LFV14
O balanço dificilmente poderia ser melhor. Dir-se-á
mesmo que há um Benfica antes, e um Benfica depois do actual presidente.
Quando se olha para as infraestruturas, percebe-se
que temos hoje condições de topo a nível internacional, elogiadas por todos os
profissionais que por cá passam: um dos melhores estádios da Europa, um centro
de estágios que não para de crescer, dois pavilhões funcionais, o centro de alto
rendimento para as modalidades que está na calha, e um museu moderno e de
grande beleza, são ilustrações daquilo que é um clube voltado para o futuro.
Se atendermos aos resultados do futebol
profissional, à excepção dos anos de Eusébio, nunca o nosso clube tinha vivido
um ciclo tão ganhador. Nestes 14 anos conquistámos 20 troféus, tantos quantos
nos 29 anos anteriores – ou seja, em mais do dobro do tempo. Festejámos o nosso
primeiro Tetra. Estivemos em duas finais europeias (ai os penáltis de Turim…).
Batemos recordes.
Na formação, os talentos espalhados pelos maiores
clubes do mundo certificam o trabalho feito.
Nas modalidades, alcançámos títulos europeus
inéditos em Hóquei e Futsal. Impusemos uma clara hegemonia no Basquete e no Vólei.
Conseguimos sucessos olímpicos. Troféus? Não os consigo contar.
No aspecto institucional, nunca a marca Benfica fora
tão prestigiada dentro e fora de portas. O número de sócios subiu para níveis
jamais alcançados. As receitas também.
Se recordarmos o que era o Benfica em 2001,
percebemos melhor o quão espantoso foi este percurso. Só não vê quem não quer.
E
#TÍTULOS EUROPEUS EM HÓQUEI, FUTSAL, JUDO E TRIATLO
#FINAIS EUROPEIAS EM: FUTEBOL, HÓQUEI, FUTSAL, ANDEBOL, VOLEI, ATLETISMO, JUDO E TRIATLO
#12 TÍTULOS E 2 FINAIS EUROPEIAS NO FUTEBOL FORMAÇÃO
#4 MEDALHAS OLÍMPICAS
#26 TÍTULOS NO ATLETISMO
#58 TÍTULOS FEMININOS A NÍVEL SÉNIOR
#TÍTULOS NACIONAIS NO JUDO, NO TRIATLO, NO BILHAR, NO RÂGUEBI FEMININO E NOUTRAS MODALIDADES, SENIORES E FORMAÇÃO
OS RESPONSÁVEIS PELO CLIMA DE ÓDIO
Não há como iludir que foi a sua chegada ao futebol que deu o pontapé de saída neste assunto. O seu estilo guerrilheiro e provocador é gasolina num clima já de si conturbado, e repleto de hostilidades. Foi esperto ao perceber que atacando o Benfica tinha a massa associativa com ele, podendo perpetuar-se no poder, mesmo sem ganhar nada. Anda mais calado, mas apenas por estratégia... ou então por amor.
É o que sempre foi: um odiento complexado com o Benfica e com Lisboa, que não olha a meios para atingir os fins. Atendendo à idade, já não deverá fazer muitos estragos. Mas o ódio está lá, ninguém duvide.
Foi o patrono da reunião do Altis, que deu início a esta nova fase, com a história dos mails. É ele o ideólogo do ódio.
A voz do dono. Destila ódio todas as semanas. Mesmo tendo a convicção de que os mails do Benfica não serão piores que os do FC Porto ou do Sporting, nenhum benfiquista fica bem disposto ao ouvi-lo. Serve para unir o clube, mas está a arruinar o futebol português. Trabalha no FC Porto, mas nunca o ouvi falar de outro assunto que não o Benfica.
Outro cretino, que semana sim, semana sim, atira tochas para a fogueira, sempre com o Benfica na mira. Aliás a Sporting TV está transformada num canal de ataque ao Benfica. Não fala de outra coisa. Também nunca o ouvi falar de nada que não fosse o Benfica.
COMENTADORES
Deixo de fora a RTP onde os debates são, ainda assim, mais civilizados. Nas outras estações, os painéis de adeptos dos clubes são um brutal rastilho para o ódio. Não se fala de futebol. Apenas se ataca o inimigo, normalmente Benfica de um lado, Sporting e Porto do outro.
Por uma questão de sanidade mental, deixei de ver esses programas. E acho que a ERC deveria rapidamente pronunciar-se sobre isto, pois não acredito num pacto entre as estações.
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Faltam aqui as claques. É verdade, mas como todas têm telhados de vidro, e são um problema antigo, não acho que se enquadrem nesta análise. Até porque talvez sejam mais consequência do que causa.
Se todas as pessoas acima referidas saíssem do futebol, ou adoptassem uma postura moderada e conciliadora, creio que as próprias claques comportar-se-iam um pouco melhor.
Acusaria ainda Pedro Proença, mas por omissão. Até agora o seu mandato tem sido um zero absoluto.
Num balanço global, não serão mais do que 15 pessoas. Toda a gente as conhece. Falta agir em conformidade.
MADE IN SEIXAL
OUTRAS OPÇÕES: Oblak, Bruno Varela, José Sá, Aurélio Buta, Kalaica, Roderick, Mario Rui, Iuru Ribeiro, João Teixeira, Pedro Rodrigues, Ronny Lopes, Ivan Cavaleiro, Helder Costa, João Carvalho, Nelson Oliveira, etc, etc.
NORMALIDADE
Não foi um triunfo brilhante. Mas foi justo.
Rui Vitória surpreendeu ao deixar Pizzi no banco. Manteve, no entanto, Svilar, Ruben Dias e Diogo Gonçalves. Seferovic regressou depois de alguns jogos no banco.
O Benfica entrou bem (como, de resto, tem sido hábito), marcou de penálti, dominou toda a primeira parte, e logo à entrada da segunda aumentou a contagem. Tudo parecia decidido.
O golo do Aves criou alguma expectativa, mas de imediato, em nova grande penalidade, Jonas fixou o resultado, e descansou os adeptos.
Diogo Gonçalves esteve em evidência na primeira parte (e Krovinovic entrou muito bem), mas foi Jonas - como quase sempre - quem mais brilhou ao longo dos noventa minutos. O brasileiro marcou em todas as jornadas, excepto em Chaves, e lidera destacado a lista de marcadores do campeonato.
A arbitragem errou ao não assinalar a falta de Jonas que antecede o segundo penálti (lance a meio-campo, que ninguém imaginaria resultar em golo). De resto, nada a apontar.
COM PENA(S)
Num jogo onde o mais natural seria uma vitória do Manchester United, lastima-se sobretudo a forma cruel como ela se concretizou. Quando o problema da baliza do Benfica parecia, enfim, resolvido, o jovem adolescente Svilar (até aí irrepreensível, ou mesmo empolgante) cometeu um erro colossal, oferecendo três pontos à equipa de Mourinho - que pouco fizera por os merecer, e até parecia de algum modo satisfeita com o empate.
O Benfica perdeu o jogo, e, com ele, terá perdido também as poucas hipóteses que ainda lhe restavam de seguir em frente na Champions League (só a Liga Europa ainda é possível). Mas deve sublinhar-se que esta derrota não teve muito a ver com outros maus resultados recentemente registados pela equipa, quando o cinzentismo, a descrença e a mediocridade arrastaram jogadores, técnico e adeptos para a beira de um precipício. Frente ao United, os encarnados realizaram um bom jogo, mostraram finalmente um plano B, e deixaram alguma esperança para futuro no que às competições internas diz respeito, e em particular para a luta pelo Penta.
Muito boas indicações dos jovens Ruben Dias e Diogo Gonçalves. "Recuperação" para a equipa e para os adeptos de Filipe Augusto (que grande exibição!). Capacidade do meio-campo a três agarrar o jogo, e bloquear o adversário durante largos períodos. Alguns detalhes de Douglas (particularmente no plano ofensivo). Regresso de Grimaldo às boas exibições. Um Salvio mais alegre do que se tem visto. E...Svilar, que esteve quase perfeito à excepção do fatídico lance do golo (erro que certamente não cometerá mais na sua carreira). Muitas notas de realce na noite da Luz, na qual Lindelof e Matic tiveram oportunidade de demonstrar porque valeram tanto dinheiro aos cofres encarnados.
Se o onze ideal do Benfica parece finalmente encontrado (Filipe Augusto dará o lugar a Jonas nos jogos de ataque continuado), resta ainda muito por melhorar. Pizzi, por exemplo, continua uma sombra do jogador da época passada. E Raul Jimenez tarda em confirmar ser capaz de substituir Mitroglou nas funções mais adiantadas do campo - sendo ainda, porém, a opção menos má para o lugar.
Uma derrota que, paradoxalmente, pode significar um ponto de viragem na época benfiquista.
ELES VÃO LÁ ESTAR
Dois dos melhores jogadores do mundo de todos os tempos (a distância histórica ditará um dia se não são mesmo os melhores) garantiram ontem a presença no próximo Mundial.
Tanto um como outro terão na Rússia, muito provavelmente, a última oportunidade para erguerem o único troféu que ainda lhes falta. Um deles poderá entrar no olimpo de Maradona e Pelé, onde, diga-se, qualquer deles merece estar.
Seja como for, é um privilégio para nós podermos desfrutar desta dupla extraordinária de futebolistas, que juntos ganharam as últimas nove (!!!) Bolas de Ouro, e deixaram já uma marca indelével na história do futebol mundial.
UNIÃO
Alvo de um ataque sem precedentes, levado a cabo
por dois clubes coligados com o único propósito de nos derrubar, e congeminado
numa pouco secreta reunião em hotel lisboeta, o Benfica partiu para esta
temporada a necessitar, mais do que nunca, do apoio incondicional de todos os
seus sócios e adeptos.
Na desenfreada campanha para nos abater tem valido
tudo. Os canais de televisão dos clubes rivais estão transformados num
persistente tiro ao alvo contra nós. A mentira perdeu a vergonha. Até o disfarce
- com identidades falsas a invadirem fóruns de opinião para lançar a
especulação e a crítica mais contundente e destrutiva - faz parte da ementa.
Sabemos que unidos somos imbatíveis, não havendo,
no país, força que nos vença. Mas ao deixarmo-nos desagregar e fragilizar, estaremos
a seguir precisamente o caminho para o qual os adversários nos empurram. É o
caminho da instabilidade, e consequentemente das derrotas, num ciclo vicioso
onde é mais difícil sair do que entrar.
Os últimos resultados não têm ajudado, é verdade.
Mas roça o absurdo vermos um clube Tetra-Campeão, ainda a viver um dos melhores
anos desportivos, institucionais e financeiros da sua história centenária, ser
objecto de tanta crítica e de tanta mistificação em seu redor.
Não nos deixemos iludir. Não façamos aquilo que
eles querem. Unidos não nos derrubam. E unidos teremos de estar para ajudar a
nossa equipa a dar a volta a esta sequência menos feliz.
Falta muito para o dia 13 de Maio. Só aí poderemos
fazer contas e tirar conclusões. Agora é hora de união total e absoluta da
família benfiquista rumo ao Penta.
Vamos a isso!
ISTO É DESPORTO
O exemplo dado pelo médico do Sporting vale mais do que quinhentos comunicados de directores de comunicação. A rivalidade é na disputa dos jogos. Não fora.
Aproveito também para desejar que os piores prognósticos não se confirmem, e que Ary Neto recupere rapidamente.
É DE NÓS TODOS!
“O Benfica é
nosso!”. Ouviu-se na última AG, como lema de uma minoria contestatária que
parecia pretender impor pela força os seus pontos de vista.
O Benfica é de facto nosso. É meu, é do caro leitor
e consócio, e é de mais duzentos mil espalhados de norte a sul do país e pelos
quatro cantos do mundo. Não é exclusivamente, nem preferencialmente, de qualquer
facção, grupo de adeptos, claque, bancada, blogue, faixa etária ou localidade.
É de todos.
Tratando-se de um clube onde a democracia
antecedeu, em muito, a do próprio país, é à maioria que cabe escolher o
caminho. Independentemente do legítimo direito à crítica, o poder dos sócios materializa-se
essencialmente pelo voto. E o rumo seguido desde 2001 tem sido sucessivamente
sufragado por amplas maiorias de associados.
Quem não está de acordo tem total liberdade para
promover e apresentar alternativas. Já aconteceu, e certamente voltará a
acontecer no futuro - o que, diga-se, é salutar para a vida do clube.
Também a exigência é saudável. Todos exigimos
vitórias e títulos. É disso que se alimenta a nossa paixão. Porém, essa
exigência tem de ser exercida dentro dos parâmetros institucionais, e do
respeito por quem nos representa. Nesta última AG alguns jovens, numa idade em
que as certezas são maiores do que a sabedoria, não tiveram esse cuidado.
Não é com petardos, cadeiras pelo ar ou agressões, que
se resolve seja o que for. Os nossos dirigentes foram eleitos há menos de um
ano, com mais de 90% dos votos, em acto bastante participado. Desrespeitá-los é
desrespeitar a esmagadora maioria dos sócios. É desrespeitar o próprio clube.
PERGUNTAS INOCENTES
Se a maioria dos clubes das divisões não profissionais não tem estádios de acordo com as exigências da FPF, porque insiste a FPF em condicionar o sorteio, obrigando-os a jogar em casa?
Já agora, porque insiste na estupidez de uma meia-final a duas mãos?
TUDO IGUAL
Igual a classificação (que oportunidade perdida...) e igual o futebol praticado, repetitivo, sem capacidade de reacção e sem plano B.
Empatar na Madeira não é uma tragédia. Mas a margem de erro é cada vez menor, e a equipa não dá mostras de conseguir dar a volta a esta situação de impasse.
Nem um penálti por assinalar desculpa mais uma exibição triste e cinzenta - como este equipamento que já nem posso ver.
VERGONHOSO
O Benfica é de todos nós. Mas não é de cada um de nós, nem de nenhum grupo organizado, casa ou sector do estádio .
Uma minoria de imberbes ignorantes pensa que é dona do Benfica, e acha que é com agressões e petardos que a equipa vai começar a marcar golos, ou alterar aquilo que têm sido as opções da esmagadora maioria dos sócios, no país e no mundo.
Seria ridículo nos rivais. No Benfica é profundamente lamentável.
ATÉ MORRER!
Sempre convosco. Nas horas boas e, sobretudo, nas horas más.
A dor também faz parte da paixão clubista. Não morreu ninguém, e no domingo há outro jogo.
Houve muitas coisas más, muitos erros, muitos equívocos - desde logo técnico-tácticos. Mas não há nada a apontar ao profissionalismo dos jogadores.
Há problemas na constituição do plantel (faltou contratar um central, e a saída de Mitroglou não foi colmatada por um outro ponta-de-lança de raiz, que, diga-se, são espécie rara, por isso devem ser bem agarrados), houve neste caso também problemas na constituição do onze (Ruben Dias, Salvio, Seferovic), mas o principal problema deste Benfica tem a ver com a dinâmica colectiva da equipa - que fica frequentemente bloqueada, sem conseguir reagir. Já na ponta final da temporada passada houvera sinais de esgotamento táctico. Agora são evidentes, sem que, do banco, se veja qualquer solução.
Há jogadores que correm, correm, mas não rendem, nem se valorizam (Jimenez e Rafa os casos mais flagrantes). Outros que são bloqueados em campo, ficando sem guião alternativo (Pizzi, por exemplo). A linha defensiva não sabe como se posicionar nem como se coordenar. Enfim, há muito a rever nesta equipa e nos seus mecanismos colectivos, mas há que fazê-lo com sensatez, sem estados de alma, e com muito benfiquismo.
