MILAGRE

 Tudo está bem quando acaba bem.

E o golo de Luka, no último lance do jogo, tornou francamente positiva uma jornada que parecia terminar bastante mal.

Para trás ficou uma exibição demasiado pobre para ser justificada apenas pelo cansaço. Estamos em Dezembro, e este Benfica de Jesus, mesmo com o mais elevado investimento da história, tarda em aparecer. 

Também é verdade que foi prejudicado pela arbitragem. O golo do Paços é um compêndio acerca do fora de jogo posicional. No momento do remate, há dois joagores deslocados. Um não tem interferência na jogada. O outro tem. Simples.

Enfim, o que conta é que numa semana os encarnados somaram três vitórias. Talvez seja prenúncio de uma equipa mais confiante e segura de si no futuro próximo. 

PIZZI - um nome para a história

Este é o quadro com o top-dez dos melhores marcadores de sempre do Benfica em provas europeias. Só José Augusto, Coluna e Pizzi não são avançados.


Para trás ficam nomes como João Pinto, Simão, Filipovic, Simões, Rui Águas, Diamantino, Rui Costa, Saviola, Chalana, Di Maria, Valdo, Magnusson, Jonas ou Aimar.
Pode gostar-se mais ou menos do transmontano. Mas os números não mentem. É craque e está na história.

BOAS SENSAÇÕES

Desde 2010 que o Benfica não ganhava por quatro golos de diferença numa competição europeia.
É verdade que o Lech Poznan não é nenhum colosso. Mas não será muito pior do que o Boavista, e ainda não há muito tempo, no Bessa, foi o que se viu.
A equipa de Jesus entrou confiante, e confiante se manteve ao longo do jogo, produzindo um futebol agradável e construindo uma vitória robusta que garante o apuramento. Noutros jogos, também entrou confiante, mas as falhas defensivas originaram golos aos adversários, e foi esse o principal factor de inquietação que arrastou todo o onze para o cinzentismo. Desta vez não houve golo sofrido, e as coisas correram com maior normalidade.
É uma pena que, por uma mera questão de golos fora, os encarnados dependam de terceiros para chegar ao primeiro lugar do grupo, o que pode fazer diferença na hora do sorteio dos dezasseis-avos-de-final. Enfim, o mais importante era segurar o apuramento, e isso está feito.
De notar que o Benfica marcou já 16 golos nesta fase de grupos. É o segundo melhor ataque atrás do Bayer Leverkusen. Só Pizzi e Darwin marcaram 10 golos. Decididamente não é na frente que a equipa tem problemas.
Agora...campeonato. A Europa pode esperar.

TRÊS PONTOS


VITÓRIA: Nesta fase o Benfica precisa, sobretudo, de ganhar confiança. E isso consegue-se com vitórias. Ganhar na Madeira é sempre difícil, pelo que esta foi uma vitória importante.
OTAMENDI: Os benfiquistas têm uma certa tendência para crucificar jogadores. Otamendi representou o Porto (como João Félix, Miklos Feher, Rui Águas ou Bèla Guttmann), e isso faz dele um alvo fácil.
Creio que neste momento o jogador precisa de apoio, e confiança, pois só assim poderá atingir o nível que dele se espera. Não dou pois para o peditório da fogueira. Até porque os problemas do Benfica não se centram em Otamendi, e estão longe de se limitar ao quarteto defensivo.
ANTI-JOGO: Separo claramente duas coisas. Uma é a utilização de tácticas defensivas, com muitos jogadores atrás da linha da bola, marcações em cima, e poucas saídas para o ataque - tudo isso é legítimo e faz parte do futebol. Outra é a queima deliberada de tempo, corte de ritmo, simulação de lesões e provocações aos adversários - o que já acho intolerável. O Marítimo, abusando do primeiro (o que temos de aceitar), entra também vezes demais no segundo comportamento (o que é condenável e já não se vê nos principais campeonatos europeus). Cabe ao árbitro gerir isso, e os sete minutos dados na primeira parte foram uma boa resposta.
EVERTON: Foi o homem do jogo, mas penso que pode fazer mais. Tanto no plano ofensivo, como no fechar do flanco e auxílio a Grimaldo.  
SEGUNDO GOLO: É verdade que a falta é marcada ao contrário. Mas é a meio-campo, e não só ninguém adivinhava o que dela resultaria, como o VAR fica impedido de intervir para anular o lance.

