DESVIO TEMÁTICO
Num fim-de-semana sem Benfica (porquê?), sobra mais tempo para pensar noutras coisas. E se o país tem vários problemas, o principal neste momento histórico é, sem dúvida, a habitação. Baixando o custo das casas, aumentava o rendimento disponível das famílias e, com isso, resolviam-se os problemas sócio-económicos de muita gente.
Se quanto ao preço dos combustíveis (cujo aumento galopante deriva do contexto internacional), a solução é óbvia (descer o respetivo imposto durante alguns meses), quanto à habitação as soluções são mais complexas, não existindo uma varinha mágica que, no imediato, possa trazer-nos o paraíso habitacional. Para mais num país que depende em larga medida do turismo, e que não pode dispensar o investimento externo (pode, sim, tentar direccioná-lo). Dada a complexidade do assunto (que, como se tem visto, também está longe de ser exclusivamente nacional), algumas soluções mais ousadas podem trazer efeitos contrários aos que se pretendem. É preciso testar e, se necessário, dar um passo atrás para identificar o caminho certo. Tem é de se fazer alguma coisa, pois sem intervenção política isto não se resolve. O liberalismo não pode ser um fim em si mesmo (como foi o comunismo durante décadas na Europa de leste). Quando não serve para resolver problemas e aumentar o bem estar dos cidadãos, não serve para nada. E neste momento é absolutamente prioritário tentar garantir aquele que é um dos mais básicos direitos consagrados na constituição.
Arrisco-me a trazer aqui dez medidas que me parecem (com humildade e sem certezas) contribuir, pelo menos, para a discussão
Aqui vão elas:
Arrisco-me a trazer aqui dez medidas que me parecem (com humildade e sem certezas) contribuir, pelo menos, para a discussão
Aqui vão elas:
●Construir mais casas do parque público.
●Incrementar apoios à renda.
●Penalizar fiscalmente quem tenha casas vazias no centro das cidades.
●Restringir o investimento estrangeiro que não tenha subjacente a construção.
●Obrigar quem tenha casas vazias mais do que dois anos a arrendar a inquilinos constantes da lista de pedidos dos municípios.
●Sujeitar os aumentos das rendas ao cumprimento de critérios pré-definidos.
●Despejos condicionados a parecer social emitido pelo estado - que em alguns casos, e durante um período, deve assumir o pagamento da renda.
●Mais incentivos fiscais à construção para habitação.
●Revisão dos PDM das cidades para alargar o espaço destinado a habitação.
●Cortar drasticamente na burocracia e nos prazos de licenciamento da construção para habitação.
66 comentários:
Apoiar e financiar cooperativas sociais e taxar os fundos imobiliários da mesma maneira que taxam os combustíveis. Mas não creio que o poder político esteja interessado nisso.
Esqueci-me das cooperativas.
Mas quanto aos fundos imobiliários há que destacar os que vêm para construir casas novas daqueles que vêm comprar casas já existentes para fins especulativos.
Será que o LF comentador desportivo, está a ensair a fuga para a politica, como o Ventura, mas agora com cores de esquerda?
O problema da habitação é demasiado complexo e sério, para ser discutido num blogue desportivo.
E não se pode discutir aqui porquê? Por ser um blog dedicado ao Benfica? Há mais vida do que Benfica, sabias? Daqui a nada exiges o fim da Fundação Benfica! Tem juízo, pá!
Parabéns Sr Fialho. Comparado com estes assuntos futebol vale zero.
E nem uma palavrinha sobre o Decreto-Lei n.º 76/2024 que revogou várias medidas do programa Mais Habitação (Lei n.º 56/2023), ao eliminar:
• A suspensão automática de novos registos de AL em frações autónomas (apartamentos).
• O limite de validade de 5 anos para os registos.
• A exigência obrigatória de autorização prévia do condomínio para apartamentos em propriedade horizontal (exceto na modalidade de hostel).
O AL é neste momento um problema muito sério em vários países europeus, e Portugal não foge à regra.
falar de política num blogue de um clube vai dar porcaria com m.
"descer o respetivo imposto durante alguns meses" e qual ou quais os impostos no mesmo valor que vai aumentar.
"Obrigar quem tenha casas vazias mais do que dois anos a arrendar a inquilinos constantes da lista de pedidos dos municípios." em primeiro lugar isso é inconstitucional não pode obrigar ninguém a fazer o que não quer, pode como diz incentivar com mais imposto mas não pode obrigar.
eu até concordava consigo, apesar da ilegalidade da coisa, se em caso de incumprimento o estado fosse avalista do inquilino mas a pagar na hora não a pagar como o estado faz passado uns valentes meses.
"Sujeitar o valor das rendas ao cumprimento de critérios pré-definidos." eu esta não percebi mas se esta a falar em contratos não declarados eles só existem porque os inquilinos são também eles beneficiários dos mesmos.