Continuo a acreditar no Penta. O plantel ainda assim é forte (o melhor em Portugal), e a estrutura de apoio também.
ELE E MAIS DEZ
Será que fui apenas eu a ver uma magistral exibição do jovem sérvio no jogo de sábado?
Cervi esteve muito bem, marcou um golão, mas...Ziv encheu o campo, mostrando que muito dificilmente sairá da equipa.
Este parece ser o seu ano.
PARA QUE SERVE?
O presidente da FPF lançou um aviso óbvio. Já o presidente da Liga o tinha feito. Qualquer pessoa de bom senso o faria. Mas...de que servem esses reparos, enquanto os dois cavalheiros abaixo insistirem em atacar furiosamente o Benfica, todas as semanas, todos os dias, em todos os momentos (conforme ficou combinado no Altis), criando assim esta onda de crispação que se faz sentir, de efeitos ainda imprevisíveis?
Ontem, num zapping televisivo, passei pela BTV, onde se falava do Benfica, pela Sporting TV, onde se falava do...Benfica, e pelo Porto Canal onde, adivinhem, também se falava do Benfica. Não é preciso dizer mais para se perceber quem, e como, lança gasolina para o fogo em que vai ardendo o futebol português.
Não desejo que tal aconteça, mas não deixaria de ser irónico que este campeonato viesse a ser discutido entre FC Porto e Sporting. Como seria a comunicação de ambos na 2ª volta? Continuariam a falar exclusivamente do maior clube português?
PORQUÊ?
Filipe Augusto é um profissional sério, que deixa tudo em campo.
É dos que corre mais, e luta mais intensamente por cada posse de bola.
É certamente dos que ganha menos dinheiro.
Não é um Maradona, mas sim um jogador combativo, que pode ser útil em muitas situações (aliás, já o foi).
Cabe a titular? Se toda a gente estiver disponível, não!
Cabe no plantel? Evidentemente que sim!
E sobretudo não merece que alguns auto-intitulados "benfiquistas" o persigam cruelmente, fazendo bullying com ele - como de resto gostam de fazer, todos os anos, com aqueles que supostamente deveriam apoiar. Foi assim com Thomas, com Beto, com Carrillo, com Ola John, mas também com Cardozo, Paneira, Nené, Eliseu e até Cavem. Algo absolutamente estúpido, que não consigo entender. Algo que condiciona o rendimento dos atletas, e, em alguns casos, pode até perturbar-lhes a carreira. Algo que, obviamente, prejudica a equipa. Mais valia ficarem em casa...
Força Filipe! Perdoa-lhes pois não sabem o que dizem.
PROBLEMA EMOCIONAL, PROBLEMA TÁCTICO
O resultado não foi bom, mas o jogo não foi mau.
Uma equipa remendada conseguiu bons momentos. Sobretudo mostrou vontade de ultrapassar esta fase negativa.
Aliás, as primeiras partes até têm sido genericamente razoáveis (Portimonense, CSKA, Bessa e ontem). Depois há uma espécie de bloqueio emocional, e uma incapacidade táctica de dar a volta a situações adversas - ou seja, a golos sofridos. Parece não haver plano B.
O problema pode ser de tudo menos da entrega dos jogadores, pelo que há enorme injustiça, e até ingratidão, em algumas das críticas.
No sábado uma vitória reporá a equipa dentro dos padrões emocionais normais, e depois sim, se verá quanto vale este Benfica.
Notas positivas para Júlio César, Ruben Dias, Eliseu, Krovinovic e Jimenez. Negativa para Jardel e Rafa.
ESTUPIDEZ PROFUNDA
"Apertar" os jogadores!!!????!!! Mas porquê?
Houve algum caso de mau profissionalismo? Houve alguém que não se esforçasse por ganhar?
Caramba! Se há alguém que não tem culpa nenhuma destes maus resultados são os jogadores.
