SERÁ DO GUARANÁ?

Com o Doutor Varandas...54 golos

Com os médicos do Arsenal...7 golos

NÃO!!!

Diz o presidente do Estrela da Amadora, a propósito da centralização de direitos televisivos, que quem manda é a maioria dos clubes e não quem tem mais adeptos, e que a distribuição de verbas deve dar mais dinheiro aos pequenos.
Não, senhor Paulo Lopo! Os clubes de futebol não são cidadãos. Não há que proteger os mais pequenos - pelo contrário, os clubes que dão prejuízos em 14 dos 17 jogos que disputam em casa (como o próprio assume), dever ir jogar para onde a sua dimensão aponta: a segunda divisão!
Há que proteger, sim, os grandes clubes. São eles a origem de todo o dinheiro que circula no futebol português, é deles toda a massa crítica e mediatização do fenómeno, são eles que formam os jogadores para as selecções portuguesas, são eles que dão pontos nos rankings europeus e trazem prestígio ao país. 
Uma liga com dez, ou mesmo oito, equipas, eventualmente a quatro voltas, multiplicando os clássicos e, com isso, as receitas, seria imperioso como ponto de partida para qualquer discussão sobre centralização. 
Benfica, Sporting, Porto, Braga e Guimarães acumulam 99,9% dos adeptos. Não devem receber menos de 90% das receitas. Os outros 10% seriam para três equipas que enchessem o quadro. E isto já pressupõe alguma generosidade.
O futebol profissional é isto. Ou devia ser isto. Ninguém quer saber de um Estrela da Amadora-Aves. Ou quer? E se ninguém vai ver, como querem receber dinheiro por isso?
A centralização foi decidida por quem não percebe nada de futebol, e queria aplicar receitas de contextos totalmente diferentes. Em Inglaterra há clubes na terceira divisão capazes de encher o Wembley. Mesmo em Espanha, a maioria dos clubes tem representatividade regional, e também tem adeptos que enchem estádios. Em Portugal mais de metade das equipas da primeira liga são inexistências sociais, entidades fantasma, que nem estádios em condições são capazes de apresentar, das quais ninguém quer saber, sem história nem identidade nem carisma, que não representam nada nem ninguém, e que só existem para fazer algum dinheiro circular sabe-se lá de onde para onde, e encher a grelha da Sport Tv. Já agora, também praticam um futebol baseado no puro antijogo, estragando os espectáculos em que lhes dão ocasião de participar.
A primeira liga portuguesa tem tantos clubes como a Alemanha. E a representá-los, gente em bicos de pés a querer comer do bolo que outros fazem crescer.
A primeira liga portuguesa tem desequilíbrios geográficos gritantes (basicamente disputa-se em apenas três dos dezoito distritos, um terço das equipas são do distrito de...Braga, e não há uma só equipa a sul do Tejo), que parecem nada preocupar os decisores. Deixou morrer clubes históricos, esses sim com adeptos e representatividade, como o Boavista, o Belenenses, a Académica, o Beira Mar ou o Vitória de Setúbal, sem que ninguém fosse aos funerais. Tem arbitragens indigentes, estádios vazios (num dos seus últimos jogos o Arouca tinha um, sim um, corajoso adepto na bancada) e jogos deprimentes.
A maior parte das Sads tem capital estrangeiro e serve de plataforma para a circulação de jogadores estrangeiros de refugo, bem como, claro, das respectivas comissões. 
Enfim, solidariedade é com pessoas. Eventualmente com empresas que gerem muito emprego. Não com entidades pseudo-desportivas fantasma, que a única coisa que fazem ao futebol é envergonhá-lo. Sim, é vergonha que eu sinto, enquanto português, quando vejo jogos do Championship ou da Bundesliga 2 - verdadeiros e vibrantes campeonatos de futebol e não liguinhas das aldeias do minho.

