundas linhas, começou o festival. E quando assim é, meus amigos, ninguém pára este Benfica.
Foi o segundo, depois o terceiro, e ora toma lá mais um, e ora dá cá outro, até chegar à meia-dúzia, a conta certa para a liderança. Até Chiquinho brilhou (naquele que foi seguramente a sua melhor exibição de Manto Sagrado vestido). O melhor em campo? Talvez João Mário, no meio de várias prestações notáveis, e algumas delas mesmo surpreendentes - Chiquinho, Diogo Gonçalves).
Não há muitas palavras para esta equipa. Já o escrevi, e volto a escrever: é das melhores de que me lembro. Temo que os efeitos da longa paragem do Mundial possam interferir nesta dinâmica, que por ora é absolutamente esmagadora. Se tal não acontecer, espera-se uma época triunfante. Uma época gloriosa, que os benfiquistas já merecem há algum tempo.

PARA GANHAR

Pelo primeiro lugar do grupo (e esperar que a Juventus tire pontos ao PSG...), pelo prestígio, pelo dinheiro, pela confiança, pela invencibilidade, pelos adeptos, pelo Benfica.

UM BOM TREINO

É assim que eu gosto: jogo resolvido nos primeiros minutos, e segunda parte tranquila até a sonolência.

O jogo com o Chaves não foi só isso. Houve bom futebol e mais algumas jogadas maravilhosas. Houve cinco golos, poderiam ter sido oito.

Este Benfica seduz, empolga e faz sonhar qualquer um. Até agora é dos melhores do meu tempo, e a cada jornada que passa mais me convenço de que será assim até ao fim. Veremos. 

Pena não haver ali um Cardozo, ou um Mitroglou (já nem peço um Jonas...) , que materialize muitas das oportunidades desperdiçadas. Ainda assim Ramos é o melhor marcador do campeonato - e é também um jovem com muito futuro, que não devia ter ainda tamanha responsabilidade sobre as costas. Talvez Janeiro traga uma surpresa. 

COM O CHAVES - atenção à ressaca

Na ressaca de uma épica noite europeia, o perigo vem da ressaca. É preciso mudar o chip e descer à terra, para defrontar uma equipa que venceu em Braga e em Alvalade.
Neres será importante neste jogo, e como Aursnes parece cada vez mais difícil de tirar do onze, e Enzo descansa em Israel, o sacrificado seria desta vez Florentino. Bah não está na sua melhor forma, pelo que se espera o regresso de Gilberto, mais fresco, à posição. Quanto ao ponta-de-lança (ponto fraco desta equipa), daria descanso a Ramos e apostaria em Musa - é o que há.

RENOVAÇÃO PARA ONTEM - o melhor salário para o melhor jogador

Rafa é neste momento, argumentavelmente, o melhor jogador português. É também, talvez, o melhor jogador português do Benfica deste século. E, seguramente, o melhor jogador deste Benfica de Roger Schmidt - que, diga-se, é um Senhor Benfica.
Há notícias de que está em processo de renovação. Espero que seja verdade, e aconselho Rui Costa a ser generoso: Rafa merece, sem sombra de dúvida, o melhor salário do plantel.
Seria fastidioso procurar, mas há neste espaço vários textos, fundamentalmente desde 2019, a chamar a atenção para o talento que ali estava. Muitos discordavam (nunca percebi porquê), mas já nessa altura, foi ele, mais do que Félix ou outro qualquer, a grande figura do último campeonato ganho pelos encarnados. E mesmo na temporada passada foi rei das assistências em Portugal, e senhor de grandes exibições na Champions.
Chalana foi o meu ídolo de infância. Por vezes vejo em Rafa reminiscências do "Pequeno Genial". E gostaria bastante que fosse ele a vestir a sua camisola dez, que também foi a de Rui Costa, Valdo, Aimar ou Jonas. É esse o número que veste. Esta época talvez já seja impossível, mas a partir de Julho, o próprio Chalana, esteja lá onde estiver, aplaudirá.
Quanto à Selecção, espero que Rafa não volte atrás com a palavra, até para não o ver sentado no banco à espera que o "dono daquilo tudo" entenda ser altura de o deixar jogar uns minutinhos.
A renovação, essa é para ontem.

M E M O R Á V E L !!!

Tivesse o jogo terminado aos 77 minutos e não teria dúvidas em afirmar: era esta a melhor exibição da história do Benfica no novo estádio.
De facto, foi um regalo, e por momentos tive de me beliscar para ter a certeza de que não estava a sonhar:  Benfica a golear e a vulgarizar a Vecchia Signora, com apontamentos de classe só ao nível das super-equipas. Antevia-se o quinto golo. Quem sabe o sexto, num espectáculo que já não era bem futebol – era música, da melhor.
Aqueles dois golos da Juventus vieram em contra-corrente, e causaram uma tensão final de já ninguém estava à espera. Uma partida que merecia ter terminado 5-1 ou 6-1, acaba num 4-3, que não lhe retira espectacularidade, mas a cujo resultado tangencial não será permitido entrar na galeria dos mais históricos.
Ficou o essencial: a vitória, a passagem, e também 77 minutos de arte pura. Quem viu, não esquecerá jamais.
Agora vou falar de Rafa. Por fim a Luz está a reconhecer um talento ímpar, que cada vez mais se estranha não ter feito a carreira internacional, por exemplo, de um Bernardo Silva. Neste jogo esteve a um centímetro da perfeição (que seria um hat-trick, na bola que enviou ao poste). E começo a ficar preocupado com a possibilidade de ainda vir a acabar por sair do clube, pois, mau grado os 29 anos, a cegueira dos olheiros não durará eternamente.
Por mim, Rafa renovava hoje, por mais 4 anos, com o salário mais alto do plantel, e a partir da próxima época com o número dez – que lhe assentaria perfeitamente nas costas.
É ele quem mais me faz lembrar outro mágico: Fernando Chalana.
E não há muito mais a dizer. É ver, rever e emoldurar. Aquilo que se passou na Luz acontece poucas vezes na vida.
Deixo talvez apenas uma última palavra, dirigida aos jogadores, técnicos e dirigentes do meu clube: obrigado!