Não é com atitudes idiotas como esta - levada a cabo por uma minoria - que se apoia o Benfica. Pelo contrário, isto só faz sorrir os rivais.
PARA REFLEXÃO
"O que se viu nestes jogos já se detectava antes, colectivamente, em particular perante adversários de maior qualidade, fossem Nápoles ou Dortmund, Porto ou Sporting: a escassa variedade de soluções ofensivas (que não passem pela ligação Pizzi-Jonas ou por acelerações individuais), a dificuldade em controlar uma partida com bola (por isso vendo fugir resultados positivos como contra o CSKA e até o Boavista), de ter um plano alternativo quando em desvantagem (que não o de acrescentar avançados uns após outros, numa estratégia de homens sobrepostos junto à área rival à espera de um cruzamento feliz), somados a um número crescente de erros defensivos que não eram comuns na Luz em muitos anos.
Luís Filipe Vieira e Rui Vitória uniram os destinos. Vieira quis o treinador de baixo perfil, elegante no trato e capaz de manter a ambição em banho-maria, sujeito a vendas de jogadores mas capaz de esperar sem azedume pelo momento em que chegará a melhor alternativa, com sorte originária do Seixal. Vitória entrou num clube campeão não como motor mas enquanto parte da engrenagem, encarnou a antítese de Jorge Jesus na forma cordata como se expressa e nas oportunidades aos jovens, tornando-se um bicampeão respeitado mesmo se nunca entusiasmante. As circunstâncias de um casamento feliz estão agora em causa, porque mudou a equação essencial do sucesso encarnado, que aliava grande qualidade individual dos jogadores, agora menor, à fragilidade dos rivais, agora melhores. Não pressentir a necessidade de mudança foi um erro, sobretudo de Rui Vitória. Vieira até já tinha anunciado o desinvestimento no ano de atacar o penta, ao dizer que “pode hipotecar títulos mas não o futuro do clube”. Claro que se pode perguntar de quem é a responsabilidade, se o futuro do clube corre riscos, senão do homem que o lidera há 14 anos, só que Vieira tem muito crédito entre a maioria dos benfiquistas, que estarão capazes de lhe perdoar uma época falhada. Já Rui Vitória não terá a mesma sorte, se não perceber depressa que – ao contrário do que alguns que o foram iludindo juravam – ou muda ou perde, mesmo se apenas seis jornadas cumpridas se tornou muito mais difícil a missão do penta. É que não haverá mais reforços até Janeiro e Sporting e Porto estão a aproveitar como nunca a arrogância do vencedor recente."
Texto de Carlos Daniel
APOIAR!
Duas derrotas consecutivas lançaram de imediato uma
nuvem de críticas e especulações em torno da nossa equipa principal, algumas
partindo dos adversários (por vezes bem disfarçados, como em Gaia), outras de
benfiquistas - felizmente habituados a ganhar sempre ou quase sempre.
Sendo o futebol uma roleta de emoções, na hora da
derrota facilmente se passa da euforia à depressão, daí à condenação e por
vezes ao insulto. Respondendo aos instintos mais básicos, sente-se necessidade
de culpar alguém e dispara-se para os alvos mais fáceis (quando não a
arbitragem, o treinador, os jogadores ou a direcção). Atropela-se o bom senso,
solta-se a crueldade e a ingratidão. A comunicação social, ávida de sangue, dá
uma ajuda.
Outro caminho é o da sensatez. O de deixar a
análise do que correu mal para quem está do lado de dentro, e portanto em
melhores condições para o fazer; sabendo-se que, de fora, todo o ruído será tão
inútil quanto prejudicial, constituindo mais uma barreira ao processo de
retoma.
Estes jogadores, esta equipa técnica e estes
dirigentes deram-nos, há apenas quatro meses, o primeiro Tetra-Campeonato em
mais de um século de história. Juntaram-lhe a Taça de Portugal, e já nesta
temporada também a Supertaça – único troféu oficial até agora atribuído. Parece-me
totalmente desconexo apontar dedos a quem tantas alegrias nos proporcionou, só
por dois ou três jogos menos conseguidos.
