SÓ FALTAVAM MAIS ESTES

O mercado de transferências já era o que era. E, quanto a mim, era o que de pior já tinha o futebol moderno.
Só faltava aparecerem os árabes a querer contratar tudo o que mexe, a inflacionar os valores e a causar ainda mais confusão. Veja-se o caso Luís Castro, por exemplo.
Se alguém pensa que o futebol ganha com isto, anda enganado. Estão a matar a galinha dos ovos de ouro.
A pandemia ensinou-nos, a mim e a muita gente, que podemos muito bem viver sem futebol, e gastar o tempo livre noutras coisas (livros, cinema, música etc). 
Sabemos também, ou devíamos saber, que retirando identidade cultural aos clubes e às equipas, não sobra quase nada. Podem pôr o Messi, o Ronaldo e o Mbappé a fazer malabarismos com a bola vestidos de coletes de treino, que isso não me diz nada, nem perco um segundo a ver. Não é isso que me seduz, e para tal prefiro jogar eu com os meus amigos - mesmo sem malabarismos. 
A dimensão histórica e sócio-cultural dos clubes, os adeptos que enchem estádios de alma, de fervor e de paixão, isso sim, é o que tem interesse no futebol. É o que move as multidões. 
Por mim, se isto se tornar o que me parece que se vai tornar, estarei a meio caminho de me afastar cada vez mais. Não vou deixar de pagar ao Benfica tudo aquilo que entendo dever-lhe (quotas e Red Pass, que, aliás, acabei de renovar). Quanto ao resto, meus amigos, a tendência é mesmo para deixar de gastar um cêntimo com Sportvs, Elevens, Jornais, consumo de programas TV, etc. 
Há coisas na vida muito mais interessantes do que este futebol incolor, mercantilizado, sem alma e sem história, que parece estar a levar avante sobre o outro - aquele de que eu gostava. Com a FIFA já sabemos que não se pode contar: o mundial no Qatar diz tudo
Não há problema. Sendo o futebol um artigo de 16ª necessidade nas nossas vidas, rapidamente o podemos colocar de lado. Que fiquem os abutres que o rodeiam entretidos a comer-se uns aos outros, até não terem mais ninguém a ver. Depois...acabou-se. A vida, essa continuará com outras coisas e por outros lados.

A MINHA PROPOSTA PARA RAFA

Fosse eu presidente do Benfica, e era isto que oferecia:
Contrato até 2026 a 2,5M net por ano.
Custo total: aproximadamente 12 ou 13M (dependendo do salário actual, que desconheço). Ou seja, manter o melhor jogador do Benfica por mais duas épocas, ao preço de um Schjelderupzito.
Os valores de que se fala na imprensa implicam um custo anual de 7M (salário mais impostos) por quatro anos. Até a mim, que sou quase o líder do clube de fãs do Rafa, me parece exagerado. Mas acho que faz sentido fazer um esforço, e esse é, mais ou menos, aquilo que apresento (desconhecendo até que ponto a proposta do Benfica se aproxima ou não de tal).

DÁ QUE PENSAR

Por lá, aos 14 anos, já sonham com ganhar ...ao Benfica.
Na Luz apregoa-se que se ganha #pelobenfica.
Posso estar enganado, mas isto, sobretudo nos confrontos directos, tem o seu peso. E os resultados, nos confrontos directos, sobretudo no Estádio da Luz, estão à vista.
Se o Benfica não quiser continuar a perder em casa com o FC Porto, ano após ano, mesmo com equipas tecnicamente muito superiores e muito mais caras, terá de repensar as suas estratégias de motivação.
O próximo Benfica-FC Porto tem de ser anotado no calendário, e lembrado semanalmente.
E se eu fosse ao Lourenço Pereira Coelho, mandava decorar os balneários, não com as vitórias do Benfica, mas com as comemorações do FC Porto na Luz, por exemplo em 2012 e em 2022. Para todos se lembrarem que isso tem mesmo de acabar.
Nos "clássicos" do campeonato estão em jogo 12 pontos. E falta pouco mais de um mês para a Supertaça.



O ONZE DA LIGA - agora a sério

DIOGO COSTA

PEPÊ

ANTÓNIO SILVA

OTAMENDI

GRIMALDO

UGARTE

JOÃO MÁRIO

AURSNES

RAFA

TAREMI

GONÇALO RAMOS


VERGONHOSAMENTE SÓS

CLUBES APURADOS PARA A CHAMPIONS LEAGUE 2023-24 (com/sem equipa feminina):
Das 26 equipas já apuradas para a Champions da próxima época, o FC Porto é a única que não tem equipa de futebol feminino. Além de uma excentricidade, é também uma vergonha para Portugal e para os portugueses.
Está previsto, espero que para breve, serem impedidos de participar na Champions clubes que não tenham equipa feminina (como já sucede com o futebol-formação). Aí, a bem ou a mal, o clube de Pinto da Costa terá de deixar de olhar para as mulheres como meras anfitriãs do "Calor da Noite".

NÃO SEI SE ESTÃO TODOS. MAS SÃO MUITOS.