PONTO DE INTERROGAÇÃO


Salvou-se um ponto. Mas este ponto é de interrogação face ao futuro próximo da equipa do Benfica.
Até aos 75 minutos, a exibição foi medíocre, e a ameaça de goleada bem real.
Como o Rangers não é o Bayern de Munique, bastaram 15 minutos de algum futebol para inverter o rumo dos acontecimentos, e praticamente colocar uma pedra sobre o assunto do apuramento - também, era o que mais faltava o Benfica não se apurar num grupo da Liga Europa...
Se tantas vezes a defesa comprometeu, desta vez o ponto crítico situou-se no meio-campo. Até ver, não me parece que Gabriel seja um "seis", e Chiquinho jamais será um "oito". Apesar de tudo, Pizzi é Pizzi, e quando quer é jogador para ser indiscutível no onze encarnado. Também porque tem veia goleadora, coisa que rareia naquele meio-campo.
Destaque para o jovem Gonçalo Ramos, que também tem golo, e pode vir a ser uma solução interessante para algumas partidas.
O árbitro poupou uma grande penalidade clara ao Benfica. As vezes também acontece. Aliás, na UEFA acontece frequentemente contra os pequenos (já tinha ocorrido com o Liége), sucedendo o contrário frente aos grandes (Bayern, Chelsea, Barcelona, para me lembrar alguns casos bem evidentes).  Quem viu a arbitragem do Inter-Real Madrid, perceberá o que quero dizer. Por vezes as competições europeias fazem-me lembrar dos jogos de caricas que fazia em criança, nos quais, depois de muita intensidade e drama, ganhava sempre quem eu queria. A sorte é que nesta fase de grupos da Liga Europa, o Benfica também é um dos grandes.

O ONZE POSSÍVEL


 

10 FOTOS DE DEUS

Início de carreira nos Argentinos Juniors, dando-se a conhecer ao mundo no Mundial sub-20 de 1979 no Japão.

Transferência para o Boca Juniors, seu clube de coração, onde se faz estrela.

Não é feliz no seu primeiro Mundial, em 1982, acabando eliminado e expulso com o Brasil, após agressão a um adversário.

Transfere-se para o Barcelona, onde uma hepatite no primeiro ano, e depois uma lesão grave no segundo, condicionam a sua afirmação.

Procura a felicidade em Nápoles, e encontra-a. Os seus melhores anos são no clube do sul de Itália, levando o até aí modesto emblema ao título nacional por duas vezes e a uma vitória da Taça UEFA.

Os quartos-de-final do Mundial 86 trazem os momentos mais célebres da sua carreira: primeiro marca um golo com a mão (dirá ter sido com a mão de Deus)... 

...pouco depois anota aquele que é considerado o melhor golo de sempre, num impressionante slalon que destrói a selecção inglesa. Dias mais tarde conquistará o título com uma selecção construída em seu redor, e consagra-se definitivamente como o melhor do mundo.

No Mundial de Itália elimina a equipa da casa em...Nápoles, num ambiente escaldante que tentou condicionar. Porém, a Argentina cai na final diante da Alemanha, com uma arbitragem polémica.

Cai em desgraça, deixando-se enredar nas malhas da droga. Os anos 90 são de decadência e de caminho para o abismo.

Tenta regressar aos Mundiais em 1994. Ainda marca um golo. Mas após a segunda jornada é apanhado no doping, e termina a carreira internacional pela porta do fundo.


A sua vida dava (e deu, graças a Kusturica) um filme. Viajou entre o céu e o inferno, sempre com alta intensidade. É sem dúvida o jogador mais talentoso de sempre, e quem o viu (tive a felicidade de viver o seu tempo) jamais o esquecerá.

