SAI MAIS UM RECORD

Viktor Gyokeres, que é um grande jogador, não precisaria de 12 penáltis (!!!) para ser o melhor marcador do campeonato. Já o Sporting terá precisado de alguns deles para se manter na frente da classificação. 
O que é certo é que o penálti está baratinho. Quase de borla. Pelo menos para alguns. O terceiro golo do Sporting na Reboleira, resultante de penálti + expulsão, podia ser uma caricatura do que se passa hoje no futebol.
Mas eu escolheria um outro lance, para exemplificar o grau de absurdo a que se chegou na avaliação de lances dentro da área. No Sporting-Valadares, da liga feminina, uma jogadora leonina tentou fazer bloqueio à guarda-redes nortenha na pequena área aquando da marcação de um pontapé de canto. Esta, naturalmente, deu um ligeiro "chega para lá" na avançada do Sporting, para se libertar. Tudo normal, não fosse um VAR chamar a árbitra da partida, e ela assinalar penálti. Essa decisão impediu o Benfica de festejar, já nesta semana, o título de campeão - o que fatalmente acontecerá, pela quinta vez consecutiva, na próxima jornada. Mais do que a consequência, foi o ridiculo que me chamou a atenção.
Mário Jardel também era um grande jogador. Em 2002 foi Bota de Ouro. O Sporting, onde então jogava, e que nesse ano foi campeão, beneficiou de mais de duas dezenas de grandes penalidades. Entre elas aquela que, ainda hoje, considero a mais absurda que alguma vez vi: assinalada por Duarte Gomes, contra o Benfica na Luz, após um salto disparatado, e que nem sequer foi bem fingido, do avançado brasileiro. A diferença é que não havia VAR.
Enfim, veremos o que as próximas jornadas nos reservam. Os indícios não são bons.

50 MINUTOS DE LUXO, 40 DE GESTÃO

É sempre difícil prever o desempenho das equipas após as pausas internacionais. Jogadores que partiram, jogadores que ficaram, mazelas que surgem, mazelas que saram, enfim, quebras de ritmo na preparação física e táctica das equipas - sobretudo nas que mais atletas cedem às selecções. 
Nesse contexto,  a primeira parte do Benfica em Barcelos foi extraordinária. 
Como Lage disse no fim, ao escalar o onze privilegiou quem ficou a trabalhar no Seixal na última semana.Tal revelou-se certeiro, sendo que não é qualquer plantel que o permite.
O Benfica entrou com tudo, e rapidamente assumiu o controlo absoluto do jogo.
Aguardava-se o golo a qualquer momento. Ele apareceu aos 22 minutos, quando Aursnes correspondeu com precisão a um cruzamento sublime de Bruma.
Ao intervalo o 0-1 era curto face ao que se tinha passado. E temia-se que a segunda parte mudasse de figurino, trazendo um Gil mais afirmativo e em busca do empate. O golo de Belotti matou esse receio, e daí em diante o Benfica entrou em modo gestão, sem querer correr muitos riscos.
De notar o regresso de Di Maria (pode ser determinante nesta recta final de ataque ao título), e as boas exibições de Aursnes, Bruma (na primeira parte) e António Silva, que, regressado da selecção, apareceu mais confiante do que nas partidas anteriores de águia ao peito. Trubin também correspondeu, nas poucas vezes que foi chamado a intervir.
Pela negativa há que mencionar mais uma saída forçada de Tomás Araújo (o que tem afinal?) e um escusado cartão amarelo a Florentino, que o coloca em risco para o Dragão.
Segue-se mais uma final, esta diante do Farense. 

