Estávamos em Maio de
2013. Ao Benfica bastava ganhar, na Luz, ao Estoril e ao Moreirense -
precisamente as duas equipas recém-promovidas ao escalão principal - para
festejar aquele que teria sido o seu 33º título. Todos nos lembramos do resto
da história.
Pois se então tudo
parecia fácil, agora parece bem mais difícil. Precisamos, não de duas, mas de
quatro vitórias (ou, pelo menos, três vitórias e um empate). Temos deslocações
muito duras, onde arrancámos triunfos suadíssimos na temporada passada. E
começamos por receber o…Estoril.
Pese embora a última jornada
nos tenha corrido de feição, o caminho ainda é longo e sinuoso. O céu pode
esperar.
Em Alvalade fomos a
melhor equipa (como, de resto, já havíamos sido no jogo com o FC Porto). Um
conjunto de infelicidades - que começou com a ausência do nosso melhor jogador,
continuou com um erro nada habitual do grande Ederson, que nos custou um golo na
alvorada da partida quando ninguém o justificava, e terminou com uma sucessão
de três lances de óbvia grande penalidade que Soares Dias não viu - não nos permitiram
ir além de um empate. Do mal, o menos, para uma equipa que mostrou tamanha
força mental na resistência a todas essas adversidades, salvando um ponto que,
tendo em conta as circunstâncias, acabou por ser saboroso.
PS: Passaram-se
muitas coisas em redor do “Dérbi” (uma tragédia, e algumas comédias de mau
gosto) que nada têm a ver com futebol. Sobre elas o nosso Presidente falou, e
bem. Tudo o que possamos dizer agora será redundante, ou mesmo perigoso. Vamos
continuar unidos, e focados naquilo de que verdadeiramente gostamos.
TRÊS PONTOS
Afastado sumariamente de todas as competições, sem nada a perder ou a
ganhar neste campeonato, com o orgulho ferido de inveja, não é difícil perceber
que, para o Sporting, o “Dérbi” deste fim-de-semana seja encarado como o jogo
do ano.
Na verdade, é quase sempre assim. Mas desta vez nem a classificação lhes
interessa: o que conta é mesmo complicar a vida ao velho rival. Apenas isso os
pode satisfazer neste momento.
Espera-nos, pois, um opositor motivadíssimo, e de faca nos dentes para
nos retirar pontos. É com isso que temos de contar para aquela que é mais uma “Final”
na nossa caminhada rumo ao Tetra. É isso que teremos de contrariar para trazer
a preciosa vitória.
Ganhar em Alvalade não é, felizmente, coisa rara. Para o campeonato,
em sete anos apenas lá perdemos uma vez (e com um penálti do tamanho do estádio
por assinalar sobre Nico Gaitán, logo nos instantes iniciais de jogo arbitrado
por Soares Dias em 2012). Ainda na temporada passada lá vencemos, numa partida
de altíssima pressão e de importância semelhante. Nos últimos vinte anos, em
terreno adversário, vencemos nove vezes, e apenas perdemos cinco. Se
considerarmos todos os jogos do campeonato (em casa e fora), a vantagem no
mesmo período é de 19-9 (!!!), com 12 empates pelo meio. Valha isso o que
valer, são números suficientes para estabelecer um certo padrão.
Não há nada a temer. Não há lugar a hesitações. Vamos
a Alvalade para ganhar, e dar mais um passo rumo ao 4º campeonato consecutivo.
Temos melhor equipa, somos campeões, somos mais fortes, estamos na frente.
Ansiedade? Desconfio que do lado de lá seja maior…
SOARES DIAS, Alvalade, 09/04/2012
É talvez o melhor árbitro português. Mas a história do dérbi não lhe é favorável.
Em 2012 o Benfica perdeu em Alvalade. Única derrota lá, para o campeonato, desde 2009.
Um penálti claríssimo sobre Gaitán ficou por assinalar logo nos primeiros instantes. Depois ficou um outro, sobre Luisão.
O Sporting ganhou 1-0, com...um penálti muito duvidoso num lance entre Luisão e Wolfswinkel.
Essa derrota afastou o Benfica da luta pelo título, conquistado então pelo...FC Porto.
Não pretendo compensações. Apenas que a história não se repita.
ALGUNS NÚMEROS SOBRE ARBITRAGEM
Penáltis a favor do Porto: 7
Penáltis a favor do Benfica: 5
Expulsões de adversários do Porto: 8
Expulsões de adversários do Benfica: 1 (aos 93 m do jogo com o Tondela)
Minutos com o Porto a jogar em superioridade numérica: 292 (!!!)
Minutos com o Benfica a jogar em superioridade numérica: 0 (na verdade, alguns segundos...)
Ao cuidado do Sr. J.
O LUXO E O LIXO
O contraste não podia ser maior. Depois de se ver duas partidas empolgantes de futebol, com alguns dos melhores artistas do mundo, muda-se de canal, e depara-se com um indivíduo aberrante, que vive à conta dos podres do futebol - que ele próprio cria e explora, no seu interesse pessoal e profissional - a falar tempo sem fim, e sem contraditório.
Mudar directamente de um Real Madrid-Bayern para o "Tempo Extra" constitui uma experiência que torna a diferença ainda mais perturbadora. A diferença entre uma requintada sala de jantar e uma sarjeta.
Gostava de saber quem são, o que fazem, e o que pensam os portugueses que assistem àquele programa - que dizem ter grande audiência. Adeptos de futebol não são seguramente.
No meu caso, apenas zappei por lá o tempo suficiente para me chocar com o contraste. Um minuto chega para ficar enjoado. Tudo o resto é "extra" e escusado, adensando a mágoa por os prolongamentos dos Real Madrids-Bayerns não terem mais duas ou três horas.
ORGULHO
Repleto de macacos e papagaios, quer a norte, quer a sul, o futebol
português tem vindo a transformar-se num triste Jardim Zoológico.
São membros de claques a agredir e a intimidar tudo e todos, como um
exército profissional do crime (o que falta para prender certos indivíduos? é
para isto que serve o registo das claques?). São dirigentes a incitar constantemente
ao ódio, com a cumplicidade de um sistema mediático decadente, e numa tentativa
desesperada de vencer a qualquer preço. São sinistros directores de comunicação,
de estilo apalhaçado, a chafurdar no lodo, e à procura de protagonismo pessoal (o
caso das “cartilhas” é das discussões mais ridículas dos últimos anos). São as
televisões a aproveitar para transformar lixo em audiências - à custa dos
clubes, do desporto, e da nossa sanidade mental.
A porcaria é já demasiada, e o clima começa a ficar irrespirável. Quem
quisesse acabar com o futebol, não faria melhor.
Alheio a tudo isto, o Benfica lá vai trilhando o seu caminho. Enquanto
eles berram, incendeiam, ameaçam, e tentam desestabilizar, aqui, na nossa casa,
trabalha-se. E essa atitude, que tanto nos orgulha, e tanto nos distingue,
deve-se, sobretudo, à conduta de um homem: o nosso líder, Luís Filipe Vieira.
Vieira é hoje um farol de bom senso que se destaca no meio da poluição
em que vive o futebol luso, e o empurra para o abismo. Temos sido campeões no
campo. Mas também no discurso, na razão, no equilíbrio e no respeito.
Força presidente! Os benfiquistas estão consigo, e orgulham-se da sua
postura.
Já não é apenas o Benfica que precisa de si. O desporto português
também.
HUGO MIGUEL, 19/05/2013
O árbitro mais anti-benfiquista da Liga já ofereceu um Campeonato ao FC Porto. Teme-se agora que contribua para oferecer outro...
O histórico de Hugo Miguel é devastador. Do piorio.
Quem se terá lembrado dele para um jogo destes?
NA FRENTE!
Do “clássico” da semana
passada resultaram duas evidências. Depois do chamado “jogo do ano”, que iria,
ou poderia, decidir o campeonato, o Benfica permaneceu isolado no primeiro
lugar. Além desse facto, os encarnados são agora os únicos a depender de si para
alcançar o título.
Chegará isto para nos
satisfazer? Não!
Queríamos obviamente a
vitória, aumentado, com ela, a vantagem para o segundo classificado. E a nossa
equipa fez por merecê-la, jogando melhor, dominando a maior parte do tempo,
criando várias oportunidades de golo, falhando apenas na concretização – muito por
mérito do guarda-redes rival, que, à semelhança do que ocorrera na época transacta,
voltou a ser o melhor em campo. Os festejos dos jogadores do FC Porto no fim do
encontro são, aliás, bastante reveladores quanto ao alívio que sentiram por não
saírem derrotados da Luz.
Este jogo passou, sem a
glória que pretendíamos, mas também sem qualquer mácula. Estamos firmes na
frente, e temos sete finais para chegar ao ambicionado “Tetra”. Aquilo que a
equipa mostrou em tão solene ocasião – desmentindo algum cepticismo que começava
a adensar-se em torno dela – dá-nos plena confiança quanto ao caminho que falta
percorrer. Temos etapas difíceis, mas todas são para vencer, como, de resto, diante
dos mesmos adversários, nos mesmos campos, aconteceu há um ano atrás.
Neste domingo, em
Moreira de Cónegos, joga-se mais uma “final”, perante um conjunto que luta vigorosamente
para não descer de divisão, e que tem um treinador especializado em tirar
pontos aos mais fortes.
Nas esperamos facilidades, mas…temos de ganhar. E
vamos ganhar!
PRESSÃO? QUAL PRESSÃO?
Somos os Tri-Campeões
nacionais; estamos no primeiro lugar do campeonato há meses a fio; dispomos do
plantel mais forte, mais vasto e mais equilibrado; temos um treinador que já
ganhou tudo; jogamos em nossa casa, num estádio repleto de fervor e mística
benfiquista, ao som do grito incessante de sessenta mil.
Já lá vai o tempo em
que sentíamos medo destes confrontos, e destes rivais. Hoje, esse medo está do lado
de lá. São eles que se sentem pressionados, e que têm um cutelo sobre o pescoço.
São eles que não podem errar nem vacilar. São eles que nada ganham há largos
anos, e, afastados de todas as outras provas, jogam aqui a vida. Jogam aqui, na
verdade, não uma, mas quatro temporadas. Aqui mesmo, no nosso “Inferno da Luz”.
Dois resultados
permitem-nos manter a liderança, e nenhum nos coloca fora de combate. Pelo
contrário, ao nosso adversário só mesmo a vitória fará passar adiante. Não iremos
deixar!
Nos últimos anos, de
181 jornadas do campeonato, comandámos a classificação em 127, ou seja, em 70% das
mesmas. É já um hábito estar na frente. É o nosso lugar. Para manter até ao
fim.
É este o jogo que todos
esperávamos. O jogo em que, com humildade, de fato-macaco vestido, mas com absoluta
confiança, podemos cavar diferenças, e mostrar definitivamente que somos
melhores. Em que podemos calar todos os que nos querem mal - os de cima, e os
de baixo, cujo empenho em ver-nos perder é idêntico ou ainda maior, e com cuja
hostilidade mais vil temos de contar até ao fim.
Vamos, pois, cumprir o
nosso destino: vencer e continuar seguros na caminhada rumo ao Tetra. Rumo à
história.
INSTRUMENTALIZAÇÃO, MÁ GESTÃO, LESÕES: o balanço da semana das selecções
Todas as tentativas de instrumentalização da Selecção a que temos assistido (uma pseudo-claque provocatória, um número de circo de um dirigente do Sporting, comunicados para cá e para lá, etc) partem do problema identificado no texto anterior: não faz qualquer sentido inserir jogos internacionais no meio das competições clubistas, e num momento em que estas estão particularmente acesas.
A poucos dias de um "Clássico" que pode resolver o campeonato, esperavam o quê? Paz e concórdia? Que se passasse uma borracha sobre tudo o que move o adepto comum? Uma lobotomia colectiva?
É verdade que a FPF não tem culpa dos calendários estapafúrdios que a FIFA impõe. Mas também não sei se faz alguma coisa para os denunciar. Além de que este amigável Portugal-Suécia poderia muito bem ter sido evitado.
É também espantoso como Fernando Santos, mesmo com um título de Campeão Europeu no bolso (obtido com a sorte de um Euromilhões), consegue fazer uma gestão da equipa tão...antipática.
A poucos dias do Benfica-FC Porto, eis que coloca em campo Nelson Semedo, Pizzi e Eliseu, quando nenhum deles foi utilizado (se exceptuarmos 5 minutos de Pizzi) no jogo que verdadeiramente interessava, e que, por acaso, se disputava na Luz.
Sr. Seleccionador: todos somos portugueses, e gostamos de ver a Selecção vencer, mas ninguém (a começar, espero, pelos próprios) comparará a importância do jogo do próximo sábado com a do de ontem. Não acredito que faça a sua gestão olhando a clubes. Mas se calhar, e se quiser mesmo ter o povo atrás de si, e da equipa, devia também pensar um pouco neles, e não os tratar desta forma ostensivamente negligente.
Nélson Semedo é incomparavelmente melhor que Cedric. Mas se não joga os encontros oficiais, a motivação para homenagens a Ronaldo não será grande. Passeou-se pelo campo, como teria feito o jogador do Southampton, e como fizeram quase todos os restantes.
Pizzi é o médio português em melhor forma, e com a melhor época, mas praticamente não jogou com a Hungria. A quatro dias do "Clássico", é colocado em campo para esta homenagem ou lá o que foi. Se o estado de espírito do médio benfiquista fosse igual ao meu, nem sequer tinha voado para a Madeira.
Eliseu dificilmente tiraria o lugar a Guerreiro. Mas Pizzi e Semedo eram titulares de caras na equipa. Como português, gostava de os ter visto no sábado. Como benfiquista, preferia não os ter visto ontem.