CURVEMO-NOS PERANTE EL PIBE


Não sei se foi o melhor de sempre (a irregularidade, porventura a droga, talvez não o tenha permitido), mas foi, sem dúvida, o mais talentoso, com um pé esquerdo absolutamente sobrenatural.
Mas melhor do que dizer o que quer que seja sobre Diego Armando Maradona, é recordar alguma da sua magia. Aqui fica a homenagem de VEDETA DA BOLA:

D.E.P. BASTOS

 

Morreu mais um do heróis da Taça Latina. Uma lenda das balizas do Benfica. José Bastos. Até Sempre!



PREOCUPANTE

...e vamos ver o que mais acontece até quinta-feira.
 

ENFADONHO

Quem joga com um onze que parecia um espécie de lista de dispensas, arrisca-se a que as coisas não corram bem.
Neste caso valeu apenas a vitória, numa noite enfadonha e sem quase nada a assinalar.
Venham os próximos jogos, para vermos se a verdadeira equipa do Benfica está ou não recuperada do vírus que a atingiu antes da paragem para as selecções.

O ONZE POSSÍVEL

Infelizmente as infecções por Covid 19 já não surpreendem.
Em todo o caso, não se percebe como foi possível realizar estes jogos das selecções, com múltiplas viagens intercontinentais, e mistura de jogadores de vários países.  Como se está a ver trata-se de uma bomba relógio, e o Benfica tem a sua dose.
Não sei se Weigl e Darwin seriam titulares na Taça. Entre lesões, covid e cansaço, este parece o onze possível:

BENFICA NA TAÇA

 

NÃO DIRIA MELHOR

"(...) não lanço, pois, o apelo à “Paz Benfiquista”, uma vez que isso seria colocar-me sob fogo amigo e inimigo. Mas deixo um repto: se sem essa paz, como sabemos, é impossível alcançarmos o sucesso, para quê manter a guerra?

O processo eleitoral teima em não findar, com um pedido de recontagem de votos (e não contagem, como muitos parece não perceberem) feito 15 dias depois da proclamação do vencedor, apesar do vencido, com muita dignidade, ter aceite os resultados, o que mantém abertas feridas que já deviam estar a sarar, com reflexo claro nas redes sociais: a cada golo sofrido, a cada revés, enchem-se de ódio e proclamações vertiginosas.

Ódio esse incompreensível, deixem-me que vos diga. Um querido amigo, com o humor refinado que muitos lhe conhecemos, perguntava antes do último jogo para o campeonato, em pleno Twitter, uma coisa deste género: não levam a mal que apoie o Benfica?

Muitos de nós crescemos com os nossos Pais a ensinarem-nos que assobiar o Benfica era pior que cuspir no prato da sopa. Esses professores, que aprenderam, por sua vez, de seus Pais, envergonhar-se-iam se descessem ao Twitter, ao Facebook ou ao Whatsapp durante um jogo de futebol do nosso Benfica. Aí não se assobia, mas faz-se pior: achincalha-se, destroem-se jogadores e faz-se política no infortúnio - como será, lamentavelmente, feita na vitória (...)

João Pereira da Costa

in  https://www.benficaindependente.com/

DIA 1 DE JANEIRO, SEM TEMPO A PERDER


Se não for possível chegar a Gerson, pois que venha outro número oito de qualidade, para ser titular indiscutível.


AS BUSCAS

Acerca das buscas à SAD do Benfica, digo apenas o que sempre disse a propósito de todas as situações anteriores: no dia em que se provar, repito, provar, preferencialmente em mais de uma instância (pois a justiça também tem dias, como se viu com o procurador Valter Alves), que o Benfica subornou árbitros ou jogadores adversários para facilitar jogos, tirarei as devidas consequências, reverei os meus posicionamentos, e retirarei o apoio a esta direcção e a este presidente. Até lá, vejo muito fumo e pouco fogo, e tudo aquilo que eu possa acreditar ter acontecido não duvido ser generalizado a outros clubes e ao futebol nacional e internacional no seu todo.
Comissões, offshores, branqueamentos, fuga ao fisco, sacos azuis, negócios por baixo da mesa, infelizmente começam na FIFA e acabam em clubes dos distritais. Vejam-se os e-mails de todos, investiguem-se todos, caso contrário não haverá moralidade.
Luís Filipe Vieira não é certamente um santo. Mas até prova em contrário não é um criminoso. É um homem do meio, que pode não ter feito tudo bem, mas não acredito que tenha pisado as linhas vermelhas que acima coloquei. É essa a minha profunda convicção.
Sei também que o mediatismo do futebol, e a sua vertente concorrencial e conflitual, traz para as primeiras páginas dos jornais questões que provavelmente nem notícia seriam se de uma qualquer empresa de outro ramo se tratasse. É preciso perceber isso, e deixar correr a tinta. Confesso que, para já, me preocupam mais as derrotas com Boavista e Braga, e os buracos na defesa, do que este tipo de espectáculo.
Posto isto, vamos deixar que o JN, o Jogo, o CM, a Sábado etc, se divirtam com o assunto. E esperar que nada disto desvie o Benfica do seu foco: a conquista de títulos.

