QUEM QUER A GUERRA
Não é preciso ser muito inteligente para perceber quem quer, e alimenta, a guerra no futebol português. Não precisavam era de confessar de forma tão clara, para mais em vésperas de Natal.
Dirão os adeptos do FC Porto e do Sporting, convencidos daquela que julgam ser a sua verdade: então deixávamos abafar o caso?
Não necessariamente. Se julgam ter razões de queixa, apresentem-nas às autoridades judiciais e desportivas (o que penso já ter sido feito). A seu tempo a justiça dirá sem têm ou não razão (eu penso que não, eles pensarão que sim). Tudo o resto (leitura de mails privados na tv, tweets ofensivos e discursos inflamados) apenas serve para alimentar o folclore mediático, desviar atenções de fracassos desportivos, e fomentar a conflitualidade.
...É FAZER AS CONTAS
Qualquer outra coisa será aldrabar a história. Espera-se que o bom senso prevaleça face à notória mitomania de alguns.
PONTUAÇÃO À ALTURA
Olhando para a pontuação do Benfica à 15ª jornada nos últimos 30 anos, esta temporada está perfeitamente à altura de um campeão. Nesses 30 campeonatos, só em 5 deles os encarnados tinham mais pontos do que hoje - mesmo considerando, para facilitar, 3 pontos por vitória em todas as edições da prova.
Curiosamente, duas dessas performances não acabaram bem. Em 11-12 e em 12-13 o Benfica, então de Jorge Jesus, não alcançou o título. Pelo contrário, em 88-89, 93-94, 04-05, 09-10, 13-14 e 15-16, tudo acabou em festa mesmo que, à 15ª jornada, a pontuação fosse igual ou menor do que a de agora.
A estatística vale o que vale, e nada como um "dérbi" para pôr tudo no devido lugar.
AGORA É PARA GANHAR!
Paciência...
Não se pode ir ao Jamor todos os anos. E uma derrota em Vila do Conde, num prolongamento, a jogar com dez, e com a equipa descaracterizada pelas substituições feitas pouco antes dos 90 minutos, não deslustra ninguém - sobretudo se concedida com luta e uma exibição digna.
Agora não há desculpas para falhar no que resta. Até dou de barato também a Taça da Liga (se pingar, melhor). Mas no Campeonato...no Campeonato.....Nada pode falhar!
Este é o calendário do que falta: 20 jogos, precisamente 20 jogos.
Com terreno livre, e a jogar de semana a semana, tudo o que seja menos de 18 vitórias será curto.
Venham os reforços rapidamente, pois nada, mas mesmo nada, pode falhar. E o mês de Janeiro já é a doer.
AGORA QUERO VER OS MAILS DO FC PORTO E DO SPORTING
...então sim, perante dados comparados sobre as práticas comuns dos grandes clubes portugueses, e respectivas formas de lobbyng, poderíamos fazer juízos de valor.
Do Benfica já se sabe tudo. Agora, que se saiba dos outros.
Do Benfica já se sabe tudo. Agora, que se saiba dos outros.
Até lá, resta apenas um crime informático. E a certeza de que, se após tantos milhares de GB de mails pirateados apenas conseguem apresentar umas trocas e baldrocas entre Pedro Guerra e os seus amigos, então muito bem cotado está o Benfica na escala das instituições portuguesas quanto à seriedade com que defende os seus interesses nos bastidores.
Por mim, tudo isto revolta-me, porque é injusto. Como me revolta qualquer crime. Mas reforça a minha confiança nos dirigentes do Benfica, pois fica à vista de todos (com este strip-tease forçado) que não fizeram nada que outros não façam (ou já fizeram...). Tenho a certeza de que, mesmo no futebol (já nem vou à política), há coisas muito mais graves do que os comentários do Pedro Guerra sobre árbitros, pedidos de bilhetes para jogos, ou informações sobre reuniões.
UM DRAGÃO DE OURO PARA O HACKER DE PARANHOS
Se há quem merece um Dragão de Ouro é ele.
