17/01/11

TANTO SOFRIMENTO...

Se os jogos tivessem apenas 45 minutos, estaríamos agora a cantar loas a mais uma exibição de gala do Benfica, justificando muito mais do que o resultado tangencial que já então se registava.
Até ao intervalo os homens de Jesus correram, jogaram, lançaram pânico perto da área estudantil, e só por uma manifesta falta de pontaria não deixaram logo ali o jogo resolvido e os três pontos garantidos. Muito por via da extraordinária exibição de Fábio Coentrão, o Benfica não só foi capaz de construir um caudal de jogo ofensivo que, em condições normais, daria para mais de um golo, como soube evitar que a Académica se aproximasse com perigo da baliza de Roberto, algo que só aconteceu uma vez em todo esse primeiro período.
Talvez por questões de ordem física (o treinador assim o disse), os encarnados não conseguiram ao longo da segunda parte matar o jogo (embora as oportunidades para tal nunca deixassem de ir aparecendo), nem segurá-lo da forma mais eficaz. Nem mesmo em vantagem numérica o Benfica afastou totalmente o fantasma de um eventual empate, que por mais de uma vez pairou no ar e nos apertados corações dos adeptos que, no estádio, ou pela televisão, assistiam à partida. Com Airton em noite infeliz, esperava-se que uma entrada de Maxi Pereira permitisse avançar Ruben Amorim e recompor o meio-campo, fechando as portas ao adversário e ao resultado. Infelizmente este último saiu tocado, e o Benfica teve de sofrer bastante até ao fim.
É compreensível que alguns jogadores se ressintam da série de jogos a elevado ritmo que têm vindo a protagonizar. Mas jogando contra dez elementos, esperar-se-ia um Benfica mais sólido, designadamente na gestão dos ritmos da partida.
O apito final soou a alívio, e garantiu por fim os pontos em disputa. A perseguição ao FC Porto continua, e a série de vitórias também (11 triunfos em 12 jogos do campeonato, 11-0 em golos em 2011).
A arbitragem foi deplorável, prejudicando ambas as equipas. Mas se o prejuízo à Académica partiu do auxiliar (Saviola marcou em fora-de-jogo), já as decisões de Elmano Santos foram quase sempre no sentido de prejudicar o Benfica, nomeadamente nas duas grandes penalidades que ficaram por marcar. Infelizmente, tratando-se de quem se trata, nada disto constitui surpresa.

5 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Um golo com duas irregularidades gritantes, (Fora de Jogo CLARO e bola na baliza com a mão) é digno de TOP-ERRO na sua classificação encarnada!

17.1.11  
Anonymous Peter said...

Antes demais acho que o JJ deve no jogo contra o olhanense fazer descansar alguns jogadores.Quanto ao jogo contra a académica o golo é de facto irregular, mas ficaram 2 penalty´s por assinalar 1 de falta sobre o Coentrão (que não veria o 1º amarelo logo não teria sido expulso) e outro mão do bischoff a centro do Salvio salvo erro.Portanto no computo geral ao contrário do que o anónimo diz o Benfica foi o maior prejudicado neste jogo apesar de ter beneficiado de 1 golo irregular.É que contra o nacional não jogam o Coentrão nem o D.Luiz.Quanto ao elmano a pergunta que se faz é como é que é possível depois da arbitragem vergonhosa do fcp-v.setúbal onde para variar o fcp foi ultra-beneficiado apita um jogo destes?

17.1.11  
Anonymous Anónimo said...

Caro Peter, só queria deixar um pequeno reparo. Posso estar enganado, mas creio que o Coentrão, devido a ter sido expulso por acumulação, não poderá jogar contra o Olhanense, podendo defrontar o Nacional. Posso estar enganado, mas creio que é esse o caso.

Cumprimentos,

João.

18.1.11  
Anonymous Peter said...

Tenho dúvidas que os castigos transitem de competição.

18.1.11  
Anonymous Anónimo said...

Caro Peter,

já não é a primeira vez que acontece isto a Coentrão esta época. No jogo contra o Rio Ave (5-2 para o SLB), Coentrão leva amarelo (5º no campeonato) e é expulso por acumulação de amarelos. Limpa o castigo para a Taça da Liga contra o Marítimo e volta a ficar com 4 amarelos para a Liga Sagres. Penso que se aplica o mesmo nesta situação, ainda mais porque o jogo contra o Olhanense também é para a Taça da Liga.

Cumprimentos,

João.

19.1.11  

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