 
Estes são os títulos que consegui apurar da temporada 2022-23 do Benfica. É possível que ainda faltem aqui alguns de competições com menor visibilidade. Mas são já muitos. 56 no total, já mais 10 do que os que apurei na época anterior.
Estão ainda por disputar, até final do mês, pelo menos:
HÓQUEI JUNIORES MASCULINOS (02/07)
HÓQUEI INICIADOS MASCULINOS (02/07)
HÓQUEI JUNIORES FEMININOS (02/07)
ATLETISMO PISTA AR LIVRE ESPERANÇAS MASCULINOS (02/07)
ATLETISMO PISTA AR LIVRE ESPERANÇAS FEMININOS (02/07)
HÓQUEI JUVENIS MASCULINOS (09/07)
HÓQUEI INFANTIS MASCULINOS (09/07)
ATLETISMO PISTA AR LIVRE JUNIORES MASCULINOS (16/07)
ATLETISMO PISTA AR LIVRE JUNIORES FEMININOS (16/07)
ATLETISMO PISTA AR LIVRE MASCULINOS (23/07)
ATLETISMO PISTA AR LIVRE FEMININOS (23/07)

Diga-se também que, se o Benfica já venceu 56 títulos, do Sporting, com a mesma pesquisa, não contei mais do que 19, e do FC Porto apenas 12.

CONTAS FINAIS

Este é o balanço final da temporada desportiva, quanto às competições nacionais das principais modalidades e escalões.
De uma forma geral, pode dizer-se que, em cada prova, ganharam os melhores. Enfim, talvez no basquetebol feminino o Benfica fosse a melhor equipa, mas falhou no jogo da negra, em casa. E no futebol junior, talvez pudesse ter havido uma melhor gestão entre os sub-19 e os sub-23, o que teria permitido, pela primeira vez na história do clube, fazer o hat-trick (Juniores, Juvenis e Iniciados).
Que venha outro ano igual a este.

LINDO

 


O Voleibol já havia triunfado no mês passado, na Luz. Há pouco mais de uma semana, o Basquetebol festejou em Alvalade. E agora o Hóquei em Patins repetiu a proeza, também no pavilhão do rival lisboeta. Falta o Futsal (que, a ser campeão, também o será em Alvalade, no próximo Domingo). 
A época não foi excelente apenas no Futebol. Também nas modalidades, com títulos igualmente no Sector Feminino (Futebol  Hóquei, Futsal, Andebol e Polo Aquático), e várias Taças, Supertaças entre outros troféus - pelas minhas contas, até agora, num total de 52.
No Futebol Formação, títulos em Juvenis e Iniciados, sendo que o de Juniores foi perdido para o Famalicão na última jornada.
Uma temporada à Benfica!

UM DOS NOSSOS? NÃO, UM DOS TEUS!

Ninguém me fará torcer por uma equipa onde esteja Otávio. Muito menos o presidente da FPF, que devia estar preocupado com outros assuntos, bem mais graves.
Otávio não faz falta à selecção, nem faz falta ao futebol. Não tem carácter, passa os jogos em simulações e provocações, não respeita nada, nem ninguém. Ainda goza com os adeptos e com todos nós. 
O problema dele não é o lugar onde nasceu ( embora a convocatória de naturalizados para valorizar futuras transferências seja altamente discutível). Nem o clube onde joga. O problema é a forma como se comporta, e que não representa em nada Portugal e os portugueses. Sendo a selecção uma representação nacional, envergonha-nos. 
Dizer que se defende o futebol espectáculo e o desportivismo, colocar fair-play nas camisolas, tentar agregar o povo em redor da equipa nacional, e depois aceitar e tolerar um indivíduo como este de quinas ao peito, é uma contradição e uma hipocrisia.
Enquanto Otávio estiver na seleção, podem chamar os super-dragões para a apoiar. A mim, não me levam. 
Se sou doente? Então padeço de uma doença da qual não me quero curar: a dignidade.
Quanto ao Sr. Martinez, também pode ir de volta para de onde veio. Assim, mais valia o engenheiro - que pelo menos nunca tentou dar lições de moral a ninguém. 