ONZE PARA BARCELOS


FINAL FELIZ

A grande exibição que o Benfica tinha realizado até então, não merecia aquela "traição" de Florentino - que ia deitando tudo a perder.
Devo dizer também, em defesa do médio benfiquista, que estas perdas de bola sob pressão, nas imediações da área ou dentro dela, são quase sempre um desastre à beira de acontecer. É verdade que não é só no Benfica, nem é só em Portugal. É uma moda que, no meu ponto de vista de leigo, não passa de exibicionismo dos treinadores.
Admito que a pressão alta hoje exercida por todas as equipas não existisse há uns anos atrás. Mas o remédio não pode ser trocar bolas dentro da área, em espaços diminutos, obrigando os guarda-redes a serem maradonas, causando riscos desnecessários e arrepiando os adeptos. Falo por mim: não posso ver aquilo, arrasa-me o sistema nervoso.
De resto, se a exibição, como já disse, havia sido boa, a reacção ao infortúnio não foi pior. O Benfica arregaçou as mangas, e, fruto de um banco bem recheado (Barreiro, Akturkoglu, Belotti, Sanches, Dahl...), recuperou rapidamente o domínio total da partida, chegando merecidamente à vitória.
Gostava de destacar Kokçu. Como sabe quem frequenta este espaço, não sou presidente do clube de fãs do turco. Porém, quando corre e joga, há que o salientar. Terá sido, desta vez, o melhor em campo. Que seja para continuar.
Era determinante não perder pontos em Vila do Conde. Como o será, em Barcelos e na recepção ao Farense. Há que chegar ao Dragão, pelo menos, na situação actual.
Detesto as pausas para a Selecção, e sobretudo esta, em Março, com as competições de clubes ao rubro. Neste caso concreto, nesta temporada, nestas circunstâncias, com alguns elementos a precisarem de repouso, outros a recuperarem de lesões, confesso que até sabe bem. A época até aqui tem sido uma montanha russa de estados de alma, no Benfica e nos outros. Daqui em diante estimo que as coisas irão assentar. O Sporting tem Gyokeres de volta à grande forma e tem um calendário dócil. Não vai perder muitos pontos. Cabe ao Benfica fazer o seu trabalho para, se necessário, decidir tudo na Luz, na penúltima jornada.

ONZE PARA VILA DO CONDE

PENÁLTIS IRREGULARES ?!?

Quem vê o penálti do Atlético de Madrid ser invalidado, e se lembra da final da Liga Europa de 2014, só pode bater com as mãos na cabeça.
É preciso lembrar também a primeira página de "A Bola" do dia seguinte, porventura a mais vergonhosa da longa história desse jornal, e que tratava o então guarda-redes do Sevilha como herói - por ter impedido um clube português de conquistar um troféu internacional, e ainda por cima de forma escandalosamente irregular.

MILAGRES

Eis um conjunto de dados que mostra as equipas de fora dos chamados "Big-Five" (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França) que, nos últimos vinte anos, chegaram a fases adiantadas da Champions League. Percebe-se bem qual é o limite, e verifica-se como por vezes se foi para lá dos limites. Limites impostos pela natureza mercantilista do futebol moderno, gostemos ou não. E num campeonato fraco, pobre e periférico como o português, é notável que alguns clubes, neste caso Benfica e FC Porto, consigam escapar à mediocridade, e afirmar-se internacionalmente. Aproveitemos bem. Quando forem centralizados os direitos desportivos, e estes clubes tiverem de dividir as suas receitas com investidores do AFS, do Arouca ou do Casa Pia, é provável que nem na fase de grupos voltem a participar:
 Por clube:

Por país:

HISTÓRICO CHAMPIONS - BENFICA

HISTÓRICO CHAMPIONS - TRÊS "GRANDES"

NOTA: Em 1992 houve duas fases de grupos para apurar os finalistas. O Benfica, caso ganhasse o último jogo, curiosamente também em Barcelona, estaria na final. Por esse motivo considera-se aqui que, nessa temporada, os encarnados disputaram uma verdadeira meia-final.

SAÍDA DIGNA

E pronto, cumpriu-se o destino. Não houve milagre e passou a melhor equipa. Se ainda houve alguma esperança, se ainda nos foi permitido sonhar, isso é mérito do Benfica - que, em três jogos desta competição, foi capaz de, em muitos momentos, discutir taco a taco com o poderoso Barcelona. Aliás, se separarmos os confrontos entre as duas equipas em seis partes iguais, só na primeira parte de Montjuic os catalães foram claramente superiores. Suficientemente superiores para não deixar dúvidas sobre quem era melhor, e quem tinha de seguir em frente.
Com uma linha de fora-de-jogo bem afinada, a defesa do Barcelona eliminou a fórmula que, nas partidas anteriores, o Benfica encontrara para lhe causar dano. Enquanto isso, lá na frente, apareceu por fim um super Yamal, o Yamal do Euro 2024. Assim era difícil ao Benfica resistir. O terceiro golo à beira do intervalo foi um golpe demasiado fundo na réstea de esperança que ainda podia sobejar. A eliminatória estava decidida.
Para a segunda parte pedia-se honra e dignidade. Tivemo-las. O Benfica podia, e merecia ter marcado pelo menos outro golo. Lutou com seriedade e com bravura. Mais uma vez faltou eficácia junto da área e dentro dela.
Muitas vezes eu próprio tenho criticado Otamendi. Desta vez foi o melhor da equipa. Um verdadeiro capitão, que lutou, acreditou e fez acreditar enquanto houve vida. Pela negativa destacaria todo o meio-campo. Florentino sem ritmo, Aursnes sem forças, Kokçu em modo Kokçu. Também Akturkoglu está longe, muito longe, do que já mostrou. Aguarda-se o regresso de Di Maria, para voltar a assumir, com naturalidade, a faixa direita do ataque.
O balanço final desta prova só pode ser positivo. Mais de setenta milhões nos cofres, vitórias em Belgrado, em Turim, e duas vezes no Mónaco, e uma goleada ao Atlético de Madrid. Sortilégios da UEFA puseram diante da equipa de Bruno Lage, logo nestes Oitavos-de-Final, um forte candidato ao título europeu. Acredito que com um Lille, um Dortmund, uma das equipas holandesas, um Brugge, ou mesmo um Aston Villa, o Benfica pudesse sonhar mais alto. Não aconteceu. Assunto arrumado. Para o ano há mais.
Pode perder-se 3-1 com o Barcelona. Não poderia ter-se perdido 3-1 com o Casa Pia. Esses três pontos estão-me atravessados na goela. E agora, com foco total no Campeonato (o Jamor está alinhavado), pede-se um Benfica, senão empolgante, pelo menos sólido e consistente. Exigem-se, desde já, três vitórias consecutivas: Rio Ave, Gil Vicente e Farense. Depois se verá como fica a tabela aquando da visita ao Dragão - onde um eventual empate até poderá vir a ser positivo.
NOTA FINAL: O equipamento utilizado em Barcelona é horrível. É penoso ver o meu clube com o emblema esverdeado, mas toda a combinação é medonha. Não percebo onde andam com a cabeça os criativos da Adidas. Nem sei qual a capacidade de intervenção do clube num contrato que permite este tipo de aberração.

NADA A PERDER. TUDO A GANHAR

Já tenho dito que, para eliminar os chamados "tubarões", a fórmula passa por surpreender... na 2ª mão - quando o adversário já não pode reagir.
Nesse sentido, talvez o resultado ideal na Luz tivesse sido um empate, que também deixasse o Barcelona a dormir descansado, permitindo margem para surpreender. Foi uma derrota tangencial, que não sendo obviamente o que se desejava, não fecha totalmente a porta a essa eventual surpresa. Ou seja, eu ainda acredito.
Há quase vinte anos atrás, um Benfica bem mais fraco que este quase eliminou, em Camp Nou, um Barcelona porventura ainda mais forte do que este - e que seria campeão europeu nessa temporada. Simão Sabrosa falhou um golo cantado a poucos minutos do fim, que teria valido o apuramento. Esta é a oportunidade histórica de vingar esse lance. Por favor, se alguém se isolar diante do guarda-redes, meta a bola lá dentro!
O Barcelona é poderosíssimo no plano ofensivo, mas joga com a defesa muito subida e dá alguns espaços lá atrás. Não é impossível o Benfica marcar golos. Eu diria que será bem mais difícil evitá-los. Há que ser mais eficaz do que na Luz (não voltará a haver seis ou sete oportunidades flagrantes), e sobretudo não cometer erros (pois Raphinha, Lewandowski e Yamal não estarão pelos ajustes).
Claro que o Barcelona é favorito. Mas ainda não dou a coisa por perdida.
Ninguém exigirá ao Benfica que passe esta eliminatória. Se o fizer, a Europa abrirá a boca de espanto. Não há nada a perder. Há, por outro lado, 12 milhões a ganhar, e uns possíveis quartos-de-final diante do Lille (?) à espera. Vale bem a pena tentar. Acreditemos numa noite épica.
Força Benfica!

O ESTATUTO QUE INTERESSA: O DE LÍDER!

Ponto 1: os estatutos do Benfica, como de qualquer entidade, são naturalmente importantes.
Ponto 2: a alteração votada não tem importância nenhuma, felizmente não altera nada de relevo e, por isso, não me interessa muito, nem pouco. 
Não foi pelos antigos estatutos que o Benfica alguma vez ganhou ou perdeu um campeonato. Não será pelos novos que vai ganhar ou perder seja o que for.
A única coisa positiva deste processo é que, depois de muito folclore, de infinitas assembleias gerais, de gritaria qb, finalmente chegou ao fim. Com a minha óbvia abstenção, como benfiquista que sou, à antiga, daqueles que gostam é de apoiar a equipa e ganhar jogos - como hoje, num momento desportivo desafiante, entalado no meio de uma exigente eliminatória europeia. 
A partida valeu pela primeira parte, em que o Benfica foi imperativo, obrigando mais um guarda redes a ser o melhor em campo. 2-0 ao intervalo era simpático para os madeirenses.
A segunda parte foi de gestão, felizmente sem lesões, nem grande coisa a assinalar. 
Gostei de Amdouni, mas todos estiveram a nível razoável, pois mais não era necessário. 
O VAR é que ia estragando o jogo. Ao que sei, o protocolo remete para situações óbvias. Ora nenhum dos penaltis é óbvio, pelo que nenhum merecia a sua intervenção. Mas querendo ser protagonista, tentou interferir no resultado tanto quanto pôde. Felizmente sem consequências.
Segue-se Barcelona. E como diria o saudoso José Torres, "deixem-me sonhar". Temos três dias para o fazer. 

ONZE PARA AMANHÃ

Tomás Araújo, Dahl, Aursnes, Schjelderup, Akturkoglu e Pavlidis em repouso para serem titulares em Barcelona.
 

O QUE DIZEM ELES

"El Barcelona llega vivo al encuentro de vuelta de los octavos de final de la Champions League gracias a Wojciech Szczesny. El veterano meta polaco, asentado en el arco culé, tuvo varias intervenciones de gran mérito... y salvadoras en Lisboa. Si no es por el exguardameta de la Juventus, el Barça regresa a casa con un doloroso marcador de su cruce contra el Benfica." MARCA 

UMA MURALHA E UM PARDAL

É certo e sabido que neste tipo de jogos, com este tipo de adversários, os erros pagam-se caros. O Benfica, que realizou um jogo pleno de intensidade, velocidade e vontade de vencer, que em muitos momentos empurrou o líder da Liga Espanhola para as cordas, que fez quase trinta remates, errou demasiado nos locais onde não podia errar: na área contrária, desperdiçando ocasiões de golo em série, e cá atrás, entregando de bandeja a Raphinha o golo solitário da partida - oferta que este tipo de jogadores também não costuma desperdiçar.
O resultado é inglório. Talvez antes do jogo aceitasse uma derrota tangencial que, em teoria, ainda deixa uma janela aberta para a segunda mão. Depois de 70 minutos contra dez, de falhar oportunidades em catadupa, e de oferecer um golo, confesso que este 0-1 me sabe a azedo. Afinal, mais do que parecia, era possível vencer, e até mesmo encaminhar a eliminatória, sendo que os quartos-de-final esperam pelo Lille ou pelo Dortmund. 
Falar de sorte não é apropriado. O Benfica até teve a sorte de ver um jogador adversário expulso aos 22 minutos, e de ver, desse modo, o Barcelona a resguardar-se após um início bastante afirmativo. Não soube, isso sim, por ineficácia, por inépcia, aproveitar a sorte de um jogo que lhe abriu alas para uma vitória histórica.
Há que dizer também que o guarda-redes do Barcelona realizou uma tremenda exibição. Foi uma muralha que encheu a baliza. Foi, de longe, o melhor em campo, e foi nele que esbarrou grande parte do futebol benfiquista. Realmente, há qualquer coisa no Estádio da Luz que faz brilhar os guarda-redes adversários. Nesta temporada, já aconteceu na Champions (lembro, assim de repente, o do Bolonha) e já aconteceu mais do que uma vez no Campeonato. Szczesny até já tinha terminado a carreira e voltou, à pressa, para render o lesionado Ter Stegen, está em grande, e o Barcelona deve-lhe, pelo menos, este triunfo.
Agora há que acreditar num milagre. Um empate (tão perto, tão perto, que ele esteve...) seria totalmente diferente, desde logo na abordagem ao jogo da Catalunha. Assim é mesmo preciso um milagre, dos grandes, sendo que o Benfica, diga-se, já cumpriu com honra e dignidade o seu dever nesta competição. E não é uma eliminatória com o Barcelona que vai ditar o sucesso ou o fracasso da temporada. 
Individualmente, do lado dos encarnados, destacaria Carreras, Schjelderup (não percebi a substituição), Trubin e Aursnes. Também gostei de rever Renato Sanches (oxalá seja para durar), e da entrada do jovem João Rêgo. Dahl é já uma certeza. Pavlidis trabalhou muito, mas desta vez não fez aquilo que lhe competia: meter a bola na baliza. Pela negativa, naturalmente António Silva, que até estava a fazer um bom jogo, mas em modo pardal entregou o ouro ao bandido (coisa que se tem repetido de forma preocupante, em jogos importantes, já desde a temporada passada). 

