04/08/16

ACÇÃO!

Após vários jogos de preparação, recheados de testes e de experiências, com distintos, mas pouco relevantes resultados, eis-nos chegados ao futebol a sério.
No domingo, em Aveiro, o Tri-Campeão apresenta-se forte e para ganhar.
A Supertaça Cândido de Oliveira tem sido uma competição maldita para as nossas cores, sendo a única prova futebolística nacional em que não somos a força dominante: em 37 edições apenas conquistámos 5 troféus, somando 18 derrotas nas 34 partidas disputadas. É altura de atenuar estes números, e começar a inverter a situação.
Durante alguns anos, talvez não tenhamos levado a Supertaça suficientemente a sério, enquanto outros acumulavam triunfos. A prova entretanto credibilizou-se, e estabilizou o seu lugar no calendário desportivo – sobretudo a partir do momento em que passou a ser disputada a uma só mão, e na abertura das temporadas. Não sendo a nossa maior prioridade, é o primeiro dos 5 objectivos para 2016-17.
O adversário que teremos pela frente surge muito motivado. Nunca venceu a prova. Quererá, igualmente, começar bem uma época para a qual parte com grandes aspirações. Numa final, não há favoritismos. E só com muita humildade, a mesma que nos levou ao Tri, conseguiremos erguer o troféu. O apoio dos benfiquistas é imprescindível. Com ele, vamos certamente entrar na temporada com o pé direito, e com mais uma taça nas mãos.

PS: Há Homens cuja respeitabilidade e relevo transcendem, em muito, os clubes que representam. O Professor Moniz Pereira era um deles. Fica a gratidão por tudo o que fez pelo desporto, e pela forma elevada como nele sempre soube estar.

28/07/16

É SIMPLES...

VENDER: Carcela e Talisca
EMPRESTAR: Zlobin, Mandava, Kalaica, Marçal, Celis, Benitez, J.Carvalho, J.Teixeira, R.Fonte, Sponijc, D.Gonçalves e Jovic
COMPRAR: Médio-ofensivo
e...fechar plantel para o Tetra!


PLANTEL (25):
J.César, Ederson e P.Lopes;
A.Almeida, Lindelof, Jardel, Eliseu, N.Semedo, Luisão, Lisandro e Grimaldo;
Fejsa, Salvio, médio-ofensivo, Cervi, Samaris, Pizzi, Horta, Carrillo, Danilo e Zivkovic;
Jonas, Mitroglou, Jimenez e Guedes.

12/07/16

NOVA ORDEM

Para além do saboroso triunfo português, o Europeu de França deixou duas evidências difíceis de contrariar.
Em primeiro lugar a de que o futebol tem uma larga componente de aleatoriedade, muitas vezes negada pelos analistas (têm de ganhar a vida…), mas que define grande parte das competições e dos seus vencedores. Há ciência na preparação dos atletas, na organização das equipas e no estudo dos adversários, mas, entre conjuntos equilibrados, tudo o resto é…sorte. Por muito que nos possa ser útil teorizar acerca da superior capacidade dos nossos jogadores, a verdade é que se aquela bola de Gignac, aos 91 minutos, se tem aconchegado dois centímetros mais para dentro, estaríamos agora a lamentar mais uma desilusão portuguesa. Isto é válido para a final, para os penáltis contra a Polónia, mas também para o Alemanha-França, para a fase de grupos, para …tudo.
Outra evidência é a de que jogar bonito, jogar ao ataque, empolgar plateias, não interessa absolutamente nada. Para os puristas do jogo belo isto é um drama. Mas de entre as várias formas de ganhar finais, o realismo e a contenção parecem ser as preferidas das principais equipas do futebol internacional. É uma tendência que se nota desde 1982, mas talvez nunca como neste Europeu ela tenha estado tão patente.
Aliás, o desporto vive actualmente com um grave problema da falta de espectacularidade, que a médio prazo o poderá matar. Nota-se no Tour de França, na Fórmula 1, no Ténis, e na generalidade das modalidades, onde o dinheiro abunda na mesma proporção em que o risco escasseia.

Seja como for, aqui fica mais um …Viva Portugal!

11/07/16

PARA A ETERNIDADE!