PARA GANHAR

Que me perdoe o Aursnes, mas não vejo quem tirar, e Neres mostrou no Dragão que tem de jogar. O empate, em princípio, basta, o adversário tem individualidades que podem aparecer de um momento para o outro, mas há que jogar para ganhar.

SEM ESPINHAS

Pode dizer-se que a expulsão precoce de Eustaquio condicionou o jogo. Mas sendo ela indiscutível, tratou-se tão somente de um momento de sorte, que o Benfica acabou por merecer.

As mexidas ao intervalo, depois de uma primeira parte pouco conseguida, deram luz ao Benfica. Sobretudo por via da entrada de Neres, que deu posse de bola e acutilância. O Porto teve dez minutos de pressão entre os 75 e os 85, e com excepção desses momentos, a segunda parte foi do Benfica.

Rafa decidiu, mas foi Neres a chave que abriu as portas da vitória. Abaixo deles houve algumas exibições boas, outras razoáveis, e algumas menos felizes. Isso agora pouco interessa. Os três pontos é que contam, e venha a Juve.

O árbitro teve uma actuação imaculada, surpreendendo pela coragem que teve ao resistir a todas as pressões, simulações e provocações que são habituais naquele estádio. 

RECEITA PARA O DRAGÃO

O QUE O BENFICA VAI ENCONTRAR: Onze halterofilistas de faca nos dentes, sangue nos olhos, movidos a turbo e com impunidade absoluta, dispostos  a tudo (provocações, simulações, agressões, insultos) para fazer o jogo do ano e esmagar o odiado rival.
RECEITA PARA VENCER: Serenidade, futebol rápido de primeiro toque e variações de flanco, fazendo-os correr, e libertando-se das zonas de pressão. Aproveitar as oportunidades.

RAZIA

Não sei se é record, mas não me lembro de coisa assim. Quase metade da primeira divisão foi à vida logo na primeira eliminatória da Taça. A maioria dos casos contra equipas da Liga 3. Acresce que Benfica e Vizela só passaram nos penáltis, o Braga com um golo no último minuto, e Famalicão e Estoril com vitórias tangenciais. Motivos para profunda reflexão.

JÁ PASSOU

Os jogos de Taça são cada vez mais complicados. A velha estratégia de "esperar que se cansem" já não resulta, pois a preparação física das equipas dos escalões secundários aproxima-se cada vez mais da das equipas profissionais. Quando estamos perante um conjunto de atletas dispostos a fazer o jogo da vida deles, e não se entra com o ritmo adequado, corre-se riscos.
O Benfica correu riscos. Correu demasiados riscos. Mas passou a eliminatória, que era o mais importante.
Não fosse o erro de António Silva (todos os cometem, veja-se Cancelo) e tudo seria mais ou menos normal. O empate, naquele momento, deu suplemento de ânimo os jogadores da casa, que apoiados por um público entusiasta deram a vida para fazer história. Não custa admitir que o mereciam. Mas na hora das decisões, pesou a experiência e a frieza dos mais capazes.
Agora, venha o "clássico".

ONZE PARA CALDAS


 

CINCO BREVES NOTAS SOBRE A JORNADA EUROPEIA

ARBITRAGENS: Fosse o Benfica-PSG uma eliminatória a dois, e a UEFA jamais permitiria uma arbitragem tão equilibrada como a que se viu em Paris. Mas a verdade tem de ser dita, e o inglês Michael Oliver mostrou como se torna fácil um jogo difícil, cujo resultado foi decidido por dois penáltis, e em que houve vários lances para cartão, sempre bem ajuizados. O VAR foi utilizado quando necessário, e no fim, pese embora todas as incidências, ninguém se lembrou do árbitro. Devia ser sempre assim, e com a possibilidade de recorrer às imagens, não há razões para que não seja.
Já em Leverkusen, o FC Porto beneficiou de duas grandes penalidades que deixam muitas dúvidas. A segunda delas, aliás, não me deixa dúvida nenhuma: simplesmente não existe. Não sei se aquele romeno recebeu algum convite, mas, com franqueza, parecia que estávamos a ver a Liga Portuguesa.
ESGAIO: Confesso que tenho pena do rapaz. Não é nenhum craque, mas também não acho que seja tão mau como o pintam. É uma espécie de Gil Dias, ou Diogo Gonçalves, ou Chiquinho. Acontece que está num clube que tem sempre de encontrar culpados para os seus fracassos, de forma a nunca admitir a verdadeira realidade: não tem estofo para estas andanças da alta roda europeia. Nunca o teve - apenas por cinco vezes na história passou da primeira ronda na Taça/Liga dos Campeões, só uma vez passou dos oitavos.
Nas provas internas o problema é sempre o Benfica. No estrangeiro, como o Benfica não compete directamente, há que crucificar alguém, quer se chame Ruben Vinagre, António Adán ou Ricardo Esgaio. Mais uma derrota e sobra para outro Ruben. 
DARWIN: No jogo em que renasceu Mo Salah, Darwin Nuñez marcou um golo, pelo segundo jogo consecutivo. Klopp não é parvo, mas os adeptos do Liverpool não sabem aquilo que nós, benfiquistas, e portugueses, sabemos: o jovem uruguaio é um portento, mas...precisa de estar muito confiante e tranquilo para render o seu máximo. Torço por ele, simpatizo com ele, e só espero é que não se lembre de atingir o pico no Mundial, contra Portugal.
BARCELONA: Pelo segundo ano consecutivo vai ficar fora da fase a eliminar. Tem tido azar com os grupos, e com os jogos, mas também está por provar que Xavi seja o homem certo para devolver os catalães ao sucesso. O plantel é muito bom, mas também muito jovem (pelo menos no que toca aos seus elementos de maior valia, com excepção de Lewandowski). Os espanhóis empataram todos, e só o Real tem o apuramento bem encaminhado.
NÁPOLES: Comanda isolado a Série A, e comanda isolado o grupo da Champions só com vitórias, à frente de Liverpool e Ajax, aos quais, de resto, goleou. É um caso sério este Nápoles de Spalletti (porventura a obra-prima da sua carreira), que joga maravilhosamente, e tem no georgiano Kvaratskhelia (perdoem-me se não se escreve assim) a figura principal. 

