É SEMPRE A RODAR

Vitória justa do Benfica, vitória da melhor equipa (mesmo com um onze alternativo), a qual podia até ter sido mais ampla - tivessem sido aproveitadas mais duas ou três ou quatro das ocasiões criadas pelos encarnados ao longo dos noventa minutos.
A exibição teve altos e baixos, não enchendo o olho. Mas valeu três pontos e a manutenção da liderança da fase regular da Liga Europa, o que não deixa de ser prestigiante.
O baixo mais baixo foi o golo oferecido aos polacos. E nesse lance nem sequer aponto o dedo a Enzo Barrenechea. Aponto a um hábito irritante que se instalou no futebol moderno (desde as provas internacionais aos distritais), e que parece obrigar a longas e repetidas trocas de bola dentro da área, o que para mim, ou é exibicionismo dos treinadores, ou é apenas uma moda estúpida, que coloca sempre as equipas a beira do abismo só para tentarem um hipotético espaço nas costas dos avançados pressionantes. Em qualquer jogo, de qualquer equipa (excepto, naturalmente, do Benfica) torço sempre para que os defesas percam a bola para um Roger Milla qualquer. Digo "bem feita!" Quando isto se passa na área do meu clube, confesso que perco a paciência e só me apetece insultar alguém. Nunca assobio a equipa, hoje também não o fiz, mas se há alturas em que compreendi assobios na Luz foi quando, já depois de sofrer o golo daquela forma, os jogadores insistiram em fazer o mesmo e quase arriscaram um 2-2 que, a acontecer assim, seria anedótico. 
O melhor em campo, mesmo jogando alguns minutos, foi o de sempre, e já nem vale a pena escrever o nome. Também gostei de Sudakov e Banjaqui - salvo aquela escorregadela que não pode acontecer nunca mais.
Venha o Estrela da Amadora.
PS: Parabéns ao Torreense pela fantástica reviravolta que conseguiu.

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