Se, depois de uma fase de grupos insípida, e de uma qualificação sofrida, alguém me dissesse que Portugal ia ser Campeão da Europa, diante da anfitriã, sem Cristiano Ronaldo, e com Eder a marcar o golo da vitória, provavelmente teria soltado uma gargalhada.
Sim. Era um dos que não acreditava. Era um dos que duvidava das capacidades da equipa, e das possibilidades de êxito num Europeu onde França, Alemanha, Itália, Espanha, Bélgica e Inglaterra se apresentavam com grandes ambições. Era um dos que pensava que o optimismo do seleccionador era excessivo, ou até romântico.
Mas o futebol é assim mesmo, e é por ser imprevisível, irracional e caprichoso que o seguimos com tanta paixão.
Há que reconhecer que a sorte bafejou Portugal. Quer na final, quer no trajecto até lá chegar. Mas tem de se dizer também que a equipa nacional soube aproveitar essa dose de fortuna com humildade e com competência. Soube interpretar muito bem as suas forças e fraquezas, potenciando as primeiras, e disfarçando as segundas. Cresceu ao longo da prova, mudando quando tinha de mudar. Demonstrou união, solidez e uma confiança à prova de bala. Mereceu entrar para a história.
Num país pequeno e periférico como o nosso, este triunfo é algo de extraordinário, e, provavelmente, irrepetível. E prova que o nosso futebol – tantas vezes vilipendiado e mal-tratado por cá – é um dos grandes agentes do orgulho português no exterior. Que felizes devem estar os nossos emigrantes, particularmente os que vivem em França! Eles, mais do que ninguém, mereceram este triunfo.
Obrigado Fernando Santos!

Obrigado Selecção Nacional!

06/07/16

O TETRA COMEÇA AQUI

O Campeonato da Europa tem dispersado as atenções, mas a nova temporada clubista está aí, e o mercado continua a girar.
No Seixal trabalha-se no duro, enquanto os adeptos se mantêm na esperança de que o plantel campeão não sofra mais mexidas. No news, good news…
Para já, ficámos sem Renato Sanches e Nico Gaitán, duas saídas inevitáveis que não serão fáceis de suprir. De entrada estão Carrillo, Cervi, Celis, André Horta, Kalaika, Benitez e, ao que parece, Zivkovic. Alguns deles de qualidade acima de suspeita. Outros, apostas de futuro.
Por agora, talvez falte apenas um substituto directo para Renato Sanches, pois tanto quanto conheço dos reforços anunciados, nenhum preenche essas características. De resto, mantendo-se a base titular, a equipa ficará muito forte, e tem tudo para enfrentar a luta pelo 36º título com optimismo.
Na baliza não parece haver alterações. Na defesa, seria importante manter o quarteto base da temporada passada, nomeadamente a dupla de centrais rápida e forte no jogo aéreo. No centro do terreno, haverá necessariamente mudanças, devido às saídas acima mencionadas, mas homens como Fejsa, Pizzi, Samaris, Salvio ou Gonçalo Guedes serão o fio condutor capaz de enquadrar os novos recrutas. No ataque, certos que estão Mitroglou e Jimenez, seria determinante manter Jonas, pois não é fácil encontrar no mercado alguém que marque quase 70 golos em dois anos, e que assuma tanta preponderância na manobra ofensiva da equipa.

Além da valia técnica dos jogadores, há que preservar o espírito que levou ao Tri. E com estes jogadores, sabemos que contamos com entrega total.

27/06/16

À PORTUGUESA

À hora a que este jornal chegar às mãos do estimado leitor, já se conhecerá o desfecho do Portugal-Polónia. Antes dessa partida, é-me difícil fazer uma análise profunda ao desempenho do conjunto luso no Europeu de França: chegar às meias-finais será uma coisa, ser eliminado pelos polacos será outra bem diferente.
Além do mais, esta selecção tem viajado da terra ao céu, e do céu à terra, a uma velocidade que nem o proverbial oito-oitentismo português consegue acompanhar. Uma fase de grupos muito modesta levou à depressão generalizada dos adeptos portugueses. Mas logo uma vitória sofrida, e bastante feliz, sobre a Croácia, mergulhou o país nas ondas da euforia. No momento em que escrevo, já vamos outra vez ser campeões.
O seleccionador Fernando Santos é soberano nas suas escolhas. E, se chegar à final, todos os que o criticaram nas últimas semanas terão de meter as violas no saco. Também eu - um dos dez milhões de seleccionadores de bancada -, que não só teria feito outras opções desde o início da prova (Renato Sanches, Quaresma…), ou até antes dela (André Almeida, Pizzi, André Silva…), como teria adoptado um discurso bem mais prudente face às limitações de uma equipa que depende em demasia de um só jogador, e que tem alguns pontos fracos… bastante fracos (o jeito que faria um ponta-de-lança a sério...).
O que me parece inegável é que, até aqui, temos tido a sorte do nosso lado: na fase de qualificação, no grupo que nos calhou, nos enquadramentos desta fase eliminatória, e, pelo menos, no jogo com a Croácia.

Que os deuses nos tenham continuado a proteger na partida de quinta-feira.

