A ESTRELINHA CONTINUA A BRILHAR

Primeiro ponto: é quase emocionante voltarmos a ver um estádio completamente cheio, algo que não acontecia há mais de um ano. Que muito em breve tal se possa estender a todo o futebol mundial.

Quanto à partida, Portugal é muito melhor do que a Hungria, e demonstrou-o ao longo de quase todo o tempo de jogo. Mas aos 84 minutos, com insistente e preocupante 0-0 no marcador, confesso que maldizia Fernando Santos. Pela constituição inicial da equipa (a insistência em William tem sido um mistério, pese embora até nem ter estado mal nesta partida), e pelas substituições que, na altura, me pareceram algo despropositadas (tirar Bernardo Silva, enfim…).
Tenho este problema com Fernando Santos: acho-o uma pessoa estimável, mas não o compreendo como técnico. Será com certeza por ignorância minha, pois o homem é campeão da Europa, e eu sou um simples curioso que gosta de mandar bitaites.
A verdade é que, ou ele é mesmo genial e vê coisas que ninguém vê (afirmar que ia ganhar o Europeu em 2016 depois daquela primeira fase miserável…Santo Deus!…), ou tem uma sorte descumunal. E neste jogo com a Hungria foi uma vez mais bafejado (ou visionário…) pois as substituições que eu maldizia (inclusive o benfiquista Rafa, de quem tanto gosto), e que, para ser franco, tacticamente continuo sem perceber, acabaram por se revelar determinantes. Rafa foi mesmo o homem do jogo (para toda a gente menos para a UEFA), com duas assistências e um penálti conquistado.De destacar o terceiro golo, que foi um verdadeiro hino ao futebol.
Tudo está bem quando acaba bem. Foi assim em 2016, e foi assim neste jogo – que acabou em apoteose, com Ronaldo a bater mais recordes e as substituições de Fernando Santos louvadas por toda a gente.
Penso que bastará um empate num dos dois jogos que faltam para garantir o apuramento. Depois…é esperar que a estrelinha continue a brilhar.
Força Portugal!

Sem comentários: