A ÚLTIMA PALAVRA
Este espaço existe há já vinte anos. Era Ronald Koeman o treinador de um Benfica em fase de reconstrução após o negro "vietname". Ao longo do tempo, com altos e baixos, foi possível discutir futebol abertamente, com quem estava de acordo, com quem não estava, mas sempre de forma genuína, e na maioria das vezes educada. Aliás, a polarização mais encarniçada, quando existia, era com adeptos de clubes rivais que por aqui apareciam. À semelhança do que sempre sucedeu, e sucede ainda hoje, no mundo real.
Os tempos mudaram. Mudaram demasiado. Desconfio que neste abominávvel mundo novo, o das redes sociais, dos algorítmos, das polarizações e de todos os ressentimentos e rancores expressos através de um teclado, não seja possível discutir futebol na internet. Desconfio mesmo que não seja possível discutir assunto nenhum, sem um exército de trolls atacar com insistência até à náusea, sem nos depararmos com uma polarização absurdamente excessiva, por vezes quase ridícula, resultado dos algorítmos, mas, sobretudo, do anonimato - que transportou o discurso de tasca para o espaço público. Uma pessoa faz-se passar por várias. Umas poucas pessoas criam uma multidão, organizada ou espontânea, mas sempre virtual. E quando têm uma agenda definida, o ruído torna-se demasiado tóxico para se manter suportável. Escreve-se alhos, aparecem vinte respostas em bugalhos. Ninguém elogia nada (quando alguém elogia, é porque é avençado, ou tem tacho, ou é lambe-botas, ou é parvo). Tudo é para deitar abaixo. Tudo é péssimo. Toda a gente é corrupta (sejam presidentes de clubes, sejam ministros, sejam figuras de destaque em qualquer área da sociedade). O grau de exigência (para com os outros) é ilimitado e tende para infinito, como se a fasquia estivesse em Albert Einstein, ou na Madre Teresa, conforme se fale de capacidade ou honestidade. A tolerância ao erro (e ao outro) é abaixo de zero - sobretudo para gerações habituadas a todos os facilitismos, em casa, na escola e até à vida adulta, onde esbarram de frente com a realidade e, com isso, adensam frustrações. As caixas de comentários tornam-se uma teia que acaba por asfixiar qualquer discussão lúcida sobre qualquer tema. Interessa é gritar, fazer o maior ruído possível, para levar avante (ou destruir) um qualquer propósito, uma qualquer figura. E quem não concorda é porque é estúpido. Isso é bastante notório na vida política, em Portugal e não só. Não sei se, por cá, as redes sociais serão um dia capazes de eleger um presidente da república (como um dia Emídio Rangel disse a propósito das televisões). Para já ainda não, mas noutros quadrantes já o fizeram.
Quando me tornei benfiquista nem sabia quem era o presidente. Essa era uma figura burocrática que me foi sendo mais ou menos indiferente até chegar Vale e Azevedo - um criminoso, mais tarde condenado em tribunal por desviar dinheiro do clube para o seu próprio bolso. Aí, bati-me de forma veemente contra as suas propostas em Assembleias Gerais onde os seus capangas de serviço não me meteram medo. Quem lá esteve, e viu cabeças partidas, sabe do que estou a falar. O fulano ainda assim cumpriu o seu mandato. Depois, foi democraticamente corrido - nas urnas, pela maioria dos sócios (os que como eu nunca acreditaram nele, e aqueles que de início foram mais crédulos, mas depois deixaram também de acreditar num vendedor de ilusões e de mentiras).
Entretanto Pinto da Costa, e, depois, de certo modo também Luís Filipe Vieira, tornaram-se elementos centrais da vida dos clubes portugueses. A somar à volatilidade com que jogadores e treinadores entravam e saíam, a figura dos presidentes assumiu um peso desproporcional e nocivo no clubismo dos adeptos portugueses - a reboque de uma comunicação social em crise, ávida de sangue e de polémicas capazes de conferir audiências e receitas. Daí, a política interna dos clubes ter assumido, também ela, maior relevância e destaque (#varandasout, AVB traidor, etc).