Ou será que o Jota Marques dividiu o prémio, como dividiu os mails pirateados? Ou foi Lima quem os dividiu com o director de comunicação do FC Porto?
Interesse público tinha, já agora, saber quem dividiu o quê com quem, e como. E também, não haver cybercriminosos, ou cúmplices, a poluir jornais e revistas.
Por mim, a revista Sábado, enquanto este indivíduo constar na direcção, não entra lá em casa.
PARA ATACAR O PENTA
Ao que se diz, Rui Vitória pretende ter apenas 24 jogadores para o resto da temporada, tendo em conta o afastamento das competições europeias.
Fosse eu a escolhê-los, e seriam os constantes da figura acima. As duas incógnitas correspondem às duas contratações que, a meu ver, são necessárias (preferencialmente jogadores acima de suspeita para entrar, "de caras" na equipa titular). Trata-se de um lateral-direito (por exemplo, Cancelo ou similar), e um defesa-central (por exemplo Garay ou similar). Convinha serem rápidas, até porque o mês de Janeiro é exigente, com um Benfica-Sporting e um Braga-Benfica, entre outros compromissos importantes.
Em sentido contrário, 11 dispensas (empréstimos, vendas, ofertas, ou equipa B, conforme os casos): Pedro Pereira, Douglas, Lisandro Lopez, Kalaica, Marcelo Hermes, Filipe Augusto, Martin Chrien, Keaton Parks, Chris Willock, Ola John e Gabriel Barbosa.
MISTÉRIO
Acima, o registo desde que chegou até 12 de Setembro, ou seja, em dois meses. 9 golos! Um registo de respeito, e à altura de quem vinha substituir Mitroglou.
Daí para cá, nos três meses seguintes,... apenas um golo ao Aves. O que se passou? Que mistério esconde o avançado suíço?
COMO SE FOSSEM FACTOS
Não sou velho, mas ainda me lembro de saudosos
tempos em que os protagonistas do futebol eram os jogadores e os treinadores. No
desporto que me foi apresentado em criança, e pelo qual me apaixonei, julgo que
não existiam directores de comunicação. Pelo menos não dei por eles, nem senti
a falta.
O mundo mudou, e reconheço que a função se tornou necessária.
Em entidades de grande dimensão, a harmonização do discurso institucional
carece hoje de especialistas que ajudem a passar a mensagem sem ruídos ou
equívocos interpretativos.
É absurdo, porém, que sejam eles a substituir-se
aos grandes protagonistas, e a transformar-se em figuras em torno das quais aquilo
que se passa no terreno de jogo quase pareça assunto menor.
Não será difícil identificar exemplos disto mesmo no
futebol português, como também é fácil perceber as consequências nefastas que
tal inevitavelmente traz, ou já trouxe, a uma indústria que precisa de tudo
menos de chicos-espertos a debitar parvoíces como se fossem factos, lançando
lama sobre êxitos alheios com o intuito de esconder fracassos próprios - como
se não tivéssemos visto os jogos, ou como se os títulos tivessem sido
atribuídos por mail, ou por edital afixado na Rua da Constituição.
Infelizmente, a culpa não é só deles. Toda uma
comunicação social decrépita e em busca desesperada de uma polémica diária que,
à custa de sangue, lhe sustente a audiência, tem de ser responsabilizada na
mesma medida.
Inacreditável a polémica gerada em torno da arbitragem do clássico, que com um ou outro erro, foi perfeitamente normal. Mas...a normalidade é um luxo que já não é permitido no futebol português de hoje em dia. O ódio é tanto, que não o permite. Sempre que o Benfica conseguir um resultado positivo, sabemos com o que contar. Sempre que for campeão, irão inventar algo para desviar as atenções e dar argumentação aos mais fanatizados nas discussões de café. Assim foi em 2005 (Estoril), em 2010 (Túnel), em 2014 (Colinho), em 2015 (Já nem me lembro o quê), em 2016 (Vouchers), em 2017 (Salazar). Assim será em 2018 (Mails) ou em qualquer ano futuro em que o Benfica vier a ser Campeão ou a conquistar algo importante. A conclusão está sempre tomada à partida ("foi beneficiado"). Resta construir uma narrativa que possa criar os sound-bytes necessários para fazer o seu caminho nos media.
