PABLO ATÉ 2013
"Se há jogador que, ao longo dos últimos doze meses, mereceu inequivocamente a admiração e carinho de toda a família benfiquista, ele chama-se Pablo Aimar. Aos 32 anos, aparentemente recuperado das lesões que outrora o apoquentaram, o argentino está a viver um dos melhores momentos da sua carreira, perfumando com classe os relvados que vai pisando em Portugal e na Europa. Aimar é a grande referência técnica do futebol do Benfica, sentindo-se a sua falta a cada minuto de ausência. É ele que ilumina a equipa com uma prodigiosa visão de jogo, e com o requinte de um toque de bola de excepção. É um verdadeiro príncipe, herdeiro de outros “números dez” que escreveram história no clube, como Chalana, Valdo ou Rui Costa. Para além de toda a magia que lhe sai dos pés, demonstra, dentro e fora do campo, uma atitude definidora de um grande carácter. Humilde, inteligente e profissional, de Pablo Aimar apenas se lamenta ter chegado tão tarde ao Benfica."
O AMIGO PEDRO
Vejo sempre as finais da Liga dos Campeões. Desta vez, porém, distraí-me com outros afazeres (certamente menos transcendentes), e só pude ver um breve resumo.TAS LOUCO
Alberto Contador suspenso retroactivamente, mesmo tendo corrido dois anos após a alegada infracção, depois de ter ganho variadíssimas competições (sempre devidamente controlado, e limpo), agora todas reclassificadas. O mais irónico: o Giro de Itália que perde vai direitinho para as mãos de um ciclista que saíra de uma suspensão de…dois anos, por…doping – nesse caso, inequívoco.UM INIMIGO DE ESTIMAÇÃO
Por muita, pouca ou nenhuma simpatia que tenhamos pela figura de Joaquim Oliveira, e pelo que representa (um certo Norte, proximidade com o FC Porto, etc), a verdade é que ele, e a sua empresa, parecem ser agora as únicas no terreno com capacidade para pagar um preço justo, ou aproximado, àquele que a popularidade do Benfica justifica. O que está em causa na animosidade dos benfiquistas para com a Olivedesportos não é pois uma questão económica (aí, trata-se, sem dúvida, de um parceiro negocial poderoso), mas antes a colagem (não sei se inteiramente justa) que fazem daquela empresa ao sistema que vigorou no futebol português durante décadas, e que tanto nos penalizou.
Não conheço os bastidores do futebol ao ponto de ter uma opinião inteiramente fundamentada sobre o assunto. Mas do que me é dado a ver, não me parece que tenha sido a Olivedesportos, nem Joaquim Oliveira, a ordenar ou a instigar Olegário Benquerença, Carlos Xistra, ou para irmos mais atrás, José Silvano, José Guímaro, Carlos Calheiros, entre outros, a prejudicarem o Benfica como o fizeram, directa e indirectamente, em várias ocasiões. Posso estar enganado, posso até estar a ser ingénuo, mas tem-me parecido que o objectivo de Joaquim Oliveira no futebol é tão somente o comum a qualquer homem de negócios: ganhar dinheiro. Como tal, vejo-o, até prova em contrário, da mesma forma que a qualquer outro interlocutor. Apresentando a melhor proposta, e ninguém me comprovando devidamente a sua ligação ao “Sistema”, nada teria – enquanto sócio do Benfica - a opor ao negócio, pois o assunto é sério e, como disse acima, não se compadece com estados de alma, ou simpatias de ocasião."
LIGADO À TAÇA
PS1: Vi as repetições dos lances polémicos de Alvalade, e continuo a achar que o árbitro decidiu bem, tanto ao assinalar penalti de Onyewu (a falta deve ser marcada onde termina), como ao ignorar o teatro de Matias Fernandez, na área contrária. Percebo que os adeptos, à saída do estádio, tendam a encontrar desculpas sumárias para o insucesso da sua equipa. É também usual que Domingos, sentindo-se acossado, dispare para outras direcções, desculpabilizando-se. Já me parece mais estranho que um subdirector de um diário desportivo (ainda que sportinguista ferrenho), e um comentador televisivo (provavelmente também), alinhem pelo mesmo diapasão.
NOTAS SOBRE O MERCADO
RUBEN AMORIM – Era um jogador de quem eu gostava particularmente, e lamento muito que tenha saído do Benfica.