Eliseu dificilmente tiraria o lugar a Guerreiro. Mas Pizzi e Semedo eram titulares de caras na equipa. Como português, gostava de os ter visto no sábado. Como benfiquista, preferia não os ter visto ontem.
Lindelof, Eliseu e Jimenez. Mais três lesionados, é o balanço desta estúpida semana.
ANTI-CLIMAX
Não sei porque existe,
nem a quem interessa. A paragem das competições futebolísticas de clubes nesta
altura do ano é uma aberração, que não serve a modalidade, nem os seus
intervenientes ou seguidores.
Tenho para mim que todo
o futebol de selecções deveria jogar-se em Junho. Além das fases finais, também
(nos anos precedentes) as respectivas qualificações. Protegiam-se os clubes e
os jogadores, estimulavam-se os adeptos, e lucravam as próprias federações – com
entusiamo redobrado em redor das equipas nacionais, logo maior relevo mediático
e desportivo, traduzido em audiências e patrocínios.
As paragens de Outono
já são nefastas. A de Março, é um completo absurdo.
Num dos momentos mais
quentes da temporada, eis que, de repente, se subtrai toda a emoção que o
futebol oferece, em troca de quase nada. Com competições europeias a decorrer,
com os campeonatos ao rubro, é torturante, e quase insultuoso, pedir a quem ama
o futebol que coloque o seu clube na algibeira, e rejubile com uma equipa onde
irão actuar alguns dos seus adversários directos. Para os atletas, desviar o
foco dos objectivos que os alimentam, e encontrar metodologias de treino
diversas (nalguns casos, até contraditórias), também não deve ser fácil, nem
produtivo. Os pobres treinadores dizem mal da vida, sem armas para preparar os
compromissos seguintes. Do risco de lesões até tenho medo de falar, sobretudo quando
me recordo de Bento, Humberto, Simão, e, mais recentemente, Nélson Semedo.
Que Portugal ganhe à
Hungria. Mas que este fim-de-semana estúpido e acinzentado passe depressa.
Queremos a nossa paixão de volta!
...E OS OUTROS?
Gostava de ver as mesmas contas para o Marítimo-Benfica, para o Benfica-V.Setúbal e para o V.Setubal-Benfica. Em todos eles os árbitros deram um total de 6 minutos de tempo-extra, somando as duas partes. Ou seja, metade dos descontos concedidos no FC Porto-V.Setúbal. Será que as pausas também foram metade?
OS MAL-AMADOS
Se, num estádio com 60
mil pessoas, 200 assobiarem freneticamente, e 59800 permanecerem em silêncio, o
barulho da minoria ecoará no relvado com um nível de decibéis muito para além
da sua representatividade. É assim que se estabelecem equívocos, rapidamente usados
pelos rivais, e pela comunicação social, para derramar o sangue de que se
alimentam.
Alguns benfiquistas não
entendem que, ao vaiar um dos nossos, estão a dar armas ao adversário. Os
jogadores são seres humanos, têm sistema nervoso, sentem emoções, e no futebol,
como no desporto em geral, como na vida, a auto-confiança é determinante para
um bom desempenho. Ao ser apupado, o jogador executará pior, pois a pressão e o
medo de errar irão tolher a sua vontade. Perde ele, perde a equipa, e perdem os
adeptos, num ciclo que nem sempre é fácil inverter.
A exigência faz parte
do ADN encarnado, e é hoje, felizmente, marca de todo o universo do Clube. Só
os melhores podem estar no Benfica. Mas, no que toca aos atletas, cabe ao
treinador materializar essa exigência nos treinos e nos jogos, com base em informação
de que os adeptos nem sempre dispõem.
Quem entra em campo vestido
com o “Manto Sagrado”, é automaticamente credor da nossa vénia, e do nosso
apoio incessante. Só assim faz sentido enchermos as bancadas da Luz. Só assim
nos realizamos como verdadeiros benfiquistas.
No passado, nomes como Cavém,
Nené, Vítor Paneira, Nuno Gomes ou Óscar Cardozo, foram vítimas de facções de
assobio fácil. É quase revoltante lembrá-lo.
Agora, há também um ou
dois “eleitos” que padecem da mesma sorte. É tempo de acabar com esta triste
tradição.
VENHAM MAIS DEZ!
No rescaldo da
conquista do Tri-Campeonato, e após as doze vitórias consecutivas que, por fim,
permitiram garanti-lo – sempre com o segundo classificado a reboque -, Eliseu
afirmou que, se necessário fosse, o Benfica ainda ganharia mais dez jogos.
Passados alguns meses,
ora aí os temos. Exactamente dez jogos, com pressão extrema, e sem qualquer margem
de erro. É o que está diante de nós, desta vez com vista para o Tetra. É o
prato que temos novamente sobre a mesa. Um mar de dificuldades, como este
campeonato já amplamente demonstrou. Um desafio à coragem, quer de
profissionais, quer da estrutura que os envolve, quer dos adeptos que, por
fora, sofrem e apoiam.
É preciso transpor o
espírito subjacente àquela afirmação de Eliseu para toda a equipa, e para toda
a nação benfiquista, de modo a que, em Maio, possamos voltar a ser felizes.
Há dois meses atrás, o
pássaro quase parecia vir poisar nas nossas mãos. O desenrolar da prova
mostrou-nos, porém, que teremos de lutar mais do que, nessa altura, chegámos a
supor. É esta a marca da nossa história. Nunca ninguém nos deu nada. Na época
transacta partimos de trás, e soubemos recuperar. Desta vez partimos na frente,
temos agora de saber resistir.
Continuamos em primeiro
lugar. Firmes. Com uma sequência de cinco vitórias e apenas um golo sofrido. Não
dependemos de ninguém. “Basta” ganhar, ganhar e ganhar, dez vezes seguidas, uma
a uma, para cumprir o nosso destino.
Vamos a isso! Venha daí
o Belenenses!
PS: No Benfica
aprende-se a respeitar os adversários, não a insultá-los. Mas, como dizia um
meu tio-avô, vozes de burro não chegam ao céu.
DOIS PESOS
Não me interessa nada a
vida interna de outros clubes, e muito menos as figuras, figurinhas ou figurões
que escolhem para os dirigir. Nós cá estaremos para continuar a ganhar-lhes,
seja com A, seja com B.
O que incomoda é o
tratamento diferenciado dado aos vários emblemas, quer quando se trata de
arbitragem, quer em casos de disciplina, quer nos perdões bancários, quer na
comunicação social.
Neste último aspecto, o
que se tem visto relativamente ao nosso vizinho e rival é espantoso. Um clube
que investiu milhões no mais caro treinador de sempre do futebol português (e
um dos mais caros da Europa), que fez inúmeras contratações milionárias, que se
candidatava a ganhar provas internacionais, que ameaçava conquistar este mundo
e o outro, e que em Janeiro já estava sumariamente afastado de todos os
objectivos a que se propôs, tem sido obsequiado com uma espécie de tratamento
VIP (ou tratamento médico, sendo mais preciso), que nada discute, nada coloca
em causa, e nada questiona. Ao que parece, por lá está tudo bem, e a preparação
da nova época corre lindamente, dentro do que era previsto.
Estivessem numa qualquer
pré-época, e tivessem sido campeões (façamos o difícil esforço de imaginação),
as notícias e comentários na imprensa desportiva não seriam muito diferentes. “Trabalho”,
“pequenos ajustamentos”, “integração de atletas”, tudo na paz dos anjos, como
se uma borracha tivesse apagado toda a temporada de 2016-17.
Se um dia tivermos a
infelicidade de viver tempos assim, duvido que tenhamos direito aos mesmos
cuidados paliativos prestados por este jornalismo decrépito e reverente.
O DERBY DA CORRUPÇÃO
O jogo entre dois clubes condenados por corrupção desportiva, um do norte de Portugal, outro do norte de Itália, ambos às riscas, só poderia mesmo ser arbitrado por Felix Brych (juiz da final da Liga Europa em Turim).
Balanço final: um golo limpo anulado aos corruptos de Itália.
Tudo bons rapazes...
PS: Quanto ao cartão vermelho, foi claramente mostrado ao contrário. Os jogadores da Juventus que sofreram duas entradas assassinas é que deveriam ser sido expulsos...
Não?? Nas provas internacionais não é assim?? Ah, ok, é só por cá.
PS: Quanto ao cartão vermelho, foi claramente mostrado ao contrário. Os jogadores da Juventus que sofreram duas entradas assassinas é que deveriam ser sido expulsos...
Não?? Nas provas internacionais não é assim?? Ah, ok, é só por cá.
BENQUERENÇA NO BESSA!
...não é ele, mas é o sobrinho, e afilhado. O homem que, no ano passado, quase roubou o Campeonato ao Benfica, com uma expulsão de Renato Sanches no Funchal após um lance anedótico de penálti não assinalado (corajoso, o cavalheiro!). É também o homem que, nos jogos que dirigiu do FC Porto esta época, expulsou sempre um jogador adversário. Expulsa, aliás, jogadores com bastante facilidade, excepto... Felipe (que deixou terminar a partida com o Moreirense, no Dragão). É ainda o homem que, em Arouca, não viu um penálti tamanho do estádio (da Luz) sobre Rafa, não mostrou vermelho ao jogador da casa (lá está, nem sempre é tão intolerante, depende das cores), e quase ia sonegando dois pontos aos encarnados.
O Boavista que se cuide. Será como se entrasse a perder. E duvido muito que termine com 11 jogadores.
Sabendo-se que neste jogo o FC Porto estará provavelmente cansado, sabendo-se que a arma do Boavista seria aproveitar esse cansaço com alguma agressividade física, esta nomeação parece - também por isso - ser mais uma habilidade do Conselho de Arbitragem.
Já na passada semana aqui me insurgi contra as nomeações. Infelizmente, tinha razão, e o resultado foi o que se viu. Ou muito me engano ou terei de citar este post novamente.
Já na passada semana aqui me insurgi contra as nomeações. Infelizmente, tinha razão, e o resultado foi o que se viu. Ou muito me engano ou terei de citar este post novamente.
É oficial: estamos de volta aos anos noventa...
INDIGNAÇÃO!
Apesar do triunfo
alcançado em Braga, e da manutenção da liderança do Campeonato, confesso que,
no domingo à noite, senti uma enorme preocupação.
Independentemente dos
resultados, o que se passou nos estádios em que se lutava pelo título não pode
ser branqueado. O Benfica ganhou, mas o golo de Mitroglou não apaga mais uma
arbitragem desastrosa, e muito penalizadora para o nosso Clube – algo que, sobretudo
de há uns meses para cá, se transformou num hábito.
Dois penáltis por
marcar e um golo mal anulado, entre outros erros menores, são matéria mais do
que suficiente para estabelecer um padrão: o campo estava inclinado, como
esteve nos jogos com o Boavista, com o Moreirense e com o V.Setúbal. Paralelamente,
o FC Porto, em vésperas de compromisso europeu, viu a sua equipa simpaticamente
guiada até a uma confortável vitória, por uma arbitragem digna dos anos
noventa. Como disse o treinador do Tondela, o que ali se viu foi surreal, e é
assustador para quem esperava um Campeonato decidido apenas dentro das quatro
linhas.
Assusta mas,
infelizmente, não surpreende. Quando, no início de Janeiro, os árbitros foram
objecto de uma inusitada campanha de intimidação a duas vozes, temi desde logo
os efeitos. Eles não se fizeram esperar. Aí os temos. Nas nomeações, e
consequentemente nos jogos.
Este Campeonato é muito
importante para nós, mas ainda mais importante para o nosso adversário directo.
Os últimos quarenta anos ensinaram-nos muito. Alguns dos protagonistas mantêm-se
e a falta de pudor também. As pressões metem medo e fazem mossa. Esperar algo
diferente é como acreditar no Pai Natal.
TIAGO MARTINS?!? COMO É POSSÍVEL?!?
O árbitro do Moreirense-Benfica, da Taça da Liga, que validou dois golos irregulares à equipa de Inácio. O árbitro que expulsou Rui Vitória. O árbitro que anulou um golo limpo a Mitroglou em Chaves. É este o homem que vai dirigir um dos jogos mais importantes do Benfica na caminhada para o Tetra. Os deuses devem estar loucos. Ou então é o CA.
CA esse que nomeou para o jogo do FC Porto o árbitro que validou... três golos irregulares ao Boavista na Luz.
Poderia dizer-se que, neste estúpido campeonato, Luís Ferreira e Tiago Martins estão empatados 3-3. Veremos no fim-de-semana qual dos dois mostra maior zelo a tentar impedir os objectivos do clube encarnado.
Pobre campeonato! Ricos super-dragões!
Pobre campeonato! Ricos super-dragões!
PASSADO E PRESENTE: dois símbolos
1. A chegada de
Fernando Chalana à equipa principal do Benfica coincidiu, no tempo, com o meu
despertar para o futebol. Ainda muito jovem, já o “pequeno genial” era a
estrela que fazia a diferença. Com barbas grandes e um pé esquerdo divinal,
trocava os olhos a qualquer defesa. Sempre com um toque de magia, driblava,
cruzava e marcava. Todos na escola queríamos ser como ele. Era um ídolo. Era o ídolo.
Para a minha geração – que
já não chegou a tempo de Eusébio – Chalana lia-se Benfica. Havia outros (Bento,
Humberto, Toni, Shéu, Nené…), mas Chalana era o melhor. Foi ele o “meu”
Eusébio.
Na semana passada,
Chalana completou mais um aniversário. Para os mais novos, que nunca o viram
jogar, é preciso dizer que se tratou de um craque, que facilmente entraria num
top-5 dos melhores de sempre do futebol português. Se têm dúvidas, vejam ou
revejam o Europeu de 1984.
Devo-lhe muito do meu
benfiquismo.
