PROPAGANDA? OBSESSÃO? DOENÇA?

Fui revisitar os últimos vinte textos escritos neste blogue. Nenhum dos temas versava o presidente Rui Costa ou a direcção do clube. Aquela que poderá considerar-se uma excepção, era o texto sobre os vários treinadores que o Benfica teve nos últimos anos - e nesse, as referências a Rui Costa eram até bastante críticas.
Em vinte posts escrevi o nome de Rui Costa apenas quatro vezes. Porém, a caixa de comentários tem sido generalizadamente monotemática. Em resposta, no mesmo número de posts, identifiquei quase seiscentas referências, directas ou indirectas, muitas delas insultuosas, ao presidente do Benfica - legitimamente eleito por uma maioria esmagadora de sócios há poucos meses atrás, razão pela qual o defendo, como, com sentido democrático e amor clubista, defenderia qualquer outro que a maioria tivesse então escolhido. 
Fala-se de Mourinho, lá vem o Rui Costa, os "chalupas", os 65% etc. Fala-se de arbitragem, a mesma coisa. Mesmo falando de futebol feminino (por sinal, ganhador), alguns comentadores conseguem fazer a sinuosa viagem até ao presidente do Benfica e a umas eleições cujo resultado parece ter-lhes deixado urticária. Se o tema for Marco Silva, ou a Liga Europa, ou Rafa, ou qualquer modalidade, tudo vai dar ao mesmo. Rui Costa, Rui Costa e mais Rui Costa. Como se o mundo permanecesse parado em Outubro de 2025. Quem não alinha no coro de insultos, claro, é porque é lambe-botas ou avençado. Ou então "chalupa"...uma designação curiosa, que é toda ela um compêndio de ignorância por parte daqueles que não conseguem entender diferentes pontos de vista, que se acham donos da razão absoluta, e que, ao contrário de Sócrates - o sábio filósofo grego - só sabem que sabem tudo.
As excepções a esta regra foram os textos sobre Otamendi e a Selecção, pois aí havia outros de quem dizer mal. Hoje, o que é preciso é dizer mal. Se nem sequer nos identificamos, então até podemos insultar tudo e todos. É a sociedade que temos, neste e noutros planos bem mais perigosos para o nosso futuro colectivo.
É impressionante como, depois disto, alguns ainda conseguem a espantosa proeza de me acusar de propagandista. O mundo de pernas para o ar.
Tenho reflectido sobre a possibilidade de moderar os comentários. Por vezes sinto que estou a dar espaço a uma campanha negra de gente que talvez nem sequer seja benfiquista (alguns seguramente não o são). Gente que não é minimamente relevante nem visível em nenhum momento ou espaço da vida do clube a não ser na internet e sob anonimato ("um por vários", ao contrário do lema do Sport Lisboa e Benfica). Depois penso melhor, e na verdade estou-me nas tintas para algo que é apenas virtual, não alterou, nem altera, pelo menos até agora, o estado de espírito do verdadeiro, genuíno e apaixonado benfiquismo. Aquele que se vê nos estádios. E aquele que se viu...nas urnas. E não deixo de sublinhar o orgulho pelo facto de sentir o meu clube, para já, de algum modo impermeável a este tipo de deploráveis movimentações artificiais.
Costuma dizer-se que o raciocínio de uma multidão em fúria é equivalente ao da pessoa mais estúpida que lá estiver. O mesmo é válido hoje para as redes sociais, os fóruns de opinião e as caixas de comentários. De fora ficam aqueles que, apoiantes deste ou daquele candidato a presidente, mais ou menos críticos da actual gestão, contribuem, ou tentam contribuír, para uma discussão saudável e construtiva sobre o futebol do Benfica. É para esses que escrevo, e é também por esses que mantenho a caixa aberta, esperando que não se deixem impressionar, e muito menos espezinhar, pelo ambiente tóxico criado e alimentado por estes novos "donos da verdade".

PORQUE NÃO JJ?

Três Campeonatos, uma Taça de Portugal, cinco Taças da Liga, uma Supertaça. Ninguém ganhou mais troféus no Benfica. Só Otto Glória ganhou mais um campeonato. E há ainda a considerar a presença em duas finais europeias - as únicas do clube nos últimos 36 anos, as últimas de uma equipa portuguesa. 
Ao que se sabe, Jorge Jesus está livre. Não sei se quer voltar à Luz, mas, com 72 anos, talvez uma boa proposta o faça voltar a casa.
Com a saída de Mourinho a confirmar-se nos próximos dias, não vejo ninguém no mercado, ao alcance do Benfica, com tanta qualidade e créditos. E tão capaz de pegar numa equipa e ganhar rápido.
É verdade que Rui Costa o despediu (mesmo depois de, nessa época, ter ganhado ao Barcelona por 3-0, apurado a equipa para os oitavos-de-final da Champions, e no Campeonato levar um registo de 12v 1e 2d estando apenas a quatro pontos da liderança). Mas o contexto é agora diferente, o plantel é diferente, e no futebol de alto nível não pode haver lugar a simpatias ou antipatias pessoais - embora, tanto quanto se saiba, a relação entre ambos se tenha mantido amigável. 
Por mim, entre as opções de que se fala, preferia claramente esta.

OS INTOCÁVEIS

Olhando para o plantel do Benfica, e para aquilo que se espera seja a próxima época, esta é uma lista dos jogadores que eu consideraria intocáveis. Isto é, aqueles que o clube precisa de manter nos seus quadros, sendo que um ou dois dos mais jovens poderão eventualmente ser emprestados - dependendo do espaço que as contratações a fazer deixarem livre.

CLUBE CERCADO

OS CONVOCADOS

A lista de Roberto Martinez não é muito diferente daquela que eu próprio faria. Trocava talvez Renato Veiga e Samu Costa, por António Silva e João Palhinha. De resto, mantinha tudo mais ou menos igual, partindo do princípio que o quarto guarda-redes é apenas uma questão de precaução até à partida para a América.
Teremos tempo de falar sobre isso, mas temo que esta selecção, ao contrário do que se diz, já tenha passado o seu apogeu. Desde logo Cristiano Ronaldo, que não tem nada a ver com o jogador de há sete ou oito anos atrás, mas cuja presença, dado o infortúneo de Diogo Jota, e as quebras abruptas de André Silva, Fábio Silva e outros avançados, se tornou obrigatória - ao contrário do que seria lógico num jogador com 41 anos. Mas também Bernardo Silva já não é o mesmo, e Pepe, goste-se ou não, era uma referência na defesa. Rafael Leão, Ruben Dias e Gonçalo Ramos não têm estado no seu melhor, e ao que parece Nuno Mendes também tem problemas físicos.
Enfim, oxalá esteja enganado.

OBRIGADO

Tenho sentimentos ambivalentes em relação a Otamendi. Por um lado, sempre apreciei a garra, a intensidade, a liderança e a agressividade que colocava em campo. Por outro, custo a perceber os erros primários que tantas vezes cometia, como se fosse um novato. Em Famalicão foi o último, e custou 50 milhões de euros ao clube.
Acho, por isso, que sai no momento certo. Deixa algumas saudades, mas não posso dizer que era um super fã do central argentino - que, de algum modo, fica na história como capitão de uma equipa que ganhou apenas um campeonato em seis anos.
Agradeço o seu empenho, e desejo o melhor para o seu futuro, ao que parece, no River Plate - seu clube de coração.
E aguardo a renovação do António Silva, bem como a contratação de mais dois centrais, preferencialmente altos e agressivos..

O SENHOR CEM

Sempre fui fã de Rafa. Pode não festejar os golos, nem publicar simpatias nas redes sociais, mas a verdade é que tem números impressionantes. Tornou-se agora um dos vinte futebolistas da história do Benfica a atingir a marca de 100 golos. Já era o sexto de sempre na Taça/Liga dos Campeões. E mesmo sem ser ponta-de-lança, figura à frente de nomes como Simão, João Pinto, Magnusson, Diamantino, Simões, Isaías ou Chalana.
As duas últimas vitórias do Benfica no Estádio do Dragão, que valeram também os últimos dois títulos, foram seladas com golos seus. Assim como a última vitória em Alvalade. Aliás, já marcou oito golos em "Clássicos" e "Dérbis". Marcou também ao Barcelona, ao Real Madrid, à Juventus e ao Arsenal. Um homem para os grandes momentos.
Regressou ao Benfica a meio da época, mas ainda a tempo de, mesmo silenciosamente, se tornar o quarto melhor marcador da equipa no campeonato, e o terceiro no rácio golos por jogo.
Por vezes, mais vale cair em graça do que ser engraçado. Rafa nunca caiu em graça.
Não deixa também de ser curioso como muitos adeptos criticam jogadores por querer sair rapidamente do clube, por não ficarem muito tempo na Luz (como outrora ficavam), e desvalorizam um que, não só realizou várias épocas consecutivas no clube, como, quando saiu, rapidamente quis voltar. Não é, Bernardo Silva?

Total de golos:

Golos na Champions:

FOI BONITA A FESTA, PÁ!

Perante mais de 22 mil espectadores, mais uma Taça de Portugal para o Museu Cosme Damião,  conquistada no Jamor no primeiro Benfica-FC Porto feminino de sempre.
Fim-de-semana bem composto, com títulos nacionais de Rugby, Polo Aquático feminino e Voleibol Sub21.

UMA BOA NOTÍCIA: ACABOU!

Um tio meu já falecido, que não gostava de futebol, vendo-me um dia aborrecido com uma derrota do Benfica, disse-me do alto da sua sabedoria: "porque te chateias com isso? No próximo ano começa tudo outra vez!".
Neste momento lembro com saudade (dele), e resignado (com o Benfica), essa perspicaz afirmação. 
A última jornada não trouxe surpresas, nem milagres. Fica uma vitória construída na primeira parte (como podia ter acontecido em Famalicão), um jogo de mais a menos (como tantos), uma bonita homenagem a Pizzi (a quem o futuro fará naturalmente justiça), o 100° golo de Rafa de águia ao peito (outro a quem ainda não se deu devido valor), o consumar de um campeonato sem derrotas. E sobretudo o fim de uma temporada que, salvo um ou outro momento (Supertaça, Trubin...), não deixa saudades. Tudo irá então começar de novo. Essa é a melhor notícia do dia: isto acabou!
Haverá tempo para balanços e para olhar o futuro. E prevê-se uma semana animada. Cá estaremos para comentar.

FECHAR COM UMA VITÓRIA

Há que ganhar imperiosamente no Estoril. O resto se verá. 
O meu onze: Trubin, Dedic, Tomás, Otamendi, Dahl, Barreiro, Aursnes, Rios, Prestianni, Pavlidis e Schjelderup.

NÃO O RECEBO MAL, MAS...

Ao que parece, a saída de José Mourinho é mesmo inevitável. E a ser assim, o Benfica tem de começar tudo de novo. Mais uma vez...
Pede-se, exige-se !, um plano a médio prazo, com um protagonista que venha pelo tempo suficiente para implementar as suas ideias. 
Fala-se de Marco Silva. Confesso que o nome não me entusiasma. 
Se for ele o treinador do Benfica, passará, nesse dia, a ser o "meu" treinador. Mas a sua carreira tem pouca coisa que o recomende, nomeadamente para um clube com a grandeza do "Glorioso".
Apenas conquistou dois troféus na vida. Um Campeonato num Olympiakos que estava a meio de um ciclo de 19 títulos em 21 anos, ou seja, onde se aplicava, com estrondo, a velha máxima de Mário Wilson, e qualquer treinador se arriscava a ser facilmente campeão. Uma Taça de Portugal no Sporting (onde actuavam seis titulares da selecção portuguesa campeã da Europa um ano depois), conquistada no desempate por penáltis diante do Braga, depois de recuperar de uma desvantagem de 0-2 com a fortuna de golos marcados aos 88 e 93 minutos. 
Saiu de ambos os clubes incompatibilizado com os presidentes, e há dez annos que não ganha nada.
Foi despedido do Everton, deixando a equipa em lugar de despromoção. Passou um ano no desemprego. E após um recomeço no Championship, tem-se mantido no Fulham, sempre na metade inferior da tabela.
O seu melhor trabalho terá sido no Estoril, onde, diga-se, "roubou" um campeonato ao Benfica em 2013 com um dramático empate na Luz. Mas, como um amigo me disse por estes dias, não passa de uma promessa do passado. Alguém cujo agente, Jorge Mendes, tem conseguido manter na Premier League, onde, como outros, desfrutou e desfruta do prestígio deixado por...José Mourinho.
Não é fácil substituir o "Special One", sobretudo num momento crítico do clube - onde vai ser necessário ter força e argumentos para tomar decisões importantes. Duvido que Marco Silva tenha essa força, e será muito difícil ter o apoio unânime dos benfiquistas, sobretudo se os resultados não corresponderem de imediato às legítimas expectativas - o que é extremamente difícil começando novamente do zero.
Marco Silva parece ser apenas um "nome". Não traz consigo a aura de um projecto ganhador, não vai galvanizar ninguém, e será  fortemente contestado ao mínimo percalço.
Nada me move contra o cidadão. Olho apenas para os factos e para o registo histórico. Francamente, não me parece treinador para o Benfica. E é preciso entender também que o próximo treinador a cair na Luz dificilmente cairá sozinho.

FARTO DE TREINADORES

No próximo mês de Julho, quando se cumprirem cinco anos desde que Rui Costa assumiu a presidência do Benfica, o clube pode ir já no seu sexto treinador. Seis treinadores em cinco anos é uma barbaridade, e é seguramente uma das razões (porventura, a razão) pela qual o Benfica, desde 2021, apenas foi campeão uma vez. Sobretudo atendendo a que Mourinho é o terceiro técnico deste lote que não preparou a sua temporada (neste caso, 2025-26) - Lage não preparou 2024-25, e Veríssimo não preparou 2021-22.
Na fase mais ganhadora do Benfica no século XXI, o clube teve apenas dois treinadores em nove anos e meio (Jorge Jesus e Rui Vitória). Conquistou seis campeonatos. Jesus, por exemplo, chegou a estar três anos seguidos sem vencer. A insistência e a convicção de Vieira deram frutos, e depois de perder tudo dramaticamente em 2013, o Benfica, não só ganhou todas as competições nacionais na época seguinte, como voltou a uma final europeia e partiu para um Tetra-Campeonato inédito e já saudoso.
Cada mudança de treinador tem a sua história específica. E, na verdade, é justo reconhecer que todas encontram uma explicação plausível. Jesus era treinador e cúmplice de Vieira (e naquele momento era preciso romper com o passado). Veríssimo era apenas interino. Roger Schmidt, mesmo depois de ter sido campeão, já vinha de uma temporada inteira em falso, era muito pouco querido dos adeptos e chegou a ser agredido no banco da Luz. A saída de Lage coincidiu com a oportunidade única de trazer alguém como José Mourinho. E a saída deste poderá ficar a dever-se a um irrecusável convite do Real Madrid. É discutível que todas estas substituições tenham sido ineevitáveis, mas houve, na altura (e era na altura que tinha de se decidir, não depois, nem agora), explicação para todas elas.
O que fica é, porém, um balanço de instabilidade no comando técnico do clube. E com a última mudança de treinador (de Lage para Mou), também uma certa mudança de paradigma - de alguém muito ofensivo e com um futebol nos limites do romântico, para o pináculo do resultadismo.
Parece inevitável que o Benfica tenha agora de começar novamente do zero. A margem para errar é, no entanto, nula. Se Mourinho não ficar, a escolha tem de ser muito ponderada, e pensada. Talvez alguém capaz de aproveitar algumas das sementes que o "Special One" deixaRÁ na Luz,, certamente alguém conhecedor do clube e do futebol português. Não podendo ser Guardiola ou Ancelotti, necessariamente um técnico português, cuja competência seja consensualmente reconhecida. E com um projecto a médio prazo, resistente a estados de alma e a pressões externas - dos adeptos ou da imprensa.
A próxima escolha é determinante para o clube. E será definidora, não só para Rui Costa, como para toda a correlação de forças do futebol português dos próximos anos. Dentro do campo, pois fora do campo há outro campeonato para disputar. 
A minha escolha? Reservo-a para quando, e se, José Mourinho sair. Ainda tenho remota esperança que algo corra mal nos contactos com os madrilenos, e Mourinho possa ficar na Luz, com contrato renovado, e com o tal projecto a médio/longo prazo de que o clube necessita.

MALES QUE PODEM VIR POR BEM

Alguém me chamou a atenção para o facto, e rapidamente fui verificar.
Naturalmente que tudo está sujeito a confirmação, desde logo a própria presença do Benfica. Mas a Liga Europa de 2026-27 parece estar a desenhar-se extraordinariamente aberta. 
Desde que os formatos se alteraram, e a Liga dos Campeões não só aumentou o contingente de equipas dos principais campeonatos como deixou de fornecê-las às fases eliminatórias da Liga Europa, que esta enfraqueceu inevitavelmente. As meias-finais deste ano foram exemplo disso, com Braga, Friburgo, Forest e Villa a lutar por uma presença na final, quando não há muito tempo tínhamos por lá equipas como Chelsea, Arsenal, Manchester United, Sevilha, Atlético de Madrid, Leipzig, Ajax, Milan, Inter, Juventus, Liverpool, Nápoles entre outros. Até o Barcelona lá andou.
Paralelamente, a partir de 2027-28 Portugal elegerá três equipas para a Liga dos Campeões. Se o Braga permitir, Benfica, Sporting e FC Porto estarão na principal prova, desejando-se que o ranking nacional se mantenha nos anos seguintes, e a presença dos encarnados também.
Ora isto leva-nos a uma ideia que pode ser interessante: a de esta ser uma oportunidade única para voltar a estar presente numa final europeia. E mesmo ganhá-la.
Numa pequena simulação, atendendo às classificações das principais ligas, podemos vir a ter uma fase regular da Liga Europa com os seguintes potes:
A confirmar-se este desenho, o Benfica sería a equipa da Liga Europa com maior cotação no ranking da UEFA. Mais: seria a única equipa do top 30. Podia ser que...
Permanecendo Mourinho (especialista neste tipo de competições), com uma temporada limpa de pré-eliminatórias, apostando forte na Liga Europa, quem sabe era esta a via para matar o fantasma de Guttmann?
Claro que nada disto é garantido, e como tal preferia um volte-face na última jornada do campeonato e os 50 milhões da Champions. Mas se o Benfica cair para a Liga Europa, e se este desenho se confirmar (tenho receio que o Chelsea, por exemplo, ainda possa lá ir parar), é caso para olhar para ela com fundamentada ambição.

O ADEUS DE MOURINHO?

Depois da conferência de imprensa pós-jogo de José Mourinho, fiquei com a sensação (quem não ficou?) que a sua saída está já decidida, e só aguarda o fim do campeonato para ser anunciada.
Lamento profundamente. Acreditava (não sei se ainda posso acreditar...) que o "Special One" era o homem certo para este momento específico da história do Benfica. Pela personalidade que tem, pela enorme experiência que carrega consigo, e por um estatuto que lhe permitiria (a quem mais?) criar algumas rupturas de que o futebol encarnado necessita - quer em termos de perfil do plantel, quer em termos de mentalidade competitiva. Em alguns casos até mesmo em contra-mão com uma cultura de clube há muito estabelecida, que precisa de ser revista, e que vai da Direcção aos adeptos (a mania do futebol bonito e aveludado, dos jogadores habilidosos e do ataque desenfreado e vertiginoso, que tem dado títulos...aos outros).
Acresce que Mourinho herdou um plantel em cuja construção não participou, e mesmo em Janeiro não teve o principal reforço que pedira: o homem alto para o centro do ataque (Lorenzo Lucca ou outro semelhante). Acresce que nas últimas quinze jornadas ninguém tem mais pontos que o Benfica. E acresce que é notório o dedo do treinador. na evolução de alguns jogadores (Schjelderup à cabeça). 
Como já aqui escrevi, espero que o Benfica faça, e tenha feito, tudo o que estava ao alcance do clube para manter Mourinho. Todos sabemos que o Real Madrid é o Real Madrid. E que nenhum treinador do mundo recusaria treiná-lo - para mais tendo contas a ajustar com o passado, e num momento da carreira em que já parecia difícil aparecer nova oportunidade de vencer uma Champions. Mas temo que um dia venhamos também a perceber que a convicção de Rui Costa no treinador não era muita, e o deixa andar quanto a uma eventual renovação de contrato (para a qual Mou se disponibilizou publlicamente) se tenha revelado determinante para a saída, e como tal, um erro crasso. O futuro dirá. Sem ter os dados todos não posso culpar ninguém.
Para já, não queria falar muito de outros treinadores. Ainda tenho uma remota esperança que este se mantenha. Mas não podendo ter Guardiolas nem Ancelottis, nenhum técnico ao alcance da bolsa benfiquista terá o prestígio, o estatuto, o poder e a presença no balneário, no banco e na sala de imprensa, que Mourinho garante. E isso, no futebol português, pode fazer a diferença. Sobretudo trabalhando e preparando, desde a pré-temporada, um plantel cujas fragilidades decerto já identificou. Voltar à estaca zero acarreta o altíssimo risco de mais um ano em branco. 
Estamos em 2026, e desde que tomou posse, em 2021, Rui Costa poderá estar na iminência de ter o seu 6º (!) treinador. Claro que os resultados desportivos começam a falhar precisamente aí. Nem é preciso ir a Ferguson: Jorge Jesus perdeu três campeonatos seguidos, e depois ganhou tudo. Ruben Amorim chegou a ficar em quarto lugar, até montar uma máquina de vitórias e títulos no Sporting. É verdade que já tinham sido antes campeões nos respectivos clubes - mas campeões também tinham sido Roger Schmidt e Bruno Lage, dois dos treinadores despedidos, em larga medida fruto da pressão popular.
As situações têm as suas especificidades. Quanto a Mourinho, não tenho dúvidas: ou não era possível mantê-lo, e aí, azar o nosso; ou teria sido possível, e então ter-se-á tratado de um erro histórico.

RETRATO DA ÉPOCA

Mais um empate depois de chegar à vantagem, mais uma penosa demonstração de ineficácia (25 remates, num plantel quase sem finalizadores, como Di Maria, Akturkoglu ou, sei lá,  um...Pizzi qualquer), mais um penálti por marcar a favor do Benfica - com o qual tudo podia ter sido diferente -, dois golos anulados à lupa (e nada sei da arbitragem de Vila do Conde). Foi assim a época. Foi assim o jogo que deita por terra o último objectivo que havia em cima da mesa.
Que isto acabe depressa, e haja uma reflexão profunda sobre aquilo que se fez, aquilo que não se fez, e aquilo que não deixaram fazer. E se os 50 milhões voaram para Alvalade, na abordagem ao próximo campeonato talvez seja melhor evitar pré-eliminatórias, e com uma Liga Europa suave, apostar as fichas todas num campeonato que terá forçosamente de ser diferente deste, dentro e fora do campo.
Vai ser fácil bater na equipa. Vai ser fácil bater em toda a gente. Mas nada é a preto e branco. Há muitas zonas cinzentas na época encarnada, e a arbitragem é inegavelmente uma delas.
Nenhuma equipa pode ser obrigada a jogar semanalmente contra 12, 13 ou 14. E se o título foi perdido pelo Benfica, e só pelo Benfica, este segundo lugar não foi apenas perdido pela equipa de Mourinho. E quem ignorar a componente negra de um conjunto de arbitragens deploráveis, para não lhes chamar outra coisa, não estará a ser justo, nem honesto.
Isso não desculpa, obviamente, os muitos erros próprios cometidos, neste e noutros jogos, umas vezes por desconcentração, outras por falta de agressividade, de intensidade, de garra. E não desculpa igualmente a construção de um plantel que é - disse-o aqui antes de toda a gente - mais fraco que o anterior, e peca por falta de músculo, de nervo, de peso, de altura, e de frieza e assertividade na hora de rematar à baliza.
Tudo isso terá de ser repensado. Tudo isso terá de ser corrigido. E o ponto de partida tem de ser,  quanto a mim, a manutenção de Mourinho - caso, naturalmente,  isso esteja ao alcance do clube, coisa que me parece cada vez mais difícil.
São sempre de evitar decisões a quente. O balanço,  como disse atrás,  tem múltiplas variáveis. E a unica certeza que tenho, neste momento, é que continuarei a ser benfiquista.

ONZE PARA O BRAGA

 Trubin, Dedic, Tomás, António, Dahl, Aursnes, Barreiro, Prestianni, Rafa, Schjelderup e Pavlidis.

FIM DE SEMANA NEGRO

Não há como iludir a realidade. Este não foi um fim-de-semana à Benfica.
Derrotas no Hóquei masculino e feminino (quando, sobretudo no masculino, havia fundadas esperanças, destroçadas por uma equipa de luxo mas sem ideias e esgotada nesta fase decisiva), no Basquetebol feminino (com um parcial inadmissível de 2-23 !!! que resolveu o jogo e comprometeu o título), um empate que pode comprometer também o título de Rugby (cedido nos últimos segundos, onde é que já vimos isto?), e tudo temperado com os triunfos europeus do Sporting (Futsal) e FC Porto (Hóquei) - que o Benfica, em diferentes momentos, acabou por permitir de forma excusada e incompetente. E os portistas ainda selaram o Voleibol feminino, bem como o Futebol Sub 19.
Salvou-se o Andebol feminino, o que é muito pouco para as expectativas criadas.
É duro, e exige uma reflexão. Não vale a pena deitar dinheiro para cima das modalidades quando não existe força mental para atacar os momentos de decisão. Por exemplo no Hóquei, vejo a forma como Benfica e FC Porto jogaram diante do Barcelona, e é com tristeza que verifico que o desfecho da prova foi justo. E, neste caso, nem das arbitragens podemos falar.
No Hóquei e no Futsal, o Benfica investiu muito, mesmo muito. Para ficar tacticamente bloqueado num caso, e para sofrer 4 golos em 6 minutos no outro, e assim deixar caminho aberto ao sucesso internacional dos rivais.
No Basquetebol feminino houve situações de desconcentração (ia escrever descontracção) que custo a perceber.
Enfim. Esperemos uma segunda-feira bastante diferente. Estes dois dias foram demasiado difíceis. Há quem apenas ligue às modalidades quando ganham. Há quem apenas ligue às modalidades quando perdem. Eu ligo sempre, e hoje vou custar a adormecer.

CIRCO CA

Um jogador do Académico de Viseu pisa um jogador do Benfica B. O árbitro assinala penálti contra o Benfica B. Naturalmente o lance vai ao VAR. No VAR está João Casegas, da AF de...Viseu.
Se eu fosse do Torreense, ou do Vizela, ou do União de Leiria, ficaria indignado. Como sou do Benfica, e a equipa B tem a sua posição mais ou menos definida, apenas fico com vontade de rir. Do vídeoárbitro, mas, sobretudo, dos gangsters que o nomearam.
Ou é crime, ou é um grau de incompetência e de irresponsabilidade sem limites. Nenhuma das hipóteses é aceitável. 
Claro que o penálti foi mantido. Ou alguém esperava outra coisa?

ESPERO QUE...

...o Benfica esteja a fazer tudo o que pode para manter José Mourinho. Se houver proposta do Real Madrid e for o técnico a querer sair, aceito que isso possa acontecer - as coisas são o que são. Mas exijo ter a certeza absoluta de que, da parte do Benfica, essa saída era inevitável. 
Como já aqui escrevi: estou farto de treinadores, e não me esqueço da famosa frase de garagem de Bruno Lage " e depois vem outro, e depois vem outro, e depois vem mais outro".
O melhor período do Benfica neste século foi quando, em quase dez anos, teve apenas dois treinadores (Jorge Jesus e Rui Vitória). Resultado: seis campeonatos conquistados, e duas finais europeias entre vários troféus. 
Passar de Mourinho para Marco Silva ou Amorim, mais do que voltar outra vez à estaca zero, seria passar de cavalo para burro. No Benfica ou em qualquer clube do mundo. E neste caso concreto, seria também tiro no pé...ou mesmo um tiro na cabeça. 
Marco Silva ganhou miracolosamente uma Taça de Portugal, e ganhou um campeonato grego num clube que era sempre campeão. Ruben Amorim só ganhou num Sporting que continuou a ganhar sem ele. José Mourinho...enfim.  E se for Filipe Luís o escolhido (só pode ser boato), terei de ponderar se renovo o Red Pass.

BICO CALADO E CARA ALEGRE

Qualquer observação crítica que se faça aos mebros do gang de Luciano Gonçalves, merece castigos exemplares. Mas...quem castiga o árbitro e o vídeoárbitro que escamotearam dois pontos ao Benfica, que podem vir a custar 50 milhões de euros? 
Estes cavalheiros são intocáveis,  são impunes e nem precisam de explicar nada.
Por mim, colocava-os, após cada jogo, diante da sala de imprensa, como acontece com os treinadores. Mas até os esclarecimentos sazonais que faziam na TV acabaram. O país desportivo não estava preparado para a elevada ciência de tão ilustres sumidades.
O pior ano da arbitragem portuguesa das últimas duas décadas, caminha alegremente e passa pelos pingos da chuva, como se nada estivesse a acontecer. E nem sequer se pode contestar.
É espantoso.
Até quando?

MODALIDADES

Quando o Sporting acaba de festejar dois títulos, que eram esperados tal a superioridade que detém nas modalidades em causa (Andebol e Voleibol), importa olhar para o balanço dos últimos cinco anos. E aí, o Benfica continua a ser dominador. Tanto no sector masculino, como no feminino (neste caso de forma esmagadora). Importa também notar que, este período, o Benfica só não se sagrou campeão nacional de Andebol masculino.
Não está aqui a "bisca lambida"... como também não está o pentacampeonato de Polo Aquático feminino, o título de Rugby feminino, os 4 títulos nacionais de Atletismo masculino, o Corta Mato, a Natação etc. Estão as cinco modalidades de pavilhão, que são também as mais populares a seguir ao Futebol, e aquelas que consomem mais orçamento aos principais clubes.

FIGURA DE URSO

João Pinheiro é o menos mau dos árbitros portugueses. Mas o seu actual chefe, o actual presidente do CA, onde mete o dedo deixa estragos,. E até o menos mau se esá a tornar miserável. 
Só na primeira parte de Munique, expulsão perdoada a Nuno Mendes, e penálti perdoado a João Neves. Se foi por patriotismo, correu mal. É o árbitro português que está nas bocas do mundo, a envergonhar o país na maior montra do futebol europeu.
Não me dá grande prazer, mas acaba por ser justo e certeiro ver a arbitragem portuguesa ser enxovalhada. Na verdade, não merece outra coisa.

POTÊNCIAS DESPORTIVAS

Esta é a minha contabilidade de títulos entre Benfica, Sporting e FC Porto. Não deixa dúvidas quanto a qual é a maior potência desportiva do país. Se houver corrrecções a fazer, digam por favor:

EM CIMA DA MESA (actualização)

Até ao fim da temporada desportiva, o Benfica, em todo o seu universo, tem os seguintes objectivos a alcançar:

FUTEBOL MASCULINO: 2º lugar (acesso à Liga dos Campeões) / Terminar o campeonato sem derrotas.
FUTEBOL FEMININO: Final da Taça de Portugal frente o FC Porto dia 17 de Maio / Terminar o campeonato sem derrotas (falta apenas a deslocação a Vila do Conde). 
FUTEBOL SUB 23: Taça Revelação (adversário nos quartos: SC Braga)
FUTEBOL INICIADOS: Campeonato, a 4 pontos do FC Porto quando faltam 7 jornadas (ainda há confronto directo)
FUTEBOL VETERANOS: Liga Legends
HÓQUEI EM PATINS MASCULINO:  Campeonato (terminou a fase regular em 1º sem derrotas, jogará com a Sanjoanense nos quartos do playoff) / Liga dos Campeões (final-eight em Coimbra neste fim-de-semana, adversário nos quartos: Réus)
HÓQUEI EM PATINS FEMININO: Campeonato (termina a fase regular a 24 de maio, segue destacado em primeiro) / Liga dos Campeões (final-four em Coimbra este fim-de-semana, adversário nas meias: Gijón)
HÓQUEI EM PATINS FORMAÇÃO: Campeonatos de Juniores, Juvenis, Iniciados e Infantis (decorrem as fases regulares)
BASQUETEBOL MASCULINO: Campeonato (terminou a fase regular em 1º, jogará com o SC Braga nos quartos do Playoff)
BASQUETEBOL FEMININO: Campeonato (empatado 1-1 na final frente ao Quinta dos Lombos, recuperou factor casa, e pode ser campeão se ganhar os próximos dois jogos na Luz)
BASQUETEBOL FORMAÇÃO: Campeonatos de Sub 18 e Sub 14 masculinos e Sub 18 e Sub 14 femininos
FUTSAL MASCULINO: Campeonato (terminou a fase regular em 1º lugar, jogará com o Eléctrico nos quartos do playoff)
FUTSAL FEMININO: Campeonato (vence 1-0 na meia-final do playoff frente ao Atlético, a uma vitória da final)
FUTSAL FORMAÇÃO: Juniores na final com o Sporting. Juvenis na meia-final com o Sporting. Iniciados terminam a fase regular neste fim-de-semana. Juniores femininos terminam a fase regular neste fim-de-semana.
ANDEBOL MASCULINO: Final da Taça de Portugal frente ao Sporting dia 7 de Junho
ANDEBOL FEMININO: Campeonato a 5 jornadas do fim (podem sagrar-se campeãs na próxima jornada) / Final da  Taça de Portugal frente ao Garrett no dia 7 de Junho
ANDEBOL FORMAÇÃO: Campeonatos de Sub 20, Sub 18 e Sub 16 masculinos, e Sub 18 e Sub 16 femininos (todos nas fases regulares)
VOLEIBOL MASCULINO: Campeonato (jogo 3 da final, quarta-feira em Alvalade com o Sporting)
VOLEIBOL FORMAÇÃO: Campeonatos de Sub 21, Cadetes e Iniciados masculinos, e de Sub 21, Juniores, Cadetes, Juvenis, Iniciados e Infantis femininos, todos em curso
RUGBY MASCULINO: Campeonato (segue destacado em 1º lugar)
POLO AQUÁTICO MASCULINO: Playoff de manutenção (jogará com o Pacense neste fim-de-semana)
POLO AQUÁTICO FEMININO: Campeonato (inicia neste fim-de-semana final do palyoff com o Fluvial) / Nordic European League (final-eight a disputar em Junho)
TÉNIS DE MESA MASCULINO: Vai ter início a fase-final da divisão de Honra
BILHAR MASCULINO: Campeonato por disputar
ATLETISMO MASCULINO: Campeonatos ao ar livre a 27 e 28 de Junho
ATLETISMO FEMININO: Campeonatos ao ar livre a 27 e 28 de Junho
ATLETISMO FORMAÇÃO: Campeonatos de Sub 23, Sub 20, Sub 18 e Sub 16 por disputar em masculinos e femininos, bem como Campeonatos de Marcha de Sub 20 e Sub 18 masculinos e femininos

TROFÉUS EM DISPUTA: 60
TROFÉUS CONQUISTADOS: 26
TROFÉUS PERDIDOS: 51

Eis os troféus conquistados até ao momento:

Eis os troféus perdidos até ao momento:


Troféus conquistados nas últimas temporadas:

SE OUTROS CALAM, CANTEMOS NÓS

 

Entre foguetes no Porto e silêncio em Lisboa, o maior protagonista do escândalo de Famalicão tem passado pelos pingos da chuva.
Aqui chamamos os bois pelos nomes. E se virem este indivíduo na rua, mudem de passeio - ele pode roubar-vos a carteira.
É um velho conhecido, que o CA entendeu, de forma provocatória e insultuosa, nomear para VAR de um jogo importante do Benfica. Em linguagem deles, uma decisão não natural. Tão pouco natural como a posição do braço do defesa famalicense ao defender o cruzamento de Schjelderup.
O quanto eu gostava de ver esta gente na sala de imprensa após os jogos...

DEMISSÃO!


O último ano foi, de longe, o pior da arbitragem portuguesa da última década. Desde o auge do Apito Dourado que não se via algo como isto. Na altura não havia VAR. Agora não há perdão.  E o descaramento ainda é maior. Aliás o VAR está a servir, no futebol português, como mais um poderoso instrumento de manipulação devido a um protocolo que preserva (talvez de propósito) demasiadas zonas cinzentas.
Pisões na cabeça, rasteiras com o ombro, bolas que ressaltam para o braço, linhas de fora de jogo adulteradas, agressões impunes, cartões de encomenda, penáltis por marcar e outros assinalados ao arrepio de qualquer critério que não seja subverter os resultados. Árbitros premiados ou castigados, conforme seguem ou não a cartilha implicitamente definida, e que é fácil de perceber. Famalicão foi apenas mais uma etapa de um processo que começou num dia e numa hora claramente definidas.
Desde que este Conselho de Arbitragem iniciou funções, no início do ano civil de 2025, o Sporting tem um Campeonato e duas Taças de Portugal a mais (coitado do Torreense...). Há um antes e um depois desse momento na arbitragem portuguesa. E nem no Apito Dourado me recordo de uma tão desavergonhada manipulação de palmarés desportivo - que agora se vira, à falta de mais, para a entrega dos milhões da Champions.
Enquanto o Benfica se debatia com processos judiciais artificialmente construídos, enquanto o FC Porto se via em apuros com o fair-play financeiro da UEFA, alguém trabalhava na sombra e com cinismo para edificar um sistema que começa na promoção e nomeação dos árbitros e vídeoárbitros, e termina no branqueamento das suas diatribes por uma comunicação social onde o Benfica praticamente já não tem voz, e o FC Porto praticamente nunca teve.
Tudo isto tem rostos, e tem nomes: um dos mais proeminentes, o homem de campo,  é Luciano Gonçalves, cuja demissão Rui Costa já devia ter exigido, nomeadamente no momento em que Villas-Boas o fez.
Este indivíduo, juntamente com Rui Caeiro e outros, destruiu a credibilidade do futebol em Portugal, e ri-se disso. Quer, pode e manda, provoca, insulta e, ou alguém o pára, ou o Benfica não será campeão tão cedo.
É claro que foi um erro crasso apoiar Pedro Proença para a FPF. Mas será um erro ainda maior manter esse apoio, dele não se demarcar, e não ser firme perante um gang que se propõe, e está a conseguir, subverter todas as competições desportivas no país. Coisa que, diga-se, já Proença havia feito nos seus tempos de árbitro, e a partir da qual construiu uma carreira internacional à medida dos interesses da UEFA e da FIFA - e dos respectivos critérios daquilo que é um "bom" árbitro.
O Benfica tem de fazer valer a sua força. Foi ilibado em todos os processos que tinha como cutelo sobre a cabeça há quase uma década. Agora tem de perder o medo de agir. Tem de procurar aliados entre outros clubes. Tem de mexer-se nos bastidores. Tem de forçar mudanças. 
A primeira: pedir a demissão imediata deste cavalheiro. Luciano Gonçalves não pode continuar no CA para a próxima temporada. Enquanto ele não saír da arbitragem, não há Mourinho que nos valha. Esta gente não vai deixar o Benfica ganhar nada.

ESGOTO A CÉU ABERTO

Este foi o décimo empate do Benfica no campeonato. Em muitos deles houve culpas próprias. Nos suficientes para afastar a equipa do primeiro lugar.
Em Famalicão, não!

Quando se tem de defrontar duas equipas,  uma delas com bastante qualidade técnica e a outra com bastante descaramento e poder, torna-se muito difícil vencer, ou até empatar.
Com mais uma arbitragem para a história - coisa que se vai repetindo desde que Luciano Gonçalves tomou o CA -  só com muito suor foi possível manter o segundo lugar. E a próxima ronda já fica marcada pelas ausências de Otamendi e Rios.
As nomeações de árbitro e VAR anteviam o pior. Foram insultuosas. Provocatórias. Mas o que mais choca e que nem sequer houve uma ligeira tentativa de fingir isenção. Foi tudo feito com um descaramento supremo, que culminou com os 16 minutos de compensação, e que faz temer o pior para as duas jornadas que faltam.
Não há lugar, nem espaço, para falar de futebol, depois de algo como isto. Apenas revolta.
Já lá vão 14 meses de roubo sistematizado. É altura de tomar uma posição firme sobre este gang que tomou conta da arbitragem. Creio que começa a merecer, quem sabe, uma investigação criminal. Custou um campeonato,  uma taça, e pode custar este segundo lugar. Os campos estão inclinados, e percebe-se muito bem por quem e para quê.
Parabéns ao Famalicão que fez uma excelente segunda parte. Parabéns ao FC Porto que, nesta temporada, foi o mais forte e, desta vez, não tem culpa disto. O poder está noutro lado e tem outras cores. E há muitos milhões em jogo.
PS: a reacção de Rui Costa pecou por defeito. Era preciso falar do VAR. Era preciso falar de Luciano Gonçalves. Era preciso falar de Rui Caeiro. O problema não está num árbitro. Está em todo um sistema criminoso e tentacular, criado na sombra, enquanto o Benfica se debatia com processos judiciais de artifício, e o Porto com uma enorme crise financeira.