SOFRIMENTO DESNECESSÁRIO

Não é a primeira vez, nem a segunda, que, nesta temporada, o Benfica entra forte, marca, parece dominar por completo os jogos, e depois acaba com um futebol indigente e o credo na boca para segurar o resultado.  Vila das Aves e Rio Maior são os piores exemplos de partidas que pareciam dominadas e ditaram a perda de cinco preciosos pontos. Com o Farense acabou por correr bem, mas fica a sensação que, pelo menos no plano defensivo, a equipa (que no ataque consegue, por vezes, ser empolgante) ainda está longe de dar garantias de solidez. E revela uma gritante incapacidade de controlar os ritmos dos jogos e segurar vantagens.
Antes do "Clássico" não esperava, naturalmente, uma grande exibição. Mas esperava a segurança e a consistência suficientes para não dar tantas vidas a um adversário que está no fundo da tabela e tem a sua sentença de descida quase ditada. O Benfica facilitou, e ficou à beira de um precipício que, nesta altura da época, teria consequências dramáticas.
Também houve coisas boas. Akturkoglu está de regresso aos seus melhores dias, e, com dois golos e uma assistência, foi claramente o homem do jogo. No Dragão será ele e mais dez. Di Maria não jogou nada, mas é uma boa notícia perceber que está fisicamente recuperado. E Aursnes está em excelente forma.
Não vi ainda imagens televisivas, mas dizem-me haver um penálti sobre António Silva. De resto, o árbitro pareceu-me fraquinho.
Segue-se aquele que é, pela história, pela tradição, pelos factos e pelas circunstâncias, o jogo mais difícil do campeonato. Acredito que, em caso de vitória, o Benfica embalará para o título. Mas um empate também não seria dramático, tendo em conta que ainda haverá um "Dérbi" na Luz, na penúltima jornada.

ONZE PARA O FARENSE

Três pontos imperiosos. A jogar bem ou a jogar mal, tanto faz.