2.Luisão completou esta
semana a impressionante soma de quinhentos jogos de águia ao peito. Nessa
estatística, só é suplantado por Nené, Veloso e Coluna, figurando à frente de
nomes como Eusébio, Simões, Humberto, Shéu e Bento. Anderson Luís da Silva veio
para o Benfica em tempos difíceis, quando nada ganhávamos. Quando começávamos a
recuperar do período mais negro do nosso historial. Daí para cá fomos
crescendo, até atingir o nível gigantesco e ganhador que ostentamos hoje.
Luisão foi, dentro do campo, o principal rosto desse processo. Capitão com
letra grande, tem o seu lugar assegurado na história do Benfica.
Chalana e Luisão, dois
símbolos maiores do Glorioso. Os meus parabéns a ambos!
O ESTADO A QUE CHEGOU O SPORTING (e que os jornais omitem...)
Apesar dos jornais desportivos parecerem mais ou menos domesticados (os meus parabéns ao Saraiva, excelente trabalho!), e pouco falarem do assunto (estão mais preocupados com os jogadores que saíram ou podem sair do Benfica), este é o verdadeiro estado a que chegou o Sporting, num ano em que gastou milhões e mais milhões, sabe-se lá de quem, ou de quando:
FUTEBOL (plantel e treinador mais caros de sempre)
CAMPEONATO: Terceiro lugar a dez pontos do primeiro, e a nove pontos do segundo. Afastado do título, e do acesso directo à Liga
dos Campeões
TAÇA DE PORTUGAL:
Eliminado pelo Chaves nos quartos-de-final
TAÇA DA LIGA: Eliminado
pelo Vitória de Setúbal na fase de grupos
SUPERTAÇA: Não se
apurou para esta, nem se apura para a próxima
LIGA DOS CAMPEÕES:
Eliminado na fase de grupos, em último lugar, com cinco derrotas em seis jogos
LIGA EUROPA: Não se
apurou, perdendo o acesso em jogo com o Legia de Varsóvia
Em 33 jogos oficiais,
perdeu onze, apesar das contratações milionárias (Douglas, André, Spalvis, Castaignos, Markovic, Petrovic, Elias, Meli, Ruiz, etc), e de um treinador cujo salário de nove milhões de euros anuais o coloca entre os mais bem pagos da Europa
EQUIPA B: Está em 20º
lugar, abaixo da linha de água, e leva onze jogos consecutivos sem ganhar
CAMADAS JOVENS: Ainda
não começaram as fases finais dos campeonatos nacionais de Juniores, Juvenis e Iniciados (nesta
última tem o apuramento em risco). Foi o único clube português afastado da Youth League na fase de grupos
HÓQUEI EM PATINS (plantel e treinador mais caros de sempre)
CAMPEONATO: Quarto lugar a
oito pontos do primeiro, a seis pontos do segundo, e a cinco pontos do terceiro. Afastado do título, após
investimento inusitado, sobretudo no mercado espanhol
LIGA EUROPEIA: Afastado
na fase de grupos, logo na quarta jornada, depois de três derrotas. Única
das quatro equipas portuguesas afastada nesta fase
TAÇA DE PORTUGAL: Vai ao Dragão na primeira-eliminatória
SUPERTAÇA: Não se
apurou
ANDEBOL (plantel e treinador mais caros de sempre)
CAMPEONATO: Segundo lugar a
seis pontos do primeiro. Acabou de perder em casa com o FC Porto por 26-27, depois de
estar a ganhar 26-19 (!). Fala-se com insistência em problemas de balneário,
devido a gritante amplitude salarial, decorrente de contratações milionárias, e muito acima da realidade portuguesa
TAÇA CHALLENGE: Vai
participar nos oitavos-de-final da terceira competição europeia da modalidade. ABC
está a disputar a Liga dos Campeões, e Benfica está na Taça EHF (primeira e
segunda em importância, respectivamente)
TAÇA DE PORTUGAL: Vai
jogar com o Benfica nos quartos-de-final
SUPERTAÇA: Não se
apurou
FUTSAL (plantel e treinador mais caros de sempre)
CAMPEONATO: Está no primeiro lugar da fase regular (empatou em casa com o Benfica, e ainda vai à Luz)
UEFA CUP: Apurou-se, em
casa, para a final-four, a disputar no Cazaquistão
TAÇA DE PORTUGAL:
Passou a primeira eliminatória frente a uma equipa dos escalões secundários
TAÇA DA LIGA: Ainda não
começou
SUPERTAÇA: Perdeu com o
Benfica (em dois jogos com o rival, não ganhou nenhum)
ATLETISMO (plantel mais caro de sempre)
ESTRADA: Perdeu com o
Benfica (apesar da contratação de vários atletas ao rival)
PISTA COBERTA: Ainda
não se realizou
CORTA-MATO: Ainda não
se realizou
AR LIVRE: Ainda não se
realizou
BASQUETEBOL
Não tem (tinha equipa feminina, mas acabou este ano)
VOLEIBOL
Não tem
PAVILHÃO
Estava para ser inaugurado
este mês. Parece que vai existir apenas uma pré-inauguração (!?!) simbólica.
Espera-se que não haja acidentes, e ninguém fique mal
O próprio leão pode já ter desistido, mas há quem goste muito, mas mesmo muito, de ficar onde está. Como o que a populaça quer é sangue, folclore e voz grossa, e satisfaz-se apenas em fazer cócegas ao Benfica, Bruno de Carvalho vencerá tranquilamente as eleições. Infelizmente, já vi este filme na Luz, com alguém que também gostava muito, mas mesmo muito, de estar onde estava, com populaça, voz grossa, folclore e até algum sangue. Orgulho-me de, então, ter estado convictamente, e na luta, do lado certo da história. Poderão muitos sportinguistas alguma vez dizer o mesmo?
ALERTA AMARELO
Nos próximos cinco dias
o Benfica tem dois compromissos de elevado grau de dificuldade, curiosamente ambos
diante de conjuntos que vestem de amarelo.
Se no caso do
Dortmund é fácil perceber os problemas que a nossa equipa terá de encarar,
frente ao Arouca a questão coloca-se sobretudo a outros níveis.
Um Benfica no seu
melhor venceria sempre o Arouca. Mas a história diz-nos que as vésperas de
jogos internacionais trazem água no bico, e são alçapões onde é preciso muito
cuidado para não cair.
Não é fácil abstrair
os jogadores da montra profissional que têm de seguida, e concentrá-los numa
partida doméstica contra um adversário do meio da tabela – que podem tender a
achar se resolverá por si própria.
Nada mais errado. Esse
seria o primeiro passo para perder pontos, e perder a liderança do Campeonato.
Até porque o Arouca está em crescendo, com sete vitórias nos últimos doze
jogos.
Independentemente de
todos pretendermos uma boa prestação frente ao Dortmund, importa lembrar que o
Benfica já foi duas vezes Campeão Europeu, ainda no ano passado chegou aos Quartos-de-Final
da prova, e poderá voltar a fazê-lo em qualquer das próximas temporadas.