Os tempos mudaram. Mudaram demasiado. Desconfio que neste abominávvel mundo novo, o das redes sociais, dos algorítmos, das polarizações e de todos os ressentimentos e rancores expressos através de um teclado, não seja possível discutir futebol na internet. Desconfio mesmo que não seja possível discutir assunto nenhum, sem um exército de trolls atacar com insistência até à náusea, sem nos depararmos com uma polarização absurdamente excessiva, por vezes quase ridícula, resultado dos algorítmos, mas, sobretudo, do anonimato - que transportou o discurso de tasca para o espaço público. Uma pessoa faz-se passar por várias. Umas poucas pessoas criam uma multidão, organizada ou espontânea, mas sempre virtual. E quando têm uma agenda definida, o ruído torna-se demasiado tóxico para se manter suportável. Escreve-se alhos, aparecem vinte respostas em bugalhos. Ninguém elogia nada (quando alguém elogia, é porque é avençado, ou tem tacho, ou é lambe-botas, ou é parvo). Tudo é para deitar abaixo. Tudo é péssimo. Toda a gente é corrupta (sejam presidentes de clubes, sejam ministros, sejam figuras de destaque em qualquer área da sociedade). O grau de exigência (para com os outros) é ilimitado e tende para infinito, como se a fasquia estivesse em Albert Einstein, ou na Madre Teresa, conforme se fale de capacidade ou honestidade. A tolerância ao erro (e ao outro) é abaixo de zero - sobretudo para gerações habituadas a todos os facilitismos, em casa, na escola e até à vida adulta, onde esbarram de frente com a realidade e, com isso, adensam frustrações. As caixas de comentários tornam-se uma teia que acaba por asfixiar qualquer discussão lúcida sobre qualquer tema. Interessa é gritar, fazer o maior ruído possível, para levar avante (ou destruir) um qualquer propósito, uma qualquer figura. E quem não concorda é porque é estúpido. Isso é bastante notório na vida política, em Portugal e não só. Não sei se, por cá, as redes sociais serão um dia capazes de eleger um presidente da república (como um dia Emídio Rangel disse a propósito das televisões). Para já ainda não, mas noutros quadrantes já o fizeram.
Quando me tornei benfiquista nem sabia quem era o presidente. Essa era uma figura burocrática que me foi sendo mais ou menos indiferente até chegar Vale e Azevedo - um criminoso, mais tarde condenado em tribunal por desviar dinheiro do clube para o seu próprio bolso. Aí, bati-me de forma veemente contra as suas propostas em Assembleias Gerais onde os seus capangas de serviço não me meteram medo. Quem lá esteve, e viu cabeças partidas, sabe do que estou a falar. O fulano ainda assim cumpriu o seu mandato. Depois, foi democraticamente corrido - nas urnas, pela maioria dos sócios (os que como eu nunca acreditaram nele, e aqueles que de início foram mais crédulos, mas depois deixaram também de acreditar num vendedor de ilusões e de mentiras).
Entretanto Pinto da Costa, e, depois, de certo modo também Luís Filipe Vieira, tornaram-se elementos centrais da vida dos clubes portugueses. A somar à volatilidade com que jogadores e treinadores entravam e saíam, a figura dos presidentes assumiu um peso desproporcional e nocivo no clubismo dos adeptos portugueses - a reboque de uma comunicação social em crise, ávida de sangue e de polémicas capazes de conferir audiências e receitas. Daí, a política interna dos clubes ter assumido, também ela, maior relevância e destaque (#varandasout, AVB traidor, etc).
No Benfica tudo é maior. Para o bem e para o mal, tudo é amplificado pela grandeza do clube.
Neste caldo cultural, as últimas eleicções tomaram uma dimensão histórica - desde logo pela mobilização record dos sócios, também pela mediatização que originaram. Assim sendo, era natural que um espaço como este, durante a pré-campanha e a campanha eleitoral, reflectisse essa mediatização. E esse fosse, durante o período em causa, o assunto dominante de comentários e discussões. Uns a favor, outros contra. Até aí, tudo normal.
O resultado claro e esmagador da ida às urnas deixou perplexos muitos daqueles que viam nas redes sociais e nas caixas de comentários (amplamente anti-Rui Costa), um barómetro credível do benfiquismo. Não o era, e não o é. Mal de nós se algum dia o for, independentemente de quem estiver na presidência. Mas pensava-se que, após a reeleição, para mais com números tão expressivos, o clima eleitoral se dissipasse. Que a partir daí só o Benfica contasse. Que só houvesse um Benfica, a fazer jus ao lema "E Pluribus Unum".
