AGORA É TARDE

Com praticamente o mesmo onze, com a mesma preparação física, com o mesmo sistema táctico, o Benfica apareceu irreconhecível, para melhor, no primeiro jogo pós-Lage.
Não acredito que tenha sido coincidência. E Veríssimo estará longe de ser um Guardiola oculto.
Ou foi apenas o choque psicológico próprio das chicotadas, ou a explicação tem de ser encontrada dentro do balneário.
O que é certo é que, especialmente durante a primeira parte, viu-se uma dinâmica e uma intensidade de jogo que não se via, pelo menos, desde Janeiro. E o resultado expressou isso mesmo, pecando apenas por escasso. Nem de propósito, os três golos saíram dos pés (e da cabeça) de três dos jogadores que atravessavam pior momento de forma.
Foi pena esta atmosfera mais saudável e mais natural ter chegado tão tarde. Duas ou três semanas antes, e o 38º podia ser uma realidade. Culpa de quem? Aceitam-se apostas. Eu, francamente, não sei.

ESCOLHA VOCÊ MESMO


Com Jesus, Pochettino, Emery, Jardim e Marco aparentemente fora de hipótese, sobra um conjunto de 25 treinadores à margem do qual não estou a ver outra hipótese para o Benfica. Alguns não os queria nem dados, outros...enfim. Há também uma ou outra alternativa que poderia ser interessante. Bem, um terá de ser.
Mas, reafirmo, caso exista a mais pequena hipótese de resgatar Jesus, mesmo no fim da época, entendo que é de esperar por ele, e pagar o que for preciso.

NOTA: Não percebo como a aposta para interino não recai em Renato Paiva, e sim no homem das bolas paradas (péssimo cartão de visita...), que além do mais não promete nada de novo relativamente a Lage. Com o Sporting a aproximar-se, temo ver repetido o filme "Chalana 2008" (com todo o respeito para com o meu ídolo de infância).

ORDEM DE PREFERÊNCIAS

1º JORGE JESUS (espere-se por ele)
2º JORGE JESUS (espere-se por ele)
3º JORGE JESUS (espere-se por ele)
.......
24º POCHETTINO
25º mais nenhum

OBRIGADO BRUNO LAGE!

Ultimamente as coisas não correram bem, e não podiam continuar assim.
Mas isso não apaga os títulos, as vitórias, os recordes, o magnífico futebol com que Bruno Lage nos brindou durante um ano.
Exerceu o cargo com dignidade e profissionalismo. Merece uma palavra de gratidão, e votos de muitos sucessos ao longo da carreira.

SURREAL

O que se tem passado com a equipa do Benfica desde o dia 8 de Fevereiro, nos últimos 13 jogos, é verdadeiramente surreal, e tem de ser esclarecido.
Bruno Lage alcançara, até então, 36 vitórias em 38 jogos de campeonato. Desde aí, é o que se vê.
É certo que o técnico setubalense não tem condições para continuar, pois já se percebeu que não tem soluções para os problemas da equipa - sejam eles quais forem. Mas, sobretudo nas últimas duas partidas, vi situações em campo de que também não gostei. E se até agora sempre tinha defendido os jogadores, começo a ter dúvidas sobre o seu papel (certamente não todos, mas alguns) nesta crise.
Espero que a estrutura do Benfica perceba o que realmente se passou, caso contrário isto poderá repetir-se com um novo técnico. Começo também a duvidar das culpas exclusivas de Rui Vitória em épocas anteriores, pois a história parece repetir-se.
Ao que se sabe, os ordenados estão em dia, e não foram cortados. Ou seja, a Direção, tendo cometido alguns erros na construção dos plantéis (o que poderia explicar, porventura, o insucesso europeu), está longe de ser responsável por esta série negra, contra equipas do meio e do fim da tabela. 
Como sócio, quero saber o que se passou com Bruno Lage. E já agora, com Rui Vitória.

MUITO BEM...AGORA FALTAM OS SUPER DRAGÕES.

Aplaudo a acção das autoridades face a elementos que não fazem falta nenhuma ao Benfica, nem ao futebol. Assim como não faziam os de Alcochete.
Agora espera-se acção semelhante no norte do país. Haverá coragem? 

OBVIAMENTE

Não sei se paga almoços e viagens a jornalistas. Se o faz por querer vir para o Benfica, ainda mais reforça a minha vontade de o ver regressar.
Ele é o ÚNICO homem que acredito possa dar a volta a esta equipa.

UM CASO PERDIDO


A minha única esperança neste campeonato era, até ontem, a eventualidade de um FC Porto sem dinheiro, sem salários, e com um plantel limitadíssimo, se espalhar ao comprido, e perder ainda mais pontos do que aqueles que se antevê virem a ser perdidos até ao fim pelo Benfica. Ao que parece, mesmo isso se desvaneceu.
Se a minha “esperança” no FC Porto ainda subsistia, há já muito que deixei de acreditar neste Benfica. Os problemas técnico-tácticos da equipa são inúmeros, e Bruno Lage não se mostra capaz de os resolver ou sequer disfarçar. O resultado é um futebol lento, previsível, sem ideias, pouco eficaz no ataque, e assustadoramente permeável na defesa.
Não me parece que haja alguma coisa a apontar aos jogadores: correm, lutam pela bola, esforçam-se por dar o melhor. Por vezes parecem angustiados, perdidos em campo, sem perceber o que está a falhar, e sem saber como reagir. No banco, o vazio.
O plantel do Benfica, estando longe da riqueza de outros da última década, é ainda assim o melhor do campeonato. Justificava muito mais.
Só quem lá está dentro poderá saber o que realmente se passa. Mas seja lá o que for, Bruno Lage não consegue resolver. E quando o treinador deixa de ter soluções…

UM ONZE DE ATAQUE


SEM CONVENCER

O golo de Weigl, à beira do fim, e quando o Benfica jogava contra nove unidades, foi o momento de alegria que a equipa há muito devia aos adeptos, e manteve acesa a chama da luta pelo título. Porém, uma análise fria ao que se passou em Vila do Conde, não pode deixar de sublinhar as dificuldades que a equipa de Lage uma vez mais encontrou, mesmo contra dez, mesmo contra nove, mas sobretudo contra onze, ou o fraco futebol praticado durante quase todo o encontro.
Sejamos claros: nem este Benfica, nem este FC Porto, merecem qualquer título. E a perspectiva da luta ser tristemente pelo menos mau é a luz ao fundo do túnel que ainda permite acreditar em alguma coisa, pois ambos ameaçam estatelar-se ao comprido a cada esquina do caminho que falta percorrer, e talvez um se estatele mais do que o outro, e talvez esse outro seja o Benfica.
Enfim, veremos o que dão as próximas semanas, provavelmente com mais animação do que bom futebol.
Individualmente não poderia deixar de destacar Seferovic (que diferença para Dyego Sousa...) e Weigl (pelo precioso golo). Pela negativa, Nuno Tavares pareceu-me bem a cruzar mas bastante limitado em tudo o resto. Ferro também continua longe de convencer. Taarabt é capaz do melhor e do pior. Pizzi está a anos-luz daquilo que sabe. E o já referido Dyego Sousa,...meu Deus!
Lage, por sua vez, continua a ficar bloqueado cada vez que o treinador adversário ajusta as suas pedras e corta o ímpeto inicial do Benfica. Ontem foram as expulsões a desbloquear o jogo. Mas até final a equipa encarnada vai ter de voltar a jogar contra adversários completos.
O árbitro teve um trabalho bastante difícil, com lances muito complexos para ajuizar. Acabou por se sair razoavelmente. Pelo menos, bem melhor do que o do Aves-FC Porto, cujo penálti assinalado sobre Otávio entra para o top dos mais absurdos de que me lembro.