Já um Tetra-Campeonato
é coisa que nunca, em mais de um século de história, conseguimos alcançar, nem será
possível consegui-lo no próximo ano ou nos seguintes.
É essa, pois, a
grande prioridade da nossa equipa. E nenhum jogo europeu, por mais belo que
seja, por mais apetitoso que pareça, poderá desviá-la do seu foco.
Um Benfica de copo cheio manterá, esta noite, a
liderança do Campeonato. Quanto à Champions, o que tiver de acontecer,
acontecerá.
OS DEZ PONTOS QUE OS ÁRBITROS TIRARAM AO BENFICA
2ª JORNADA: Benfica-V.Setúbal, 1-1 (Manuel Oliveira, do Porto)
- Golo irregular do V.Setúbal por duplo fora-de-jogo
-Expulsão perdoada a Vasco Fernandes
-Permissividade ao anti-jogo, com pouco tempo de desconto
RESULTADO REAL: 1-0
PONTOS SONEGADOS: 2
12ª JORNADA: Marítimo-Benfica, 2-1 (Vasco Santos, do Porto)
- Penálti não assinalado sobre Nélson Semedo
- Penálti não assinalado sobre Pizzi
-Penálti não assinalado sobre Salvio
-Golo do Marítimo com falta sobre Ederson
-Vários cartões poupados a jogadores do Marítimo
-Permissividade do árbitro ao anti-jogo, com pouco tempo de desconto
RESULTADO REAL: 1-4
PONTOS SONEGADOS: 3
17ª JORNADA: Benfica-Boavista, 3-3 (Luís Ferreira, de Braga)
- Penálti por assinalar em lance com Gonçalo Guedes
-Golo irregular do Boavista, antecedido de pisão sobre Rafa
- Golo irregular do Boavista por carga nas costas sobre André Almeida
-Golo irregular do Boavista por fora-de-jogo
RESULTADO REAL: 4-0
PONTOS SONEGADOS: 2
19ª JORNADA: V.Setúbal-Benfica, 1-0 (João Pinheiro, de Braga)
- Expulsão poupada a Nuno Pinto
- Vários cartões amarelos por mostrar
-Penálti por corte com as mãos a remate de Mitroglou
-Penálti por assinalar por falta sobre Carrillo
RESULTADO REAL: 1-2
PONTOS SONEGADOS: 3
TOTAL PONTOS ROUBADOS: 10
"Se outros calam, cantemos nós..."
NÃO SÃO BENFIQUISTAS. SÃO...ESTÚPIDOS!
Uma equipa tri-campeã, que lidera o Campeonato, que está nas meias-finais da Taça, que está nos oitavos da Champions, ser tratada assim, só pode ser coisa de gente completamente estúpida.
Uma coisa é sofrer com as derrotas, outra é este tipo de comportamento perante aqueles que tanto têm trabalhado por vitórias.
É fácil juntar dez ou vinte idiotas, e fazer este espectáculo. Quem o terá promovido? Fica a dúvida.
OLHAR PARA A FRENTE
1.Neste Campeonato, o Benfica perdeu pontos em cinco jogos. Em quatro deles
foi claramente prejudicado pela arbitragem.
Deixemos de parte a ainda precoce segunda jornada. Todas as outras, Marítimo, Boavista e V.Setúbal – podíamos acrescentar também a eliminação da Taça da Liga -, ocorreram na sequência de uma inusitada gritaria lançada pelos rivais, à qual respondemos com silêncio. Silêncio facilmente confundido com cumplicidade. Em linguagem popular: deixámos enfiar a carapuça.
Pode entender-se, e até louvar-se, a bondade da estratégia, mas está claro, neste momento, que se tratou de um erro.
Que nos sirva de lição.
Deixemos de parte a ainda precoce segunda jornada. Todas as outras, Marítimo, Boavista e V.Setúbal – podíamos acrescentar também a eliminação da Taça da Liga -, ocorreram na sequência de uma inusitada gritaria lançada pelos rivais, à qual respondemos com silêncio. Silêncio facilmente confundido com cumplicidade. Em linguagem popular: deixámos enfiar a carapuça.
Pode entender-se, e até louvar-se, a bondade da estratégia, mas está claro, neste momento, que se tratou de um erro.
Que nos sirva de lição.
Jamais nos poderemos deixar colar aos árbitros (ou às instâncias de
arbitragem), pela simples razão de que eles também não podem, nem
querem, colar-se a nós. Nem nós queremos que o façam.
O que temos é de garantir que a pressão de outros quadrantes não surta efeitos, e não condicione comportamentos. Não podemos permitir que o embuste e a mentira vinguem.
O que temos é de garantir que a pressão de outros quadrantes não surta efeitos, e não condicione comportamentos. Não podemos permitir que o embuste e a mentira vinguem.
Grande parte das decisões dos árbitros são tomadas instintivamente. Ouvindo
barulho só de um lado, é humano que se defendam. Daí, na dúvida, não irão
marcar penáltis aos 95 minutos, sabendo que contam com o silêncio dos eventuais
lesados.
2. Pode argumentar-se que as últimas exibições não estiveram ao nível a
que nos temos habituado. Mas quem, em Portugal, tem jogado melhor futebol do que
o Benfica?
Estamos na frente. As horas difíceis são para os verdadeiros Adeptos. Aqueles que choram. Aqueles que sentem cada derrota como uma facada na alma. É desses que a equipa precisa agora. É esse o nosso desafio.
Estamos na frente. As horas difíceis são para os verdadeiros Adeptos. Aqueles que choram. Aqueles que sentem cada derrota como uma facada na alma. É desses que a equipa precisa agora. É esse o nosso desafio.
CONCENTRAÇÃO E UNIÃO
O folclore mediático a que temos assistido no outro
lado da Segunda Circular, serve para nos divertirmos, mas não pode desviar-nos daquilo
que é essencial.
Importa lembrar que o Benfica não tem dez pontos de
avanço. Tem apenas quatro, sobre um adversário que parece estar em crescendo,
tanto em futebol jogado, como em ajudas dos árbitros – os últimos jogos têm
evidenciado, quer uma, quer outra coisa.
O Campeonato é muito longo. Faltam 16 jornadas, que
serão 16 difíceis finais.
Temos dirigentes, estrutura, treinador, jogadores, sócios,
adeptos e confiança mais do que suficientes para alcançar os nossos objectivos.
Mas só com absoluta concentração lá chegaremos. Qualquer deslize pode ser
fatal. Basta lembrar 2013, para se perceber o pouco que valem quatro pontos. Na
altura, faltavam apenas três jogos…
É tentador olhar para o lado, e ver um circo de espalhafato,
incompetência, irresponsabilidade, gritaria, vazio e fracasso, da parte de quem
tanto fez para nos abater. Quase sabe a justiça divina. Têm o que merecem, e
julgo que a vida lhes irá correr ainda pior nos próximos tempos.
Devemos, porém, olhar por nós, e para nós. E olhar
para a frente, não para os lados.