"Despejos condicionados a parecer social emitido pelo estado - que em alguns casos, e durante um período, deve assumir o pagamento da renda." existe uma coisa que é o tribunal qualquer despejo tem por base uma decisão judicial com base numa lei vigente e o estado se acha que quem é despejado não o devia ser tem mecanismos para arranjar casas de imediato, basta ver que por exemplo em caso de incêndio se um prédio ficar inabitável as camaras arranjam de imediato alojamento a quem dele necessita.
mais uma vez eu até nem me chocava a ideia mas o estado tinha de assumir as rendas não por um período mas sempre que o inquilino não pagasse.
o erro nalgumas das suas propostas é que a habitação é um direito sim mas é o estado, e não os privados como eu ou o rui, que tem de garantir esse direito.
o mais grave é que os fundos nem sequer pagam imi sempre estiveram isentos.
mas isso é uma falsa questão, no que se refere à habitação, porque a vasta maioria dos fundos que existem em portugal são de espaços comerciais e industriais.
o numero de prédios habitacionais na posse dos fundos, ou das seguradoras que até tem mais prédios que os fundos, é completamente residual.
Não concordo com a obrigatoriedade de arrendar casas vazias. Dou o exemplo de uma familiar, que tem casa própria mas que foi viver para a casa do namorado, que é um parvo de primeira. Enquanto tem a sua casa livre, há sempre a esperança que a qualquer momento abra os olhos e largue aquele imbecil. Caso tivesse de arrendar a sua casa, então se quisesse largar o outro teria talvez ela própria de arrendar uma casa até a sua própria ficar livre.
Dito isto, o preço das habitações é atualmente pornográfico. Como é que é suposto os jovens saírem de casa dos pais e começarem as suas famílias?
E quem votou nesta corrupta e ladrona maioria, de que estava à espera?
Porque é que o governo fascista do psd e cds não taxam os lucros pornográficos e escandalosos dos bancos, das gasolineiras, das ren's e edp's, das telecomunicações e da grande distribuição, por exemplo?
O povo português não aprende..................
De que se estava à espera? Votai sempre nos mesmos.
Qualquer uma das propostas que apresentei decorre de terem sido seguidas em países europeus. Não inventei nada. Apenas pesquisei.
E há até mais radicais. No Reino Unido o mercado é bastante liberalizado, mas as heranças pagam 40% em impostos. O que se diria se fosse cá?
Na altura da troika também nos impingiram que tínhamos muitos feriados ( a França tinha...22), e que trabalhávamos pouco (na Dinamarca trabalhavam só 4 dias por semana, e só soube porque estive lá nessa altura).
Há discursos enviesados, e sectores poderosos que conseguem impor a sua verdade nos espaços mediáticos. Isso aprendi nos anos 99 ao ler Ramonet.
Os critérios nos aumentos de renda significa que, não pretendo congelá-las, mas sim limitar o aumento de acordo com critérios de localização, de tempo de arrendamento anterior, de condições sociais dos inquilinos (e, porque não, dos proprietários), entre outeos critérios passíveis de evitar casos como o da MariCarmen em Madrid.
Construir mais, muito mais, mas sem dar rédeas livres aos patos-bravos. Os abutres afiam as garras. Se já assim é de atentados urbanisticos e ecológicos uns atrás dos outros, até tenho medo dos muitos Cacéns que se avizinham se não houver um olhar vigilante e se pensar em binários. E por urbanismo entenda-se a arquitectura e a os transportes, porque também não vejo nada a ser feito a esse respeito.
Eu defendi essa medida ao fim de dois anos (embora possamos discutir se devem ser 2, 3 ou 1), precisamente para salvaguardar situações como essas.
O que está em causa não é esse tipo de proprietários, nem os emigrantes, nem as pessoas poderem ter uma casa de férias. Tudo isso pode ser salvaguardado, com maior ou menor imaginação.
O que está em causa é um fundo imobiliário adquirir um prédio inteiro apenas para esperar que a subida de preços continue, e possa lucrar com uma posterior venda.
Eu sou bastante sensível ao urbanismo, e à preservação dos espaços que possam dar qualidade de vida em redor das habitações.
Mas neste momento temos um problema gigantesco para resolver a curto prazo. E se tivesse de haver mais um ou dois Cacéms e isso servisse para umas dezenas de milhares de jovens terem acesso a uma casa, pois que os houvesse.
Há prioridades e neste momento a habitação não é um problema do país- é 'o" problema do país.
Questão muito complexa.
E eu que já fui inquilino, e de momento sou senhorio, após ter o apartamento vazio alguns anos,deixo aqui algumas considerações.
Acredito que muitas casas estejam vazias pois o estímulo ao arrendamento é ( ou era) baixo. Pelos impostos e pela falta de segurança que o proprietário sente. Em casos de incumprimento ( havendo contrato) ou ocupação ilegal , os despejos deveriam ser céleres. Especialmente em casos de ocupação ilegal. Não percebo que se possa defender um crime. Agora, casos de incumprimento, arrendamentos sem contrato por ganância de senhorios, estes que ardam. E havia de haver mais fiscalização nesses casos, penalizando senhorios que actuem à margem da Lei.
Claro que não compactuo cim qualquer tipo de ilegalidade.
O NRAU, de Assunção Cristas, em 2012, trouxe bastantes problemas à minha Mãe, que acabou por falecer um ano depois, na iminência de poder ser despejada.
Pecebo, contudo, que nessa altura os problemas fossem outros, e tivesse de se caminhar num determinado sentido. O mundo vai mudando e, 14 anos depois,, os problemas são outros e graves e urgentes, pelo que se justificam, e se exigem, medidas extraordinários. E é impossível resolver isto sem fazer algum sangue. Daqui a uns anos, se o problema for mitigado, pode restabelecer-se o equilíbrio entre os legítimoa inteesses e todas as partes. Agora há que desequilibrar um pouco e proteger quem, neste momento está sem qualquer possibilidade de comprar ou arrendar uma casa para viver. O direito de propriedade está previsto, mas o de habitação, também. E havendo uma conflitualidade entre direitos deve privilegiar-se, nesta altura, o mais urgente deles, sem complexos ideológicos - que só estão a dificultar a busca de soluções.
Eu, graças a Deus, não tenho problemas. Vivo numa casa minha e já totalmente paga.
Mas procupo-me, e muito, com os mais jovens.
Não penso seguir as pisadas desse artista. Não conseguiria ser tão aldrabão como ele, nem enganar tanta gente como ele.
Fascista és tu, extremista de merda, vai mas é trabalhar a construir casas por exemplo!
O problema de base situa-se claramente nas portas abertas à emigração. Portas abertas continua a deixar imensa gente a entrar, seja com ou sem controlo, e isso em países que por si só já tinham estes problemas, como PT, só acentua....
Já tínhamos cá imensos problemas em habitação, saúde, educação. Só veio atrapalhar, piorar ainda mais. Mas agora a propaganda é maior, porque a agenda da CS amestrada (sim, ela não existe só nos futebóis) move-se consoante quem lhes paga para contaminar as mentes....
Se não há nenhum dos melhores países europeus que nunca se ouviu terem estes problemas antes e agora existem, é fácil e normal tratar o problema da emigração e aumento populacional uma agravante aos problemas estruturais dos países. Daqui a uns anos, isto vai ser assunto nos livros escolares e estes governos atuais vão ser julgados como traidores às pátrias. Porque são. O caso da França e Inglaterra não é exemplo de estudo, é aquilo que é perante o que já se sabia que podia correr mal.
No meio disto tudo, PT se calhar só estará um bocadinho melhor que outros países porque a burocracia é enorme e cá já existiam demasiados xicos-espertos que se calhar alguns nem previam...
Pois não pensa seguir, mas a verdade, é que este desvio programático, não me parece que seja assim tão inocente.
A CGTP convocou uma manifestação e para preparar a festa, fazem-se acampadas e elege-se uma urgência(crise da habitação)a fim de por a revolução em marcha, como em França e Espanha.
No meio aparece o LF com este desvio, porquê agora?
Os extremistas de esquerda que quase desapareceram nas urnas, depois de uma governação em que apoiaram e suportaram o poder socialista, estão a tentar obter na rua o poder que o povo lhes negou.
E vem o LF armar-se em inocente e chamar artista e aldrabão ao outro?
Os imigrantes não compram apartamentos em Lisboa. Não têm dinheiro. E quando alguém compra para eles, coloca a viver 10 ou 12 numa mesma casa.
Só já faltava os malandros dos patos bravos, que construiram uma boa parte das casas onde ainda hoje vivem milhões de cidadãos, eu nem quero pensar o que seria o problema da habitação, se eles não tivessem existido, alguém consegue?
Eles não estiveram sozinhos, as câmaras municipais permitiram, as pessoas compraram, alugaram as casas, foi um alívio enorme para todos.
Se tivesse vivido em barracas, casas velhas, ou andasse à procura de casa nesse tempo, percebia certamente os benefícios do que fizeram e a falta que fazem hoje.
Claro que houve casos de justiça, mas onde é que isso não acontece?
Olha...mais um que enfiou o barrete!
Oh mano tás satisfeito com os lucros pornográficos dos bancos, com o aumento dispare do custo de vida, com os lucros fabulosos das grandes empresas e com as migalhas que sobram para o Zé que muitas vezes tem de socorrer-se dum segundo emprego para pagar as contas, então baixa mais as calcinhas que eles adoram os crentes na vinda dum novo D.Sebastião.
O LF sabe lá, quem compra o quê?
Olhe onde vivo e não é muito longe de Lisboa, têm comprado muita coisa.
Se calhar também é dos que pensa, que um milhão e seiscentos mil imigrantes que entraram em poucos anos foram viver para hotéis, pensões, parques de campismo, alojamento local, barracas e não iriam agravar em muito o problema da habitação e outros.
Os imigrantes fazem falta(com controlo)senão o país parava, mas era óbvio que quem escancarou as portas(ps pcp bloco de esquerda) tinha a obrigação de criar condições no sector da habitação e noutros, para que o país se desenvolvesse e tivesse condições para receber tanta gente condignamente, em vez de fechar os olhos e nada fazer.
Agora fazem acampadas e andam a tentar brincar às revoluções, cambada de hipócritas!
Isso é verdade realmente.
O problema da habitação tem muitas variantes e por isso é de difícil resolução a curto e até a médio prazo.
São muitos os culpados da situação, são os proprietários de terrenos urbanos que enriquecem a vende-los e começa logo aí o preço elevado da habitação, são os construtores que ganham mais que deviam, são todos os senhorios que nunca mexeram uma palha na vida e que herdaram imóveis e agora exploram ao máximo os preços, é a imigração que veio ocupar mais casas e isso provoca logo o aumento e a especulação , são os próprios inquilinos que só vêm Lisboa e Porto e outras zonas habitacionais à frente dos olhos pois é aí que pelas razões diversas que conhecemos todos querem uma casa.