SAMARIS MAIS DEZ


A PIOR LIGA DE QUE HÁ MEMÓRIA

O pior Benfica dos últimos 10 anos.
O pior FC Porto dos últimos 30.
Um dos piores Sportingues de sempre.
Jogos sem público (enfim, disto ninguém tem culpa, mas é um facto).
Um desfile de clubes fantasma, sem dinheiro e sem adeptos.
Treinadores especialistas em anti-jogo.
Arbitragens vergonhosas (o penálti das Aves é indescritível).

Uma lástima de campeonato. Um campeão (qualquer que ele seja) sem brilho. Um arrastar penoso de jornadas até finais de Julho.
Pior do que isto, não me lembro.
Ainda bem que há Cinema...

RADIOGRAFIA À CRISE



-Péssimo estado de forma dos pontas-de-lança Vinicius, Seferovic e Dyego;

-Mau estado de forma dos extremos Rafa, Pizzi e Cervi;

-Ausência de um segundo avançado (Jonas, Félix…) que assegure presença na área e golo;

-Pouco aproveitamento das linhas de fundo para cruzamentos;

-Ausência total de jogo aéreo;

-Ausência total de meia-distância;

-Total ineficácia nas bolas paradas;

-Pouco ritmo em largos momentos dos jogos;

-Pouca agressividade colectiva na recuperação de bola;

-Weigl não cobre os laterais nem lança ataques;

-Demasiada lentidão de Gabriel (peso a mais?);

-Taarabt desposiciona-se demasiado no meio-campo defensivo, e não rende no ataque;

-Ausência misteriosa de Florentino e Samaris (o meio-campo da “Reconquista”)

-Zona muito deficiente nas bolas paradas defensivas;

-Permeabilidade defensiva no jogo aéreo;

-Permeabilidade defensiva nos flancos, com laterais demasiado ofensivos, extremos pouco dados a recuperação, e médios de pouca compensação;

-Buraco na meia esquerda defensiva, com péssima forma de Ferro e lesão de Jardel;

-Ausência de plano B para o modelo de jogo adoptado e já conhecido pelos adversários;

-Enorme crise de confiança e descontrolo emocional de todo o plantel;

-Treinador pouco ou nada interventivo durante os jogos.

PONTO FINAL

Ponto final na luta pelo título.
Ponto final na minha esperança de, com este treinador, o Benfica conseguir sair do buraco em que se deixou cair.
10 jogos, 1 vitória (e de aflitos).
Futebol miserável quase toda a temporada. Fracasso europeu.
O efeito surpresa talvez chegue para explicar o título passado. Pelo que se vê, quase chega a ser misterioso como, com Lage, o Benfica ganhou então tantos jogos
Além do mais, os treinadores esgotam-se.
Rui Vitória durou mais tempo.

ONZE PARA PORTIMÃO


SEM PIEDADE

Não sei quem foram, nem de que clube dizem ser. Benfiquistas não são certamente, aliás, nem devem ser de nenhum clube (será que isso importa?). Apenas delinquentes. Marginais. Bandidos.
Gente desta não tem nome, e nem devia andar nas ruas. Cadeia era o local certo.
Pelo paralelismo com Alcochete (salvaguardando que não estavam dentro do balneário, mas na estrada), espero que isto não signifique, ou seja reflexo, de um certo movimento no sentido da sportinguização do Benfica, que parecem pretender alguns imbecis que andam aí pela Internet, a querer mudar tudo, demitir toda a gente, não se sabe bem em nome de que futuro. Se é esse o futebol "ultra" que querem, se é esta a "exigência" que propõem, então não contam comigo, nem com os milhões de benfiquistas que não têm paciência para jovens burros como uma porta, e ignorantes como um rochedo, armados em donos da verdade - como é norma da ignorância. 
Não há muito mais a dizer sobre isto. Apenas desejar as rápidas melhoras aos profissionais atingidos, e esperar que as autoridades identifiquem rapidamente os agressores, e que os mesmos sejam julgados e condenados exemplarmente.

SEM GENTE, SEM ALMA, SEM NADA

Quando o futebol parou, o Benfica prosseguia numa triste sequência de apenas uma vitória em oito jogos.
Esperava-se que neste regresso, com tempo mais do que suficiente para limpar a cabeça, recuperar lesionados, e identificar problemas, a equipa se apresentasse a um outro nível, para mais tendo em conta o animador resultado do FC Porto na véspera.
A verdade é que pouco ou nada parece ter mudado. Salvo a boa reintegração de Jardel (única boa notícia da noite), a equipa de Lage continuou como que bloqueada, e sem saber o que fazer para ganhar uma partida.
A primeira parte foi paupérrima: sem chama, sem velocidade, sem rumo. Na segunda, com um pouco mais de intensidade (fruto também do progressivo desgaste físico do Tondela), continuaram a escassear ideias. Embora o Benfica se tivesse estacionado junto da área adversária, a verdade é que as ocasiões de verdadeiro perigo não foram assim tantas, ou tão flagrantes, que agora permitam falar apenas em falta de sorte. E aqui, há outra sequência que importa assinalar: nas últimas cinco jornadas, o Benfica apenas marcou um golo de bola corrida (em Barcelos), algo a que a péssima forma de Pizzi e Vinicius não será alheia, mas que não pode deixar de fora o treinador.
Bruno Lage entrou de rompante na equipa principal do Benfica. Na altura mudou tudo, e surpreendeu todos os adversários. Beneficiou do efeito Félix (que teve o mérito de lançar). E uniu um plantel que parecia claramente cansado de Rui Vitória. Foi campeão merecidamente.
Esta época, sobretudo a partir do jogo em casa com o FC Porto (em que o Benfica foi totalmente bloqueado por Sérgio Conceição), foi-se notando uma cada vez maior dificuldade em encontrar antídotos para adversários já familiarizados com os pontos fortes de uma equipa – que, recorde-se, ficou sem João Félix, mas também sem Jonas, Sálvio e depois Fejsa (porventura os três elementos mais preponderantes dos últimos anos). Aí era preciso mudar, e reinventar um processo que já não se mostrava capaz de surpreender. Aí, Bruno Lage falhou redondamente. E se os jogadores estavam fartos de Rui Vitória, um certo relaxamento que se tem visto nesta série negra de jogos sinaliza que talvez já o estejam também do técnico setubalense. E quando uma equipa escapa ao pulso da liderança, o problema não é da equipa: é da liderança.
Um empate num jogo em que era imperioso ganhar mostra que este Benfica não merece o título. Aliás, este FC Porto também não.
Estávamos muito bem de quarentena. 