HECATOMBE DEFENSIVA


Lembro o que escrevi na última quinta-feira: "...enquanto o Benfica tiver laterais medíocres e demasiado ofensivos, extremos que não defendem, centrais lentos, médios macios e pouco dados a coberturas, não pode ter quaisquer ambições internacionais. E mesmo nacionais, vamos ver..."
Infelizmente não foi preciso esperar muito tempo para mais uma negra demonstração de falta de segurança defensiva, que elevou para nove o número de golos sofridos apenas numa semana, a uma preocupante média de três por jogo.
Olho para o plantel do Benfica, e não vejo forma de Jorge Jesus resolver o assunto com a matéria-prima de que dispõe. De todos os defesas, apenas Grimaldo tem qualidade e intensidade ao nível do resto da equipa (leia-se, das linhas ofensivas), e mesmo assim tem características que obrigariam a mecanismos de compensação bastante rigorosos no eixo da defesa e no meio-campo defensivo. Otamendi e Vertonghen tiveram a sua época, um deles ao lado de um central rápido poderia disfarçar as limitações físicas, mas a utilização de ambos, ao mesmo tempo, torna essa tarefa impossível. Em Gilberto, Diogo Gonçalves e Nuno Tavares, lamento, mas não vejo qualidade para o Benfica, André Almeida seria talvez um bom suplente, mas nem conta para esta temporada, Jardel está acabado, e Ferro não se afirmou. Ou seja, era preciso uma defesa inteiramente nova para tornar este plantel capaz de se superiorizar aos oponentes internos, e deixar boa imagem na Europa. Com quase 100 milhões de euros investidos em extremos e avançados, fica o lamento de não se ter dado atenção à defesa, como se fosse coisa sem importância. A verdade é que qualquer Braga, qualquer Rangers, e até qualquer Boavista, expõe este Benfica a dissabores. E a causa está à vista de todos.
Vlachodimos, nesta e em épocas anteriores, tem disfarçado muita coisa. Hoje nem isso aconteceu.

O SALVADOR

Exibição muito, muito, muito pobre.
Defesa muito, muito, muito permeável.
Resultado muito, muito, muito lisonjeiro.
Valeu Darwin para evitar uma humilhação europeia em casa - que a dada altura parecia inevitável.
O apuramento não está, para já, em questão. Mas a preocupação cresce. E no Domingo há Braga.
Enquanto o Benfica tiver laterais medíocres e demasiado ofensivos, extremos que não defendem, centrais lentos, médios macios e pouco dados a coberturas, não pode ter quaisquer ambições internacionais. E mesmo nacionais, vamos ver...
Por agora, apenas um sorrisinho amarelo.

CAVALOS DE CORRIDA

Excepcionalmente, começo pelo adversário: esta equipa do Boavista ainda não tinha ganhado um jogo, fora cilindrada pelo FC Porto em casa por 0-5, e ocupava o penúltimo lugar da tabela.
Não acredito que, em qualquer uma das outras partidas do campeonato, os axadrezados tenham jogado assim, tenham corrido assim, ou tenham manifestado a frescura física que hoje permitiu, já dentro dos últimos dez minutos, que alguns dos seus jogadores ainda fizessem sprints monumentais, e ganhassem bolas em corrida a adversários acabados de entrar em campo. Elis, por exemplo, a jogar sempre deste modo, seria ...Mbappé. Mas contra o FC Porto ficou no banco, e entrou na segunda parte sem grande gás.
Já vejo futebol há muitos anos, e o Boavista - que em tempos era tido como a equipa que mais corria em toda a Europa, e que mais tarde se soube que até no banco de suplentes se injectava - tem atrás de si uma tradição, diria, de grande combatividade.
Foi no cruzamento entre uma equipa preparada fisicamente e clinicamente até ao nível de se parecer, a espaços, com um Bayern de Munique, e um Benfica cansado e pouco inspirado, que este resultado se deu.
Deixo portanto os meus parabéns aos preparadores físicos e à equipa médica do Boavista. Assim, serão candidatos, pelo menos, ao apuramento para a Liga dos Campeões.
Quanto ao Benfica, a luta continua. Foi uma pena desperdiçar a hipótese de deixar o FC Porto a oito pontos, mas a vida é mesmo assim. No próximo fim-de-semana os encarnados voltarão à liderança. É a minha convicção.

VITÓRIA SEGURA


A notícia da noite foi o regresso dos adeptos às bancadas da Luz. Não como todos gostaríamos (estádio cheio), mas nas circunstâncias actuais é o que se pode arranjar. E é melhor do que nada.
A equipa encarnada brindou as bancadas com uma vitória clara, e uma exibição consistente (bastante melhor o sector defensivo...), dando passo de gigante rumo ao apuramento. Com seis ponto de avanço só uma hecatombe tirará o Benfica da segunda fase.
Destaque para Pizzi, com dois golos. O transmontano entrou no top-15 de goleadores europeus da história do Benfica, superando nomes como Jordão, Simões, Rui Águas, Diamantino, Filipovic, Lima, Rui Costa, Saviola, Chalana, Carlos Manuel, Di Maria, Magnusson, Jonas e Valdo. A história escreve-se assim, e com maior ou menor simpatia dos adeptos, a verdade é que Pizzi tem números extraordinários - sobretudo tratando-se de um médio.
Nota final para a arbitragem. Tantas vezes o Benfica foi prejudicado na Europa, nomeadamente sempre que chegou a fases mais adiantadas da Liga dos Campeões (Barcelona, Chelsea, Bayern...), que manda a honestidade reconhecer que desta vez foi beneficiado. O primeiro penálti aceita-se, mas no segundo a falta é fora da área, havendo um lance posterior na área encarnada que foi assinalado fora (sendo Diogo Gonçalves poupado à expulsão). 

GANHOU O BENFICA!


Eleições mais participadas de sempre, e sem quaisquer incidentes.

Resultado clarificador.

Campanha conduzida com elevação (enfim, descontando uma ou outra declaração compreensível em momentos eleitorais).

Grande vitória do Benfica!

O resultado legitima amplamente a continuidade do projecto mais empreendedor e ganhador da história do clube.

Uma palavra para os derrotados. Sobretudo para João Noronha Lopes, que realizou uma campanha interessante, congregou apoios de benfiquismo insuspeito, e pode vir a colocar-se como alternativa válida ao pós-Vieira. O Benfica também precisa dessa consciência crítica, sobretudo se exercida com a elevação manifestada pelo candidato alentejano.

Agora a eleição terminou, os sócios escolheram, e todos os benfiquistas devem estar unidos no apoio à sua equipa. Venham os títulos!

NINGUÉM GANHOU TANTO







E VÃO CINCO


Já nesta temporada houve notas artísticas mais elevadas. Porém, o que conta é que o Benfica leva cinco vitórias em cinco jogos, e continua a dar mostras de não vacilar.
Com alguma rotação no onze, os encarnados estiveram sempre por cima do jogo e do resultado. E podiam até ter marcado mais um ou dois golos.
Nota de preocupação para a lesão de Grimaldo. As laterais da defesa já eram o ponto fraco da equipa, com os dois titulares de fora a coisa fica francamente assustadora.

