PONTO DE SITUAÇÃO (actualizado)
Terminada a pré-temporada, vistos os jogadores, vou dizer novamente aquilo que eu queria:
- Manter Odysseas, pois acho que é um guarda-redes ao nível do Benfica. Não é Ederson nem Oblak, assim como Rafa não é Mbappé e Gonçalo Ramos não é Lewandowski. Infelizmente o Benfica não pode ter os melhores do mundo em cada posição, e o guardião grego está entre aqueles que podemos ter. Dificilmente se encontrará melhor pelo mesmo salário;
- Se Morato continuar, com João Victor, a esperada recuperação de Lucas Veríssimo, e o potencial de António Silva, parece-me que Vertonghen torna-se demasiado caro para ficar no banco. Gostava que se encontrasse uma solução para o belga, de forma a sair dignamente de um clube que representou dignamente;
- Grimaldo tem virtudes e defeitos. Acontece que os defeitos permanecem patentes, e no contexto táctico do Benfica (alas pouco dados a marcação, trincos suaves, etc) tornam-se demasiado penalizadores para a solidez defensiva da equipa. Acaba contrato no fim da temporada, talvez tenha algum mercado, e por mim resolvia-se o problema contratando um outro lateral - forte, robusto, sólido e rigoroso tacticamente;
- Weigl é claramente para vender. Tem um salário elevadíssimo, tem mercado na Alemanha, e não é o jogador de que o Benfica precisa para a posição (demasiado suave, pouco móvel, errante nas coberturas, fraco no jogo aéreo etc). Venha de lá esse Aursnes (não sei o que vale, mas não será pior, e fica certamente mais em conta na folha salarial);
- André Almeida e Meité estão a mais no plantel. Um porque já passou o seu tempo, o outro porque não se afirmou e duvido que venha a fazê-lo. Quanto a Chiquinho, Diogo Gonçalves e Gil Dias, as suas presenças dependem de outras saídas ou entradas (Ricardo Horta? Lateral-Esquerdo?);
- Martim Neto, Paulo Bernardo e Diego Moreira são todos para agarrar. Mas talvez seja melhor para algum ou alguns deles, no imediato, rodar noutra equipa. O espaço no plantel também depende daquilo que acontecer no mercado (atenção que Martim termina o contrato no fim da época, e o seu empresário não é de fiar);
- Perante uma boa proposta (sempre acima de 40M) não me chocava vender Gonçalo Ramos. Schmidt quer jogar preferencialmente com um ponta-de-lança, e neste momento tem cinco. Acredito mais em Henrique Araújo do que no jovem algarvio - do qual, francamente, não sou super-fã;
- Entre Musa e Rodrigo Pinho emprestava um. Um ou outro será terceira (ou quarta...) opção. Não desgosto deles, mas não há espaço para todos.
Em suma, saíam mais 12 jogadores: André Almeida, Vertonghen, Grimaldo, Gil Dias, Weigl, Meité, Chiquinho, Diogo Gonçalves, Gonçalo Ramos, Rodrigo Pinho, e ainda Taarabt e Gabriel que já estão separados da equipa. E entrava um lateral-esquerdo forte e sólido, Aursnes e Ricardo Horta.
NADA COMO VENCER
Foi uma excelente ideia replicar no Benfica a tradição de grandes clubes como Real Madrid, Barcelona ou Bayern, criando um troféu de pré-época e convidando nomes sonantes do futebol internacional para o abrilhantar. Infelizmente, por motivos que me escapam, perdeu-se durante alguns anos. Depois veio a pandemia. Em boa hora regressa, com a dignidade que o seu nome merece. Espero que seja para ficar.
Desportivamente, valha o troféu o que valer, era importante que o Benfica mantivesse a rota triunfante desta pré-temporada. As vitórias, mesmo a feijões, dão confiança e estabilidade ao grupo de trabalho, estimulam o entusiasmo dos adeptos - o que faz encher o estádio, vender cativos e merchandising, chamar novos sócios etc - e,...silenciam críticas destrutivas da comunicação social hostil e dos pseudo-adeptos mais barulhentos.
Em caso de derrota, começava já o folclore de devastação, dos anti-benfiquistas, e daqueles que se dizem benfiquistas mas querem não sei bem o quê que já não existe e não mais existirá. Porque o plantel é muito grande, porque não se dispensa este, aquele e o outro, porque não se contrata aqui, ali e acolá, porque Grimaldo isto, porque Vlachodimos aquilo, etc, etc, prova da grande dimensão, para o bem e para o mal, do clube, mas também dos novos tempos em que um discurso de taberna, via redes sociais e afins, se torna preocupantemente dominante - no futebol e não só.
O QUE FALTA FAZER
- Concluir a venda de Pizzi para o Dubai;
- Acordar rescisão de André Almeida, Vertonghen, Meité, Taarabt, Gabriel, Chiquinho e Rodrigo Pinho;
- Vender Grimaldo, Weigl e Yaremchuk;
- Emprestar Kokubo, Gil Dias, Diogo Gonçalves e Musa;
- Colocar André Gomes na equipa B.
- Lateral esquerdo forte e sólido (?);
- Trinco robusto (Sangaré? Aursnes?);
- Avançado móvel capaz de jogar pelas alas (Ricardo Horta?);
- Ponta-de-lança matador (?).
GR - Vlachodimos, Helton Leite e Samuel Soares;
DF- Bah, Otamendi, João Victor, (contratação), Gilberto, Morato, António Silva, Tomás Araújo, Ristic e Lucas Veríssimo;
MD- (contratação), Enzo Fernandez, João Mário, Florentino, Martim Neto, Tiago Gouveia e Paulo Bernardo;
AV- Rafa, (contratação), Neres, (Ricardo Horta), Gonçalo Ramos, Henrique Araújo e Diego Moreira.
MUITO OBRIGADO A AMBOS!
Ficou sempre a ideia de que tinha condições físicas e técnicas para mostrar maior regularidade e maior preponderância. Mas, se fosse o caso, talvez há muito que já não estivesse em Portugal.
Na hora do adeus, fico com os altos. Com 2019. Com os fantásticos golos que foi capaz de marcar (inclusivamente a Sporting e FC Porto), e que o colocam, em números, à frente de Mitroglou, Saviola, Filipovic, Lima, Rodrigo, Darwin, César Brito, Vata, Yuran, Jimenez ou Mantorras, para falar apenas de pontas-de-lança.
O PLANTEL (QUASE) DEFINITIVO
LATERAIS-DIREITOS (2): Bah e Gilberto
CENTRAIS (5+1): Otamendi, João Victor, Vertonghen, Morato, António Silva e Lucas Veríssimo
LATERAIS-ESQUERDOS (2): Grimaldo (ou contratação) e Ristic
MÉDIOS (6): Florentino, Enzo Fernandez, João Mário, Weigl (ou contratação), Martim Neto e Paulo Bernardo
ALAS (4): Rafa, Neres, Diego Moreira e Tiago Gouveia
AVANÇADOS (4): Gonçalo Ramos, Henrique Araújo, Yaremchuk e Musa
NÃO FOI MAU
A FESTA DO GOLO
O Torneio do Algarve mostrou um Benfica solto, confiante, pressionante e goleador. Deu boas indicações sobre alguns dos reforços (Bah, Enzo e Neres). E permitiu erguer uma taça, que é sempre uma excelente forma de começar.
O modelo de Roger Schmidt parece mais ou menos definido. Linha de quatro defesas, duplo-pivot, dois extremos, e um segundo avançado no apoio ao ponta-de-lança. Uma espécie de 4-2-3-1, bastante flexível.
Tendo em conta esse modelo, destaco desde já alguns pontos que me parecem carecer de definição:
1- Creio que Grimaldo acabará por sair, Ristic não se mostrou (não sei o que vale), pelo que a posição de lateral-esquerdo permanece, até ver, em aberto, sendo que Gil Dias, pelo esforço, pelo dinamismo, deu boas indicações quanto à possibilidade de se manter no plantel como alternativa de segundo plano.
2- Ainda não estou convencido de que Florentino seja o de 2019, com Lage, e não o que se eclipsou nos sucessivos empréstimos desde então. De qualquer modo, tanto ele como Weigl são atletas macios, e o Benfica necessita, a meu ver, de músculo naquela posição. Ainda mais se utilizar Enzo como número oito, tal como aconteceu neste torneio.
A LIGA DELE
Atribuir um prémio fair-play ao Benfica foi uma anedota de mau gosto. Mas dizer depois que as parcas palavras dos benfiquistas presentes se deviam a falta de capacidade de expressão (não sei se pensava no jovem Henrique Araújo ou no grego Odysseas) é um insulto à inteligência de quem ouviu, e à dignidade do Benfica e dos benfiquistas.
Pedro Proença foi um árbitro miserável, que condicionou campeonatos no país, e que fez carreira na UEFA seguindo os três princípios necessários para tal: falar bem inglês, aparentar boa forma física e saber manipular jogos sem dar muito nas vistas.