MAIS DO MESMO

O ano terminou em linha com aquilo que foi, já desde a fase final do campeonato passado: erros de arbitragem e de vídeo arbitragem a penalizarem o Benfica.
Tanto quanto a tendenciosa realização televisiva me permitiu ver, não encontro falta nenhuma de Rios no lance que podia, e devia, ter dado a vitória ao Benfica. Cabia ao VAR ter chamado o árbitro ao monitor. Acontece que o VAR era...Tiago Martins (e nunca mais nos vemos livres deste indivíduo...).
No lance do segundo golo do Braga, também não fiquei convencido com a posição do atacante minhoto. Mas uma vez mais, só pudemos ver uma repetição muito rápida, não fosse perceber-se que o lance era ilegal. Viva o futebolzinho português. 
Enfim. Foi assim o ano inteiro, e infelizmente nada nos garante que 2026 não venha a ser igual. Pelo contrário, não há qualquer sinal positivo no horizonte da arbitragem portuguesa. 
Quanto ao futebol em si, a segunda parte do Benfica foi muito boa, e em condições normais devia dar para garantir os três pontos. Além da arbitragem, também Aursnes ainda deve estar a tentar perceber como falhou um "penálti" em movimento, e o guarda-redes do Braga como defendeu o remate de Tomás Araújo à queima roupa. Na primeira parte, é verdade, houve mais Braga, mas a superioridade benfiquista nos segundos 45 minutos foi bastante mais vincada. A haver um vencedor, tinha de ser o Benfica. Num grande jogo de futebol, que, como outros, merecia melhor arbitragem. 
Um empate em Braga não é, em teoria, um mau resultado. O problema é que o Benfica chegou aqui sem margem de erro. E estes dois pontos perdidos fazem dano - talvez irreversível. 
Os empates em casa com Santa Clara, Rio Ave e Casa Pia, todos concedidos da mesma forma, vão marcar este campeonato até ao fim. Num ano em que o desequilíbrio entre os grandes e os outros parece ser maior do que nunca, e em que Sporting e, sobretudo, Porto, vão cumprindo a sua missão, o Benfica não podia ter falhado como falhou naquelas alturas, em sua casa, em jogos nos quais estava em vantagem, ante adversários da segunda metade da tabela. Ficou exposto às arbitragens, como se tem visto, e ficou sem margem para empatar este tipo de jogos (Sporting na Luz, Braga na Pedreira) - o que, em condições normais, até seria natural acontecer.
É irónico que, sem qualquer derrota, o Benfica se veja praticamente afastado do título. Mas não foi hoje que o seu destino ficou traçado.
Ainda há Taça de Portugal, Taça da Liga e Champions. Tudo para decidir este mês. Além do importante segundo lugar. A equipa está a crescer e ainda pode ganhar alguma coisa. Assim a deixem. Pena a temporada não estar a começar agora...

ONZE PARA BRAGA

Trubin, Dedic, António Silva, Otamendi, Dahl, Enzo, Rios, Prestianni, Aursnes,  Sudakov e Pavlidis.

E venham de lá os três pontos.

2025 - O ANO NEGRO DA ARBITRAGEM

Seria preciso recuar aos tempos do Apito Dourado para vermos tantos e tão escandalosos erros sempre para o mesmo lado. Na altura não havia VAR. Agora não há desculpa. 
2025 vai ficar na memória dos adeptos como o ano do pisão na cabeça,  da rasteira com o ombro, da anca do António Silva, do ciclone dos Açores. Como um ano em que o palmarés do futebol português foi amplamente subvertido, simetricamente subvertido, com "erros" grotescos e dignos de um filme policial. E em que o medo e o servilismo voltaram a fazer-se sentir. Agora perante outros e novos senhores feudais.
Luciano Gonçalves, Pedro Proença, Frederico Varandas, Rui Caeiro, António Nobre, João Bento, Gustavo Correia, Tiago Martins, João Pinheiro, entre outros, mais todo um conjunto de comentadores televisivos que mediaticamente branquearam e relativizaram o esgoto em que se transformou o futebol português, são os responsáveis.  São os rostos desta fraude. São os coveiros de um futebol que já não tinha qualidade, e perdeu este ano civil, em 2025, toda a qualquer credibilidade.
Infelizmente não se espera melhor para 2026. A menos que haja mudanças radicais. Ou um sobressalto cívico entre os adeptos. Entre os que sonham com um futebol sério,  decidido no campo pelos jogadores e treinadores.
Gostava de poder afirmar um maior espírito natalício, mas o balanço do ano é negro, e não há como pintá-lo de outra cor.
Em todo o caso, desejo o Feliz Natal a todos os leitores. 
Esqueçamos por uma ou duas noites tudo o que se passou este ano. Mas não deixemos de estar vigilantes com o que vai acontecer no próximo. Como diziam os Trovante: "se outros calam, cantemos nós".

