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CLASSIFICAÇÃO REAL - FINAL

Não foi uma jornada de casos, o que talvez não tenha sido alheio ao facto do topo da classificação estar à partida definido.

BENFICA-BELENENSES:
O único erro cometido foi talvez a expulsão de Saulo, ou dizendo de outro modo, a diferença de critério em relação a Di Maria. Creio que um cartão amarelo para cada um teria resolvido o problema, mas a expulsar um dos jogadores Cosme Machado teria também de expulsar outro.
No golo anulado ao Belenenses nada há a dizer.
Resultado Real: 3-1

SPORTING-NACIONAL:
Em Alvalade assistiu-se a uma boa arbitragem, que nos lances capitais esteve bem.
No segundo golo do Sporting, Derlei está em fora-de-jogo, mas a bola vem da cabeça de um defensor madeirense. Golo bem validado, portanto.
No penálti assinalado perto do fim, a falta sobre Tiuí é clara, pelo que também se tratou de uma decisão correcta.
Resultado Real: 3-1

FC PORTO-SP.BRAGA:
Não vi nada sobre o jogo (nem sequer os golos), pelo que nada sei sobre a arbitragem. Os relatos da imprensa não falam de grandes casos, pelo que darei o benefício da dúvida a Pedro Proença, que já teve naquele mesmo palco noites certamente bem mais difíceis.
Resultado Real: 1-1

CLASSIFICAÇÃO REAL FINAL
1.F.C.PORTO 67 pontos (beneficiado em 3 pontos)
2.Benfica 63 pontos (prejudicado em 4 pontos)
3.Sporting 59 pontos (beneficiado em 7 pontos)

Como prometido, deixo também o quadro final de erros de arbitragem, independentemente dos pontos que retiraram ou acrescentaram aos clubes:

CLASSIFICAÇÃO REAL

Numa jornada sem qualquer significado nem reflexo na classificação dos primeiros, as arbitragens voltaram, ainda assim, a errar clamorosamente.

TROFENSE-F.C.PORTO:
À semelhança do que sucedeu em muitos jogos, o F.C.Porto viu um golo ilegal ser-lhe validado. Foi o caso do terceiro golo, no qual há um fora-de-jogo do jogador que recebe a bola e a passa depois. Atendendo ao resultado final, não é grave. Mas reflecte algo que se foi repetindo vezes sem conta, nesta e na época anterior, e que prova que, de facto, as arbitragens praticamente não erram contra o F.C.Porto.
Resultado Real: 1-3

MARÍTIMO-SPORTING:
Não vi o jogo. Do resumo destacaria um penálti que ficou por assinalar contra o Sporting, algo que, infelizmente, também se repetiu, por diversas vezes, durante o campeonato. Com o marcador final a cifrar-se numa diferença tangencial, este erro tem pois efeitos na pontuação.
Resultado Real: 2-2

SP.BRAGA-BENFICA:
Para além de um fora-de-jogo mal assinalado a Óscar Cardozo, e que lhe poderia ter permitido o 17º golo da época, o problema da arbitragem de Soares Dias foi a forma como utilizou os cartões, até porque o penálti assinalado não oferece dúvidas.
Já na primeira volta, no Marítimo-Benfica que os encarnados venceram facilmente por 0-6, Soares Dias conseguiu mostrar sete (!) cartões amarelos aos jogadores do Benfica. Ontem repetiu a proeza, com a agravante de dois terem sido para o mesmo jogador (o segundo deles completamente injusto). Ruben Amorim, Yebda e Reyes ficaram afastados da partida seguinte. Seria para beneficiar o Belenenses?
Como se isto não bastasse, o árbitro portuense expulsou ainda Quique Flores do banco, num assomo de rigor tão extremo quanto absurdo. Pela televisão percebem-se todas as palavras do espanhol, e se aquilo desse expulsão, nenhum jogo terminaria com os treinadores sentados no banco. Neste caso, há contudo que culpar mais o quarto árbitro.
Apesar de tudo, o resultado real não merece reparo.
Resultado Real: 1-3

CLASSIFICAÇÃO REAL
F.C.PORTO 66
Benfica 60
Sporting 56
…e o Benfica tinha garantido em Braga a presença nas eliminatórias da Champions.

CLASSIFICAÇÃO REAL

Apenas um erro, na Luz, manchou a jornada. Lamentavelmente com influência directa no resultado final.

BENFICA-TROFENSE:
Dois casos e um erro. É este o balanço do jogo da Luz.
Tanto o golo de Cardozo como o de Paulinho deixam dúvidas à primeira vista, mas enquanto no primeiro caso o assistente acertou, no segundo errou, pois há um fora-de-jogo, não do autor do golo, mas sim do jogador que, de cabeça, lhe endereça a bola.
Com o resultado de 2-2, este erro, ainda que compreensível dada a dificuldade de análise do lance, acaba por adulterar a verdade dos pontos.
Resultado Real: 2-1

SPORTING-V.SETÚBAL:
Nesta partida apenas um lance suscitou dúvidas, nomeadamente aquele em que Tonel parece apoiar-se num jogador sadino para o impedir de saltar.
Depois de vistas algumas repetições, não foi mesmo assim possível chegar a nenhuma conclusão definitiva – talvez fizesse falta um outro ângulo, mas já se sabe que certos ângulos só aparecem em determinadas situações e determinados estádios.
Não resta pois outra alternativa senão dar o benefício da dúvida ao árbitro.
Resultado Real: 2-1

FC PORTO-NACIONAL:
O penálti reclamado por Ruben Micael não existe, nem justifica perder muito tempo com ele. Já o lance de eventual mão na área do Nacional é mais difícil de analisar, embora não consiga dizer peremptoriamente que constitua motivo para grande penalidade, pelo que, seguindo o critério acima, darei o benefício da dúvida a Soares Dias.
Não vi o jogo, mas, como ia em viagem, ouvi o relato no carro. Quem ouvisse o jornalista da Antena 1 que estava no estúdio seria levado a pensar que o FC Porto estava a ser escandalosamente roubado (ele via cartões vermelhos, ele via penáltis e por aí fora). Ao ver o resumo na televisão esperava um jogo cheio de casos, mas afinal…Das duas, uma: ou foi a televisão a omitir os lances capitais, ou aquele senhor está mesmo a mais no jornalismo. É verdade que a emissão seria, à partida, para comemorar o título portista, mas assim tanto zelo soa mal e em nada prestigia a estação de rádio estatal.
Resultado Real: 1-0

CLASSIFICAÇÃO REAL
FC PORTO 63
Benfica 57
Sporting 55

CLASSIFICAÇÃO REAL

Esta foi uma jornada com poucos erros, mas um deles, na Choupana, condicionou fortemente o desenrolar do jogo, ainda que com o 3-1 final esta classificação não o possa reflectir.

ACADÉMICA-SPORTING:
Arbitragem tranquila de Pedro Proença, sem nada de significativo a destacar.
Resultado Real: 0-0

NACIONAL-BENFICA:
Jorge Sousa cometeu apenas um erro, mas grave.
Aos 73 minutos de jogo, pouco depois de Reyes ter reduzido para 2-1, um defesa do Nacional desvia a bola com o braço dentro da sua área. O lance é claro, e o movimento do braço não é inocente. Seria penálti, mas o árbitro portuense deixou passar em claro.
O empate naquela altura relançaria o jogo, mas acabou por ser o Nacional a fazer o terceiro golo já na ponta final do desafio, o que impede a correcção pontual.
É curioso que com Jorge Sousa - que havia eliminado o Benfica da Taça de Portugal na época passada - os encarnados já perderam 11 pontos neste campeonato (F.C.Porto e V.Guimarães em casa, Trofense e Nacional fora). São esses justamente os pontos que os distanciam do primeiro lugar.
Resultado Real: 3-2

MARÍTIMO-F.C. PORTO:
Talvez o único erro de João Ferreira tenha sido a marcação do livre que deu o segundo golo ao F.C.Porto, e garantiu a tranquilidade da sua vitória.
No resto do tempo nada houve a assinalar.
Resultado Real: 0-2

CLASSIFICAÇÃO REAL
F.C.PORTO 60
Benfica 54
Sporting 52

CLASSIFICAÇÃO REAL

Não há muito que dizer sobre as arbitragens deste fim-de-semana. Isto se nos cingirmos a lances com influência no resultado, pois a arbitragem de Rui Costa na Luz foi muito fraca.

SPORTING-E.AMADORA:
Não vi o jogo. Pelos resumos não dei conta de qualquer lance polémico.
Se for caso disso voltarei a falar desta partida. Por agora resta-me validar o resultado.
Resultado Real: 2-1

FC PORTO-V.SETÚBAL:
As palavras utilizadas acima aplicam-se também na perfeição a este jogo. O resumo que vi do jogo do Dragão foi mais amplo, pelo que creio ter-se mesmo assistido a uma boa arbitragem de Paulo Baptista.
Resultado Real: 2-0

BENFICA-MARÍTIMO:
Foi o único jogo de futebol que vi em todo o fim-de-semana, e ainda assim pela televisão e numa tarde dominada por confrontos decisivos de outras modalidades.
Nos lances mais polémicos, Rui Costa esteve bem: o segundo golo de Cardozo é limpo, e o penálti aceita-se. O pior foi o resto.
Ao longo do jogo, em particular na segunda parte, Rui Costa (que raio de nome…) decidiu brincar com os jogadores e espectadores, apitando sucessivos lances ao contrário, não assinalando pontapés de canto, interrompendo jogadas limpas, ignorando faltas claras, quase sempre em prejuízo do Benfica, coisa que aliás já lhe estamos habituados a ver fazer.
O jogo foi correcto, e pouco relevo tinha para a classificação. Por isso mesmo, a conclusão a que se chega é que a postura deste árbitro do Porto foi meramente provocatória, assumindo um protagonismo absolutamente dispensável, de carácter tendencioso, característica que encontramos também no seu irmão mais velho, e que é já uma longa tradição nos Costas da arbitragem.
Resultado Real: 3-2

CLASSIFICAÇÃO REAL
FC PORTO 57
Benfica 54
Sporting 51

CLASSIFICAÇÃO REAL

O campeonato caminha para o fim, mas a gritaria em torno da arbitragem continua a fazer-se ouvir, quase sempre pelos mesmos protagonistas.
Paulo Bento, que é um treinador que, sob o ponto de vista técnico, aprecio, voltou a perder a cabeça, durante e após um jogo em que nem sequer teve grandes razões de queixa – primeiro porque ganhou, e segundo porque o árbitro errou para os dois lados.
Veremos se é desta que finalmente é castigado, pois a sua impunidade já começa a tornar-se vergonhosa para a própria Liga. Se não o calarem, como ele próprio quase pede, os seus esganiçados vitupérios vão continuar a marcar, pela negativa, o futebol português.

V.GUIMARÃES-SPORTING:
Mau grado todo o ruído de fundo sportinguista a propósito deste jogo, a verdade é que o erro mais grave de Bruno Paixão foi não ter expulsado Derlei, que por acaso marcou um golo e fez o passe para o outro.
O golo anulado a Carriço é um lance que admite várias interpretações. Eu não invalidaria o golo, mas sabe-se como Bruno Paixão utiliza normalmente um critério bastante restritivo, apitando por tudo e por nada, assinalando os mais pequenos contactos e assim, muitas vezes, estragando os jogos.
Embora se possa considerar um erro, o mesmo está de acordo com o perfil do árbitro, coisa que não aconteceu, por exemplo, no Benfica-Nacional, quando Pedro Henriques, que só apita quando não pode deixar de ser, assinalou uma falta que não existiu e só ele foi capaz de ver.
Quanto ao cartão amarelo a João Moutinho, o mesmo não oferece a mínima dúvida. O que não gostei foi de ver o jovem capitão do Sporting, jogador que muito respeito e aprecio, a emparceirar no espalhafato do chefe. Podia ter evitado.
Katsouranis foi o único jogador do Benfica que falou de arbitragens em toda esta época, e foi logo castigado. Mas, já se sabe, o Sporting tem um estatuto aparte junto desta Liga.
Resultado Real: 1-3

ACADÉMICA-F.C.PORTO:
Se o Sporting tem verdadeiras razões de queixa é deste jogo, isto partindo do princípio que o clube de Alvalade quer mesmo ser campeão e não apenas ficar à frente do Benfica.
O F.C.Porto, num momento difícil, após uma eliminação europeia, sem Lucho, com apenas um ponto de vantagem, deslocando-se a um terreno onde quase ninguém vencera, foi autenticamente levado ao colo para a vitória, ainda que este seja um dos casos em que a classificação real é forçada a vender a justiça à objectividade.
É difícil imaginar o que seria o jogo caso a Académica marcasse um golo na primeira parte. Teria o F.C.Porto a mesma força mental que demonstrou em Guimarães? Repetir-se-ia a história?
O que é certo é que só não marca aquele penálti quem não o quer marcar, e Olegário Benquerença há muito nos habituou a episódios destes, sempre em benefício do mesmo clube.
Também o golo anulado à Académica deixa dúvidas, mas aí até se aceita a decisão do árbitro. É de notar contudo que, sabendo ele seguramente que tinha errado na primeira parte, seja capaz de anular um golo à equipa prejudicada em lance tão difícil de analisar. Mas quem é capaz de perdoar dois penaltis e um golo para lá da linha à mesma equipa num importante clássico, é realmente capaz de tudo.
Para compor o ramalhete, temos o terceiro golo do F.C.Porto em fora-de-jogo, embora a culpa aqui deva ser endereçada ao fiscal-de-linha.
Resultado Real: 1-2

V.SETÚBAL-BENFICA:
Da actuação de Soares Dias no Bonfim sobram duas grandes penalidade por marcar, uma para cada lado. Na primeira parte Robson corta com o braço um remate de Cardozo que ia para a baliza, e já perto do final, David Luíz rasteira Bruno Gama dentro da área benfiquista.
Resultado Real: 1-5

CLASSIFICAÇÃO REAL
F.C.PORTO 54
Benfica 51
Sporting 48 (que inacreditavelmente continua a ser quem mais protesta…)

CLASSIFICAÇÃO REAL

Não vi os jogos do Sporting e do F.C.Porto. Se o primeiro coincidiu com o do Benfica, o segundo coincidiu com um Portugal-Espanha em Hóquei em Patins, modalidade que me é muito querida e que não dispenso. Mesmo sem tais impedimentos, confesso que talvez não tivesse visto nenhum dos jogos, pois se há coisa que eu não gosto no futebol é assistir, pela televisão, a jogos de clubes adversos. No estádio é diferente, há todo um clima, o colorido das bancadas, a análise do jogo que só com total visão do campo é possível de ser feita. Na TV, o futebol é apenas emoção e arbitragem – a primeira reservo-a para o Benfica, a segunda pouco me interessa, por paradoxal que pareça tal afirmação num post da classificação real.
Tudo isto para dizer que não me resta outra alternativa senão considerar o resultado do Sporting como real, e ao do F.C.Porto subtrair apenas o terceiro golo que, vi no resumo, foi obtido em fora-de-jogo. Portanto falarei apenas do jogo do Benfica, e voltarei aos outros se for caso disso, e se puder ver esta noite os resumos detalhados.

BENFICA-ACADÉMICA:
Um penálti claro sobre David Luíz, um golo limpo invalidade sabe-se lá porquê, e, logo no início, um fora-de-jogo tirado a Aimar quando este seguia isolado para a baliza, são ocorrências mais do que suficientes para considerar esta como uma das piores arbitragens desta Liga, a par com as do Benfica-Sp.Braga, Benfica-Nacional, Belenenses-Benfica e Sp.Braga-F.C.Porto.
Nunca tinha ouvido falar deste árbitro (é madeirense, afinal), e não quererei ouvir tão depressa. Entrou na Luz com o claro intuito de colocar o Benfica fora da carroça do título e, quem sabe, compensar o mediatismo de dois penáltis mal assinalados – um no Algarve contra o Sporting, outro na Reboleira.
Nenhum dos lances que referi me deixa qualquer dúvida. Só a expulsão de Hélder Cabral pode levantar alguma polémica, ainda que pareça existir contacto – nem teria lógica Reyes deixar de prosseguir o lance naquele local sem ser impedido. Trata-se de um cartão amarelo, que só deu expulsão porque o jogador já tinha outro. Ele e outro dos defesas da Académica ficaram aliás, neste jogo, impedidos de defrontar o F.C.Porto na próxima jornada, o que não deixa de ser curioso.
Pouco mais haverá a acrescentar. O campeonato está perdido e nem adianta perder muito mais tempo com estas questões. Mas, sem erros de arbitragem, o Benfica estaria na segunda posição, e ainda a lutar pelo título. Coisas que acontecem…
Resultado Real: 2-1

CLASSIFICAÇÃO REAL
F.C.PORTO 51
Benfica 48
Sporting 45

CLASSIFICAÇÃO REAL

Mesmo com o título praticamente entregue, a polémica em torno da arbitragem continua.

V.GUIMARÃES- FC PORTO:
Um ou outro cartão a mais ou a menos não justificam gastar muitas linhas com este jogo, em que Carlos Xistra não teve tanto trabalho como talvez fosse de esperar.
Resultado Real: 1-3

LEIXÕES-SPORTING:
Dois lances de possível expulsão, um para cada lado (Rochemback e Angulo?), e dois penáltis por assinalar, uma para cada lado também.
Tanto o empurrão pelas costas a Derlei, como a defesa com a mão de Abel a remate de Diogo Valente são claros. Mas se o primeiro é na sequência de um canto, com muita gente a tapar a vista a Pedro Proença, já no segundo, com o árbitro em cima do lance, custa a entender como o penálti não foi assinalado. Sentiu-se o cheiro da Taça da Liga, e de uma tentativa de compensação, ou pelo menos, de lançar água na constante e sectária fervura sportinguista.
Resultado Real: 1-2

E.AMADORA-BENFICA:
Depois de tudo o que se passou na Taça da Liga, custa a entender a nomeação de um árbitro tão inexperiente para um jogo em que podia estar em causa a luta pelo título – se o Porto tem perdido em Guimarães na véspera, a partida da Reboleira poria as águias a dois pontos da liderança…
Hugo Miguel esteve mal, mas há que reconhecer que o jogo não foi fácil. Quase todos os lances capitais são difíceis de analisar, e nem as repetições televisivas esclarecem totalmente as dúvidas.
O primeiro penálti parece mal assinalado, pois o toque na perna de Nuno Gomes ocorre, aparentemente, fora da área, sem que contudo qualquer imagem televisiva o esclareça com total rigor. Ficou todavia por mostrar o cartão vermelho ao jogador do Estrela, pois fora ou dentro, Nuno Gomes seguia isolado e com a bola controlada em direcção à baliza.
O segundo penálti é indiscutível, pois Vidigal, sentindo a bola nas suas costas, afasta-a com uma palmada. Só o seu sportinguismo o fez dizer o que disse na flash-interview, lançando polémica num lance claro como a água.
O penálti favorável ao Estrela é um duplo erro. Não parece haver falta de Yebda sobre Nuno Coelho, sendo a queda mais provocada por este do que por aquele. Mas antes, o corte para canto é feito por David Luíz com o braço, pelo que deveria ter sido aí marcada a grande penalidade.
Resumindo: primeiro penálti mal assinalado, segundo bem assinalado, terceiro assinalado no momento errado.
Resultado Real: 1-1

CLASSIFICAÇÃO REAL:
FC PORTO 48 (beneficiado em 3 pontos)
Benfica 45 (beneficiado em 1 ponto)
Sporting 42 (beneficiado em 5 pontos)

CLASSIFICAÇÃO REAL

Apesar de terem existido alguns casos, não foram as arbitragens que condicionaram os resultados desta jornada.

BENFICA-V.GUIMARÃES:
No estádio não me apercebi de qualquer erro. Na televisão vêm-se dois lances polémicos dentro da área vimaranense, mas em qualquer deles julgo ser de dar o benefício da dúvida a Jorge Sousa.
No golo, a posição de Roberto é, à primeira vista, suspeita, mas na dúvida o assistente deve deixar prosseguir o lance, pelo que nada há a opor à decisão.
Resultado Real: 0-1

SPORTING-RIO AVE:
Não vi o jogo, e pelos resumos a que tive acesso apenas o suposto desvio com o braço de Edson levantou polémica.
Não creio que exista razão para penálti, pois o jogador vilacondense até se preocupa em esconder o braço para evitar o contacto.
Resultado Real: 2-0

FC PORTO-NAVAL:
Também não vi o jogo. Todavia, nesta partida parece ter ficado efectivamente um penálti por assinalar, designadamente no lance em que Lisandro acabou por ver injustamente o cartão amarelo.
No outro lance reclamado, não parece haver nada.
Resultado Real: 3-0

CLASSIFICAÇÃO REAL
FC PORTO 45
Benfica 44
Sporting 39
PS: Depois de ver mais cuidadosamente algumas repetições, verifiquei que de facto existe um outro penálti sobre Lisandro, cometido pelo guarda-redes, lance que me tinha escapado antes. Onde me pareceu não haver nada é na suposta falta sobre Rodriguez. A falta sobre Cissoko é cometida fora da área. O jogador cai dentro, mas nesse momento já não está a ser carregado. Resultado Real 4-0
Já agora, aproveito para referir que existem lances no Benfica-V.Guimarães que, se fossem ao contrário, teriam sido alvo de enorme polémica, nomeadamente um puxão na camisola de Luisão, que levanta muitas dúvidas, e que também não me tinha apercebido. Enfim, como também não me apetece falar muito mais neste jogo, a classificação ficará como está.

CLASSIFICAÇÃO REAL

Nesta jornada, há que dizer que foi o Benfica o mais beneficiado pelos erros de arbitragem. Mas cada vez existe a sensação mais clara que nem só de arbitragem vive a suspeição no futebol português. O Leixões-FC Porto adensou fortemente este clima.