DARWINISMO

A fantástica e prometedora exibição de Darwin Nuñez (21 anos!) foi a nota dominante de uma saborosa vitória europeia do Benfica.
Começar a ganhar fora é passo de gigante para uma fase de grupos que se quer, tanto quanto possível, tranquila. E com a vitória benfiquista na Polónia, e o triunfo do Rangers na Bélgica, os dois favoritos  ao apuramento parecem desde já encontrados e bem lançados.
O jogo foi bom, animado, aberto, tendo-se destacado, como comecei por dizer, o jovem avançado uruguaio - que já havia mostrado pormenores de classe noutras partidas, mas agora juntou-lhes uma eficácia concretizadora que deixa água na boca dos adeptos.
Mas a estrondosa exibição de Darwin não pode esconder alguns problemas que a equipa de Jesus apresenta, sobretudo na defesa e na forma de defender.
Laterais permeáveis, centrais lentos, médios macios e extremos exclusivamente ofensivos, são quatro realidades que não podem conviver numa mesma equipa. E no Benfica têm permanecido evidentes desde há vários anos atrás, sem aparente solução. Se no contexto interno a maioria das equipas não os põe à prova, basta um qualquer Lech ou PAOK para os tornar bastante claros. E se fosse na Champions estaria aberto o caminho para uma qualquer humilhação dramática.
O Benfica ataca muito e bem. Com Jesus, recupera a bola depressa. Mas quando deixa o adversário dar dois toques seguidos, torna-se demasiado permeável. Grimaldo, como Gilberto ou Nuno Tavares atacam bem, cruzam bem, integram-se bem na manobra da equipa quando esta tem posse de bola. Mas são, todos eles, bastante débeis na hora de defender a profundidade nas suas costas. Também é verdade que nenhum deles tem apoio, quer de Pizzi, quer de Everton, quer de Rafa. E esse é outro problema. Com centrais trintões, que dificilmente fazem compensações profundas junto das linhas laterais, e com Gabriel a assegurar o meio-campo defensivo, a equipa torna-se assustadoramente frágil quando perde a bola.
Não sei se com o plantel actual será possível corrigir estes problemas, ou pelo menos alguns deles. Se Jesus não o conseguir, mais ninguém consegue - só uma abordagem ao mercado que olhe para o rigor defensivo com olhos de ver.
Enfim, o Benfica ganhou, ganhou bem, deu espectáculo. Fiquemos por agora com o "darwinismo" brilhante que esta partida nos trouxe.

SHOW DE BOLA

Cinco três golos, e outros tantos por marcar, ilustraram uma enorme demonstração de força do Benfica de Jesus.
Frente a uma das melhores equipas da Liga, os encarnados dominaram, pressionaram, criaram perigo, e reduziram o seu adversário à desorientação.
Quatro jogos, quatro vitórias, cinco pontos de vantagem para o FC Porto. A coisa promete.
Destaque individual para Waldschmidt e Darwin - que embora não tenha ainda marcado, já demonstra porque motivo tanto se espera dele. Também os centrais mostraram um bom entendimento.
Nota negativa para a lesão de André Almeida, embora Gilberto também tenha entrado bem na equipa. Se a lesão for grave - como infelizmente parece ser - creio que o brasileiro poderá discutir o lugar com Diogo Gonçalves, que o próprio Jorge Jesus já apontou à posição.

O QUE TÊM ESTES HOMENS EM COMUM?

Tirando os falecidos (Eusébio, Coluna, etc), esta poderia ser a lista dos melhores jogadores da história do Benfica de sempre, vivos.
Além disso, têm em comum o facto de estarem com Luís Filipe Vieira nas eleições de dia 30.

LINHAS VERMELHAS

Há linhas vermelhas que não quero ver ultrapassadas por nenhum presidente do Benfica, quem quer que seja que ganhe as eleições (e, como sabem, espero que ganhe LFV, que merece fazer mais um mandato, e sair do Benfica em 2024 como campeão):

- Jamais acabar com modalidades, admitindo, quando muito, e em circunstâncias específicas, uma diminuição de investimento numa ou noutra;

- Jamais ponderar, sequer, a tomada da maioria do capital da SAD por qualquer outra entidade que não o clube;

- Não alterar os estatutos: estes permitem democracia, e garantem segurança.  O perigo de grupos organizados hostis tentarem sabotar o Benfica é grave, e vai recrudescer, havendo que estar a salvo de demagogias populistas. E a limitação de mandatos não faz sentido num clube desportivo (porque motivo há de sair um bom dirigente, apenas porque passou determinado período de tempo?);


O MEU PLANTEL SERIA:


Poupava o dinheiro de Helton, Gilberto, Todibo, Pedrinho e Darwin (48M), e gastava num lateral-direito (10M), num número oito (15M), em Lucas Veríssimo (6M). E ainda sobravam 12M...