PATÉTICO


O vice-presidente do Sporting para as modalidades, que na época passada havia acabado detido na esquadra da PSP de Moscavide após a sua equipa ser eliminada na meia-final do campeonato de Hóquei pelo Benfica, voltou a fazer um número após a derrota no jogo 3 da final deste ano.
Desta vez, que se saiba, não foi detido pela polícia. Foi apenas parvo, promovendo uma conferência de imprensa ridícula, que mais não visa do que pressionar e condicionar as arbitragens para os dérbis que se seguem (ainda no Hóquei e também no Futsal).
Quem não tenha visto o jogo pode imaginar o que quiser. Acontece que eu vi.
Ao intervalo, o Sporting ganhava 0-1 graças a um cartão azul mal mostrado. Houvera também uma agressão clara, com uma stickada na cabeça, de um hoquista do Sporting a um do Benfica, que ficou impune. Devo dizer que até estranhava a passividade do pavilhão face ao que se estava a passar, e que era escandaloso.
Na segunda parte o Benfica virou o resultado, e o senhor Afonso ficou aziado. É verdade que a arbitragem continuou a cometer erros, metendo os pés pelas mãos, aí para ambos os lados.
Na cultura do Sporting, quando há erros a favor e contra, ignoram-se os primeiros, e faz-se um barulho inacreditável com os segundos. É assim há muitos anos. Se qualquer clube seguisse a mesma lógica de raciocínio, desde o Manchester City até ao Juventude de Évora, todos eram roubados, todos eram perseguidos, e todos faziam conferências de imprensa ridículas, lutos e por aí fora.
Tenho assistido a quase todos os jogos dos play-offs das modalidades. Em três finais Benfica-Sporting (Basquetebol, Hóquei e Futsal), já lá vão nove partidas. Só não vi a cabazada no jogo 3 do Basquete e os 5-1 do Futsal em Alvalade. Devo dizer que o Benfica tem sido claramente mais prejudicado pelas arbitragens (e até pelas próprias federações, como no caso-Travante), situação que acho merecer reflexão para o futuro. Até por isso, ouvir este indivíduo a chorar no fim deste jogo é digno de desenhos animados.
Vamos ver se um destes dias não acaba outra vez na esquadra de Moscavide. Aliás, a direcção do Sporting cada vez se assemelha mais a um grupo de forcados.

RAFA? RENOVAR PARA ONTEM!

Sete anos de Benfica: 274 jogos e 72 golos. É hoje, de longe, o jogador deste plantel com mais jogos e com mais golos pelo clube.
Sem um único penálti, marcou mais de águia ao peito do que nomes como Chalana, Simões, Aimar, Valdo, Rui Costa, Di Maria, Poborsky, Gaitán, Alves ou Paneira, e mesmo pontas-de-lança como Saviola, Mitroglou, Lima, Isaías, Filipovic, Miccoli, Mantorras, Jimenez, Darwin, Yuran, César Brito ou Vata.
É o oitavo goleador de sempre do Benfica nas provas europeias, só atrás de Eusébio, Nené, Cardozo, José Augusto, Águas, Torres e Nuno Gomes. Se considerarmos apenas a Champions League, ultrapassa Nuno Gomes e passa o sétimo de sempre. Leu bem: sétimo goleador da história do Benfica na Champions!!
Desde que chegou à Luz, é também o melhor marcador de "Dérbis" e "Clássicos" envolvendo o Benfica, mesmo contando com jogadores adversários (anotou já seis golos a leões e dragões). Taremi e Pote juntos não marcaram tantos golos ao Benfica como Rafa aos rivais.
Nas duas últimas vitórias do Benfica no Estádio do Dragão, que valeram também os últimos dois títulos, foram dele os golos decisivos. E neste último campeonato, marcou também o golo ao Braga na Luz - que, a meu ver, foi o momento que colocou uma pedra sobre o campeonato. Rafa é, de resto, um homem para grandes momentos.
Para quem - dizem - tem um problema de finalização, não estamos nada mal...
Quanto a arte, devo dizer que desde o tempo de Jonas é, para mim, o mais talentoso jogador que vestiu a camisola do Benfica. Os seus raids com a bola colada a pé só têm paralelo em algumas estrelas das melhores equipas do mundo. E só me fazem lembrar...Fernando Chalana.
Como dizia Mircea Lucescu, não se percebe como nunca saiu do Benfica para uma liga de topo. Como dizia Jurgen Klopp, "Rafa? Uau!!!"

Caro Rui Costa,
Por favor renove imediatamente com este jogador, pagando-lhe o que ele merece, e que é, sem dúvida, o topo salarial do plantel. Nos mercados em que o Benfica se movimenta, não há ninguém melhor do que ele.
Por mim, quero Rafa por mais três épocas, e com um salário ao nível dos mais altos que se pagam em Portugal. Ele é o melhor, é o mais decisivo, e não é por não ser benfiquista de nascença que não irá ficar na história das grandes lendas do clube. Aliás, já lá está.

UM PEDAÇO DE JUSTIÇA

A condenação do chico esperto e do seu pequeno escudeiro mostra que a justiça (a dos Tribunais, não a da praça pública, nem a de investigações por dá cá aquela palha, tornadas públicas segundo as conveniências), embora estupidamente demorada, ainda está viva, e garante alguma tranquilidade aos cidadãos deste país.
O que se passou em 2018 foi um crime grave. Um crime de roubo, truncagem e divulgação de correspondência privada, visando destruir a maior instituição do país. Um crime de terrorismo comunicacional, jamais imaginado, e que só mentes doentes, obcecadas, cheias de ódios recalcados e complexos de inferioridade provincianos poderiam ter levado a cabo. 
Imagine-se o mesmo ter acontecido a um partido político, ou a um governo. Imagine-se que todos tínhamos acesso a todas as comunicações internas de Sporting e FC Porto. Assim é mais fácil perceber o que esteve em causa.
Não me esqueço de como tudo foi feito, nem de quem, além obviamente dos criminosos,  pelas televisões e jornais do país, foi explorando e potenciando o caso - ora para conquista de audiências, ora embarcando no tiro ao Benfica, para o atingir, para o matar. Alguns jornalistas ficaram gravados na minha memória para todo o sempre.
E o Benfica também não pode, nem deve, esquecer o que lhe fizeram, ou tentaram fazer. Nem quem o fez, nem quem embarcou no folclore criado. Importa também lembrar aqui que os processos envolvendo o anterior presidente Luís Filipe Vieira não foram expostos por aquela gente, mas sim resultado de investigações policiais, nada têm a ver com corrupção desportiva, e em alguns deles, se se provarem as alegações, o Benfica é vítima e não culpado.
Rui Pinto foi preso e está a ser julgado (espero que acabe com uma punição exemplar e de acordo com o perigo que hoje representa o cibercrime, talvez o crime do século XXI), Marques foi condenado a pena de prisão, Faria foi condenado a pena de prisão. Falta aquele indivíduo baixo e gordo, com cara de boi charolês, que também participava no programa. E faltam mais alguns agentes (Saraiva, lembram-se? também foi visto em Budapeste) que directa ou indirectamente estiveram envolvidos nisto. Era importante esclarecer também quem pagou a Cássio, Marcelo e Edgar Costa (que bem que fica este delinquente na segunda divisão...) para fazerem afirmações caluniosas visando prejudicar o Benfica. Sem falar em quem, do alto da sua cadeira, patrocinou tudo. Há, aliás, ainda muito por esclarecer, mas com o tempo acredito que a verdade se saberá, e a justiça será, ainda que parcialmente, ainda que tardiamente, reposta. E a FPF, como a Liga, não podem assobiar para o lado como se nada tivessem a ver com o assunto.
E já agora, e isto é, por exemplo, para o jornal "A Bola" (que ainda respeito), porque não deixarem de reproduzir tudo o que um criminoso, condenado a pena de prisão, já com anteriores condenações por outros casos (um delinquente, portanto), com uma mente doente, obcecada e odienta, escreve nas redes sociais? Também vale tudo para obter visualizações?

KOKÇU E O MERCADO

Do pouco que vi do médio turco no Feyenoord, gostei. Parece um jogador dinâmico, intenso e criativo. Um médio moderno que tanto pode ser o substituto de Enzo Fernandez, como uma alternativa a Rafa - numa posição mais subida no terreno. E até marca bem livres (lacuna que Grimaldo deixa no plantel).
O preço não me parece nada mau. Julgo ter sido considerado o melhor jogador da Eredivisie, liga que acaba de suplantar a nossa no ranking da UEFA. Foi a estrela da equipa campeã. É jovem. Dentro de dois ou três anos, pode até representar uma importante mais-valia financeira (depois de, em campo, espero, contribuir com títulos).
O único problema é que esta contratação pode vir a tapar a progressão de João Neves. E devo dizer também que, para mim, com Florentino, Aursnes, João Neves e Chiquinho, o meio campo até estaria razoavelmente bem preenchido, necessitando talvez apenas de um gorila (Al Musrati?) - coisa que o turco manifestamente não é. Mas Roger Schmidt é que o escolheu, é que o pediu, é que sabe como quer jogar e quanto valem os que lá tem. Foi campeão na sua primeira época em Portugal, e dou-lhe o crédito que isso lhe confere.
Quanto a outras contratações, parece-me evidente a necessidade urgente de um lateral-esquerdo (Kerkez? Lodi? Alba? Lelo?), de um guarda-redes suplente (Bento? Andrew? Luiz Junior? Arruabarrena?) e, caso Gonçalo Ramos venha a sair (como temo), também de um ponta-de-lança (Gimenez? Castellanos? Osmajic? neste último caso não dispensando uma primeira opção). De resto, com os que estão, com os possíveis regressos de Tomás Araújo, João Victor, Paulo Bernardo, Tiago Gouveia e Henrique Araújo, e com a eventual manutenção de Guedes, creio que se pode construir um plantel para vencer tudo no país, e voltar a chegar longe na Europa.
A haver outras contratações, só peço que se olhe também para a dimensão atlética. Tem sido um dos factores de afirmação do FC Porto nos confrontos directos.