SPORTING-P.FERREIRA:
Houve dois lances a merecerem discussão. Um golo bem anulado a Carriço, e uma expulsão perdoada a Ferreira por agressão a Vukcevic. Na polémica entre Caneira e Pedrinha, creio não haver lugar a muito mais do que, eventualmente, um cartão amarelo por comportamento incorrecto.
Resultado Real: 2-0

LEIXÕES-FC PORTO:
O penálti é tão indiscutível como desnecessário, e é tão absurdo como a mão de Felipe Lopes o fora na Choupana, no último minuto de um jogo complicado - por este andar Lucho ainda acaba a discutir a Bola de Prata com Nené e Liedson.
Semana após semana os casos vão-se sucedendo. Vários jogadores, de vários clubes, capricham em ter noites negras sempre que defrontam os dragões - o que já não é novo (existe desde os tempos de Cadorin), mas esta época tem tomado proporções inusitadas.
Do penálti de Hugo Morais à exibição de Beto, da oferta de Laranjeiro às opções tácticas de José Mota, tudo é estranho neste jogo, e pode estar aqui, finalmente, o abrir de olhos de adeptos e comunicação social para o que, nas traseiras das discussões sobre arbitragem, se pode estar a passar no futebol português.
Ontem Rui Santos disse-o abertamente. Raramente terei concordado tanto com ele. Estejamos atentos.
Ah, é verdade, o árbitro até nem esteve mal.
Resultado Real: 1-4

NAVAL-BENFICA:
Já disse acima que o Benfica acabou por ser beneficiado pela arbitragem de João Ferreira. E foi-o, objectivamente, porque a falta quase a meio-campo da qual acidentalmente resultaria o golo, não existiu, sendo o árbitro iludido pelo movimento do braço do jogador da Naval.
No lance entre Maxi Pereira e Davide, há claramente falta, mas fora da área. Seria livre e cartão amarelo para o lateral benfiquista.
Já na segunda parte ficaram dúvidas num lance em que Di Maria parece agarrado pelo braço, e que a ser sancionado, implicaria a expulsão do jogador figueirense. Benefício da dúvida, contudo, para João Ferreira nesta situação.
Como o segundo golo nasce de um erro, há que subtrair dois pontos aos encarnados.
Resultado Real: 1-1

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 44 (prejudicado em 1 ponto)
FC Porto 42 (beneficiado em 3 pontos)
Sp.Braga 39 (prejudicado em 3 pontos)
Sporting 36 (beneficiado em 5 pontos)

CLASSIFICAÇÃO REAL

Não houve nesta jornada qualquer interferência das arbitragens nos resultados dos três grandes. Alguns erros, muitas faltas, muita intensidade, mas nada de penáltis ou golos polémicos. Ainda bem.

BENFICA-LEIXÕES:
O erro mais notório terá sido uma falta não assinalada nas imediações da área do Benfica, quando Luisão atingiu um adversário e Lucílio Baptista não viu.
Admite-se também que o tempo dado pelo árbitro setubalense no final (três minutos) tenha sido escasso. Quatro minutos seria o mais natural.
Mas não foi por Lucílio que o Benfica ganhou. Aliás, nunca foi.
Resultado Real: 2-1

F.C.PORTO-SPORTING:
Uma ou outra falta assinalada ao contrário não chegam para colocar em causa a qualidade da arbitragem de João Ferreira, num jogo no qual os jogadores em nada facilitaram a sua missão.
Destaque para a agressão de Rodriguez a Caneira, que justificava o cartão vermelho e não o amarelo que lhe foi mostrado. Também Lucho poderia ter sido expulso por entrada no calcanhar de Derlei, mas aqui aceita-se que o árbitro não tenha visto devidamente o lance.
Resultado Real: 0-0

CLASSIFICAÇÃO REAL:
BENFICA 43
F.C.Porto 39
Sp.Braga 38*
Sporting 33
* No jogo diante do V.Guimarães ficou um penálti por marcar, cometido por João Pereira. Assim sendo, os bracarenses apenas somam um ponto nesta jornada.

CLASSIFICAÇÃO REAL

Apesar desta jornada ter tido os seus casos, a polémica tem sido diminuta.
O Benfica começa a ver-se afastado do título, e quando assim é, guardam-se as espingardas e tudo parece correr na paz dos anjos. É este o futebol que temos.

PAÇOS DE FERREIRA-F.C.PORTO:
Não vi o jogo, pelo que apenas poderei analisar as situações passadas nos resumos.
O penálti pareceu-me bem assinalado. Apesar do defesa pacense tocar na bola, o derrube a Hulk é evidente, e impede-o, com ou sem intenção, de prosseguir o lance.
Já quanto ao golo anulado ao Paços o árbitro esteve mal. O toque no braço (?) de Carlos Carneiro é absolutamente acidental, pelo que Jorge Sousa não deveria ter assinalado qualquer infracção. Com alguns minutos ainda por jogar, sabe-se lá o que poderia mais ter acontecido nesta partida.
Resultado Real: 1-2

SPORTING-BENFICA:
Levando em conta que o penálti assinalado sobre Suazo é indiscutível, sobram do derby três casos para analisar.
Dois deles são grandes penalidades que ficaram por assinalar, numa e noutra área, ainda na primeira parte. Primeiro um agarrão a Aimar, depois um cotovelo de Maxi Pereira a desviar um remate de Izmailov.
O último dos casos foi o lance entre Luisão, Liedson e Derlei. Um cartão vermelho a Luisão e outro a Derlei não ficariam nada mal, pois se um atinge com a mão a cara do levezinho, o outro desforra-se com uma entrada duríssima por detrás.
Enfim, ao menos nos erros de arbitragem as equipas equivaleram-se.
Resultado Real: 4-3

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 40 (prejudicado em 3 pontos)
FC Porto 38 (beneficiado em 3 pontos)
Sp.Braga 37 (prejudicado em 5 pontos)
Sporting 32 (beneficiado em 5 pontos)

CLASSIFICAÇÃO REAL

A hora a que se disputou o Benfica-Paços de Ferreira impediu-me de visionar, no domingo, qualquer imagem televisiva, tanto do próprio jogo da Luz, como do F.C.Porto-Rio Ave que se disputara pouco tempo antes. Por esse motivo esperei pela noite de segunda-feira para, depois de ver atentamente os resumos, emitir então opinião sobre os casos de arbitragem ocorridos. Ainda bem que o fiz.
A verdade é que casos foi coisa que não faltou no jogo do Dragão, uma vez mais em benefício do F.C.Porto. E se não sou, como sabem, dos que fazem disso mais do que o que verdadeiramente é, não posso também olhar para o lado e fingir que não vi aquilo que aconteceu.

FC PORTO-RIO AVE:
Que dizer de um jogo em que há quatro golos, mas apenas um (o de Fábio Coentrão) é absolutamente limpo e inquestionável?
Elmano Santos, depois de uma arbitragem vergonhosa no Belenenses-Benfica, deu agora sinais claros de pertencer aquele lote de árbitros - que acredito ser minoritário - para quem o sistema ainda é o que era. Em poucas semanas, dois pontos tirados ao Benfica, dois pontos adicionados ao FC Porto. Dois e dois, para mim, são quatro.
O penálti é forçadíssimo, mas se o critério fosse para manter até ao fim ainda se aceitaria tamanho rigor. Acontece que o segundo golo do Porto surge na sequência de uma carga em tudo idêntica a que originou a grande penalidade, mas aí, a cinco minutos do final da partida, o juiz madeirense teve medo de apitar.
Como se tudo isto não bastasse, minutos depois Farias marcou o seu segundo golo partindo de posição irregular. Por pouco? É verdade, e até se admite que o fiscal-de-linha tenha tido dificuldade em ver. Mas que o argentino está fora-de-jogo, isso é uma verdade aritmética. Tão aritmética como a irregularidade do seu outro golo, este bem anulado, ainda na primeira parte.
O FC Porto reclamou golo num lance em que a bola pode eventualmente ter ultrapassado a linha de baliza. Eu não vi, nem ninguém viu. De boa fé não se pode ter certezas quanto a este lance. Quando assim é não há como não dar o benefício da dúvida a quem melhor colocado estava para avaliar. Seguindo o critério que segui para o Sporting-Sp.Braga, aceito a decisão tomada.
Teríamos então o seguinte puzzle: Ou o penálti, ou o primeiro golo de Farias teriam de ser invalidados, de forma a manter um critério uniforme. O último golo era anulado. Ficava 1-1
Recordando o que aconteceu no Restelo, temos aqui um árbitro para a galeria dos notáveis, onde se encontram, entre outros, Carlos Xistra, Lucílio Baptista, Olegário Benquerença, Paulo Costa e Rui Costa. São, diria, os resistentes de um sistema que insiste em querer dar sinais de vida e em negar o seu inevitável ocaso.
Resultado Real: 1-1

BELENENSES-SPORTING:
O único caso que me recordo deste jogo foi o eventual fora-de-jogo de Marcelo no golo do Belenenses. É um lance difícil de analisar pelo auxiliar, mas vendo as repetições televisivas percebe-se que o jogador azul está ligeiramente adiantado.
O jogo terminou com o resultado de 1-2, pelo que o lance não teve influência pontual e não justificava as palavras de Paulo Bento no final. Até porque o Sporting tem sido, esta época, o clube mais beneficiado pelas arbitragens, como a própria classificação real o demonstra. E julgo ser insuspeito para situar os benefícios do Sporting acima dos do FC Porto, pois entre os dois clubes não tenho qualquer dúvida ou hesitação sobre qual gosto menos.
Resultado Real: 0-2

BENFICA-PAÇOS DE FERREIRA:
Há apenas dois lances que merecem reparo. Um fora-de-jogo muito mal tirado a Aimar – não me recordo, com franqueza, qual era o resultado nesse momento -, e a falta assinalada nos últimos segundos, de onde resultou a bola ao poste que quase gelou a Luz. Em ambos os casos a equipa de arbitragem esteve mal.
Quanto ao golo anulado a Cardozo não há nada a dizer. Tal como quanto ao que valeu, ainda que o técnico pacense tenha clamado por uma irregularidade que mais ninguém viu.
Resultado Real: 3-2

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 40 (prejudicado em 3 pontos)
FC Porto 35 (beneficiado em 3 pontos)
Sp.Braga 34 (prejudicado em 5 pontos)
Sporting 29 (beneficiado em 5 pontos)

CLASSIFICAÇÃO REAL

Clássico sem casos não é clássico. Mas talvez desde Benquerença - há mais de quatro anos - que um erro de arbitragem não se revelava tão dramaticamente decisivo num jogo desta natureza.
Entretanto em Alvalade também houve polémica.

SPORTING-SP.BRAGA:
Pouco vi do jogo - apenas um resumo e alguns minutos durante o intervalo da partida do Dragão. Desconheço portanto se houve outros casos para além dos dois de que mais se tem falado.
No lance em que Vukcevic viu cartão amarelo por simulação, pareceu-me ter existido um toque, mas fora-da-área. Seria pois livre e cartão amarelo…para o jogador bracarense. Não há lugar a penálti, nem, consequentemente, a correcção classificativa.
Sobre o golo-ou-não-golo do Sp.Braga, francamente não sei o que escrever. Não vi a bola entrar, nem poderei garantir que não entrou. Pelas imagens que vi ninguém o pode fazer. Creio que o árbitro assistente estava bem colocado, e haverá que lhe dar o benefício da dúvida.
Resultado Real: 2-3

F.C.PORTO-BENFICA:
A grande penalidade assinalada por Pedro Proença nem sequer me parece tratar-se de um “caso”. Foi simplesmente um erro, um equívoco, uma distracção ou aquilo que se lhe queira chamar, mas é um lance que não oferece a mínima discussão. Não houve qualquer falta, e pronto. Só por má fé ou fanatismo se poderá ter outra opinião.
Aquilo que se pode discutir na arbitragem do clássico resume-se pois ao lance entre Reyes e Lucho ainda na primeira parte.
Há de facto um toque do espanhol no pé do argentino, que se impedisse este de continuar o lance poderia ser passível de marcação de penálti. Acontece que Lucho, não só ficou com a bola, como pôde tranquilamente preparar a continuação da jogada, pelo que não creio haver motivo para assinalar qualquer falta.
Não se trata de dar ou não a lei da vantagem. Simplesmente, o contacto que houve não foi suficiente para impedir Lucho de prosseguir o lance, logo não se pode, em rigor, considerar faltoso. Se o argentino caísse, e a bola sobrasse para outro jogador do Porto, aí sim, poder-se-ia colocar a questão de dentro da área não existir lei da vantagem. Neste caso não. Assim como quando alguém tenta jogar a bola com a mão mas não lhe chega, também quando alguém tenta, ou faz o movimento, de derrubar outrem mas não o consegue, entendo não haver lugar a infracção. É, honestamente, a minha opinião, que pode estar errada mas é minha. E como não estou aqui para dar as opiniões dos outros, é esta que escrevo.
Sublinhe-se todavia a forma como Lucho Gonzalez – ao contrário do que faria mais tarde um seu compatriota – preferiu disputar o lance em vez de forçar uma queda e um penálti, que o árbitro não deixaria seguramente de marcar, mas que seria, cartesianamente, inexistente. A isto chama-se cultura desportiva, e Lucho já não é a primeira vez que dela dá mostras. É, aliás, o tipo de jogador que lamento profundamente não estar no Benfica.
Resultado Real: 0-1

CLASSIFICAÇÃO REAL

BENFICA 37 (prejudicado em 3 pontos)
Sp.Braga 34 (prejudicado em 5 pontos)
F.C.Porto 34 (beneficiado em 1 ponto)
Sporting 26 (beneficiado em 5 pontos)

À semelhança da semana anterior, considero aqui o Sp.Braga, e fá-lo-ei enquanto se mantiver com hipóteses de disputar os primeiros lugares, algo que estou em crer será uma realidade dentro de semanas.
Importa contudo relembrar que, na primeira volta, só foram tidos em conta os seus jogos contra os grandes.

CLASSIFICAÇÃO REAL

Após várias semanas de polémica, esta acabou por ser uma jornada tranquila em termos de arbitragem. Alguns erros foram cometidos, mas dentro daquilo que são os padrões normais dos jogos de futebol em qualquer parte do mundo.

TROFENSE-SPORTING:
Nada a dizer nos golos anulados, ficando a sensação que, no segundo deles, se Izmailov não tivesse tocado na bola ela entraria igualmente na baliza. Mas disso o árbitro não tem culpa.
Foi reclamado um penálti contra o Sporting, mas não creio que o toque de Daniel Carriço no adversário tenha sido suficiente para provocar a queda.
Bela arbitragem de um novato (Nuno Campos), que se estreou em jogos grandes fruto da lesão de última hora de João Ferreira.
Resultado Real: 0-0

BENFICA-RIO AVE:
Temia-se um campo inclinado contra os encarnados, fruto de exemplos que Rui Costa nos deixou em arbitragens anteriores. Acabou por ser um jogo sem grandes casos, embora muito difícil de apitar dado o estado do terreno. O árbitro portuense equivocou-se na marcação de uma ou outra falta (ai aquele livre aos 94 minutos…), mas nas circunstâncias em que o jogo decorreu, não podemos deixar de lhe tolerar esses pequenos pecados.
No lance mais discutido da partida, a bola vai à mão de David Luíz sem que este mostre qualquer intenção de a desviar. O pontapé é feito a menos de um metro, o defesa encarnado volta a cara para se proteger, e o movimento do braço é perfeitamente harmonioso com o movimento do corpo. Pode-se dizer que já se marcaram grandes penalidades em lances idênticos. É verdade, mas foram mal assinaladas.
Resultado Real: 1-0

BELENENSES-FC PORTO:
O lance mais difícil de ajuizar foi o eventual fora-de-jogo no golo do Belenenses.
A dificuldade está em que se trata de um auto-golo, ficando assim francamente diminuída a noção de interferência do avançado belenense no lance. Revendo as imagens, creio que se ele ali não estivesse, o movimento de Rolando teria sido exactamente o mesmo – no sentido de tentar cortar para canto. Aceitar-se-ia qualquer decisão, pelo que há que dar o benefício da dúvida à equipa de arbitragem.
Quanto aos (justos) cartões amarelos, mais do que condenar Fucile por -ao provocar o segundo cartão - defender os interesses da sua equipa face a um regulamento despropositado, o que fica do caso é o cinismo de Jesualdo, ao não admitir ter sido aquela uma situação falada ao intervalo (terão sido os jogadores uruguaios que passaram a noite a ler os regulamentos da Liga ??). Naquela casa aprende-se depressa a mentira, o cinismo, a hipocrisia e a canalhice. Jesualdo, nesse particular, tem sido um formidável aluno.
Resultado Real: 1-3

CLASSIFICAÇÃO REAL:
BENFICA 34
FC PORTO 34
(Sp.Braga 31)
Sporting 26

O Sp.Braga figura na classificação apenas a título ocasional, pois só foram tidos em consideração os jogos com os três grandes. Pareceu-me curioso verificar o que esses polémicos jogos podiam ter feito à classificação da equipa de Jesus. O exercício está feito.

CLASSIFICAÇÃO REAL

"Paulo Costa é um árbitro experiente, com muitos anos de arbitragem, que sabe o que se está a passar e conhece o quadro em que se movimenta" Jesualdo Ferreira, na antevisão ao jogo de Braga
Não me recordo de uma jornada em que todos os três jogos dos clubes grandes tenham tido os seus resultados adulterados. A polémica vai e vem, ora se centra num ora noutro. Desta vez foi em todos.
Benfica foi prejudicado, Sporting e Porto beneficiados. Sobretudo em Braga assistiu-se a uma arbitragem que só não fica na história porque não foi o Benfica o favorecido.

BELENENSES-BENFICA:
São vários os casos polémicos ocorridos no Restelo, e invariavelmente a decisão de Elmano Santos foi no sentido de proteger a equipa da casa, seguramente temendo pelo ruído mediático que qualquer erro a favor do Benfica poderia ter nos dias seguintes.
Se calhar fez bem, pois pouco se tem falado dele.
Logo na primeira parte perdoou um penálti cometido sobre Yebda, e um livre em cima da linha de área do Belenenses, por falta clamorosa sobre Suazo, que teria inclusivamente de valer um cartão amarelo ao jogador azul.
No mesmo período assinalou falta e mostrou cartão a Miguel Vítor, num lance em que o jovem defesa benfiquista nem tocou no adversário - como se sabe Miguel Vítor acabaria por ser expulso com segundo amarelo já na segunda parte.
Foi precisamente na segunda parte que Elmano Santos cometeu os mais graves e influentes erros, ao não assinalar duas grandes penalidades sobre o avançado hondurenho do Benfica. Se na primeira se aceita que o facto de Suazo ter demorado a cair (o que não apaga a falta) possa ter iludido o árbitro, na segunda, já perto do final do jogo, não há qualquer desculpa – Suazo é agarrado sobre o risco, terminando a infracção já bem dentro da área.
Feitas as contas, faltaram três penáltis para o Benfica, quatro amarelos para jogadores do Belenenses, e sobraram os cartões mostrados a Miguel Vítor e Suazo (este no lance do primeiro penálti). Para quem anda a ser levado ao colo não está nada mal.
Resultado Real: 0-3

NACIONAL-SPORTING:
A arbitragem de Soares Dias não foi tão má como as do Restelo e de Braga, mas não ficou isenta de erros, e teve influência no resultado.
Os dois casos são duas grandes penalidades. Uma marcada, outra por marcar (o golo anulado a Liedson não é propriamente um caso).
A que ficou por assinalar é bem mais clara. A outra deixa dúvidas.
Como a segunda foi falhada, não pode entrar nas contas – não poderia subtrair um golo que não existiu. Fica pendente portanto a primeira, em que Rui Patrício toca o pé do avançado madeirense já depois de a bola ter passado.
Resultado Real: 2-1

SP.BRAGA-F.C.PORTO:
A nomeação de Paulo Costa já anunciava aquilo que se veio a passar.
Trata-se de um árbitro da velha guarda, dos tempos mais nebulosos do Apito Dourado, conotadíssimo com o F.C.Porto, com toda uma história de protecção ao clube nortenho e prejuízo de Sporting e Benfica (a quem tem tirado uma média de dois a três pontos por temporada) que há muito deveria ter sido afastado do quadro de arbitragem, onde, como Jesualdo disse, se movimenta como poucos.
A única dúvida era se existiriam ou não oportunidades para o juiz portuense (e portista), e seus auxiliares portuenses (e portistas) ajudarem a sua equipa a ultrapassar um dos mais difíceis jogos que o calendário lhe apresentava até final da época. Existiram e várias.
O primeiro e importante golo do F.C.Porto – numa altura do jogo em que era dominado pelo adversário – surge na sequência de um fora-de-jogo de Hulk tão ou mais evidente que o de David Luíz no jogo da Luz na jornada anterior.
Se a culpa desse lance tem de ser assacada ao fiscal de linha (que depois até esteve bem ao invalidar o golo de Tomás Costa), já na segunda parte Paulo Costa tomou para sim todo o protagonismo.
Das três grandes penalidades reclamadas (senão pelo Sp.Braga, pela imprensa), duas são claras – as da mão de Guarin e da falta de Helton sobre Renteria. A outra (falta sobre Alan) deixa dúvidas, mas apenas quanto à possibilidade de a falta ser cometida dentro ou fora da área.
Na pior das hipóteses ficaram pois por marcar dois penáltis, um livre perigoso e três cartões amarelos, além de um golo por anular. Quem disse a propósito do jogo Benfica-Sp.Braga que em vinte anos não se tinha visto nada assim não precisou de mais de duas semanas para ter de engolir as palavras.
O que preocupa mais nesta arbitragem (e na do Restelo) é a clara intenção de compensar erros ou supostos erros de semanas anteriores, com erros ainda mais graves. O problema não era obviamente o Sp.Braga (peão pouco relevante nesta história), mas sim o F.C.Porto, cujo poder ainda se faz sentir em muitos árbitros do, diria, antigo regime, aquele que vigorou entre 1984 e 2004, e ao longo do qual emergiram figuras, figurinhas e figurões como Paulo Costa, seu irmão e muitos outros.
Se o Sp.Braga pensava que com este árbitro iria ter isenção, a resposta não podia ter sido mais negativamente eloquente. Para o que António Salvador e Jorge Jesus disseram na Luz, não deixa de ser merecido. Para o campeonato e para o futebol português é trágico e de consequências difíceis de prever.
No Porto, como o próprio Jesualdo Ferreira disse, "ninguém anda desatento".
Resultado Real: 2-1

CLASSIFICAÇÃO REAL:
FC PORTO 31 (=)
BENFICA 31 (prejudicado num ponto)
Sporting 25 (beneficiado em cinco pontos)

CLASSIFICAÇÃO REAL

Lance duvidoso de penálti sobre Aimar em Vila do Conde; Lance duvidoso também sobre Di Maria diante do F.C.Porto; Penálti por assinalar contra o Sporting por falta de Postiga sobre Yebda; Só o árbitro não viu uma mão na área, no lance que viria a resultar no golo do Benfica em Matosinhos; Com a Naval, Ruben Amorim foi rasteirado na área impunemente; Em Guimarães existiu um penálti claro sobre Aimar e Reyes foi injustamente expulso; Invalidado um golo limpo a Cardozo frente ao Nacional; Dualidade de critérios chocante na atribuição de cartões amarelos em grande parte dos jogos, de onde ressalta a partida do Funchal; Vários adversários por expulsar (Sandro e Leandro Lima do V.Setúbal, Vasco Fernandes do Leixões, Sandro do Nacional, Danilo, Flávio Meireles e Andrezinho do V.Guimarães) e por advertir; Foras de jogo mal assinalados em situações de golo em Guimarães e frente ao E.Amadora.
Tudo isto aconteceu nas primeiras 13 jornadas da Liga, algumas das vezes (Sporting, Naval, Guimarães, Funchal e E.Amadora) sem influência na classificação, outras com influência indirecta e impossível de objectivizar. Eis que à 14ª jornada se pode dizer, finalmente, que o Benfica ganhou um jogo graças a erros de arbitragem, sendo o árbitro o mesmo que anulou um golo limpíssimo a Zé Manuel no F.C.Porto-Leixões.
É claro que sobre este Benfica-Braga se vai falar muito mais. Por dois motivos. Primeiro o profundo ódio que todos os clubes dispensam ao Benfica, em particular os outros dois grandes, algo que não acontece entre eles (quando Porto ou Sporting são beneficiados o Benfica fica normalmente a falar sozinho). Em segundo lugar porque os benfiquistas, ou grande parte deles – talvez por terem a experiência vivida na pele de perder vários campeonatos para os Apitos Dourados que levaram o F.C.Porto até ao que é hoje – reconhecem sem dificuldade que são beneficiados quando o são, ao contrário dos rivais, que salvo raríssimas excepções, se recusam a fazê-lo seja em que circunstâncias for.
Pois nesta jornada, há que dizê-lo, o Benfica foi beneficiado.

SPORTING-MARÍTIMO:
Existem fundamentalmente dois casos neste jogo.
No lance do “golo-não golo”, julgo que as imagens provam com alguma clareza que a bola não ultrapassa totalmente a linha de baliza.
Confesso que das bancadas, mesmo estando no enfiamento do lance, fiquei com sérias dúvidas, mas logo no intervalo, nos corredores de Alvalade, pude ver a imagem repetida na televisão, verificando então que nada se tinha passado. Mas o que é mais curioso é que os vários sportinguistas que viam na SportTv as mesmíssimas imagens que eu, eram peremptórios em afirmar que era golo e estavam a ser "escandalosamente roubados". Onde chega a cegueira, pensei eu com os meus botões, tendo no entanto a consciência de que me encontrava numa posição de distanciamento particularmente confortável para fazer uma análise fria ao lance, algo que em jogo do Benfica se tornaria mais complicado.
Enfim, é por momentos como o que acabo de relatar que gosto de ir a Alvalade…
O outro lance é manifestamente mais difícil de analisar. Trata-se de um suposto penálti sobre Hélder Postiga, que no estádio não vi, mas que pela televisão parece de facto existir. Estranho é que Lucílio Baptista - o árbitro que pôs o Sporting na Champions League - não tenha assinalado. Certamente não viu mesmo.
Resultado Real: 3-0

BENFICA-SP.BRAGA:
Os encarnados tiveram, como há muitos anos não se via, uma arbitragem particularmente amiga nesta partida. Vejamos os casos um por um:
- O primeiro erro grave foi, paradoxalmente, em desfavor do Benfica. Suazo foi empurrado pelas costas quando se preparava para cabecear, o que deveria ter dado origem à marcação de uma grande penalidade. No estádio não me apercebi, mas vendo o lance pela televisão creio que a falta existe mesmo;
- Sobre o golo há pouco a dizer. É fora-de-jogo claro, podendo apenas conceder-se que a movimentação de David Luíz (que ele normalmente utiliza) terá confundido o auxiliar;
- O penálti sobre Di Maria deixa dúvidas, mas há um ângulo de onde se percebe que Mossoró coloca a mão à frente do corpo do argentino, impedindo-o de prosseguir o lance. Di Maria aproveitou, mas…quem não o faria? Benefício da dúvida para Paulo Baptosta neste lance;
- O primeiro penálti reclamado pelos bracarenses não me parece existir, pois Katsouranis joga a bola, e o seu movimento de modo algum provoca a queda de Alan;
- Onde não há dúvidas, e logo no estádio tive a percepção clara de se tratar de falta para grande penalidade, é no lance entre Luisão e Matheus. O central faz um carrinho e levanta pelos ares o avançado do Braga, não se percebendo efectivamente como é que o árbitro deixou passar em claro este lance;
- Para além destas situações, outras houve a merecer reparo. Por exemplo um canto a favor do Benfica transformado em pontapé de baliza (aliás os assistentes pareciam disputar eles mesmo o título, um ajudando, outro prejudicando o Benfica…), e uma falta nos últimos minutos junto à linha lateral cometida sobre um jogador do Braga, que nem árbitro nem assistente (este mesmo em cima do lance) assinalaram.
O balanço não é fácil de fazer. Penalti a menos, penalti a mais, golo irregular. Talvez um empate a um golo.
Resultado Real: 1-1

F.C.PORTO-TROFENSE:
O destaque deste jogo vai uma vez mais para a total impunidade de que Bruno Alves parece desfrutar.
O central internacional português goza com adversários, árbitros e adeptos, na senda aliás do que faziam os seus antecessores João Pinto, Fernando Couto, Paulinho Santos, Costinha e Jorge Costa, embora em tempos em que o sistema ainda laborava na escuridão. Tudo faz, utiliza a mais bárbara selvajaria em campo, e nada lhe acontece. Já é altura de acabar com isto, não havendo nenhum motivo para que os árbitros não estejam com maior atenção à forma carniceira como ele disputa os lances. O mais engraçado é que na Champions e na Selecção não joga desta forma. Ele próprio lá saberá porquê.
Mas manda a verdade reconhecer também que ficou por assinalar uma grande penalidade a favor do F.C.Porto, num lance em que Lisandro Lopez foi travado por Valdomiro. No outro lance reclamado (sobre Fucile) não houve nada.
Não vi o jogo, mas não deixo ainda de estranhar os mais de 7 minutos de compensação dados, tempo que julgo constituir record da presente temporada.
Resultado Real: 1-0

CLASSIFICAÇÃO REAL:
F.C.PORTO 31 (prejudicado até agora em três pontos)
Benfica 28 (beneficiado num ponto)
Sporting 25 (beneficiado em quatro pontos)

CLASSIFICAÇÃO REAL

Esta foi uma jornada com vários casos, mas em que as arbitragens acabaram por não ter reflexo nos resultados.

V.SETÚBAL-SPORTING:
O lance mais discutido da partida foi uma falta de Anderson Polga perto da linha da área, que teria valido um livre perigoso ao Vitória de Setúbal. Benquerença nada assinalou, cometendo aqui o seu maior erro.
Houve uma outra grande penalidade reclamada, mas aí parece ser o avançado sadino a provocar o contacto.
A expulsão de Carriço é inatacável.
Resultado Real: 0-2

NACIONAL-F.C.PORTO:
O único erro que me recordo foi um cartão amarelo que ficou por mostrar a Raul Meireles, que mais tarde acabaria mesmo por ser advertido.
O penálti é indiscutível. O que se pode discutir é como é que um jogador profissional comete uma falta daquelas naquele momento do jogo. Saberá Felipe Lopes? Por mim, sem querer acusar ninguém, irei estar atento à carreira deste jogador, tal como estive, durante algumas épocas, à de Rolando, hoje no F.C.Porto.
Um verdadeiro Apito Dourado teria de ter passado por situações de facilidade concedidas por defesas e guarda-redes de diversas equipas, suspeitando-se fortemente que durante os sombrios anos noventa elas tenham sido comuns.
Resultado Real: 2-4