HERÓIS

Perder custa. Perder com rivais, custa a dobrar. Sobretudo havendo troféus em disputa.
O nosso Hóquei registou uma amarga derrota no domingo passado, em Ponte de Lima, diante do FC Porto, não conseguindo juntar o Tri na Taça, ao Bi-Campeonato e à Liga Europeia.
Não pude assistir ao jogo, pelo que não me seria lícito comentar a arbitragem. Seja como for, há que lembrar a fabulosa temporada da nossa equipa, a qual terá chegado a esta final-four em inteligível clima de descompressão, depois das glórias nacionais e internacionais recentemente alcançadas, e das semanas que entretanto se passaram.
Estamos a falar daquela que é, presumivelmente, a melhor equipa de sempre do Hóquei em Patins encarnado. E aos saudosistas de outros tempos respondo desde já com um facto irrefutável: fomos duas vezes campeões europeus (2013 e 2016), e só desta vez juntámos o título doméstico à conquista internacional.
Aliás, estes triunfos vêm na senda de várias temporadas de grande fulgor. Nos últimos seis anos, somámos três Campeonatos Nacionais, três Taças de Portugal, duas Supertaças, duas Ligas Europeias, uma Taça Cers, duas Taças Continentais e uma Taça Intercontinental. Um palmarés impressionante, ao nível do Clube que, ininterruptamente, pratica a modalidade há mais tempo no mundo.

Houve Cruzeiro e Perdigão, houve Ramalhete e Livramento, houve Paulo Almeida e Rui Lopes, houve ainda Panchito. Um dia também falaremos de Trabal, Valter Neves, Diogo Rafael, João Rodrigues, Adroher ou Nicolia, como grandes figuras de uma época dourada. Que estamos a viver, e esperamos ver prolongada por mais uns anos.

14/06/16

O TETRA

O Benfica existe para ganhar. Apenas para ganhar.
Foi a ganhar que cresceu. Foi a ganhar que se tornou popular e gigantesco, que nos cativou e envolveu.
Diz-se que perder e ganhar é desporto. Mas não é de desporto (muito menos de indústria ou de comércio) que se fala quando se fala de Benfica. É de amor. É de paixão. De uma paixão sem limites, que não admite outra coisa que não a vitória, que somente aceita a glória absoluta.
Somos Tri-campeões. Mas se em Maio de 2017 não festejarmos o Tetra, ninguém se lembrará dos maios anteriores. Todas as conquistas passadas serão meras peças de museu. Dignas de orgulho, mas carentes de sentimento. Serão outros a festejar, ou a verde, ou a azul. Já não estamos habituados. Custa-nos, só de imaginar o cenário.
A estes axiomas, que nos moldam a alma, e que nos exigem superação constante, acresce um contexto estratégico muito peculiar. Temos um dos rivais desportivamente moribundo, à procura de uma oportunidade para se reerguer. Temos outro em bicos de pés, a tentar afirmar-se por todos os meios – mesmo os mais estapafúrdios e indecorosos. Depende de nós deixá-los, ou não, renascer das cinzas. Depende de nós estabelecermos, ou não, um ciclo de manifesta hegemonia no futebol português, que pode levar décadas a ser quebrado, mas que, no sopro de uma temporada menos conseguida, rapidamente se esfumará, como areia que se escapa pelos dedos das mãos.

O Benfica não irá certamente ganhar todos os campeonatos até ao fim das nossas vidas. Mas alguns não os poderá perder. O próximo é um deles. 

07/06/16

MODALIDADES

A gloriosa saga do ecletismo encarnado de 2015 era difícil de repetir. Então, só o Andebol escapara ao pleno dos campeonatos nacionais entre as modalidades mais significativas. Foi o melhor ano de sempre a este nível.
Em 2016, se Futebol e Hóquei repetiram o título (no caso do Hóquei acompanhado de brilhante conquista europeia), e se Futsal e Atletismo mantêm em aberto essa possibilidade, Basquetebol, Andebol e Voleibol falharam o principal objectivo - pese embora a conquista de Taças e Supertaças.
Os casos são diferentes, bem como o contexto e as expectativas que rodeavam cada uma das equipas. Se a de Andebol era, à partida, a menos favorita, a forma como deixou fugir o campeonato acabou por ser, porventura, a mais dolorosa. O meu grau de benfiquismo não me permite aceitar com naturalidade derrotas como a do último Sábado, quando, com quatro golos de vantagem a pouco mais de três minutos do fim, o título estava no bolso. A não repetir.
Também o Basquetebol desiludiu. O Benfica era o grande favorito à conquista do penta. Mantinha a estrutura e reforçara-se com nomes sonantes. Mas durante os play-offs percebeu-se que as coisas iriam correr mal. Jogámos pouco. As sete (!) derrotas com o FC Porto obrigam necessariamente à reflexão.
O Voleibol foi, sobretudo, infeliz. Perdeu no último set da última partida, depois de 24 vitórias em 25 jogos até chegar à final. Creio que nesta modalidade recuperaremos o título rapidamente.
De Futsal falarei no fim do campeonato. E o Hóquei, pela estrondosa época que fez (ainda falta a Taça), merece um texto inteiro, assim que a oportunidade espreitar.


02/06/16

A ANGÚSTIA DO ADEPTO NO MOMENTO DO MERCADO

O tema é recorrente. A cada defeso, a angústia do adepto cresce à medida que as notícias da saída de jogadores se avolumam nos jornais.
Quase não nos deixam comemorar os títulos em paz. Em poucos dias, a crer na imprensa, praticamente não temos equipa.
Para além de Renato Sanches, pelo menos Ederson, Jardel, Lisandro, Lindelof, Fejsa, Salvio, Talisca, Carcela, Gaitán e Jonas, foram, por estes dias, dados como negociados, ou negociáveis, para outros destinos. Na maioria dos casos tal não passa de especulação. O problema é que por vezes o fumo traz fogo, e alguns deles podem mesmo ter de vir a sair.
Sabe-se como funciona o modelo de negócio em clubes como o nosso, de países periféricos, e sem o poder financeiro de outros mercados. Sabe-se que, para manter contas equilibradas, e não comprometer o futuro, há que vender jogadores. Sabe-se que os mais procurados, os mais valiosos, os mais rentáveis, são, obviamente, os melhores. Sabe-se que os próprios, aliciados por salários principescos, são frequentemente os primeiros a forçar a saída. Sabe-se da pressão de agentes e intermediários. Sabe-se que, sobretudo em anos de Europeu ou Mundial, é difícil planificar o que quer que seja nesta matéria.
Porém, existem princípios orientadores que convém não desprezar.

Há jogadores em picos da valorização, mas susceptíveis de ser bem substituídos. Por outro lado, há jogadores cujo valor de mercado, por motivos etários ou outros, é manifestamente inferior ao valor desportivo – leia-se, ao peso na equipa. Poderá ser boa gestão vender os primeiros. Será sempre mau negócio perder os segundos. 

27/05/16

ILUSTRAÇÃO

A conclusão do texto anterior poderá ser ilustrada pelo quadro seguinte:

Ao qual acrescentaria:

- Duas finais europeias, e recuperação no ranking da Uefa, desde o 91º lugar até ao 6º actual.
- Múltiplos títulos nas modalidades, entre os quais 2 Ligas Europeias, 1 Taça Cers, 2 Taças Continentais e 1 Taça Intercontinental no Hóquei; 1 Uefa Cup no Futsal; finais europeias inéditas no Andebol e no Voleibol.
- Construção do Estádio, do Centro de Estágio, de dois pavilhões, de piscinas, do Museu Cosme Damião.
- Criação de BTV, da revista Mística, rejuvenescimento do Jornal.
- Aumento recorde do número de sócios.
- Expansão das Casas do Benfica.
- Captação recorde de receitas com patrocínios.
- Profissionalização da gestão, e total reestruturação do clube, que, em 2001, estava falido, desorganizado e desacreditado. 




25/05/16

UM POR TODOS

Seria fácil dizer agora que sempre acreditei. Que, também eu, era um entusiasta da aposta na formação. Que vira com bons olhos a substituição de um treinador campeão. Que olhara sem desconfianças para uma alteração de paradigma, justamente quando começávamos a vencer com regularidade.
Estaria a mentir.
Na verdade, foi com bastante cepticismo que encarei as mudanças do Verão passado. E quando, a poucos dias do Natal, estávamos a 7 pontos do Sporting, e a 5 do FC Porto, não apostaria um fósforo na possibilidade do Tri. Não fosse uma carreira europeia prometedora, e dava, nessa altura, a época como morta.
Nada melhor do que ser desmentido pelos factos quando estes superam as nossas melhores expectativas. E este Benfica superou tudo aquilo que eu perspectivara.
Na altura, muitos pensavam como eu. Mas houve um (aquele que interessava, aquele que decidia) que se manteve absolutamente fiel às suas convicções. Que, com grande coragem, insistiu no caminho que sabia ser o melhor para o Clube.
Este título é de muita gente. É de um técnico que, para além de enorme competência, soube manter uma atitude que nos orgulha. É de todos os benfiquistas, mesmo daqueles que, como eu, tinham poucas certezas quanto à forma de lá chegar. Mas este título é, sobretudo, de Luís Filipe Vieira.
O nosso presidente apostou forte. Arriscou muito. E, seguindo a sua convicção, venceu em toda a linha.

A obra feita no Benfica já falava por si. Este campeonato, a forma como foi ganho, e tudo aquilo que nos mostrou, tornou óbvia uma certeza: Vieira é o presidente mais marcante dos 112 anos de história do nosso Clube.

17/05/16

ARBITRAGENS 2015-16

ALGUNS DADOS ESTATÍSTICOS

Grandes Penalidades a favor:
SPORTING-11
Benfica - 7
FC Porto - 5

Grandes Penalidades contra:
SPORTING - 5
Benfica - 1
FC Porto - 1

Grandes Penalidades decisivas a favor:
SPORTING - 5
FC Porto - 3
Benfica - 2

Grandes Penalidades decisivas contra:
SPORTING - 2
FC Porto - 1
Benfica - 0

Cartões Vermelhos:
SPORTING - 4
FC Porto - 3
Benfica - 2

Cartões Vermelhos a adversários:
SPORTING - 7
Benfica - 4
FC Porto - 0

Minutos em superioridade numérica:
SPORTING - 212
Benfica - 4
FC Porto - 0

Minutos em inferioridade numérica:
BENFICA - 53
Sporting - 48
FC Porto - 17

Benefício em pontos por erros grosseiros de arbitragem:
SPORTING - 6
Benfica - 4
FC Porto - 3

Prejuízo de pontos por erros grosseiros de arbitragem:
BENFICA - 3
Sporting - 2
FC Porto - 2

CLASSIFICAÇÃO REAL:

BENFICA (88-4+3) = 87
Sporting (86-6+2) = 82
FC Porto (73-3+2) = 72


JOGO A JOGO




AGRADECIMENTOS

Ao presidente do Sporting, e a toda a comunicação social que o tolerou, promoveu, e cuja estratégia de ódio, guerrilha e conflito permanente branqueou – como, de resto, no passado, havia feito com outro protagonista.
Aos seus mais fiéis acólitos que, na cegueira anti-benfiquista, apoiaram e interpretaram essa estratégia.
Ao milionário treinador do Sporting, e a toda a sua pesporrência, ingratidão, e mau perder, que ora nos dá pena, ora nos faz rir.
Aos inácios televisivos, e às repetidas mentiras, insinuações e provocações - desde uma campanha sórdida e racista visando Renato Sanches, a aspectos risíveis como a calendarização dos jogos - com que tentaram sistematicamente desestabilizar e descredibilizar o Benfica.
A Norton de Matos, Nelo Vingada e Sérgio Conceição, pelo modo singular como abordaram algumas partidas do campeonato, abrindo uma perturbadora caixa de pandora, de efeitos imprevisíveis para a verdade do futebol português.
Aos conselhos de justiça e de disciplina da FPF, pela impunidade, patetice e esperteza saloia com que lidaram com as agressões de Slimani.
A todos eles os meus agradecimentos.

Aos jogadores, técnicos, dirigentes e restante estrutura profissional do SL Benfica, agradeço vivamente a conquista de mais um campeonato, o 35º da nossa história. Mas aos anteriormente mencionados tenho de agradecer por terem transformado essa conquista na maior alegria desportiva da minha vida.

11/05/16

SÓ MAIS UMA !

Estamos a um jogo, a uma vitória, a uma final, de poder soltar o grito que há meses nos atravessa a garganta, e nos entope a alma.
Falta pouco. Muito pouco. Mas esse pouco parece tudo, olhando àquilo que se tem passado nestas últimas semanas.
Como se não bastassem malas e maletas, no Funchal apareceram também apitos e cartões. Tiraram-nos um penálti. Tiraram-nos um jogador. Tudo tem servido para nos condicionar, tudo tem servido para nos perturbar, e tentar desviar da rota do ”Tri-Campeonato”. Fomos fortes. Muito fortes. Ultrapassámos todos os obstáculos. Os naturais e os outros. Ficámos mais perto da glória.
Agora faltam noventa minutos. Noventa longos e sofridos minutos, durante os quais teremos de estar preparados para as mais diversas condicionantes – à semelhança do que tem vindo a ser regra, designadamente desde que, ganhando em Alvalade, metemos um pauzinho numa engrenagem que alguns achavam já montada.
Resistiremos a tudo. Resistiremos a todos. Quem chegou aqui, não vai parar às portas do sonho. Seremos onze irmãos em campo, 65 mil nas bancadas, e milhões a torcer por fora. Mais do que um país, seremos um mundo. Um mundo a gritar 35!
Acredito num domingo lindo, que nos conduza aos céus. Acredito no trabalho sério, na humildade, na honestidade, na união, no fair-play, no civismo. Acredito que as metodologias do passado serão vigorosamente derrotadas em campo, pois é também contra elas, e em nome do desporto e da paixão que o alimenta, que este Benfica terá de jogar.
Também por isso, a justiça vai premiar-nos. Também por isso, vamos vencer!

Força Benfica! É só mais uma!

02/05/16

JOGO SUJO

Houve o corte de electricidade no Restelo, a zaragata entre jogadores do Marítimo, e os vários indisponíveis do Moreirense, antes das partidas com o Sporting. A poupança de titulares do União em Alvalade, mesmo precisando de pontos. A exibição simpática do Arouca. As lágrimas do Setúbal. O penálti de Tonel. Mas se eram necessárias mais evidências de que algo de estranho se passa no nosso campeonato, esta jornada trouxe-as. E nem falo de penáltis por assinalar - que também houve.
Vejo futebol há mais de 40 anos, e não me recordo de uma equipa sem aspirações fazer o anti-jogo que o Guimarães fez na Luz ao longo da primeira parte. Não esperava, nem queria, facilidades. Mas esperava um adversário a jogar futebol. O que se viu foi a triste cena de onze almas (mais umas quantas no banco) desesperadas para retirar pontos ao Benfica, não hesitando em recorrer a simulações, provocações, quebras de ritmo, e a uma agressividade muito acima do normal. Até mudaram de táctica, testando-a propositadamente na jornada anterior, à custa de um empate em casa.
Na Amoreira, um Marítimo também com classificação definida, entrou em campo sem cinco jogadores que tinha em risco de suspensão, poupando-os para a próxima jornada, cedendo pontos que, teoricamente, até lhe seriam mais acessíveis. Porquê? Segundo o treinador, para preparar a próxima época.
Podemos juntar as declarações do presidente do FC Porto, que deixaram claro porque motivo não seria de esperar um desfecho diferente no Clássico.
Os factos falam por si. Não podemos fingir que não vemos. A porcaria está a regressar em força ao futebol português. E, se nada fizermos, vem para ficar.

26/04/16

AI QUE SORTE!

É uma sorte.
É uma sorte ter avançados com a categoria de Raul Jimenez, Jonas ou Mitroglou, que resolvem jogos com precisão de matador, nos momentos mais delicados. É uma sorte ter jovens como Ederson, Nelson Semedo, Lindelof, Renato Sanches ou Gonçalo Guedes, os quais há um ano atrás ninguém imaginava como presumíveis titulares do Benfica e jogadores de selecção. É uma sorte ter figuras do nível de Luisão ou Salvio, que se sentam no banco com o mesmo profissionalismo que sempre revelaram em campo. É uma sorte ter um plantel em que as ausências são colmatadas por jogadores de igual valia, com os quais o colectivo em nada se ressente. É uma sorte ter uma equipa unida e solidária, que entra em campo com humildade e sem qualquer laivo de sobranceria, disputando cada lance como se fosse o último. É uma sorte ter a melhor média de golos por jogo dos últimos 32 anos. É uma sorte ter o melhor ataque e o melhor marcador do campeonato. É uma sorte ter como treinador um homem competente e civilizado, que responde com vitórias às reiteradas provocações que lhe chegam do exterior. É uma sorte ter uma estrutura administrativa e logística na qual nada falta, e a qual representa uma importante mola no rendimento dos atletas. É uma sorte ter um presidente que está sempre ao lado da equipa, nos bons e nos maus momentos, e que não usa facebooks para insultar, pressionar ou coagir ninguém. É uma sorte ter uma massa adepta que enche estádios de norte a sul do país, com uma paixão inigualável, e um apoio frenético que empurra a equipa para a frente.

É mesmo uma sorte. É uma sorte ser do Benfica!

20/04/16

ARBITRAGEM 2015-16







(clique nos quadros para aumentar)



BALANÇO (classificação real à 30ª j):

1º BENFICA 73 pts (beneficiado em 3 pts)
2ª Sporting     70 pts (beneficiado em 4 pts)
  3º Porto         63 pts (prejudicado em 1 pt)   

19/04/16

MAIS DO QUE UM JOGO

Faltam quatro.
Apenas quatro jornadas para o fim de um dos campeonatos mais empolgantes dos últimos anos, e, provavelmente, o mais importante da última década.
Cada jogo é uma “final”, como há muito afirma Rui Vitória. Mas a “final” deste domingo é especial, e pode definir muito mais do que os três pontos em disputa. Pode muito bem ser a verdadeira “final”. O momento chave na decisão do título. O Cabo da Boa Esperança na rota para o Marquês.
O Rio Ave está em 5º lugar, a lutar arduamente por uma vaga na Liga Europa (os adversários seguintes estão do 10º lugar para baixo, e já sem objectivos). O estádio do Rio Ave é difícil, e tradicionalmente problemático para o Benfica (ainda na época passada lá perdemos). O Rio Ave tem uma equipa muito coesa, onde pontuam jogadores emprestados pelos nossos rivais. O treinador, excelente diga-se, é também ele um antigo jogador do Sporting, valha isso o que valer. A equipa vila-condense apresenta-se praticamente na máxima força (apenas Roderick não jogará). Esta jornada antecede um FC Porto-Sporting, cuja abordagem em muito depende do que se vier a passar em Vila do Conde.
Não são precisos mais condimentos para olharmos para a partida de domingo como uma das mais importantes da temporada.
O jogo com o V.Setúbal evidenciou algum desgaste da nossa equipa. Após tão exigente compromisso europeu, não seria de esperar outra coisa. Felizmente, chegou para vencer.

Agora, com uma semana de repouso, teremos de entrar “a matar” no Estádio dos Arcos, como se de cada lance dependesse toda uma vida. Só assim podemos trazer a vitória. Só assim chegaremos ao 35º.

12/04/16

DE OLHOS BEM ABERTOS

Na jornada anterior, o Sporting jogava no Restelo. Nas vésperas da partida, o conflito entre o clube e a SAD do Belenenses agudizou-se. Foi cortada a luz e a água no estádio. Houve jogadores impossibilitados de prosseguir planos de recuperação. O treinador foi impedido de preparar o jogo. A equipa de Belém, mesmo sem Tonel, apresentou-se bastante abaixo das suas potencialidades. O Sporting venceu facilmente.
No último fim-de-semana o Sporting jogava com o Marítimo. Nas vésperas da partida verificaram-se agressões entre jogadores num treino dos insulares. Alguns foram suspensos e não estiveram em Alvalade. A equipa madeirense apresentou-se desfalcada. O Sporting venceu facilmente.
O próximo adversário dos leões é o Moreirense. Nesta última jornada, um conjunto de cartões amarelos cirúrgicos afastou vários titulares da equipa minhota. Também não jogarão os emprestados e os lesionados. Teremos um Sub-Moreirense neste sábado. O Sporting vai certamente vencer sem dificuldades.
Entretanto Slimani foi ilibado de uma agressão que todo o país viu.
É necessário que tomemos atenção a todas estas coincidências. A estrutura sportinguista tenta passar a mensagem de que o clube só não ganhou títulos nas últimas décadas devido a práticas subterrâneas dos seus rivais. E o corolário dessa teoria é achar-se legitimado a usar todos os meios, lícitos e ilícitos, éticos e não éticos, por cima e por baixo das mesas, para ganhar este campeonato – do qual depende muito do seu futuro próximo.

Já vimos isto no passado, com outros protagonistas. Não podemos voltar a cometer o erro de achar que não é connosco.

TANTO PARA VENCER

1)      Escrevo estas linhas antes de conhecer o resultado do jogo de Munique. Porém, o que quer que tenha acontecido na Baviera, não desviará o Benfica, os seus profissionais, os seus dirigentes, e os seus adeptos, do grande desígnio da temporada: a conquista do 35º campeonato. Nesse sentido, o jogo grande da semana é em Coimbra, e é esse que estamos obrigados a vencer. Aliás, tenho a convicção de que, ganhando as próximas três partidas (Académica, V.Setúbal e Rio Ave), o título dificilmente nos fugirá.
2)      O Andebol encarnado está a superar todas as expectativas. Quem diria, há um mês atrás, que teríamos a Taça de Portugal nas mãos, que estaríamos nas meias-finais da prova europeia, e que levaríamos uma vantagem de 2-0 diante do hepta-campeão FC Porto na meia-final do playoff? É verdade que as últimas vitórias foram obtidas nos prolongamentos, e arrancadas dramaticamente nos últimos segundos dos jogos. Mas a força competitiva destes jogadores ficou já amplamente demonstrada. Vamos acreditar que a saga não fica por aqui.

3)      Com a passagem do Hóquei à final-four da Liga Europeia (que bom seria poder ser na Luz…), garantimos desde já, pelo menos, quatro meias-finais de provas internacionais nas nossas modalidades nesta época. Para além do Hóquei, o Voleibol chegou às meias-finais da Challenge Cup, o Futsal está nas meias-finais da Uefa Cup, e o Andebol nas meias-finais da sua Challenge Cup. Teremos ainda o Atletismo a disputar a Taça dos Campeões da Pista. Entre tantas frentes, é lícito esperar que pingue um título. Isto sim, é uma verdadeira potência desportiva. A única em Portugal.

30/03/16

UMA FINAL

Depois de uma incompreensível pausa para jogos amigáveis das selecções – porque não antecipar o fim de época numa semana, ao invés de a interromper na sua fase mais quente, numa espécie de anti-climax que não agrada a um único adepto de futebol? -, regressa o campeonato. E regressa com mais uma final, esta diante de um adversário que está a realizar uma temporada fantástica, com aspirações em quatro frentes distintas. Há mesmo quem diga que este será o jogo mais difícil que o Benfica tem pela frente na sua caminhada rumo ao 35º.
Além da qualidade do adversário – equipa com experiência de grandes momentos, que dificilmente se impressionará perante as 65 mil pessoas que se esperam na Luz -, e além de esta partida chegar na sequência da referida pausa, com desgaste de viagens, com diferentes metodologias de treino, com dispersão mental face aos objectivos, haverá também que combater todos os pensamentos, palavras, actos e omissões que remetam para compromisso seguinte, o de Munique. Não podem jogar-se dois jogos ao mesmo tempo, e independentemente do prestígio internacional que uns quartos-de-final da Liga dos Campeões conferem, ninguém (jogadores, técnicos, dirigentes e adeptos) pode esquecer, por um momento que seja, que o grande desígnio da época é o Tri-Campeonato, e que a caminhada para o atingir não permite o mais ínfimo percalço.

Nestas circunstâncias, dizer que o Benfica-Braga se trata de uma final, não é conversa fiada. Tendo em conta que um empate pode significar a perda da liderança, e a dependência de terceiros, o que hoje teremos na Luz é mesmo uma verdadeira Final. 

21/03/16

OS INÁCIOS

Há quem seja Inácio de nome. Mas há também quem não consiga ser outra coisa. São os que não passam de…inácios.
Mas o que é ser inácio?
Ser inácio é acusar mais de uma dezena de pessoas de conspirar contra o Sporting, metendo no pacote dirigentes, comentadores, empresários, adeptos e jornalistas, como se todos pudessem ser tomados pelo mesmo critério de clubismo, e como se não fosse o acusador o primeiro a conspirar semanalmente contra o Benfica, inventando e mentindo sem limites nem pudor.
Ser inácio é insistir na ausência de penáltis contra o Benfica, omitindo que o Sporting tem a seu favor, neste campeonato, mais penáltis do que Benfica e FC Porto juntos.
Ser inácio é teimar na inexistência de expulsões de jogadores encarnados, esquecendo que o Sporting já leva 126 minutos de superioridade numérica, ao passo que nem Benfica, nem FC Porto, tiveram ainda o privilégio de jogar contra dez. As estatísticas são como a água benta: cada um toma a que quer.
Ser inácio é falar de guerra de palavras, quando de um lado se ouvem, e lêem, berros de rancor, azia e ódio, e do outro se mantém o silêncio.
Ser inácio é confundir declarações de comentadores, ou funcionários de um clube, com as de um presidente - que implicam responsabilização institucional distinta.
Ser inácio é fazer reparos à folha salarial do Benfica, quando a do Sporting (seguindo a linha remuneratória do próprio presidente) quase duplicou em menos de um ano.
Ser inácio é achar que vale tudo, é incendiar o país desportivo, é caluniar, é vender a dignidade.

Mas, enfim, há que dar desconto. Afinal, os inácios não passam de… inácios.

17/03/16

PRIORIDADES

No momento em que o estimado leitor puder ler estas páginas, provavelmente já conhecerá o adversário do Benfica nos quartos-de-final da Champions League. Já saberá, pois, se o “Glorioso” tem poucas, muito poucas, ou quase nenhumas hipóteses de seguir em frente. Numa perspectiva pragmática, é esse o naipe de possibilidades que esta fase da competição nos coloca, dada a colossal capacidade financeira e desportiva das forças em presença.
O sonho é legítimo, mas a realidade diz-nos que as obrigações externas do nosso Clube já estão, nesta temporada, amplamente cumpridas. Daqui em diante, há que desfrutar, sem dramas, e sem pressões que não sejam as de dignificar a camisola e preservar o prestígio internacional que Eusébio e seus pares nos legaram.
Paralelamente, temos um Campeonato ao rubro e uma liderança presa por um cabelo – a qual, precisamos de manter até ao fim, custe o que custar. Bela Guttmann dizia que o futebol português não tinha rabo para duas cadeiras. E por essa Europa fora é já bem conhecido o chamado “Vírus Champions”, que subtrai pontos nas ligas nacionais, quer nas vésperas, quer no rescaldo dos grandes jogos europeus. As explicações não vêm ao caso, mas não são do domínio da coincidência.

Temos pois que analisar friamente o que queremos, o que podemos alcançar, e qual a melhor forma de o conseguir. Este Campeonato é, por múltiplos motivos, tremendamente importante para o Benfica. Porventura o mais importante da última década. É na sua conquista que tem de estar o foco de todos os profissionais da casa. Terá de ser essa a nossa prioridade absoluta. O resto se verá.

07/03/16

REGRESSO À NORMALIDADE

Com o triunfo de Alvalade o Benfica voltou ao seu lugar: o primeiro.
Nada está ganho. Nada está garantido. Mas olhando de cima para baixo, vê-se tudo mais nítido, e respira-se um ar diferente. Um ar que nos é familiar.
Conforme se esperava, os comentários do pós-jogo foram deliciosos. Que jogámos como equipa pequena, que só defendemos, que não merecíamos vencer. Enfim… litros de azia e mau perder, que só nos fazem rir.
A verdade é que o Benfica entrou no dérbi autoritário, e dominou os primeiros minutos, até marcar. Uma vez em vantagem, adoptou uma estratégia de contenção, cedendo a iniciativa e a posse de bola. Controlou alguns dos pontos fortes do adversário (Slimani pouco se viu), e foi levando a água ao moinho. Ganhou com justiça, e também com a dose de sorte que alimenta os campeões. Com a sorte que havia faltado, por exemplo, no jogo com o FC Porto. Houve eficácia, houve maturidade, houve solidariedade, e houve, sobretudo, humildade. Quatro predicados de campeão. Do outro lado notou-se ansiedade a mais para tanta presunção.
Agora, começa um novo campeonato. Um campeonato de 9 jornadas, no qual não há margem de erro, mas para o qual partimos com a moral em alta.

A euforia entre os adeptos é saudável. Afinal, o futebol serve para nos proporcionar momentos como estes, e temos o direito de os viver sem espartilhos. Esse clima não pode é entrar pela porta do balneário, onde os profissionais terão de estar cientes do longo itinerário que ainda falta percorrer. Estou seguro de que saberão interpretar devidamente esta vitória. O caminho para o 35º não terminou aqui. Começou aqui.