TRÊS PONTOS

Por vicissitudes da vida pessoal, não só não estive na Luz, como não pude ver a primeira parte sequer na TV.
Vi a segunda. E não gostei.
Aliás, estava mesmo a ver que o filme três vezes repetido esta temporada ia voltar a repetir-se. Felizmente não aconteceu. Mas tudo o que se passou até ao momento do quarto árbitro levantar a placa foi relativamente idêntico.
Como é Natal, não quero ser demasiado cáustico. Prefiro valorizar os importantes e merecidos pontos, e a sequência de resultados positivos. Que já vai sendo, de algum modo, significativa. 
E já agora Prestianni, que tem um talento incrível, do qual sou fã, e do qual espero muito - assim ele seja humilde e trabalhador. 
PS: comparar o penálti da Luz com o dos Açores,  só mesmo por má fé. Que há lances como este que não são sancionados, é verdade. Mas Otamendi é atingido com o braço. Hjullmand é apenas tocado com um ou dois dedos, e de forma totalmente inócua. O penálti da Luz foi bem assinalado, admitindo que se trate de um lance de dúvida. O dos Açores não levanta dúvidas a ninguém: não é falta!

O FORA DE JOGO DO ANO

Viva a FPF! O futebol está unido!

CASOS DE POLÍCIA

O Rio Ave, pelo segundo ano consecutivo, vai jogar contra o Sporting sem o seu melhor jogador. A razão é a mesma: cartões a pedido.
Há coisas demais a acontecer no futebol português: arbitragens escandalosas, membros de comissões  de aviário, rendimento fisico estranho de alguns atletas (coisa de que um médico percebe), facilidades concedidas por clubes adversários (que se enfraquessem propositadamente para defrontar o poder) e até painéis televisivos ostensivamente tendenciosos. 
Parabéns a quem, em poucos anos, em pezinhos de lã mas com rigor militar, conseguiu inclinar todos os tabuleiros, derrubar todas as peças do xadŕez desportivo, e transformar isto numa pocilga - retornando a um tenebroso passado, agora pintado de outras cores.

PS: até no futebol feminino... No dérbi em Alvalade, acabei de ver um golo limpo anulado ao Benfica. Os próprios comentadores do "Onze" ficaram sem saber o que dizer. Logo a seguir, um canto transformado em pontapé de baliza. Uns minutos mais tarde, um corte com a mão na área do Sporting, e nada. Repetições dos lances? Só uma muito rápida. Tive de puxar a box atrás, pois isso a FPF ainda não controla. No fim, mais um penálti oferecido ao Sporting. Quem está na arbitragem deste jogo devia ser identificado pela PSP. UM ROUBO!
É preciso fazer algo. Isto está a tomar proporções inéditas e gigantescas.

PS2: João Pinheiro, depois dos Açores,  vai apitar o FC Porto - e presumivelmente tentar calar Villas Boas e Farioli. Tiago Martins, VAR no Jamor, será VAR no Guimarães-Sporting. Estão, decididamente, a gozar com a nossa cara.
O ano de 2025 é o ano mais negro da arbitragem em Portugal talvez desde 1993. E coincide com a entrada em acção desta cambada de gatunos.
Demissão de, pelo menos, Luciano Gonçalves! Para ontem!