O MERCADO: análise final

 

ENTRADAS

HELTON LEITE: Não sei se será melhor do que Zlobin. Enfim, aceita-se.

GILBERTO: Preferia ficar com Tomás Tavares. Acho que Gilberto é o tipo de contratação que nada acrescenta. Num clube que investiu quase 100M, exigia-se um lateral-direito de qualidade.

OTAMENDI: Tendo em conta os contornos do negócio, e o valor pago por Ruben Dias, penso que foi uma boa solução.

VERTONGHEN: Tendo em conta que chegou a custo zero, também me parece uma boa solução, tendo porém alguns receios quanto à sua condição física. Para Jardel, basta um.

TODIBO: Preferia claramente Lucas Veríssimo ou mesmo Ruben Semedo. Este jovem destacou-se em França, mas no Barcelona nada fez, e depois, emprestado ao Schalke, também quase não jogou. Não me entusiasma nada, e acho que se tratou apenas de uma forma de tentar calar Jesus – ao que parece, sem êxito. Espero enganar-me.

EVERTON: Penso que foi a melhor aquisição do Benfica. Não engana. É craque. E 20M até foi saldo. Duvido que permaneça por cá muito tempo.

PEDRINHO: Não me parece mau de todo, mas não fazia falta nenhuma. Havia Rafa, Pizzi, Everton, Cervi, Diogo Gonçalves, e também Jota, Zivkovic etc. Não sei onde se enquadra Pedrinho. Mas não teria dado 18M por ele. Nem metade.

WALDSCHMIDT: Segunda melhor contratação a seguir a Everton. Nos últimos dois jogos não esteve tão bem, mas o que mostrou em Famalicão dá garantias. Jogador de selecção alemã. Bom preço.

DARWIN: Soube a pouco para quem esperava Cavani. Tem futuro, mas por 24M talvez preferisse manter Vinigol e apostar num lateral e num médio de transição. É possível que o futuro me faça mudar de opinião, sendo que os pontas-de-lança têm um valor de mercado elevadíssimo, e, se for o caso, rapidamente se recuperará o investimento (veja-se RDT).

 

SAÍDAS 

RUBEN DIAS: Por 68M nada haveria a fazer, nem com ele, nem com outro.

CARLOS VINICIUS: Compreenderia se fosse vendido acima de 40M. Por empréstimo, não percebo. Até porque ainda não tenho a certeza de Darwin ser melhor do que ele.

FLORENTINO: Digo quase o mesmo do que para Vinicius. Ficou Weigl, ficou Samaris, Gabriel está a ser adaptado à posição. Acho que de todas estas, Florentino não seria a pior das opções.

TOMÁS TAVARES: Gosto dele, acho que tem grande futuro, e não o trocava por Gilberto. Penso que o Benfica precisava de um lateral-direito para titular indiscutível. Não o tendo contratado, acho que TT era, ainda assim, a melhor alternativa a André Almeida.

JOTA: Com o número de alas do plantel, e tendo em conta que desaproveitou grande parte das muitas oportunidades que teve (pareceu sentir o fantasma Félix, tentando sempre mostrar-se mais do que jogar para a equipa), acho que é bem emprestado.

ZIVKOVIC: Só teria acautelado a hipótese de jogar contra o Benfica.

ZLOBIN: Não sei se é pior do que Helton Leite.