Já não há limites. Ou por outra, o limite será o choque frontal contra a parede, em direcção à qual o nosso futebol parece estar a caminhar.
Por mim, ainda vou gostando do jogo. Mas, à semelhança de uma crescente maioria silenciosa, acho cada vez mais nauseabundo tudo o que é dito e escrito em seu redor.
O que nos vai valendo é que eles não metem bolas nas
balizas. E por muito que lhes custe, cá nos mantemos firmes, na luta pelo
Penta.
Vamos ler de novo: P-E-N-T-A! JÁ NINGUÉM LHES LIGA
Quer continuem a ladrar para adepto ouvir e para comunicação social citar e encher chouriços, quer decidam calar-se (o que não podem fazer, pois colocavam o emprego em risco), o que é certo é que do lado de cá já ninguém lhes liga. Na verdade, rimo-nos deles. São caricaturas apalhaçadas do pior que o futebol português tem ou teve.
A estratégia até foi bem planeada na tal reunião secreta, valeu o prémio de ouro (os meus parabéns), mas acabou. Esgotou-se. Finito. Adeus.
Preocupem-se com outras coisas (comissões e falcatruas a sul, insolvências e falcatruas a norte). No Benfica a preocupação é a luta pelo Penta. Leiam outra vez, todos comigo: P-E-N-T-A!
TUDO DE BOM, IMPERADOR!
Soube chegar. Soube estar e ganhar. Soube sair. Sempre com a máxima dignidade.
Obrigado Imperador! O teu contributo nunca será esquecido.
E APESAR DE TUDO...
À 12ª jornada, em três anos de Rui Vitória, esta temporada apresenta o melhor registo (muito idêntico ao anterior, com vantagem nos golos; e consideravelmente superior ao de 2015-16). As outras duas acabaram no Marquês. Como terminará esta?
O SENHOR 101
Impressionante!
O melhor jogador do Benfica deste século!
O terceiro de sempre na média de golos por época!
Um luxo!
O melhor jogador do Benfica deste século!
O terceiro de sempre na média de golos por época!
Um luxo!
INFLEXÃO?
O que está escrito atrás, escrito está. E não será um jogo bem
conseguido a alterar uma opinião construída ao longo dos últimos meses.
Deus queira que os jogos bem conseguidos venham para ficar, e me
obriguem a engolir tudo o que disse antes. Ninguém mais do que eu ficaria
satisfeito com isso. Adoro ver o meu pessimismo desmentido por circunstâncias
positivas, e quando toca a paixões, ainda mais.
Se fosse necessário escrever artigos duros para a equipa ganhar, se
houvesse algum nexo de causalidade entre uma coisa e outra, certamente teriam
aqui veneno todas as semanas.
Faz agora sensivelmente dois anos, escrevi um artigo muito crítico
para com Rui Vitória, então acabado de chegar ao clube – com a entrada em falso
de que todos se recordam. A dada altura percebi que esse texto perdera
actualidade e pertinência. E achei melhor retirá-lo, num sinal de união que era
necessário dar. A equipa arrancou para uma série de 25 vitórias em 26 jogos,
bateu o recorde de pontos, e sagrou-se tri-campeã, naquele que foi,
provavelmente, o título mais saboroso da minha vida.
O que eu gostava de ver o caso repetido…
Posto isto, direi que o jogo de ontem correu demasiado bem para tirar
grandes conclusões. O adversário, que só ainda venceu dois jogos neste
campeonato, e que já chegava desfalcado, cedo ficou reduzido a dez, viu saírem dois
jogadores lesionados, e cometeu erros próprios de uma equipa cheia de problemas
internos. O Benfica marcou a abrir o jogo, a fechar a primeira parte, a abrir a
segunda, e nos descontos. Quase tudo saiu bem, e, diga-se em nome da justiça, os
encarnados também fizeram por isso.
