APOSTA DE RISCO

Vou fazer uma pequena inconfidência. Há uns anos atrás questionei pessoalmente Luís Filipe Vieira acerca da contratação de Taarabt - que então chegava bastante pesado e com fama de mau profissional nos clubes por onde tinha passado. Perguntei-lhe se não temia investir num jogador com aquelas características. Respondeu-me algo como isto: "vamos metê-lo no Benfica Lab e vais ver que resulta".
Bom, depois de algumas épocas incompatibilizado com Rui Vitória, Bruno Lage recuperou-o. Não se transformou num grande jogador (provavelmente nunca o seria), mas perdeu quilos e tornou-se um bom profissional. Num ou noutro momento, ainda foi útil ao Benfica, e voltou a ser convocado para a sua selecção. Naqueles anos, o Benfica foi campeão cinco vezes em seis temporadas, e tudo parecia ouro.
Serve este prelúdio para falar de Jhon Durán. Ao contrário do marroquino, o colombiano não tem tendência para engordar, e chega muito mais jovem. Porém, traz também má fama, e um currículo de sete clubes representados desde 2021, o que, aos 22 anos de idade, talvez seja um record. Encontra um Benfica faminto de títulos, e por vezes desconfiado de si próprio. Ao contrário de 2015, o clube segue agora numa trajectória de apenas um título em sete épocas.
Quando começou a falar-se dele, dois leitores trouxeram aqui essas (más) refreências. Fui pesquisar e encontrei alguns casos preocupantes de indisciplina. Tendo a fugir deste tipo de perfil, seja para a equipa do Benfica, seja para aquilo que for.
Vamos então ao copo meio cheio, ao copo da esperança. Durán tem um enorme talento. Brilhou no Aston Villa, que o contratara por quase 30 milhões de euros e o Al Nassr pagou depois 77 milhões de euros por ele. Mais do que o PSG por Gonçalo Ramos, quase tanto como o Liverpool por Darwin Nuñez ou o Arsenal por Gyokeres. É bastante jovem e, se ele quiser, tem uma enorme margem de progressão. Se fizer render todo o seu potencial, pode ter bastante impacto no campeonato português. Acredito que um jovem de 22 anos possa ainda ser permeável a influências positivas, a um contexto que o possa enquadrar num nível de profissionalismo de excelência. E no Al Nassr trabalhou com vários portugueses, nomeadamente membros do staff técnico - junto dos quais certamente o Benfica terá obtido informações. Acresce que vem por empréstimo, parte do salário é assegurada pelos sauditas, e a cláusula de compra é opcional - sendo que 30 milhões por um ponta-de-lança de 23 anos pode até vir a ser uma bagatela. Parafraseando Ruben Amorim, "e se corre bem?".
Não deixando de ser uma aposta de risco, tenho grande expectativa para ver o que acontece. Se correr mal, devolve-se à precedência. Haverá um ano inteiro para aferir.
O meu maior receio não tem a ver com a contratação de Durán. Tem a ver com a eventualidade de isso significar a venda de Pavlidis. Ai, já seria trocar um pássaro na mão por um pássaro a voar. Esse risco já seria demasiado elevado, e de consequências imprevisíveis.
PS: Falando de riscos, se Ibrahima Ba voltou a estar disponível, se Marco Silva gosta do jogador, se o problema físico for debelável, talvez por bastante menos do que os 20M então pedidos seja possível trazê-lo para a Luz. Ah o orgulho e tal...Não! Nestas coisas tem de haver pragmatismo. 

SOBRE O MUNDIAL

Globalmente, e tendo em conta aquilo que se temia, o Mundial acabou por ser bastante razoável. As bancadas estiveram cheias, não houve problemas com a meteorologia, não tenho conhecimento de episódios de violência, vimos bons jogos, vimos estrelas a brilhar e ganhou quem merecia. A média de golos foi a maior desde 1970. As arbitragens não foram piores do que noutras edições, e as irritantes pausas para hidratação/publicidade (criticadas por todos) não farão escola.
Sobre a equipa nacional já aqui escrevi. Podia e devia ter feito mais, desde logo vencendo o seu grupo e evitando encontrar a Espanha precocemente. Portugal não iria ser campeão do mundo, mas podia ter chegado, por exemplo, a umas meias-finais, repetindo as suas melhores prestações de sempre. Seria esse o seu lugar natural, face à geração de talentos que tem - e que foi uma vez mais desaproveitada. Venha Jorge Jesus.
Às meias-finais chegaram as quatro melhores selecções. E a partir daí, qualquer coisa podia ter acontecido. A Inglaterra pagou o preço da falta de ambição do seu seleccionador - que tinha o jogo na mão e foi recuando linhas quase até entrarem dentro da sua própria baliza. Naturalmente perdeu para uma Argentina, como sempre arreganhada, com sete vidas e com um Messi ainda alí para as curvas. A França tinha o melhor plantel, mas as suas super-estrelas foram manietadas pelo colectivo espanhol - que joga como um clube.
Valeu a pena gastar duas horas a ver o jogo dos tristes, que desta vez foi uma partida bem alegre, à antiga, com pouca defesa e muito ataque. Não me lembro de um 6-4 em competições oficiais, e a dada altura quase torcia pelo prolongamento.
A final foi enfadonha. Mas a Espanha esteve sempre por cima e acabou por vencer com naturalidade, quando a Argentina, reduzida a dez, totalmente dominada, apenas suspirava pelos penáltis.
Tive pena de Messi. Acho que merecia um segundo Mundial, e acho que foi, juntamente com Mbappe, com quem discutiu golo a golo mais um lugar na eternidade, a estrela mais cintilante da prova. Mas o título ficou bem entregue, evidenciando uma vez mais que o futebol é um jogo de equipa, e não uma soma de nomes mais ou menos sonantes.

UM BOM TESTE

Se com o Flamengo o Benfica esteve perante uma equipa num estado físico mais evoluído, com o Villarreal viu-se diante de um conjunto que só competirá em meados de Agosto. Isto significa que, nem a derrota da semana passada é para sublinhar, nem esta vitória representa mais do que um útil momento de trabalho face ao que aí vem.
Naturalmente a equipa encarnada ainda está muito longe daquilo que se espera venha a render ao longo da época. Há jogadores de férias pós Mundial,  reforços por chegar (pelo menos um central, um médio, um extremo e um ponta de lança), e os que já cá estão ainda não mostraram as suas potencialidades. 
A segunda parte foi manifestamente melhor que a primeira. Mormente o período entre o intervalo e as muitas substituições. Dois belos golos, e a confirmação de que Rafa, Pavlidis e, depois, Prestianni, ainda são os elementos preponderantes deste Benfica. Pelo menos dos disponíveis.
Em sentido negativo, este jogo não contribuiu para reforçar a esperança num novo Sudakov. É um jovem, tem bons pés, mas há qualquer coisa que continua a falhar. Vale Rafa para aquela posição,  mas...fica a faltar alguém na direita (e Prestianni tem de cumprir o castigo).
Enfim, veremos o primeiro teste verdadeiro e a sério - que será na Suíça. 

ENQUANTO NÃO CHEGAM REFORÇOS...

Em condições normais, este onze chegará para ultrapassar o St.Gallen. Deve por isso ser trabalhado no jogo com o Villarreal.
Em Agosto já cá estarão os mundialistas, e também, esperemos, mais um central, um médio, um extremo e um ponta de lança.

A ÚLTIMA PALAVRA

Este espaço existe há já vinte anos. Era Ronald Koeman o treinador de um Benfica em fase de reconstrução após o negro "vietname". Ao longo do tempo, com altos e baixos, foi possível discutir futebol abertamente, com quem estava de acordo, com quem não estava, mas sempre de forma genuína, e na maioria das vezes educada. Aliás, a polarização mais encarniçada, quando existia, era com adeptos de clubes rivais que por aqui apareciam. À semelhança do que sempre sucedeu, e sucede ainda hoje, no mundo real.
Os tempos mudaram. Mudaram demasiado. Desconfio que neste abominávvel mundo novo, o das redes sociais, dos algorítmos, das polarizações e de todos os ressentimentos e rancores expressos através de um teclado, não seja possível discutir futebol na internet. Desconfio mesmo que não seja possível discutir assunto nenhum, sem um exército de trolls atacar com insistência até à náusea, sem nos depararmos com uma polarização absurdamente excessiva, por vezes quase ridícula, resultado dos algorítmos, mas, sobretudo, do anonimato - que transportou o discurso de tasca para o espaço público. Uma pessoa faz-se passar por várias. Umas poucas pessoas criam uma multidão, organizada ou espontânea, mas sempre virtual. E quando têm uma agenda definida, o ruído torna-se demasiado tóxico para se manter suportável. Escreve-se alhos, aparecem vinte respostas em bugalhos. Ninguém elogia nada (quando alguém elogia, é porque é avençado, ou tem tacho, ou é lambe-botas, ou é parvo). Tudo é para deitar abaixo. Tudo é péssimo. Toda a gente é corrupta (sejam presidentes de clubes, sejam ministros, sejam figuras de destaque em qualquer área da sociedade). O grau de exigência (para com os outros) é ilimitado e tende para infinito, como se a fasquia estivesse em Albert Einstein, ou na Madre Teresa, conforme se fale de capacidade ou honestidade. A tolerância ao erro (e ao outro) é abaixo de zero - sobretudo para gerações habituadas a todos os facilitismos, em casa, na escola e até à vida adulta, onde esbarram de frente com a realidade e, com isso, adensam frustrações. As caixas de comentários tornam-se uma teia que acaba por asfixiar qualquer discussão lúcida sobre qualquer tema. Interessa é gritar, fazer o maior ruído possível, para levar avante (ou destruir) um qualquer propósito, uma qualquer figura. E quem não concorda é porque é estúpido. Isso é bastante notório na vida política, em Portugal e não só. Não sei se, por cá, as redes sociais serão um dia capazes de eleger um presidente da república (como um dia Emídio Rangel disse a propósito das televisões). Para já ainda não, mas noutros quadrantes já o fizeram.
Quando me tornei benfiquista nem sabia quem era o presidente. Essa era uma figura burocrática que me foi sendo mais ou menos indiferente até chegar Vale e Azevedo - um criminoso, mais tarde condenado em tribunal por desviar dinheiro do clube para o seu próprio bolso. Aí, bati-me de forma veemente contra as suas propostas em Assembleias Gerais onde os seus capangas de serviço não me meteram medo. Quem lá esteve, e viu cabeças partidas, sabe do que estou a falar. O fulano ainda assim cumpriu o seu mandato. Depois, foi democraticamente corrido - nas urnas, pela maioria dos sócios (os que como eu nunca acreditaram nele, e aqueles que de início foram mais crédulos, mas depois deixaram também de acreditar num vendedor de ilusões e de mentiras).
Entretanto Pinto da Costa, e, depois, de certo modo também Luís Filipe Vieira, tornaram-se elementos centrais da vida dos clubes portugueses. A somar à volatilidade com que jogadores e treinadores entravam e saíam, a figura dos presidentes assumiu um peso desproporcional e nocivo no clubismo dos adeptos portugueses - a reboque de uma comunicação social em crise, ávida de sangue e de polémicas capazes de conferir audiências e receitas. Daí, a política interna dos clubes ter assumido, também ela, maior relevância e destaque (#varandasout, AVB traidor, etc).
No Benfica tudo é maior. Para o bem e para o mal, tudo é amplificado pela grandeza do clube.
Neste caldo cultural, as últimas eleicções tomaram uma dimensão histórica - desde logo pela mobilização record dos sócios, também pela mediatização que originaram. Assim sendo, era natural que um espaço como este, durante a pré-campanha e a campanha eleitoral, reflectisse essa mediatização. E esse fosse, durante o período em causa, o assunto dominante de comentários e discussões. Uns a favor, outros contra. Até aí, tudo normal.
O resultado claro e esmagador da ida às urnas deixou perplexos muitos daqueles que viam nas redes sociais e nas caixas de comentários (amplamente anti-Rui Costa), um barómetro credível do benfiquismo. Não o era, e não o é. Mal de nós se algum dia o for, independentemente de quem estiver na presidência. Mas pensava-se que, após a reeleição, para mais com números tão expressivos, o clima eleitoral se dissipasse. Que a partir daí só o Benfica contasse. Que só houvesse um Benfica, a fazer jus ao lema "E Pluribus Unum".
De facto, quem vá ao estádio, aos pavilhões, quem fale com gente nas ruas, nos cafés, percebe que, com mais ou menos críticas, com maior ou menor insatisfação, com maior ou menor tolerância ao erro, só há verdadeiramente um Benfica. Infelizmente, no mundo virtual, um grupo de viúvas de Outubro, que não aceita a democracia, que se julga uma vanguarda iluminada, que, sabe Deus porquê, acha que todos os outros são estúpidos (ou chalupas, ou lá o que lhes chamam), partiu, de forma sistematizada ou não (haverá um pouco de tudo), para uma violentíssima cruzada de ressabiamento, de vingança e em alguns casos, mesmo de ódio para com o presidente legitimameente eleito, e reeleito há poucos meses (ainda sem sequer uma época completa depois da esmagadora votação), bem como para todos os que assumiram apoiá-lo, pretendendo impôr aos outros (a todos) uma retórica de terraplanagem de tudo o que tenha a ver com o clube. A partir daí tentaram o espaço público com uma campanha negra, estéril e, a serem benfiquistas, autodestrutiva, que em nada ajuda o clube a resolver os seus problemas - apenas serve para aliviar rancores ou satisfazer egos.
Quem não soubesse mais nada e caísse aqui de paraquedas, seria levado a pensar que o autor do blogue segue sozinho, em contramão, e contra todas as evidências, num caminho quixotesco, nem sequer de apoio ao presidente do clube (do qual, desde as eleições, praticamente não voltou a falar), mas da sua, digamos, não hostilização, face a uma maioria quase total de "esclarecidos" que a ele se opõem de forma "lógica", dada a sua "óbvia" incompetência. Sabemos que isso não corresponde à realidade do benfiquismo. E que, na única caixa que efectivamernte interessa, não foi isso que se viu. Que mais não fosse, esse seria motivo suficiente para me manter firme na minha linha de apoio ao clube e a quem ligitimamente o representa  (chame-se Rui, João, Manuel ou Francisco), sem me desviar um milímetro, ou muito menos deixar-se influenciar por quaisquer campanhas virtuais, independentemente da amplitude do ruído que consigam criar. Aliás, quem me conhece sabe que, comigo, isso até funciona ao contrário.
Sendo este um espaço criado por mim, tentei, até aos limites da paciência, para lá dos limites da boa vontade, absorver toda essa campanha na caixa de comentários. Diverti-me algumas vezes, confesso, a desmontar a sua argumentação. Ignorei insultos. Mas chegou-se a um limite em que, por um lado, sinto haver riscos de uma certa instrumentalização da caixa de comentários do VdB, e por outro, mais importante ainda, riscos de afastamento dos leitores mais antigos e tradicionais, afinal de contas aqueles com quem me dá prazer discutir futebol, independentemente de estarem de acordo ou não com aquilo que escrevo.
Isso obriga-me a tomar a decisão de filtrar a caixa de comentários, evitando uma toxicidade retórica que há muito se tornara excessiva e poluidora de um espaço que se pretende livre.
Naturalmente aceitarei todos os comentários feitos com elevação. Aceitarei críticas, por mais veementes que sejam. Mas não mais permitirei que este espaço sirva para campanhas negras, insultuosas e divisivas do Benfica, em que, a cada post, receba dezenas de comentários iguais (Rui Costa, 65%, chalupas etc), que francamente não me interessam nada, e de nada servem ao clube.
Estou certo que os verdadeiros leitores, os verdadeiros benfiquistas, continuarão a aparecer por aqui.
Obrigado a esses, e Viva o Benfica!

QUER SAIR? COMO ASSIM?

A serem verdadeiras as notícias que dão conta que António Silva quer sair do Benfica, não posso deixar de expressar a minha enorme desilusão.
Sei que o futebol profissional é o que é - e quando penso a fundo no que é, dá-me vontade de não querer saber dele para nada -, mas António Silva, um menino que chegou ao clube ainda criança, e que não se cansava de afirmar o seu benfiquismo (e o do irmão, e o da família toda, e o do cão e do gato), independentemente da avaliação técnica que se pudesse fazer, era um daqueles jogadores que eu gostava de ver no plantel durante anos. Escrevi sobre isso, pedindo a renovação, e esperando ver ali um futuro capitão de equipa - nem que fosse só no balneário.
Ao que sei, o Benfica fez-lhe uma excelente proposta de renovação, com um valor bastante acima do contrato actual. Mas ele...quer sair, como se fosse um Schjelderup qualquer.
Tem cometido erros primários, perdeu a titularidade para Tomás Araújo (que partia bastante atrás), e nem sequer foi chamado à Selecção. Ainda assim, o clube queria pagar-lhe mais do que aufere. 
Tratasse-se de um craque com propostas de muitos milhões (João Neves, Gonçalo Ramos etc), eu percebia a vontade de conquistar a sua independência financeira, e a oportunidade de a agarrar. Que propostas milionárias terá António Silva? Fico curioso de saber o seu futuro, para onde o vão levar, onde vai acabar, quanto vai ganhar, se vai ou não jogar, sendo que o futebol está de tal modo que não me admirava que quem o leva também tenha poderes para fazer dele titular de um qualquer clube onde haja um treinador amestrado.
Situações como esta reforçam a minha convicção de que os ídolos são apenas as camisolas. Quem circunstancialmente as veste, não merece sequer um aplauso, quanto mais qualquer tipo de carinho. 
Bernardo Silva também queria vir para o Benfica, mas só quando...já não prestar para nada (assim também eu). Nélson Semedo preferiu a Turquia, onde não paga impostos. João Félix queria o Benfica, até aparecer a Arábia Saudita, onde fica fora dos holofotes mas marca golos como o Ronaldo. João Cancelo diz que aceitava baixar o salário para jogar no Benfica, mas não agora. Por acaso são todos do mesmo empresário - que também é empresário do actual treinador do Benfica (como dos dois anteriores treinadores). Mesmo aqueles que já são ricos, mesmo aqueles que, em campo, estão longe de serem o que foram, não mostram um pingo de vontade em regressar ao país e ao clube que fez deles o que um dia chegaram a ser (e onde também não iriam certamente jogar de borla). E ainda dizem mal do Rafa...(que por acaso é agenciado por outro empresário).
Mais vale fazerem como o Ruben Dias - está-se ostensivamente a borrifar para o Benfica, como para tudo o que não seja ganhar mais dinheiro. Ao menos não finge que sente alguma coisa. Ao menos não faz juras de amor eterno. Antes isso do que hipocrisias.
Os adeptos não precisam do futebol para nada. Os jogadores, os treinadores, e os empresários é que precisam dos adeptos, sem os quais não haveria receitas que pagassem as suas vidas de luxo. Já estive mais longe que querer ver tudo isto pelas costas, e dedicar-me apenas aos livros, aos filmes e à música, que me enriquecem enquanto ser humano, e não me dão este tipo de desilusões, sendo, como tal, bastante mais compensadores.
Ainda bem que, quando eu era criança, tinha como ídolo Fernando Chalana. Fosse eu criança nos dias de hoje, o desencantamento do mundo (como dizia Max Weber) tomaria conta de mim bem mais cedo, e mais cedo ficaria imune a esta doença infantil e irracional que é o futebol. Sobretudo este futebol.
Quanto ao António Silva, que seja feliz lá longe, onde ele quiser. Por mim, a saír, a porta ficaria fechada para sempre.

O MEU PLANTEL


Emprestar: Rui Silva, João Veloso, João Rêgo e Miguel Figueiredo
Vender: Dedic (15M), Barrenechea (15M), Lukebakio (20M), Ivanovic (25M) e Schjelderup (40M)

VALE O QUE VALE

A nota de maior destaque no jogo com o Flamengo é que não é aconselhável voltar a agendar amigáveis de pré-época com equipas sul-americanas.
A postura dos brasileiros não é aceitável e não se reproduz no futebol europeu. Atiraram para fora do campo o jovem Umeh, e foi uma sorte não terem feito mais vítimas.
De resto, para primeiro jogo, e diante de uma equipa num patamar físico totalmente diferente (a meio da sua temporada), não é dramático perder. Noutro comtexto, duvido que o Flamengo acabasse com onze, e isso podia pesar. E até nem desgostei da dinâmica com que os encarnados terminaram a partida - por cima do adversário e em busca do empate.
O trabalho vai continuar, e só mais tarde se perceberá a força deste Benfica. Por agora, faltam jogadores, faltam rotinas, falta tempo.

ONZE PARA O FLAMENGO

 ...e já como base para as pré-eliminatórias, ainda sem "mundialistas":
Trubin, Bah, A.Silva, Lenglet, Dahl, Enzo, Barreiro, Sudakov, Rafa, Pavlidis e Kaminski.

DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

O castigo de um jogo à porta fechada aplicado ao Benfica era algo que, mais tarde ou mais cedo, iria fatalmente acontecer. Não obstante os constantes avisos, a pirotecnia nunca deixou de ser utilizada, e face ao que se passou em alguns estádios, nomeadamente, que me lembre, em San Sebastian e San Siro, espanta-me que a UEFA não tenha também perdido a paciência.
Dito isto, o que se vê nos jogos do Benfica não é muito diferente do que se vê nos jogos de outros clubes portugueses. E quando não há moralidade, ou comem todos, ou temos o caldo entornado.
Ora o caldo está a entornar-se sempre para o mesmo lado. Todas as autoridades que, de uma forma directa ou indirecta, tutelam o futebol português, parecem ter o Benfica sempre em ponto de mira.
Tal como acontecia com o FC Porto nos tempor áureos de Pinto da Costa, há hoje um clube que controla a arbitragem, a justiça, a disciplina, outras autoridades, e a propria comunicação social - algo que nem o FCP alguma vez conseguiu controlar. 

APENAS SIMPÁTICO

Roberto Martinez despertou-me sentimentos ambivalentes. Por um lado, pareceu sempre uma pessoa estimável, bastante educada e afável, que dava vontade de apreciar. Por outro, quando via a equipa jogar, desconfiava bastante da sua competência técnico-táctica. Sobre este último aspecto, o Mundial tirou todas as dúvidas: era treinador de menos para aquele plantel.
Scolari também não era um mago da táctica, mas soube, não só construir um grupo à prova de bala e cativar o povo português em seu redor, como também aproveitar inteligentemente o trabalho de terceiros, designadamente quando percebeu que o FC Porto de Mourinho, campeão europeu em 2004 com bastantes portugueses no onze titular, tinha obviamente que ser a base da selecção nacional. Não venceu, mas ficou lá perto.
Com Martinez no banco, Portugal precisava, pelo menos, da sorte que Fernando Santos (outro homem estimável, outro treinador mediano) teve em 2016, tanto nos jogos, como no emparelhamento das equipas até à final. Acontece que tamanha fortuna só cai do céu uma vez na vida, e a nossa selecção esgotou todo o seu plafond nessa competição - ao longo da qual, lembremo-nos, apenas venceu uma das sete partidas dentro dos 90 minutos e acabou campeão.
O técnico espanhol sempre foi difícil de decifrar. As suas convocatórias foram por vezes estranhas, e não esqueço que, para Bola de Ouro, uma vez votou em...Brozovic (!?!). Vendo a equipa jogar mal, ainda pensei, num benefício da dúvida que levei até onde pude, que a estivesse a preparar para grandes confrontos de "mata-mata", em que era preciso especular, defender, arrastar o jogo e procurar o erro contrário. A realidade mostrou que o erro não era contrário, e estava em todo o lado, que a equipa defendia mal, não se mexia, não evidenciava qualquer tipo de organização, e apostava apenas no factor sorte. E era preciso muita.
E chegamos a Cristiano Ronaldo. Depois de Fernando Santos o ter colocado no banco, em 2022, e, acto contínuo, ser despedido, a primeira coisa que Martinez fez quando foi contratado foi visitar CR7 na Arábia Saudita - decerto para lhe dizer que a selecção ia ser ele e mais dez, fazendo também a vontade a uma FPF que tem lucrado milhões com a imagem do antigo Bola de Ouro. Não sei, e talvez nunca venhamos a saber, se o espanhol foi de algum modo coagido a utilizar Ronaldo (em nome das receitas comerciais), ou se tinha mesmo a convicção da sua utilizade no onze titular. O que é certo é que, não só insistiu até à náusea num avançado que já não consegue correr nem saltar, como resistiu sempre a tirá-lo de campo, que mais não fosse para lhe poupar algumas energias na ponta final de certas partidas - contra tudo aquilo que era óbvio para quem visse os jogos. E se a presença de Ronaldo na selecção ainda divide os portugueses, para além dele próprio, da mãe e das irmãs, não haverá mais ninguém que ache que, aos 41 anos, deva realizar todos os minutos de todos os jogos. Por dever, ou por falta de coragem, Martinez seguiu pelo caminho mais fácil, o de agradar ao dono disto tudo, e assim comprar uma paz de balneário que, desconfio, seja mais podre do que aparenta. Caiu com estrondo.
Roberto Martinez não deixa, pois, quaisquer saudades. Deixa sim uma interrogação: porque motivo foi contratado?
Venha o senhor que se segue. Toda a gente que visita este espaço sabe o que penso de Jorge Jesus: um extraordinário treinador, que põe equipas a jogar e a ganhar. Isso aconteceu em quase todos os clubes por onde passou. Não tenho a certeza que o papel de seleccionador lhe assente assim tão bem. Sem tempo para treinar, com jogos de tempos a tempos, tem pela frente um desafio muito diferente de qualquer outro que teve até agora. Não terá, certamente, a diplomacia de Martinez ou Fernando Santos, coisa que não é despicienda num cargo como este. Enfim, vamos esperar para ver.
A curiosidade maior, o elefante na sala, é perceber se Cristiano Ronaldo se mantém na equipa, e se a continua a bloquear com a sua omnipresença. Se CR7 tivesse decidido abandonar a selecção, pelo seu pé, há quatro anos atrás, seria digno do meu aplauso. Se a abandonar agora, apenas merece o meu registo e o meu alívio. Se não tomar essa decisão, veremos que força será dada a Jorge Jesus para ser ele a fazê-lo.
Há jogos já em Setembro. Não temos de esperar muito para saber.
Quanto a Roberto Martinez, que seja feliz. 

CR 0

Crónica de uma morte anunciada. Podia ser este o título do texto, roubado a Gabriel Garcia Marquez, pois a eliminação de Portugal, deste Portugal, adivinhava-se pelo menos desde que o Mundial começou. Sobretudo quando se expoôs a jogar com a Espanha logo nesta fase, fruto de um segundo lugar no seu grupo - já ele consequência dos mesmos problemas e dos mesmos erros que agora ditaram a eliminação. 
O maior de todos eles é tão grande como foi, no passado, a carreira de um jogador que merecia ter sabido sair de cena no tempo certo. Não soube. E Martinez nunca mostrou qualquer pingo de coragem em fazê-lo perceber. Aliás, nunca mostrou absolutamente nada que um qualquer professor Neca não fosse capaz de superar.
Foi penoso ver toda uma geração brilhante de jogadores arrastada para a banalidade, por uma teimosia, por um capricho, por um treinador medíocre que não quis ou não soube contrariar o ego do seu capitão da equipa.
Foi penoso, substituição após substituição, ver a equipa torturada pela "necessidade" de manter em campo, por mais noventa minutos completos, um jogador estático, sem ritmo, sem velocidade, sem agressividade,  sem capacidade física para oferecer o que quer que fosse ao jogo. Uma estátua castradora do potencial dos seus colegas. Com o Uzbequistão foi mais fácil.  Com a Espanha torna-se impossível. 
O que dirá Gonçalo Ramos? Não às televisões, nem aos jornais - em Portugal toda a gente tem medo de dizer a verdade. À família, aos amigos. A quem diga o que lhe vai na alma.
O que dirão Vitinha, Bernardo, Bruno, João, Rafael, Pedro, Nuno, Ruben, Diogo? Tenho pena deles, obrigados a ser figurantes  de uma farsa, que se não fosse desportivamente tragica, era decididamente cómica.
Enfim, talvez eu não devesse sofrer tanto com isto. Mas gosto da Selecção, e acho que tinha aqui, nesta geração, uma oportunidade para voar alto.
Martinez? Obviamente demitam-no! Além de um discurso conrtês, não trouxe nada de positivo à equipa portuguesa. Limitou-a. Descaracterizou-a. Só para se manter nas boas graças de alguém a quem, desde cedo, se subordinou.
Ronaldo? Espero nunca mais o ver com esta camisola. Que fique a bater os seus records lá longe, nas arábias ou onde lhe pagarem mais. Não soube sair pela porta que a sua carreira justificava. Sai pela janela dos fundos, a rastejar pelos relvados, e a comprometer os sonhos de todo um povo. 
Portugal foi campeão europeu quando ele se lesionou. Tornou-se absurdamente rico à conta da paixão dos adeptos. Afinal, o que lhe devemos?

UM JOGO COM HISTÓRIA

41 jogos, 7 vitórias,  16 empattes e 18 derrotas. É este o registo histórico global do Portugal-Espanha, o confronto mais vezes repetido no historial da "Equipa das Quinas". No século XXI, 12 jogos, 3 vitórias, 5 empates e 4 derrotas. Em Mundiais, um empate e uma derrota, nas únicas duas ocasiões em que os dois países ibéricos se defrontaram.

Viajando no tempo, recordemos, com algumas fotografias, a primeira partida, em 1921



...e aquela que foi a primeira vitória sobre os espanhóis, no Jamor, em 1947:



Para hoje: Diogo Costa, Cancelo, Ruben Dias, Renato Veiga, Nuno Mendes, Vitinha, João Neves, Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Gonçalo Ramos e Rafael leão.

JÁ ESTAVA A ESTRANHAR

O Mundial estava a correr bem demais.
Estádios cheios, bons jogos, emoção, as principais estrelas a brilharem, nada de violência, e até a meteorologia tem ajudado - pelo menos nos estádios onde não existe cobertura.
Eis que surge, como um murro na tromba desse optimismo, o caso Balogun. E se é o que parece, nunca a FIFA tinha descido tão baixo.
Da administração Trump espera-se tudo e o seu contrário. Que Infantino o tenha bajulado antes da competição para garantir que as coisas corriam bem, enfim, poderia até chamar-lhe, de forma benevolente, realpolitik. Que continue a satisfazer os seus ignóbeis caprichos, adulterando sem vergonha a verdade desportiva, é algo que de modo algum poderá ser tolerado.
Surpreende? Não. Mas não deixa de ser grave, e de abrir um precedente perigosíssimo.
Tal como a política, também no futebol a verdade passou a existir, apenas, quando um homem quiser.

VAREU!

Ufa... Já não sofria tanto com a Selecção há bastante tempo. 
Depois de uma primeira parte enfadonha, uma segunda em que aconteceu de tudo, e terminou à filme - com o VAR a salvar Portugal...
A equipa continua com problemas por resolver, e a Espanha não é a Croácia. Mas hoje a noite é de festa. Ou pelo menos de sono tranquilo e saboroso, como será o meu caso.
Ainda há Mundial. 

O MEU PAÍS

Não. Não é Pedro Proença que vai jogar. Não é sequer a FPF que jogará. Aos olhos do mundo, o nome que irá constar dos noticiários é apenas um: Portugal, selecção que já existia antes do presidente da FPF e CR7 terem nascido, que existe há mais de 100 anos, representando um país que existe há quase 900.
Este seria o meu onze para vencer a Croácia: Diogo Costa, João Cancelo, Ruben Dias, Renato Veiga, Nuno Mendes, Vitinha, João Never, Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Gonçalo Ramos e Pedro Neto.

REPARAR O ERRO

O maior erro de Rui Costa enquanto presidente do Benfica foi, seguramente, dar apoio a Pedro Proença na corrida à presidência da FPF. Percebo que, naquele momento, o qual sem algumas figuras do passado (leia-se, Pinto da Costa) parecia de pacificação, Rui Costa procurasse seguir na carruagem que se sabia vencedora. Percebo também que, no contexto de vários processos judiciais a correrem contra o clube, o seu presidente se sentisse de algum modo limitado nas acções de bastidores. E a verdade é que se o Benfica não lhe tivesse dado o seu apoio, Proença ganharia igualmente, e estaria lá agora, tal como está - porventura ainda mais hostil e vaidoso do que já é.
Ninguém está isento de erros, embora nos dias de hoje pareça ser isso que se espera de presidentes de clube, de ministros, de autarcas e de toda a gente que, no fundo, tenha de tomar decisões em cenários de incerteza. Rui Costa errou, e estou convencido de que o próprio reconhecerá que errou.
Para grandes males, grandes remédios. E chegou o momento de poder corrigir o erro.
A convulsão provocada no Conselho de Arbitragem, com a saída e as denúncias de Duarte Gomes, veio oferecer ao Benfica a possibilidade de dar um verdadeiro murro na mesa. Não na mesa da AG do clube, nem na mesa de uma conferência de imprensa qualquer, mas na mesa da FPF.
Por mim, a questão era simples: ou Pedro Proença retirava de imediato (vá lá, amanhã, depois do jogo da selecção) a confiança no ainda presidente do CA, ou esta seria a ocasião para ser o Benfica a retirar a confiança no próprio Pedro Proença. Com este CA, com esta arbitragem, só um super Benfica poderá ser campeão. Mais do que contratações de jogadores ou de treinador, é na arbitragem que é preciso mexer, para a tornar minimamente isenta e credível. 
Talvez Rui Costa não possa encetar este caminho sozinho. Mas tenho a certeza que, bem negociado, André Villas-Boas ajudaria a dar o empurrão que falta para o futebol português se ver livre do cancro Luciano Gonçalves. Também ele o tem criticado com veemência. Também ele percebe o que se está a passar. Aliás, toda a gente percebe o que se está a passar, ou não fosse Frederico Varandas o único a defender o Conselho de Arbitragem, os árbitros, e a pedir castigos mais duros para quem os critique - numa espécie de bico calado e cara alegre que continue a favorecer o Sporting eterna e escandalosamente em todos os campeonatos e taças.
Na paixão do adepto, o FC Porto é tão ou mais rival do que o Sporting. Na realpolitik do futebol português, o Benfica precisa de um aliado forte. Neste contexto, esse aliado só pode ser o FC Porto. A reboque virão outros clubes médios e pequenos. E só assim se muda alguma coisa. O Benfica é muito grande, mas, ao contrário do que supõem alguns optimistas mais crédulos, não é suficientemente grande para enfrentar todo um edifício do futebol português que se auto-regula, e cujas votações não são feitas pelos adeptos, mas por presidentes de clubes grandes médios e pequenos, associações e representantes diversos, todos com interesses cruzados - quando não obscuros.
Esta é pois, à entrada de uma nova época, a ocasião para dar uma varridela na podridão que grassa na arbitragem portuguesa. Talvez não haja outra tão depressa. É uma espécie de penálti aos 95 minutos que não pode ser desperdiçado.
Fica o desafio.

CA(SA) A ARDER

A demissão, com estrondo, de Duarte Gomes, promete agitar o Conselho de Arbitragem. Aliás, já está a agitar.
Entre Duarte Gomes e Luciano Gonçalves, não tenho a menor dúvida em quem mais confiar, ou, sendo mais rigoroso, de quem menos desconfiar. O presidente do CA é um gangster, que fez a arbitragem portuguesa regredir trinta anos. É o rosto da pior temporada da arbitragem portuguesa desde os tenebrosos tempos do "Apito Dourado".
Quando um árbitro beneficia grosseiramente o Sporting e na jornada seguinte vai dirigir o FC Porto, e quando o mesmo árbitro apita um jogo em que o Sporting perde (e queixa-se), e na jornada seguinte fica na jarra, está dado o sinal. Quando um árbitro prejudica escandalosamente o Benfica numa partida da primeira volta, e é nomeado para um jogo decisivo do Benfica na parte final do campeonato (em que volta a prejudicá-lo de forma grosseira), temos a confirmação. E o VAR, criado para defender a verdade desportiva, tornou-se um instrumento adicional de manipulação, fruto de interpretações criativas e avulsas do protocolo, feitas sempre com a mesma tendência.
Não é preciso haver malas com dinheiro. Não é preciso haver mensagens encriptadas. Nem sequer troca de palavras. Hoje, na arbitragem portuguesa, quem prejudica o Benfica (ou beneficia o Sporting) sabe que, mais tarde ou mais cedo, será premiado; e os poucos que têm a coragem de tomar alguma decisão em contramão, são, mais tarde ou mais cedo, directa ou indirectamene, punidos. Isso está no ar que se respira. Sente-se. E os tempos do amadorismo na arbitragem, para o bem e para o mal, já vão longe. Há que alimentar as famílias, e chegar ou não a internacional, ser ou não nomeado, para a primeira ou para a segunda liga, não é indiferente.
É o sistema. Um novo sistema, agora pintado a verde e branco. Edificado na sombra, enquanto o Benfica se debatia com inúmeros problemas judiciais e o FC Porto se debatia com graves problemas financeiros - ambos, de algum modo, limitados durante anos na sua capacidade de intervenção.
Quando eu era criança, fazia campeonatos de caricas. Levava a coisa a sério, mas no fim ganhava o Benfica. A arbitragem portuguesa, transformada em marioneta, faz-me lembrar esses tempos, e esses "campeonatos". Não ganha sempre o Sporting - há jogos em que nem os árbitros fazem milagres. Mas lá que tentam, tentam. E pelo menos uma Taça de Portugal e cinquenta milhões de euros já estão a crédito do clube do Dr. Varandas. Para 16 meses deste CA em funções, não é coisa pouca.