Como presidente da Liga é ainda pior, deixando as competições em queda livre, com arbitragens manipuladoras como não se via desde o século passado, calendarizações e horários estapafúrdios, e com um desfile de equipas fantasma sem qualidade, sem adeptos, sem história e sem nada, que não pagam salários e apenas enchem o calendário e se prestam a suspeitas de jogos de mala e afins. Não me lembro de campeonatos tão fracos como estes últimos, e o responsável máximo tem nome.
Proença, que é todo ele uma piada de mau gosto, vem agora gozar com os benfiquistas, que não podem, nem devem esquecer tudo aquilo que se passou na última temporada - nem, já agora, tudo aquilo em que assentou a carreira deste personagem.
A ESCOLHA DE SOFIA
A comentadora da CNN Sofia Oliveira manifestou há pouco tempo atrás, em directo, uma opinião estapafúrdia, quando disse que Jurgen Klopp (que, obviamente, não percebe nada do assunto) deveria ter preferido Evanilson (?!?) a Darwin Nuñez. Como era expectável, o mundo caiu-lhe em cima. Com toda a razão.
O problema maior é que, agora, a dita senhora parece querer aproveitar a onda para fazer render o peixe. Perante a óbvia nomeação (de capitães de equipa e treinadores) de Darwin Nuñez como melhor jogador da Liga, disse algo como: "Não faz qualquer sentido, Darwin fez algumas exibições penosas. Deveria ser Otávio, e depois Taremi ou Vitinha".
Perante estas palavras, nem me apetecia dizer mais nada. Apenas lamentar que não haja mais mulheres a comentar futebol na TV, mas mulheres que percebam do jogo, e que não aproveitem a antena simplesmente para fazer barulho - como é o caso. Esta senhora que continue a sua cruzada, e com isso encha as caixas de comentários pela net fora (...eu estou aqui a dar o meu modesto contributo), ganhando os minutos de fama a que Andy Wahrol dizia todos termos direito. Nem que seja a fazer figura de urso (ou de ursa, neste caso).
ESPERANÇA
NÃO ESTÁ NADA MAL
Depois, no futebol formação, há que considerar a inédita Youth League, além do Nacional de Juniores.
E no que toca a conquistas internacionais, a fantástica e ainda mais inédita European League de Andebol, bem como a Golden Cup de Hóquei - que reuniu as melhores equipas da Europa.
Falta acrescentar 5 Supertaças, 1 Taça da Liga e 3 ou 4 Taças de Portugal (a de Hóquei Feminino ainda decorre). E, quem sabe, o Atletismo (agendado para Julho).
Total de títulos até agora: 37
ALGO COMO ISTO?
Não sei o que valem Bah e Ristic, mas gostaria de ter um outro lateral, pelo menos para o lado esquerdo. Talvez também mais um central, dado que a lesão de Lucas Veríssimo está para durar.
Estou a partir de um 4-4-2, mas não sei que esquema vai adoptar Schmidt. E se precisar de extremos puros, penso que será necessário mais uma alternativa de segundo plano: alguma coisa entre Rafa e Neres e os jovens Tiago Gouveia e Diego Moreira. Com um 4-3-3 Ricardo Horta talvez chegue.
Gostava ainda de substituir Yaremchuk por outro ponta-de-lança, mais eficaz do que o ucraniano.
A POUCO E POUCO...VERDADE E JUSTIÇA
As notícias dão conta do risco de prisão em que incorre o diretor de comunicação do FC Porto por roubo, truncagem e divulgação indevida da correspondência do Benfica. Que vai a julgamento, juntamente com os seus comparsas, isso é certo, e era algo que não lhe passaria pela cabeça em 2018.
Na verdade, Marques nunca pensou que o hacker seria localizado e detido na Hungria. A partir desse momento todo o esquema ficou à mostra: Rui Pinto, o amigo, o contacto, o programa do Porto Canal, e uma forma criminosa e macabra de desestabilizar o Benfica e descredibilizar as suas, então, muitas conquistas. Recordemos que nas primeiras divulgações tentaram também passar a ideia de que a documentação era fornecida por alguém de dentro do clube da Luz - e assim promover uma espécie de caça às bruxas.
Ficou patente que, quem é capaz disto (provavelmente com algum problema mental), é capaz de tudo. E esses são, não só Jota Marques, mas também toda a estrutura de comunicação do FC Porto que, daí a cima, vai até ao presidente - ou alguém acredita que o esquema não teve o seu beneplácito? E já agora também o Sporting daquela altura (com os Brunos e os Saraivas), que felizmente já não existe.