AS CONTAS DO APURAMENTO


Resumindo: uma vitória basta, dois empates também, um empate e uma derrota deixam as coisas dependentes de terceiros, e até duas derrotas podem dar apuramento.
Pelo contrário, ainda há uma hipótese matemática de o Benfica nem sequer ir para a Liga Europa: se Benfica e PSG perdessem os dois jogos que lhe faltam seriam ambos ultrapassados por Juventus e Maccabi (9 pontos cada), ficando então a decisão do terceiro lugar dependente da diferença total de golos. 
Ainda todas as equipas podem terminar em primeiro ou em último.

ESTOFO EUROPEU

 Últimos sete jogos fora de casa do Benfica na Liga dos Campeões:


PASSO EM FRENTE

Como disse Roger Schmidt, dois empates com o PSG provam a consistência deste Benfica.
Se dúvidas havia, de teste em teste os encarnados têm vindo a provar a qualidade da equipa. E se nada está ganho (nem mesmo o apuramento para os oitavos), já é seguro afirmar que estamos perante uma grande equipa, com uma ideia de jogo muito interessante, e, já agora, também perante um treinador inteligente e audacioso.
Pese embora o resultado ter sido igual, a partida de Paris nada teve a ver com a de Lisboa. Na Luz viu-se um grande espectáculo, com múltiplas ocasiões de golo numa e noutra baliza. No Parque dos Príncipes tivemos um jogo muito mais amarrado, onde escassearam remates, e em que a principal virtude dos encarnados foi precisamente a de conseguir neutralizar o seu fortíssimo opositor. Não estivesse o Benfica em campo, e o jogo teria sido aborrecido: houve intensidade, luta, mas pouco perigo dentro das áreas.
A colocação de Aursnes no flanco esquerdo surpreendeu até o próprio. Mas resultou. O norueguês já mostrou ser um excelente jogador, com alta voltagem, enorme capacidade de pressão (e de adaptação), e foi um elemento tacticamente decisivo para o ponto conquistado. No outro flanco, João Mário foi o melhor benfiquista em campo, vivendo o seu momento mais alto desde que chegou à Luz.
Faltou ao Benfica uma maior inspiração de Rafa (ainda assim foi sobre ele o penálti), e um ponta-de-lança rápido, forte e incisivo, capaz de dar sequência às muitas bolas conquistadas pelo meio-campo – e desperdiçadas logo que chegavam à zona de acção de Gonçalo Ramos.
Não quero bater mais no ceguinho. Gosto de Ramos, espero que ainda cresça como jogador, e possa fazer uma grande carreira no Benfica. Mas neste momento gostaria de ver esta equipa servida por um avançado mais consistente (um Cardozo, um Lima, um Raul Jimenez, um Mitroglou, para não falar do deus Jonas). Se ele existe no plantel? Se não for Henrique Araújo, talvez não exista, e isso pode vir a ser um problema.
O apuramento ficou mais perto, mas…uma derrota em casa com a Juventus obrigará a vencer em Israel – e pelo que se viu do Maccabi, isso não são favas contadas.

POUPAR É GANHAR

O onze escolhido por Roger Schmidt não foi muito diferente daquele que aqui propus. Entalado entre dois jogos intensíssimos com o PSG, utilizar os mesmos jogadores seria muito mais arriscado.
As coisas correram bem. O golo sofrido não afectou a equipa, que de imediato partiu em busca do empate e da vitória. Viu-se velocidade, dinamismo e bom futebol. Tudo muito diferente da primeira parte de Guimarães.
É verdade que o guarda-redes adversário deu uma ajuda. E o golo à beira do intervalo também veio a calhar. Mas a vitória encarnada não tem discussão. E a liderança do campeonato também não.
Segue-se PSG, depois Taça, e depois...a semana infernal, com FC Porto e Juventus. Esse duplo confronto será a derradeira prova de afirmação para o Benfica de Schmidt. Duas derrotas podem abalar a confiança da equipa, e reviver fantasmas das épocas anteriores. Duas vitórias (ou até dois empates) vão consolidar tudo o que se viu até agora.


ONZE PARA O RIO AVE

Depois da exibição de quarta-feira, não é possível, com os mesmos jogadores, apresentar a mesma intensidade com o Rio Ave e depois em Paris. Assim, e como se exige  a mesma intensidade (neste jogo, pelo menos até chegar a 2-0), resta mudar alguns jogadores. O onze que proponho refresca as alas e o eixo do ataque. Lamentavelmente não encontro alternativas para Enzo e Rafa.
Bah, Grimaldo, Neres, João Mário e Ramos, ficariam no banco, entrando se necessário na segunda-parte. Enzo e Rafa seriam substituídos se as coisas estivesse a correr bem.
Não se trata de desvalorizar o adversário, muito menos o campeonato. Pelo contrário: exige-se jogadores frescos que deixem a pele em campo, também, neste jogo.

AS CONTAS DO APURAMENTO

Ainda há 729 combinações possíveis de resultados até ao fim do grupo. Todavia, não é novidade dizer-se que o jogo com a Juventus, a disputar dia 25 deste mês, quatro dias depois da deslocação ao Dragão, será, muito provavelmente, a chave da qualificação para os Oitavos-de-Final.
Assim:
-Vitória sobre a Juventus na Luz, independentemente de tudo o resto, garante matematicamente o apuramento;
-Empate com a Juventus e vitória em Israel, também. 
-Derrota com a Juventus em casa, a menos que haja surpresas nos jogos da próxima jornada (exemplo: vitória do Benfica em Paris, ou derrota da Juve em Haifa), deixaria os encarnados dependentes de um triunfo do PSG (então já apurado) em Turim.  Ou seja, neste caso as contas complicar-se-iam demasiado.


TANTO BENFICA!

Este sim, foi um ponto ganho.
Ganho com brilhantismo, com abnegação e com classe, perante uma das melhores equipas do mundo.
O espectáculo começou nas bancadas, com a maior assistência desde 2019, e um apoio frenético e incessante. Prosseguiu com um excepcional jogo de futebol, onde os dois melhores em campo foram os guarda-redes. Uma verdadeira noite de Champions.
O Benfica podia ter ganho (continua a faltar o matador que Gonçalo Ramos não é). Também podia ter perdido. O resultado justo seria talvez 3-3, ou até 4-4. A primeira parte foi portuguesa. A segunda, francesa. Faltou uma arbitragem mais equilibrada, nomeadamente no plano disciplinar.
Tivesse o Benfica jogado assim em Guimarães e teria tranquilamente goleado o Vitória. Nunca fui jogador profissional de futebol, e escapa-me o motivo pelo qual estes contrastes acontecem, nomeadamente quando há momentos de gala pelo meio. Receber Messi, Neymar e Mbappe na Luz foi, sem dúvida, um momento de gala. Mas ganhar em Guimarães teria sido, talvez, mais importante.
Voltando ao jogo da Champions, destacaria, além de Odysseas, também António Silva (que pérola!!), Florentino, João Mário e Neres. No PSG, além de Donnarumma, impressionou-me a frescura de Messi (sobretudo se o compararmos com as prestações recentes de Cristiano Ronaldo), a intensidade de Verratti e a classe de Vitinha. Neymar resumiu-se a detalhes, e Mbappé praticamente não se viu (excepção feita a um remate perigoso a que Vlachodimos correspondeu com uma das suas grandes defesas).
Apesar desta primeira volta triunfante, a qualificação está longe de garantida, e passará sempre pelo Benfica-Juventus. Certamente com o factor casa, e presumivelmente com a vantagem de um eventual empate. Mas uma derrota na Luz com a Vecchia Signora pode complicar tudo. E uma vitória garante matematicamente o apuramento, aconteça o que acontecer nos restantes jogos.
Em Paris espera-se apenas mais um bom espectáculo. Se pingar um pontinho, tanto melhor. Mas o principal foco de interesse da jornada será a eventualidade de a Juve não vencer em Israel - e, isso sim, seria uma grande notícia para as contas do grupo.

LIMPAR A FACE

Ok. Talvez tenha sido demasiado duro no post anterior. Escrevi a quente, e ter um blogue também serve para aliviar a frustração dos maus resultados. Para descarregar a bílis, quando é preciso. 
E o jogo de Guimarães era mesmo para ganhar. Havia perigo e muitos avisos. Fiquei com a sensação de que os jogadores (a maioria deles depois de umas belas férias) entraram em campo já a pensar no PSG - não porventura em ganhar ao PSG, mas em brilhar individualmente com o PSG. Isso custa-me a aceitar. Como custa verificar que Roger Schmidt (como outros treinadores estrangeiros de que me lembro, Koeman, Quique, etc) ainda não percebeu que o Benfica, no campeonato português, tem de ganhar sempre, em casa e fora, e que qualquer outra coisa é um fracasso. 
Porém, devo dizer também que um empate em Guimarães, ao fim de 13 vitórias consecutivas, pode e deve ser perdoado. Perdoada também foi a derrota de há um ano em casa frente ao Portimonense (com palmas e tudo, lembram-se?), e talvez por isso qualquer gato escaldado fique agora a tremer com este balde de água fria, exactamente na mesma oitava jornada. 
Não faltam ocasiões para os jogadores se redimirem. Não necessariamente com o PSG, mas este mês ainda haverá Porto e Juventus, por exemplo. E Rio Ave já no fim-de-semana.
Com o PSG, tudo o que vier à rede é peixe. Quaisquer que sejam os outros resultados, um empate na Luz com a Vecchia Signora, e uma vitória em Israel, selam o apuramento matemático para os Oitavos. A meu ver, é por aí que passa o caminho do Benfica nesta Champions. O jogo desta quarta-feira é sobretudo para o espectáculo.
Importa ainda assim construir uma equipa que dê luta. Gonçalo Ramos está totalmente fora dela. Desde o início da temporada, sempre me pareceu o ponto mais débil deste Benfica. Na cidade-berço foi confrangedoramente débil. Não sei o que se passa com Henrique Araújo (neste jogo, sabe-se, estava castigado, mas nos anteriores nem saiu do banco, ou por vezes da bancada, coisa que me intriga). Não desgosto de Rodrigo Pinho (pelo menos na comparação com Musa). Roger Schmidt tem crédito, mas não está (ninguém está) imune à crítica. E o grupo de fãs do jovem algarvio é numeroso. Para mim, Gonçalo é ainda apenas uma promessa, e ser titular absoluto pode até queimá-lo para o futuro.
Assim, deixo aqui o onze que eu escolheria para enfrentar o touro. Com reforço do meio-campo, e sem ponta-de-lança (para quê, se o Benfica irá, quando muito, contra-atacar?).

NO BENFICA NÃO SE GANHAM PONTOS. GANHAM-SE JOGOS E TÍTULOS

Se, por milagre, na próxima quarta feira o PSG não passar de um empate na Luz, pode, aí sim, dizer-se que o Benfica ganhou um pontinho. No campeonato, salvo se, nas últimas jornadas, valer o título (já aconteceu), com excepção de numa ou noutra circunstância no Dragão ou em Alvalade (também já aconteceu), um empate é sempre uma derrota.
Qualquer treinador português o sabe. Assim como sabe que todas as equipas jogam o triplo quando têm os encarnados por diante: como os touros, quando vêm vermelho ficam bravos.
Por tudo isto, o empate e a exibição (bem como a conferência de imprensa que lhe sucedeu) foram lamentáveis. Chocantemente lamentáveis. 
Numa jornada em que podia distanciar-se do segundo classificado, o Benfica encostou, e deu vida aos principais rivais. Caiu na oitava ronda... tal como há um ano atrás. E embora se mantenha na frente, confesso que, pelo menos a mim, me deixou devastado para o que aí vem. Gato escaldado...
A pausa é uma atenuante forte. Mas aquela primeira parte, sobretudo aquela primeira parte, trouxe de volta todos os fantasmas de épocas anteriores. Céus! Nem um remate! Minutos a fio sem passar do meio-campo!!! Era contra o Real Madrid? Embora vestissem de branco, não!
Se estavam todos a poupar-se para a Champions - treinador incluído - então boa sorte. Na quarta feira, nova derrota espera-vos. Derrota essa que, ainda por cima, não condiciona minimamente a qualificação (matematicamente basta empate com Juve e vitória em Israel). E ao contrário desta, nem sequer condicionaria o moral. A ocasião serve para arranjar bons contratos, e se isso é mais importante do que ser campeão nacional, então há coisas a rever neste clube e nesta equipa. 
O jogo importante era este. E o Benfica falhou redondamente. O futuro dirá com que consequências.
Se fosse hoje, com o PSG nem punha lá os pés. Até quarta, pode ser que isto me passe.
A desconfiança, essa fica. Gato escaldado... 

INSPIRAM E GANHAM

Chamam-lhe inspiradoras. Constituem a equipa de futebol feminino do Benfica, e ganham, e ganham, e ganham.
A projecto teve início em 2018, e até agora, em todas as competições oficiais, levam 119 vitórias, 7 empates e 14 derrotas. Somam já sete títulos, sendo Bi-Campeãs nacionais (sem pandemia, provavelmente seriam Tri).
Com dupla vitória sobre o Glasgow Rangers, asseguraram a segunda presença consecutiva na fase de grupos da Liga dos Campeões - onde estão as 16 melhores equipas do mundo. O sorteio é na segunda-feira.
O futebol feminino veio para ficar, e para crescer. Num contexto em que cada vez mais se valoriza, e bem, a igualdade, a margem de crescimento é enorme. Recentemente foram batidos recordes de assistência, com mais de 90 mil pessoas num jogo em Camp Nou, e depois na final do Euro em Wembley. No último dérbi, para o campeonato, estiveram na Luz quase 30 mil pessoas.
A distância para futebol dos homens, que nas outras modalidades está prestes a ser totalmente esbatida, ainda é grande. Mas não tenho dúvidas que irá progressivamente reduzindo.
Já há dois anos que sigo esta equipa do Benfica, e já me habituei a nomes como Cloé Lacasse, Ana Vitória ou Kika Nazareth. Aconselho vivamente os benfiquistas a prestar atenção a uma vertente futebolística cuja dimensão dos triunfos só um dia mais tarde vai ser verdadeiramente percebida e reconhecida.
Segue histórico da equipa encarnada:

ESTES SANTOS JÁ NÃO FAZEM MILAGRES

Quem quiser ver, vê. O problema de Portugal tem dois nomes: Ronaldo e Santos.
O capitão foi um grande jogador. Dos melhores da história do futebol, como Maradona, Pelé, Cruyfff, Di Stefano ou Eusébio. Foi um privilégio a Selecção Nacional poder contar com ele tantos anos ao mais alto nível. Todos lhe agradecemos as exibições e os golos. Agora, acabou.
Só o mesmo não percebe que, aos 37 anos, o seu tempo já era. E como é ele que manda na Selecção (que, diga-se, também fatura milhões à sua custa), joga quando e como quer. Ao mudar a residência para Turim meteu férias e a Selecção que se lixasse. Agora precisava de ganhar ritmo e mostrar alguma coisa a Ten Haag, jogou 180 minutos seguidos contra todas as evidências. Não é Ronaldo ao serviço de Portugal. É Portugal ao serviço de Ronaldo. Eis o mundo de pernas para o ar.
Vamos agora ao engenheiro, que é uma pessoa estimável, que todos respeitamos enquanto ser humano e homem do futebol. Como treinador falhou sucessivamente no FC Porto, no Sporting e no Benfica (o que também deve constituir algum record...). Ganhou um Europeu, façanha que, aparentemente, lhe deu crédito para continuar na Selecção Ad Eternum (mesmo que, em quinze jogos de fases finais de europeus e mundiais, nos noventa minutos regulamentares apenas tenha ganho a Gales, Marrocos e Hungria). Todos vibrámos com o Euro 2016. Eu também festejei. Mas é preciso perceber como o ganhámos, e uma análise fina e realista lembra que ficámos em terceiro lugar num grupo com Islândia, Áustria e Hungria, sem vencer uma única partida, apurámo-nos milagrosamente numa chave em que, por factores alheios (um golo da Islândia à Áustria no minuto 94), não estava nenhum dos favoritos, e entre prolongamentos e penáltis lá fomos caminhando até à final e ao chouriço do improvável Eder. A Grécia fez o mesmo em 2004, e depois também voltou à normalidade. A diferença é que Portugal tem, desde então, um dos melhores plantéis da sua história, perfeitamente capaz de discutir um título mundial. É pena ver esta geração desaproveitada.
Ninguém percebe como joga a equipa portuguesa. Vemos jogadores fora de posição, vemos jogadores que nem deviam ali estar, vemos outros inexplicavelmente de fora, tudo para enquadrar CR7. O resultado é uma equipa caótica, medrosa e insonsa. Sem rasgo, nem critério. Com a criatividade fechada a sete chaves numa caixa que o engenheiro teme abrir. Portugal, ora dá sono, ora dá medo. Não empolga um só adepto.
Acrescem declarações absurdas e por vezes graves, como “não vi o jogo da Espanha”, “a Espanha joga sempre da mesma maneira”, “não sei o que aconteceu”, “não convoco ninguém para a bancada”, entre outras, cingindo-nos apenas a esta última semana.
O jogo com a Espanha foi igual ao jogo com a Sérvia na Luz. Bastava o empate, entrámos bem, e depois fomos recuando, recuando, recuando até o adversário, com naturalidade, marcar. A sorte não dura sempre, e se não fosse um pontapé fortuito de um tal Trajkovski em Palermo, cheira-me que nem sequer estaríamos no Qatar.
Com Ronaldos, Ronaldetes e engenheiros, isto ainda vai acontecer mais vezes. Oxalá eu não tenha razão.

CR7, A SELECÇÃO E OUTRAS DESILUSÕES

Nada me move contra Cristiano Ronaldo.
Admirei-o como jogador, quando era o melhor (ou, pelo menos, um dos dois melhores) do mundo. Como português, gostava que marcasse golos, quer no Manchester, quer no Real, quer mesmo na Juventus. Na Selecção Nacional, até haver otávios, era um dos meus. E em locais sem grande expressão futebolística como a China, a índia, ou os Estados Unidos, pude comprovar in loco a sua enorme popularidade enquanto português mais conhecido de sempre. Foram, de resto, várias as situações em que, no estrangeiro, ao dizer de onde era, logo vinha o nome de Cristiano Ronaldo à baila. E quando, algumas vezes, em jeito de brincadeira/provocação me perguntavam de seguida se o melhor era Ronaldo ou Messi, invariavelmente respondia, num assomo patriótico, Ronaldo, of course.
Obviamente não conheço CR7 pessoalmente, nunca falei com ele, e tenho o maior respeito por alguém que veio de meios extremamente humildes e chegou ao topo do mundo. Tolero-lhe alguns comportamentos devido a essa trajectória, na qual, na verdade, poucos mortais se podem colocar e garantir que teriam esta ou aquela atitude. Honestamente, não sei como seria eu próprio se tivesse nascido naquele contexto e hoje fosse dono de uma das maiores fortunas do país. Chamar-lhe arrogante ou vaidoso é, por isso, extemporâneo, e talvez até injusto.
Dito isto, também é preciso dizer que o seu tempo já lá vai. E que é pena que o próprio pareça ser o único a não o perceber. É sintomático o que se pode ver no gráfico abaixo, com os seus golos por temporada. Foi lamentável, e degradante, o espectáculo de pré-epoca, em que diversos clubes europeus lhe fecharam a porta na cara (coisa que ele, seguramente, não estaria à espera). A verdade é que na Selecção, como nos clubes, Ronaldo tornou-se mais problema do que solução, ao não entender a sua actual medida, condicionando, assim, toda a estratégia das equipas. Aceitasse de bom grado ficar no banco e saltar aos oitenta minutos para resolver alguns jogos mais complicados (Ibrahimovic, no Milan, por exemplo), e ainda seria útil. Acontece que Ronaldo não aceita, nem entende essa condição. Acha que está em 2014, e que ainda é o maior. Isso torna-se complicado para qualquer treinador – menos para Fernando Santos, que manda menos do que ele na equipa nacional, e assim a vai submetendo aos caprichos da sua estrela cadente.
Fora dos relvados, tenho também de lamentar que, alguém com a sua dimensão planetária, com a sua idade, com acesso aos mais sofisticados meios de todo o mundo, e que é capaz de fazer cair a pique as acções de uma marca de bebidas só por afastar o copo numa conferência de imprensa, não tenha uma intervenção social mais activa. Na verdade, nunca lhe ouvi opinião sobre assunto nenhum. Podendo ser importante, limita-se ostensivamente a ser mediático. Exibe joias, penteados e carros, como um puto ignorante e fútil de 19 anos, e fica-se por aí, parecendo não ter mais nada dentro daquela cabeça. Lamento, pois, que o português mais conhecido de todos os tempos seja, objectivamente, um imbecil – no sentido, vá lá, menos agressivo da palavra.
Com o andar dos anos, a Selecção Nacional tornou-se a selecção de CR7.  Mais recentemente também a de Otávio e a de convocatórias irritantes quase ao nível da provocação. Não só para benfiquista (veja-se a teimosia de não convocar qualquer jogador do Sporting num lote de 26, onde podiam caber Pote ou Gonçalo Inácio, por exemplo). Já há muito que era a selecção da Nike e de Jorge Mendes. É talvez a selecção de todos menos dos verdadeiros adeptos de futebol que, como eu, acham que se está a desperdiçar uma geração fabulosa de jogadores lusos em nome de caprichos e interesses nem sempre claros, e de um culto a um rei que, salvo seja, já vai nu.
Fui adepto da Selecção Nacional desde criança. Por vezes quase tanto como do Benfica. A pouco e pouco, e acentuadamente desde 2016, fui deixando de sentir essa segunda camisola. Sendo uma representação do meu país, jamais torcerei para que perca. Mas fico-me por aí.
Com os bilhetes oferecidos no Continente, e com o apoio dos Super Dragões, também não precisam de mim, nem de adeptos como eu. Ainda bem. Tira-me peso da consciência.
O que tem isto a ver com Ronaldo? Talvez a correlação seja sobretudo simbólica. Tornaram-se farinha de um mesmo saco, que também está cheio de FPF, Nike, Gestifute, otávios, proenças, arbitragens etc, tudo palavras enjoativas, que, directa ou indirectamente, afastam milhares de adeptos da equipa que deixou de ser de todos nós.
Não deixo de lamentar que, para mim, a Selecção Nacional, tal como Ronaldo, comece a parecer coisa do passado.

