BIRRA INFANTIL.MAIS UMA.

Não gosto de primas donas. Para mim o futebol é um desporto colectivo, e acho quase ridículo idolatrar individualidades. Mesmo no Benfica, onde idolatro, sim, as camisolas, independentemente de quem, de forma circunstancial, as vestir. Quando vão embora, acabou.
Gosto da selecção portuguesa, gosto que Portugal ganhe. Estou-me nas tintas para quem joga mais jogos ou marca mais golos.
Ou seja, não quero saber de Cristiano Ronaldo para nada. 
Os adeptos, o futebol,  o país e o mundo, deram-lhe muito mais do que alguma vez algum jogador de futebol mereceria. É super-rico, e se isso não me incomoda nada (que tenha sempre saúde e seja feliz), também não me faz sentir qualquer divida para com ele - nem como adepto de futebol, nem como português. Sempre foi pago, pornograficamente pago, apenas para jogar à bola. 
CR7 foi, de facto, um grande jogador. Até 2018 era dos melhores do mundo, e escreveu história. Daí até 2022 foi caindo até à quase indigência desportiva, por teimosia do próprio, por uma obsessão em bater records individuais, achando que a selecção deveria, também ela, servir esse propósito. Se a equipa antes era Ronaldo e mais dez, passou a ser dez mais Ronaldo. Este passou a ser um corpo estranho e tóxico. Dentro do campo, e também fora dele, não percebendo que já não era o que foi.
Ronaldo teve problemas com quase todos os treinadores. Desde Carlos Queiroz (a quem tanto devia), apenas Martinez foi tolerado pela pop star.
Em 2022 ficou claro que não fazia falta à equipa, Não o percebendo, não soube igualmente sair de cena no momento certo, no momento que a sua carreira justificava. 
Vai saír pela janela. Não tendo sido antes, espero que seja agora.

1 comentário:

Anónimo disse...

Para mim, Ronaldo é passado. E fica na história, para mim, por enquanto, como o melhor jogador português de sempre… a seguir ao Eusébio.