É preciso lembrar ainda que os casos que posteriormente envolveram Luís Filipe Vieira, nomeadamente a operação Cartão Vermelho, nada tiveram a ver com os mails divulgados pelo FC Porto. E que o caso E-Toupeira teve a ver exclusivamente com quebra de segredo de justiça (grave para os funcionários que a cometeram, mas incólume e irrelevante para o Benfica), o qual também não foi denunciado pelo Porto Canal. Aí, o que se tentou foi passar a ideia de corrupção desportiva, nomeadamente com a arbitragem. Mas não há nada, para além daquilo que foi inventado ou recriado (padres, missas e figurantes), que coloque em causa as vitórias desportivas do Benfica.
OBRIGADO, DARWIN!
Golos na Champions League a Barcelona (2), Bayern (1), Ajax (1) e Liverpool (2), acompanhados de exibições fulgurantes, melhor jogador e melhor marcador do campeonato, tornaram Darwin Nuñez jogador a mais para o futebol português.
Há três anos valeria (pelo menos) tanto quanto João Félix. Devido à pandemia, o mercado mudou. E hoje 75+25 é um bom negócio. Talvez só o PSG pudesse dar mais, mas com a renovação de Mbappe desistiu do uruguaio.
Deixa saudades. Para mim, depois de Jonas, terá sido o melhor jogador que vestiu a camisola do Benfica no Século XXI. E é, de longe, o melhor de sempre dos que não venceram qualquer titulo.
Boa sorte rapaz! E até sempre!
À BENFICA!
"Tem aqui, por isso, uma nova oportunidade de romper definitivamente com o passado. Com toda a legitimidade democrática de uma esmagadora maioria dos sócios que o escolheram há 8 meses. Nas boas e nas más horas conte connosco, nós esperamos contar consigo." NORONHA LOPES
SOBRE A ENTREVISTA
Como já aqui escrevi, só quando a Justiça tirar as suas conclusões definitivas se poderá fazer um balanço honesto sobre a presidência de Vieira na sua globalidade. Na coluna do Haver terá de figurar a obra e os títulos. Na coluna do Deve está um último mandato desastroso e o mais que vier a ser apurado nos tribunais - e que, para já, ainda não está provado.
Mas seja qual for o balanço final, e como o próprio afirmou nesta entrevista, Vieira pertence irremediavelmente ao passado.
Sendo assim, percebendo e tolerando que, em sua defesa, queira deixar ao público a sua versão dos factos, não entenderei que Vieira volte a falar do Benfica nos tempos mais próximos. Sim, dos seus negócios, da sua vida empresarial, das justificações que entenda dar para a sua dívida (assuntos que não me dizem respeito, e sobre os quais apenas faço votos para que seja bem sucedido). Não do clube, sob pena de estragar definitivamente os restos da imagem da sua longa presidência, e dar razão aos que sempre afirmaram que, para ele, o Benfica não era um desígnio mas sim um instrumento.
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De sublinhar a conquista de três competições europeias (64 vitórias em jogos internacionais), o que é inédito numa só época.
COM OTÁVIO? NÃO, OBRIGADO!
Sobretudo no final da época clubística – como é o caso – consigo, e consegui muitas vezes, engolir alguns sapos em nome do patriotismo. E desde criança sofri com as derrotas (então bastante frequentes) e vibrei com as vitórias, quer em fases de apuramento, quer, sobretudo, em fases finais. Além das histórias que o meu Pai me contava de Eusébio, no Benfica, mas também no Mundial 66, e com as quais despertou a minha paixão pelo futebol.
Um dos jogos da minha vida foi o Portugal-Inglaterra, do Euro 2004, a que assisti na Luz, e durante o qual dei comigo a gritar por Ricardo, por Deco ou por Postiga. Lembro-me igualmente da batalha de Nuremberga, dois anos depois, e de roer as unhas em frente ao televisor durante nova série de penáltis ante os ingleses. Muitos anos mais tarde fui para a rua festejar a vitória no Europeu de França.
Isto tudo para dizer que a Equipa das Quinas está longe de me ser indiferente.
Porém, há limites. Ver “macacos” na bancada financiados pela FPF para viajar à conta e assistir aos jogos é um deles. A convocatória de Otávio ultrapassa-os.
Não vou alongar-me sobre a questão dos naturalizados, que dava pano para mangas, e onde encontramos casos de verdadeiros refugiados que precisam do nosso país (Pichardo ou, para falar de outros clubes, Obikwelu), dão-nos mais do que recebem, e contam com o meu apoio incondicional (à semelhança de tantos milhares de imigrantes anónimos que chegam cá para poder ter a vida digna que pelos mais diversos motivos não encontram nos seus países de origem, e com os quais estarei sempre solidário), e outros casos, como Deco ou este Otávio, profissionais de futebol pagos a peso de ouro, em que, independentemente dos direitos de cidadania, a naturalização é meramente instrumental com vista ao aumento da cotação dos respectivos passes no mercado europeu. Deco, como é óbvio, depois de fazer carreira como jogador comunitário nas ligas espanhola e inglesa, partiu para aquele que sempre foi o seu país: o Brasil. Com Otávio acontecerá o mesmo.