TROFENSE-BENFICA:
Não foi por Jorge Sousa que o Benfica perdeu. Mas não se entende a dualidade de critérios na marcação de faltas que o árbitro portuense foi evidenciando ao longo dos noventa minutos.
Qualquer jogador do Trofense que caía, soava o apito do árbitro. Já quando era do Benfica, o jogo prosseguia. Os casos mais evidente foram as faltas assinaladas sobre Hélder Barbosa (numa delas Luisão nem lhe toca), e a que ficou por assinalar, já perto do fim, sobre Balboa.
É interessante a propósito verificar a estatística de faltas da Liga, e ver que o Benfica, justamente acusado de ser uma equipa macia, é de entre os candidatos o que tem mais faltas assinaladas contra, e mais cartões mostrados.
No lance do golo, creio com franqueza que Reguila está em linha com Maxi Pereira. Mesmo que assim não seja, tem de se conceder o benefício da dúvida ao assistente, até porque o lance é difícil de ajuizar em tempo real.
Deixar seguir o jogo quando se tem dúvidas é compreensível. O mesmo não acontece quando se marcam faltas que não existem, e ainda por cima se vem para a comunicação social meter os pés pelas mãos para justificar o injustificável.
Resultado Real: 2-0

CLASSIFICAÇÃO REAL:
F.C.PORTO 28
Benfica 27
Sporting 22

CLASSIFICAÇÃO REAL

Em semana natalícia, o Pai Natal apareceu de forma fulgurante. As prendas foram para os mesmos de sempre. Um ponto aqui, dois pontos ali, muito terá de sofrer o Benfica daqui em diante para continuar na frente do campeonato.

SPORTING-ACADÉMICA:
O caso do jogo foi o suposto golo obtido na marcação extemporânea de um livre perto da área.
Escândalo era se o golo tivesse sido validado. Em Loulé, em 1992, o Porto conseguiu dessa forma, e pela mão do inesquecível Rosa Santos, ultrapassar uma eliminatória da Taça que se estava a tornar complicada. Nas competições europeias o Sporting poder-se-á queixar de semelhante situação. Mas ao contrário do que Paulo Bento por vezes pretende, não se pode corrigir um erro com outro, para mais em competições diferentes.
Resultado Real: 0-0

FC PORTO-MARÍTIMO:
Duarte Gomes, o tal que viu um penalti sobre Jardel na Luz, não assinalou desta vez uma carga clara de Rolando na área portista. Minutos mais tarde, foi a vez de Bruno Alves desviar com a mão uma bola que cruzada por Manú que Djalma apenas teria de empurrar para o golo – foi assinalado canto, o que confirma que o árbitro viu o desvio.
É verdade que foi poupada a expulsão a Cardoso. Aí Duarte Gomes não viu mesmo (as imagens mostram-no de costas), caso contrário certamente teria agido, pois notou-se um constante zelo no sentido de ajudar o FC Porto a chegar à liderança.
Foi uma arbitragem a lembrar os nebulosos anos noventa(já na Reboleira o livre do decisivo segundo golo foi uma invenção). Os anos em que o F.C.Porto, à custa de um sistema de corrupção, tráfico de influências, falsificações, adulterações, compadrio, intimidação e crime, se tornou no gigante com pés de barro que é hoje.
Eu não me esqueço. Até porque de vez em quando surge um Duarte Gomes qualquer a recordar-me o que eram as arbitragens dessa altura, sobretudo naquele sítio.
Resultado Real: 0-2

BENFICA-NACIONAL:
Já disse quase tudo na crónica do jogo. Poderei apenas acrescentar alguns cartões amarelos que ficaram por mostrar, num registo que é habitual no árbitro em questão.
O que não lhe é habitual é assinalar faltas que ninguém vê. Mas como também já referi o Benfica vai ter de se habituar a isso, enquanto estiver à frente, ou pelo menos enquanto o F.C.Porto não estiver no lugar onde os poderes do futebol português durante tantos anos o puseram.
Resultado Real: 1-0

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 27
FC Porto 25
Sporting 19

CLASSIFICAÇÃO REAL

Alguns casos marcaram esta jornada, com o Sporting a ser novamente o mais favorecido. Não há contudo alterações pontuais a fazer.

E.AMADORA-SPORTING:
No golo anulado ao Estrela aceita-se a decisão do árbitro de assinalar carga pelas costas a Polga. Ficou ainda um pontapé de canto por marcar a favor do Sporting, num lance em que Postiga faz um passe para golo com a bola já fora das quatro linhas. No terceiro golo do Sporting, Vukcevic está em jogo, pelo que o mesmo é legal.
Mas o caso mais grave diz respeito ao segundo golo do Sporting, marcado por Liedson em posição de fora-de-jogo.
Mais do que o erro em si – o fora-de-jogo é milimétrico, e aceita-se que o assistente tivesse, no momento, ficado com dúvidas -, o que releva deste lance é o seu descarado e escandaloso branqueamento ao longo do fim-de-semana nas várias estações de televisão, onde os resumos foram alarvemente mostrados sem qualquer repetição. A Sic-Notícias foi de um zelo particularmente tocante a respeito desta questão, mostrando dezenas de vezes o resumo do jogo, sem uma única repetição do dito golo, nem mesmo no programa onde, há poucas semanas atrás, se passaram mais de dez minutos a analisar uma falta não sancionada de Binya a meio-campo.
Também a Sport Tv alinhou pelo mesmo diapasão, e eu, que logo no momento fiquei com sérias dúvidas, tive de esperar pelo ”Domingo Desportivo” da RTP, onde então sim, mesmo sem ter sido dado grande destaque ao lance, pude pelo menos ver uma repetição com a imagem parada, e perceber que a minha desconfiança tinha toda a razão de ser.
Há muito que afirmo que o Sporting tem um peso na comunicação social totalmente desproporcionado (para mais) à sua dimensão como clube. As redacções, de um modo geral, estão cheias de adeptos do clube de Alvalade, e muitos deles não hesitam em mandar às ortigas os códigos deontológicos para fazer sobressair os seus interesses clubistas. E estes são, como se sabe, criar na opinião pública a ideia de que o Sporting é sistematicamente prejudicado pela arbitragem, de modo a que essa pressão e condicionamento lhe permita manter os benefícios de que, objectivamente, tem usufruído. Pois na verdade, no meio de uma guerra Porto-Benfica, no meio dos destroços do Apito Dourado, se há alguém cujas arbitragens têm favorecido bem mais do que penalizado, esse alguém é sem dúvida o Sporting, que para isso mesmo, continua a ser o que mais se queixa.
Com o Benfica em primeiro lugar, nem quero imaginar o que por aí vem de pressão mediática…
Resultado Real: 1-2

V.SETÚBAL-FC PORTO:
O único lance que me deixou dúvidas foi uma eventual falta para penálti na área portista, já muito perto do final da partida. Com o resultado em 0-3, não seria relevante. Mesmo assim julgo ser de dar o benefício da dúvida ao juiz da partida.
Resultado Real: 0-3

MARÍTIMO-BENFICA:
Se no aspecto técnico a arbitragem de Soares Dias esteve globalmente bem – o penalti e a expulsão são indiscutíveis, e no lance entre Luisão e Djalma nenhuma imagem prova a existência de qualquer falta -, já no aspecto disciplinar se desorientou por completo.
Os cartões amarelos exibidos a Reyes, Moreira e, sobretudo, Ruben Amorim são ridículos. Por outro lado, vários foram os jogadores que ficaram por advertir, entre os quais também o benfiquista Yebda. A desproporção entre cartões amarelos para uma e outra equipa (1-6), num jogo em que o Benfica atacou quase sempre, mostra bem a forma como Soares Dias procurou gerir o jogo.
Resultado Real: 0-6

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 24
FC Porto 22 (-1)
Sporting 18