SONHAR É PRECISO !
Caso ganhe os três jogos que lhe faltam disputar – de entre os quais o mais difícil é inegavelmente o desta quarta-feira – a selecção nacional, ficando ainda assim dependente de terceiros, tem boas e verosímeis hipóteses de chegar ao play-off de qualificação.
Partindo do princípio que a Dinamarca vence em casa a Hungria e fora a Albânia, e que a Suécia ganha em Malta e à Albânia em casa, e, claro, Portugal ganha todos os seus jogos (dois com a Hungria e um com Malta em casa), a classificação ficaria assim: Dinamarca (26), Portugal 19, Suécia (18) e Hungria 13. Falta no entanto aqui um jogo, o jogo-chave destas contas: o Dinamarca-Suécia de 10 de Outubro.
Se a Suécia vencer esse jogo fará 21 pontos deixando Portugal fora do Mundial. Mas se perder (ficando com 18), as três vitórias da equipa de Queiroz (19 pontos) permitir-lhe-ão estar no play-off. Em caso de empate entre os nórdicos, Portugal teria também algumas hipóteses, pois o desempate far-se-ia aos golos, e na última ronda há um Portugal-Malta (neste momento a Suécia tem apenas um golo de vantagem).
Outro dado importante do problema é que, ao contrário do que tem sido dito, na data do Dinamarca-Suécia a equipa da casa não terá ainda garantido o primeiro lugar do grupo (5 pontos de avanço, e dois jogos por disputar), necessitando, no mínimo, de empatar essa partida. A única hipótese de isso acontecer seria no caso de a Suécia não vencer em Malta, situação que nos deixaria, desde logo, dependentes apenas de nós próprios.
Resumindo, Portugal precisa pois de vencer os três jogos (pela maior diferença de golos possível), e esperar que a Suécia não vença na Dinamarca.
Mas para já o que mais importa é…vencer a Hungria !!!
VIDA COMPLICADA...
Era necessário – como aqui referi - que a selecção nacional fizesse melhor que a Suécia, mas foi precisamente o contrário que aconteceu – ao empate luso que compunha a classificação responderam os suecos com o golo da vitória sobre a Hungria nos últimos instantes, momento que pode vir a fazer toda a diferença nas contas finais.
Na segunda parte Portugal, já com Liedson, demorou a recompor-se. Só nos últimos vinte minutos empurrou definitivamente a Dinamarca para a sua área, e aí voltou a exibir a sua melhor face. O golo surgiria tarde demais, quando o tempo para a reviravolta já era escasso, não deixando então Portugal de fazer o que lhe competia – apertar ainda mais o adversário e procurar com todas as forças e vontades o golo que garantisse a merecida vitória.
Ao soar o apito final fica a sensação clara de que não foi hoje que Portugal perdeu a sua qualificação. A esperança continua de pé, mas agora, para além das imprescindíveis três vitórias em três jogos, Portugal necessita também que a Suécia perca na Dinamarca (ou pelo menos não vença, situação em que haveria de recorrer à diferença de golos).
RETRATOS DE UMA PAIXÃO
Não há Liedson que lhes resista.
Força Portugal !
DE VIDA OU DE MORTE?
É um jogo ingrato, no terreno do invicto líder do grupo. Em caso de vitória nada fica assegurado (nem sequer a auto-dependência). Em caso de derrota, apenas a matemática permitirá a Carlos Queiroz continuar a sonhar com o play-off. Um empate pode ser bom ou mau dependendo do resultado da Suécia em Budapeste – no fundo a nossa selecção necessita de fazer melhor que a Suécia, de forma a depender apenas de si própria nos três últimos jogos.
Para esta partida a equipa lusa aparece praticamente na sua máxima força (apenas Hugo Almeida de fora), contando ainda com a presença do estreante Liedson. Digamos que, desde os tempos de Scolari, esta é talvez a convocatória mais forte e equilibrada, o que não deixa de ser um bom sinal. Depois de vários assomos de experimentalismo (Orlandos Sás, Brandãos, Dannys, Eliseus, Antunes etc), o professor cedeu às evidências, convocando os melhores e os mais experientes jogadores portugueses para um jogo onde qualquer passo em falso pode deitar tudo a perder.
Não creio que seja agora oportuno (depois de feita a convocatória e com os jogadores em estágio) discutir a chamada de naturalizados. Já disse e repito que não concordo com a opção seguida, mas neste momento quero é que Portugal ganhe, seja com golos de Liedson, Bruno Alves, Nuno Gomes ou qualquer outro jogador que lá esteja.
Quanto ao sistema de jogo a utilizar, temo que a aposta num 4-4-2 em losango (como se anuncia) não esteja suficientemente trabalhada para ser posta em prática. Contando com Simão, Nani e Cristiano Ronaldo, o 4-3-3 seria sempre a opção primordial. Mas, como já disse, o que importa agora é ganhar.
Fica uma proposta para o onze inicial:
DE VOLTA !