Mas se Deco, enfim, além de ser um jogador diferenciado, teve também um comportamento profissional genericamente dentro do aceitável, já Otávio, sendo um jogador mediano, é um indivíduo ordinário, que grava vídeos a insultar clubes rivais, e que dentro do campo passa o tempo a simular faltas, a provocar adversários, não tendo um mínimo de estatura moral para representar o país. A agravar, tem um processo disciplinar a decorrer contra si justamente por questões de comportamento ético-desportivo, razão mais do que suficiente para Fernando Santos evitar a sua convocatória, pelo menos neste momento.
O Engenheiro diz que para ele não há clubes na Selecção. Percebo-o, e se estivesse no seu lugar diria, e faria, o mesmo. Mas aqui não é uma questão de clubismo. Não é por Otávio ser jogador o FC Porto que se torna um problema (colocado, de resto, pelos jornalistas, e não por acaso). Já houve muitos jogadores do FC Porto na Selecção, e isso, obviamente, nunca pôs em causa o meu apoio. É pelo seu perfil, pelo seu comportamento, pela sua manifesta falta de condições éticas para representar um país que nem é, e nunca será, o dele.
Volto ao princípio: é precisamente por ser adepto da Selecção que isto me dói mais. Mas com Otávio na equipa, não contem comigo.
Nem perderei tempo a ver o jogo de uma equipa que, com Otávio, deixa de me representar.
CHAPEAU VARANDAS!
Já o havia demonstrado na difícil relação com as suas claques. Demonstra-o agora ao dizer, em voz alta, aquilo que todos sabemos e que muitos calam: Pinto da Costa é uma nódoa que custará a extrair do desporto português.
Não. Isto não é uma crítica a Rui Costa. Cada dirigente tem o seu estilo, e não é certamente um aperto de mão que altera a percepção que o “Maestro” tem do presidente do FC Porto – e que é, com toda a certeza, coincidente com a minha, e com a de quem veja tudo isto com os olhos abertos.
Falo, isso sim, dos jornalistas e comentadores pseudo-independentes, que se apressaram a relativizar as práticas de ganhar
Ora eu penso justamente o contrário: foi a passividade com que esse universo de comentadores e jornalistas sempre tolerou os atropelos de Pinto da Costa e da sua trupe que permitiu chegar a esta situação de guerrilha constante, e que só terminará quando outra pessoa se sentar na cadeira da presidência portista. Tudo em nome de uma hipotética isenção, que não faz qualquer sentido quando não se trata de condenar clubes ou clubismos, mas sim comportamentos.
Quando Pinto da Costa, do alto das suas "finas ironias", insultava e provocava tudo e todos, falavam de “dirigentes” no plural, como se lhes fosse proibido falar "daquele" dirigente. Quando o FC Porto conspurcava a verdade desportiva falavam de “clubes” no plural, como se lhes fosse proibido falar "daquele" clube. Quando uma claque amestrada e miliciana, amedrontava, provocava, intimidava, agredia e até matava, falavam em “claques” no plural, esquecendo que os outros são condenados e presos (Alcochete, atropelamento de italiano, etc) e aqueles andam por aí, e até são patrocinados pela FPF.
Seria fastidioso trazer para aqui todas as provocações dirigidas por Pinto da Costa aos rivais (sobretudo, diga-se, ao Benfica). Seria fastidioso descrever novamente aquilo que todos escutámos nas gravações do processo "Apito Dourado" e que, inacreditavelmente, acabou por não dar em nada. Seria fastidioso mencionar todos os escândalos de arbitragem que envolvem sucessivamente as modalidades onde o FC Porto marca presença (só esta semana foi o Sporting a queixar-se no Basquetebol e o Barcelos no Hóquei em Patins), e que não se verificam quando aquele clube não participa (Futsal ou Voleibol, por exemplo). Seria fastidioso recordar todas as pressões e intimidações em jogos decisivos nos estádios das Antas e do Dragão, desde os produtos tóxicos no balneário em 1991, passando por apedrejamentos em viadutos, foguetes à porta de hotéis, até ao último FC Porto-Sporting, onde vimos seguranças a agredir jogadores leoninos. Isto sem falar nas visitas a centros de treino de árbitros, ou pior ainda, a estabelecimentos comerciais de familiares de árbitros, ou ainda nas agressões e intimidações aos próprios jornalistas - que vão acontecendo desde os anos oitenta do século passado.