De facto, quem vá ao estádio, aos pavilhões, quem fale com gente nas ruas, nos cafés, percebe que, com mais ou menos críticas, com maior ou menor insatisfação, com maior ou menor tolerância ao erro, só há verdadeiramente um Benfica. Infelizmente, no mundo virtual, um grupo de viúvas de Outubro, que não aceita a democracia, que se julga uma vanguarda iluminada, que, sabe Deus porquê, acha que todos os outros são estúpidos (ou chalupas, ou lá o que lhes chamam), partiu, de forma sistematizada ou não (haverá um pouco de tudo), para uma violentíssima cruzada de ressabiamento, de vingança e em alguns casos, mesmo de ódio para com o presidente legitimameente eleito, e reeleito há poucos meses (ainda sem sequer uma época completa depois da esmagadora votação), bem como para todos os que assumiram apoiá-lo, pretendendo impôr aos outros (a todos) uma retórica de terraplanagem de tudo o que tenha a ver com o clube. A partir daí tentaram o espaço público com uma campanha negra, estéril e, a serem benfiquistas, autodestrutiva, que em nada ajuda o clube a resolver os seus problemas - apenas serve para aliviar rancores ou satisfazer egos.
Quem não soubesse mais nada e caísse aqui de paraquedas, seria levado a pensar que o autor do blogue segue sozinho, em contramão, e contra todas as evidências, num caminho quixotesco, nem sequer de apoio ao presidente do clube (do qual, desde as eleições, praticamente não voltou a falar), mas da sua, digamos, não hostilização, face a uma maioria quase total de "esclarecidos" que a ele se opõem de forma "lógica", dada a sua "óbvia" incompetência. Sabemos que isso não corresponde à realidade do benfiquismo. E que, na única caixa que efectivamernte interessa, não foi isso que se viu. Que mais não fosse, esse seria motivo suficiente para me manter firme na minha linha de apoio ao clube e a quem ligitimamente o representa (chame-se Rui, João, Manuel ou Francisco), sem me desviar um milímetro, ou muito menos deixar-se influenciar por quaisquer campanhas virtuais, independentemente da amplitude do ruído que consigam criar. Aliás, quem me conhece sabe que, comigo, isso até funciona ao contrário.
Sendo este um espaço criado por mim, tentei, até aos limites da paciência, para lá dos limites da boa vontade, absorver toda essa campanha na caixa de comentários. Diverti-me algumas vezes, confesso, a desmontar a sua argumentação. Ignorei insultos. Mas chegou-se a um limite em que, por um lado, sinto haver riscos de uma certa instrumentalização da caixa de comentários do VdB, e por outro, mais importante ainda, riscos de afastamento dos leitores mais antigos e tradicionais, afinal de contas aqueles com quem me dá prazer discutir futebol, independentemente de estarem de acordo ou não com aquilo que escrevo.
Isso obriga-me a tomar a decisão de filtrar a caixa de comentários, evitando uma toxicidade retórica que há muito se tornara excessiva e poluidora de um espaço que se pretende livre.
Naturalmente aceitarei todos os comentários feitos com elevação. Aceitarei críticas, por mais veementes que sejam. Mas não mais permitirei que este espaço sirva para campanhas negras, insultuosas e divisivas do Benfica, em que, a cada post, receba dezenas de comentários iguais (Rui Costa, 65%, chalupas etc), que francamente não me interessam nada, e de nada servem ao clube.
Estou certo que os verdadeiros leitores, os verdadeiros benfiquistas, continuarão a aparecer por aqui.
Obrigado a esses, e Viva o Benfica!
31 comentários:
acho que apontar os erros da direção não é ser anti-Benfica, é tentar construir um Benfica melhor. ofensas não fazem parte de mim.
Tenho repetido várias vezes: Rui Costa e a direção precisam de ajuda, se quiserem claro e se desejarem um Benfica melhor.
Se existe filtragem de comentários, acho bem que sim... Mas não aceitar que as coisas estão mal e que podiam ser melhores é venerar homens, e isso não é colocar o Benfica acima de tudo.
Até fico admirado não ter feito isso mais cedo. Discordo quase sempre do seu ponto de vista mas acho que o insulto pessoal não tem justificação.
Há muito que já devias ter tomado a decisão de bloquear os comentários. Essa medida só peca por tardia. Se queres preservar este teu espaço de discussão num fórum saudável, é essencial estabelecer regras claras e aplicá-las com consistência, sob pena de se tornar num esgoto a céu aberto. Haja paciência… e tu tens tido infinita 😅
Abraço
Muito bem dito. E os primeiros a ajudar deveriam ser, precisamente, os candidatos derrotados nas eleições, que nem sequer aceitaram o convite para a tribuna no jogo seguinte. Quanto à defesa dos superiores interesses do Benfica que preconizam, estamos esclarecidos.
Venha esse filtro, LF. Que quem critica possa criticar, que quem não critica possa não criticar. As agendas que fiquem à porta.
Finalmente Luis fico feliz como leitor e comentador há anos deste blog, que considero de referência de Benfiquismo. Muito bem tornar este espaço respiravel outra vez
Isto só é um esgoto a céu aberto graças á seita que vocês criaram em torno do vosso grande líder, nunca vi em toda a minha vida um incompetente ser tão venerado como é o Rui costa, modera mas é os comentários quero lá saber não vivo disto e muito menos recebo dinheiro disto,não vou ser como o Fialho e dizer que ele é que recebe do Benfica até porque não acredito nisso mas achei graça ele dizer que quem critica o líder é remunerado....isso é doentio enfim somos todos do Benfica mas sem dúvida uns são mais inteligentes que outros.... basta ouvir a conversa dos rivais nos cafés, todos adoram o Rui costa e para mim tanto eles como vocês são os grandes inimigos do Benfica
Totalmente de acordo, há bastante tempo que o LF devia ter implementado a triagem dos comentários, ainda gostava de saber a percentagem de infiltrados que se escondiam no anonimato
Ok isto agora é um espaço inteiramente dedicado á chalupagem... concordo.. gaúchos 2.0
O central do Famalicão recusou vir para o Benfica e preferiu ir para o Estrasburgo.
António Silva está certo na Inglaterra (o acordo está feito), mas vai ficar mais uns dias, porque Março Silva não tem centrais.
Com insultos ou sem insultos, adoraria saber o que pensa Marco Silva disto tudo.
Alguém o poderia ter avisado, mas pronto… com esta forma de trabalhar acredito que não ficará muito tempo.
Marco Silva é discreto mas um homem exigente e Benfiquista
é só ir ao facebook e entrar num qualquer grupo do Benfica.
Analfabetagem a rodos e ai del rei se alguém tecer uma crítica ao nosso glande líder!
Nunca leu ou ouviu dizer que a SUA LIBERDADE termina onde COMEÇA A MINHA?
E depois tem aquelas pessoas que exigem liberdade de expressão para compensar a liberdade de pensamento de que raramente.fazem uso...Capice?
Leio sempre e nunca comentei porque vejo aqui muito comentário suspeito. Quando aparece comentários a dizer banana ou 65% é para banir. Essa malta não é Benfiquista, se pensam que são estão enganados.
Bom texto, e concordo que ter tantos comentários insultuosos em cada post, independentemente do tema, não deva ser fácil. Quando o pessoal nem sequer se dá ao trabalho de escolher um nome para assinar os seus comentários, geralmente é mau sinal.
Da minha parte, e estou aqui há pouco tempo, acho que nunca fui insultuoso. Não consigo entender é essa relutância absoluta em correr o mínimo tipo de risco. Desde 2000 que o presidente incumbente ganha todas as eleições. Se o Benfica andasse aí a cobrir-se de glória, isso seria perfeitamente natural, mas infelizmente não é o caso. Qualquer candidato que apareça é uma incógnita, um tiro no escuro, um potencial novo Vale e Azevedo.
As coisas correm mal ao Benfica, mas a culpa é dos árbitros, dos rivais que estão muito fortes, dos jogadores que por algum motivo não se adaptam ou não têm o perfil certo, etc. O presidente é sempre o menos culpado e, como é inteligente, vai certamente aprender com os erros. É preciso confiar e dar tempo ao tempo. Mais anos, mais mandatos.
Começo sinceramente a desanimar. Acho que o Rui Costa será presidente até se fartar, já que qualquer opositor que apareça será automaticamente descartado por nunca ter sido presidente do Benfica antes. Imagino que a única maneira de não votarem no Rui Costa seria aparecer outro candidato que fosse presidente do Benfica num universo paralelo, e que tivesse lá ganhado montes de títulos. Como duvido que isso aconteça, vamos continuar no rumo atual.