Para a província nem todos querem vir, não há praias, não há futebol, os trabalhos são duros, não há transportes públicos, etc..
O governo também não pode, nem deve, andar a construir habitação a preços mais moderados para vender ou arrendar depois a pessoas mais desfavorecidas, isso deverá ser feito pelas câmaras municipais e com uma fiscalização apertada, pois conhecem a população e sabem quem merece ou não beneficiar de uma situação de ajuda.
Enfim, muita coisa terá de ser resolvida até que se solucione tal situação, não é certamente com acampadas no Rossio ou na Praça D. João.
Chegou a época da azeitona e não há quem a queira apanhar. É tramado. Querem todos estar na net ou na televisão a comentar. Um país de comentadores. Já o Camões referia o velho do restelo que não fazia, mas ficava no cais a comentar.
O seu óbvio é pouco óbvio, porque entre 2023 e 2026 e são dados da PORDATA, entraram cerca de 600.000 imigrantes, portanto estar a atirar o odioso só para cima dos ditos partidos de esquerda, é pura estulticia...
Quanto ao cumprimento das promessas dos governos... esqueça, porque isso é muita areia para a sua caminheta😉
Nada como o dono anónimo da primeira resposta:
Ignorante
Malcriado
Parolo
& Burro!
São assim os que conduziram o país a estar estado miserável!!
PS
PSD
PS
PSD
E CADA VEZ MAIS O PAÍS PIOR
PS
PSD
PS
PSD
E CADA VEZ MAIS O PAÍS PIOR
PS
PSD
..........
ETC ETC ETC ETC......
Nas povoações à volta das grandes cidades, acredito que sim. No centro de Lisboa, não! O problema não são os imigrantes. Nenhum paquistanês vai comprar um apartamento da avenida do Roma ou no Saldanha.
países diferentes com leis, constituições diferentes, e com pessoas com costumes diferentes, depois nem tudo o que se faz no estrangeiro é bom algumas nem estão a resultar em alguns países.
pois também acho que não existir um teto para o aumento da renda é mau mas só dois por cento de aumento era errado. passamos do oito ao oitenta e mal.
quanto à maricarmem deu o exemplo errado, porque ela era uma pessoa que estava ilegalmente numa casa há trinta anos teve varias proposta para lhe arranjarem outra casa não quis, queria era aquela que não tinha direito porque não era sua. quem quer viver uma vida inteira numa casa tem boa hipótese compra.
mas anotei que apresenta as propostas mas depois não tem argumentos para as defender.
chegamos a este ponto muito, mas não só hoje acrescentamos outros problemas, porque durante anos e anos os inquilinos tiveram demasiados direitos e garantias o que levou a que a maior parte dos senhorios tivessem tirados as casa do mercado de arrendamento.
isso forçou quem quis casa a comprar porque não existiam para alugar, não é à toa que somos dos paises da europa com mais proprietários de casa própria.
vir tirar garantias aos arrendatários e dar aos inquilinos só vai tirar casas do mercado agora e no futuro e só vai agravar o problema.
falavam dos patos bravos, antigamente os patos bravos quando construiam um prédio vendiam todos menos um apartamento que alugavam pelas políticas de proteção aos inquilinos deixaram de o fazer passaram a vender tudo.
não existe nenhuma conflitualidade entre o direito à propriedade e direito à habitação até porque o que não se falou aqui é que o estado, central e autarquias, é o maior dono de edifícios desabitados.
antes de obrigar os particulares a cederem as suas casas que tal exigir que o estado coloque à disposição os seus imóveis.
"os senhorios que nunca mexeram uma palha na vida e que herdaram imóveis" mas alguém fez sacrifícios na vida para deixar esses imóveis aos seus descendentes.
existem muito senhorios que tem as sua rendas congeladas com valores absolutamente ridículos e nunca ninguém andou preocupado com eles.
os inquilinos alugam aos preços que podem se alugam é porque alguém esta disposto a alugar.
hoje tudo esta caro mas as pessoas não querem fazer sacrifícios, eu não faço hoje a vida que fazia há dez anos e não tenho problema com a habitação tive de fazer escolhas.
ainda hoje ouvi um a dizer que as casas estão caras e não podem fazer a vida que que faziam e querem continuar a fazer.
O Luís Fialho é burro ou não pensa bem antes de dar às falanges.
É claro que um dos maiores problemas chama-se imigração. Não se trata de os imigrantes comprarem uma casa, mas de terem onde morar. Entraram em Portugal, em pouco, 1milhão e 600 mil pessoas. Onde é que há residências para toda esta gente? Onde?
O ex-primeiro ministro não fez um caracol de jeito para obviar ao problema. As iniciativas que desenvolveu deram em bola. A mana Mortágua (não sei se a Joana ou a Mariana) inventou uma mentira descarada sobre a avó para justificar a pancada ideológica da Extrema-Esquerda.
Os palhaços que andam por aí a manifestar-se são comandados de fora. Não estou a falar de todos aqueles que se manifestam de forma espontânea e sem outra finalidade que não chamar a atenção para o problema. Estou a falar dos chungas que andam por lá, com o objetivo de lançar o caos. Vão lá fazer barracadas para Bragança, para verem o tempo que aguentam ao gelo.