Na verdade, a fantasiosa guerra norte-sul (criada por Pinto da Costa para seu proveito), e o ganhar "contra tudo e contra todos", não significam outra coisa que não seja vencer a qualquer preço – por cima e por baixo da mesa, à frente e atrás das cortinas, dentro e fora da lei, sempre com um nível máximo de agressividade, hostilidade, ódio e provocação – que se estende naturalmente para os adeptos, e até para os atletas, como se viu no recente e triste caso de Fábio Cardoso. Enfim, tudo o que do desporto e o futebol não precisavam, mas a cujos tais jornalistas e comentadores sempre viraram as costas com olímpica naturalidade.
Quem tem e premeia um diretor(?) de comunicação que adopta e alimenta uma prática de autêntico terrorismo comunicacional, como se viu no caso dos e-mails roubados, como se vê pelas redes sociais onde comunica directamente (sempre a atacar algo ou alguém, nunca a enaltecer as vitórias do seu clube) e de forma oculta (enchendo de “trolls” fóruns de opinião, caixas de comentários e blogues para desestabilizar os rivais), torna-se simplesmente ridículo ao acusar outros de atear fogos. E torna igualmente ridículo quem segue essa cartilha (aí sim, uma verdadeira cartilha) em nome da tal "isenção".
Era tudo isto que esperava ler o ouvir de comentadores e jornalistas. Mas ao que parece vão querer continuar a fazer parte deste jogo sujo e enjoativo, onde cada polémica, cada caso, cada conflito, se traduzem em audiências. O desporto que se lixe.
LINDO!
Constitui também, juntamente com a UEFA Futsal Cup de 2010 e as Ligas Europeias de Hóquei em Patins de 2013 e 2016, o quarteto de momentos mais marcantes de sempre do ecletismo benfiquista.
Imaginem uma espécie de Conference League de Futebol, mas sem clubes dos países mais cotados do ranking (Inglaterra, Espanha, Itália e Alemanha) - essa era a antiga Taça Challenge, que Sporting e ABC venceram, e em que o Benfica também disputou duas finais (o Sp.Horta e o Madeira SAD também chegaram a finais).
Esta Liga Europeia (ex EHF Cup) não tem nada a ver. Aqui trata-se de uma verdadeira Liga Europa, e o Benfica ganhou na final ao líder destacado da Bundesliga – tão somente a melhor liga do mundo. Digamos que uma espécie de Manchester City do Futebol.
Tive o privilégio de estar lá (aliás, das quatro competições referidas só falhei a final de 2013…no Dragão), e voltei de alma cheia.
Foi uma partida notável, com emoções fortíssimas. A três segundos do fim do tempo regulamentar o Benfica perdia, e já poucos acreditavam no milagre. O golo aconteceu, mas foi preciso esperar pela confirmação do VAR sobre se tinha sido antes ou depois do soar da buzina. No prolongamento os encarnados voltaram a estar em desvantagem. Mas tudo acabou em glória, com um ambiente de loucura total.
Quem diria que seria o Andebol, que tantos anos andou abaixo do nível das restantes modalidades, a alcançar este feito?
A equipa está de parabéns, e os benfiquistas devem estar orgulhosos.
Aconteça o que acontecer daqui em diante, a temporada das modalidades está salva, está mais que salva.
TERRORISMO COMUNICACIONAL É:
- Criar a ideia de que essas mensagens teriam sido facultadas a partir de dentro do clube rival, para assim abrir no seu seio uma penosa caça às bruxas;
- Reunir com um clube parceiro num hotel de Lisboa para estabelecer uma estratégia comum visando empolar toda a correspondência roubada, servindo-se para isso de contactos privilegiados nas redacções de jornais e estações de rádio e TV;
- Arranjar uma transferência das arábias a um guarda-redes mediano em troca de depoimentos dizendo ter sido alvo de tentativa de suborno pelo clube rival;
- Pagar a dois figurantes para, numa estação de TV (servindo-se dos contactos atrás referidos, e identificados na reunião do hotel), se apresentarem como defesas-centrais brasileiros e alegarem também eles ter sido alvo de tentativa de suborno;
- Encher até à náusea as redes sociais de “trolls”, nomeadamente em sites, blogues e fóruns afectos ao clube rival, semeando crítica destrutiva e extremamente violenta visando dirigentes, técnicos e atletas, sob falsos perfis de "exigentes”, de modo a multiplicar a divisão, a contestação e a descrença nos adeptos, sobretudo nos mais jovens e mais influenciáveis;
- E tudo o que mais se hão de lembrar, pois os criminosos estão sempre um passo à frente do pensamento das vítimas dos seus crimes.
