OLHOS QUE NÃO VEEM

Não vi, não sei, pelo que não vou comentar o Benfica-Belenenses. Apenas notar que a equipa de Belém é da Liga 3, e o St.Gallen é vice-campeão suíço.  E registar um golo de Durán. 

4 comentários:

Anónimo disse...

Joguinho de treino, que valeu mais pela romaria das famílias na bancada do que pelo futebol em campo. Não perdeu muito.

Anónimo disse...

Foi irrelevante. Jogo de treino, contra um adversário que veio dizer presente.

Intensidade perto de zero. Boas indicações de Neto e Gonçalo Moreira. Banjaqui menos bem, mas não engana. Precisam de um ano emprestados para falhar, levar porrada, ultrapassar, crescer.
Mas não vão ter. Nem vão jogar. Vão estar parados durante o ano de transformação para profissional - em que temos sido assassinos com os nossos jovens.

Se forem mesmo muito bons, evoluirão só com o treino. Muito difícil dar resultado. A
Competição tem outra pressão, outra velocidade, outro nervo.

Siga.

José Ferreira disse...

Então, mas a equipa B serve para quê!
É conhecida a competitividade da liga 2, porque não jogam esses jovens na B serem bem acompanhados serem quase que "obrigados" a esforçarem-se para ganharem ritmo, com a promessa de em cada jornada da primeira liga serem sempre escalados 2 ou 3 desses jovens a fazer parte da equipa A e com a certeza do treinador colocar a jogar sempre um ou outro mais ou menos tempo com os titulares.
É que sem ser contra os rivais diretos, não vejo que Anisio, Banjaqui, Moreira, etc tenham problemas a jogar contra Rios Aves, Arouca, Marítimos, desta vida.
Mas tinha de ser um compromisso assumido sem receios até para entusiasmar a rapaziada, porque doutro modo andam mais um ano a limpar os bancos de suplentes e nunca mais chegam a ser craques enquanto alguns flops que vêm de fora vão fazendo as figuras que vimos agora na Suíça.

Anónimo disse...

Eu concordo com o que diz. Sou mais do que um adepto da formação. Acredito que é a única forma de o Benfica competir ao mais alto nível europeu. É a nível nacional, nem se discute a obrigação de sermos hegemónicos. O que não significa ganhar sempre - apenas mais do que os rivais. Tal como a história dita e na proporção natural da nossa dimensão relativa.

O passo da formação para a equipa A é difícil, e acredito que tem de ser ajustado caso a caso.
Aumenta a velocidade e a pressão - no campo e fora dele. A exigência é outra.
O plano equipa B - equipa A é possível. Mas são raros os casos em que os jovens têm a maturidade mental e atlética para dar o salto.
Na esmagadora maioria dos casos, é preciso um ano ou dois anos de primeira liga (em Portugal ou fora), para os melhores. Para, aos 20/21 anos, estarem prontos.

Tudo o que não fazemos. Deixamos os miúdos durante um ano a trabalhar com os A, para depois não jogarem pelos A. Jogam na equipa B, com os estímulos competitivos errados. Ou não jogam mesmo, porque são preteridos por aquisições de jovens que tiveram essa mesma primeira experiência de primeira liga (quase sempre em campeonatos estrangeiros, porque não olhamos para o português).

Sabotamos, por cobardia, inércia ou ausência de estratégia, o último passo da formação para a competição.

Preferimos um Enzo a um Martim Neto. Um Kaminski a um Tiago Gouveia. Um Trubin a um Samuel. Etc.
E mais: ainda lhes damos o benefício de um “período de adaptação”, podendo fazer jogos fracos, épocas inteiras de evolução. Em detrimento dos nossos.