É também de dor que se alimenta a paixão clubista. Sendo
fácil apoiar quem vence e participar nas festividades, é quando perde que a
equipa mais necessita da nossa ajuda. Não lhe voltemos as costas. VAR SIM, VAR NÃO
Há algumas semanas atrás, nestas mesmas linhas, afirmei
que introdução do Vídeo-árbitro na nova temporada poderia vir a constituir um
precioso escudo face ao clima de coacção, e até de terror, que tem sido erigido
por alguns artistas da comunicação sobre a arbitragem; ainda que, no abstracto,
não fosse entusiasta de uma alteração passível de retirar alguma fluidez ao
espectáculo futebolístico.
Não foi preciso esperar muito para que uma
intervenção do VAR, num jogo do Benfica, repusesse a verdade face a um lance
que teria sido mal ajuizado, e que lhe teria provavelmente subtraído dois
pontos.
Também não me surpreendeu que aqueles que mais
clamavam pelo Video-árbitro como solução para todos os males do futebol
português, logo viessem a terreiro protestar contra a decisão tomada a partir
das imagens televisivas, só porque ela permitiu uma vitória do Benfica. Ou
seja, para eles VAR sim, desde que utilizado em prejuízo do odiado rival.
Ouviram-se por estes dias argumentos tão espantosos
quanto ridículos. Para esta gente, as evidências são um detalhe no meio da
“verdade” que nos querem impor. Tudo serve para atacar os encarnados, e para
colocar mais pressão sobre os árbitros, de modo a que estes os prejudiquem.
Sim, sob a capa de justiceiros, é isso que pretendem: que o Benfica volte a ser
prejudicado, como foi durante décadas.
Se o VAR mantiver uma participação cirúrgica e
imparcial – como genericamente tem acontecido até aqui – em breve ouviremos
mais críticas. Talvez até queiram acabar com ele, se, também com ele, o Benfica
vier a ser campeão. A NOITE MAIS BELA DE TODAS AS NOITES
Era
quarta-feira, 3 de Setembro de 1980. Passaram 37 anos. O Benfica disputava uma
eliminatória da já extinta Taça das Taças frente aos turcos do Altay Izmir, dos
quais pouco ou nada se voltaria a ouvir falar. Da 1ª mão vinha uma igualdade a
zero.
Depois de muito insistir, lá consegui convencer o meu pai a levar-me ao jogo.
Tratava-se do
realizar de um sonho: ver com os meus próprios olhos aquelas camisolas berrantes,
numa noite europeia, em pleno Estádio da Luz, perante o clamor das bancadas repletas.
As histórias que ele me contava de tempos idos – algumas vividas ainda no Campo Grande -, e
que eu ouvia atentamente desde tenra idade, aguçaram-me o apetite para um dia poder,
também eu, presenciar ao vivo as glórias do clube que já então entrara de forma
avassaladora no meu coração e na minha vida.
Chegados ao estádio, o meu pai comprou-me uma pequena bandeira vermelha e
branca, que ainda guardo religiosamente. E lá entrei para a bancada lateral do
lado oposto ao Terceiro Anel, o que significa que o tinha, imponente, mesmo diante
de mim.
Não consigo
descrever o impacto que me causou o estádio iluminado, o bailado das estrelas
em campo, todas as cores e todos os sons que mal conseguia devorar. Nem
acreditava que estava ali, justamente no local que enchia a minha imaginação, e
que até então apenas vira em fotos de jornal.
Chalana, Humberto, Nené e César marcaram os golos. Ficou 4-0. Uma estreia
perfeita, o guião de um filme com final feliz.
Nos dias seguintes ainda me beliscava para sentir que era verdade. Dessa vez,
eu tinha mesmo lá estado.
Uma noite que
nunca esquecerei.
