OPORTUNIDADE(S) PERDIDA(S)
Fica tudo em aberto, sendo que, com este 3-1, em condições normais o Benfica estará na fase regular da Liga Europa. E se alguma coisa correr muito mal, já nunca ficará fora das provas da UEFA. Com os novos formatos, a Conference é quase igual.
A primeira parte foi muito melhor do que a segunda. Se nos primeiros 45 minutos os encarnados marcaram três e deixaram outros tantos por anotar, no segundo período ficaram a zeros e apenas por duas vezes ameaçaram a baliza dinamarquesa. Algum desgaste de jogadores nucleares, e uma ou outra substituição que não entendi, fizeram com que a partida se arrastasse até ao fim. O Benfica sem fulgor, o Aahrus sem capacidade para mais. E ficou tudo como estava.
Acredito que este Benfica, no plano ofensivo, possa vir a ser bastante forte. Palhinha e Aursnes no miolo, Prestianni, Rafa, Schjelderup e Pavlidis mais à frente. Rios, Barreiro, Lukebakio, Sudakov e Durán como alternativas. Enfim, olhando desta perspectiva, isto parece-se com um plantel campeão.
O problema está mais atrás, sendo que Palhinha, com a capacidade de compensação, com a sua agressividade e o seu jogo aéreo, pode de alguma forma mitigá-lo. A solidez defensiva, longe de se mostrar minimamente conseguida, pode também depender muito da afirmação de algum, ou de alguns dos jovens que irão, para já, guarnecer o quarteto titular. Acredito que Banjaqui, Circati, Índio e José Neto, ao longo da época, não sejam, todos eles, cartas fora do baralho. Se assim suceder, o Benfica pode ter um plantel forte e equilibrado. Caso contrário, irá penar bastante quando encontrar pela frente adversários mais fortes. Com extremos pouco dados a trabalho defensivo, exigem-se laterais extremamente seguros. Bah e, sobretudo, Dahl são...Bah e, sobretudo, Dahl. E no meio, tanto Tomás como Lenglet, são ambos de perfil demasiado açucarado - o que ficou bem patente no golo sofrido esta noite.