Isto sim, é terrorismo comunicacional, e tem rostos. Não uma simples reunião com representantes de vários órgãos de comunicação social, na qual se apresenta um novo treinador e conversa sobre futebol.
POSSÍVEIS ADVERSÁRIOS NAS PRÉ-ELIMINATÓRIAS
WILLKOMMEN!
A tarefa não vai ser fácil, pois fazer uma restruturação total do futebol do clube, e ter de a fazer a ganhar no imediato, com uma enorme pressão dos media, dos adeptos e...dos rivais, é uma missão quase impossível.
Por mim, estou disposto a dar-lhe o tempo de que necessita, para só então fazer a avaliação do seu trabalho. E esse tempo tem de ser de alguns meses, pois Roma e Pavia não se fizeram num dia.
No imediato, importa garantir a presença na fase de grupos da Champions, e depois garantir que não se perde o comboio do Campeonato muito cedo, de forma a que, num segundo momento, então sim, a equipa possa render o seu máximo e ir a tempo de conquistar títulos.
Resta saber também que plantel vai ter o Benfica. E também não é fácil contratar-se quem se quer, e dispensar-se quem se deve, quando uns e outros serão imperiosamente em número muito elevado, e o dinheiro não abunda. O futebol profissional não é a PlayStation, há contratos, há compromissos, há pressões, há empresários e muitos interesses antagónicos que é preciso gerir - sem tempo para o fazer com o planeamento adequado a uma tão grande mudança.
VALEM ZERO, OU AINDA MENOS
Quem tenha acompanhado a Liga Portuguesa não se surpreende. Foi um festival como há décadas não se via.
Responsáveis há muitos. Mas à cabeça, está o senhor da foto, que consegue passar entre os pingos da chuva perante a autêntica tragédia que está a acontecer na arbitragem portuguesa.
E o mais grave é que os novos "valores" ainda parecem ser piores...
SERÁ MAIS OU MENOS ISTO?
Não acredito na possibilidade de contratação de Di Maria, embora fosse naturalmente um reforço de peso. Também se tem falado de Matheus, Al Musrati, Xeka e Samuel Lino, entre outros. Rasta saber se as opções de mercado poderão ser primeiras, segundas ou terceiras escolhas, para perceber quem acaba mesmo por entrar.
Embora não tenha dúvidas de que vai ser craque, não estou seguro de que Henrique Araújo possa, no imediato, ter a responsabilidade de ser "o" nove titular. E como também não sei se Petar Musa o poderá ser, talvez fosse avisado contratar mais um ponta-de-lança (dos bons, dos caros, para ser titular de caras e meter 30 golos por época). Não se ouvem rumores, mas entendo que seria importante.
Acho também que é bom manter debaixo de olho (empréstimos, equipa B) gente como André Gomes, João Tomé, Fábio Baptista, Tomás Tavares, António Silva, Pedro Álvaro, Rafael Rodrigues, Nuno Félix, Hugo Félix, Nuno Santos, João Resende, Tiago Araújo, Diogo Prioste, Henrique Pereira, João Resende, Franculino Djú, Luís Semedo e Pedro Santos, entre outros jovens com valor e com futuro.
Quanto a saídas, ponderando rendimento desportivo e massa salarial, propõe-se:
APONTAR PARA O FUTURO
Só aqui mencionei vinte nomes, todos made in Seixal, dos quais 14 já vestiram, pelo menos uma vez, a camisola da equipa principal. Poderão não ser todos, mas acredito quer muitos deles constituam a retaguarda do plantel do Benfica para a próxima temporada.
É claro que é preciso mais. É preciso que jogadores experientes assegurem o crescimento e o enquadramento destes jovens (Vlachodimos, Gilberto, Otamendi, Lucas Veríssimo e Rafa, para além de algumas contratações cirúrgicas). Mas a base está aqui, e seria criminoso não a aproveitar.
O ONZE DO ANO - Liga Portuguesa 21-22
Esta equipa vence qualquer título. É imparável.
UMA DÚZIA DE PERGUNTAS SEM RESPOSTA
1- Quem
impede que sejam conhecidas as comunicações entre árbitro de campo e VAR, e
porquê?
2- Quem
traça as linhas e quem escolhe as frames? O próprio VAR? Uma empresa qualquer? Se
sim, qual, e escolhida por quem? Qual o passado de todos os intervenientes
directos ou indirectos no sistema?
3- Porque
motivo, depois de vários anos de utilização, ainda não foi feita uma auditoria
rigorosa ao sistema de VAR?
4- Porque
motivo os árbitros não falam no final dos jogos como os jogadores e treinadores?
Até em sua defesa, seria benéfico disporem de espaço e tempo para explicar as
suas decisões, nem que fosse para as lamentarem ou pedirem desculpa por elas.
5- Porque
motivo, perante uma temporada verdadeiramente vergonhosa a nível de arbitragens
(a pior de sempre, tendo em conta que existe VAR), Fontelas Gomes permanece
impávido, sem sequer ser questionado?
6- Porque
é que, pelo menos no fim de cada temporada, o CA não explica os critérios de
escolha e nomeação, e não faz, publicamente, um balanço dos problemas
ocorridos? Tem medo de quê e de quem? O que pretende esconder?
7- Como
é feita a avaliação (por exemplo) de João Pinheiro no “Clássico”? Qual a nota?
Como é atribuída? Quais as componentes? E quais as consequências?
8- Na
sequência da estratégia de terrorismo comunicacional desenvolvida pelo FC Porto
a partir de 2017 e até Rui Pinto ser encontrado pela PJ em Budapeste, terá
havido algum tipo de chantagem a algum(s) árbitro(s)? A qual ou a quais? Como e
com que consequências? A diferença de postura de alguns desde então é gritante.
9- Porque
motivo os observadores/avaliadores passam sempre entre os pingos da chuva? Qual o
passado deles e de quem os escolhe? Como chegaram lá? Porque é que isso não é
exposto? Porque é que o próprio Benfica não o faz?
10- A
avaliação do VAR é igual à do árbitro de campo? Se sim, como, dado que o VAR não tem
qualquer pressão e tem todos os meios para decidir, pelo menos de forma razoável?
11- Como
chegaram ao primeiro escalão indivíduos como António Nobre, Hélder Malheiro, Fábio
Melo, André Narciso e outros que parecem ainda piores do que a geração que os
antecedeu? Quem os promoveu? Com que avaliações? Quem avaliou, como e porquê? Há padrinhos e afilhados? Quem são? É
preciso ser rigorosamente escrutinado cada caso, para se perceber o todo.
12- Porque
motivo o Benfica, e o seu canal de comunicação privilegiado (a BTV), não expôs
ainda, de forma condensada e organizada, todos os casos grosseiros que ao longo
da temporada prejudicaram o clube e beneficiaram os rivais? É imperioso fazê-lo,
e utilizar as redes sociais para os disseminar pela opinião pública. Uma imagem
valerá sempre mais do que todas as palavras.
Urge a criação de um departamento, formal ou informal, que no clube acompanhe, conheça, e, se for caso disso, questione e denuncie, todo o processo envolvendo árbitros, promoção e classificação dos mesmos, VAR, observadores, etc. Que no fundo possa, pelo menos, saber as respostas a todas estas perguntas, e trazê-las ao público.
CAMPEÃS!!
QUATRO EM CINCO!
FRAUDE
FESTAS? SÓ ME INTERESSAM AS MINHAS
Lembro-me perfeitamente de 2011. O FC Porto comemorou um título em pleno relvado da Luz. A forma como lidei com o assunto é a mesma que utilizarei agora, caso o Benfica não ganhe o jogo de sábado: saí ligeiramente antes do apito final, meti-me no carro e fui para casa. Não liguei rádios nem televisões. Não vi regas, nem apagões. Só mais tarde soube o que se tinha passado - primeiro até achei piada, depois percebi que tinha sido um erro, esperando que não se repita.
- CAMPEONATO DE VOLEIBOL (talvez vá do estádio directamente para o pavilhão, se conseguir arranjar bilhetes - jogo 3 da final, em que a vitória vale título)
- TAÇA DE PORTUGAL DE BASQUETEBOL (final-eight ao longo do fim-de-semana)
- CAMPEONATO DE FUTEBOL FEMININO (dérbi na Luz no domingo à tarde, que em caso de triunfo vale o título)
- CAMPEONATO DE BASQUETEBOL FEMININO (jogos 2 e 3 da final, sábado e domingo de manhã, sendo necessário ganhar ambos, depois da derrota no jogo 1 nos Açores)
- CAMPEONATO DE POLO AQUÁTICO FEMININO (segunda-mão da final, no sábado à tarde, com o Fluvial Portuense).
Neste momento, sem hipóteses de disputar o título de futebol, custar-me-á mais perder estes troféus, do que saber em que local vai o Porto festejar os seus. Dito de outra forma, trocava desde já e sem hesitações, por exemplo, um empate no "Clássico" de futebol por estes cinco títulos.

