Se alguma coisa ficou demonstrada foi a clara vontade dos jogadores do
Benfica em darem resposta a uma situação menos positiva. Viu-se vivacidade,
empenho e, a dada altura, até alegria. Grandes golos, grandes exibições
individuais, e muitas promessas para as próximas jornadas, e em particular,
para a próxima jornada.
O onze base, por agora, terá de ser aquele. Diogo Gonçalves ainda não
tem a maturidade de Cervi, e na baliza Bruno Varela merece mais uma
oportunidade. Na defesa, um Jardel normal oferece garantias. E no meio,
Krovinovic é indispensável (como bem se viu ontem, e também em…Moscovo).
Na sexta-feira sim, um teste a doer. Com um resultado positivo prometo
desde já apagar o post anterior a este. É daqueles jogos que podem virar uma
temporada do avesso. Oxalá aconteça.
A FRIO E DE FRENTE
Antes de mais, e antes que alguém faça o reparo, digo desde já que a direcção do
Benfica têm também algumas responsabilidades na época deplorável que a
respectiva equipa de futebol está a realizar. Impulsionado pela necessidade de controlar
os gastos, terá havido algum optimismo quanto à substituição dos jogadores
a transferir (e excepto Mitroglou, nada havia a fazer para evitar as vendas),
designadamente quanto à condição física de Júlio César (que se pensava poder
assegurar, por um ano que fosse, a baliza órfã de Ederson), quanto ao estado de
forma de Jardel (que só por lesão havia saído da equipa e, na falta de
Lindelof, parecia poder regressar em grande à titularidade), quanto à qualidade
técnica de André Almeida (que chegou a sentar Nélson Semedo no banco durante
meses) ou quanto à eficácia de Seferovic (que na pré-época, e até ao fecho do
mercado, com oito golos anotados até dia 19 de Agosto, parecia permitir a
libertação de Mitroglou, cujo salário seria porventura mais elevado). Quem de
nós, na altura, com os dados de então, confrontado com a necessidade de
decidir, não seria levado a pensar da mesma forma? Eu desde já me acuso: teria feito praticamente o mesmo, talvez com a excepção do caso dos pontas-de-lança. Passados alguns meses,
percebe-se que as coisas não funcionaram como se esperava, e o próprio Luís
Filipe Vieira já reconheceu, em entrevista televisiva, que nem tudo correu bem
na preparação da temporada.
Dito isto, há que perceber que, mesmo com todas as condicionantes
referidas, ou mesmo erros cometidos, o Benfica tem, ainda assim, um plantel fortíssimo, com múltiplas
opções em quase todos os sectores do terreno, sobretudo do meio-campo para
diante, o que choca frontalmente com a total ineficácia goleadora revelada, por
exemplo, nesta fase de grupos da Liga dos Campeões, e com a confrangedora
prestação da equipa no plano colectivo – no qual não se vislumbra qualquer
dinâmica de jogo, quase parecendo não existir treino táctico.
Vamos então ao plantel.
Na baliza, juntamente com o referido Júlio César, estão dois jovens
promissores, Svilar (presumivelmente um dos melhores do mundo a breve trecho) e
Bruno Varela (que ontem demonstrou não ser tão mau como um erro, apenas um
erro, havia indiciado, e tinha sido suficiente para sumariamente o retirar do
onze).
Na defesa, André Almeida, Jardel, Luisão e Eliseu constituíram o
quarteto campeão de há duas épocas. Mais tarde, o excelente Gimaldo impôs-se na ala
esquerda. Ruben Nunes apareceu já nesta temporada, e justificou a aposta.
Lisandro, não sendo uma estrela, parece-me um suplente credível, e opção
válida para a maioria dos jogos domésticos. Ainda assim, como disse logo no
início, creio que o lado direito e o eixo central poderiam, e deveriam, ter sido melhor acautelados.
Sabe-se que houve sondagens por João Cancelo e Garay. Provavelmente, a necessidade
de contenção de despesa afastou essas duas hipóteses.
No meio-campo há opções para todos os gostos. Nem é preciso falar de
Filipe Augusto (que também não é tão mau como se diz), de jovens promessas da equipa B
(Florentino ou Gedson), ou de emprestados (como André Horta, Pedro Rodrigues,
Cristante, Talisca ou Carrillo). Fejsa, Samaris, Pizzi e Krovinovic são opções mais
do que suficientes para a zona central, ao passo que Salvio, Zivkovic, Cervi,
Rafa e o entretanto promovido Diogo Gonçalves, assegurariam as alas de qualquer
candidato ao título nacional, ou a uma passagem da fase de grupos europeia, fazendo mesmo inveja aos principais rivais.
No ataque, Jonas, a grande estrela da equipa, manteve-se no plantel. Raul Jimenez também,
além da entrada de Seferovic, que acabou por ser argumento para colmatar a saída de Mitroglou. Pode
questionar-se a diferença de características técnico-tácticas entre aquele que
entrou e aquele que saiu. Mas um trio onde estão o melhor jogador da Liga
Portuguesa, e os pontas-de-lança titulares da selecção mexicana e suíça, além de
um jovem internacional brasileiro (Gabigol) à procura de regeneração, é mais do que suficiente para os objectivos de um clube como o Benfica.
Resumindo, o plantel é forte, e tinha obrigação de render muito mais
do que aquilo que se vê em campo. O problema do Benfica não é, pois, um problema de
clube, nem de opções estratégicas, mas sim exclusivamente de equipa, e de qualidade de jogo.
Acresce que não é de agora. Já na fase final da temporada passada o futebol
colectivo do Benfica era medíocre. Recordo, por exemplo, o duplo confronto com
o Estoril (campeonato e taça), ou a vitória sofrida em Moreira de Cónegos, para
não ir aos apagões de Nápoles, Dortmund, segunda parte de Istambul, ou à estranha primeira parte
com o Boavista. As prestações em Setúbal e na Madeira foram miseráveis, tal
como o jogo do Algarve com o Moreirense, estas últimas sublinhadas com derrotas
comprometedoras.
Se verificarmos com atenção, sobretudo na segunda metade da temporada
passada, foram mais as exibições paupérrimas do que as minimamente convincentes.
Salvaram-se os jogos com o Vitória de Guimarães, e como a última imagem é a que
prevalece, tudo o que ficou para trás foi mais ou menos esquecido. E se há
dúvidas face ao plantel actual, esse tinha Ederson, Semedo, Lindelof e
Mitroglou, e até certa altura até Gonçalo Guedes.
Intrigante também é a desvalorização futebolística de activos como Rafa, Raul Jimenez, Zivkovic, Samaris, Cervi, Seferovic, para não ir aos próprios André Almeida, Jardel e Lisandro. Todos eles deixam a sensação de que poderiam render muitíssimo mais com outro treinador. De todos fica a sensação de não aprenderem nada, e de andarem algo perdidos e entregues a si próprios dentro do campo. Já na época passada era gritante a diferença, por exemplo, do Carrillo de Jorge Jesus, para o Carrillo de Rui Vitória.
A falta de oportunidades dadas a João Carvalho é outro enigma. Agora até Keaton Parks foi chamado, o que é quase uma provocação ao jovem português. Zivkovic saiu da equipa depois de uma excelente exibição. Cervi idem. Seferovic foi para o banco no dia em que jogava no seu país. Krovinovic não foi inscrito. Enfim...também no plano das escolhas, o critério, ou não abunda, ou não é minimamente entendível. E quando não se entende um critério, e os resultados são maus, o que sobra?
Aliás, podemos estar já numa fase em que o treinador tenha perdido irremediavelmente o grupo - que aparentemente já não acredita nas suas ideias.
Aliás, podemos estar já numa fase em que o treinador tenha perdido irremediavelmente o grupo - que aparentemente já não acredita nas suas ideias.
A olho nu não vislumbro qualquer falta de empenho de qualquer profissional. Os jogadores correm,
lutam, mas na maioria das vezes não sabem como o fazer, ou o que fazer com a
bola. Quando as individualidades resolvem (e no campeonato, felizmente, isso
tem acontecido muitas vezes, sobretudo com Jonas), o assunto é abafado. Quando tal não acontece, ou
quando os adversários assim não o permitem, a ausência de uma ideia de jogo é
confrangedora, os desequilíbrios colectivos assustadores, e globalmente as
exibições tornam-se absolutamente deploráveis.
Muitas vezes o Benfica até entra bem nas partidas (Bessa e Funchal,
por exemplo), mas ao mais pequeno revés fica sem capacidade de reacção, e sem
argumentos tácticos para recolocar o jogo a seu favor, mostrando uma
fragilidade imprópria para uma equipa grande.
O discurso do treinador é bonito, mas repetitivo, desculpabilizante e
redondo, sem nunca verdadeiramente falar do jogo em si, e sem nunca justificar
porque joga o Benfica tão mau futebol – algo que se está a transformar numa
regra.
Enfim. É muita coisa. Às quais podemos juntar o péssimo início de
época de 2015-16, que miraculosamente acabou em título – talvez mais por
intervenção divina (Bryan Ruiz, Jonas-Bessa, Ederson-Arnold etc), ou, pelo menos, por força psicológica face ao que se passara no defeso, do que por obra de um
treinador que não trazia grande currículo, e no Benfica raramente se mostrou
acima da mediocridade.
Não me perguntem quem quero para treinar o Benfica. Tenho alguma prudência em defender desde já, categoricamente, o despedimento de Rui Vitória,
precisamente porque não vejo muitas alternativas que me satisfaçam (Mourinho,
Jardim e Marco são inacessíveis, outros portugueses são demasiado inexperientes,
e um estrangeiro, não podendo ser Guardiola ou Ancelotti, é sempre um tiro no
escuro). Mas já não tenho dúvidas em identificar, e personalizar, o problema do
futebol do Benfica. Só não vê quem não quer.
Lamento que venha a ser necessária uma derrota no Dragão, e, quem sabe, uma eliminação da Taça de Portugal, e mesmo da Taça da Liga (a juntar ao fracasso europeu),
para esta evidência se tornar universal.Mas, infelizmente, parece-me ser isso que nos espera.
BASTA!
Farto de ver jogadores a arrastarem-se em campo sem saber que fazer.
Farto de ver talento a regredir.
Falto de ver equívocos tácticos.
Farto de ver incapacidade para mexer com os jogos.
Farto de lesões mal explicadas.
A sorte não dura sempre, e as individualidades vão ficando gastas.
O Penta ainda é possível, mas só com mudanças drásticas, ou... com uma mudança drástica.
O Benfica tem de estar acima de amizades, e até da gratidão.
As lideranças esgotam-se. E o tempo de Rui Vitória passou.
CALCULADORA DE MÃO
Hipótese única:
Ganhar em Moscovo e golear o Basileia por 6-0 (5-0 se a vitória em Moscovo for por mais de um golo de diferença), e o Manchester United ganhar ambos os jogos (na Suíça e em casa com o Cska).
Não ganhando em Moscovo, o Benfica fica afastado de ambas as competições europeias. Mas as vitórias não são todas iguais. Veremos as várias hipóteses.
Hipótese A: CSKA-BENFICA, 0-1
A1: BASILEIA-M.UNITED (1X) Benfica eliminado.
A2: BASILEIA-M.UNITED (2) Ganhar ao Basileia na Luz por 6-0, ou por 4-0 se Cska perder em Manchester.
Hipótese B: CSKA-BENFICA, 1-2
B1: BASILEIA-M.UNITED (1X) Ganhar ao Basileia na Luz por 3-0 e Cska perder em Manchester.
B2: BASILEIA-M.UNITED (2) Ganhar ao Basileia na Luz por 6-0, ou 4-0 se Cska perder em Manchester.
Hipótese C: CSKA-BENFICA, 0-2
C1: BASILEIA-M.UNITED (1X) Ganhar ao Basileia na Luz por qualquer resultado e Cska perder em Manchester.
C2: BASILEIA-M.UNITED (2) Ganhar ao Basileia na Luz por 5-0, ou ganhar por 2-0 e Cska perder em Manchester.
Hipótese D: CSKA-BENFICA, 0-3 (ou maior diferença)
C1: BASILEIA-M.UNITED (1X) Ganhar ao Basileia na Luz por qualquer resultado e Cska perder em Manchester.
C2: BASILEIA-M.UNITED (2) Ganhar ao Basileia na Luz por 5-0, ou ganhar por qualquer resultado e Cska perder em Manchester.
Resumindo, há que ganhar em Moscovo pelo menos por 2 golos.
Jornada ideal: Ganhar por 0-2 em Moscovo, e Basileia ganhar ao Manchester. Na última jornada o Benfica defrontava um Basileia já apurado, e, esquecendo goleadas bastar-lhe-ia vencer por qualquer diferença para alcançar a Liga Europa (desde que Manchester vencesse Cska em Old Trafford).
TAMBÉM JÁ VÃO SENDO ALGUNS...
2013-14
2014-15
2015-16
2016-17
Imaginem mais um.O que sentirá o J.Marques?
E Pinto da Costa, que nunca esteve tanto tempo sem ganhar?
É esta a razão.
Percebem?
SÃO MUITOS, NÃO SÃO?
2002-03
2003-04
2004-05
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O que sentirão eles?E se for mais um? E outro? E outro?
Que pequenez!
Será esta a razão de tanto ódio?
O ADEUS DE UM SENHOR
Três imagens ficam da noite da histórica eliminação italiana. Primeiro, Buffon aplaudindo o hino sueco quando todo o estádio o assobiava. Segundo, e enquanto os seus colegas se espalhavam pelo chão em lágrimas, o guarda-redes italiano, como grande senhor, dirigia-se aos adversários felicitando-os, um a um, pelo apuramento. Depois, foi a sua vez de não conter as lágrimas, numa flash interview que quase fez chorar também os espectadores, mesmo os mais isentos.
Gigi não merecia que o seu último jogo internacional fosse um dos mais negros da história da selecção transalpina, que ao longo de tantos anos ajudou a brilhar e a vencer.
Fica a memória de um dos melhores guarda-redes de todos os tempos. E de um homem que, manifestamente, merecia estar no Mundial russo.
DISPIACE
Nunca vi um Mundial sem a Itália,e duvido que algum dos leitores se lembre de tal coisa. Seria preciso recuar até 1958, quando Pelé dava os primeiros passos na história do futebol.
Mas, mesmo sendo vítima de um certo anacronismo geográfico da FIFA, que coloca na fase final o Panamá, a Arábia Saudita, a Costa Rica, o Irão e a Tunísia, deixando de fora Holanda, Itália, Turquia, Chile ou Grécia, a verdade é que esta "Squadra Azurra" tem muito pouco que a recomende.
Por exemplo, o seleccionador, aos 68 anos, nunca conquistou um título, nem sequer chegou a disputar uma Liga dos Campeões de clubes, ou fase final de qualquer competição de selecções. E tirando o eixo central da defesa, Buffon, Chiellini e Bonucci, mais ninguém na equipa tem verdadeira dimensão internacional.
Que saudades dos tempos de Zoff, Tardelli, Rossi ou Bettega, e mais tarde de Del Piero, Pirlo, Inzaghi, Totti ou Gattuso. Mas os calendários não voltam para trás, e os italianos terão muito que reflectir sobre o momento actual do seu futebol - que se repercute igualmente em muitos dos seus principais clubes (desde logo o grande AC Milan).
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