ONZE PARA A RETOMA


JUSTIÇA À MEDIDA



https://www.publico.pt/2020/06/03/desporto/noticia/tribunal-aceita-afastamento-juiza-caso-rui-pinto-1919308

Está visto: os juízes não podem ser benfiquistas. Só portistas e sportinguistas. Mesmo quando o Benfica não está no banco dos réus. 
Assim o ditou uma putativa candidata (agora, desculpem, tenho de me rir...) à presidência da república (fim de gargalhada...)  quando referiu uma lista de 44 pobres magistrados que, pasme-se, tinham o desplante de frequentar o Estádio da Luz.
Assim o determinam agora os Tribunais.

Políticos benfiquistas?!?!? Ohhh que escândalo!!!!
Só portistas, mesmo acumulando importantes cargos públicos com cargos nos órgãos sociais do FCP.

Aliás, também na Liga não pode haver benfiquistas. Nada de Cláudias Santos. Só Sónias Carneiros. 

Aliás, ninguém pode ser benfiquista ! 
Já agora, criminalizem-nos no código penal. Ou obriguem-nos a usar uma estrela vermelha ao peito. Escusavam de fazer listas no Twitter.

ESCOLHE O ONZE DA DÉCADA

Aqui vai o meu, com algumas adaptações tácticas sempre oportunas nestas situações:
No banco poderiam ficar: Ederson, Lindelof, Witsel, Salvio, Gaitan, João Félix e Saviola.
Outras opções: Júlio César, Siqueira, Grimaldo, Ramires, Renato Sanches, Lima, Mitroglou, Rodrigo, Pizzi, Rafa, Gonçalo Guedes e Bernardo Silva.

ESCOLHE O MELHOR PLANTEL DO BENFICA PÓS-EUSÉBIO

Escolhe e comenta aqueles que, segundo VDB, foram os melhores plantéis do Benfica do pós-Eusébio, ou seja, dos últimos 45 anos:









ORGULHO

Gabriel Garcia Márquez dizia que a vida é uma contínua sucessão de oportunidades para sobreviver.
Colocados perante um dos maiores desafios deste século, eu diria que temos pela frente uma boa oportunidade para sobreviver, e de olharmos para o país com um olhar diferente daquele que nos é mais habitual – porventura demasiado céptico, porventura demasiado cáustico.
Numa fase tão delicada, nunca seria excessivo destacar o orgulho que sentimos nos incansáveis e corajosos profissionais de saúde, verdadeiros soldados deste combate, que arriscam a própria vida para salvar outras vidas.
Mas devemos orgulhar-nos também dos nossos políticos – e a importância de ter bons políticos mede-se nestas alturas -, quer dos que estão no governo e em cenários de tremenda incerteza dia e noite trabalham para tomar as melhores decisões, quer dos que estão na oposição e dão mostras de um sentido de estado assinalável, enterrando os machados de guerra e colaborando na duríssima empreitada que é de todos.
A comunicação social, tantas vezes criticada e criticável, tem dado lições de rigor jornalístico e de serviço ao público que evidenciam o quanto é imprescindível a qualquer sociedade moderna. Merece, também ela, o nosso orgulhoso aplauso.
Temos motivos para nos orgulhar igualmente de trabalhadores de muitas outras áreas, que se mantêm firmes no seu posto, exercendo funções determinantes para a comunidade, tais como caixas de supermercado, farmacêuticos, serviços de limpeza e de recolha de lixo, entre outros, e por aqui se percebe quem é verdadeiramente importante.
Devemos, por fim, orgulhar-nos dos nossos concidadãos, que de uma forma generalizada têm sabido interpretar a importância do momento, e cumprir com as determinações que visam proteger vidas. As excepções apenas confirmam a regra.
     Um dia isto há de terminar. O orgulho e a gratidão serão eternos.

ASSIM, TALVEZ SEJA POSSÍVEL

Tendo em conta o adiamento do Euro 2020 e a data marcada pela UEFA para a realização da final da Liga dos Campeões (27 de Junho), creio (espero...esperemos...) que ainda seja possível terminar o campeonato nacional com alguma normalidade, voltando a jogar apenas daqui a quase dois meses, a 13 de Maio (talvez por milagre...). Assim:

QUE CAMPEÃO?

Hoje a UEFA decidirá o futuro próximo da Champions League, da Europa League e do Euro 2020 - que, tudo indica, deverá passar para 2021.
Não creio que possa decidir o destino dos campeonatos nacionais, que dependem das Federações, e nem todos têm os mesmos formatos.
Há uma petição oportunista para fazer parar já o campeonato português, declarando campeão o actual líder. É caso para dizer, "cantam bem mas não me alegram". 
Era o que mais faltava que um líder circunstancial, que só comandou a classificação em duas das 24 jornadas disputadas, fosse declarado campeão na secretaria. Seria tão estúpido como fazer valer apenas a primeira volta, opção que, favorecendo o Benfica, também não me parece ter qualquer sentido.
É claro que a situação em Inglaterra, ou em França, é bem diferente. Já em Portugal, como em Espanha, é absurdo pensar-se em qualquer uma dessas soluções.
Deixo aqui as hipóteses que considero lícitas, tanto quanto tal é possível num cenário de grande incerteza:

1) Realizar o campeonato até ao fim, com jornadas ao fim-de-semana e a meio da semana. Caso o Europeu passe para 2021, esta opção permitiria, no limite, retomar a prova em meados de Junho, terminando-a em meados de Julho - data final prevista para o Euro. É, obviamente, o melhor cenário;

2) Realizar um play-off entre os quatro primeiros, com jogos em casa da equipa melhor classificada. Ou seja, Porto-Sporting no Dragão, e um Benfica-Braga na Luz, sendo que a eventual final Porto-Benfica seria no Dragão (se fosse Sporting-Benfica seria na Luz, Sporting-Braga em Braga);

3) Realizar apenas uma final Porto-Benfica, eventualmente no Estádio do Dragão;

4) Realizar uma final Porto-Benfica, em campo neutro (se necessário à porta fechada), eventualmente com o empate a valer ao FC Porto.

5) Anular a temporada, não havendo campeão.

Ou seja, até admito que o facto de o FC Porto liderar a classificação lhe possa dar alguma vantagem no critério a adoptar, mas não admito, de todo, que tal lhe possa valer o título sem se fazer mais nada.

PASSATEMPOS

82-83 FILME DA TEMPORADA

88-89 FILME DA TEMPORADA

90-91 FILME DA TEMPORADA

93-94 FILME DA TEMPORADA

04-05 FILME DA TEMPORADA


OS 103 GOLOS DE 18-19

PASSATEMPOS

1988 STEAUA-BENFICA 0-0

1988 BENFICA-STEAUA 2-0

1988 PSV-BENFICA 0-0

1990 MARSELHA-BENFICA 2-1

1990 BENFICA-MARSELHA 1-0

1990 MILAN-BENFICA 1-0

PASSATEMPOS

1963 BENFICA-FEYENOORD 3-1

1972 BENFICA-AJAX 0-0

1983 ANDERLECHT-BENFICA 1-0

1983 BENFICA-ANDERLECHT 1-1

1992 ARSENAL-BENFICA 1-3

1994 LEVERKUSEN-BENFICA 4-4

PASSATEMPOS

1961 BENFICA-BARCELONA 3-2 

1962 BENFICA-REAL MADRID 5-3

1963 MILAN-BENFICA 2-1

1965 INTER-BENFICA 1-0

1968 M.UNITED-BENFICA 4-1

HIPÓTESE

Há margem para retomar o campeonato apenas daqui a um mês. Jogando a próxima jornada, a 25ª, no dia 15 de Abril, e realizando dois jogos por semana (equipas portuguesas estão todas fora da Europa), seria possível terminar a prova a 17 de Maio, tal como previsto.
Portanto, haverá um mês para a situação desanuviar. Se até lá as coisas se agravarem, então...não sei. Nem eu, nem provavelmente ninguém.

O QUE NOS RESTA

Vai ser uma jornada diferente. Sem gente nos estádios. Sem barulho. Sem alma.
Não me atrevo a opinar sobre a medida tomada, pois não percebo patavina de virologia. E, como todos, tenho de acreditar em quem percebe, esperando que ainda venha a ser possível evitar por cá o caos que se vive em Itália.
A única coisa que posso questionar é porque, em vez de jogos à porta fechada, não se suspende a Liga - até porque, com toda a gente fora das competições europeias, datas não faltariam para depois ajustar o calendário.

Quanto à questão do Red Pass, propunha que o Benfica (válido também para outros clubes) carregasse na conta de cada sócio o valor correspondente ao jogo com o Aves, valor esse que podia ser utilizado em compras no clube. E já agora, que disponibilizasse o jogo em sinal aberto, para quem não tem BTV poder assistir.

AO LADO


Um texto escrito a quente teria decerto uma carga bem mais negativa. Qualquer coisa como “The End”, “Fim de Linha”, “Fim de Lage” ou “Jesus para ontem”, quer para ilustrar um triste ponto final na luta pelo título, quer para apontar a porta da rua ao treinador encarnado.
Era assim que me sentia logo que João Pinheiro apitou para o fim da partida de Setúbal.
Passado algum tempo, e sobretudo passado um empate caseiro inesperado do FC Porto ante o Rio Ave, talvez consiga uma maior clarividência na análise desta jornada, e na análise do momento do Benfica.
Em primeiro lugar, e quanto ao primeiro lugar, nada está perdido – um ponto é um ponto, e faltam dez jogos. Em segundo lugar, e mesmo em segundo lugar, penso que Bruno Lage deve continuar até ao fim da época – quer porque a fantástica época passada ainda lhe dá algum crédito (pouco, cada vez menos, mas algum), quer porque um treinador campeão, que ganhou 36 dos primeiros 38 jogos de campeonato que fez, não merece sair pela porta dos fundos, quer porque uma mudança nesta altura talvez não acrescentasse muito, nem fosse possível, do pé para a mão, trazer aquele que julgo ser o sucessor ideal, o único sucessor possível (falo naturalmente de Jorge Jesus, que nunca deveria ter saído da Luz). Quer ainda porque, observando friamente, não tenho a certeza absoluta de estarem já esgotadas todas as hipóteses de trabalho de Lage neste plantel. O último mês é catastrófico, mas…é um mês, e pode haver justificações que o adepto comum não conheça. Além de que com as mesmas exibições, mas com os dois penáltis de Pizzi dentro da baliza, o Benfica estaria na liderança, com três pontos de vantagem.
Quanto ao jogo propriamente dito não há muito mais a dizer do que uma palavra: medíocre.
Uma primeira parte a passo, sem ideias, sem rumo, sem atitude colectiva. Uma segunda parte nervosa, ansiosa e precipitada, com erros sucessivos na defesa e no ataque.
Não vou criticar o onze inicial pois não o teria apresentado muito diferente. Mas as dinâmicas desta equipa são cada vez mais pobres e incapazes de ultrapassar os problemas que surgem por diante, seja o aproveitamento das transições defensivas caóticas (como aconteceu noutros jogos, com outros adversários), seja um autocarro em frente da baliza (como foi o caso do Vitória).
Se tenho esperança? Residual. E esse resto traduz-se numa só ideia: é que o FC Porto também não joga nada.

DUAS PERGUNTAS AOS DEFENSORES DE RUI PINTO


1) Será que esta gente não percebe que no mundo moderno a cybersegurança é um valor determinante, mais determinante até do que a própria luta contra a corrupção?
2)  Porque continuam a tratar Rui Pinto como se ele tivesse tropeçado na informação por acaso, e a tivesse comunicado de imediato às autoridades – coisa que, como se sabe, não fez?

O BENFICA DE ANTIGAMENTE

Vejo futebol desde 1976, e já me irrita um bocado a conversa do Benfica “de antigamente”, aquele que era fantástico e agora morreu às mãos da modernidade.
É um mito que vive do saudosismo de alguns e da ignorância de outros.
Criou-se a ideia de que todos os jogadores encarnados dos anos 70 e 80 eram grandes craques, que jogavam maravilhosamente, e encantavam um Estádio da Luz sempre a abarrotar de entusiasmo.
É tudo mentira.
Tivemos bons jogadores, como temos agora. Mas o estádio raramente enchia (excepto nos "clássicos" e nas fases adiantadas das competições europeias), e muitas das agora tão consensuais “lendas” eram na verdade jogadores de rendimento irregular, por vezes até profissionais desleixados quando comparados com o elevadíssimo grau de profissionalismo dos de hoje. Só que se mantinham anos a fio no Benfica - muitos porque não tinham para onde ir, pois os mercados de transferências nem existiam -, pouca gente via os jogos, que não passavam na TV, e pelos relatos radiofónicos tudo parecia fabuloso. E nas memórias difusas de juventude, ainda mais fabuloso parece.
Na verdade, muitos de nós temos é saudades de ser jovens. Eu também as tenho.
Quando jogámos com o Steaua de Bucareste, com 120 mil pessoas na Luz quatro horas antes do apito inicial, eu estava lá. Tinha 18 anos, tinha o cabelo todo, pesava menos 20 kgs e tinha energia para dar e vender. Se tenho saudades desse tempo? Obviamente tenho, e de tudo a ele associado. Mas quanto a futebol no sentido estrito, isso foi um jogo, entre mais quatro ou cinco excepções (Marselha, Anderlecht e alguns "clássicos") que ficaram na história , e na lenda, que não correspondiam de todo ao que se passava nos domingos comuns, e que hoje servem de termo de comparação injusto e desfasado com a realidade de cada semana – criteriosamente escrutinada em transmissões televisivas hd e análises subsequentes até enjoar.
Aconselho todos a verem alguns jogos do Benfica na RTP Memória. Ainda esta semana passou um Benfica-Farense, de 1996, com um estádio completamente às moscas, e uma equipa descaracterizada e deprimente.
O antigo Estádio da Luz, quando foi demolido, era um elefante branco anacrónico, com muita história, mas já sem alma. Esta é a verdade.
E as equipas do Benfica dos anos noventa, com uma ou outra excepção (93, 94) eram uma treta, num clube amador e desorganizado - por vezes mesmo caótico. E nos anos 80 teve dias, sendo que as provas europeias, com outro formato e sem Lei-Bosman, eram muitíssimo mais facilitadas do que hoje. Nos anos 70 e 60 ainda não havia Porto. E não esquecer que, antes de Eusébio, o Sporting tinha mais campeonatos  do que o Benfica, e depois de Eusébio é o FC Porto que tem mais. Houve, portante, um período histórico diferenciado, década de sessenta (sobretudo na primeira metade), em que o Benfica era um grande europeu, tinha um super-jogador à escala mundial, e dominava completamente no país. Foi um período de alguns anos. Desde há muito que o futebol se mercantilizou, e sendo Portugal um país pobre no contexto europeu, esses tempos não são repetíveis. 
Para além disso houve, claro, uma ou outra temporada muito boa (73 ou 83, por exemplo), e é dessas que nos lembramos, pois só elas ficam na memória. Mas houve inúmeras crises, derrotas, fracassos, péssimas decisões de gestão e sempre muito amadorismo, que compreensivelmente metemos na gaveta do esquecimento.
Assim, o caso de Maxi Pereira parece-nos hoje muito diferente do de Artur Correia, Pizzi parece-nos muito diferente de Diamantino, Ferro a anos-luz de Bastos Lopes, Seferovic uma sombra de César Brito, e Vlachodimos um aprendiz de Bento. Ora essa ideia não resiste aos factos. E já ninguém se lembra dos Garridos, dos Hajrys, dos Mirandas, dos Tuebas, dos Padinhas, dos Tó Portelas, dos Ruis Pedros, dos Nivaldos, dos Carlos Pereiras, dos Folhas, dos Paulos Campos, dos Joeis, dos Vitais e dos Fonsecas, dos Rui Lopes, dos Cavungis, dos Pereirinhas, dos Josés Domingos, dos Móias, dos Matines e dos Pedrotos. E omiti propositadamente nomes dos anos noventa, pois aí o texto tornar-se-ia ilegível.
Deixemo-nos de fantasias. O Benfica de hoje, na globalidade e enquanto clube no seu todo, é dos melhores de sempre. E tirando o tempo de Eusébio - que não vivi - nenhum outro se lhe pode comparar. em rigor, em gestão, em profissionalismo, e em desempenho.
Exigência? Sim. Eu também acho que tínhamos obrigação de ganhar ao Moreirense.
Mas bom senso faz sempre falta, e rigor histórico também.

JÁ UMA LENDA

269 jogos (já 34º de sempre)
70 golos,7 deles nas provas europeias (já 32º de sempre, já 21º de sempre)
4 campeonatos
1 taça
2 taças da liga
4 supertaças

To be continued...

MANIF ESVERDEADA

Deixo aqui alguns posts retirados da conta do organizador e dinamizador de uma manifestação de "benfiquistas" contra Luís Filipe Vieira, marcada para a noite da Gala. É um tal Santiago Miguel ou Miguel Santiago, a ser verdadeiro o nome, a ser verdadeira a conta.
Tirem as vossas conclusões.
Atenção que, se este é amador, há profissionais de comunicação, de elevada competência e baixo carácter, a fazer coisas semelhantes. O Benfica está a ser atacado de todos os lados, e só por ingenuidade os benfiquistas poderão cair na esparrela.





A PIQUE


Com poucos minutos de jogo, talvez uns cinco, há um lançamento lateral para o Benfica. Grimaldo vai executá-lo, mas, afastado da linha, caminha tranquilamente a passo até ao local correcto. Como se estivesse a ganhar e faltassem poucos minutos para terminar o jogo. Como se não fosse necessário marcar rapidamente para abrir o Moreirense. Como se o Benfica não precisasse dramaticamente de vencer.
Esta abordagem passiva da equipa de Bruno Lage na primeira parte comprometeu desde logo o jogo, oferecendo ao adversário aquilo que ele queria. Mas os problemas do Benfica vão muito para além disso. Não se verificaram só na primeira parte. E não se centram, de modo algum, nos jogadores e sua atitude.
A verdade é que já nem me lembro da última exibição convincente da equipa. Talvez no início de Dezembro, há já longos três meses.
Entretanto, das fragilidades defensivas – que se mantêm – passou-se também a uma fase de previsibilidade ofensiva, e tremenda falta de eficácia, justamente a palavra que foi mantendo o Benfica na liderança destacada do campeonato durante meses, mesmo sem jogar grande coisa. Ou seja, nem defensiva, nem ofensivamente a equipa encarnada parece capaz de dar a volta a esta situação, que ontem se colocou bastante cinzenta, para não dizer negra.
Parece cada vez mais evidente que a abordagem ao mercado de Inverno foi uma catástrofe. Em vez do defesa-central de que a equipa carecia com urgência (sobretudo tendo em conta a dispensa de Conti), contratou-se Weigl, que teima em não convencer (preferia claramente Fejsa, que defensivamente dava muito mais garantias). Em vez de um segundo avançado capaz de colmatar as baixas de Jonas e Félix, contratou-se Dyego Sousa, que suspeito não chegue a marcar um golo no Benfica. E Gedson, de quem pouco se tem falado, e que poderia ser uma solução em determinados jogos, também já cá não está.
Não acuso expressamente ninguém, pois não faço ideia até que ponto houve aqui solicitações de Lage ou imposições directivas. A verdade é que, há que assumir, correu muito mal.
Em jogo também ninguém entende as opções do técnico setubalense. Nas conferências de imprensa explica detalhadamente o que pretendeu fazer, e com isso dá trunfos aos adversários que se seguem, mas durante as partidas não se percebe a sua leitura. Deixar Samaris amarelado a segurar todo o meio-campo, tirar Rafa, que podia resolver, e depois Taarabt, que estava a ser a melhor unidade benfiquista, colocando Jota que denota enorme nervosismo sempre que entra em campo, por maioria de razão com a equipa a perder, não lembraria a nenhum dos 40 mil adeptos presentes na Luz – e a reacção foi a condizer.
Uma palavra final para o árbitro. Fiquei com a sensação de que, mais do que um anti-benfiquista primário, Fábio Veríssimo é mesmo um árbitro absolutamente incompetente.

GANHAR


BURACO DEFENSIVO

A grande prioridade é o campeonato, e com apenas um ponto de vantagem na prova doméstica, a eliminação europeia até talvez nem seja uma má notícia.
Dito isto, importa também salientar que este Benfica, com esta defesa, e com esta forma de defender, não poderá ter grandes ambições internacionais, e coloca em risco igualmente os objectivos internos.
No lado direito está um jovem muito talentoso, e que muito tenho elogiado, mas que ainda precisa de ganhar alguma maturidade para estes andamentos. No lado esquerdo, um lateral razoável no plano ofensivo, mas algo limitado no que toca a defender, e que está num momento de forma deplorável (o seu pior desde que chegou a Lisboa), não tendo aparentemente alternativas no banco. Ao centro, Ruben Dias, que tem qualidade, mas continua a ser muito irregular - o que se viu bastante bem nesta eliminatória. A seu lado, Ferro, que na época passada entrou de rompante na equipa titular, mas que, por quebra de confiança, limitações físicas, ou qualquer outro motivo, parece hoje um jogador claramente aquém do nível exigível no Benfica, denotando lentidão, dureza de rins, e até desnorte. No banco...ninguém. Na enfermaria um Jardel mais do que acabado.
Acresce que os dois extremos, Pizzi e Rafa, nada defendem, expondo assim os laterais a sucessivas situações de dois para um. No miolo, Taarabt também não mostra capacidade defensiva, e depois há Weigl, um dos grandes mistérios desta equipa.
O alemão vinha rotulado de craque, com preço a condizer. Dizia-se que Lage queria um trinco capaz de lançar o ataque com passes de ruptura, ou mesmo de transportar jogo para as zonas mais adiantadas do terreno. Ora Weigl não faz nada disso. Mas também não compensa os laterais (como fazia Fejsa), mantendo uma imobilidade que chega a ser irritante, movendo-se num espaço curtíssimo do terreno e fazendo passes sistematicamente para o lado ou para trás. Não tem agressividade nem intensidade, não recupera bolas, não tem jogo de cabeça, não faz compensações, não integra o ataque, nem faz passes em profundidade. Neste jogo ainda teve tempo para perder duas bolas de forma displicente, e ceder um canto totalmente despropositado, e do qual surgiu o segundo golo ucraniano.
Julian Weigl já fez nove jogos pelo Benfica, e seria caso para dizer, noves fora...nada.
Haverá certamente algum motivo extra-desportivo para Samaris não jogar. Caso contrário trata-se apenas de estupidez.
Voltando ao princípio, a defender assim o Benfica corre sérios riscos de perder tudo. Aliás, qualquer equipa mediana (de Rio Ave para cima, diria) encontra facilidades gritantes para entrar naquela defesa que parece de manteiga. O problema está identificado, e ou Lage não o consegue resolver (e isso é grave para um treinador do Benfica), ou estes jogadores não chegam para o resolver (e então as dispensas de Conti e Fejsa terão sido precipitadas). 

PS: Todas as equipas portuguesas foram eliminadas, algumas delas com estrondo. Não admira quando se tem um campeonato sem qualquer competitividade, cheio de Tondelas, Desportivos das Aves, Moreirenses, Santas Claras e afins, clubes que encaixariam bem numa segunda ou mesmo terceira divisão. Haja coragem de reduzir o número de equipas na Liga para 14 ou mesmo 12, e veremos que as coisas melhoram.

A PENSAR NO MOREIRENSE

Mas...venha de lá esse 1-0!

UMA DÉCADA DE EUROPA


2 finais, 1 meia-final e 4 quartos-de-final em dez anos. Nada mau. Registo só ultrapassado pelas décadas de 60 e 80, com formatos bem mais favoráveis, e antes da Lei Bosman.

RETOMA

Devo começar por dizer que estava fora, e não vi o jogo.
A avaliar pelo resumo, e pelos comentários de quem viu, parece que a equipa encarnada se apresentou mais sólida com Samaris. Há muito que clamava pela utilização do grego, que, à parte qualquer situação extra-desportiva, e sobretudo sem Gabriel, tem lugar de caras neste onze.
Vinicius resolveu, mas foi preciso uma pontinha de sorte para evitar mais um dissabor.
Em suma, o Benfica continua longe de deslumbrar, mas a concorrência também não.

SOMOS JACKSON

É preciso pontaria: antigo jogador do FC Porto, amplamente aplaudido pelos adeptos do FC Porto, marca um penálti de uma forma que nem eu marcaria contra o FC Porto. Ele há coisas...

MAIS DO MESMO

Erros defensivos primários, transicções defensivas assustadoramente deficientes, falta de agressividade, falta de confiança, jogadores completamente fora de forma. Foi este uma vez mais o registo do Benfica, que se vai repetindo pelo menos desde a segunda parte da partida com o Belenenses, disputada no dia 31 de Janeiro - momento em que um qualquer mosquito parece ter picado toda a gente no balneário da Luz.
De então para cá, em cinco jogos e meio o Benfica sofreu onze (!!) golos - alguns deles quase caricatos.
Não sei se os problemas estavam a ser disfarçados, como Bruno Lage candidamente confessou; ou se outros problemas surgiram entretanto. A verdade é que, assim, este Benfica não promete nada de bom.
Também não sei se o discurso desculpabilizador, e quase irrealista do treinador ao analisar os últimos jogos, corresponde mesmo ao que ele pensa - o que seria gravíssimo - , ou se pretende apenas acautelar a confiança dos jogadores - o que, enfim, será compreensível.
O que não é compreensível é esperar que que as coisas se resolvam por si só, sensação que por vezes fica em toda a gente que assiste aos jogos do Benfica, e vê que os mesmos erros se vão repetindo jogo após jogo.
Vai valendo Vlachodimos para manter a equipa no primeiro lugar do Campeonato, na final da Taça e com tudo em aberto na Europa. Até quando? Os próximos jogos dirão.
Não termino sem destacar uma vez mais Tomás Tavares, que me parece a principal revelação da temporada. Comete erros naturais da sua idade, mas demonstra uma audácia competitiva e um talento que não enganam. Uma das poucas notas positivas deste Benfica, para além de Taarabt, de Vinicius e do já referido Santo Odysseas.
Agora..ganhar ao Gil Vicente - uma verdadeira final, ainda mais final do que todas as outras.

CARTA AO JOVEM BENFIQUISTA

Caro jovem benfiquista.
Antes de mais, felicito-te por teres escolhido o clube certo.
Mas há algumas coisas que te quero dizer, quanto ao Benfica, quanto à sua gestão, e genericamente quanto aquilo que é hoje o intrincado mundo do futebol profissional. Para isso valho-me de quase 50 anos a ver desporto, a analisar o fenómeno, e a acompanhar as nossas equipas, e também de um conhecimento profundo do clube por fora, enquanto sócio e adepto, e também um pouco por dentro, enquanto colaborador não remunerado há mais de uma década – designadamente do jornal “O Benfica”.
Quem, como tu, e como a generalidade dos jovens, se alimenta de informação através da Internet, visita fóruns de opinião, e comenta em caixas de blogues ou nas redes sociais, depara certamente com um movimento inusitado de opiniões contrárias, por vezes devastadoramente contrárias, eu diria, incompreensivelmente contrárias ao actual presidente, e à actual direcção – que, só para começo de conversa, leva 5 títulos nacionais nos últimos 6 anos, o que é um paradoxo desde logo difícil de explicar.
Previno-te, antes de mais, que tal sentimento não corresponde ao pulsar do benfiquismo profundo. E essa disparidade acontece essencialmente por dois motivos:
1         1)  Como imaginas, a Internet, e sobretudo num assunto tão conflitual como o futebol, está carregada de manipulação, designadamente através da utilização de perfis falsos a pretender fazer passar opinião. E não te admires se um dia vieres a perceber que muitas das críticas que lês aos dirigentes do Benfica são feitas na verdade por anti-benfiquistas infiltrados e disfarçados, organizados ou não, com o intuito de desunir e desagregar o nosso clube. Se eles até compram correspondência pirateada, mais facilmente criam umas dezenas de perfis para inundar o “Ser Benfiquista”, o Novo Geração Benfica” e outros fóruns com popularidade, para assim tentar desestabilizar o Benfica. Cabe-nos a nós evitá-lo, mesmo que saibamos que nos irão chamar cartilheiros ou avençados, mesmo que nunca tenhamos ganho um cêntimo do clube como (aproveito para informar) é o meu caso;
2         2)   Por outro lado, o Benfica é muito grande. Talvez maior do que pensas. Provavelmente, como tantos outros, membro das claques ou não, gritas no estádio que “o Benfica é nosso, e há de ser”. É verdade que também é teu, mas não é só teu, nem é só vosso. Também é meu, e dos milhões de benfiquistas espalhados pelo mundo. É de todos. É, por exemplo, de milhares de sócios das Casas do Benfica de norte a sul do país, e são esses, com as suas excursões, que enchem o estádio, pois com o pessoal de Lisboa a Luz não passaria dos 30 mil. O Benfica é dos jovens, mas também dos idosos, dos de meia-idade. Dos das cidades e dos das aldeias. De Portugal e de outros pontos do mundo onde há portugueses. E até dos Palops. Isto para dizer que se alguns grupos de jovens estão fartos do Vieira (muitos deles talvez porque nunca conheceram outro), quem viveu mais anos, e tem memória do que foi efectivamente o Benfica dos anos 70 e 80, mas também dos anos 90 e do início do século, percebe melhor o trabalho realizado. Há uma fase da vida em que pensamos que sabemos tudo. Essa energia é útil, mas com o tempo percebemos que havia ainda muita coisa para aprender. Às vezes ainda vamos a tempo. Será com certeza o teu caso.
Portanto há desde logo uma diferença substancial entre aquilo que são as opiniões que encontras nas caixas de comentários, tweets, posts, blogs ou fóruns de opinião, e aquilo que pensa a esmagadora maioria dos benfiquistas de todo o país, de todo o mundo, de todas as idades. Esta maioria, não duvides, sabiamente percebe e valoriza o trabalho realizado por Luís Filipe Vieira, aprecia-o como um grande presidente – um dos melhores e mais ganhadores da história do clube -, e votará nele de forma esmagadora no próximo ato eleitoral. Fica a aposta.
E porquê, perguntarás tu.
Antes de mais porque, embora possa parecer, o mundo do futebol profissional, e a gestão de clube gigantesco como é o Benfica, não é a mesma coisa que jogar Football Manager em frente a um monitor. E com a idade, e a correspondente vivência de factos, experiência de trabalhar em empresas, conhecer organizações, etc, percebe-se muito melhor isso.
A gestão de um clube como o Benfica vai muito para além da contratação do jogador A, a venda do B, ou mesmo da construção de um plantel de futebol – sendo que isso também é importante. Da gestão de uma instituição de tão grande dimensão, e com tantas áreas diversificadas, faz parte todo um universo de gestão financeira, bancária, comercial, patrimonial, jurídica, cultural, comunicacional, de recursos humanos que, numa área tão específica como o desporto, tão escrutinada e mediatizada, com uma exigência tão elevada, não está ao alcance de qualquer pessoa, e onde a experiência vale 80% e o sangue frio os restantes 20%. Vê o caso do Sporting, onde no passado alguns gestores de nomeada em outros sectores de actividade se afundaram numa incapacidade total para lidar com o fenómeno futebolístico (José Eduardo Bettencourt, José Roquette, Filipe Soares Franco etc). E nem falo destes últimos anos, onde um grupo de jovens (uns verdadeiramente delinquentes, mas outros apenas imaturos), com o alto patrocínio de um presidente-adepto, quase destruiu o clube. Não é isso que queremos, pois não?
Só no âmbito desportivo, o Benfica tem dezenas de modalidades e equipas de competição. Cada vez mais, diga-se. Por exemplo, no desporto feminino temos crescido de ano para ano, e isso também é trabalho desta direcção. Mas o Benfica tem também centenas de funcionários, desde quem faz a contabilidade, a quem trata da relva, passando por departamentos médicos, jurídicos, de prospecção, e acompanhamento ao jogador, da área de comunicação, de vendas, de marketing, bilhética, sócios, do Museu, da Fundação etc, etc. Ora em todas essas áreas o Benfica tem crescido imenso, tem-se profissionalizado, sendo um exemplo de grande sucesso no panorama desportivo português, e até europeu, sobretudo tendo em conta o que éramos em 2001. Nem vale a pena falar de infraestruturas, pois não?
Mas não te maço mais com isto, pois tu queres mesmo saber é de futebol. Vamos então ao futebol.
Quando te queixas do Benfica vender os seus principais jogadores, talvez ainda não te tenhas dado conta, mas o modelo de negócio é esse mesmo: vender e voltar a formar, para voltar a vender. Não há alternativa, a não ser que sejas multimilionário e queiras doar a tua fortuna ao clube. E precisava mesmo de ser de muitas centenas ou milhares de milhões…
Nós estamos em Portugal, país periférico cujo campeonato ninguém vê a não ser os próprios portugueses. Não temos as receitas televisivas e publicitárias do futebol inglês, ou espanhol. E quando existe uma proposta de 30, 40 ou 50 milhões por um jogador (que no mês seguinte até pode lesionar-se e terminar a carreira), não podemos, nem devemos recusar. Recusar seria, isso sim, gestão danosa. Já nem falo nos 120 milhões de João Félix, que foram seguramente dos melhores negócios da história do clube. O dinheiro não cai do céu, e não poderíamos manter toda a “máquina” a funcionar sem essas receitas. Mas há mais.
Os jogadores profissionais são pessoas. Não são entidades virtuais como na PES ou no FM. Têm aspirações, querem ganhar o máximo de dinheiro possível, até porque a carreira é curta, e as oportunidades por vezes não surgem uma segunda vez. Não tenhas dúvidas de que todos os jovens jogadores formados no clube, de quem tanto gostas, querem é jogar em Inglaterra, Espanha ou Itália, pois é onde se ganha mais. São profissionais, e por muito benfiquistas que sejam (e alguns talvez nem o sejam), querem antes de mais o seu bem-estar e o das suas famílias. Se fosses jogador profissional também pensarias como eles, e aos trinta e tal anos logo voltavas tranquilamente para o teu lugar cativo a torcer pela equipa.
Os salários oferecidos por clubes do “primeiro mundo”, digamos assim, é francamente superior ao que o Benfica pode pagar. E a pressão deles, das famílias e dos empresários para sair não deixa margem para qualquer resistência. Até porque a saúde psicológica do plantel também passa por respeitar as ambições dos atletas, e deixar que saibam que, no momento certo, o clube não lhes vai cortar as pernas. Caso contrário irão pressionar para sair ainda mais cedo. Além de que não podes inflacionar um ou outro salário, e esperar que o restante plantel se mantenha feliz e motivado a ganhar menos. Há contratos a cumprir, e o equilíbrio não é fácil de obter. O Benfica, o presidente do Benfica, tem de saber gerir todas essas expectativas, todas essas individualidades, de forma a que o balneário não se torne problemático. E os timings são muitas vezes os timings do mercado, que infelizmente o Benfica não pode, por si só, condicionar.
Neste contexto, e ao contrário do que lês por aí, a parceria com Jorge Mendes tem sido essencial. Quem, se não ele, poderia colocar o Félix por 120 milhões (que hoje provavelmente já não valeria metade…)? Ou encontrar soluções espectaculares para jogadores que não renderam como o RDT?  O dinheiro que ele tem dado a ganhar ao clube, e que nos permite manter uma situação financeira sólida e invejável (ao contrário dos rivais), é algo que só temos de valorizar, e até agradecer – embora ele não o faça, obviamente, por caridade. Achas que sem essa parceria os jogadores se mantinham todos no Benfica? Estás enganado. Saíam era por muito menos dinheiro, sob pressão, eventualmente alguns deles em litígio, e em vez de teres um problema (substituir uma ou outra peça) criavas vários (desportivos, institucionais, financeiros).
Ter um parceiro como Jorge Mendes é precioso no futebol de hoje – que, queiras ou não, não é mais, nem vai ser nunca mais, o dos anos sessenta ou setenta, que tu idealizas, mas na verdade também não conheceste, e na verdade não era assim tão perfeito. Por exemplo a nível de exigência profissional (de jogadores a técnicos e dirigentes) estava a anos-luz do de hoje. Ninguém mais do que Jorge Mendes quer ver os seus jogadores valorizarem, pois isso é lucro para ele. Ou seja, estamos do mesmo lado.
Mas isto leva-nos à questão dos empresários em geral. Assim como as respectivas comissões, eles hoje fazem parte do futebol, nem todos se movimentam tão habilmente como Mendes, e nem todos são honestos (quase poderíamos formular a frase ao contrário, mas isso também não interessa para o caso). Gerir um clube como o Benfica é também ter de lidar com agentes, por exemplo, da América Latina, ou dos países da Europa de leste, muitas vezes já para além dos limites da máfia organizada. É ter de pagar comissões para manter interesses. É conhecer todo um mundo do qual podemos não gostar, mas que existe. Não é qualquer presidente que está preparado para o fazer, que tem a experiência necessária para o fazer, e que o consegue fazer com o sucesso desportivo que o Benfica tem tido. Vieira anda no futebol há muitos anos, está preparado para o fenómeno, conhece-o bem, e não sei de mais nenhum benfiquista que esteja nas mesmas condições. É uma completa utopia pensar que uma qualquer figura do benfiquismo, só por ser benfiquista, só por ser honesto, seria capaz de se movimentar num meio com tantas especificidades.
Os negócios do mundo do futebol são, antes de mais, isso mesmo: negócios. Sabes, por exemplo, que por vezes é necessário adquirir um jogador que desportivamente não interessa para garantir um negócio futuro, ou saldar um negócio passado? Ou como pagamento de uma comissão? Ou até para jogar com os pagamentos em prestações e ganhar dinheiro? Ou, porque não dizê-lo abertamente, dar dinheiro a ganhar a parceiros que podem ser importantes no futuro?
Por vezes também é necessário comprar este ou aquele jogador porque convém criar boa relação institucional com este ou aquele clube, para evitar influências nefastas e/ou excessivas de clubes rivais, para abrir portas neste ou naquele mercado, e por variadíssimos motivos que estão para além das estritas necessidades do plantel – mas que não deixam de ser do interesse do clube. E por todas estas razões, também nem sempre é possível conseguir o jogador que se pretende – o qual até pode nem querer vir para Portugal, não querer ir para o Benfica, do qual o empresário pode ter uma má relação com o clube, exigir maior comissão que um outro, isto sem falar naturalmente nas exigências salariais e no preço do passe.
É tudo muito complexo. Muito mais complexo do que parece à primeira vista. Cada caso é um caso e envolve várias pessoas, com interesses próprios e por vezes contraditórios, desde logo o próprio atleta, a família, o seu empresário, os dirigentes do clube de origem ou destino, etc. E não é para qualquer um. Nem deixa muita margem para condenarmos situações absolutamente pontuais como a compra ou a venda de um jogador que correu menos bem.
O que é certo é que temos sido campeões, e em seis anos fomos cinco vezes ao Marquês. Só no futebol profissional conquistámos 14 troféus nos últimos sete anos, mais do que todas as restantes equipas portuguesas.
Parece fácil. Mas exige muito trabalho. E muito rigor. Sabes que no Benfica todos os atletas são monitorizados ao segundo, dentro e fora das instalações do clube, através de pulseiras específicas? Sabes que vivem muitos deles em condomínios comuns, o que envolve as famílias e contribui para o espírito colectivo? Sabes as restrições alimentares que têm, até mesmo de férias? Sabes que há funcionários até para lhes tratar dos cães e gatos? Há muito trabalho envolvido para criar uma estrutura assim, mas o adepto comum nem sempre se apercebe desses aspectos, e pensa que só se ganha ou perde jogos por uma substituição ou por uma contratação. Como no Football Manager, não é? Mas é tudo tãããão diferente…
Na verdade, em todos os factores críticos de sucesso, e no contexto português, o Benfica está muito à frente dos rivais. E quem fez tudo isso? Tudo isso apareceu por acaso?
Criticar Luís Filipe Vieira?? É verdade que cometeu erros, como qualquer um de nós comete nos seus trabalhos e nas suas vidas. Peca por vezes na comunicação, ao elevar demasiado as expectativas dos adeptos. Não deveria falar em Benfica Europeu, pois no contexto actual isso é claramente prematuro. Por vezes é levado pelo entusiasmo. Mas o balanço é extraordinário. Além de que é um dirigente com respeito pelos adversários, por jogadores, treinadores, funcionários, e cuja liderança toda a gente no clube aceita e segue – o que, talvez não saibas, mas é importantíssimo para se ter sucesso a liderar qualquer organização. Só isso, essa capacidade de conduzir uma instituição tão grande, já não seria fácil de encontrar por aí. Fazê-lo com vitórias e com crescimento a todos os níveis, é obra.
Não está, obviamente, imune à critica. É salutar haver exigência. Mas o que se lê por aí é um total exagero, e completamente desfasado da realidade.
Porque será que a comunicação do FC Porto o ataca de forma tão persistente? Reparaste que não falam do treinador, nem dos jogadores, nem de outros dirigentes. Só o atacam a ele, com todas as forças que têm. Eles sabem que um Benfica sem Vieira seria um Benfica muito fragilizado, provavelmente desorganizado, provavelmente com lutas internas pela liderança como vemos nos vizinhos do lado.
Queres embarcar nessa onda? Queres contribuir para esse objectivo? Ou defender o Benfica e quem o representa, sem prejuízo de, no momento próprio, voltar a fazer a avaliação?
É tudo isto que um adepto com 50 anos percebe um pouco melhor do que um de 20 – que por definição é impaciente e aventureiro, quer este mundo e o outro, e para já. Além de, como disse no início, não se lembrar do que era o clube em 2001, não saber o que era o futebol antigo (e romantizá-lo excessivamente) e esquecer que dos anos oitenta para trás, em Portugal, praticamente não havia FC Porto, e o único rival era o...Sporting.

Espero ter conseguido elucidar-te sobre algumas coisas. Não sou dono da razão, mas já vivi o benfiquismo suficiente para poder falar do clube com alguma autoridade moral. Nunca falo da minha vida privada, mas posso dizer-te que também tenho alguma experiência em gestão de equipas, em conhecimento de organizações de grande dimensão, e isso também me ajuda a ver toda a floresta e não apenas uma folha de uma árvore.
Estou certo de que vais pensar melhor quando, daqui em diante, entrares numa qualquer caixa de comentários para destilar antipatia pelo nosso presidente - máximo representante do clube, e eleito por uma maioria esmagadora de votos.
Saudações Benfiquistas
LF