A PIADA DO ANO

 
Um homem bem que quer manter algum espírito natalício, mas a piada em que se tornou o futebol português não o deixa.
Esta declaração do presidente da FPF, um dia depois de um dos maiores escândalos de arbitragem, num ano em que estes se tornaram sinistramente recorrentes, só pode ser mais uma provocação aos adeptos. Há gente assim. Conheci em tempos um antigo fiscal de linha, das divisões secundárias, que dizia que adorava que lhe chamassem f.d.p.. Alguns árbitros e ex-árbitros mereciam, de facto, um estudo psiquiátrico.
9.999.997 portugueses viram uma equipa descaradamente levada ao colo na Taça de Portugal (Rui Borges estava distraído, VAR e árbitro estavam a delirar - terão fumado algo?). Os meus amigos sportinguistas riem-se da situação. Percebe-se. A final do Jamor já foi o que foi. Estes dois campeonatos, este ano civil, todo este pacote  transportou-nos para o passado, para os negros anos noventa, com duas diferenças: a cor agora é verde, e o VAR torna a roubalheira ainda mais grotesca e inaceitável. E Pedro Proença continua a cantar, e gozar com a nossa cara, a fazer-nos de parvos.
Há, na verdade, um antes e um depois da tomada de posse deste Conselho de Arbitragem. Que aparece com Pedro Proença. Ao que julgo saber, pela mão deste. Sob encomenda.
Há mais de vinte anos que as coisas não estavam tão mal. E bem pode Proença trazer o futsal ou o futebol de praia ou os sub 17 (ganhadores graças ao trabalho dos clubes, neste caso Benfica e Porto), que o seu legado apresta-se a ser o que foi enquanto árbitro e enquanto presidente da Liga: um espertalhão,  carreirista, que se sabe movimentar na lama, subir na vida, e manipular silenciosamente como um mestre de marionetas, que depois de, enquanto juiz, oferecer dois ou três campeonatos ao Porto (entre abraços e macacadas), na Liga deixar apodrecer alguns verdadeiros clubes para benefício de sads fantasma que conspurcam o campeonato e o fazem perder valor, parece agora querer ajudar a premiar o clube onde praticou andebol. 
Além disso, está verdadeiramente bem acompanhado. O penálti dos Açores é um dos dois mais ridículos que vi em cinquenta anos de futebol. O outro também foi assinalado a favor do Sporting, em 2001, na Luz, por...Duarte Gomes.
Proença,  Duarte Gomes,  Luciano Gonçalves,  Rui Caeiro. Tudo farinha do mesmo saco. Tudo nas mãos do verdadeiro dono disto tudo - outro tão cínico, e tão sonso, que também presume ser muito mais esperto do que todos nós.
Chamem a polícia.

TASCA DE PORTUGAL

Há quem queira por termo à Taça da Liga. Mas parece-me ainda mais pertinente acabar com a lixeira em que se tornou a Taça de Portugal. 
Há dois anos foi o golo limpo anulado a Di Maria em Alvalade. Na última época foi o que se viu no Jamor. Hoje, nos Açores, tivemos mais um escândalo, com o mesmo padrão e a mesma cor. É caso para chamar a polícia e mandar fechar o tasco.
Tudo isto cheira a Apito Dourado, ou pior ainda. Já nem há vergonha de tentar fingir. 14 minutes para conseguir ver algo que mais ninguém vê, para manter, artificialmente, a qualquer preço, uma determinada equipa em prova. A mesma a quem o troféu foi oferecido há poucos meses atrás. Até João Pinheiro já está contagiado, ou condicionado, ou comprometido, e a necessitar de apaziguar as suas relações com o doutor que hoje manda no futebol português de alto a baixo. 
O Santa Clara já tinha para contar no campeonato, com um pontapé de canto fantasma. Agora..isto.
Quando eu era criança, fazia campeonatos de caricas. Tentava que tudo parecesse a sério. No fim ganhava o Benfica.
Esta pobre taça faz-me lembrar essas "competições". Mas aqui nunca é o Benfica que ganha. E já não somos crianças. 
É demais!
Depois desta noite, nada pode ficar como antes. Os comunicados não resultam. É preciso tomar medidas drásticas. O futebol não pode ser uma mentira, ou um circo. Se o for, o Benfica não pode fazer parte dele, muito menos como figurante.

O SENHOR FUTEBOL

Há quem diga que a carreira de José Mourinho vem em trajectória descendente. Ou até mesmo que está ultrapassado. Posso concordar com a primeira afirmação (está no Benfica, veio da Turquia, não no PSG, no City ou no Barcelona), não concordo com a segunda. Mas independentemente daquilo que se possa achar das suas competências (muitas eram inovadoras há vinte anos, e agora são comuns a qualquer treinador da 2ª liga, outras, como uma genial leitura de jogo continuam lá), ou da sua trajectória (talvez já não vá ganhar outra Champions), ou da sua personalidade (nunca quis agradar a todos), uma coisa é certa: o homem tem uma experiência incrível, e já passou por quase tudo no mundo do futebol. É isso, aliás, que faz dele uma aposta certeira para um clube como o Benfica. Hoje, no balneário da Luz, a estrela é ele. Pode dar-se ao luxo de sentar Pavlidis num jogo decisivo com o Nápoles, por razões estratégicas (o resultado deu-lhe razão), e não haver um pio. Nas conferências de imprensa é ele que manda, e jamais permitirá ser toureado pelos jornalistas como tantas vezes aconteceu com Bruno Lage. No mercado, vai ditar as leis. Enfim, é Mourinho.
A título de curiosidade veja-se só a lista dos principais jogadores com quem ele já trabalhou (com alguns deles, enquanto adjunto), e na qual encontramos vários "Bolas de Ouro". É impressionante:

Além destes nomes sonantes, podíamos mencionar várias curiosidades. Entre actuais treinadores e comentadores, ou jogadores de algum modo emblemáticos do futebool português e mundial, Mourinho trabalhou com os ex-atletas (e como atletas) Nuno Espírito Santo, Paulo Bento, Domingos Paciência, Paulo Sousa, Sérgio Conceição, Julen Lopetegui, Bino Maçães, João Pinto, Silas, Jorge Costa, Abel Xavier, Rui Jorge, Kulkov, Yuran, Balakov, Drulovic, João Pinto, Paulinho Santos, César Peixoto, José Calado, Dani, Diogo Luís, Maniche, Costinha, Cândido Costa, Kostadinov, Luís Enrique,  Prosinecki, Iordanov, João Tomás, Cadete, Poborsky, Kluivert, Anelka, Ricardo Quaresma, Van Hooijdonk, Manuel Fernandes, Jordão, Simão Sabrosa e Rui Barros. A lista é interminável, e conta com quase 900 jogadores.
Como se sabe, foi adjunto de Bobby Robson e de Louis Van Gaal. E teve como seu adjunto André Villas-Boas.
Um homem especial. Um senhor futebol!

40 DIAS DE DECISÕES

Até dia 1 de Fevereiro, o Benfica vai ter de jogar com Real Madrid, Juventus, Porto, Braga, duas vezes, e presumivelmente Sporting (se atingir a final da Taça da Lliga). Vai ter de jogar também com Famalicão, Estoril, Rio Ave, Estrela da Amadora e Tondela. Onze jogos, e uma vez que a situação no Campeonato e na Liga dos Campeões é a que é, todos eles praticamente decisivos.
Janeiro vai ser também o mês do mercado, no qual a equipa poderá reforçar-se à medida daquilo que precisa (quanto a mim, pelo menos um "pinheiro" para a área e um extremo-esquerdo). Não conheço o ponto de situação das lesões de Bah, Bruma e Lukebakio, mas acredito que também possam recuperar ao longo deste período. Em suma, tudo se vai decidir.
No dia 2 de Fevereiro o Benfica pode estar a preparar-se para disputar as meias-finais da Taça de Portugal, para disputar o playoff da Champions, pode ter arrecadado mais uma Taça da Liga, depemder apenas de si próprio para vencer o Campeonato, e ter um plantel retocado e bem mais equilibrado que o actual.
Ou então...pode ter a época totalmente perdida. Infelizmente, não é difícil que aconteça.
É um grande desafio? Sim! Mas o que seria o futebol sem grandes desafios?

EM FRENTE

A meio da semana, perante um adversário do escalão inferior e com várias mudanças no onze, não se esperava uma gramde exibição do Benfica. 
Ainda assim houve um ou outro bom momento. E acabou por se consumar uma vitória tranquila e natural, com os golos de Rios e Ivanovic. 
Não percebo a insistência em Otamendi para marcar os penáltis. O resultado final foi favorável, mas uma grande penalidade falhada, naquele momento, podia ter custado caro. Os penáltis não são prémios de carreira, nem de estatuto. E parece-me que, com Ivanovic, Sudakov e Rios em campo, havia melhores opções. 
Individualmente, além da consolidação de Rios e do seu bom momento de forma, sou fã da irreverência de Prestianni. É verdade que nem sempre mostra consistência, mesmo durante os jogos tem quebras, e tacticamente tem muito a aprender. Mas que o rapaz tem magia nos pés, isso nem os comentadores da RTP podem negar.
Destaque igualmente para a estreia de mais um jovem lateral, também ele campeão do mundo de sub 17.
Como vai sendo habitual, ficou mais uma grande penalidade por.marcar a favor do Benfica, por empurrão a Ivanovic, e um cartão vermelho por mostrar a um defensor algarvio, também em lance com o ponta de lança croata. Nota negativa para a arbitragem. Que fique para memória futura.
Nota negativa também para mais uma lesão (ou duas, se contarmos com Samu). Esperemos que não seja grave.

PROVA MALDITA

Com apenas três conquistas nos últimos trinta anos, a Taça de Portugal tem vindo a tornar-se a competição maldita para o Benfica - como outrora acontecera com a Supertaça.
E depois do que vi no Jamor há ums meses atrás, confesso que já olho para esta prova com uma inevitável angústia. Prevendo-se um FC Porto-Benfica nos quartos-de-final, estou mesmo a ver o que está para acontecer. Mais uma vez.
Enfim, agora há que ganhar ao Farense. É essa, para já, a absoluta obrigação do Benfica. Depois, logo se vê.
O meu onze para o Algarve seria: Samu, Dedic, António, Otamendi, Obrador, Manu, Rios, Prestianni, Schjelderup, J.Rêgo e Ivanovic.

NO APROVEITAR ESTÁ O GANHO

Pedia-se ao Benfica que desse continuidade à grande exibição realizada na Chamoions. E se o contexto não era o mesmo (nem o adversário, nem a prova, nem o estádio), a verdade é que os encarnados fizeram tudo o que lhes competia - primeiro a desmontar a estratégia do Moreirense, depois a aproveitar os brindes oferecidos pela defesa minhota e assim construir um resultado robusto.
Este campo não devia existir. E este clube devia estar na segunda divisão. Nem o relvado nem o clube têm dimensão para uma Liga a sério.  O futebol português é o que é, e há que levar com todas estas vicissitudes. Desta vez o Benfica soube abordar a ocasião da forma mais correcta, e não deu hipótese para qualquer dúvida, pese embora a extrema agressividade com que alguns jogadores do Moreirense entraram no jogo (Barreiro que o diga). 
Obviamente Pavlidis foi o homem em foco. Respondeu da melhor maneira à ausência do onze inicial contra o Nápoles. Gosto sempre de ver um jogador manifestar-se em campo, "falar" em campo - neste caso de forma bastante eloquente. 
Ficaram-me dúvidas sobre uma eventual grande penalidade ainda com 0-0, mas ainda não vi as repetições necessárias para ter uma opinião definitiva.
Nos últimos trinta anos, só em duas ocasiões o Benfica chegara à 14a jornada sem derrotas. Curiosamente em nenhuma delas foi campeão (2011-12 e 2012-13). Agora também não vai ser fácil. Mas se continuar sem perder, talvez seja um pouco menos difícil. 

DAR CONTINUIDADE

A grande exibição realizada frente ao Nápoles só fará sentido se representar uma espécie de ponto de viragem na época do Benfica. 
Frente ao Moreirense, num campo muito difícil, há que vencer. Mesmo sem a nota artística de quarta-feira, os três pontos são fundamentais para dar confiança aos jogadores e manter viva algumas hipóteses no campeonato. 
Trubin, Dedic, Araújo, Otamendi, Dahl, Enzo, Rios, Aursnes, Barreiro, Sudakov e Pavlidis.

AS CONTAS DA ESPERANÇA

Vale o que vale. É apenas um exercício, que todavia serve para perceber quais são os principais rivais nesta contenda. Há jogos bastante interessantes na última ronda, como um Mónaco-Juventus, ou um Brugge-Marselha. Primeiro há que vencer em Turim. Fazendo-o acredito na passagem. É o jogo determinante, até por ser contra um adversário directo. Uma espécie de final.
 

POR ONDE ANDASTE, BENFICA?

