SE NÃO HOUVESSE BALIZAS...

Fosse o futebol um jogo sem balizas, como a patinagem artística, com pontuação pelo estilo, e o Benfica não tinha perdido em Turim. Dominou durante largos períodos, trocou bem a bola, correu, lutou por vezes bravamente, e até entrar na área fez quase tudo bem. Aliás, como já acontecera no Dragão. 
Porém, no futebol os resultados conseguem-se com golos. De nenhuma outra forma. Com os que se marcam e com os que se evitam. Veja-se o caso do Sporting-PSG. E se os encarnados continuam a pecar na defesa da sua área, muitas vezes por desconcentrações individuais - o que não é de hoje -, na área adversária quase chegam a parecer ter medo de rematar e de marcar.
É claro que Pavlidis (em óbvia crise de confiança, o que é particularmente dramático num goleador), que já tinha sido o rosto de um falhanço inacreditável nos momentos finais do jogo da Taça, e voltou a fazer-se notar pela forma desastrada (o grego merece que sejamos simpáticos) como bateu um penálti - que, naquela altura ainda podia trazer alguma esperança -, é o foco mais visível da ineficácia encarnada. Mas o problema não é apenas, nem principalmente, o melhor marcador da Liga Portuguesa. Gente como Schjelderup,  Prestianni, Dedic, Sudakov, ou mesmo Aursnes, é bem capaz de trocar passes sucessivos dentro da área contrária, sem que se lembrem que há por ali uma baliza. Aos dois jovens extremos, pouco falta mesmo para chegarem a um metro da linha de golo, e ainda voltarem para trás, para mais um drible, para mais um passe. Diga-se também que quando tentam alguma outra coisa, ou a bola bate num defesa, ou sai desenquadrada. Ou seja, uma equipa em que quase ninguém marca golos, e que vê o seu ponta-de-lança em crise de forma, tem naturalmente grandes dificuldades em vencer. Sobretudo quando não joga com o Rio Ave ou o Estoril. E quando também não tem uma gota de felicidade.
Esta derrota compromete, a meu ver de modo definitivo, a passagem à fase seguinte. Mesmo ganhando ao Real Madrid (o que já de si seria uma proeza histórica), o Benfica ainda ficará a depender de terceiros,  de quartos e de quintos para lograr um milagre. Aqueles pontos com o Qarabag podiam agora fazer a diferença. Mas como diz o povo, o que nasce torto tarde ou nunca se endireita. E o facto é que a eliminação é muito mais do que provável. Como na luta pelo título nacional, o Benfica está ligado às máquinas, e agarrado somente à matemática.
Em três quartas-feiras sucessivas voaram três objectivos da temporada. Está a ser um mês negro, que deixa como única meta a "conquista" do segundo lugar no Campeonato. Objectivo tão importante para as finanças, quanto pouco estimulante para os adeptos. A luta será contra uma equipa que acaba de bater o campeão europeu. É o que há. É o pouco que sobra de uma época que se antevia difícil, mas da qual se esperava muito mais.
Gostava de ter a certeza de contar com José Mourinho para 26-27. Assim teria a esperança de que, com tempo, com alguns reforços, com margem para lançar alguns jovens, conseguisse construir uma equipa à sua imagem. Nem essa certeza há. 
Enfim, não me apetece dizer mais nada

18 comentários:

Anónimo disse...

E perante toda essa análise, que até nem deixa de ser correcta Sr. LF, coloca-se a seguinte pergunta: de quem é a culpa? Certamente do treinador é do seu patrão, ou não?

Anónimo disse...

🤣🤣🤣

Anónimo disse...

Top team. Top performance.
Futebol sem balizas 😂😂😂

Anónimo disse...

Sofremos todos.

Mas nada acontece por acaso. A sorte e o azar explicam um jogo. Não explicam tudo.

Com tantas fragilidades no plantel, com tanto equívoco na construção do mesmo, deixámos passar 21 dias de mercado… com uma só contratação feita, que aparenta vir para ser adaptado para extremo. Não entrando no onze.

Aguardámos 21 dias e, como diz, saímos hoje da última competição onde podíamos ainda fazer algo diferente.

E assim… Amanhã virá Rafa.

Anónimo disse...

Futebol sem balizas??? As balizas estão lá bem! O treinador e o presidente é que não! …. Bem, tantas desculpas para ver o óbvio , poxa

Alberto João disse...

Já eu gostava de não contar com o Rui Costa para 26/27...haveria esperança na preparação da próxima época!

Anónimo disse...

Perdemos mas jogámos bem ,o que interessa é participar e agora com o Rafa limpamos tudo... malditas balizas pá!

Alberto João disse...

«Pela minha experiência e olfato, senti que estávamos a pôr-nos a jeito de comermos um golo» disse o Mourinho...que visionário! Com este, o Rafa com a sua grande relação com as balizas, o Fialho na coleção de cromos e o Rui Costa na preparação da próxima época, estou descansado! Para o ano ganhamos tudo!

Anónimo disse...

Hoje não será o melhor dia para refletir.
Respeito o “período de nojo” que o LF pede.

Mas não consigo imaginar como temos aqui matéria e bases para esperar melhor no próximo ano.
A receita da champions deste ano será muito mais curta que o ano passado. Não haverá “bónus” do mundial de clubes. E há até risco elevado de não haver champions para o próximo ano.

Com uma equipa com pouquíssimos jogadores valorizados… e Otamendi sem valor para o mercado, Rafa sem valor para o mercado, Lukebakio idem, Bruma idem…

O problema de amanhã corre sérios riscos de ser bem maior que o de hoje.

Lin disse...

De quem constrói os plantéis do Benfica. Penso que em 2023 disse no blog do Coluna que o Rui Costa não podia por o dedo em mais nenhum plantel do Benfica. E assim foi. Se não arrepia caminho e constrói uma equipa estável com jogadores altos, com força física e mental...sugiro que olhe para as fotos das equipas do Benfica campeãs...penso que os sócios do Benfica acabam com ele antes do tempo.

Anónimo disse...

Para o Sr LF, com o Manteigas ou com o Noronha estávamos a lutar para não descer de divisão. E a culpa são das balizas......
O que vale é que, agora, com o jeco dobermann do Rafa, o Real Madrid que se cuide.

Anónimo disse...

Mais António Silva sem valor para o mercado (renovação falhada, entrará no ano final de contrato) e Bah também sem valor para o mercado (lesão grave com recuperação muito questionável).

joão carlos disse...

inadmissível as criticas ao nosso maravilhoso presidente basta olhar para o banco e vermos as quantidade de opções de luxo que lá tínhamos.
é uma vergonha aquilo que nos andam a fazer obrigar a jogar com balizas onde já se viu isto para não falar nas lesões somos o único clube no mundo que tem lesões.

mas o que interessa é que no campeonato não temos derrotas e aqui o que interessa é o ranking.

Anónimo disse...

O quê?!?! O Rui "Banana SemTomates" Costa ainda não apresentou a demissão?

Rui Remígio disse...

Como é que Aktürkoğlu vem parar ao Benfica?
O empresário chega à Luz e oferece o jogador. Rui Costa diz que não, que o Benfica já tem muitos extremos. Subitamente, sai Neres. O presidente manda chamar o empresário e diz que precisa de um extremo. O empresário diz-lhe: «Então, mas ainda há pouco lhe ofereci um e não quis?» De seguida, mostra-lhe um vídeo com os melhores lances do turco. Costa vê e diz: «Contrate-se!»

Isto é a gestão de Rui Manuel Costa, o deus iluminado de 65% de sócios votantes!

Anónimo disse...

SÃO INADMISSÍVEIS OS ATAQUES AO QUERIDO PRESIDENTE RUI COSTA!
Nunca o Porto e o Sporting tiveram melhor presidente do que Rui Manuel César Costa! Façam-lhe uma estátua à entrada do Ladrão e da cagadeira do Alvalixo.

Papa Fialhos disse...

Querem celebrar um título? Só em 2027 será possível! 2027!

Anónimo disse...

Essa é que é essa.

Faz lembrar o Hemingway: "Como é que foste à falência? De duas maneiras. Gradualmente, depois de repente."

O Benfica anda a esticar a corda pelo menos desde a pandemia. Vai correndo bem, enquanto não corre mal. Se acontecem dois ou três azares ao mesmo tempo, uma bola que não entra num jogo-chave, uma contratação cara que falha, uma lesão num jogador que se queria vender, um que não renova, uma má época em que não se vá à Champions, pode entrar-se numa espiral negativa e a corda acabar por partir.

As falências ou colapsos financeiros demoram sempre mais do que se pensa. Os sinais estão sempre lá e muitos os vêem. Depois de um momento para outro vem tudo abaixo e toda a gente é apanhada de surpresa, mas pouco...