Nesta caminhada rumo ao “Tetra”, além do FC Porto,
o triunfalismo pode ser o mais perigoso adversário do Benfica. Se o deixarmos entrar,
estaremos a permitir que o rival nortenho se aproxime com ele.
Não nos inebriemos, pois, com os males de quem
ficou lá para trás. Esqueçamo-los. Ignoremo-los. Estão onde, afinal de contas,
sempre nos temos habituado a vê-los.
A nossa luta é outra, e vai ser muito dura. Ninguém
duvide disso.
CONSELHO A JESUS
Em nome do pouco, ou quase nada, que resta de gratidão pela sua participação, enquanto funcionário do clube, na conquista de títulos do Benfica entre 2009 e 2015, permita-me que lhe dê um avisado conselho:
Doravante, tenha cuidado com os nós da gravata, com o uso dos guardanapos e talheres em Alcochete, pois neste momento, qualquer pastilha elástica deixada ao abandono pode significar despedimento por justa causa, o que implicaria apenas vir a receber os vários milhões (do seu...leonino contrato) daqui a vários calendários.
MATADOR
9 golos em 8 jogos, sendo que em alguns deles apenas jogou parcialmente.
É o regresso do Diabo Vermelho!
NOTA: Talvez o regresso de Jonas (5 golos em 4 jogos) não seja alheio a estes números.
NOTA: Talvez o regresso de Jonas (5 golos em 4 jogos) não seja alheio a estes números.
...SÃO OS ÁRBITROS
| Contratações de Bruno Carvalho (2013-2016): ALAN RUIZ |
| ANDRÉ |
| AQUILANI |
| BARCOS |
| BRUNO PAULISTA |
| CAMPBELL |
| CASTAIGNOS |
| CISSE |
| DOUGLAS |
| DRAMÉ |
| ELIAS |
| EWERTON |
| GAULD |
| HELDON |
| JOÃO PEREIRA |
| JONATHAN |
| JUG |
| MAGRÃO |
| MARKOVIC |
| MELI |
| NALDO |
| PETROVIC |
| PIRIS |
| RABIA |
| ROSELL |
| SACKO |
| SARR |
| SHIKABALA |
| SLAVCHEV |
| SPALVIS |
| TANAKA |
| VÍTOR |
| WELDINHO |
| ZEEGELAAR |
CALENDÁRIO DE COMPETIÇÕES - uma ideia
Para concretizar aquilo de que falei no artigo anterior, segue uma proposta de calendário de competições futebolísticas, considerando a temporada 2017-18.
Este exercício demonstra como seria viável um campeonato nacional com 8 equipas a 4 voltas (dois jogos ao sábado, e dois ao domingo, sempre às 16.00 e às 19.00), uma taça de Portugal com os grandes a entrarem desde o início, sempre a uma volta e com sorteio puro, e as competições de selecções no mês de Julho (com uma única convocatória, e muito mais tempo de preparação conjunta).
O mercado estaria aberto apenas em Junho e Julho. E os meses de Dezembro e Janeiro eram dedicados às taças.
Era isto que eu um dia gostaria de ver.
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O CRIME COMPENSA?
É provável que três golos irregulares,
em pouco mais de dez minutos, constituam recorde na história da arbitragem.
Errar é próprio do homem. Eu
acrescentaria que ceder, quando se é avassaladoramente pressionado, ameaçado e
intimidado, também faz parte do incontável conjunto das fraquezas humanas. Temia-se,
por isso, que a gritaria dos últimos tempos tivesse consequências. Ei-las: em
duas jornadas, dois pontos oferecidos ao Sporting, um ponto regalado ao FC
Porto, dois pontos subtraídos ao Benfica. Era isto, e não tanto a Taça da Liga,
que eles queriam.
Mas o que mais me agastou no sábado passado
foi voltar a ver uma equipa a tentar jogar, e a outra a… não deixar que se
jogasse.
Não falo de tácticas. Aceito um
10-0-0 como a mesma legitimidade de um qualquer 4-3-3. É futebol, e até nem foi
o caso do Boavista durante a primeira parte.
Falo, sim, de uma chico-espertice
saloia - tão tipicamente lusitana -, que no nosso campeonato se traduz em
constantes simulações, quebras de ritmo, provocações a adversários e ao
público, teatralidade nas substituições, comum à maioria das equipas que nos
visitam, e que conta sempre com a complacência dos juízes.
O lugar desta gente era, obviamente,
na segunda divisão. Mas o corporativismo dos agentes futebolísticos do país
impede aquilo que, a meu ver, resolveria o problema: uma Liga com oito clubes,
que agregasse os melhores jogadores, treinadores e árbitros, bem como, redobradas
audiências e patrocínios. Muitos ficariam sem emprego, mas nós adeptos, que
directa ou indirectamente lhes pagamos a todos, ficávamos com espectáculos de
maior dignidade.
ATÉ À MORTE!
Bandeiras bailam com o vento,
Em longas bancadas sem fim.
Cúmplice, a relva chama o olhar.
E recebe os soldados no momento,
De uma guerra sem mártires que assim,
Em vez de fazer morrer faz amar.
As faces enchem-se de ansiedade.
As almas, de uma fé contagiante.
As vozes condensam num só grito,
Os ecos de uma indómita vontade,
E de um delírio deveras contrastante,
Com quem nos roga conflito.
Um tórrido calor no coração.
Nas mãos, a humidade agreste.
Mais do que a vida, mais do que a morte.
Tal a força desta paixão,
Ou da glória que a angústia veste.
Rasga-se o fado, e reza-se a sorte.
Começa o jogo. Há um apito.
Não. Não é jogo, que isto é dança!
Cor de sangue, cor de luta, cor de gente,
Guiado por uma sede de infinito,
Sobre o tapete verde da esperança,
Um vermelho vivo e ardente.
E quando a rede balança, rendida,
Quando o povo perde a lucidez,
Será golo, será poema, será mito?
Abraça-se a família reunida,
Querendo repetir mais uma vez,
O sabor deste prato favorito.
Hora e meia voa, terminada.
Após louca e cega comoção,
Foi-se o sofrimento que flagela.
E com orgulho na grandeza legada,
Devolvidos ao mundo da razão.
Ganhámos! A vida é bela.
Ninguém tolhe este sentimento vespertino.
Este lacrimejar doce e brilhante,
Que não deixa contentar-nos de contentes,
Que nos prende por escolha a um destino,
Forte, firme, nobre e vibrante.
O de servirmos a ti, que sempre vences.
Sem ostentação fútil de vaidade,
Depois de ter a lua, somos gente.
Gente bem mais densa e bem mais forte.
Voltaremos, muitas vezes, na verdade,
A amar-te assim perdidamente,
Sempre, e sempre, e sempre, até
à morte. LF
GRITEM MAIS ALTO!
A história repete-se. Benfica na
frente do Campeonato é sinónimo de desespero, e consequente espernear dos
rivais. Os pretextos variam: foi o Estoril, o Túnel, o Colinho, os Vauchers, quase
sempre as arbitragens.
Os objectivos são claros: iludir
fracassos próprios, subtrair méritos alheios, e condicionar os juízes para o
que se segue. Se o Benfica conquistar o Tetra, como esperamos, no dia seguinte
calam-se todos, como também tem sido hábito.
Os vizinhos da 2ª circular, por
exemplo, mesmo com dois penáltis perdoados a Coates nas últimas duas partidas,
não deixam de fazer barulho. Além de uma proverbial azia, têm eleições para
breve. Que se enganem entre eles, pois a nós, não só não enganam nem comovem,
como reforçam a união e a motivação rumo ao grande desígnio da temporada. E, francamente,
cá de cima, já há dificuldade em ouvi-los. Terão, talvez, de gritar mais alto…
O que temo é que os próprios árbitros
não tenham coragem para resistir a tamanha pressão. É um desafio que se lhes
coloca, e ao qual estaremos atentos.
Há que manter vigilância também sobre
outras questões, tais como quem empresta jogadores a quem, quem treina quem, ou
quem estabelece parcerias com quem, em face de alguns jogos do Campeonato e da
Taça a ocorrer no próximo mês e meio.
Na época passada assistimos a algumas
situações esquisitas (Sporting-U.Madeira, Benfica-V.Guimarães, etc). Sabemos
que, neste momento, nos confrontamos com gente sem escrúpulos, capaz de tudo, e
que quer, à força, ganhar fora do campo o que há muito não consegue dentro
dele.
O Benfica está destacado no 1º lugar,
mas não está a dormir.
A GRITARIA JÁ RENDE
Parece que a gritaria já está a render :
Em Paços penalti perdoado ao FCPorto.
Em Alvalade golo fora de jogo e mais um penalti de Coates não assinalado.
UM DESAFIO À CORAGEM DOS ÁRBITROS
Não tenho dúvidas de que os violentíssimos ataques, esses sim orquestrados, das duas facções do segundo maior clube de Portugal, o Anti-Benfica, apenas vão reforçar a união e a força do maior clube de Portugal, o Sport Lisboa e Benfica.
O que já não tenho certeza é de que os árbitros tenham a coragem e a força mental (nalguns casos, até a vontade) necessárias para resistirem a tamanha pressão.
A próxima jornada é pois um desafio à coragem dos árbitros. À coragem de não se deixarem perturbar por quem tão violentamente os pressiona, os ataca, os ameaça, e os intimida.
Que sejam Homens!
...E O PENÁLTI SOBRE ZIVKOVIC?
A barulheira que se ouviu nesta jornada da Taça da Liga assume contornos surrealistas, e não pode ficar sem resposta. O silêncio seria cúmplice.
Percebe-se o objectivo: condicionar as próximas arbitragens do Campeonato, nomeadamente a do V.Guimarães-Benfica.
Mas os factos são o que são. Vamos por partes:
BENFICA-VIZELA
Ficou um penálti claro por marcar, na primeira parte, numa falta sobre Zivkovic que o árbitro transformou em livre fora da área.
Os encarnados meteram quatro golos. Ninguém se queixou.
MOREIRENSE-FC PORTO
Lances de possível penálti como o de André André e Pedro Rebocho existem às dezenas, em todos os estádios europeus, e raramente são marcados. Houve um igual no Marítimo-Benfica, sobre Salvio, de que pouco se falou. Por acaso, no FC Porto-SC Braga, foi assinalado um sobre André Silva, em lance semelhante (que também deixou muitas dúvidas).
São decisões extremamente difíceis de tomar para um árbitro no campo, por vezes longe, por vezes coberto, e levantam incerteza mesmo depois de várias repetições televisivas. Podia ser, podia não ser. Está longe de se tratar de um erro grosseiro, e nem sei mesmo se terá sido um erro. Concedo.
A expulsão de Danilo compreende-se perfeitamente, e só por má fé se poderá ridicularizar algo que, numa análise mais serena, se torna óbvio. Em primeiro lugar, o cartão foi amarelo (só resulta em expulsão porque o jogador já tinha visto outro). Em segundo lugar, o encosto começa efectivamente no movimento do árbitro, mas a forma como o médio portista reage ao mesmo tem muito pouco de inocente. Não se ouvem as palavras, mas percebe-se que elas existem, e o gesto também é claro (um "chega para lá" ostensivo, muito pouco desportivo, e nada respeitador), agravado pela reacção após a exibição do cartão. Recordemos que, nesse mesmo instante, toda a equipa portista estava a reclamar um atraso ao guarda-redes adversário (reclamação, também ela, sem fundamento, mas que ajuda a perceber o contexto do caso).
O FC Porto ficou em último lugar do grupo, e só marcou um golo em três jogos (dois deles em casa). Terá sido por causa das arbitragens que não se apurou?
V.SETÚBAL-SPORTING
Ninguém fala do penálti por assinalar aos 71 minutos, cometido por Coates na área sportinguista (conforme documenta a imagem acima). Porquê? Não sei.
Quanto ao último lance da partida, também ele é muito difícil de analisar em campo. Em tempo real não parece, de facto, haver falta. Mas pelas repetições televisivas nota-se um duplo contacto (perna direita e braço nas costas). Edinho aproveitou para forçar a queda? Claro. Quem não o faria?
Seja como for, o contacto existe, e aceita-se perfeitamente a decisão do árbitro.
Custa perder aos 92 minutos? Os benfiquistas que o digam.
Mas com avançados como Castaignos e André Felipe fica-se à mercê de qualquer circunstância de jogo menos favorável.
A Jorge Jesus interessa desresponsabilizar-se por mais um fracasso (o segundo nesta temporada, o oitavo desde que está em Alvalade: campeonato, taça, taça da liga, champions e liga europa em 2015-16, mais champions, liga europa e taça da liga em 2016-17), e manter a aura que lhe permite auferir vários milhões de euros todos os anos. Percebo-o.
A Bruno Carvalho interessa desviar atenções, e unir as tropas face a um inimigo imaginado, em ambiente pré-eleitoral. Também o entendo bem.
O universo sportinguista já nos habituou a este tipo de encenações, exorbitando situações de possível prejuízo, e ignorando as de possível benefício. Pela mesma bitola, todos os clubes, da Liga dos Campeões aos Distritais, teriam vastos motivos para se sentir perseguidos, pois os erros acontecem sempre, e fazem parte do futebol. Se apenas contabilizarmos o que nos interessa...
O universo sportinguista já nos habituou a este tipo de encenações, exorbitando situações de possível prejuízo, e ignorando as de possível benefício. Pela mesma bitola, todos os clubes, da Liga dos Campeões aos Distritais, teriam vastos motivos para se sentir perseguidos, pois os erros acontecem sempre, e fazem parte do futebol. Se apenas contabilizarmos o que nos interessa...
Ainda assim, confesso que ver Beto a reclamar de arbitragens e de penáltis me provoca algumas náuseas.
E temo é que toda esta gritaria venha a ter as consequências que pretendem aqueles que a promovem.
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