O Benfica acaba por ser como o Brasil dos clubes portugueses. Ganhou um grande avanço para os adversários no passado, mas atualmente é uma sombra do que foi e limita-se a ver os adversários a aproximar-se ano a ano. Faço 50 anos daqui a uns meses, e dou por mim a pensar que me arrisco seriamente a ver o Benfica ser ultrapassado no número de campeonatos durante o meu tempo de vida. E quem posso eu culpar, se não o presidente do meu clube? Da mesma forma que os ingleses hoje culpam as táticas do seu selecionador e não os argentinos, por terem jogado demasiado bem para eles.
Boa!
N.
Há mais peixe no mar. O Benfica precisa de encontrar centrais antes de valerem 20 milhões. Gostemos ou não, o nosso modelo de negócio assenta nas mais-valias com transferências de jogadores, seja contratados valorizados ou jogadores formados. Não podemos vender por 20 e comprar por 20.
Nos clubes portugueses já é difícil encontrar jogadores baratos porque estão todos nas mãos de grupos com ligações a clubes estrangeiros (multi-club ownership) ou empresários. Tornaram-se eles próprios entrepostos e têm investidores que pagam a despesa associada à contratação desses jogadores que normalmente não estariam ao seu alcance.
O outsourcing da prospeção, formação e adaptação à Europa que era explorado pelos grandes em Portugal (especialmente pelo Benfica) tem agora competitores na nossa liga e em outras ligas europeias de 2ª linha. Esses competidores, tendo menos estatuto, menos receitas, não tendo a ambição de lutar por títulos e estando fora das competições europeias, vendem mais barato.
Se um Real Madrid ou um PSG ainda vêm buscar jogadores internacionais ao Benfica, os clubes de segunda linha das big-5, que têm orçamentos semelhantes ao nosso, vêm abastecer-se nos clubes onde nós antigamente nos abastecíamos.
Não é você que define quem ou não é benfiquista.
Acho bem a moderação dos comentários. Não venho aqui há muito tempo mas ler partes daquela praga de comentários de 65% ou rui costas para aqui e para ali só porque sim também aborrecia e sinceramente mal lia que se ia pegar no ''tema'' sem justificativa nenhuma era filtrar e passar a frente....
Critico veemente as arbitragens como também penso que não temos o presidente para nos ajudar a ganhar de forma continuada, ainda que tão pouco enquadrado que ele possa estar no cargo, a meu ver não se soube rodear de pessoas que realmente percebessem o que fazer para contrariar as vitórias dos outros. Falta-nos talvez um verdadeiro director geral do futebol que perceba muito melhor do que a equipa precisa. E indiscutivelmente, quem saiba lidar com questões jurídicas em diversos casos conhecidos, porque tomam o benfica como parvo e lerdo e muitas vezes parece que quem dirige o clube deixar andar.
Indo à equipa em si, há alguns anos que não começávamos a época com várias interrogações acerca de centrais. Na prática, temos lá o lenglet e o antónio, mas este último está de saída e o tomás só poderá estar, pelo que se diz, no 2º jogo frente ao gallen dia 30. Também fico com sérias dúvidas que trubin e barrenechea possam continuar na equipa por clara falta de capacidade. Todo o nosso sector central defensivo precisa de ser revisto. GR, 2 centrais, 1 trinco. Para mim, é de longe o que a equipa mais precisa.
Infelizmente, capaz de ser o melhor. Havia muita ofensa gratuita.
Confiarei na capacidade do LF em separar o trigo do joio.
Continuarei a ser crítico do que merece crítica. E que, para minha tristeza, é muita coisa.
A meu ver, a preparação desta época repete erros anteriores. Plantel por fechar, saídas por fazer, entradas por fazer.
Percebo que não haja nem vontade, nem base, para o LF escrever sobre isso.
Seria bom estarmos a fazer o mercado em silêncio e segredo… se aparecessem resultados, no tempo certo.
A meu ver, repito, estamos novamente atrasados na preparação da época. Depois vamos lamentar a falta de tempo.
Acerca da filtragem de comentários, o dono da casa só deixa entrar quem entende, portanto por aí.
Seja como for, não há filtragem que obnubile (e não estou a dizer que é isso o que acontecerá) a situação atual do clube.
Marco Silva já começou a mandar indiretas para todo o lado. Há delatores dentro do balneário / equipa, a direção não está a cumprir o que prometeu, vê-se a meia-dúzia de dias de uma competição oficial e dispõe de um central titular e outro que vai embora... Isto não é possível filtrar.
