UM SANTO, COMO É ÓBVIO

Os casos são recorrentes: acontece racismo sempre que apetece ao menino. 
Provoca espectadores e adversários (neste caso, de forma completamente gratuita), e depois, coitadinho, vitimiza-se, fazendo valer a cor da sua pele - contando para isso com um caldo cultural que favorece a presunção de culpabilidade neste tipo de situações, e com a dimensão planetária do clube que representa. Até Infantino, que tem passado os últimos meses a lamber as botas de Donald Trump (um exemplo de valores, de virtude e de humanismo, como sabemos) para proteger o seu negócio, veio pronunciar-se. Fosse a alegada vítima Leandro Barreiro ou Lukebakio, e gostava de saber o que toda esta gente dizia, se é que diriam alguma coisa.
Quando acontecia em quase todos os estádios de Espanha, era lá com eles, embora os anos que levo disto me façam perceber que, se os episódios envolvem sempre o mesmo protagonista, por algum motivo é.
Desta vez foi à minha frente. Vi, indignado, ultrajado, Vinicius a gesticular, a deitar a língua de fora, a provocar ostensivamente os adeptos do Benfica, a rir-se deles, sem que antes estes lhe tenham dirigido qualquer tipo de comunicação verbal ou não verbal. Não me recordo de outro futebolista profissional fazer algo sequer semelhante, nem na Luz, nem em nenhum outro estádio.
Não sei o que disse Prestianni, que, mal ou bem, com maior ou menor voluntarismo, saiu em defesa da honra e da dignidade da casa. Sei o que fez Vinicius. E o que fez Vinicius é de alguem que não tem dimensão mental, nem moral, nem ética, para estar no desporto de alta competição. É próprio de um arruaceiro, de um imbecil, de um crápula. Um monte de qualquer coisa, que não passa além do nível dos pés. Que não sabe onde está, nem o que representa. Provavelmente acabará a carreira sem nunca o saber, porque a inteligência não lhe dá para mais.
Quanto vale a palavra de um homem destes? Zero, como é evidente. Tanto, já agora, quanto a do presidente da mafiosa FIFA.

21 comentários:

Anónimo disse...

Ele não é santo nenhum mas isso não vai valer de nada contra o processo que a UEFA está a averiguar

LF disse...

Temo que tenhas razão. Mas isso não me impede de dizer o que vi, com os meus próprios olhos, a uns quantos metros de distância.

Anónimo disse...

Muito bem, Luís

Anti Amélias

Anónimo disse...

Este assunto é daqueles em que concordo a 100% com o Luís Fialho.

RN disse...

Tudo isto me incomoda muito. Para quem ama o futebol, vê-lo sob o controlo de verdadeiras máfias provoca dor e quase mata a paixão. Infelizmente, é assim que funciona a sociedade com respeito a tudo que envolva muito poder e dinheiro.
Devo dizer também que testemunhar a total incapacidade ou falta de interesse da direção em defender o clube é algo que me deixa bastante zangado. A comunicação do Benfica é uma total desgraça, anda totalmente perdida e/ou ausente. Há quem o acuse de ter tachos no clube, caro LF, mas aí está um "tacho" que eu não me importava nada de lhe dar.

Anónimo disse...

Caro LF,

esta novela entre o burro e o presto só está a servir para branquear a arbitragem habilidosa do sr franciú!
Fomos roubados, mais uma vez. E já não chegava cá dentro no burgo.......

#UmSLBnaInvicta

Anónimo disse...

Sobre o Vinicius não vale a pena dizer muito mais. O LF já disse tudo.

Mas como disse o comentador anterior, o Prestianni é burro. O Benfica tem um problema por causa deste miúdo, um eventual castigo, e com este miúdo, que tem tendência para a asneira e para ver cartões por indisciplina. É um miúdo com talento, mas está longe de ser um indiscutível. Ou o rapaz melhora o aspecto disciplinar ou acabará por ter de sair, porque a produção ofensiva não compensa as caldeiradas em que se mete.

Também deixo uma crítica, que não é nova, ao Otamendi. Independentemente de ser o mais velho, do seu percurso no futebol e de eventualmente ser uma referência no balneário, não tem o perfil desejável para capitão. O capitão tem de ser um gajo com sangue frio e cabeça, não pode ser ele próprio um provocador. Um capitão a sério teria controlado o Prestianni e restantes jogadores, não ir juntar-se às picardias com o Vinicius.

Anónimo disse...

Também reconheço que não concordo em nada com o que o Fialho escreve aqui mas neste assunto concordo em absoluto

Anónimo disse...

Sim, um gajo tipo Hjulmand, ou mesmo um Maxi Araújo.

Ou então um Luisão ou Paulo Madeira.

Como o Bruno Alves, ou o Paulinho Santos também podia ser, só que não podemos ter jogadores com esse perfil, pelo menos em campo.

Anónimo disse...

O que estranho é que, com tanto jogador para ser insultado, haja tantos que se dediquem a insultar este senhor. Que falta de originalidade.

Anónimo disse...

Uma certeza: nunca sabermos o que prestianni disse com a boca tapada pela camisola.
Mas não ficou escondido a provação de Vinicius depois do golo e toda a figura triste e desrespeitosa que teve

Anónimo disse...

Ah e já agora: duas expulsões perdoadas ao real Madrid

carlos disse...

O Vinicius pôs-se a jeito, aliás não é a primeira vez que este gajo arranja estes caldinhos.

Anónimo disse...

Valverde por agressão a Dahl e Vinicius pela falta perigosíssima sobre o Rios.
E o Camavinga, se fosse de outro clube, que não o Sporting, claro, naquele lance com o Barreiro...

Anónimo disse...

Uma coisa poderemos ver, com 50% de hipóteses, caso o Benfica seja realmente eliminado - todos os hipócritas do futebol português poderão aplaudir novamente o Vinicius em Alvalade, incluindo o Maxi Araújo.

Anónimo disse...

Tirando o Luisão, esses não me servem. No meu tempo, porque não me lembro dos anteriores, os grandes capitães foram o Humberto, o Toni, o Shéu, o Bento, o Veloso. Não eram nenhuns santos, mas em geral sabiam gerir as emoções. E houve outros jogadores com perfil de capitão que não eram oficialmente, como o Preudhomme por exemplo.

Os clubes hoje em dia já não têm referências, Foi no tempo do Damásio que se tirou pela primeira vez a escolha dos capitães das mãos dos jogadores. O Otamendi foi inicialmente escolhido pelo Jorge Jesus.

Mas um capitão não pode ser só um jogador de referência, nem apenas um líder de balneário. Tem de ser um exemplo e um elemento estabilizador, dentro e fora do campo. Aursnes tem algumas características de capitão, mesmo não sendo o líder mais óbvio ou espalhafatoso. Ser capitão do Benfica tinha significado.

Otamendi é experiente, tem currículo, dá tudo em campo, e só os colegas é que podem dizer se o vêem como o seu líder. Mas para mim um capitão do Benfica não deve ser um mero chefe de bando. Não me passa pela cabeça ver, por exemplo, um capitão metido em picardias de redes sociais. Para mim, Otamendi não passa tranquilidade aos colegas, nem é exemplo dentro ou fora do campo.

Isto não quer dizer que haja melhor para capitanear a equipa. Por exemplo, Rafa a capitão só mesmo por prémio de carreira.

Anónimo disse...

O nosso capitão devia ser Aursnes.

Um senhor. E um líder.

Papa Anónimos disse...

Só uma pessoa sabe o que lhe chamou, mas também não é menos verdade que houve gente que se comportou de forma bem reles, imitando macacos e lançando objetos para o relvado.
O Prestiani não mostrou inteligência para lhe responder ofensivamente para cair numa armadilha.

Benfiquista disse...

Também incrível é o tartaruga ninja, o mbappé, dizer que ouviu aquilo 5x. Como é possível estando tão longe deles no momento? Ouvir uma, até acredito se tivesse ali ao lado deles. Ouvir 5, quando o vinicius foi logo a correr para o árbitro fazer as queixinhas....só pode ser treta.
Vinicius e mbappé são ambos excelentes jogadores, mas nota-se que o nível de carisma é zero quando comparados com outras estrelas deste desporto corrupto....e se precisam dos árbitros amigos para eliminar o benfica, só demonstra que esta equipa do real desde a saída de alguns veteranos está a passar uma fase de transição que não me parece ter condições para ganhar a outras grandes equipas na LC. Se não houver ajudas, algo que infelizmente têm, o normal vai ser passarem alguns anos de seca europeia e talvez até nacional, que o barça, que são outros ajudados e também já não têm aquela equipa fabulosa de há 10-15 anos, mesmo assim parecem-me melhores...

Anónimo disse...

O Prestianni é burro e em 66.000 espectadores também deve haver muitas pessoas reles.

Dentro do campo também houve um reles que começou tudo que foi o Vinicius. Quem se porta de forma reles aos meus olhos perde moral para se dizer vítima de racismo. Há verdadeiras vítimas de racismo, e depois há os que se vitimizam como o menino Vinicius. Se metemos tudo no mesmo saco as coisas deixam de ter significado.

Macaco é quem faz macacadas. Fez macacadas quem quis, das bancada à vítima do costume.
O Real tinha muitos jogadores negros e mulatos e ninguém os assobiou nem lhes fez barulhos de macaco, só ao Vinicius, que enfiou a carapuça até ao pescoço.

Há brancos e pretos reles, e brancos e pretos macacos. O Eusébio era um senhor, o Vinicius é um macaco.

Anónimo disse...

Naturalmente queria dizer que havia brancos e pretos decentes, e pretos e brancos reles/macacos.