PELO BENFICA...MAS NÃO SÓ

Na hora da vitória, percebo que se seja magnânimo.
Por isso, aplaudo Rui Costa e a forma como soube ganhar. É um presidente cuja postura orgulha os benfiquistas, e isso faz parte da grandeza de um clube. Também Luís Filipe Vieira, com todos os defeitos que tinha e/ou lhe quiserem pôr, e decerto com notórias lacunas de benfiquismo, nunca hostilizou ou provocou os rivais – ao contrário do que fizeram connosco, sempre a norte, e durante um certo período também a sul.
Ganhar pelo Benfica é já um lema, que entrou no vocabulário e na cultura da casa. Escreve-se em cachecóis. Usa-se no marketing. É bonito, faz bem ao futebol e ao desporto em geral.
Dito isto, e da minha parte enquanto adepto, sinto-me livre para pensar de outro modo. Não me esqueço, por exemplo, da campanha que a dada altura da temporada a TVI/CNN (que desde que foi adquirida pelo tipo do norte que foi ao Espaço perdeu quase toda a credibilidade, no desporto e não só) lançou sobre o clube da Luz, como também não esqueço o javardo “diretor de comunicação” do FC Porto (cujas baboseiras incendiárias publicadas nas redes sociais continuam a ser estranhamente reproduzidas em jornais respeitáveis), e de tantos outros, que, fora do campo, sempre destilaram ódio ao Benfica, e tudo fizeram para dividir e destruir o clube.
Lamento, mas a minha vitória, enquanto sócio e benfiquista, não é apenas pelo Benfica. É também contra toda essa gente.
O Benfica é uma instituição democrática, e já o era antes do país o ser. Aqui, cada um sente as alegrias como quer. Não haveria nenhum problema nisso, não fosse o caso de também me parecer que a assimilação daquele lema pelo clube o faz perder jogos – designadamente quando enfrenta os rivais, sobretudo o FC Porto. Nos últimos 22 jogos com o seu adversário directo na Luz, o Benfica apenas venceu quatro, e perdeu dez. Há razões físicas e tácticas (também de algum modo relacionadas com uma cultura benfiquista ainda muito agarrada ao futebol bonito dos anos sessenta, quando tudo era diferente) que ajudam a explicar esse registo. Mas esperar que uma identidade candidamente desportivista vença em campo o ódio, o rancor, a faca nos dentes e o sangue nos olhos (afinal de contas o "contra tudo e contra todos") parece-me demasiado romântico no contexto do desporto português, e insuficiente para o combate que temos de travar. Deixa-nos em desvantagem óbvia, pois se para nós um duelo com os rivais é apenas um jogo (pelo Benfica), para eles é o jogo (contra o Benfica). Em alguns anos dá para ser campeão (como agora). Porventura menos do que aqueles em que podíamos e devíamos ser, até porque assim, para triunfarmos, a superioridade técnica tem de ser muito mais acentuada (como neste caso foi), e os custos provavelmente também.
O tema não é fácil. Mas só partindo da premissa de que temos do outro lado quem nos quer destruir podemos definir como queremos, de facto, actuar e/ou sentir.
Obviamente tudo isto tem a ver com mentalidade. Jamais com qualquer tipo de violência física ou mesmo verbal. Temos de querer ganhar pelo Benfica, mas também temos de querer ver os rivais sofrer – desportivamente, claro. Fazê-los pagar, em campo, pelo ódio que nos destinam. E todas as nossas equipas, no futebol e nas modalidades, têm de entrar nos campos, no pavilhões ou nas pistas, com esse tónico adicional. O "ódio" aos rivais é um poderoso suplemento anímico que, no triste contexto do desporto português, infelizmente não podemos dispensar
Ganhar pelo Benfica e contra os outros. Em campo. Depois, nas festividades, então sim poderemos ser simpáticos com toda a gente (como fomos).

RADIOGRAFIA AOS CAMPEÕES

ODYSSEAS VLACHODIMOS – Creio que já terá feito temporadas melhores, talvez por então ter estado mais exposto. Todavia foi, uma vez mais, titular indiscutível, quer no Campeonato, quer na Champions, e esteve sempre à altura das exigências. Não é Ederson nem Oblak, mas guarda-redes desse nível não estão, hoje, ao alcance do clube. É o seu segundo título, tendo já mais de duzentos jogos como titular do Benfica. Que continue por cá.

SAMUEL SOARES – Teve o seu minuto de glória no jogo do título. Ainda não foi posto à prova, pelo que ficaria mais tranquilo se o Benfica contratasse um suplente mais experiente, ficando Samu como terceiro guarda-redes e titular na equipa B. Terá o seu tempo, que ainda não é o presente.

ALENXANDER BAH – Apesar de se tratar de um internacional com provas dadas, durante meses deixou-me algo reticente, chegando a considerá-lo o pior jogador do onze titular. A verdade é que se lesionou no Benfica-FC Porto, quando o Benfica ganhava por 1-0 e estava virtualmente com treze pontos de vantagem. E depois, sem ele, foi o que se viu - até porque Gilberto, que começara bem a temporada entrou em queda livre de rendimento, obrigando à adaptação de Aursnes. Bah é muto bom a atacar, mas continuo a achar que carece de alguma solidez defensiva, embora dê a mão à palmatória quanto à sua importância na equipa.

NICOLAS OTAMENDI – Valeu pela experiência, pelo enquadramento de António Silva, pela voz de comando e liderança no balneário. É um jogador duro, dos poucos do plantel com músculo e fibra de combatente. Dito isto, também é verdade que cometeu alguns erros comprometedores, sendo o caso mais flagrante o jogo de Chaves. Com o salário que tem, não me choca que saia, desde que António Silva fique mais uma temporada.