Essa agora. Mas a presença dos candidatos derrotados na tribuna faria a equipa jogar melhor? Traria os reforços que Marco Silva já disse precisar… já?
A verdade, inequívoca e evidente, é insultuosa?
"É só ir ao facebook e entrar num qualquer grupo do Benfica."
Até parece que o feicibuque não tem regras próprias para aqueles que adoram mijar fora do penico 😉
Duvido que tenha lido, mas acaso já ouviu falar de Padrões da Comunidade?
Muito bom texto. E ca' continuarei a ler os textos, comentando aqui e ali, concordando ou nao. Como o Luis, nunca soube quem era o presidente do Benfica ate' o Jorge de Brito trazer o Futre para o clube (para logo depois perder o Pacheco e o Paulo Sousa para o Sporting... querem outro exemplo de gajos que se borrifaram para o clube que os formou para irem ganhar mais dinheiro, mesmo que fosse para o maior rival?)
Podemos agora falar do Benfica de 26/27 na sua generalidade?
Concordo com o texto, particularmente no que à educação diz respeito e comentários insultuosos devem ser banidos, até porque nem se está perante a pessoa que os emite.
Por mim, apesar de muitas vezes não concordar com certas opiniões, nunca tratei mal ninguém e isso poderá ser observado se houver um arquivo do blogue.
Espero continuar assim, debaixo dos meus 74 anos de benfiquista, a não ser que algum dia me passe alguma coisa pelos neurónios que é aquilo a que estamos todos sujeitos.
Há 40 ou 50 anos atrás isto não acontecia, mas agora é a sociedade que temos e na qual teremos de viver quer queiramos ou não e não digo mais nada.
Cumps a todos e Benfica sempre.
Concordo que a ofensa não seja o caminho. Espero que concordo também que Rui Costa não está a fazer tudo para defender o Benfica
Tem que aparecer mais, gerir melhor os ativos que tem em especial da formação (renovando atempadamente e não vendendo assim que mostram ser bons), ter uma equipa de scouting para identificar reforços cirúrgicos , não apoiar Proença e podia continua…
Rui Costa tem de mudar! Se não o fizer , prova que não tem capacidade para o cargo. É isto que se pede a quatro ou cinco anos
Concordo plenamente com o texto, particularmente no que à educação diz respeito, comentários insultuosos devem ser banidos até porque nem se está perante quem os emite.
Por mim, nunca tratei aqui mal ninguém, o que se poderá provar num eventual arquivo do blogue, espero continuar assim debaixo de 74 anos de benfiquista a não ser que algum dia os meus neurónios falhem o que estamos sempre sujeitos.
Há 50 ou 60 anos atrás isto não acontecia, mas agora na sociedade que se criou temos que viver nela quer queiramos ou não .
Cumps a todos e Benfica sempre.
Grande comentário ainda me falta 5 anos para os 50 e se tiver saúde acho que vou ver infelizmente o Benfica ser ultrapassado em campeonatos porque as alternativas são um tiro no escuro
Também acho ... até acho que qualquer comentário a criticar o grande shamam Rui costa é de alguém que não é benfiquista
tu é que andas a dormir se achas que ser benfiquista é apoiar cegamente estes vermes que estão a destruir o clube há anos e anos.
Bom texto, e os primeiros parágrafos explicam em muito a distopia que vivemos hoje em dia.
Pergunto-me como conseguem viver com tanto negativismo entranhado, mas cada um sabe de si.
Efectivamente é um problema geracional, potenciado em muito por nós que mimámos demais as últimas gerações, que como tiveram a vida sempre facilitada, acham que em todos os sectores isso acontece, sendo que quando saem à rua se deparam com a dura realidade. E aí, todos menos eles ou aqueles que eles seguem são incompetentes, frouxos e vigaristas.
É tudo demasiado preto e branco. E aqui apenas falo de parte destes anónimos, que são de facto genuínos. Nada me tira da cabeça que a maioría dos comentadores são meros trolls, sem qualquer intenção de ver o clube melhor. Reclamam de tudo e o seu contrário. Maltrata-se jogadores e depois chora-se que eles querem ir embora. Pede-se que se comunique mais agressivamente, e depois reclamam que se falou. Reclama-se que não se faz nada, mas quando se tenta fazer é tudo feito mal, enfim, trolls.
E aí só há uma regra: "Do not feed the trolls!"
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