E não, não sou proprietário se não da minha casa, que paguei com o meu trabalho, e sou vítima disto tudo, num certo sentido. Tenho um filho recém-formado a viver numa capital de distrito. Recebe pouco mais de 1000 euros e paga 700 de casa. E já foi uma sorte conseguir encontrar uma. É óbvio que eu e a mãe temos de o ajudar no pagamento da renda, caso contrário mais vale voltar cá para casa e deixar de trabalhar.
Isto só lá vai construindo novas casas por esse país fora e/ou reabilitando outras em estado de degradação. Mas os senhorios têm de ter rendimento visível daquilo. Construir uma casa de raiz ou reabilitar uma custa quantas dezenas de milhar de euros? Quem o faz tem de ter retorno imediato; não pode aguardar 50 anos para receber gradualmente o que investiu.
Exigimos pouco dos nossos políticos. As pessoas vivem em trincheiras e não há conversa possível. Ainda aí acima um outro comentador afirmava que o governo da AD é fascista. A pessoa em questão ou é acéfala, ou ignorante ou uma radical de merda de Extrema-Esquerda. Ou as três.
E tenho outra notícia: isto não se vai resolver num par de anos, exceto se grande parte do pessoal vazar.
Quando votam, as pessoas, em vez de o fazerem porque são de esquerda, de direita ou de amputados, deveriam informar-se acerca do que cada partido propõe e votar em consciência, não por clubismo. E depois exigir a quem governe que cumpra o que propôs.
Alguém sabe o que propôs a AD em matéria de habitação? Ou o PS? Ou o Chega? Ou o PCP? Zero! Bola! Porque nasceram PS ou PSD e vão votar sempre no mesmo. Gente triste!
Há não muitos dias, a presidente da câmara de Coimbra, eleita pelo PS, veio lamentar o facto de vários apartamentos novos que entregou a famílias há cerca de dois meses estarem todos destruídos.
Amanhã, encontramo-los numa qualquer manifestação em Coimbra ou a dormir debaixo da ponte. Coitadinhos, certo?
A França é campeã do mundo de hóquei em patins. How about that?
Eu cago em todos os amantes do Porkistão
Eu acho que o grande culpado disto tudo é o chega e o André ventura porque é o único político português que mente descaradamente, já os outros não!
A Bélgica tem uma população idêntica à nossa e uma área idêntica ao Alentejo, mas nós conseguimos enfiar-nos uns em cima dos outros como se as situações fossem invertidas. Os patos bravos à solta dão por exemplo na praia de Carcavelos ter agora menos 45 minutos de sol do há dois anos. "Ah é preciso construir". Habitação, claro que sim. Lucro Tivoli. E isto pelo país fora. Ano após ano.
Entendo as manifs da causa sobre a habitação, mas gostava de saber o seguinte sobre os participantes das mesmas, em Portugal :
- Idade
- Ocupação Profissional
- Rendimentos
- Escolaridade
- Onde vivem, com quem e qual a renda atual...
Podem parecer itens sem qualquer importância, mas para mim têm essa importância.
Problemas com habitação sempre houve. Rendas caríssimas sempre existiram. A algumas décadas atrás, um casal trabalhador separava os seus ordenados, sendo que um salário era destinado ao pagamento de renda, e o pouco que sobrava era poupado, e o outro ordenado era para as despesas de alimentação e restantes custos do dia a dia. Depois ainda havia os filhos...Eram outros tempos ? Claro que sim, mas em comparação, a diferença não era muita, mas havia algumas que hoje fazem toda a diferença : Luxo de terem telemoveis topo de gama, grandes computadores e carros, casas próprias desde muito cedo ainda a acabarem a vida estudantil, habitação própria ou arrendada com piscinas, campos de ténis e garagem privativas, claro que estou a exagerar mas é só o exemplo de condições atuais exigidas.
A algumas décadas atrás os progenitores ajudavam os filhos, atualmente este desejam sair de casa dos pais o mais cedo possível, sem ter condições para tal .
A algumas décadas atrás, as pessoas fugiam das grandes cidades, onde tudo é mais caro, e tentavam comprar ou arrendar habitação nas aldeias mais próximas e utilizavam transportes públicos, muitos cultivavam um pequeno quintal para produzirem os próprios produtos/alimentos básicos.
Hoje em dia todos querem um "casaco à medida", viver bem e perto de tudo, tanto de dia como de noite. Os sacrifícios que fazem são os mínimos dos mínimos.
Com disse, percebo as razões das manifs, eu próprio participei em algumas sobre outras reivindicações é certo, mas do que tenho visto e escutado em alguns diretos televisivos, os manifestantes não apresentam soluções, viáveis a curto/médio prazo, só falam em reivindicações .
Nasci nos anos sessenta, como todos os jovens dos anos setenta e oitenta, houve periodos de maiores e menores facilidades...Não me posso queixar. Estudei, trabalhei, "lutei", como tantos outros, e atingi um ponto de satisfação pessoal que me permitiu acomodar. Ah e cheguei mesmo a ser emigrante, por pouco tempo, mas foi necessário, por isso digo que percebo igualmente os "não Portugueses" que, pacificamente, protestam.
Hoje em dia tenho habitação própria, felizmente e finalmente já paga ao banco, e possuo ainda mais duas arrendadas numa grande cidade do nosso País. A renda que me pagam não chega para no final de cada ano, para as despesas de manutenção, condomínio e fiscais .
O negócio da habitação em Cidades Universitárias é uma vergonha...mas é outra conversa.
Uma palavra para os manifestantes que têm falado nas Tvs : Se querem ser ouvidos e respeitados, respeitem-se a si próprios primeiro.
É um assunto demasiado sério, para ser levado como se fosse um espetáculo de saltimbancos.
Desculpem o desabafo.
Jogo entretido com alguma luta a meio campo. Muitas jogadas pela extrema direita, concluídas com remates mal enquadrados e várias bolas para as nuvens.
Uma pessoa daquela idade não se despeja.
Acho eu, mas se calhar vivo noutro mundo, num mundo onde há valores, ética, respeito e empatia, e não apenas números e interesses lucrativos.
Quanto aos outros países, houve casos de sucesso com algumas das medidas que sugeri. Como eu próprio disse, não tenho certezas, e estou longe de ser especialista na matéria. Não sei se resultariam todas. Algumas poderiam resultar.
Mas talvez fosse pertinente criar um grupo de trabalho, com especialistas de vários quadrantes políticos, para não deixar as decisões nas mãos de interessados, quer enquanto proprietários, quer enquanto investidores em fundos imobiliários ou titulares de empresas de compra e venda de imóveis.
O primeiro-ministro tem 55 imóveis. Há membros do governo ainda com mais. Será que devem ser estas pessoas a tomar decisões neste assunto?
Fica a dúvida.
Não preciso de me armar em inocente nem em culpado.
Não quero nada com a politica. Mas tenho opiniões.
André Ventura é um aldrabão, um vendedor de banha da cobra, com uma retórica impressionante e capaz de arrastar rebanhos e rebanhos. Com um raciocínio e resposta rápida que lhe permite sistematicamente desviar as discussões, os debates e as entrevistas para aquilo que quer passar e iludir habilmente as questões a que não quer responder. E todas as semanas dá uma ou duas entrevistas televisivas exclusivas, coisa que nenhum lider partidário alguma vez fez.
Um misto de pastor evangélico com vendedor de feira e ilusionista de circo, que tem um projecto de poder pessoal, é capaz de dizer tudo e o seu contrário, de prometer tudo a toda a gente - como se isso fosse possível- apenas para ganhar votos. Um Trump de Mem Martins, que se fez convidado da posse do presidente americano, mas depois não o deixaram entrar.
O Chega é um embuste, que veio para paralizar a politica portuguesa, para bloquer a direita e o regime, para impedir qie a direita elegesse um presidente da república e por algum motivo atrai as pessoas com menor literacia. Mas até isso usam para dizer que são contra as elites, quando nos seus financiadores há de tudo (muito ricos e muito vigaristas), e como se as elites fossem uma massa uniforme passível de ser caracterizada simplesmente.
Trouxeram a taberna para o parlamento, com cartazes, barulhos e insultos, só para aparecer nos telejornais. Com aplausos ridículos topo voz do dono.
Simulam assaltos aos seus gabinetes que depois tentam abafar.
Inundam as redes sociais com video manipulados, notícias falsas ou mistificadoras. Instigam ao ódio de umas pessoas contra as outras. Criam polarização na sociedade que não irá trazer nada de bom ao país, mas apenas a eles.
Enfim, podia escrever 100 páginas sobre este tipo de gente, que está a levar o mundo para o abismo.
Essa questão é pertinente. 70% da população portuguesa vive concentrada em doisou três distritos.
Durante décadas, ignorou-se, e de certa forma continua a ignorar-se, esse enorme desequilíbrio territorial.
Se dois milhões de pessoas se pudessem espalhar pelo interior , grande parte do problema da habitação dissipava-se.
Podia e devia haver a coragem de transferir a capital politica para, por exemplo, Abrantes, que é das povoações mais centradas, e diminuir a pressão sobre Lisboa que não aguenta ser tudo ao mesmo tempo.
Também isto já foi feito noutros países.
Essa questão é pertinente. 70% da população portuguesa vive concentrada em doisou três distritos.
Durante décadas, ignorou-se, e de certa forma continua a ignorar-se, esse enorme desequilíbrio territorial.
Se dois milhões de pessoas se pudessem espalhar pelo interior , grande parte do problema da habitação dissipava-se.
Podia e devia haver a coragem de transferir a capital politica para, por exemplo, Abrantes, que é das povoações mais centradas, e diminuir a pressão sobre Lisboa que não aguenta ser tudo ao mesmo tempo.
Também isto já foi feito noutros países.
Para muitos, sobretudo jovens, é um drama.
Isto não é uma coisa qualquer que se pode ter ou não. Tirando a comida,é a segunda.maior necessidade humana. É disto que estamos a falar. Quem é senhorio, pode ganhar mais ou menos mas certamente não dorme na rua.
Os valores em questão são diferentes.