CAPDEVILA – Das duas uma: ou Jesus está satisfeito com o seu profissionalismo, e vai mesmo ser opção (primeira ou segunda) para o lado esquerdo da defesa, ou então não compreendo porque ficou.
LUCHO GONZALEZ – Tenho firme esperança que já não seja o mesmo jogador que foi tetra-campeão no FC Porto. A fundamentar essa esperança está a sua frequente passagem pelo banco de suplentes do Marselha nos últimos meses, motivo que terá determinado a cedência.
MARC JANKO – Não conheço. Também não conhecia o Hulk quando chegou. Espero que seja apenas um rapaz alto e tosco, incapaz de fazer melhor que Kleber, num onze ainda órfão de Falcão.
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FC PORTO – Da equipa que venceu a Liga Europa já saíra o grande ponta-de-lança colombiano, e também Ruben Micael (sem falar em Mariano Gonzalez, Kieszek ou Sereno). Agora saem Fucile, Guarin, Belluschi e Walter. Fala-se ainda de Sapunaru e Souza. Já não são assim tão poucos.
MAIS UM
CLASSIFICAÇÃO REAL
GIL VICENTE-FC PORTO
CLASSIFICAÇÃO REAL
VER O FUNDO AO TACHO
MUITO MAIS DO QUE TRÊS PONTOS
Os festejos exuberantes do banco benfiquista, e dos jogadores no relvado, mal o árbitro apitou para o final da partida, não enganam. Tal como eu aqui defendera, a partida de Santa Maria da Feira foi encarada por todos como um dos mais difíceis obstáculos que o Benfica tinha pela frente, pelo menos até ao mano-a-mano com o FC Porto na Luz.A vitória acaba por ser justa, apenas em função do número de oportunidades criadas. Em momento algum dos noventa minutos o Benfica conseguiu dominar o jogo, que, como disse, pedia características bem diferentes daquelas que o têm distinguido. E confesso que, ao golo do Feirense, cheguei a temer o pior.
NUMA CAIXINHA DE FÓSFOROS
Não creio que a Liga proteja o futebol, permitindo (ou melhor, impondo) jogos importantes num campo deste tipo. Não se vê isto em nenhum campeonato europeu do primeiro mundo, e a menos que existam interesses escondidos, não se percebe a lógica da decisão que agora veio a público.VIVA O FUTEBOL!
PS: Fica aqui bem mencionar, que o Liverpool-Manchester City, cuja gravação vi depois, não deslustrou a gala de Camp Nou. Teve o mesmo resultado, excelentes momentos de futebol, e a mesma emoção.
OUTRA VEZ?
O PONTO CRÍTICO

CLASSIFICAÇÃO REAL
UFF... QUE SUSTO!
Faltavam apenas 17 minutos para o final do jogo, o Benfica empatava em casa, e não criara, ao longo de toda a segunda parte, uma única oportunidade de golo.ONZE PARA O GIL
MUNDIALITO 80 - Uma recordação
Tenho a ideia daquilo ter sido vivido como um verdadeiro Mundial (e, pelo menos para os uruguaios foi-o), só que sem televisão em directo (ao contrário do que acontecera, por exemplo, no Argentina 78). Além das notícias de jornal, recordo-me vagamente de ter ouvido uma parte do relato da grande Final, já noite dentro, numa estação de rádio espanhola que se apanhava no Alentejo.UM DADO
O SPORTING A FAZER POUCO DE SI PRÓPRIO (2)
Segundo me contou fonte bem informada, este rapaz é o segundo jogador mais bem pago do Sporting, só ultrapassado pelo salário extraterrestre de Elias. Dinheiro bem empregue, portanto.
SEM HIPÓTESES
3 Ligas dos Campeões, 2 Mundiais de Clubes, 2 Supertaças Europeias, 5 Campeonatos, 1 Taça do Rei, 5 Supertaças de Espanha, e 5 Bolas de Ouro. É este o impressionante palmarés do Barcelona desde 2004, desde que Messi começou a jogar.MANDEM-ME EMBORA!
SEM RISCO, SEM DANOS
Tinha aqui defendido que o Benfica não deveria expor-se demasiado nesta edição da Taça da Liga. Entendi, por isso, não só as opções de Jesus (apenas duas diferenças relativamente ao meu onze), como o ritmo tranquilo que a equipa imprimiu ao jogo.IMPORTANTE, OU TALVEZ NÃO

Sou daqueles que entende que todos os troféus são importantes (nem concebo o desporto de outro modo), e que um clube como o Benfica tem sempre de jogar para os ganhar. Nunca vi um benfiquista na rua a comemorar qualquer das Taças da Liga conquistadas, mas pessoalmente não deixei de as festejar à minha maneira. Fiquei particularmente feliz com os 3-0 diante do FC Porto, há duas épocas, curiosamente na única final em que não pude estar presente. E será também oportuno lembrar o quanto fiquei aborrecido com a eliminação em Setúbal, na primeira edição, em jogo a que assisti, e obviamente antes do Benfica ter o seu nome inscrito no palmarés da prova.
Se analisarmos, por exemplo, as audiências televisivas, verificamos o quanto a Taça da Liga veio trazer ao futebol português, tendo hoje o seu lugar bem firmado no panorama competitivo luso. Alguns dos seus jogos entraram directamente para a história (o célebre penálti assinalado por Lucílio Baptista foi dos momentos mais mediáticos dos últimos anos), e se nos lembrarmos que as finais tiveram sempre lotação esgotada, e algumas meias-finais assistências imponentes (50 mil pessoas no Benfica-Sporting do ano passado), confirmamos que a Taça da Liga foi efectivamente uma excelente ideia, embora porventura ainda necessite de um regulamento mais eficaz.
Sou, pois, um defensor da importância da Taça da Liga, e de todos os troféus oficiais, entendendo que cada um tem o seu próprio espaço, e merece a sua própria relevância. Dito isto, não posso no entanto deixar de estabelecer algumas hierarquias, quer em termos absolutos, quer no plano conjuntural.
Obviamente a Liga dos Campeões é mais importante que a Taça da Liga, assim como o Campeonato é mais importante que a Taça de Portugal, e como a Taça da Liga é mais importante que a Supertaça. A minha hierarquia é fácil de estabelecer: provas europeias (à cabeça das quais, naturalmente, a Champions), campeonato, taças (sendo a de Portugal, pela sua tradição, e pela final do Jamor, mais relevante), e por fim supertaças.
Para além disso, ou na sequência disso, há, no plano conjuntural, que atender a vários factores, que podem, no limite, determinar que uma equipa prescinda do campeonato (se chegar, por exemplo, a umas meias-finais da Champions), de uma Liga Europa (como aconteceu com o Benfica há dois anos), ou de uma Taça de Portugal (como desconfio tenha acontecido agora). É nesta medida (e também porque vem de três triunfos consecutivos) que me parece que o Benfica não deverá comprometer-se muito nesta (e apenas nesta) edição da Taça da Liga.
O calendário é apertado, as lesões começam a surgir (por diferentes motivos estão fora Garay, Ruben Amorim, Enzo Perez, Aimar e Cardozo), e o Benfica - já o disse aqui – não pode arriscar um milímetro na luta pelo título. A Champions é a Champions, e terá, como é óbvio, de ser jogada nos limites. Sendo este campeonato particularmente importante, e estando a luta tão acesa, não me parece que exista espaço para mais nada, num plantel que é bom, mas não é super.
Deste modo, defendo que Benfica jogue com uma segunda linha durante esta primeira fase. Se tiver de ser eliminado, que seja – pode ser que daí saia finalmente a valorização do tri alcançado -, se chegar às meias-finais, então logo se verá. Em Guimarães percebia que era necessário dar ritmo aos titulares. Agora esse problema não se coloca, pelo que é hora de poupar.
Deixo pois o onze que eu, em coerência com a ideia que acabo de expressar, escolheria para a partida com o Santa Clara. Tenho a convicção de que será suficiente para vencer. Os outros? Que descansem bem, pois no domingo a luta continua.
VAMOS A CONTAS
CLASSIFICAÇÃO REAL
FC PORTO-RIO AVE
SP.BRAGA-SPORTING
CLASSIFICAÇÃO REAL
De um modo geral, e terminada a primeira volta, parece-me oportuno referir que as arbitragens têm estado genericamente bem melhor que na temporada anterior. Aliás, a diferença entre a classificação real e a classificação oficial é pouco expressiva, e resulta de pormenores. Que as coisas continuem assim, e que o futuro campeão não seja beliscado no seu mérito por via de interferências exteriores.
PACIÊNCIA...
Trinta e tal milhões de euros, um incêndio e muito foguetório depois, o Sporting concluiu a primeira volta com os mesmos pontos, e um lugar abaixo do que havia feito na temporada passada, então com o já esquecido Paulo Sérgio.A ONDA A CRESCER