Não fosse o desperdício de três ocasiões claras de... golear, e esta tinha sido uma noite perfeita. Um grande Benfica em todos os parâmetros do jogo, uma grande vitória perante o campeão italiano e um dos líderes da Série A, e a esperança renovada na passagem à fase seguinte.
Já era tempo de ver uma grande exibição. Os adeptos mereciam, a equipa precisava.
Há jogadores em clara subida de rendimento,  sendo o caso mais flagrante o de Richard Rios - que, de repente, se tornou no patrão do meio campo de que o Benfica precisava, e que a sua contratação milionária anunciou. Sudakov também cresce a olhos vistos,  e até Ivanovic, que esteve nos dois golos, mostrou trabalho e deu muito à equipa, nomeadamente no esticar de jogo que Mourinho pretendia.
Aursnes e Dahl também agradaram e parecem recuperar os índices fisicos. Já Barreiro está de pedra e cal, oferecendo a pressão e a intensidade que lhe é habitual. E ainda deu para estrear mais dois jovens.
As contas não são fáceis,  mas estas duas vitórias devolveram os encarnados à luta pelo apuramento. Aliás, não fosse o golo do Copenhaga nos últimos minutos em Villarreal, e a equipa de Mourinho já estaria, nesta altura, em 24°lugar, ou seja, em zona de qualificação.
Mais do que isso, este jogo, esta exibição, tem tudo para devolver a confiança e a serenidade aos jogadores. E para dar esperança aos adeptos. Afinal a equipa é capaz de jogar futebol. Afinal, não é assim tão má como tem aparentado. Talvez cresca ainda mais. Está a lançar jovens, tem lesionados por recuperar, e o mercado para fazer os ajustes necessários. Ainda vai a tempo? Só o futuro dirá. Mas se havia que começar rapidamente a jogar e a ganhar, este foi, sem dúvida, um bom princípio. 
Grande jogo. Grande noite. Viva o Benfica!

ALGUMA COISA...OU NADA

Instintivamente ia titular este texto com o comum "tudo ou nada". Acontece que, se o "nada" está à espreita, e pode materializar-se desde logo com um empate ou uma derrota nesta partida, falar em "tudo", face às circunstâncias, seria algo abusivo. Na verdade, não está em causa um apuramento, mas sim a possibilidade mais ou menos remota de ainda sonhar com ele. Para ter aspirações, não basta ganhar este jogo. É preciso, pelo menos, ganhar mais um (em Turim, ou na Luz frente ao Real Madrid). E ainda assim, haverá que fazer contas.
O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. A participação dos encarnados nesta Champions começou da pior forma: perdendo o único jogo em que tinha a franca obrigação de ganhar. Com esses três pontos (agora somaria seis) a situação não seria brilhante, mas seria, digamos, normal. Mantinha-se tudo de pé. A equipa encarnada estaria firme na sua posição natural: na luta pelo playoff.  Assim...
Tudo o que ficou para trás já não se pode mudar, o que estará para a frente ainda não se conhece. O dado objectivo é: não ganhando ao Nápoles o Benfica estará irremediavelmente fora da fase seguinte. Como só se joga uma jornada de cada vez, há que pensar nesta.

FALTA DE SENSO

 
Estes são os preços dos bilhetes para um Benfica-Real Madrid em finais de Janeiro, no qual há grandes hipóteses de os encarnados estarem já eliminados e os merengues já apurados. O direito de opção para detentores de Red Pass nornal terminava hoje - mais de um mês antes do jogo, mas cirurgicamente antes do Benfica-Nápoles, não vá a coisa correr mal.
Ora além da exorbitância dos preços, se há coisa que detesto é que me tentem manipular comercialmente. Pelo menos de forma tão ostensiva. Se isso já acontece com telecomunicações ou bancos, muito menos admito que o clube que amo, e do qual me sinto parte, o faça ou tente fazer.
Do ponto de vista institucional, a bilhética é o parente pobre do clube. Vive noutro mundo, que não é certamente o do povo benfiquista.
Para este jogo, como para a Champions deste ano em geral, a bilhética do Benfica está de costas voltadas com a realidade. A realidade dos sócios, e, já agora, também a realidade dos resultados desportivos.