Fiquei contente. Não podendo ser Portugal, é bom para a modalidade que outros países possam ganhar e não os mesmos de sempre.
claro que uma pessoa daquela idade não se despeja, mas o problema é se a justiça fosse célere a senhora devia ter sido despejada na pior das hipóteses vinte cinco anos antes, portanto aos 62 anos, e fosse esse o caso e nenhum dizia nada.
não repita coisas que houve sem saber se são verdade.
o primeiro ministro tem 55 imóveis mas não são 55 casas noventa por cento são terrenos rústicos.
e essa coisa do não legislar em causa própria, alias a lei é proposta pelo governo mas será o parlamento a votar portanto tem de alargar a todos os deputados de todos os partidos, significa que quem é inquilino também não pode votar porque também existem conflitos de interesse.
e se isso aplicado a tudo significa que não se pode legislar sobre nada por exemplo não se pode legislar sobre preço de combustíveis porque todos tem carro e todos compram combustíveis.
e os especialista não tem casas arrendada ou não arrendam casas, ou não investem, ou não compram casa?
o que o lf também se esquece é que a maioria dos senhorios são reformados, que como sabemos as reformas são na maioria uma miséria, e que se não fossem as rendas para equilibrar o orçamento andavam eles a mendigar para comer.
concordo plenamente consigo.
- Para aumentar a confiança dos senhorios, criar um registo nacional de devedores específica para rendas. O acesso teria de ser limitado e um potencial inquilino teria de dar autorizar o senhorio a consultar/aceder ao seu processo. Facilitar o despejo de quem estivesse na lista negra.
- Pegar no dinheirinho do orçamento de estado e construir residências para estudantes em quantidade de jeito nas cidades (ou nos arredores das cidades) universitárias, retirando os estudantes do mercado de arrendamento e fornecendo alojamento a baixo custo.
- Investir em habitação municipal propriedade da câmaras (e proíbir a sua alienação futura) para usufruto de funcionários públicos ou de empresas municipais deslocados em comissão de serviço (ex. cedidos aos professores deslocados contratados diretamente pelos municípios).
A questão é complicada de resolver, mas filosoficamente simples. É questão tão bem formulada pelo Ulrich no tempo da crise da troika: ai aguenta, aguenta.
Estamos novamente em situação de emergência, desta vez de habitação e inflação. As casas demoram a contruir, não há quem as construa, os preços estão mais altos e os salários são a miséria do costume. Alguém vai ter de aguentar.
As opiniões dividem-se, mais ou menos entre esquerda e direita, sobre a quem toca aguentar mais: ao povo ou ao capital (não, não sou comunista). Na crise anterior aguentou o povo muito mais do que o capital. Agora terá de aguentar o povo (porque tem sempre...) e veremos quanto terão de aguentar o capital e os senhorios.
Os da ponta esquerda só chutam para a direita. Os da ponta direita só chutam para a esquerda. Eu, da minha posição na meia-esquerda, mando o meu pontapé... para a frente: são precisas medidas de emergência, de curto-prazo e de longo prazo.
As medidas do governo são só para um lado, não dão qualquer resposta no curto-prazo, e algumas parecem-me erradas porque estão a estimular a procura sem que haja ainda aumento da oferta.
Para resolver isto da melhor maneira possível todos terão de abdicar de alguma coisa: o governo vai ter de abdicar do seu "programa" de baixar impostos, o estado terá de ter deficits para investir a médio-prazo (mais do que subsidiar rendas ou compras de casa, que só serve para aumentar os preços), os investidores/especuladores terão de ver as sua liberdade de investimento restringida (a não ser que haja construção como disse o Fialho) e começar a pagar impostos (olhó IMI!) que financiem o investimento do estado (não para o "saco" do OE, mas especificamente para investir em habitação pública), os empresários do turismo terão de investir noutro lado (o interior é muito bonito), os senhorios terão de receber menos do que gostariam temporariamente (em vez de terem borlas nos impostos) e ter restrições aos despejos (uma coisa é falta de pagamento, outra coisa é aumentar a renda para correr com pensionistas), os que procuram casa terão de perceber que direito à habitação não é o mesmo que direito à propriedade ou a viver no bairro que se quer.
Essa é que é essa, e o outro é que é um aldrabão, um vendedor de banha da cobra, e um falso profeta. Uma coisa é certa, não pode ser julgado levianamente, porque nunca esteve no "poleiro".
"Construir mais casas do parque público", dizes tu. Para entregar aos mesmos de sempre, digo eu.
A diferença é que em outros países já começaram a tomar medidas. Em Portugal, como andamos sempre 2-3 anos atrasados em tudo, ainda vai demorar se é que as clientelas do sector do turismo ou os preconceitos ideológicos dos apóstolos do mercado vão deixar resolver o problema.
Eu não sou contra a propriedade privada, mas em 2026 um senhorio que durante a sua vida conseguiu comprar uma casa nos concelhos de Lisboa ou Porto e tem uma renda de miséria é porque ou não declarou rendimentos (e nesse caso não se deve queixar), ou então herdou-a ou recebeu-a por casamento (o que não tem nada de errado). Se os senhorios não devem ser caixa de previdência dos inquilinos, então os inquilinos também não devem ser dos senhorios. Um senhorio que tenha uma casa para arrendar tem outra para viver. E um senhorio com uma casa em Lisboa não morre de fome. No limite vende a casa se for muito desgraçado, e com as centenas de milhares de euros que vale uma casa em Lisboa passa a reforma sossegado. Se os fundos são residuais, quão residuais são actualmente os senhorios pobres em Lisboa e Porto? É que dizer que são muitos não é um número, e as políticas públicas fazem-se com base em números (além, esperaria eu, da decência básica que me é tão cara como ao Luís Fialho e que, apesar de ser muito forreta, me impediria de despejar velhinhas).