INSÍPIDO, PREOCUPANTE

Mesmo garantindo a terceira vitória em três jogos do campeonato, na partida frente ao Farense o Benfica esteve longe, muito longe, de convencer.
A dada altura, quase pensei estar a ver um jogo da temporada passada, tal a forma desorganizada e desorientada como a equipa se apresentava. Quando o Farense fez o 1-2 (bem anulado por fora-de-jogo), temi um resultado humilhante. Felizmente Seferovic salvou os encarnados. Antes tinha sido Vlachodimos, uma vez mais, a evitar dissabores. Fica a preocupação.

À beira do fecho do mercado, há problemas que estão por resolver. Com médios ala pouco dados a tarefas defensivas, penso que seria necessário outro tipo de laterais. Quanto a centrais, Todibo não entusiasma, Otamendi não entrou bem, e Vertonghen já está lesionado. Jardel acabou. Ferro é Ferro. Morato não conta para Jesus. Veremos.
No meio-campo, Gabriel e Pizzi não oferecem garantias para jogos em que haja que defender e correr atrás da bola. Weigl não se afirma. Florentino saiu (porquê?). Samaris continua a ser um mistério.
E no ataque, nos dias em que Seferovic não se revele tão eficaz (coisa que acontece com frequência), fica a faltar uma solução que poderia ser dada por Vinicius (porque saiu?). Até porque já vamos em quatro jogos sem que Darwin marque - e o fantasma de RDT começa a fazer-se sentir entre os adeptos.
Enfim, curto para quem começou a abordagem ao mercado por Cavanis e Brunos Henriques. E para quem esperava uma equipa do Benfica muito mais forte do que a da triste época anterior, para quem esperava um Benfica para a Europa. Até agora parece, apenas, um bocadinho melhor, o que pode não chegar para nada. E se jogar assim, não chegará mesmo.

ENFIM...MAIS OU MENOS

Standard Liege de Carcela, Lech Poznan de Pedro Tiba, e Glasgow Rangers de Steven Gerrard.
Podia ter sido melhor (o grupo do Arsenal é de desenhos animados). Podia ter sido pior (evitou-se Leicester, Milan e Lille, por exemplo).
Enfim, foi assim-assim. Correu bem no pote 2, correu mal no pote 3, correu mais ou menos no pote 4.
Obviamente o Benfica é favorito a passar, como seria em praticamente todos os grupos da Liga Europa onde calhasse. Mas este não permitirá grandes poupanças.

SEMÁFORO EUROPEU

Portanto, venham de lá Rapid, Molde e Dundalk.
Casa dos horrores: Leicester, Milan e Lille.

 

OBVIAMENTE, O MEU PRESIDENTE


7 CAMPEONATOS

3 TAÇAS DE PORTUGAL

7 TAÇAS DA LIGA

5 SUPERTAÇAS

2 FINAIS EUROPEIAS (+ 1 meias e 6 quartos)

+

(2 ligas dos campeões, 2 títulos mundiais, 1 taça cers, 3 supertaças europeias, 3 campeonatos, 3 taças e 3 supertaças de Hóquei em Patins)

(1 liga dos campeões + 1 final europeia,  8 campeonatos, 7 taças, 9 supertaças, 3 taças da liga e 1 taça de honra de Futsal)

(7 campeonatos, 4 taças, 7 supertaças, 6 taças da liga, 4 t.a.pratas de Basquetebol)

(1 final europeia, 6 campeonatos, 9 taças e 8 supertaças de Voleibol)

(2 finais europeias, 1 campeonato, 3 taças e 6 supertaças de Andebol)

(34 títulos colectivos de Atletismo)

(vários títulos em judo, triatlo, bilhar e outras modalidades)

(95 títulos nacionais e 1 europeu nas modalidades femininas)

(3 medalhas olímpicas)

+

(3 finais europeias, 3 campeonatos de juniores, 6 de juvenis e 6 de iniciados no Futebol Formação)

+

estádio, 2 pavilhões, centro de estágio, museu, fundação, televisão

mais de mil milhões de euros em vendas de jogadores, recordes de receitas e de lucros em anos sucessivos

...

tudo isto partindo, não do zero, mas de muito abaixo de zero (sem dinheiro, sem credibilidade, sem títulos, sem instalações, sem equipa, sem modalidades, sem nada...eu ainda me lembro)