ANTÓNIO SILVA – Este sim, foi cinco estrelas quase toda a época. É sem dúvida a grande revelação do campeonato, tendo em conta que começou como quarta ou quinta opção, e acabou como jogador de selecção e titular indiscutível. Pena o jogo de Alvalade, em que não foi feliz, mas isso faz parte do caminho que outros (lembro-me de Ruben Dias) percorreram até ao topo do mundo.

ALEJANDRO GRIMALDO – Fez a melhor temporada da carreira, mostrando-se peça chave da equipa campeã. Atacou como sabe, fez assistências e golos, e disfarçou melhor do que nunca as insuficiências defensivas. Acaba por sair pela porta grande, com vários troféus conquistados e uma imagem lavada.

GILBERTO – Arrancou como titular, e a sua fibra e empenho manteve-o nos primeiros jogos da época, pese a concorrência de Bah. Quando saiu do onze, talvez não o merecesse. A verdade é que depois, sempre que foi chamado, teve dificuldades em responder à altura – só ele saberá porquê. Perdeu espaço e sai do clube como campeão, título que lhe assenta bem.

MORATO – Não fora uma inoportuna lesão, e provavelmente não tinha havido António Silva. Morato estabelecera-se como titular ao lado de Otamendi, estava bem, e só perdeu o lugar por problemas físicos. A afirmação do jovem português impediu o regresso do brasileiro ao onze. Quando, esporadicamente, o teve de fazer, cumpriu.

LUCAS VERÍSSIMO – Prevalece a dúvida acerca da sua real condição física depois da longa paragem. Nos poucos momentos que esteve em campo, confesso que não gostei do que vi. Sei que era capaz de melhor. Não sei se voltará a ser. Disso (e de uma eventual transferência de António Silva) depende a necessidade do Benfica ir ou não ao mercado por um central.

MIHAILO RISTIC – Deste até gostei do que vi, não percebendo porque motivo não deu mais descanso a Grimaldo ao longo da época. Não vejo os treinos, mas em campo pareceu-me uma opção bastante válida, com doses suficientes de talento, força e intensidade.E até marcou um belo golo ao Estoril. Espero que possa ficar como segunda opção ao novo titular (Kerkez?).

JOHN BROOKS – Foi contratado num momento muito específico, e por motivos muito específicos, quando havia três centrais lesionados. A estrepitosa afirmação de António Silva tornou-o desnecessário. Não tem culpa. Merece um agradecimento.

JAN VERTONGHEN – Ainda é campeão, com toda a justiça, depois de ter jogado alguns minutos num dos primeiros jogos do campeonato. Um senhor dentro e fora do campo, ainda que já sem fôlego para mais do que aquilo que deu. Tudo de bom para ele.

JULIAN WEIGL – Quase as mesmas palavras de simpatia do que para Vertonghen, embora um esteja manifestamente em final de carreira, e o outro não tenha simplesmente tido perfil para jogar neste Benfica. Justa ou injustamente, fica ligado a um dos piores períodos da equipa encarnada neste século: entrou com o Benfica campeão e com sete pontos de vantagem no início de 2020, e sai no início da época de recuperação. A culpa não foi dele, mas também não terá sido totalmente por acaso.

FLORENTINO LUÍS – Quando era suplente de Tchouameni no Mónaco, dizia-se que “nem no Mónaco jogava”. O futuro explicou porquê. Só não percebo porque se apagou em 2020, e porque Jorge Jesus nunca o aproveitou. Foi titular na maior parte da época, e é opção válida para os próximos anos.

CHIQUINHO – Teve um papel fundamental no pós-Enzo, em que assumiu o lugar, senão com brilhantismo, pelo menos com competência. Foi muito importante para ultrapassar esse período, embora na parte final do campeonato acabasse por se apagar um pouco. Fez a melhor temporada da carreira, e a verdade é que só Roger Schmidt percebeu o seu potencial. Termina com um estatuto bem diferente daquele com que se apresentou há um ano.

ENZO FERNANDEZ – Nunca se saberá o que podia o Benfica ter feito, nomeadamente na Champions, se o argentino não tivesse saído em Janeiro. Até então foi claramente a estrela da companhia, esbanjando classe pelos relvados do país e da Europa. Forçou a saída, mas a verdade é que deixou muito, mesmo muito dinheiro. Decisivo na entrada de rompante no Campeonato, cuja pontuação até ao Mundial acabou por ser determinante para definir o vencedor.

FREDRIK AURSNES – Foi a surpresa do Campeonato, e argumentavelmente o melhor jogador da temporada. Serviu para tudo, até para queimar a imagem jogando como lateral-direito na ausência de Bah. Mas foi como médio que soltou todo o seu dinamismo, e toda a sua velocidade e inteligência táctica. Foi o pulmão da equipa, e até marcou golos importantes. Espero que seja possível mantê-lo por cá, mas temo que não seja fácil. Os grandes clubes raramente se enganam e sabem observar.

JOÃO NEVES – Só perde para António Silva como revelação da época porque o defesa jogou sempre, e o jovem médio só apareceu na ponta final. Apareceu, diga-se, num momento delicado, sendo titular pela primeira vez frente ao Estoril, justamente no pós-semana negra. A verdade é que se fixou de pedra e cal, sendo bastante importante para refrescar e equilibrar o meio-campo naquela fase. O golo em Alvalade foi um dos momentos do título. Acaba como a grande promessa para 2023-24, e se tudo lhe correr bem essa será a sua última em Portugal.

JOÃO MÁRIO – Outro que realizou a melhor temporada de sempre, sobretudo na primeira metade, em que mostrou também uma veia goleadora nunca vista – mesmo se descontarmos os penáltis que converteu. Foi titular em todos os jogos, excepto em Famalicão, depois a expulsão com o Vizela, por tirar a camisola após um golo obtido no último lance do jogo. Na fase derradeira da temporada apagou-se bastante, tal como outros. Podia ter sido mais poupado, mas isso não foi culpa dele.

RAFA SILVA – Para mim Rafa é…Rafa. Quem me lê sabe o quanto admiro o extremo/avançado benfiquista, que, desde Jonas, e com uma pequena intermitência de Darwin, considero o melhor jogador do Benfica. Por vezes faz-me lembrar Chalana, e isso não é para qualquer um. Em 2022-23 foi autor daquela que creio ter sido a melhor exibição individual de um jogador encarnado, designadamente na Luz frente à Juventus. Foram dele também os dois mais importantes golos na corrida ao título: Dragão e em casa com o Braga. Marcou também na festa final. Esteve lesionado no início da segunda volta, falhando alguns jogos. Demorou a recuperar a forma. Mas ainda chegou a tempo de voltar a ser brilhante e decisivo. Merece a camisola dez de Chalana, Valdo, Rui Costa e Aimar. E gostei de o ver cantar “eu amo o Benfica” no dia do título. Não conheço pessoalmente, mas, para além do talento, trata-se de uma personalidade que me desperta bastante curiosidade.

DAVID NERES – Foi o fantasista, o criativo, o abre-latas de serviço. Entrou como titular indiscutível e peça determinante no primeiro ciclo de vitórias. Com a afirmação de Aursnes numa ala, perdeu algum espaço no onze titular, não deixando de entrar quase sempre em campo (só não participou em três jogos), e muitas vezes para decidir. A dada altura parecia triste com a sua condição. E foi quando o Benfica passou pelo pior momento que Neres voltou a emergir para dar o toque de imprevisibilidade que parecia faltar à equipa. Um craque, que espero ver mais alguns anos de Manto Sagrado.

ANDREAS SCHJELDERUP – Tem dezoito anos, e isso (a menos que se trate de João Neves) diz quase tudo. Em todo o caso, a expectativa criada com a sua contratação foi, para já, defraudada. Vindo de paragem competitiva, demorou a aparecer. E depois, no pouco que apareceu, falo também da Equipa B, ficou longe de convencer. Não ficou provado que a troca de Diogo Gonçalves tenha sido benéfica para o plantel – que, no seu pior momento, careceu de opções de banco credíveis.

DIOGO GONÇALVES – Ainda participou em dez jogos, chegando a ser titular em dois. Schmidt até parecia gostar dele. Nunca foi um jogador brilhante, mas, pelo que disse atrás, talvez a sua dispensa tenha sido precipitada. Schjelderup nada acrescentou ao que Diogo poderia dar. Pelo contrário.

JULIAN DRAXLER – O grande flop do Benfica e porventura de toda a Liga. Era craque acima de suspeita, e vinha para fazer a diferença, mas as sucessivas lesões tiraram-lhe todo e qualquer protagonismo. Ainda jogou dez jogos, quatro como titular, mas o mais intrigante é que também nessa fase deixou uma imagem triste, pesada e sem cor. De bom, apenas as palavras de despedida, em que pediu desculpa aos benfiquistas por não ter ajudado mais. Que seja feliz e consiga recuperar pelo menos parte daquilo que já foi.

GONÇALO GUEDES – As semelhanças com Draxler são que veio emprestado, trazia grande expectativa, e sucessivas lesões tiraram-lhe protagonismo. A diferença é que ainda conseguiu ser importante, designadamente no início da segunda volta, quando suportou as ausências, quase simultâneas, de Ramos e Rafa. Além disso é um jovem da casa, o que facilitou a integração. Ao contrário de Draxler, pareceu sempre bastante feliz por estar cá, e se a sua condição física for debelável, espero que possa continuar.

CHER NDOUR – Fui surpreendido pela notícia de que estaria de saída, recusando-se definitivamente a renovar com o Benfica. Jogou uns minutos na Madeira, mas esteve no banco na maioria dos jogos da ponta final do campeonato. Schmidt parecia gostar dele, e o meio-campo precisa de alguém possante. Estranho estas opções de jovens que ainda não amadureceram e acham-se já muito melhores do que talvez um dia venham a ser. Como é possível um jovem recusar renovar pelo clube onde começava a ter oportunidades, que vai estar na montra milionária no próximo ano, e que tem sido um trampolim para a carreira de tantos craques portugueses e estrangeiros? É algo que me intriga. O mesmo é válido para Diego Moreira, que não jogou no campeonato, mas teve uns minutos das pré-eliminatórias da Champions.