Temos um problema de procura e oferta. Não podendo aumentar a oferta de repente (nem havia gente para construir tanta casa de repente, nem se vai mandar prédios abaixo para construir prédios maiores) tem de se actuar no lado da procura. Como? Não sei. Tem de vir de todos os lados: imóveis do estado, restrições de compra a não-residentes (fundos ou particulares), restrições ao turismo, investimento direto do estado/municípios em habitação, residências para estudantes, etc. Mas há um problema que o mercado nunca resolverá por si só, que é a gentrificação e a falta de habitação acessível nos centros das cidades. Sem haver possibilidade de densificação os preços sobem enquanto houver procura, e os promotores vão sempre para os segmentos com maiores margens, nunca para a habitação acessível. Mas lá está, direito à habitação não é direito a vivermos todos no centro das cidades, nem em Manhattan, nem em Paris, nem em Lisboa.
O problema da habitação é uma ilusão causada pela modernidade, onde a maioria das pessoas tende a viver de aparências e a colocar-se num patamar onde não está. Vocês conhecem alguém que diga que não ganha bem? Nem eu. Quando a realidade bate à porta, depois temos pessoas enlouquecidas, que não aceitam aquilo que na verdade são.
O que não falta são casas à venda, seja no centro, arredores ou no interior e hoje em dia há imensa gente com a facilidade de trabalhar remotamente. Basta pesquisar num site de venda de casas e encontram dezenas de casas a preços acessíveis. O único problema aqui são pessoas que dizem que ganham 5000€ por mês em trabalhos vulgares, publicam ilusões nas redes sociais e depois têm de se humilhar e ir viver para o interior ou para bairros sociais, porque a realidade delas é essa e nada tem a ver com que dizem e publicam. Esse é que é o problema. A única intervenção possível do Estado aqui é facilitar o acesso à saúde mental. De resto, é deixar o mercado funcionar. Sempre foi assim e sempre resultou.
só que o pais não é porto e lisboa e as leis quando são aprovadas não o são apenas para porto e lisboa.
pois dizer que são muitos não é um numero, como dizer que quem tem casa arrendada tem outra também não é uma verdade absoluta, existe quem esteja em lares e tenha colocado a sua casa a arrendar para suportar parte das despesas do lar.
como é óbvio os inquilinos não tem de ser a caixa de previdência dos senhorios, esse foi só um contra argumento aos que acham que os senhorios tem de ser a caixa de previdência dos inquilinos sobretudo se forem idosos.
mas existe uma enorme diferença é que um senhorio pode pedir o que quiser mesmo que exagerado que ninguém é obrigado a aceitar e se os preços continuam a subir é porque existe quem os pague.
se não os pagassem eles teriam de baixar isso se os senhorios os quisessem arrendar.
Isso das leis serem para o país inteiro não é bem assim. Os municípios podem definir Zonas de Pressão Urbanística onde há carência de habitação, onde podem aumentar o IMI,e aplicar regras e restrições específicas, por exemplo aos devolutos e ao AL. Lisboa inteira é ZPU. O problema não são as leis, que se fazem e desfazem, é falta de vontade.
As zonas onde a pressão urbanística é maior e onde há mais gente são as áreas metropolitanas e as cidades universitárias. Eu moro actualmente cerca de metade do ano no interior, e se tivesse de optar não limitaria uma lei nacional às especificidades do interior (nem precisaria) onde o problema nem é a pressão turística nem demográfica, mas a falta de empresas e mão-de--obra no sector da construção. O problema principal a resolver é nas grandes cidades.
- Emissão de housing bonds, títulos de dívida pública semelhantes aos certificados do tesouro e de aforro, especificamente destinados a financiar habitação pública e destinados a captar poupanças de aforradores internamente. Por exemplo, títulos a 10 anos, taxas de juro atrativas relativamente à inflação mas inferiores à emissão de dívida (entre 3 e 4%) e juros isentos de impostos.
sim existem leis municipais claro. mas o que se esta a discutir agora e é o motivo deste protesto, ou o que o despoletou, é uma lei nacional.
Pura estulticia e especulação é dar o número de 600 000, entrados de 2023 a 2026, como se em todos os anos entrassem de forma igual e também nao ter em conta, as datas das mudanças na lei, que tiveram que ser feitas, (para acabar com o regabofe criado por ps pcp bloco), pelos novos governos e novos parlamentares.
Só no ano de 2023 entraram 275 000
No ano de 2024 entraram 185 000
A lei que acabou com a declaração de interesse para poder entrar foi publicada em junho de 2024, salvo erro
Se calhar quem não tem camionete nem conhecimento para discutir e falar sobre estas questões é mesmo você, ou então é um intruja encartado.
Por estranho que lhe possa parrecer, concordo inteiramente consigo sobre o que diz do Chega, mas lembro-lhe que não foi o Chega que deixou o país de pantanas, ao fim de 8 anos de governação.
Fui eu que fiz o comentário e acho que se fez desentendido, sobre o que escrevi, o que escreveu sobre o Chega é apenas a peneira com que tenta tapar o sol.
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