COMUNICAÇÃO E CONFLITO
O conflito exerce uma certa sedução sobre a natureza humana. E nos
povos latinos assume frequentemente medida desproporcionada face àquilo que o
origina. Gostamos de falar, de debater, de criticar, e temos uma comunicação
social que se aproveita disso para vender papel ou audiências – estimulando a discórdia
até níveis por vezes intoleráveis, renunciando assim à análise objectiva e
esclarecedora.
O futebol é palco privilegiado para tal, com a paixão exacerbada de
milhões de pessoas pelos seus clubes, e a correspondente repulsa face aos
emblemas rivais. Todos nós, adeptos, gostamos de uma boa discussão de bola, recorrendo
mesmo à provocaçãozinha na hora da vitória, a devolver quando as coisas
correrem mal. Mas há quem ultrapasse as fronteiras do razoável e, abusivamente,
transforme tudo em ódio, ou até em violência.
Neste caldo cultural seria absolutamente dispensável que os clubes,
eles próprios, fomentassem a conflitualidade, estimulando o que há de mais
negativo nos seus seguidores, em nome de interesses sectários, ou apenas para
protagonismo de alguns agentes.
Ora é precisamente isso que têm feito Sporting e FC Porto,
nomeadamente através dos respectivos directores de comunicação – figura que não
constava do futebol da minha infância, e que hoje, particularmente nesses dois
casos, tem uma preponderância muito para além daquilo que seria natural.
O Benfica tem adoptado uma postura de reserva e
prudência. Isso orgulha-me. Mas enquanto as autoridades competentes não tiverem
mão firme sobre quem sob os mais diversos pretextos promove a guerra, o futebol
português não terá paz.
POR MIM FECHAVA JÁ ISTO ASSIM:
Seria este o meu plantel para atacar o Penta.
A haver uma boa hipótese de mercado, abriria porventura excepção para adquirir um central acima de suspeita, com condições para assumir a titularidade imediata (Garay?).
Quanto aos mais jovens (Svilar, Buta, Pedro Pereira, Milos, Ruben Dias, João Carvalho, Chrien, Horta, Willock, Heri e Diogo Gonçalves) penso que seria útil um empréstimo, preferencialmente a clubes portugueses, para rodarem aqui por perto.
Trocar o nosso Mitro (ou o nosso Raul) por um "Gabigol" qualquer? Não me parece boa ideia.
INACEITÁVEL!
O quadro abaixo mostra o número de ausências em jogos de campeonato (desde 2015-16) de jogadores do Benfica devido a lesões.
Entretanto o médico mudou. Mas o problema mantêm-se. E não me parece que haja plantel que resista a isto. Uma vez dá, à segunda é mais difícil, à terceira parece-me impossível.
Há lesões traumáticas, lesões musculares, lesões bacterianas, lesões nas pernas, nos braços, na barriga, nas costas, nos pés, provavelmente nas unhas, jogadores que saem de campo em passo de corrida e ficam fora seis meses. Jogadores que são operados regressam e voltam a parar por mais tempo ainda, etc, etc. Uma coisa nunca vista, a roçar o ridículo. Na época passada, só Carrillo não esteve lesionado. Até parece sabotagem...
Ora com as paragens, e a falta de ritmo subsequente, a equipa vai ficando dizimada. O plantel, riquíssimo, acaba por não brilhar como devia.
Confesso que a dada altura pensei que o assunto poderia estar relacionado com as seguradoras, e poupança nos vencimentos. Com a lesão de Jonas, o melhor jogador da equipa (que quase via a carreira em risco), essa tese caiu por terra.
No último sábado, a uma defesa que já se vira privada de Ederson, Nelson Semedo e Lindelof por bons motivos, foram ainda subtraídos Júlio César, Grimaldo, e depois Jardel por lesão. Assim é impossível...
É altura de dizer basta, e apurar responsabilidades, seja elas de quem forem (médicos?, preparadores físicos?, recuperadores físicos?). Mais um ano assim, e dificilmente o Benfica alcançará o ambicionado "Penta".
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