GONÇALO RAMOS – Foi uma das estrelas do Benfica e do Campeonato, sendo neste momento o jogador com maior valor de mercado do plantel (o que faz com que dificilmente fique por cá). Demorou a convencer-me, e na fase final da época também se apagou ao ponto de muita gente (eu incluído) pôr em causa a sua titularidade. No meio realizou grandes jogos, marcando golos de todas as formas e feitios. Fosse responsável pelas grandes penalidades do Benfica e terminaria com cerca de trinta golos, só atrás de Haaland nas estatísticas dos principais campeonatos europeus. Acresce um Mundial extremamente afirmativo, e que lhe valeu grande notoriedade – ainda mais por estar directamente ligado à substituição de Ronaldo. É ainda muito jovem, e tem enorme margem para crescer, nomeadamente em termos atléticos, o que o dotará de maior resistência e capacidade de choque. Prevejo qualquer coisa como 80 milhões, e isso diz tudo.

PETAR MUSA – Chegou sem grande alarido, e a verdade é que foi uma bela surpresa. Está por saber o que valeria se fosse titular (e há jogadores que só rendem saídos do banco, lembram-se de Raul Jimenez?). A verdade é que sempre que entrou deixou a sua marca, com golos, assistências, bolas ganhas em duelos aéreos, e algumas coisas que nem Gonçalo Ramos conseguia dar aos jogos. Foi muito empenhado e importante, e talvez merecesse ainda maior utilização. Deixa grande expectativa para a próxima época.

CASPER TENGSTEDT – Quase diria o mesmo que disse de Schjelderup, com a diferença (importante) de que já não tem 18 anos. Sendo jogador feito, esperava-se muito mais. Acabou por não fazer muita falta, pois Ramos e Musa deram conta do recado. Mas cheira demasiado a flop. Oxalá esteja enganado e na próxima temporada justifique o dinheiro que custou – e também não foi pouco.

HENRIQUE ARAÚJO – Tal como Diogo Gonçalves por Schjelderup, também a substituição mo Inverno de Henrique por Tengstedt não provou trazer qualquer mais valia. O jovem madeirense ainda marcou na Dinamarca e em Israel. Mas também é verdade que não teve qualquer sucesso no seu empréstimo ao Watford, não sendo sequer titular na segunda divisão inglesa. Algo que me deixa desapontado, pois confesso que até acreditava mais nele do que em Gonçalo Ramos. Ainda não perdi a esperança, mas a próxima temporada pode dar a resposta definitiva sobre o futuro de Henrique Araújo – que está num momento chave da carreira, que tanto pode acabar no Real Madrid como no Odivelas.

RODRIGO PINHO – Entrou em quatro partidas, duas delas frente ao PSG. Muito marcado pelas lesões, nunca deixou perceber o que realmente valia. Acredito que, noutro contexto, pudesse ser uma espécie de Musa, embora com características totalmente diferentes. Deixa boa imagem, mas pouca utilidade para o clube.

ROMAN YAREMCHUK – Por diversas razões, algumas extra-desportivas, Roman Yaremchuk foi um jogador bastante simpático aos benfiquistas. Prova disso, a ovação dispensada aquando do Benfica-Brugge. Em campo, porém, e talvez fruto de circunstâncias, lá está, fora do âmbito do futebol, nunca provou ser o ponta-de-lança de que a equipa precisava. Na primeira época havia marcado uns golitos importantes. Nesta ainda participou nos dois primeiros jogos, e depois, sem espaço no plantel, porventura demasiado pesado na folha salarial, partiu para a Bélgica. As maiores felicidades para ele e sua família.

Treinaram com a equipa, e/ou estiveram no banco sem utilização no Campeonato ainda os seguintes jogadores: André Gomes, Helton Leite, João Tomé, André Almeida, João Victor, Gil Dias, Rafael Rodrigues, Paulo Bernardo, Martim Neto, Hugo Félix e Diego Moreira.

O GRITO QUE FICOU ATRAVESSADO

De todas as formas de festejar um campeonato, a minha não foi certamente das melhores. Depois de resistir durante mais de três anos, a covid apanhou-me, com uma pontaria lamentável, na véspera do jogo do título. Fui obrigado a assistir ao jogo e à festa pela TV, deitado com dores de cabeça e febre. Ironizando, diria que, para mim pessoalmente, este título foi à...Sporting 2021.
Escrevinhei por aqui o que pude, e como pude. Agora já estou bem.
Enfim... Trágico seria perder o Campeonato. Isso não aconteceu, mas sinto-me desde já credor de um 39 em grande para, daqui por um ano, festejar duplamente.
Assim que possível farei um pequeno balanço daquilo que foi a época do Benfica. Por agora fica esta justificação aos leitores para o facto de ter sido tão lacónico num momento que se queria tão empolgante.