SERENIDADE

O quadro acima mostra os resultados obtidos pelo Benfica no início das últimas quatro temporadas, ou seja, desde que foi campeão pela última vez. Com excepção da derrota em Salónica, no dia 15/9/2020, os percursos são quase imaculados. Na temporada Covid a calendarização foi diferente, mas na época passada, por exemplo, só em Outubro chegou o primeiro mau resultado (derrota em casa com o Portimonense), imediatamente depois de uma goleada ao...Barcelona.
A memória da comunicação social é curta, e como o Benfica vende, rapidamente transformam o pão em rosas.
Estou feliz pelo início de época vitorioso. Acontece que, há um ano atrás...também estava.
Ainda falta tudo. E o Benfica tem de jogar mais e ser mais sólido para poder vencer as adversidades que, dentro e fora do campo, lhe irão ser colocadas semana a semana.
Dito isto, encha-se o estádio, e vamos a mais uma vitória.

PIADA DE MAU GOSTO

Podia haver muito para dizer desta vitória do Benfica. Que foi sofrida e muito saborosa. Também que foi melhor do que a exibição. Podia dizer-se que a equipa encarnada parece cansada e algo previsível. E que a noite andou perto do abismo. Ainda que o campeonato português é uma lástima, recheado como está de equipas formatadas para o anti-jogo, representando clubes sem expressão popular, social, demográfica, desportiva ou economica, coisa que só se resolvia com uma drástica redução, enviando toda esta gente para o seu devido lugar : a segunda divisão. 

Porém, nada me parece mais importante, ou mais preocupante, do que denunciar o assalto que, sobretudo o VAR, António Nobre de seu nome, praticou esta noite. Felizmente sem dano.

É nas vitórias que se deve denunciar estas situações, que lemram tudo o que se viu ao longo da temporada passada. Também porque é nestes momentos que se consegue agregar o universo benfiquista na denúncia. Quando se perde é mais difícil.

O lance de Gonçalo Ramos é, como disse Schmidt, uma piada. De mau gosto. Até percebo que, em campo, o árbitro seja induzido em erro. Mas o VAR??!!!?? Enfim, faltam-me palavras para definir aquilo. O que sei é que me deixou profundamente preocupado para o futuro. Tal como os 7 amarelos e 2 vermelhos a uma equipa que fez 9 faltas e passou o tempo todo a atacar 

Era oportuno Rui Costa falar. Ser a voz da indignação do povo benfiquista perante o que, incrédulo, foi obrigado a ver. Depois, pode ser tarde. 

Mesmo com os três pontos, não irei dormir descansado. 


NÃO MEXE MAIS

...e só o futuro dirá o que ficou a faltar e o que ficou a sobrar.

NADA MAL

Ao que parece, será este o plantel definitivo.
Não está mal, embora continue a achar a equipa, globalmente, macia e com menos músculo do que seria desejável. Ainda assim com um acréscimo de qualidade evidente.
Espera-se a todo o momento a confirmação das saídas de André Almeida (rescisão amigável) e Meité (Cremonese).
Em relação à época passada, não estarão pois: Svilar, Lázaro, Vertonghen, Tomás Araújo, Kalaica, André Almeida, Sandro Cruz, Weigl, Meité, Taarabt, Gabriel, Pizzi, Radonjic, Everton, Seferovic, Yaremchuk, Darwin e Tiago Gouveia. Ferro, Gedson, Vinicius e Waldschmidt ainda haviam começado a temporada, pelo que estamos a falar de um total de 22 jogadores. Uma verdadeira revolução, que era imperioso fazer. E podiam ter saído também Helton, Gil Dias, Diogo Gonçalves, Chiquinho e Rodrigo Pinho. Mas...não se pode ter tudo.
Creio que o plantel está mais forte, mais jovem, mais português, mais equilibrado e mais coeso. Falta saber que correspondência isso terá em títulos.

MERCADO A FECHAR - actualização

DRAXLER - Se estiver em boas condições físicas pode vir a ser o melhor jogador do campeonato. É um craque, que só mesmo no PSG (com Messi, Mbappé e Neymar) podia ficar no banco. Parece-me um excelente negócio, até porque sendo alemão terá integração facilitada por Roger Schmidt. Além de que o PSG assegura parte substancial do ordenado. Resta saber como está a sua condição física depois da grave lesão que teve. É esse o meu único receio.

ODYSSEAS - Boa notícia ter ficado. Embora a alternativa Keylor Navas fosse apetitosa, talvez por esta se ter tornado inviável Rui Costa não quis arriscar. E bem. O problema do Benfica não está, nem esteve, na baliza. Substituir Vlachomidos por Navas, seria excelente. Substituir Vlachodimos, neste momento, por não se sabe quem, podia ser trágico.

VERTONGHEN - Tivesse a lesão de Morato acontecido uma semana antes, e Vertonghen ficava no plantel. Mas ninguém pode antecipar lesões, e percebe-se que a cabeça do jogador já estivesse noutro sítio. Nem era ético querer dispensá-lo, e agora, à última hora, voltar atrás e querer que ficasse para tapar um buraco de dois meses. É um profissional, um ser humano, que sempre se deu ao respeito e merece ser respeitado. Que tenha sorte na Bélgica.

MORATO - É de facto uma lástima que no melhor momento da sua carreira, quando se estava a afirmar, tenha de parar por dois meses. Temo que possa até nunca mais vir a ser titular do Benfica, se entretanto Lucas Veríssimo voltar, ou se António Silva se consolidar no onze. Confesso que esta temporada estava a gostar bastante dele. Pela primeira vez.

RUBEN VEZO - É barato, português, e para ficar no banco durante seis ou sete jogos talvez chegue. Se ainda se arranjar melhor, óptimo.

ANDRÉ ALMEIDA E TAARABT - Fala-se em rescisões amigáveis. Espero que se concretizem.

MEITÉ - Fala-se no Cremonese. Espero que se concretize.

MERCADO A FECHAR

Já estou conformado com o facto de não entrar mais ninguém. Tenho pena de Ricardo Horta, pelo atleta. Mas Salvador não merece outra coisa que não ficar com o negócio a arder-lhe nas mãos.
Ainda espero é que o plantel possa ser emagrecido, em número e em massa salarial.
Seguem-se onze casos (uma equipa completa) de jogadores que preferia ver longe da Luz. Já não vou falar de Grimaldo, pois não há tempo para encontrar alternativas.
WEIGL - Penso que acabará por sair, só não se sabendo para onde. Aufere salário demasiado elevado para o seu valor real - que no Benfica nunca passou da mediania, e para mediano prefiro o Florentino, que ganha (muito) menos, e joga pelo menos o mesmo.
ANDRÉ ALMEIDA - Pelo seu passado no clube pagava-lhe o resto do contrato, rescindia e deixava-o ir à sua vida. Manter-se não é bom para o Benfica nem para a imagem que o próprio jogador deixa, ele que, apesar de tudo, conquistou vários títulos na casa. Além de que existem boas opções para o lugar (Gilberto e Bah).
VERTONGHEN - Salário altíssimo para terceira, quarta, quinta ou sexta opção (quando regressarem os dois brasileiros e António Silva se afirmar). Parece ser um bom profissional, e também merece saída digna. Mas desportivamente está lento e acabado. Cedência, ou rescisão com acordo, para encontrar um local (Brugge?) onde ainda possa sonhar com a presença no Mundial. Termina contrato no fim da época, pelo que talvez não seja difícil haver entendimento.
TAARABT - Já não está com o plantel, mas ainda recebe bom salário. Médio Oriente? Turquia? Ceder a custo zero, ou mesmo abaixo de zero.
MEITÉ - Fala-se da Cremonese. Será que lhe querem pagar o salário que aufere na Luz? Se não, emprestar para qualquer lado, nem que seja a poupar apenas parte do ordenado.
GIL DIAS - É português, abnegado, benfiquista desde criança, e ganha pouco. Não é um craque, mas não faz mal nenhum ao plantel, ficando entre o banco e a bancada. Pode ser que até marque outro golo ao Sporting...
CHIQUINHO - Não sei se é benfiquista, e não me parece tão abnegado como Gil Dias, mas também é português e não ganhará muito. A qualidade futebolística é a mesma ou pior. Enfim, se Schmidt gosta dele, também não me faz comichão que permaneça.
DIOGO GONÇALVES - Em relação aos dois anteriores tem a vantagem de ser da formação do Seixal (e, já agora, de ser alentejano...). Ainda assim não aprecio o estilo, e a vez que o vi jogar com mais alegria foi na Luz mas...pelo Famalicão. De vez em quando marca uns golos bonitos. Aceito que fique.
PAULO BERNARDO - Este parece-me de segurar, embora ache melhor emprestá-lo (não sei ainda muito bem como funciona o limite de empréstimos, nem se pode ser emprestado via equipa B). Vai jogar pouco, e precisa de evoluir, ganhar ritmo e músculo, jogando todas as semanas, preferencialmente na Liga Portuguesa.
RODRIGO PINHO - Com a saída de Yaremchuk, talvez não seja má ideia mantê-lo. Tem alguma qualidade técnica (creio que até mais do que Musa). Falta-lhe nervo, intensidade (trabalho?) e aos 32 anos não vai passar daquilo. Mas em caso de lesões pode vir a ser útil.
HELTON LEITE - Dizem muito bem de Kovacevic. Mas, por mim, Odysseas renovava por mais cinco anos, pois vejo-o como um esteio da equipa. Se Kovacevic é mesmo bom, pois que venha, mas então que saia Helton. Ou então que fique tudo como está na baliza, pois o Benfica tem bons guarda-redes na formação, que podem assegurar o médio-longo prazo.

Em suma, é imperioso que saiam Weigl, André Almeida, Vertonghen, Taarabt e Meité.
Quanto aos outros, se saíssem não se perdia nada, mas aceito que possam ficar a fazer número.
Custa-me falar assim de jogadores do Benfica. As últimas épocas deixaram-me fortemente magoado com os plantéis (ou parte deles), e julgo que quanto mais profunda a limpeza, mais perto se estará das vitórias.

SORRISO AMARELO

Com razão ou sem ela, com mais ou menos optimismo, a verdade é que têm sido criadas grandes expectativas face ao Benfica de Roger Schmidt. E os rivais também fizeram a sua parte, perdendo pontos inesperadamente nesta última jornada, permitindo aos encarnados jogarem para a liderança isolada e beneficiarem de um enorme entusiasmo em seu redor, próprio de quem espera ardentemente por dias melhores do que os que passou ao longo dos últimos três anos.
Numa terça-feira à noite, a Luz estava cheia.
Não sei se devido a essas altas expectativas (um homem não é de ferro...) a verdade é que saí do estádio algo desapontado. Feliz (aliviado?) com a vitória e com a liderança, mas preocupado com as debilidades que a equipa deixou perceber, e que com outros adversários poderão ser fatais - de resto, com este já foi o que foi.
No ataque a coisa não vai mal. O Benfica marcou três, mais dois anulados, e poderiam ter feito outros tantos. É preciso melhorar a eficácia, mas isso acredito que possa vir a acontecer num futuro próximo.
O problema é quando perde a bola.
O meio-campo é macio, os alas não defendem, os laterais são demasiado ofensivos , e a equipa fica partida (numa espécie de 2-4-4 audaz mas porventura romântico). Logo, as transicções defensivas são de susto. E qualquer Casa Pia ou Paços de Ferreira consegue criar perigo, uma, e outra, e outra vez, com passes feitos a meio-campo, com liberdade, a isolar alas que entram entre lateral e central como faca em manteiga num dia de verão.
O Paços ainda não tinha marcado qualquer golo no campeonato. Marcou dois! E aquele lance aos 95 minutos gelou o estádio.
Na maioria das vezes os avançados destas equipas acabam por se atrapalhar e perder os timings, a bola, ou atirar para fora. Quando se tratar de Mbappe, ou Vlahovic (ou mesmo Taremi ou Pote), a coisa vai piar fino. Aí, temo o pior.
Posso estar a ser demasiado pessimista. Na verdade o Benfica está numa série condensada de jogos, e não pode impor o mesmo ritmo nem a mesma agressividade de três em três dias. Falta ver o que Aursnes trará àquele meio-campo.
Enfim, veremos. Para já espera-se nova vitória em casa, diante do Vizela, e pressão acrescida sobre os rivais. O Sporting, por exemplo, poderá entrar na Amoreira, na sexta-feira à noite, com 11 pontos (!!!) de desvantagem. Não mata mas mói.
Seja como e onde for: Viva o Benfica!

FALTAM 3 DIAS

Mais do que contratar (e Ricardo Horta parece cada vez mais longe), o Benfica tem de acelerar as dispensas. Pelo emagrecimento do plantel e da folha salarial.
Há que colocar/dispensar/vender: André Almeida, Vertonghen, Gil Dias, Weigl, Meité, Taarabt, Chiquinho e Rodrigo Pinho.


A VOAR

Faltam ainda os grandes testes (PSG, Juventus, sobretudo FC Porto e Sporting, talvez também Braga), mas não se poderá dizer que a partida do Bessa estaria destinada a ser um mero desfile de camisolas vermelhas.
O Boavista é uma boa equipa, muito combativa, e Petit é um treinador competente e conhecedor do Benfica. O Bessa é um estádio difícil onde há algum tempo os encarnados não venciam. Foi lá que começou a debacle do primeiro ano do regresso de Jorge Jesus.
Pois desta vez as dificuldades foram ultrapassadas com distinção. Nem gostei muito dos primeiros minutos, mas a partir do golo, com o Boavista obrigado a abrir um pouco as suas linhas, o Benfica saltou para mais uma vitória folgada e uma exibição convincente. Destacaria o "capitão" João Mário, mas também gostei bastante da entrada de Musa.
Não quero entusiasmar-me demasiado. Na época passada, só em Outubro o Benfica perdeu os primeiros pontos, quando comandava isolado com quatro de vantagem e acabara de golear o Barcelona para a Liga dos Campeões. E só em Dezembro verdadeiramente caiu a pique.
Aliás, nas últimas duas épocas, os encarnados entraram com 5 e 7 vitórias consecutivas respectivamente. Sabe-se como acabaram.
Falta tudo, e como diz Roger Schmidt, e como diria João Pinto...só no fim da época se verá, de facto, quem é a melhor equipa portuguesa. Mas que isto está a saber bem, lá isso está.

RECORDE OS JOGOS COM O PSG

2007
 

2011


2013

RECORDE OS JOGOS COM A JUVENTUS

1968
 
1993


2014

ADVERSÁRIOS COM HISTÓRIA

PARIS SAINT-GERMAIN
Histórico com Benfica:


JUVENTUS TURIM
Histórico com Benfica:


 MACCABI HAIFA
Nunca jogou com o Benfica. Mas, atenção: em Israel, os encarnados perderam sempre.

PODIA TER SIDO PIOR...

Confesso que, nos sorteios da fase de grupos da Champions, a minha maior preocupação vai sempre para o pote 4. Um pote 4 adocicado permite conquistar pontos e, em condições normais, pelo menos seguir pela Liga Europa adentro. O resto se vê depois.
Nesse ponto de vista, o Benfica não se poderá queixar.
Podia, porém, ter tido um pouco mais de sorte nos restantes potes. Sobretudo no 1, de onde o Sporting apanhou o Frankfurt, e o contraste é óbvio. Ainda assim, acho que a Juventus, mesmo com Pogba, Chiesa, Di Maria e Vlahovic, com sorte e inspiração não é totalmente inultrapassável. Já perante o PSG de Messi, Neymar e Mbappé o único objectivo será evitar grandes goleadas.
Os rivais de Lisboa e Porto foram bastante mais bafejados pela sorte. O FC Porto dificilmente não avançará para os Oitavos (enfim, também partiu do pote 1), bastando-lhe para tal ultrapassar os acessíveis Leverkusen e Brugges (duvido que encha sequer o estádio). O Sporting, não fosse o Marselha (um dos indesejáveis do último pote), teria tido um verdadeiro jackpot, com os potes 1 e 2 altamente favoráveis (sobretudo o 1).
Está feito, está feito. Agora é jogar, e sonhar com uma campanha parecida com a do ano passado.

SEMÁFORO EUROPEU

GRUPO CÉU: Ajax, Leipzig e M.Haifa
GRUPO INFERNO: Bayern, Liverpool e Rangers

O QUE FALTA

CONTRATAÇÕES: Ricardo Horta, Orellano ou um sucedâneo
DISPENSAS, VENDAS, COLOCAÇÕES: André Almeida, Vertonghen, Weigl, Taarabt e Meité 

 

SEMPRE A GANHAR

 

FESTIVAL

Não passava pela cabeça de ninguém que, depois de vencer fora de casa por 0-2, o Benfica desperdiçasse a oportunidade de selar o apuramento para a fase de grupos da Champions League.
Por via das dúvidas, os encarnados não facilitaram. Mesmo nada.
Entrada de rompante e exibição de luxo ao longo de toda a primeira parte, não só confirmaram o apuramento, como deixaram água na boca dos adeptos para o que resta de temporada - e que é quase tudo.
Os reforços são mesmo...reforços. David Neres e Enzo Fernandez cotaram-se como os melhores em campo, sendo eles (a par de um grande Rafa) as figuras cimeiras deste Benfica de cara lavada.
O modelo de jogo de Roger Schmidt - inteligentemente trabalhado com um onze base desde cedo  definido - é de facto empolgante. E contra adversários de valor, digamos, moderado, é também altamente eficaz. Resta saber se as transicções defensivas, muitas vezes no limite do risco, muitas vezes a causar calafrios, serão suficientemente sólidas para enfrentar equipas mais fortes. Estou a pensar no FC Porto, no Sporting, e nos prováveis adversários da Champions.
É aí que residem as minhas dúvidas sobre o real valor desta equipa de Schmidt, sendo que, até agora, o percurso tem sido imaculado, e o desempenho acima de todas as expectativas.
Que este Benfica vai muitas vezes golear e dar espectáculo, parece-me óbvio. Não sei é se, por exemplo, no Estádio do Dragão, será capaz de vencer por 0-1 na raça e no rigor, ou não evitará uma derrota 3-2 ou 4-2 depois de uma partida fantástica elogiada pela crítica. E isso, na Liga Portuguesa, pode fazer toda a diferença.
PS: Uma palavra para a equipa do Dínamo, que disputou esta qualificação em condições extremamente difíceis, e com enorme dignidade. Ficaram pelo caminho no futebol, mas espero que, naquilo que certamente mais lhes importa, venham um dia a ser bem sucedidos.

AO MEU ÍDOLO


Na margem esquerda da vida nasceu. Foi na ala esquerda do campo que brilhou.
Fintou adversários. Também  adversidades. 
Foi um mago, uma luz, um trovão. Jogava enormidades. 
Valeu milhões. 
Fernando era alegria em movimento, era poema em calções.
Um pequeno gigante de talento. Um enorme coração de humildade. Um oceano de génio. 
Chamava-se mito, lenda e eternidade. Chamava-se Benfica como Eusébio.
Não partiste, pois não? Pergunta o povo emocionado. Pois Chalana não morre. Fica para sempre do nosso lado. 

NOTA: A foto é do primeiro jogo que vi ao vivo do Benfica, do primeiro golo que festejei no Estádio da Luz, e que foi também o primeiro golo que Chalana marcou na Luz para as competições europeias. 3 de setembro de 1980, Benfica-Altay Izmir


PONTO DE SITUAÇÃO (actualizado)

Confesso que gostava de, neste momento, já ver as coisas mais definidas. Mas o mercado é o que se sabe, só fecha no fim de agosto, e muitas das indefinições, como pedras de dominó, dependem de terceiros - nomeadamente os jogadores a vender (Weigl, eventualmente Odysseas, eventualmente Grimaldo, eventualmente Gonçalo Ramos).
Terminada a pré-temporada, vistos os jogadores, vou dizer novamente aquilo que eu queria:
- Manter Odysseas, pois acho que é um guarda-redes ao nível do Benfica. Não é Ederson nem Oblak, assim como Rafa não é Mbappé e Gonçalo Ramos não é Lewandowski. Infelizmente o Benfica não pode ter os melhores do mundo em cada posição, e o guardião grego está entre aqueles que podemos ter. Dificilmente se encontrará melhor pelo mesmo salário;
- Se Morato continuar, com João Victor, a esperada recuperação de Lucas Veríssimo, e o potencial de António Silva, parece-me que Vertonghen torna-se demasiado caro para ficar no banco. Gostava que se encontrasse uma solução para o belga, de forma a sair dignamente de um clube que representou dignamente;
- Grimaldo tem virtudes e defeitos. Acontece que os defeitos permanecem patentes, e no contexto táctico do Benfica (alas pouco dados a marcação, trincos suaves, etc) tornam-se demasiado penalizadores para a solidez defensiva da equipa. Acaba contrato no fim da temporada, talvez tenha algum mercado, e por mim resolvia-se o problema contratando um outro lateral - forte, robusto, sólido e rigoroso tacticamente;
- Weigl é claramente para vender. Tem um salário elevadíssimo, tem mercado na Alemanha, e não é o jogador de que o Benfica precisa para a posição (demasiado suave, pouco móvel, errante nas coberturas, fraco no jogo aéreo etc). Venha de lá esse Aursnes (não sei o que vale, mas não será pior, e fica certamente mais em conta na folha salarial);
- André Almeida e Meité estão a mais no plantel. Um porque já passou o seu tempo, o outro porque não se afirmou e duvido que venha a fazê-lo. Quanto a Chiquinho, Diogo Gonçalves e Gil Dias, as suas presenças dependem de outras saídas ou entradas (Ricardo Horta? Lateral-Esquerdo?);
- Martim Neto, Paulo Bernardo e Diego Moreira são todos para agarrar. Mas talvez seja melhor para algum ou alguns deles, no imediato, rodar noutra equipa. O espaço no plantel também depende daquilo que acontecer no mercado (atenção que Martim termina o contrato no fim da época, e o seu empresário não é de fiar);
- Perante uma boa proposta (sempre acima de 40M) não me chocava vender Gonçalo Ramos. Schmidt quer jogar preferencialmente com um ponta-de-lança, e neste momento tem cinco. Acredito mais em Henrique Araújo do que no jovem algarvio - do qual, francamente, não sou super-fã;
- Entre Musa e Rodrigo Pinho emprestava um. Um ou outro será terceira (ou quarta...) opção. Não desgosto deles, mas não há espaço para todos.
Em suma, saíam mais 12 jogadores: André Almeida, Vertonghen, Grimaldo, Gil Dias, Weigl, Meité, Chiquinho, Diogo Gonçalves, Gonçalo Ramos, Rodrigo Pinho, e ainda Taarabt e Gabriel que já estão separados da equipa. E entrava um lateral-esquerdo forte e sólido, Aursnes e Ricardo Horta.

O plantel definitivo, com 25 elementos, seria: Vlachodimos, Helton e Samuel Soares / Bah, Otamendi, João Victor, (lateral-esquerdo), Gilberto, Morato, Lucas Veríssimo, António Silva e Ristic / (Aursnes), Enzo, João Mário, Florentino, Paulo Bernardo e Martim Neto / Henrique, Yaremchuk, Musa, Rafa, Neres, (Ricardo Horta) e Moreira.

OS AMIGÁVEIS DESTE SÉCULO


GOLEADORES:

NADA COMO VENCER

Em primeiro lugar queria saudar o regresso da Eusébio Cup.
Foi uma excelente ideia replicar no Benfica a tradição de grandes clubes como Real Madrid, Barcelona ou Bayern, criando um troféu de pré-época e convidando nomes sonantes do futebol internacional para o abrilhantar. Infelizmente, por motivos que me escapam, perdeu-se durante alguns anos. Depois veio a pandemia. Em boa hora regressa, com a dignidade que o seu nome merece. Espero que seja para ficar.
Desportivamente, valha o troféu o que valer, era importante que o Benfica mantivesse a rota triunfante desta pré-temporada. As vitórias, mesmo a feijões, dão confiança e estabilidade ao grupo de trabalho, estimulam o entusiasmo dos adeptos - o que faz encher o estádio, vender cativos e merchandising, chamar novos sócios etc - e,...silenciam críticas destrutivas da comunicação social hostil e dos pseudo-adeptos mais barulhentos.
Em caso de derrota, começava já o folclore de devastação, dos anti-benfiquistas, e daqueles que se dizem benfiquistas mas querem não sei bem o quê que já não existe e não mais existirá. Porque o plantel é muito grande, porque não se dispensa este, aquele e o outro, porque não se contrata aqui, ali e acolá, porque Grimaldo isto, porque Vlachodimos aquilo, etc, etc, prova da grande dimensão, para o bem e para o mal, do clube, mas também dos novos tempos em que um discurso de taberna, via redes sociais e afins, se torna preocupantemente dominante -  no futebol e não só. 
Dito isto, não acrescentaria muito mais ao que o próprio Roger Schmidt referiu no fim do jogo: houve coisas boas, mas também algumas a melhorar.
A minha maior preocupação é que as coisas que carecem de melhoria (e neste caso ofereceram dois golos ao adversário) são as mesmas de anos anteriores, com os resultados que se conhecem: défice na transição defensiva, e permeabilidade no eixo central-trinco-lateral esquerdo.
Acredito que o Midtjylland não as consiga aproveitar devidamente, e que o Benfica passe com alguma tranquilidade aos playoffs. E acredito que, então, com mais tempo de trabalho, já se possa ver outra solidez defensiva na equipa. 
Individualmente destacaria Rafa (parece firmemente apostado em estar no Mundial), Enzo (com classe e ritmo acima dos companheiros), Gilberto (a querer agarrar o lugar com os dentes) e Henrique Araújo (no qual deposito esperanças de vir a ser, em breve, o grande goleador do Benfica). Gostei do golo de Grimaldo, o que não me faz mudar de ideias quanto à necessidade de um lateral mais forte, sólido e rigoroso no plano defensivo. Quanto a Florentino, embora mais rápido e móvel do que Weigl, demonstra a mesma suavidade numa posição onde se precisava de um gorila. Gostei de ver Gonçalo Ramos marcar, apesar de não ser o seu maior fã, e continuar a preferir Henrique Araújo para o lugar (mais incisivo, mais matador).
Acabaram os testes. Vai começar a época a sério, e então veremos o que vale afinal o novo Benfica de Roger Schmidt.
HISTÓRICO DA EUSÉBIO CUP:


O QUE FALTA FAZER

DISPENSAS (16):
- Concluir a venda de Pizzi para o Dubai;
- Acordar rescisão de André Almeida, Vertonghen, Meité, Taarabt, Gabriel, Chiquinho e Rodrigo Pinho;
- Vender Grimaldo, Weigl e Yaremchuk;
- Emprestar Kokubo, Gil Dias, Diogo Gonçalves e Musa;
- Colocar André Gomes na equipa B.

CONTRATAÇÕES (4):
- Lateral esquerdo forte e sólido (?);
- Trinco robusto (Sangaré? Aursnes?);
- Avançado móvel capaz de jogar pelas alas (Ricardo Horta?);
- Ponta-de-lança matador (?).

PLANTEL (27):
GR - Vlachodimos, Helton Leite e Samuel Soares;
DF- Bah, Otamendi, João Victor, (contratação), Gilberto, Morato, António Silva, Tomás Araújo, Ristic e Lucas Veríssimo;
MD- (contratação), Enzo Fernandez, João Mário, Florentino, Martim Neto, Tiago Gouveia e Paulo Bernardo;
AV- Rafa, (contratação), Neres, (Ricardo Horta), Gonçalo Ramos, Henrique Araújo e Diego Moreira.


MUITO OBRIGADO A AMBOS!

Por motivos que desconheço, Pizzi , sensivelmente desde a fase final do período-Lage, tornou-se um mal-amado no Benfica. Terá tido culpas próprias, mas também alguma incompreensão dos adeptos.
Por mim, prefiro ficar com os números. O médio transmontano marcou mais golos de águia ao peito do que João Pinto, Magnusson, Diamantino, Simões, Isaías, Mitroglou, Chalana, Paneira, Gaitán, Saviola, Filipovic, Mantorras, Valdo ou Rui Costa, só para dar alguns exemplos de grandes ídolos do benfiquismo. Ganhou também mais títulos do que alguns dos mencionados. Foi capitão inúmeras vezes. E pedra angular nas últimas conquistas do clube.
Do pouco que o conheci, pareceu-me também uma pessoa afável e educada (aparentemente até dos mais simpáticos e acessíveis jogadores do plantel). Não o imagino como terrorista de balneário.
A mim, deixa saudades, embora entenda o fim de ciclo - ao qual nem Eusébio escapou.
Desejo-lhe a melhor sorte do mundo como pessoa e como profissional. A história não irá mentir.

Seferovic foi um jogador de altos e baixos. Altos muito altos, como na temporada em que se sagrou melhor marcador do campeonato e foi um dos pilares do último título encarnado, com golos extraordinários de verdadeiro ponta-de-lança; ou como no último Europeu em que foi um dos avançados em maior destaque. Baixos muito baixos, com falhanços inacreditáveis em frente das balizas, e, sobretudo, eclipsando-se por completo, quer na segunda metade da primeira época na Luz (ainda com Rui Vitória), quer em quase toda a última (com Jesus e Veríssimo).
Ficou sempre a ideia de que tinha condições físicas e técnicas para mostrar maior regularidade e maior preponderância. Mas, se fosse o caso, talvez há muito que já não estivesse em Portugal. 
Gosto de goleadores, e apreciava bastante o modo de jogar do suíço. As suas movimentações, a sua elegância em campo, e sobretudo os golos. Não sei se treinava bem, se treinava mal, pelo que não faço ideia dos motivos das profundas oscilações de rendimento. E compreendo que um dos mais elevados salários do plantel não pode ser desperdiçado no banco de suplentes.
Na hora do adeus, fico com os altos. Com 2019. Com os fantásticos golos que foi capaz de marcar (inclusivamente a Sporting e FC Porto), e que o colocam, em números, à frente de  Mitroglou, Saviola, Filipovic, Lima, Rodrigo, Darwin, César Brito, Vata, Yuran, Jimenez ou Mantorras, para falar apenas de pontas-de-lança.
Obrigado e Boa Sorte!

O PLANTEL (QUASE) DEFINITIVO

GUARDA-REDES (3): Valchodimos, Helton Leite e Samuel Soares
LATERAIS-DIREITOS (2): Bah e Gilberto
CENTRAIS (5+1): Otamendi, João Victor, Vertonghen, Morato, António Silva e Lucas Veríssimo
LATERAIS-ESQUERDOS (2): Grimaldo (ou contratação) e Ristic
MÉDIOS (6): Florentino, Enzo Fernandez, João Mário, Weigl (ou contratação), Martim Neto e Paulo Bernardo
ALAS (4): Rafa, Neres, Diego Moreira e Tiago Gouveia
AVANÇADOS (4): Gonçalo Ramos, Henrique Araújo, Yaremchuk e Musa

Equipa B: André Gomes
Emprestar: Kokubo, Tomás Araújo, Gil Dias, Chiquinho e Diogo Gonçalves
Vender/dispensar: André Almeida, Meité, Taarabt, Pizzi, Gabriel e Rodrigo Pinho; eventualmente Grimaldo e Weigl
Saídas confirmadas: Svilar, Lazaro, Ferro, Everton, Radonjc, Darwin e, quase, Seferovic 

NÃO FOI MAU

...penso que o pior vem a seguir, no Playoff (Monaco? PSV? Fenerbahce de Jesus?). Mas há que pensar numa coisa de cada vez.
 

A FESTA DO GOLO

A pré-temporada vale o que vale. Lembro-me de algumas muito boas que antecederam épocas sofríveis (desde logo as três últimas), e também do contrário (por exemplo, em 2014 com seis derrotas em oito jogos, e em 2015, com três derrotas e dois empates em cinco partidas). Ainda assim, continuo a acreditar que é melhor ganhar do que perder, mesmo nos jogos a feijões. 
O Torneio do Algarve mostrou um Benfica solto, confiante, pressionante e goleador. Deu boas indicações sobre alguns dos reforços (Bah, Enzo e Neres). E permitiu erguer uma taça, que é sempre uma excelente forma de começar.
O modelo de Roger Schmidt parece mais ou menos definido. Linha de quatro defesas, duplo-pivot, dois extremos, e um segundo avançado no apoio ao ponta-de-lança. Uma espécie de 4-2-3-1, bastante flexível.
Tendo em conta esse modelo, destaco desde já alguns pontos que me parecem carecer de definição:
1- Creio que Grimaldo acabará por sair, Ristic não se mostrou (não sei o que vale), pelo que a posição de lateral-esquerdo permanece, até ver, em aberto, sendo que Gil Dias, pelo esforço, pelo dinamismo, deu boas indicações quanto à possibilidade de se manter no plantel como alternativa de segundo plano. 
2- Ainda não estou convencido de que Florentino seja o de 2019, com Lage, e não o que se eclipsou nos sucessivos empréstimos desde então. De qualquer modo, tanto ele como Weigl são atletas macios, e o Benfica necessita, a meu ver, de músculo naquela posição. Ainda mais se utilizar Enzo como número oito, tal como aconteceu neste torneio.
3- Gonçalo Ramos marcou dois golos, e foi considerado MVP (para mim seria Rafa). Mas nem ele, nem Yaremchuk, por motivos diferentes (o primeiro porque rende mais atrás do ponta-de-lança, o segundo porque é tecnicamente limitado), são o matador de que o Benfica necessita. Recordo que saiu Darwin, o melhor jogador da equipa, e um dos melhores avançados do Benfica deste século. O uruguaio, sozinho, assegurava o ataque e disfarçava muita coisa. Seferovic, melhor marcador em 2019 e 2021 também está de saída. Tenho fé em Henrique Araújo, mas não sei até que ponto está maduro para tamanha responsabilidade. Acho, pois, que falta ali qualquer coisa.
Dito de outra forma, creio que com um lateral-esquerdo sólido, um trinco robusto e um ponta-de-lança eficaz, este Benfica poderia, de facto, tornar-se numa grande equipa. Assim...vamos ver.
Longe da possibilidade de integrarem o plantel definitivo parecem estar André Gomes e Kokubo (Samuel Soares será, ao que parece, terceiro guarda-redes), André Almeida, Tomás Araújo (António Silva ganhou-lhe a dianteira), Meité, Taarabt, Pizzi, Gabriel, Diogo Gonçalves, Tiago Gouveia, Paulo Bernardo (algo lento para este modelo), Diego Moreira (talentoso, mas muito verde) e Rodrigo Pinho. Com estas saídas, com as desejáveis vendas de Weigl e Grimaldo, com a contratação de trinco e ponta-de-lança (lateral esquerdo depende de Ristic ser ou não solução clara para a titularidade), fecharia o plantel.
Ricardo Horta? Nem me lembrava. Lamento por ele, pois sei que era o cumprir de um sonho de criança. Mas o Benfica tem outras prioridades que não encher o bolso de António Salvador. 12 milhões mais dois dos jogadores dispensáveis acima referidos (alguns deles, eventualmente em definitivo), e não dava nem mais um cêntimo. Se quiserem, muito bem, senão, boa tarde.

A LIGA DELE

Os comentários patéticos da tal Sofia Oliveira dão apenas para rir. Já aquilo que disse Pedro Proença, quando questionado sobre o protesto do Benfica na cerimónia do sorteio, é grave, preocupante, e não tem graça nenhuma.
Atribuir um prémio fair-play ao Benfica foi uma anedota de mau gosto. Mas dizer depois que as parcas palavras dos benfiquistas presentes se deviam a falta de capacidade de expressão (não sei se pensava no jovem Henrique Araújo ou no grego Odysseas) é um insulto à inteligência de quem ouviu, e à dignidade do Benfica e dos benfiquistas.
Pedro Proença foi um árbitro miserável, que condicionou campeonatos no país, e que fez carreira na UEFA seguindo os três princípios necessários para tal: falar bem inglês, aparentar boa forma física e saber manipular jogos sem dar muito nas vistas.
Como presidente da Liga é ainda pior, deixando as competições em queda livre, com arbitragens manipuladoras como não se via desde o século passado, calendarizações e horários estapafúrdios, e com um desfile de equipas fantasma sem qualidade, sem adeptos, sem história e sem nada, que não pagam salários e apenas enchem o calendário e se prestam a suspeitas de jogos de mala e afins. Não me lembro de campeonatos tão fracos como estes últimos, e o responsável máximo tem nome.
Proença, que é todo ele uma piada de mau gosto, vem agora gozar com os benfiquistas, que não podem, nem devem esquecer tudo aquilo que se passou na última temporada - nem, já agora, tudo aquilo em que assentou a carreira deste personagem. 
Com gente desta no poder do futebol, temo que contratar bons treinadores e bons jogadores não venha a ser mais do que deitar dinheiro ao lixo.



A ESCOLHA DE SOFIA

O que algumas pessoas fazem para se tornar populares (ou virais, como é moda), seja por que razão for, é triste de se ver.
E quando se trata de uma das poucas mulheres que aparecem na comunicação social a falar sobre futebol, mais triste se torna. Acontece que a estupidez não tem sexo.
A comentadora da CNN Sofia Oliveira manifestou há pouco tempo atrás, em directo, uma opinião estapafúrdia, quando disse que Jurgen Klopp (que, obviamente, não percebe nada do assunto) deveria ter preferido Evanilson (?!?) a Darwin Nuñez. Como era expectável, o mundo caiu-lhe em cima. Com toda a razão.
Um momento de menor lucidez tolera-se. Carlos Daniel, que é um grande jornalista, pelo qual tenho estima profissional e até pessoal, e que não precisa de popularidade para nada, também disse um dia que Óscar Cardozo "só sabia marcar golos", argumento fantástico para se criticar um jogador de futebol. Eu certamente também digo alguns disparates, com a sublime diferença de que ninguém me paga por isso.
O problema maior é que, agora, a dita senhora parece querer aproveitar a onda para fazer render o peixe. Perante a óbvia nomeação (de capitães de equipa e treinadores) de Darwin Nuñez como melhor jogador da Liga, disse algo como: "Não faz qualquer sentido, Darwin fez algumas exibições penosas. Deveria ser Otávio, e depois Taremi ou Vitinha".
Perante estas palavras, nem me apetecia dizer mais nada. Apenas lamentar que não haja mais mulheres a comentar futebol na TV, mas mulheres que percebam do jogo, e que não aproveitem a antena simplesmente para fazer barulho - como é o caso. Esta senhora que continue a sua cruzada, e com isso encha as caixas de comentários pela net fora (...eu estou aqui a dar o meu modesto contributo), ganhando os minutos de fama a que Andy Wahrol dizia todos termos direito. Nem que seja a fazer figura de urso (ou de ursa, neste caso). 
Quanto a Darwin, não foi apenas o melhor jogador da Liga. Será já um dos melhores do mundo, e na última década, talvez com excepção de Jonas (bem mais velho), não vi ninguém em Portugal que me impressionasse tanto. Fosse antes da pandemia e teria valido os 150 milhões da cláusula. Se, por absurdo, ouviu o comentário da dita senhora, certamente se fartou de rir.

ESPERANÇA

Os milhares que se deslocaram à Luz para um simples treino mostraram que o nível de expectativa está elevadíssimo. O mercado está a correr bem (falta o necessário emagrecimento do plantel) e a pré-época promete. Falta tudo o resto, mas a hora é de esperança.

 

NÃO ESTÁ NADA MAL


É claro que o futebol masculino é o mais importante, mas mesmo aí não podemos esquecer a excelente temporada na Champions League.
Depois, no futebol formação, há que considerar a inédita Youth League, além do Nacional de Juniores.
E no que toca a conquistas internacionais, a fantástica e ainda mais inédita European League de Andebol, bem como a Golden Cup de Hóquei - que reuniu as melhores equipas da Europa.
Falta acrescentar 5 Supertaças, 1 Taça da Liga e 3 ou 4 Taças de Portugal (a de Hóquei Feminino ainda decorre). E, quem sabe, o Atletismo (agendado para Julho).
Total de títulos até agora: 37

ALGO COMO ISTO?

 

Grimaldo, Weigl, Pizzi, Taarabt e Seferovic acabarão por sair. Talvez também João Mário. Talvez ainda André Almeida.
Não sei o que valem Bah e Ristic, mas gostaria de ter um outro lateral, pelo menos para o lado esquerdo. Talvez também mais um central, dado que a lesão de Lucas Veríssimo está para durar.
Não sei se Florentino fica no plantel. Se não ficar precisa-se de alguém para o lugar, de preferências um "armário".
Estou a partir de um 4-4-2, mas não sei que esquema vai adoptar Schmidt. E se precisar de extremos puros, penso que será necessário mais uma alternativa de segundo plano: alguma coisa entre Rafa e Neres e os jovens Tiago Gouveia e Diego Moreira. Com um 4-3-3 Ricardo Horta talvez chegue.
Gostava ainda de substituir Yaremchuk por outro ponta-de-lança, mais eficaz do que o ucraniano.

A POUCO E POUCO...VERDADE E JUSTIÇA

A Justiça é lenta, muito lenta. Mas mesmo a passo de caracol, acaba por de algum modo funcionar.
As notícias dão conta do risco de prisão em que incorre o diretor de comunicação do FC Porto por roubo, truncagem e divulgação indevida da correspondência do Benfica. Que vai a julgamento, juntamente com os seus comparsas, isso é certo, e era algo que não lhe passaria pela cabeça em 2018.
Na verdade, Marques nunca pensou que o hacker seria localizado e detido na Hungria. A partir desse momento todo o esquema ficou à mostra: Rui Pinto, o amigo, o contacto, o programa do Porto Canal, e uma forma criminosa e macabra de desestabilizar o Benfica e descredibilizar as suas, então, muitas conquistas. Recordemos que nas primeiras divulgações tentaram também passar a ideia de que a documentação era fornecida por alguém de dentro do clube da Luz - e assim promover uma espécie de caça às bruxas.
Ficou patente que, quem é capaz disto (provavelmente com algum problema mental), é capaz de tudo. E esses são, não só Jota Marques, mas também toda a estrutura de comunicação do FC Porto que, daí a cima, vai até ao presidente - ou alguém acredita que o esquema não teve o seu beneplácito? E já agora também o Sporting daquela altura (com os Brunos e os Saraivas), que felizmente já não existe.
É preciso lembrar ainda que os casos que posteriormente envolveram Luís Filipe Vieira, nomeadamente a operação Cartão Vermelho, nada tiveram a ver com os mails divulgados pelo FC Porto. E que o caso E-Toupeira teve a ver exclusivamente com quebra de segredo de justiça (grave para os funcionários que a cometeram, mas incólume e irrelevante para o Benfica), o qual também não foi denunciado pelo Porto Canal. Aí, o que se tentou foi passar a ideia de corrupção desportiva, nomeadamente com a arbitragem. Mas não há nada, para além daquilo que foi inventado ou recriado (padres, missas e figurantes), que coloque em causa as vitórias desportivas do Benfica.
Ou seja, de tudo isto, o que sobra são os crimes cometidos no âmbito de uma estratégia de terrorismo comunicacional, que acabou por correr mal. E se o FC Porto quisesse, pelo menos, fingir que nada teve a ver com o assunto, tinha aqui um excelente momento para despedir aquele que, na altura, foi agraciado como funcionário do ano.

OBRIGADO, DARWIN!

Era inevitável.
Golos na Champions League a Barcelona (2), Bayern (1), Ajax (1) e Liverpool (2), acompanhados de exibições fulgurantes, melhor jogador e melhor marcador do campeonato, tornaram Darwin Nuñez jogador a mais para o futebol português.
Há três anos valeria (pelo menos) tanto quanto João Félix. Devido à pandemia, o mercado  mudou. E hoje 75+25 é um bom negócio. Talvez só o PSG pudesse dar mais, mas com a renovação de Mbappe desistiu do uruguaio. 
Deixa saudades. Para mim, depois de Jonas, terá sido o melhor jogador que vestiu a camisola do Benfica no Século XXI. E é, de longe, o melhor de sempre dos que não venceram qualquer titulo.
Boa sorte rapaz! E até sempre!

À BENFICA!

"Exigia-se mais, mas vou dar-lhe o benefício da dúvida e voltarei a falar no final da próxima temporada. Espero vir a dar os parabéns pela dobradinha e por uma campanha europeia à Benfica. O senhor presidente é desde a noite das eleições o nosso presidente." FRANCISCO BENITEZ

"Tem aqui, por isso, uma nova oportunidade de romper definitivamente com o passado. Com toda a legitimidade democrática de uma esmagadora maioria dos sócios que o escolheram há 8 meses. Nas boas e nas más horas conte connosco, nós esperamos contar consigo." NORONHA LOPES

As intervenções dos dois rostos mais visíveis da oposição nos últimos tempos, juntamente, diga-se, com a dupla entrevista de Vieira, marcam um novo tempo no Benfica. Um tempo que rompe com o passado. Um tempo de união em torno daquilo que mais interessa: ganhar.
Cada benfiquista terá as suas ideias. Eu também tenho as minhas. Mas presidente há só um e é ele que tem de decidir. O balanço faz-se no fim.
A Assembleia-Geral foi à Benfica (com um ou outro excesso sempre natural em algo que mexe tanto com as nossas emoções), e revela claramente que todo o ruído que se lê nas redes sociais nada tem a ver com os verdadeiros benfiquistas, e muito menos com os sócios do clube. É antes uma estratégia de terrorismo comunicacional alimentada a trolls criados noutras origens. Quem rouba e-mails, é capaz de tudo - até daquilo que é bastante fácil de fazer.
Por isso, cabe aos benfiquistas ser inteligentes, saber ignorar esse ruído criado artificialmente desde o exterior, e unir-se em torno do clube e do seu presidente.
O passado já lá vai. Agora só falta ganhar.

SOBRE A ENTREVISTA

Vi por curiosidade. Não mais do que isso.
Como já aqui escrevi, só quando a Justiça tirar as suas conclusões definitivas se poderá fazer um balanço honesto sobre a presidência de Vieira na sua globalidade. Na coluna do Haver terá de figurar a obra e os títulos. Na coluna do Deve está um último mandato desastroso e o mais que vier a ser apurado nos tribunais - e que, para já, ainda não está provado.
Mas seja qual for o balanço final, e como o próprio afirmou nesta entrevista, Vieira pertence irremediavelmente ao passado. 
Sendo assim, percebendo e tolerando que, em sua defesa, queira deixar ao público a sua versão dos factos, não entenderei que Vieira volte a falar do Benfica nos tempos mais próximos. Sim, dos seus negócios, da sua vida empresarial, das justificações que entenda dar para a sua dívida (assuntos que não me dizem respeito, e sobre os quais apenas faço votos para que seja bem sucedido). Não do clube, sob pena de estragar definitivamente os restos da imagem da sua longa presidência, e dar razão aos que sempre afirmaram que, para ele, o Benfica não era um desígnio mas sim um instrumento.
Calando-se, pode ser que a história um dia lhe destine alguma compreensão. Cada nova entrevista a falar do Benfica, com disparos sobre este e aquele, ajustes de contas e lavagens de roupa suja, será mais um prego no caixão da memória que os adeptos têm dele.

 

25 TÍTULOS ...até ao momento

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Estão ainda em curso diversas competições, como por exemplo os Campeonatos de Basquetebol, Futsal e Hóquei, a Taça de Portugal de Andebol, também os Campeonatos de Hóquei e Futsal Feminino, bem como as Taças de Hóquei, Andebol e Polo Feminino, os Campeonatos de Juvenis e Iniciados em Futebol, toda a Formação do Hóquei, os Juniores de Futsal, os Juvenis de Andebol e falta realizar os Campeonatos de Atletismo ao Ar Livre. Pelo menos mais 19 títulos ainda podem ser conquistados.
De sublinhar a conquista de três competições europeias (64 vitórias em jogos internacionais), o que é inédito numa só época.

COM OTÁVIO? NÃO, OBRIGADO!

Quem frequenta este espaço há mais tempo sabe que, para além de português, sou adepto da Selecção Nacional, e que em alguns momentos cheguei a senti-la quase como se do Benfica se tratasse.
Sobretudo no final da época clubística – como é o caso – consigo, e consegui muitas vezes, engolir alguns sapos em nome do patriotismo. E desde criança sofri com as derrotas (então bastante frequentes) e vibrei com as vitórias, quer em fases de apuramento, quer, sobretudo, em fases finais. Além das histórias que o meu Pai me contava de Eusébio, no Benfica, mas também no Mundial 66, e com as quais despertou a minha paixão pelo futebol.
Um dos jogos da minha vida foi o Portugal-Inglaterra, do Euro 2004, a que assisti na Luz, e durante o qual dei comigo a gritar por Ricardo, por Deco ou por Postiga. Lembro-me igualmente da batalha de Nuremberga, dois anos depois, e de roer as unhas em frente ao televisor durante nova série de penáltis ante os ingleses. Muitos anos mais tarde fui para a rua festejar a vitória no Europeu de França.
Isto tudo para dizer que a Equipa das Quinas está longe de me ser indiferente.
Porém, há limites. Ver “macacos” na bancada financiados pela FPF para viajar à conta e assistir aos jogos é um deles. A convocatória de Otávio ultrapassa-os.
Não vou alongar-me sobre a questão dos naturalizados, que dava pano para mangas, e onde encontramos casos de verdadeiros refugiados que precisam do nosso país (Pichardo ou, para falar de outros clubes, Obikwelu), dão-nos mais do que recebem, e contam com o meu apoio incondicional (à semelhança de tantos milhares de imigrantes anónimos que chegam cá para poder ter a vida digna que pelos mais diversos motivos não encontram nos seus países de origem, e com os quais estarei sempre solidário), e outros casos, como Deco ou este Otávio, profissionais de futebol pagos a peso de ouro, em que, independentemente dos direitos de cidadania, a naturalização é meramente instrumental com vista ao aumento da cotação dos respectivos passes no mercado europeu. Deco, como é óbvio, depois de fazer carreira como jogador comunitário nas ligas espanhola e inglesa, partiu para aquele que sempre foi o seu país: o Brasil. Com Otávio acontecerá o mesmo.
Mas se Deco, enfim, além de ser um jogador diferenciado, teve também um comportamento profissional genericamente dentro do aceitável, já Otávio, sendo um jogador mediano, é um indivíduo ordinário, que grava vídeos a insultar clubes rivais, e que dentro do campo passa o tempo a simular faltas, a provocar adversários, não tendo um mínimo de estatura moral para representar o país. A agravar, tem um processo disciplinar a decorrer contra si justamente por questões de comportamento ético-desportivo, razão mais do que suficiente para Fernando Santos evitar a sua convocatória, pelo menos neste momento.
O Engenheiro diz que para ele não há clubes na Selecção. Percebo-o, e se estivesse no seu lugar diria, e faria, o mesmo. Mas aqui não é uma questão de clubismo. Não é por Otávio ser jogador o FC Porto que se torna um problema (colocado, de resto, pelos jornalistas, e não por acaso). Já houve muitos jogadores do FC Porto na Selecção, e isso, obviamente, nunca pôs em causa o meu apoio. É pelo seu perfil, pelo seu comportamento, pela sua manifesta falta de condições éticas para representar um país que nem é, e nunca será, o dele.
Volto ao princípio: é precisamente por ser adepto da Selecção que isto me dói mais. Mas com Otávio na equipa, não contem comigo.
Nem perderei tempo a ver o jogo de uma equipa que, com Otávio, deixa de me representar.

CHAPEAU VARANDAS!

Se há coisa a que tenho de tirar o meu chapéu é à coragem de Frederico Varandas.
Já o havia demonstrado na difícil relação com as suas claques. Demonstra-o agora ao dizer, em voz alta, aquilo que todos sabemos e que muitos calam: Pinto da Costa é uma nódoa que custará a extrair do desporto português.
Não. Isto não é uma crítica a Rui Costa. Cada dirigente tem o seu estilo, e não é certamente um aperto de mão que altera a percepção que o “Maestro” tem do presidente do FC Porto – e que é, com toda a certeza, coincidente com a minha, e com a de quem veja tudo isto com os olhos abertos.
Falo, isso sim, dos jornalistas e comentadores pseudo-independentes, que se apressaram a relativizar as práticas de ganhar contra tudo e contra todos a qualquer preço, e puseram de imediato o ónus no presidente do Sporting, acusando-o que atear um fogo.
Ora eu penso justamente o contrário: foi a passividade com que esse universo de comentadores e jornalistas sempre tolerou os atropelos de Pinto da Costa e da sua trupe que permitiu chegar a esta situação de guerrilha constante, e que só terminará quando outra pessoa se sentar na cadeira da presidência portista. Tudo em nome de uma hipotética isenção, que não faz qualquer sentido quando não se trata de condenar clubes ou clubismos, mas sim comportamentos.
Quando Pinto da Costa, do alto das suas "finas ironias", insultava e provocava tudo e todos, falavam de “dirigentes” no plural, como se lhes fosse proibido falar "daquele" dirigente. Quando o FC Porto conspurcava a verdade desportiva falavam de “clubes” no plural, como se lhes fosse proibido falar "daquele" clube. Quando uma claque amestrada e miliciana, amedrontava, provocava, intimidava, agredia e até matava, falavam em “claques” no plural, esquecendo que os outros são condenados e presos (Alcochete, atropelamento de italiano, etc) e aqueles andam por aí, e até são patrocinados pela FPF.
Seria fastidioso trazer para aqui todas as provocações dirigidas por Pinto da Costa aos rivais (sobretudo, diga-se, ao Benfica). Seria fastidioso descrever novamente aquilo que todos escutámos nas gravações do processo "Apito Dourado" e que, inacreditavelmente, acabou por não dar em nada. Seria fastidioso mencionar todos os escândalos de arbitragem que envolvem sucessivamente as modalidades onde o FC Porto marca presença (só esta semana foi o Sporting a queixar-se no Basquetebol e o Barcelos no Hóquei em Patins), e que não se verificam quando aquele clube não participa (Futsal ou Voleibol, por exemplo). Seria fastidioso recordar todas as pressões e intimidações em jogos decisivos nos estádios das Antas e do Dragão, desde os produtos tóxicos no balneário em 1991, passando por apedrejamentos em viadutos, foguetes à porta de hotéis, até ao último FC Porto-Sporting, onde vimos seguranças a agredir jogadores leoninos. Isto sem falar nas visitas a centros de treino de árbitros, ou pior ainda, a estabelecimentos comerciais de familiares de árbitros, ou ainda nas agressões e intimidações aos próprios jornalistas - que vão acontecendo desde os anos oitenta do século passado.
Na verdade, a fantasiosa guerra norte-sul (criada por Pinto da Costa para seu proveito), e o ganhar "contra tudo e contra todos", não significam outra coisa que não seja vencer a qualquer preço – por cima e por baixo da mesa, à frente e atrás das cortinas, dentro e fora da lei, sempre com um nível máximo de agressividade, hostilidade, ódio e provocação – que se estende naturalmente para os adeptos, e até para os atletas, como se viu no recente e triste caso de Fábio Cardoso. Enfim, tudo o que do desporto e o futebol não precisavam, mas a cujos tais jornalistas e comentadores sempre viraram as costas com olímpica naturalidade.
Quem tem e premeia um diretor(?) de comunicação que adopta e alimenta uma prática de autêntico terrorismo comunicacional, como se viu no caso dos e-mails roubados, como se vê pelas redes sociais onde comunica directamente (sempre a atacar algo ou alguém, nunca a enaltecer as vitórias do seu clube) e de forma oculta (enchendo de “trolls” fóruns de opinião, caixas de comentários e blogues para desestabilizar os rivais), torna-se simplesmente ridículo ao acusar outros de atear fogos. E torna igualmente ridículo quem segue essa cartilha (aí sim, uma verdadeira cartilha) em nome da tal "isenção".
Era tudo isto que esperava ler o ouvir de comentadores e jornalistas. Mas ao que parece vão querer continuar a fazer parte deste jogo sujo e enjoativo, onde cada polémica, cada caso, cada conflito, se traduzem em audiências. O desporto que se lixe.