Com a temporada na sua fase inicial, é ainda possível recuperar as principais ocorrências verificadas até ao momento, e deixar umas quantas linhas sobre cada uma delas. Depois desta actualização, o blogue voltará aos assuntos do quotidiano, entrando no seu ritmo normal.
Sem perder muito tempo com saudações, aqui vai:
BENFICA-MARÍTIMOInfelicidade benfiquista num jogo marcado pelo mais atroz anti-jogo que se viu nos últimos anos na Luz. Aceito e entendo que uma equipa utilize esquemas tácticos defensivos (é legítimo que o faça). Não tolero que simule lesões desde os quinze minutos de jogo, e que utilize todos os pretextos para fazer passar o tempo sem se jogar futebol, sempre com o necessário beneplácito do árbitro.
Se o Benfica tem marcado nos primeiros minutos tudo seria diferente (não direi oito, mas, sei lá, quatro? cinco?). Não o fez, deixou-se enlear na pressão defensiva madeirense, e viu-se aflito para pontuar. Ainda assim, só não venceu porque Soares Dias não teve coragem para assinalar mais uma grande penalidade no pouco tempo de descontos que deu.
V.GUIMARÃES-BENFICA
A pior exibição do Benfica de Jorge Jesus, pré-temporada incluída.
Ao contrário do Marítimo, o V.Guimarães não se refugiou no anti-jogo, conseguindo, sem ele, anular algumas das principais armas do futebol encarnado.
Felicidade do Benfica na vitória obtida ao cair do pano.
BENFICA-V.SETÚBAL
Um luxo!
Há muito que a Luz não vivia uma noite assim, para a qual contribuiu – é certo – alguma inexperiência da equipa sadina, mas cuja origem esteve na forma arrasadora como o Benfica entrou em campo.
Ninguém ganha 8-1 sem algum demérito do opositor, mas a exibição de gala produzida pelos principais artistas do Benfica, derrotaria naquela noite qualquer equipa portuguesa, e golearia a maior parte delas.
A primeira parte foi de sonho, e o resultado foi-se avolumando com naturalidade. Na segunda esperava-se algum recato, mas o Benfica continuou a sua cavalgada infernal em busca do golo, da goleada e do esmagamento total do adversário. Desse modo respeitou-o, e respeitou o público presente nas bancadas, oferecendo-lhe um espectáculo inolvidável.
É difícil destacar alguém, mas ainda assim, entre assistências de Aimar, golos de Cardozo e cortes de Javi Garcia, creio que Ramires foi quem mais impressionou, afirmando-se definitivamente como um craque de elevadíssimo gabarito.
SPORTING
Da crise do Sporting há duas coisas que não entendo: a contestação ao treinador e a desculpabilização dos dirigentes.
Paulo Bento tem feito um excelente trabalho com plantéis de qualidade muito duvidosa, e não tem culpa de a SAD leonina não lhe proporcionar meios para alcançar sucessos ao nível da legítima ambição dos sportinguistas.
É verdade que os segundos lugares só foram possíveis por demissão do Benfica, e que sem Liedson o Sporting não passaria, qualquer que fosse o treinador, de uma equipa absolutamente banal. Mas a competitividade e a organização demonstrada muitas vezes pelos leões nos últimos anos (incluindo agora em Florença) foi muito superior àquilo que seria de normal num onze que tem, por exemplo, Pedro Silva e André Marques como laterais titulares.
Dos dirigentes esperar-se-ia que criassem condições para o Sporting, enquanto grande clube, se apresentar nas mesmas condições financeiras e orçamentais que os rivais. E nisso têm falhado gritantemente, deixando-o caminhar para uma situação de menoridade da qual pode não ser fácil sair. Acho uma certa graça quando as principais figuras de Alvalade se vangloriam de competir com orçamentos baixos, como se isso pudesse constituir motivo de orgulho e não de preocupação. Depois há algo que ninguém diz, mas um dia ainda terá de ser equacionado: a aposta radical na formação é simpática, é romântica, mas não dá títulos, que é o que, em qualquer clube, move os adeptos.
Mas tudo isto foi, é, e seria, tolerado pelos sportinguistas, não fosse o estado de euforia em que vive actualmente o… Benfica. Essa pode não ser a raiz da crise, mas é, sem dúvida, o elemento que mais desconforto proporciona em Alvalade, e que mais faz despertar a contestação. E quando tudo corre mal, nem o Atletismo escapa à tendência - Naide (infelizmente) falhou, Nélson foi de Prata, 0-1 !
FC PORTO
Ao contrário do Sporting (a que a RTP dedicou estranhamente todo o mês de Agosto, com vários jogos em sinal aberto, numa altura em que muitas pessoas estão fora da sua residência e sem Sport Tv), e do Benfica (que sempre se faz um esforço para, de um modo ou de outro, com maior ou menor dificuldade, se conseguir ver os jogos), confesso que pouco vi do F.C.Porto até agora.
Em concreto vi a segunda parte do jogo em Paços de Ferreira e cerca de meia-hora da primeira parte do jogo da Figueira. Pouco para emitir uma opinião firme acerca da equipa de Jesualdo, ainda que tanto num como noutro momento me tenha parecido ainda longe dos níveis atingidos nos anos anteriores.
Olhando contudo para os plantéis, e verificando a rápida adaptação e enquadramento de alguns dos reforços (Falcão, Varela etc), o F.C.Porto parece ser o conjunto mais compacto e mais completo dos três. O Benfica pode ser vibrante do meio-campo para a frente, mas tenho dúvidas que consiga rapidamente alcançar a consistência que o F.C.Porto, mesmo sem brilhantismos, vai dando mostras de manter.
SORTEIOS EUROPEUS
Sorte grande para Sporting, favas para Porto e Benfica. O Nacional sabia-se ter, à partida, a tarefa mais complicada.
Começando pela Liga dos Campeões, com um Chelsea imparável o FC Porto deverá discutir com o Atlético de Madrid a passagem aos oitavos-de-final. Tendo em conta que no pote 3 havia equipas como o Dínamo de Kiev, o Besiktas ou o Bordéus não é de gabar a sorte dos dragões. Pior seria que em vez do Apoel tivesse saído o Wolfsburgo.
Também o Benfica não teve muita sorte, vendo sair-lhe logo no segundo pote uma das mais fortes equipas da prova (o Everton), quando lá estavam Copenhaga, Brugges, Heerenveen, Áustria de Viena ou Basileia. Terá também de defrontar o AEK (eram bem mais fáceis o Levski ou o Dínamo de Zagreb) e BATE Borisov (que no ano passado empatou duas vezes com a Juventus). Neste grupo, só o melhor Benfica conseguirá o acesso à fase seguinte.
O Sporting tem, pelo contrário, a fase de grupos no papo, mesmo sem jogar muito mais do que tem jogado. Hertha de Berlim será talvez o principal opositor, mas a sua prestação na Bundesliga tem sido medíocre, à semelhança do que tem acontecido com o Heerenveen na Holanda. Do Ventspils não virá certamente qualquer perigo.
Para o Nacional, tudo o que se conseguir é ganho.
ARBITRAGEM
Mais cartão menos cartão, mais expulsão menos expulsão, o que fica de mais relevante destas três primeiras jornadas é um penálti por marcar no Benfica-Marítimo por mão de Fernando perto do fim, e outro no Sporting-Sp.Braga por mão de Moisés logo no início.
Benfica prejudicado em dois pontos. Sporting prejudicado num ponto. Tudo dentro da “normalidade” portanto.
Classificação “Real” à 3ª jornada:
BENFICA 9
FC Porto 7
Sporting 5
SELECÇÃO
A convocatória de Queiroz para os importantíssimos jogos da Dinamarca e da Hungria foi mais ou menos pacífica. Sobra o caso Liedson.
Sou contra naturalizados na selecção. Sempre o fui, desde Deco, passado por Pepe, e seria-o mesmo que estivesse em causa um jogador do Benfica. O mal foi abrir o precedente, sendo agora difícil de justificar a presença de uns e a ausência de outros (porque não Paulo Assunção? ou outro qualquer?).
Não quero contudo alimentar a polémica nas vésperas de jogos tão decisivos como os que estão diante de nós. Com Liedson ou sem Liedson será Portugal que vai estar representado em Copenhaga em em Budapeste, e com ele ou sem ele terá de conseguir o apuramento para o Mundial.
Portanto, independentemente dos jogadores, independentemente do treinador, mesmo não me revendo nesta selecção tanto como me revia em anteriores, o que mais me importa neste momento é que Portugal ganhe e esteja no Mundial. Depois, poderemos então voltar à questão Liedson.
ATÉ BREVE
VEDETA DA BOLA vai ausentar-se por uns tempos do seu convívio, marcando regresso para os primeiros dias de Setembro.
Lamentavelmente não vai ser possível acompanhar os primeiros jogos da Liga, mas aspectos pessoais e profissionais, paralelamente à antecipação do início das competições oficiais, obrigaram a esta pequena incomodidade. Caso os estimados leitores entendam promover uma colecta para me financiar as próximas férias, prometo dar um jeito nos calendários. Até lá, tem de ser quando mais me convém a mim.
Para entreter os mais impacientes, deixo aqui um passatempo: trata-se de escolher aquela que foi (ou é) a melhor equipa do Benfica nos últimos 15 anos. Ficam os onzes, os suplentes, e a escolha pode ser feita na caixa de escolha aqui ao lado.
Chamo também a atenção para as próximas edições do jornal “O Benfica”, onde, embora ausente, irei continuar a aparecer (maravilhas da tecnologia…). Será publicado, durante seis semanas, um texto que julgo ser do interesse de todos.
Desejando bons mergulhos e boa disposição a toda a gente, faço naturalmente votos para que sejam os benfiquistas a estar mais felizes no início de Setembro.
Saudações desportivas.
EUROMILHÕES PARA ALVALADE
Ultrapassar uma eliminatória europeia com um auto-golo ao minuto 94 assemelha-se a conquistar o Euromilhões com um boletim encontrado no chão. Foi mais ou menos isso que o Sporting conseguiu na Holanda: encontrar a sorte, não sabe ainda muito bem como.Sofrendo um golo logo na alvorada do jogo, os leões nunca mais se encontraram. Não pressionaram, não criaram perigo, entregaram-se a um adversário, também ele demasiado passivo, e confiante na magra vantagem alcançada. O relógio foi avançando sem que se vislumbrassem alterações na toada do jogo. Havia intensidade, alguma velocidade, mas total desacerto de parte a parte – sobretudo do Sporting, que estava em desvantagem e tinha de fazer pela sua vida.
Devo dizer que até à entrada do último quarto de hora acreditei que, num ressalto, num lance individual de Liedson, o Sporting acabasse por marcar, pois a equipa holandesa defendia com o seu bloco muito baixo, e os seus centrais não davam garantias de grande segurança. É óbvio que aos 94 minutos (é muito raro um árbitro dar tanto tempo de compensação das provas internacionais), em clima de descrença, e com a bola já a jogar-se predominantemente no meio terreno leonino, não passaria pela cabeça de ninguém (exceptuando talvez Rui Patrício) que o Sporting conseguisse aquilo que nem sequer tinha ameaçado conseguir em outros 183 minutos de futebol. Conseguiu-o, de forma fortuita mas suficiente para alcançar o seu objectivo. O futebol é assim, por isso cativa multidões.
Saudando o apuramento de uma equipa portuguesa, não deixo no entanto de temer (falo no plano nacional) que este resultado, da forma como foi obtido, acabe por significar para o Sporting aquilo que a vitória em Kiev – obtido em idênticas circunstâncias, num momento em que Jesualdo Ferreira tinha o lugar preso por um fio (sim, há menos de um ano isso acontecia!) - significou para o F.C.Porto no ano passado. Bem sei que a força das duas equipas não é sequer comparável, mas o futebol e as suas dinâmicas fazem-se muitas vezes destes momentos de profunda sorte ou profundo azar. Para já, o Sporting (mesmo continuando sem ganhar jogos) sacudiu a crise, e vai encarar o campeonato com muito mais confiança, ao passo que sem aquele golpe de fortuna, a instabilidade total habitaria neste momento em Alvalade.
Destaque para Rui Patrício, não só pelo lance do golo, mas sobretudo pela segurança que transmitiu à equipa nos dois jogos – já em Alvalade havia salvo o Sporting da derrota, num jogo em que a arbitragem teve, não o esqueçamos, influencia decisiva.
QUASE TUDO OU...QUASE NADA
Neste contexto, um apuramento poderá significar bem mais que um apuramento, e uma eliminação representará bem mais que uma eliminação.
Bastando um empate, creio contudo que o Sporting seguirá em frente, e aliviará tensões.
PONTO DE SITUAÇÃO
VÃO TRÊS!
Não tenho memória de uma pré-época benfiquista tão bem sucedida.O entusiasmo dos adeptos é crónico, e repete-se ano após ano. Não há novidade quanto a isso. Outra coisa é a qualidade que a equipa demonstra, as vitórias que consegue, e a forma clara como as consegue. E isto há muito não se via.
Sem um tal de Hugo Miguel, seriam 8 vitórias em 9 jogos. Não frente ao Tourizense ou ao Atlético do Cacém, mas diante de duas equipas da Liga Espanhola, duas da Premier League, do detentor da Taça Uefa, do Ajax e do V.Guimarães em suas próprias casas, do Olhanense no Algarve.
Três taças já levantou Nuno Gomes esta pré-época, feito que julgo ser único nos últimos anos do futebol português e europeu. Valem pouco? É verdade, mas a qualidade do futebol praticado não engana.Já não tenho muitas dúvidas de que esta equipa vai jogar bem, vai empolgar os adeptos, vai encher os estádios, e vai lutar bravamente pelos títulos. Se os conseguirá ou não, depende dos Jorges Sousas que encontrar pela frente. Depende também do F.C.Porto, da sua força (natural ou farmacêutica) e da aplicação dos seus adversários/parceiros. Há muitas coisas em equação, dentro e fora dos relvados. E quanto melhor estiver o clube da Luz, mais problemas terá de enfrentar.

Mas olhando para os últimos 15 anos, não me lembro de um Benfica tão forte, tão organizado, tão personalizado, tão afirmativo, tão empolgante. Creio mesmo que com um lateral fora-de-série (alto, capaz de jogar pelos dois lados, e de fechar o espaço interior), esta equipa seria candidata a triunfar... na Europa.
Preocupem-se portistas e sportinguistas! Preocupem-se que o caso é mesmo sério!
..."i" DEPOIS ?
Qual o problema de utilizar as verbas de um contrato de publicidade muito bem negociado (40 milhões de euros), para investir naquela que é a área de actividade fundamental do clube?ENCANTAR, MESMO CONTRA DOZE
Ao ver Nuno Gomes levantar o terceiro troféu da pré-temporada, após mais uma demonstração de poder individual e colectivo da equipa do Benfica, interroguei-me: como resistir à onda de euforia, quando se está perante algo que não se via há tantos anos?Na verdade, o conjunto de Jorge Jesus caminha, dia após dia, jogo após jogo, para um nível qualitativo elevadíssimo, do qual nenhuma das últimas equipas do Benfica foi sequer capaz de se aproximar. Domina os jogos, impõe-se em campo, constrói lances maravilhosos de futebol, marca golos, e começa a ser capaz de impedir os adversários de jogar, obrigando-os a cometer erros e a perder bolas sucessivas.
Cada jogador do Benfica parece saber exactamente o que tem de fazer em campo, e nem a substituição de vários titulares retira organização ao conjunto. As individualidades crescem a olhos vistos, o desenho do jogo colectivo empolga, e a equipa ganha (mesmo a feijões, já lá vão três taças).
Mas nem tudo é ainda perfeito. Muito embora do meio-campo para a frente o Benfica já mostre um poderio e uma qualidade próprias de um sério candidato ao título, as laterais da linha defensiva oferecem ainda bastantes interrogações, sobretudo com esta paragem forçada de Maxi Pereira, que remete também para o lado direito os problemas que se verificavam à esquerda.
É de lamentar profundamente esta lesão, pois com Maxi o Benfica teria o seu onze mais ou menos definido, vendo-se agora Jesus com um problema complicado para resolver a duas semanas do início da competição. Patric foi precisamente o elemento de menor rendimento de todos que participaram neste torneio (e em toda a pré-época), e mostrou que, por agora, não é ainda opção credível para o lugar; ao passo que também Ruben Amorim não convenceu na função, parecendo um peixe fora de água quando teve de recuar no campo- dentro do plantel, talvez Miguel Vítor seja mesmo a melhor escolha, mas será sempre uma opção de recurso.
Faltando contratar um lateral-esquerdo, porque não esquecer César Peixoto e procurar um ambidestro, que no imediato suprisse a ausência do uruguaio, e posteriormente se posicionasse como alternativa para o flanco esquerdo, cedendo de caminho Patric a outro clube? Fica a sugestão.
O teste diante do Vitória de Guimarães era também importante para perceber se a capacidade de choque da equipa resistiria a um adversário de “faca na liga”, como são a maioria das equipas do nosso campeonato. A resposta foi positiva, ainda que se tenha de falar de uma arbitragem absolutamente desastrada, ao nível do pior que o futebol português nos apresentou nos últimos anos.Efectivamente o jogo ficou marcado pela prestação de Jorge Sousa, que terá talvez decidido mostrar aos novos jogadores do Benfica aquilo que vão ter de enfrentar ao longo da época. Nessa medida pode até ter sido útil, mas, um penálti claríssimo e um livre perigoso por assinalar, agressões a Miguel Vítor e Di Maria que passaram impunes, um fora-de-jogo mal tirado a Cardozo quando seguia isolado para a baliza, uma dualidade de critérios quase anedótica na marcação de faltas e mostragem de cartões, e múltiplos equívocos na aplicação da lei da vantagem, foram demasiados casos para apenas noventa minutos de futebol, e todos eles em desfavor da mesma equipa. Assim, nem com Messi e Ronaldo será possível ganhar um campeonato em Portugal, pois como sabemos nem todas as equipas têm o mesmo tratamento.
Com outra arbitragem o Benfica teria goleado o V.Guimarães, assim como com outra arbitragem teria vencido o Atlético de Madrid na apresentação aos sócios. Ambas foram protagonizadas por árbitros portugueses, daqueles que têm medo de marcar faltas a favor do Benfica, e daqueles que infelizmente vamos ver, domingo a domingo, nos relvados lusos.
Se esta equipa encarnada é, creio bem, uma séria candidata a um percurso europeu notável, quanto ao campeonato nacional é de temer que possa vir a ser abatida por adversários violentos (incrível a forma como jogam, por exemplo, Flávio Meireles e Milhazes, que não se vê em nenhuma liga europeia), e por árbitros permissivos ou mesmo hostis. Pensando nisto, a euforia desfaz-se num sopro…
MAGIA
A melhor exibição da pré-época, materializada na primeira goleada (sobre uma equipa da Premier League), confirmou as mais elevadas expectativas para o Benfica de Jorge Jesus.TUDO EM ABERTO
Ao décimo quinto minuto o Sporting poderia estar a perder por 0-2, e desse modo, ficar com um pé fora da Champions League. Na primeira jogada da partida a equipa holandesa criou uma flagrante ocasião de golo que só talvez a mãozinha milagrosa de Vítor Damas foi capaz de evitar, e pouco depois foi o árbitro alemão a não ver uma grande penalidade clara cometida por Daniel Carriço, que se acontecesse numa competição portuguesa e fosse o Sporting o prejudicado, daria para conferências de imprensa inflamadas, comunicados da direcção e todo o folclore que já vai sendo a imagem de marca do clube de Alvalade.Se ao fim desse quarto de hora o empate a zero fosse proposto, talvez tivesse sido aceite por Paulo Bento sem pestanejar. O Sporting parecia atónito perante a afirmativa entrada do Twente, e era dos visitantes que se esperava um golo a qualquer momento.
O lance do penálti mudou o jogo. Não tanto como se tivesse sido convertido, mas o que é facto é que daí em diante o Sporting (em superioridade numérica) se assenhoreou da partida, conquistou todas as segundas bolas, criou ocasiões e só não ganhou por mera infelicidade.
A segunda parte foi de sentido único, ainda que os holandeses acertassem então muito mais as suas marcações defensivas, obrigando muitas vezes a cruzamentos longos, frequentemente enviados directamente para as mãos dum inspiradíssimo Mihaylov. O tempo foi passando, e a última oportunidade acabou por ser do
Twente, a qual, caso se tivesse concretizado, gelaria Alvalade e muito provavelmente decidiria, em larga medida, o rumo da eliminatória.O 0-0 final acaba assim por saber a pouco, ainda que deixe tudo em aberto para uma segunda mão em que nenhum empate elimina os leões. Sabe-se como as equipas holandesas gostam de atacar de forma aberta, e como o Sporting sabe normalmente aproveitar os espaços no seu ataque.
Em termos de favoritismo daria 60 % ao Sporting. Talvez um nadinha a menos do que antes deste jogo. Mas se o Sporting se apurar, que Paulo Bento não se esqueça deste simpático árbitro alemão.
NOITE DE LEÃO
O Sporting inicia hoje a sua caminhada europeia diante dos holandeses do Twente.O jogo, pela sua importância, vem cedo demais para a equipa de Paulo Bento, que até agora não conseguiu convencer ninguém de estar melhor do que nas épocas anteriores – condição necessária para alcançar os seus principais objectivos.
Não conheço bem a equipa holandesa, mas creio que, ainda assim, o Sporting é favorito. Digo-o porque o futebol holandês (alegre, aberto e ofensivo) encaixa bem nas características dos nossos jogadores, tendo sido raros os desaires lusos nos últimos anos diante de equipas ou selecções do país das tulipas (ainda no domingo o Benfica ganhou com alguma facilidade em Amesterdão). Além do mais o Twente está longe de ser uma equipa de topo no seu país, e nada garante que o segundo lugar obtido na época passada tenha sido mais do que meramente conjuntural.
Não são contudo de esperar grandes facilidades, nem nesta, nem na eliminatória seguinte, onde o Sporting, caso passe os holandeses, poderá apanhar pela frente o Celtic, a Fiorentina ou o Estugarda (a derrota do Panathinaikos ontem veio mesmo a calhar, pois caso seja eliminado remete o Atlético de Madrid para o grupo dos cabeças-de-série, afastando-o do caminho dos leões). O caminho para a Champions League a partir do segundo lugar está agora bem mais dificultado, motivo acrescido para o Sporting demonstrar mais alguma ambição face ao planeamento das próximas épocas. Até porque, mesmo para ficar à frente do Benfica, parece agora haver necessidade de pedalar um pouco mais.
Por muito que oiça, veja e leia provocações de sportinguistas ao Benfica, por mais que sinta todo o seu ódio, não consigo mesmo assim desejar-lhes mal. Entre a indiferença e o patriotismo encontro um pequeno espaço para desejar boa sorte à equipa de Alvalade, como o faço relativamente a todos os clubes portugueses envolvidos em provas internacionais, à excepção de um.
Uma vitória sem golos sofridos seria o ideal. Mas acredito que mesmo um empate a zero não irá comprometer o apuramento.
É CRAQUE !
Por vezes a realidade ultrapassa as hipóteses menos verosímeis. Disse aqui há uns dias que não acreditava que Keirrison pudesse jogar no Benfica, mas parece que ele vem mesmo a caminho.Vem por empréstimo (custou 14 milhões ao Barcelona), e aparentemente os catalães vão assegurar-lhe o salário. A confirmar-se o negócio, estamos perante aquilo a que se costuma chamar “uma lança em África” - Keirrison é “apenas” o melhor goleador do futebol brasileiro da actualidade (31 golos no último ano), tem somente 20 anos, e está à porta do Escrete Canarinho.
Não sei se seria esta a maior prioridade do plantel benfiquista. Mas uma oportunidade assim não se desperdiça, a época é longa, e entre Cardozo, Saviola e Keirrison alguém há de marcar golos no Campeonato, na Liga Europa, na Taça de Portugal e na Taça da Liga.
Desde que a chegada do jovem prodígio brasileiro não implique a venda de Cardozo (e o mercado vai-nos pregando surpresas quase todos os dias), trata-se de uma grande notícia para os benfiquistas. Se se adaptar rapidamente, podemos estar perante uma das figuras do campeonato. Uma espécie de Liedson, mas muito mais novo.
OS MILAGRES SEGUNDO MENDES
O jogador afirma ter tomado conscientemente substâncias ilícitas para melhorar o seu rendimento desportivo, e que o fez, quer por
iniciativa própria, quer por sugestão (pressão?) de alguns clubes onde jogou, designadamente por via dos respectivos departamentos médicosEm momento algum refere explicitamente em que clubes tal sucedeu, mas com as pistas que deixa torna-se relativamente fácil compor o puzzle.
Assim, quando diz que o primeiro contacto com o doping foi num clube onde existia “uma grande equipa, um belíssimo treinador e um presidente carismático”, e refere um confronto europeu com um conjunto que tinha três campeões mundiais ao seu serviço, entre os quais “um poderoso avançado no jogo aéreo”, só pode estar a falar do Boavista de 1991-92 - vencedor da Taça de Portugal, orientado por Manuel José e presidido por Valentim Loureiro - e da eliminatória com o Inter de Milão (de Brehme, Matthaus e Klinsmann) para a Taça Uefa.
Quanto ao segundo clube, Fernando Mendes diz tê-lo representado posteriormente, relatando que aí tudo estava ainda mais organizado, havendo inclusivamente informação privilegiada sobre os mecanismos de controlo.
Ao sair do Boavista, o lateral voltou ao Benfica por uma época. Se não havia doping no clube da Luz em 1990-1991, não é verosímil que o houvesse, e de forma tão organizada, em 1992-1993. Excluindo os encarnados sobram E.Amadora, Belenenses, V.Setúbal e F.C.Porto. Se no Estrela Fernando Mendes afirma ter realizado uma das suas piores épocas de sempre, e ao Vitória (que encontrou na II divisão) chegou em fim de carreira, restam apenas Belenenses e F.C.Porto. Fica pois à nossa imaginação qual dos dois teria melhor organização, e um acesso a informação privilegiada das autoridades anti-dopagem."
OS SEGREDOS DO F.C.PORTO
Não vi a totalidade do jogo do F.C.Porto com o Lyon. Não vi, aliás, a totalidade de nenhum jogo desta pré-temporada, exceptuando naturalmente os do Benfica.Porém, o que vi da equipa portista chegou para perceber que as suas principais virtudes continuam de pé, independentemente da importância dos jogadores que saíram. E essas virtudes são fundamentalmente duas: organização táctica e poder físico.
Não foi com talento que o F.C.Porto chegou onde chegou. Jogadores como João Pinto, Paulinho Santos, André ou Jorge Costa (e agora Bruno Alves ou Raul Meireles) não eram prodígios de técnica, e a espinha dorsal das equipas portistas sempre se assemelhou mais a um exército do que propriamente a companhia de bailado.
O perfil competitivo do F.C.Porto assentou sempre na capacidade atlética e na agressividade posta em campo, paralelamente com uma disciplina táctica notável e de elogiar. Foi assim que estabeleceu a sua identidade e a sua imagem de marca desde os tempos de Pedroto. Foram essas propriedades - juntamente com os factores externos que se conhecem, mas não vêm ao caso - que levaram o F.C.Porto aos títulos nacionais e internacionais. Foi, sobretudo, com base nelas que ao longo dos anos oitenta se estabeleceu a diferença face ao Benfica (quase sempre com mais qualidade técnica, mas sem a fibra competitiva dos portistas), diferença essa que se foi aprofundando à medida que o amadorismo imperava na Luz. Foi inclusivamente assim que o F.C.Porto se afirmou na Europa, onde, encontrando equipas muitíssimo mais talentosas, poucas vezes terá encontrado conjuntos com o mesmo perfil competitivo.
Essa matriz de agressividade competitiva tem, pelo menos, três vertentes: morfológica, física e mental.A primeira materializa-se na contratação de jogadores, sendo escolhidos apenas aqueles que possam corresponder ao perfil pretendido. Cristian Rodriguez, Mariano Gonzalez, Hulk, Cissokho entre outros, são exemplos de jogadores de grande pujança atlética, capazes de garantir disponibilidade, agressividade e força (Maxi Pereira seria provavelmente o jogador do Benfica que Pinto da Costa mais gostaria de ter), ao contrário de talentos como Hélder Barbosa, Bruno Gama e outros tecnicistas, formados no clube mas sem robustez para responder às exigências do modelo de base.
Temo que por entre a densa nuvem das questões de arbitragem, e no mar de dúvidas que as prestações de algumas equipas adversárias por vezes levantam, pouca gente no Benfica esteja desperta para estas questões, para a verdadeira força do F.C.Porto, e para as suas consequências nos jogos e nos campeonatos. Aliás, as minhas dúvidas acerca do potencial do actual plantel benfiquista situam-se precisamente aí – noutro país seria sem dúvida um grande plantel, mas em Portugal, no campeonato português, e para se bater com o Porto (e alguns seus sucedâneos), não é seguro que apresente robustez atlética e mental que lhe permita ganhar 15 ou 20 jogos seguidos contra adversários fechados, combativos e violentos, condição imprescindível para se tornar campeão.Hoje, ao ver a forma como, já em plena segunda parte, e com poucas semanas de preparação, o F.C.Porto pressionava densamente o adversário sempre que este ultrapassava a linha do meio-campo, interroguei-me sobre quantas equipas europeias, nesta fase da pré-temporada, seriam capazes de o fazer daquela forma. Não creio que existam muitas. Interroguei-me se tal seria normal. Tenho dúvidas que seja.
O F.C.Porto não é, efectivamente, uma equipa normal.
E VÃO DUAS...
Mais do que ter conquistado o torneio, o conjunto de Jorge Jesus fê-lo de forma clara e convincente, ganhando os dois jogos, marcando cinco golos, e alcançando momentos de grande qualidade ofensiva. Se com o Sunderland os encarnados muito haviam prometido, diante do anfitrião Ajax essas promessas concretizaram-se numa exibição que chegou a empolgar, e que a dado momento ameaçou mesmo a goleada (houve pelo menos duas oportunidades para consumar o 1-4).
A forma como este Benfica parte para o ataque é admirável, e não se via há já algumas épocas para os lados da Luz. Trocas de bola rápidas, passe curto, movimentação constante e desmarcações estonteantes são a marca que Jorge Jesus começa a deixar na sua equipa, o que resulta num futebol ofensivo, fluido, bonito, e, com mais algum tempo de treino, certamente espectacular e goleador.
Há jogadores cujas melhorias de rendimento face ao passado são particularmente notórias, de entre os quais Aimar, Di Maria e Cardozo talvez sejam os maiores exemplos. Saviola tem superado as expectativas, bem como Fábio Coentrão. Ramires apresenta-se como craque. E até Carlos Martins se tem mostrado muito activo.
Estaremos nós perante uma grande equipa?
Javi Garcia exibe alguma cultura táctica, sabe compensar os defesas, mas não se mostrou ainda um jogador ao nível do preço que custou (ao contrário de Ramires, de quem já se viu um cheirinho). Perdeu bolas em circunstâncias perigosas, no jogo aéreo não se viu, parecendo mais vezes ausente do que presente. É cedo para uma análise mais objectiva, e esta foi apenas uma primeira impressão de alguém que não o conhecia. Mas nestes dois jogos - confesso que talvez influenciado pelo preço do seu passe - esperava mais do médio espanhol, até porque já trazia alguns treinos do Real Madrid, não se podendo pois falar de diferenças de ritmo.
Pior, bastante pior, esteve Shaffer, que apresenta algumas qualidades quando tem a bola nos pés, que efectua excelentes cruzamentos para a área contrária, que se esforça e luta até à exaustão, mas cuja adaptação à rapidez do futebol europeu não está a ser, para já, conseguida. Custa-me escrevê-lo, mas frente ao Ajax o lateral argentino foi um verdadeiro buraco na defesa do Benfica, deixando passar os holandeses como queriam e lhes apetecia, parecendo nem perceber muito bem o que lhe estava a acontecer. Num lance deixou-se cair (sem falta), permitindo ao avançado contrário isolar-se. Noutro ficou parado a reclamar com o árbitro, com a bola a disputar-se dentro da sua área. Em três ou quatro ocasiões foi ultrapassado com a maior das facilidades, ora em tabelinhas ora em velocidade, quase sem oferecer resistência. No segundo golo do Ajax chegou, como quase sempre, atrasado.
Como disse atrás, tem qualidades técnicas, e parece empenhado. Os seus problemas são de velocidade, concentração e posicionamento. Trata-se talvez de uma questão psicológica: querer fazer tudo bem e depressa, para justificar o lugar. É um jovem, e precisa de apoio no interior do grupo e do clube, apoio que no passado não foi dado a jogadores que acabaram por sair do Benfica sem glória, para depois mostrarem grandes qualidades (por exemplo, Bergessio, também argentino, também proveniente do Racing). Talvez fosse benéfico que pudesse entrar na equipa aos poucos. O problema é que no banco está somente… Sepsi. Será que vamos voltar a ter David Luíz encostado à linha?Muito trabalho portanto para Jorge Jesus. Se o Benfica já empolga a atacar, está ainda muito longe de evidenciar a solidez e a segurança defensiva de um candidato ao título. Mas, com tempo, seguramente chegará lá.
Para já, duas taças já cantam nas vitrinas da Luz. Valem o que valem, mas é muito melhor ganhá-las do que perdê-las. Na próxima semana há mais, com o Torneio de Guimarães, e por fim a Eusébio Cup. Depois tudo terá de estar a postos: dia 15 será a doer.