ALGO COMO ISTO

Neste tipo de eliminatórias, contra os chamados "tubarões", a hipótese de surpreender com sucesso está sempre circunscrita à segunda-mão. Assim sendo, um empate na Luz será um excelente resultado. E mesmo uma derrota tangencial não será dramática. O importante é deixar as coisas em aberto.
Para isso há que aproveitar com eficácia alguma debilidade defensiva (se é que se pode dizer isto) dos catalães, e resistir ao seu enorme poderio ofensivo.
 

CUIDADO COM ESTE HOMEM!

HISTÓRICO DE GOLEADORES EM JOGOS INTERNACIONAIS CONTRA O BENFICA:
Lewandowski (Bayern e Barcelona) 9 golos
Aubameyang (Dortmund, Arsenal e Marcelha) 6
Klinsmann (Bayern) 6
Rush (Liverpool) 5
Diga-se que o ponta-de-lança polaco estará mesmo no Top 15 absoluto de golos ao Benfica. Dos registos de que disponho (faltam-me algumas temporadas de clássicos com o FC Porto), à sua frente estarão apenas os "Cinco Violinos", Manuel Fernandes, Liedson, Adolfo Mourão, João Cruz, Soeiro, Martins, todos do Sporting, e o portista Fernando Gomes. Mário Jardel tem os mesmos 9 golos. Peyroteo é um caso singular, com 49 golos ao Benfica (!!). O segundo é Adolfo Mourão com... 18.

REPETENTES

Este é o top-10 de adversários internacionais do Benfica em quantidade de jogos oficiais disputados. Entre parêntesis totalizam-se as partidas já agendadas (Champions e Mundial). Após esta eliminatória, o Barça só ficará atrás do Bayern entre os clientes habituais.
Quanto aos resultados, temos 2 vitórias 4 empates e 4 derrotas (11-13 em golos).
Das grandes equipas europeias, o Benfica só nunca jogou com o Manchester City. E é das poucas no mundo (única?) com saldo positivo face ao Real Madrid (2 vitórias, 1 derrota, 11-6 em golos).

ENROLEM AS LINHAS



Não, o golo do Gil Vicente não é fora-de-jogo. Sim, o golo de Diomande nas Aves é fora-de-jogo. Situações, de resto, bem decididas pelos bandeirinhas, e não contestadas por ninguém em campo. 
Ora não há linhas que me convençam do contrário. Continuam a enganar os parvos com esta geometria de taberna, que não passa de uma mentira bem contada, e que não só está a desvirtuar os resultados dos jogos, como a comprometer o seu momento soberano: o festejo espontâneo dos golos. 
Varandas que continue a dizer que o Sporting é prejudicado. Pelos vistos dá resultado. Já sabíamos que, em Portugal, quem chora mama. Mas é sempre pertinente confirmar a evidência. 
E já agora, se o mundo está de pernas para o ar, porque raio o futebol não haveria de estar?