NÃO PERDES NADA

Rafa é um craque. E, quanto a mim, um dos mais subvalorizados jogadores do futebol português. Jurgen Klopp, e mais recentemente Mircea Lucescu, sabem do que falam. Como eles, também eu estranho que Rafa se tenha mantido por cá todo este tempo.
Tirando Jonas e Darwin, é para mim o melhor jogador do Benfica dos últimos dez anos. Não sei se é boa ou má pessoa (nunca sequer falei com ele), se é benfiquista de criança ou não (talvez agora já o seja), mas em campo enche-me os olhos e a alma. E para correr como corre, como sempre correu, não pode ser mau profissional. Por vezes até parece reencarnar Chalana, se me perdoam o sacrilégio.
Ficar a trabalhar exclusivamente no Benfica, neste momento da temporada, é um privilégio para Roger Schmidt, e uma alegria para os benfiquistas. 
Desconheço os motivos da decisão, mas a selecção de Fernando Santos, da Nike, de Jorge Mendes e de Cristiano Ronaldo, cada vez me diz menos enquanto adepto. Ao que parece, a Rafa também.
Faço votos para que Portugal ganhe. Mas para mim, neste momento, é mais importante preservar os jogadores do meu clube. Espero que João Mário fique no banco, e se desgaste o menos possível com esta parvoíce de jogos sem sentido a meio de competições importantes.

VENDAVAL

Não seria a primeira vez que uma equipa, com tudo a seu favor, em casa, perante o último classificado, e depois de ter visto os principais rivais perder pontos, sentia a pressão, neste caso também o eventual cansaço, e desperdiçava a ocasião de se distanciar.
O Benfica não deu hipóteses ao azar.
Com um jogo sério, vivo e por vezes empolgante, resolveu o problema com distinção, mantendo a sequência de vitórias que já começa a ser digna de nota. 13 triunfos (19 se somarmos a pré-temporada) não surgem todos por acaso. Vê-se que a equipa respira alegria, confiança, e cada vez mais se afirma como o principal favorito à conquista do título. O onze está estabilizado, os reforços são muito bons (alguns mesmo excelentes), e a onda das bancadas começa a fazer-se sentir.
Estamos ainda na 7ª jornada. De favorito a campeão vai uma longa distância. Basta recordar que na época passada o Benfica também entrou no campeonato com 7 vitórias seguidas, entretanto apurou-se para a Champions, goleou o Barcelona, e já em outubro seguia isolado com 4 pontos de avanço. Depois, perdeu em casa com o Portimonense. Depois...
Agora segue-se uma estúpida pausa para selecções (porque não juntá-la à do Mundial?!?). Veremos como voltam os craques de viagens, diferentes métodos de treino, jogos intensos, esperemos que sem lesões. A seguir vem Guimarães. Mais do que o PSG, talvez essa viagem à cidade berço possa ser o grande e derradeiro teste a este Benfica. Não vai decidir nada, mas até pela barreira psicológica da época passada, pode significar muito. De lembrar que na mesma jornada há um Porto-Braga. 

O RECORD DE ERIKSSON?

2022/23

1982/83
Como se vê, para igualar é necessário bater Marítimo, V.Guimarães e...PSG. Para ultrapassar, será necessário ganhar depois ao Rio Ave. Ai o PSG...
De salientar que a equipa de 82-83 foi campeã nacional, venceu a taça de Portugal, e chegou à final da taça UEFA, sendo considerada uma das melhores, senão a melhor, do pós-Eusébio.

OLÉ BENFICA!

É lugar comum dizer-se que um jogo de futebol teve duas partes distintas. No caso deste Juventus-Benfica, poderia dizer-se que teve quatro.
Até aos vinte minutos, a equipa italiana, embalada pelo golo precoce, pressionou muito, criou perigo, e poderia até ter aumentado a vantagem – com consequências agora difíceis de equacionar. O Benfica sentiu o golpe, e demorou até assentar o seu jogo.
Depois desse choque inicial, a partir dos vinte minutos os encarnados soltaram-se, e com dois ou três lances de ataque, quase sempre saídos do trio Enzo, Rafa, Neres, equilibraram a partida mostrando os dentes ao adversário. Até ao intervalo, com duas oportunidades flagrantes de marcar, já justificavam o empate, que acabaria por surgir numa grande penalidade exemplarmente executada por João Mário. Voltava-se ao ponto de partida.
Após o intervalo o Benfica assumiu por completo o jogo, e partiu para o seu melhor período. Entre os 45 e os 70 minutos, a equipa de Roger Schmidt deu um autêntico recital de futebol de ataque, pressionando alto, conquistando quase todas as segundas bolas, criando oportunidades em série (cinco? seis?), que valeram o golo e a vitória, mas que poderiam ter levado a um resultado (ainda mais) histórico. Temeu-se, na altura, que tanto desperdício pudesse ser penalizado no fim. O risco existiu, mas é também de sorte que se fazem os vencedores.
Com as substituições, a Juventus melhorou (sobretudo com Di Maria), e o Benfica perdeu os seus elementos mais valiosos, mas que eram também os mais desgastados. A diferença de Chiquinho para Neres, e de Diogo Gonçalves para João Mário é acentuada. Mas o momento era já de segurar o jogo e o resultado.
A vitória foi justíssima, e agora basta empatar com a Juve na Luz e ganhar em Israel para que, matematicamente, o apuramento se concretize. Com o PSG, tudo o que vier à rede é peixe.
Toda a gente esperava por um teste de fogo para o Benfica de Schmidt. A Juventus, mesmo em crise, com jogadores como Cuadrado, Bonucci, Paredes, Vlahovic, Milik ou Di Maria, era claramente esse teste. E o Benfica passou com distinção.
Destaques individuais para Enzo Fernandez, Florentino, Rafa, João Mário, Neres e, uma palavra muito especial para António Silva – com um pouco mais de músculo e agressividade pode vir a ser um dos melhores centrais do mundo, na senda de Ruben Dias.
Arbitragem discreta, como se pretende.

11 EM 11

Por motivos pessoais, não pude ver o jogo de Famalicão. Foi a primeira vez que tal aconteceu nesta época.
Fui apenas acompanhando tempo e resultado conforme ia sendo possível. Tomei conhecimento do apito final com alívio.
Sei que não foi um grande jogo. Mas entalado entre duas jornadas da Champions, ninguém poderia esperar ópera.
Fico com os números: 11 jogos, 11 vitórias (17/17 se considerarmos a pré-temporada).
Em Turim ficarei satisfeito com um empate.

ONZE PARA FAMALICÃO





























Para Turim: Bah, Neres e Musa por Gilberto, João Mário e Gonçalo Ramos. 

MEIA HORA À BENFICA

Nada como entrar na fase de grupos da Liga dos Campeões com três pontos. Era essa a obrigação, mas uma vez mais, de obrigação em obrigação, o Benfica não falhou. E já vão dez "obrigações" cumpridas.
A primeira parte foi fraca. O Maccabi tem muita força mas pouco jeito. Fechou-se, tentou dificultar, mas não criou qualquer perigo. Após breves minutos de atrevimento, não mais passou do meio-campo. Deu também mostras de ser permeável, e ficou claro que se o Benfica acelerasse mais o jogo, rapidamente conseguiria criar as situações de golo que não estavam a aparecer.
A sensação que dá é que, ao longo dos primeiros quarenta e cinco minutos, o Benfica respeitou demasiado um adversário que não merecia tanta cerimónia. Roger Schmidt percebeu-o, e a segunda parte foi diferente.
Gonçalo Ramos, totalmente desinspirado, sem capacidade de jogar de costas ou vencer duelos individuais (e já amarelado) foi substituído por Musa - que, não sendo um primor de técnica, luta muito, tem corpo, e vai perturbando a linha defensiva adversária.
Sempre com Enzo Fernandez a pautar o jogo, Rafa libertou-se, e o Benfica tornou-se mais rápido e incisivo. Apareceram os golos: primeiro numa boa combinação colectiva, depois num pontapé fenomenal de Grimaldo. Com 2-0 a vitória estava entregue.
Mais dois lances de Rafa a lembrar Chalana, e uma bola no poste rematada por Enzo (novamente com participação de Musa) foi tudo o que o jogo deu até final.
O calendário é denso, e Schmidt decidiu tirar Rafa e João Mário (a par de Grimaldo, os melhores em campo, com destaque ainda para o jovem António Silva, perto da perfeição, e a assumir o posto como um veterano). Os três pontos estavam garantidos, sendo até possível testar um novo sistema, com meio-campo a três, porventura já a pensar na Juventus. Aproveito para dizer que Aursnes me parece jogador para, mais jogo menos jogo, entrar no onze para ficar.
Agora, venha a 11ª vitória.

PS: Ainda não percebi porque motivo o pessoal das claques embirra com as lanternas dos telemóveis. Por mim, que por acaso nunca a acendi, nem desgosto do efeito. Respeito quem não goste. Mas não entendo, nem aceito, que se gritem cânticos insultuosos de benfiquistas para outros benfiquistas, só porque acendem as lanternas e têm outra forma de ver e desfrutar do futebol. Se apenas houvesse claques, em vez de 55 mil estavam lá ...2 mil. O Benfica é maior, muito maior, do que qualquer claque, por mais que esta se ache dona do clube. Caramba! Isto não é o Sporting!

DIFERENÇAS

Números dos clubes portugueses na Taça/Liga dos Campeões:

AO ATAQUE

 5ª Jornada:

BENFICA (futebol ofensivo) : 18 cartões amarelos e 3 vermelhos

FC PORTO (futebol agressivo) : 8 cartões amarelos e 0 vermelhos (equipa menos admoestada da Liga)