15/02/10

SERVIÇOS MÍNIMOS, COLECTA MÁXIMA

À medida que o campeonato se vai aproximando do fim, os pontos ganhos ou perdidos são aquilo que mais interessa aferir, e uma vitória, qualquer que ela seja, é suficiente para satisfazer o mais exigente dos adeptos. O triunfo sobre o Belenenses, magro, sofrido, sem brilho, foi pois motivo de sobra para que à saída do Estádio da Luz se respirasse um clima agradável, senão de euforia, pelo menos de tranquilidade e optimismo.
O resultado foi justo, pois ao longo de quase todo o jogo foi sempre o Benfica que esteve mais perto de marcar. É verdade que, num golpe de sorte, o Belenenses até podia ter surpreendido, mas outro desfecho que não fosse a vitória benfiquista seria de uma crueldade atroz.
O golo marcado cedo parece desta vez ter adormecido a equipa da casa, convencendo-a que, por um lado, o adversário não conseguiria criar muito perigo, e por outro, que mais minuto menos minuto o segundo golo seria uma realidade, e o jogo estaria resolvido. Este sentimento manifestou-se ao longo da quase totalidade dos 90 minutos, e se o Benfica não voltou a marcar, também se deve dizer que só esporadicamente o Belenenses foi capaz de fazer cócegas ao destino da partida.
As razões para o menor brilho encarnado encontram-se, porventura, no cansaço físico, e traduziram-se muito claramente nas prestações de dois dos seus elementos de maior influência: Saviola e Aimar. A dupla argentina esteve muitos furos abaixo do que já fez esta temporada, e juntando esse défice à ausência do castigado Di Maria, grande parte da criatividade do futebol do conjunto de Jesus eclipsou-se, mesmo levando em conta os esforços de Fábio Coentrão (e a espaços de Ramires) para disfarçar a desinspiração dos colegas.
Sobrou pois o golo de Cardozo, a luz do sol e a vibração das bancadas para salvar uma tarde de futebol em que o Benfica deu mais um passo rumo ao seu principal objectivo. O empate portista em Matosinhos acabou por representar mais um tónico para os encarnados, a poucos dias dum palpitante FC Porto-Sp.Braga.
Carlos Xistra não teve um trabalho difícil, mas o fiscal-de-linha do lado dos bancos fez tudo para complicar a vida ao Benfica.

8 Comments:

Blogger Jotas said...

O Benfica venceu justamente o Belenenses, apesar da boa réplica do adversário e de ser um facto, que esta foi seguramente a exibição mais pálida do Benfica na Luz esta temporada, valeram os 3 pontos e o facto do Porto ter escorregado em Matosinhos.
Já o Braga venceu o Marítimo, com um golo irregular, que espero que pelo menos sirva para Domingos para de choramingar.

15.2.10  
Anonymous Vitória do Benfica said...

O mais importante desta jornada, foram os três pontos ganhos, pelo SLB e os dois perdidos pelo FCP. Adivinha-se para nós uma tarefa difícil, no estádio do Mar. O Braga empatou em Matosinhos. E nós nunca conseguimos ganhar em Matosinhos desde que o Leixões voltou à primeira liga. Desta semana também é de salientar a Vitória do Braga AJUDADA pelo fiscal de linha, da equipa de Pedro Proença que em cima do lance que dá origem ao segundo golo não vê que a bola saiu completamente. Enfim!! E depois é o Benfica que é levado ao colo.

15.2.10  
Blogger BT26 said...

Eu não percebo como é que se continua a dizer que o xistra não teve muito trabalho, foram só 2 penaltis por marcar(sobre Aimar e Weldon)e umas 2 expulsões(aos 20 minutos sobre Ramires e na segunda parte sobre Cardozo).

Benfica sempre.

15.2.10  
Anonymous Joao Dias Pereira said...

Pois, e com o Bruno a mostrar a enorme Paixão ao benfica ainda fica mais fácil. É escandaloso como um árbitro a menos de 10 metros do lance não assinala aquele penalty. Quais são as teorias desta vez? Não era uma decisão fácil, como é costume dizer o lf quando se tratam de lances a prejudicar o Porto? E vão-se somando foras-de-jogo aqui, penaltys acolá. Sem os roubos de ontem e do jogo com o Paços, em vez de 9 estaríamos a apenas 5 pontos, com um jogo a menos...

15.2.10  
Anonymous Peter said...

Concordo com quase tudo excepto na análise á arbitragem ficaram 2 penalty´s claros por marcar 1 sobre o Aimar e outro sobre o David Luiz e não foram simulações como se viu noutros estádios.Em braga pelos vistos para uma bola sair é preciso bater na pedreira.

15.2.10  
Anonymous Manuel Silva said...

Sobre o Braga curioso é o facto de o Domingos dizer que a bola ainda foi jogada pelo Marítimo. A falta de ética e de dignidade são bem o apanágio do futuro treinador do FCP.

Aquilo do Domingos e do Renteria é o máximo. Então um jogador emprestado pelo FCP ao Braga, não pode contactar com um amigo para lhe comprar uma mala, mas o treinador já pode fazer relatórios ao FCP sobre a performance desse mesmo jogador. Alan, Adriano e Renteria três jogadores emprestados pelo Porto, mais Luís Aguiar (ex.?? FCP) , quatro Portistas que podem jogar no Dragão vestindo a camisola do Braga contra o FCP. Mas Renteria, jogador emprestado pelo FCP, com quem pode jogar com a camisola vestida do Braga é castigado por falar com um ex- preparador, por sinal agora no Benfica

O John Terry em Inglaterra é castigado por questões da sua vida amorosa. Em Portugal Joâo Vieira Pinto não foi castigado pelas trocas e baldrocas da Esménia então mulher de Nuno Gomes..Em Inglaterra Renteria, Alan, Adriano e Luís Aguiar nunca poderiam estar nesta situação .E a João Vieira Pinto aconteceria o que aconteceu a John Terry.

Em Inglaterra pratica-se o melhor futebol do mundo em Portugal, praticam-se os jogos desnecessários.

O Presidente do Braga está convencido que a sua subserviência ao FCP lhe irá dar muito, olhe que não olhe que não, veja-se o que aconteceu ao Setúbal, Leiria, Vitória de Guimarães, Boavista ou Salgueiros.

15.2.10  
Anonymous Joao Dias Pereira said...

Peter não sei ao que se refere, mas se está a insinuar que o penalty sobre o Ruben Micael é simulação, então tenho dois conselhos: primeiro tire as palas, se não resultar, Oftalmologista...

15.2.10  
Anonymous Anónimo said...

escandaloso é o paixão ter medo de mostrar o 2º cartão amarelo e consequente expulsão ao ruben micael pelo mergulho na área, ainda por cima estando o paixão colocado a 10 metros.

pelo menos, desta vez, o hábito não fez o monge.

15.2.10  

Enviar um comentário

<< Home