O POSSÍVEL

Podia dividir-se este jogo em três partes distintas. E na maior delas, o Benfica foi claramente superior.
Os primeiros 25 minutos foram do Sporting. Mais fruto das trapalhadas dos jogadores encarnados (que infelizmente não são novidade) do que por qualquer superioridade estratégica da equipa de Rui Borges. O golo nasce de um erro monumental de Enzo, sucedido por um frango de Trubin - perante um remate bastante defensável. E já antes, Aursnes oferecera um brinde que podia ter aberto o marcador.
Depois do golo de Sudakov, o Benfica serenou, e partiu para um domínio absoluto da partida. Sobretudo na segunda parte, só se viu Benfica - que venceu quase todos os duelos, encostou o Sporting às cordas, e podia ter marcado mais de uma vez.
Quando se antevia um ataque final à baliza de Rui Silva, entrou em acção António Nobre. Ou eu não estou a par das regras, ou uma falta como aquela é para cartão amarelo. Não há entrada por trás, não há pitons. É um lance duro, mas leal. É, aliás,  uma excelente intervenção de Prestianni, a anular um contra-ataque perigoso.
A expulsão impediu o Benfica,  a partir daí, de procurar os três pontos. E deu uma última vida ao rival. Não haverá contra-prova, e nunca se saberá como acabaria o jogo com onze jogadores de cada lado. Eu até estava com um feeling para o tempo extra. Tive de me resignar a ver a equipa defender o empate.
O resultado é mau. Não em si mesmo (o Benfica continua sem perder em competições nacionais), mas fruto das circunstâncias em que se partia para esta jornada. Seis pontos perdidos com Santa Clara, Rio Ave e Casa Pia obrigavam a uma vitória nesta noite. Não aconteceu. Resta acreditar que seja o FC Porto a devolver a esperança.
São já vários os dérbis em que o Sporting entra na Luz a poder jogar para o empate. E consegue-o. Há que trabalhar para evitar uma coisa e outra.  
Individualmente destacaria o incansável Barreiro, e a melhor versão de Richard Rios que vi na Luz. Pela negativa,  já falei dos erros individuais. Espero que Manu Silva recupere rapidamente os índices fisicos, pois começo a estar um pouco saturado de Enzo Barrenechea. Até pode ser que me venha a surpreender no futuro. Agora precisa urgentemente de banco.
De António Nobre também já falei. É um árbitro medíocre,  que jamais deveria ter sido nomeado para esta partida. Ao longo do jogo mostrou cartões que não devia, e deixou outros no bolso. Equivocou-se em faltas para ambos os lados. E concluiu a actuação com um vermelho mal mostrado, a meias com o VAR. Em todo o caso, não podemos afirmar que, com uma arbitragem certeira, o resultado tivesse sido outro.
PS: Hulmand é um grande jogador. É um atleta correcto (ao contrário de alguns dos seus colegas). Mas quando faz faltas, elas têm de ser assinaladas, e quando justificam cartões, eles têm de ser mostrados. Ora isso raramente acontece.

IMPERIOSO VENCER

É verdade que o FC Porto por vezes dá mostras de alguma irregularidade exibicional, que infelizmente ainda não se reflectiu em pontos no campeonato. Mas sejamos claros: se o Benfica ficar, nesta jornada, a nove, ou mesmo oito, pontos de distância do primeiro lugar, só a matemática o deixará na luta pelo título. Assim, há que vencer. É fácil? Não. Nesta altura o Sporting é claramente favorito, tem uma equipa sólida, com identidade bem definida, enquanto o Benfica ainda anda à procura de si próprio - e precisa de tempo (...e reforços) para se encontrar. Além de que, António Nobre no apito quase significa entrar a perder 0-1. Porém, dérbi é dérbi.
PS: Os árbitros portugueses são genericamente fracos, são objectivamente incompetêntes, para não lhes chamar outra coisa. Há um razoável (João Pinheiro). Porque não colocá-lo a arbitrar este tipo de jogos?

PARA QUEM NÃO SE LEMBRE

António Nobre

ANTÓNIO NOBRE ?!?

O árbitro que, contrariando o VAR (coisa pouco vista), insistiu num penálti inexistente no jogo com o Arouca - que condicionaria o último campeonato -, vai agora arbitrar o "dérbi", quem sabe para condicionar este. António Nobre viu algo que mais ninguém viu, nem o próprio VAR. Gozou com os benfiquistas em pleno Estádio da Luz. Mas não se passa nada. 
O CA já nem tem sequer a vergonha de tentar fingir. É ostensivo: para esta gente o Benfica não pode mesmo ser campeão!

DÉRBI ANTES DO DÉRBI

Retratos de uma tarde de futebol fantástica em Stamford Bridge: