NEM PENSAR!

Em 2015, lesão no ombro (4 meses parado); em 2016 rotura de ligamento cruzado do joelho (mais 4 meses parado); em 2017, nova rotura do ligamento cruzado do joelho (quase 6 meses parado); em 2019, nova lesão no ombro (paragem de 8 meses).
Ora Mattia Perin até poderia chamar-se Manuel Neuer ou Thibaut Courtois. Com este palmarés clínico, nem pensar em investir sequer um cêntimo. 
É lamentável pelo atleta (que é a principal vítima das circunstâncias), mas o Benfica não é uma IPSS, nem tem nada a ver com o assunto.
Aliás, nem precisa de guarda-redes. E se for para continuar a procurar um, que seja Kevin Trapp - matavam-se dois coelhos de uma só cajadada.

JOGOS PARTICULARES - Última década

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OBRIGADO TOTO! TAMBÉM ÉS UMA LENDA!

Percebo a necessidade de vender Salvio devido ao elevadíssimo salário, e à menor utilização na última época  (das 34 jornadas do campeonato apenas foi titular em seis, nenhuma delas desde a oitava). Mas nem por isso esta saída deixa de configuar uma forte baixa no plantel, pois Toto Salvio é um extraordinário jogador, que muito deu ao Benfica, e, com 28 anos, ainda muito poderia vir a dar.
É um jogador maduro, experiente, excelente profissional, ganhador, e talhado para os grandes momentos. O Benfica deve-lhe muitas vitórias, e foi juntamente com Luisão, Jonas, Gaitán, Aimar e Cardozo, uma das grandes referências do clube nesta última e brilhante década.
É com grande mágoa que o vejo partir por tuta e meia, e de algum modo pela porta de trás. Algo que não merecia.
Os quadros abaixo demonstram aos mais esquecidos o que conseguiu Salvio durante as oito temporadas que equipou de águia ao peito. De notar que não é ponta-de-lança:






OS 23

Com as saídas de João Félix e Jonas, falta claramente ao Benfica um homem de ligação entre meio-campo e frente de ataque. Não será com certeza Taarabt (estar mais magro não chega, pois não?), e duvido que venha a ser Chiquinho (ao qual aconselharia novo empréstimo). Em vez de Pedro Neto e Perin, que não fazem falta nenhuma, venha sim um avançado de créditos firmados.
Um lateral direito também talvez fosse boa ideia, agora que a opção Salvio se esfumou. Coloco nos 23, à condição, o jovem João Ferreira, que tenho de ver melhor - tal como Tiago Dantas, que parece ter habilidade, mas com uma morfologia física assustadoramente frágil. 
Entretanto, após as saídas de João Félix, Jonas, Salvio, Krovinovic e provavelmente Fejsa e Zivkovic, espero que a sangria pare. Já é qualidade demais a fugir do plantel, e os jovens ainda não dão garantias.
O Benfica pode partir como claro favorito à conquista do título. Só precisa de não fazer parvoíces na gestão do plantel.

BOAS SENSAÇÕES

Pese embora a fraca oposição, golear é sempre saboroso. E ver os avançados marcar é importante para dar confiança.
No plano individual é cedo para tirar conclusões. Mas Caio Lucas parece ter qualidade suficiente para integrar o plantel, e Conti merece uma segunda oportunidade.
PS: Espero que a eventual chegada de Perin não signifique a saída de Vlachodimos, guarda-redes que aprecio, tem margem de crescimento, e está perfeitamente à altura da baliza do Benfica.

CONCLUSÕES? NENHUMA!

Que dizer de um jogo em que são utilizados 29 jogadores, alguns com menos de uma semana de preparação? Nada.
Apenas um momento de trabalho para Bruno Lage, e a emoção na despedida a Jonas - que já deixa saudades.
Ainda assim arriscaria deixar nota positiva para Chiquinho, Nuno Tavares e, em certa medida, Caio Lucas. Poderia salientar ainda a muito má forma de Raul de Tomás (demasiado peso, pouca mobilidade), e a urgência na contratação de um substituto à altura de Jonas e João Félix, para o lugar de apoio ao ponta-de-lança.

GOLOS, GOLOS E MAIS GOLOS - ISTO É JONAS!

A minha homenagem ao melhor jogador do Benfica dos últimos 30 anos:

Os primeiros 100

Os de 2017-18

Os melhores 5

UM JOGO COM HISTÓRIA


PARA QUÊ?

O emblema do Benfica é bonito, tem história e tradição. É reconhecido internacionalmente. Para quê mudar?
Não consigo entender estas ideias do marketing moderno, que parecem querer constantemente apagar o passado em nome de um qualquer futuro que nem eles entendem. Quem teve a ideia? A Adidas? A direcção comercial? Qual o argumento? Quem comprará mais camisolas por ter um símbolo conforme os ditames dos livros de marketing americanos?
Por mim, a única mudança que aceito é a colocação de duas estrelas (dos dois títulos europeus) em vez de três.
E se querem mudar mais alguma coisa, mudem o hino, recuperando o "Avante Benfica", esse sim o hino original do clube.

OS MELHORES DO SÉCULO - votação encerrada





Os leitores escolheram, está escolhido!
Jonas é o melhor jogador do Benfica do século XXI, tendo alcançado uma percentagem de 41% dos votos contados.
Boa escolha, diga-se. E boa companhia também, com Pablo Aimar, Simão Sabrosa, óscar Cardozo e Capitão Luísão nas posições seguintes.
Obrigado a todos os que votaram.
Viva o Benfica!

ESTÁ BEM ASSIM!

Obviamente, o avançado a contratar, além de Raúl de Tomás, terá de ser de qualidade.
O terceiro guarda-redes seria o titular da equipa B.

PARA MANTER



Já vai sair Félix. Já vai sair Jonas.
É verdade que Jardel, Fejsa e Salvio perderam espaço para jogadores mais jovens. Mas não creio que a construção do plantel do Benfica se possa basear apenas nos desempenhos de seis meses.
Jardel é capitão de equipa. Fejsa era indispensável há apenas oito meses atrás. Salvio tem 28 anos e é internacional argentino, para além de ser o melhor goleador do plantel em actividade (já descartando Jonas). Nenhum vale no mercado o dinheiro correspondente à importância que ainda têm na Luz.
Há cinco competições em disputa ao longo da temporada. O plantel não é de onze, e a experiencia é importante para enquadrar os jovens.
Que não haja precipitações: Jardel, Fejsa e Salvio são para manter!
Já agora, tal como o guarda-redes Vlachodimos.

NÚMERO TOTAL DE TÍTULOS -3 grandes

Clique para aumentar

MODALIDADES 18-19


Os títulos conquistados no Voleibol e no Futsal acabaram por deixar uma marca de sucesso na temporada das nossas modalidades. Nas cinco principais, foi a 19ª vez que alcançamos dois títulos absolutos, sendo que apenas em duas ocasiões fizéramos melhor –2012, Hóquei, Basquete e Futsal; e 2015, um recorde, com Hóquei, Basquete, Futsal e Voleibol.
É preciso lembrar que, de então para cá, não só assistimos - ultrapassada a crise económica - ao recuperar da competitividade de algumas equipas ancoradas em orçamentos de empresa ou autarquia (de entre as quais a Oliveirense será o caso mais paradigmático), como vimos o nosso vizinho e rival despejar dinheiro em cima das suas modalidades, formando plantéis bem acima das realidades do mercado português – que, como sabemos, hipervaloriza o Futebol, ignorando quase tudo em seu redor.  Temos também um FC Porto a centrar o seu investimento, sobretudo, no Hóquei e no Andebol, mantendo assim elevado nível competitivo nessas duas frentes.
É hoje, pois, mais difícil ganhar do que há uns anos atrás. E como o dinheiro não estica, teremos de ser cada vez mais inteligentes e certeiros na gestão das dotações, sob pena de ficarmos atrás de um aqui, atrás de outro ali, e atrás de um outro acolá. Teremos, por exemplo, de ser extremamente criteriosos na contratação de atletas estrangeiros que, ou chegam para fazer a diferença, ou estão a mais.
Uma palavra final para o sector feminino que, Basquetebol à parte, cumpriu praticamente todos os objectivos da época, tendo a partir de agora novos desafios, com Futebol e Andebol a atingirem o escalão principal.

OBRIGADO!

É a palavra que me ocorre em relação a João Félix. Poderia também dizer "Boa Sorte", ou "Até Já".
Trata-se de um jovem que, aos 15 anos, quis sair do FC Porto para vir para o Benfica, e pouco tempo depois, com apenas seis meses de equipa principal e um saboroso título (para o qual contribuiu bastante), rende um valor recorde de 120 milhões aos cofres da Luz.
Que tudo lhe corra pelo melhor, e um dia ainda possa regressar - já com uma Bola de Ouro na bagagem.

O MELHOR JOGADOR DO CAMPEONATO

Não terá o talento de João Félix, nem a história de Jonas, nem a eficácia de Seferovic, nem a regularidade de Pizzi, nem o carisma de Samaris. Mas, no balanço global da última temporada, o jogador que mais se destacou no Benfica foi, quanto a mim, Rafa.
Foi o melhor em campo no Porto, em Braga e em Vila do Conde. Também com o Portimonense na Luz - jogos em que marcou golos muito importantes. Foi decisivo na recta final da prova, espalhando magia e fazendo lembrar...Chalana.
Marcou 17 golos na Liga, sendo o terceiro da lista dos artilheiros.
Acaba de renovar contrato até 2024. Que boa notícia!

PORTUGAL OLÉ!

A Liga das Nações, sendo uma competição nova, terá ainda de fazer o seu caminho.
O próprio Europeu começou com pouca pompa e uma final-four semi-clandestina (Portugal, então, só via fases finais pela TV e a preto e branco). E até o primeiro Mundial, em 1930, teve participações por convite, e muitas selecções a desistirem por causa da longa viagem.
Nestes casos há sempre muita gente a desvalorizar vitórias, mesmo quando seríamos nós, portugueses, os mais interessados em dar-lhe luz.
Pois a Equipa das Quinas venceu, sem espinhas, uma prova onde, recordo, também estavam França, Alemanha, Espanha, Itália, Bélgica e Croácia, além dos quatro finalistas. Ou seja, onde estavam todas as principais selecções do continente. Foi, portanto, uma grande vitória, não igual à do Europeu, mas quase.
Fernando Santos não é o melhor seleccionador do mundo - eu sou dos que custa a entender algumas das suas opções -, mas é certamente o mais feliz, e os resultados falam por ele. Já lá vão dois títulos. Os únicos no escalão sénior do país.
Parabéns a todos! Viva Portugal!

COMEÇA A FAZER-SE JUSTIÇA



A máfia da pirataria informática, responsável pelo maior embuste comunicacional dos últimos anos, começa a pagar pelo que fez.
O melhor ainda está para vir... 

REYES

Já com alguma demora, mas não com menor sentimento, fica a minha homenagem a José António Reyes, malogrado jogador que, segundo definição perfeita que ouvi a alguém, no ano que passou em Portugal esteve à altura do Benfica.
Que descanse em paz.

CHAMPIONS - palmarés


CAMPEÃO JUSTO

Ao longo do ano, Liverpool e Manchester City foram as equipas mais empolgantes do futebol europeu. É justo que uma delas seja campeã. Mais justo ainda sabendo que só uma (a outra) foi campeã inglesa.

BALIZA BEM GUARDADA

Cillessen não quer vir para o Benfica. Nem faz falta.
Sempre achei extemporânea a hipótese de contratação do holandês, quando o Benfica tem um grande guarda-redes na sua baliza, ainda com margem de crescimento para se tornar melhor e chegar aos níveis de Ederson ou Jan Oblak.
Além de que aufere um salário certamente bem menor do que aquele que o holandês viria receber.
Para mim, a baliza do Benfica ficaria à guarda de Odysseas Vlachodimos, com Bruno Varela e Ivan Zlobin como alternativas, permitindo a Svilar rodar num clube onde pudesse jogar semanalmente. Chega e sobra.

SABOR ESPECIAL


Na hora de festejar o 37, Bruno Lage fez um discurso repleto de desportivismo, apelando ao respeito pelos adversários. Luís Filipe Vieira, título após título, não se cansa de repetir que ganhamos por nós e não contra os outros.
Que me perdoe o mister, que me perdoe o presidente. As palavras são bonitas e pedagógicas, mas este título, este em particular, não pode deixar de me fazer recordar o quanto nos fizeram sofrer nos últimos dois anos, com os ataques mais violentos de que há memória no desporto, ou mesmo na sociedade portuguesa. Este título, este em particular, não pode deixar de ser contra todos os que idealizaram, executaram, promoveram e alimentaram esses ataques - que visavam desunir e destruir o nosso clube. E a esses, caro presidente, caro mister, os benfiquistas jamais irão perdoar.
Este título é pois um grito contra eles. Percebe-se, pelas declarações de alguns jogadores, que tal sentimento também alimentou o balneário ao longo da época. Também os nossos profissionais sentiram o seu trabalho muitas vezes injustiçado e posto em causa.
O que não nos mata torna-nos mais fortes, e o Benfica é demasiado grande para ser desrespeitado. Reagiu como melhor sabe: dentro do campo.

O campeonato agora concluído serve ainda para sedimentar a clara hegemonia benfiquista no futebol português da última década. Não fossem dois pontapés fortuitos em tempo de descontos (2013 e 2018) e estaríamos agora a falar de um Hepta-Campeonato – como a Juventus em Itália, ou o Bayern na Alemanha. Assim são “apenas” cinco títulos em seis anos, ou seis em dez, conforme se preferir.
Venha então o 38.

DIGA 37!

A festa era de algum modo anunciada. Mas não deixou de ser sentida e vibrante.
O Benfica é campeão, e é-o com inteira justiça, sobretudo depois de uma impressionante sequência de 18 vitórias em 19 jogos, encetada desde o dia em que Bruno Lage tomou conta da equipa.
Os 103 golos marcados também são proeza assinalável. A média de 3,79 golos por jogo nas 19 partidas da era Lage é algo que já não se vê no futebol profissional, e espelha bem a dimensão ofensiva deste precioso Benfica - que também fez justiça ao propósito de Luís Filipe Vieira, apresentando  frequentemente 4, 5 ou mesmo 6 elementos oriundos do Seixal no seu onze.
Nestas alturas é frequente destacar-se esta ou aquela individualidade. Eu destacaria principalmente o colectivo, não deixando de elogiar desempenhos individuais como os de Rafa (para mim, o melhor jogador deste campeonato), de Seferovic, de João Félix, de Samaris ou do outrora mal-amado André Almeida - hoje um verdadeiro capitão à Benfica.
Mas há um homem de quem este título é credor maior: Bruno Lage, um treinador que começou a temporada na equipa B, chegou ao conjunto principal como interino, e acaba como o grande herói da reconquista, com uma performance a roçar a perfeição.
Agora é altura de saborear, mas também de lembrar todo o mal que tentaram fazer ao Benfica nos últimos dois anos. Este título é também dedicado a todos os que idealizaram, promoveram, executaram e alimentaram uma campanha odienta que tentou desunir, desacreditar e destruir o Benfica. Como agora se percebe, sem qualquer sucesso.

PELO BENFICA!


O DOM DA UBIQUIDADE

Nem FPF nem Liga de Clubes, parecem preocupadas com os adeptos do futebol - e em particular com os do Benfica.
No Sábado, pelas 15.00, começa no Jamor a final da Taça de Portugal feminina. Se porventura tiver prolongamento e penáltis, mais entrega do troféu, antes das 18.00 não estará concluída.
Logo a seguir, na Luz, começa a última jornada do Campeonato masculino, na qual o Benfica pode sagrar-se campeão. Quem conhece Lisboa sabe que dificilmente se poderá chegar ao carro nas matas do Jamor, fazer o trajecto repleto de trânsito, e estacionar tão perto quanto possível da Luz a tempo de ver entrar as equipas em campo. Se se utilizar transportes públicos, temo que ainda seja pior.
Resultado: mesmo com bilhete na mão vou ter de prescindir de ir à festa do Jamor, tal como muitas outras pessoas, pois as entidades que deveriam defender a promoção do futebol feminino estão-se nas tintas para ele. 

NATURAL, ÓBVIO, ESPERADO, JUSTO

Escrevi aqui sobre Samaris, numa altura em que incompreensivelmente fora ostracizado por Rui Vitória, e nem fazia parte da lista de inscritos para a UEFA. Depois, foi o que se viu.
Tendo em conta a atitude profissional, a capacidade futebolística, a mística que já transporta, outra coisa não seria de esperar que não uma renovação de contrato.
Já agora, há que lembrar que a imprensa falava de exigências do jogador na ordem dos 3M limpos por ano, quando agora se diz que o contrato ficou pelos 1,2M, ou seja menos de metade daquilo que alegadamente (ou mentirosamente) se dizia que o jogador exigia, e pouco mais do que ganha actualmente.

QUASE, QUASE...

O golo madrugador de Rafa parecia ter transformado o jogo num passeio mais fácil do que o previsto. Nada mais errado. O Benfica acabou com o credo na boca, segurando uma vantagem preciosa que o deixa às portas do título.
É verdade que foi sempre a melhor equipa em campo. É agora muito provável que venha a ser campeã - caramba, já ninguém acredita noutra hipótese. Mas olhando a tudo o que tem acontecido, e pensando já na próxima época, há muita coisa a rever no processo defensivo da equipa encarnada: desde a permeabilidade de Ruben Dias no jogo aéreo, à pouca impetuosidade e excesso de lentidão de Ferro nos lances divididos, ao constante desposicionamento e às hesitações de Florentino, bem como à falta de respaldo para o grande entusiasmo ofensivo de Grimaldo. São dores de crescimento, é certo. Mas há que ponderar se os próprios atletas conseguem corrigir essas limitações, pois caso contrário a aposta na formação terá de dar lugar a contratações robustas para esses sectores.
Quanto ao lance mais polémico da partida de Vila do Conde, direi que a eventual falta (tudo menos clara) de Florentino parece acontecer fora da área, e que se fossem marcados lances desses em todos os jogos o FC Porto tinha menos 7 ou 8 pontos neste campeonato. 
Coentrão? Sobre esse nada direi. Não merece a perda de tempo.

CHAPEAU!!!

Duas grandes equipas, um grande espectáculo.
Ninguém merecia perder. O Ajax pelo percurso que havia efectuado, o Tottenham pela espantosa reacção da segunda parte.
Mas,...na verdade, num jogo destes ninguém perde. Há apenas vencedores: o futebol e todos os que tiveram o privilégio de assistir.
Talvez esta Champions esteja a ser a melhor de sempre.

BATE BATE CORAÇÃO

Ufhhh. Que sofrimento!
Pela segunda semana consecutiva, o Benfica deu uma parte de avanço, dando cabo dos nervos dos adeptos. Pela segunda semana consecutiva, deixou o adversário ganhar vantagem. Pela segunda semana consecutiva deu a volta e acabou a golear.
Mas, caramba, para quê sofrer tanto?
E, que medo se a versão da primeira parte voltar a ver-se em Vila do Conde?
Na verdade, numa equipa tão jovem, o nervosismo é mais difícil de estagnar. É esse o grande receio dos benfiquistas, pois futebol a equipa tem quanto baste para conquistar os necessários quatro pontos em falta.
Faltam duas finais. Ainda...

QUEM SE INTERESSA POR ISTO?


  A BOLA

-HUGO VIANA NEGOCEIA BRUNO FERNANDES EM MANCHESTER
-DUELO MAIS INTENSO ENTRE BENFICA E SPORTING POR RAFAEL CAMACHO
-MANCHESTER CITY NÃO LARGA JOVEM LATERAL DOS SUB-19
-RUI VITÓRIA QUER DESVIAR ANDRÉ CARRILLO PARA O AL NASSR
-UNITED PAGA 13 MILHÕES PARA ALEXIS SÁNCHEZ PARTIR

RECORD

-Pais de João Félix estiveram no camarote com diretor do Manchester City
-Manchester City ataca Bruno Fernandes e João Félix
-Real Madrid já definiu como vai gastar 540 milhões em reforços


O JOGO
-Bruno Fernandes a um passo do Manchester City
-Manchester United dá 175 milhões por um "bolo" português


São estes os destaques dos três diários desportivos do país. 
Numa altura em que as competições estão ao rubro, e o mercado está fechado, são estas as "notícias" com que julgam alimentar o interesse dos leitores. Não é novidade, mas está cada vez pior.
Eu pergunto: quem se interessa por notícias deste tipo? Será que o "mercado" ainda vende assim tanto? E se vende, quem compra?
São questões que me intrigam, pois, para mim, adepto fervoroso do futebol e do desporto, todas estas notícias são sumariamente ignoradas. Primeiro porque, sobretudo nesta altura, não me interessam nada. Depois porque na maioria dos casos são falsas, ou meramente especulativas.
Bem sei que os jornais estão numa encruzilhada, e não sabem que fazer num mundo tomado por outras formas de comunicação. Mas o melhor caminho para sair da crise não será com certeza este.

QUEREMOS VOLTAR A MARCAR-TE GOLOS!

Ao profissional e ao homem, VdB deseja as rápidas melhoras, de modo a que possa voltar a exercer a actividade em que se notabilizou. 

PORTIMÃO A FACTOS

Qual virgem ofendida, o presidente da SAD do Portimonense, o brasileiro Rodiney Sampaio, ficou indignado com a afirmação de José Manuel Antunes, comentador da BTV, segundo a qual o Portimonense seria uma espécie de Porto B.
Pois bem, nada como os factos para se perceber porque motivo muita gente pensa o mesmo, e porque eu próprio seria capaz de apostar a minha casa em como este Portimonense, gerido e financiado por esta gente (Rodiney Sampaio e Theodoro Fonseca, empresário de Hulk, e principal accionista do Portimonense, e também accionista do FC Porto), não perderá com os portistas nenhuma partida importante.
Primeiro os resultados:
Como se vê, nas últimas temporadas, o Portimonense sofreu mais golos do FC Porto do que de Benfica e Sporting juntos. E se virmos os resumos, percebemos porquê. Obviamente, não perdeu , nem sequer empatou, com os azuis-e-brancos. E Cadorin já não joga.
Benfica, Sporting e Braga têm sentido dificuldades sempre que se deslocam ao Algarve. Eu próprio experienciei ver um jogo dos encarnados em Portimão junto à linha lateral, e a agressividade e hostilidade posta em campo pelos brasileiros algarvios era impressionante. Cheguei a pensar que queriam mesmo lesionar meia equipa benfiquista. As coisas que uma pessoa pensa...
Se observarmos o tráfico de jogadores de um para outro lado, cimentamos a ideia de parceria (pouco) escondida:
Do actual plantel orientado por António Folha (antigo jogador formado no FC Porto, durante dez anos treinador das camadas jovens do FC Porto e cujo filho representa os juvenis do FC Porto), Ryuki e Candé passaram pela formação do FC Porto; Jackson Martinez fez carreira no FC Porto dizendo-se que chegou ao Algarve numa espécie de experiência de modo a perceber se ainda tinha condições para representar os dragões; Ewerton e Paulinho estiveram emprestados (?!) ao FC Porto e regressaram pois Sérgio Conceição não os queria (quem os pediu então?); Wilson Manafá tranferiu-se para o FC Porto a meio desta época, depois de fazer o jogo da sua vida contra o Benfica. Na época passada estavam também lá Rafa Soares, Fede Varela, Rui Costa e Galeno, todos emprestados (ou dados) pelo FC Porto.
Além do treinador principal, também o treinador-adjunto Fábio Moura e o observador Rui Lemos fizeram carreira nas camadas jovens do FC Porto.
De resto, o Ministério Público recebeu uma queixa há uns tempos atrás acerca de alegadas facilidades e trocas de favores entre os dois clubes, envolvendo viciação de resultados e troca de atletas.
Theodoro e Rodiney (nas fotos), parecem tirados da série televisiva "Gomorra" , ou então de um qualquer bastidor da IURD, ou, porque não, de uma tertúlia de Super Dragões. É o tipo de gente que não faz falta nenhuma ao futebol português, tal como os Cássios e os Lionns (até admira não aparecer nenhum do Portimonense a dizer que o Benfica o tinha aliciado...).
Conheço bem Portimão e as redondezas. Mas, se tal ainda for possível, seria higiénico que este Portimonense descesse para a segunda divisão. É o seu lugar, ao lado do Estoril e de outros satélites encapotados, geridos por gente obscura.
Que o Benfica os esmague em campo, e possa contribuir para isso.

CRITÉRIOS

...bem, esta percebe-se.


Até este Domingo, nos últimos dez anos só um clube português tinha sido campeão europeu absoluto de qualquer modalidade. É verdade que o Sporting foi campeão europeu de Atletismo feminino, e da especialidade de corta-mato masculino, e que o Benfica foi de Hóquei feminino. Mas nos masculinos, e em termos de títulos absolutos, nesse período, só o Benfica havia festejado ceptros europeus: de Futsal em 2010, de Hóquei em 2013 e 2016. 
Mas se recordarmos as capas do jornal A Bola (ainda assim o único que merece referência e pesquisa), verificamos que um simples campeonato nacional de Voleibol (que, de resto,, o Benfica também conquistou esta semana) parece mais importante do que qualquer uma daquelas conquistas.
Bem sei que uma delas coincidiu com o Tri-Campeonato encarnado (num inesquecível fim-de-semana de 2016). Mas, por exemplo, o título de Ricardinho e companhia, conquistado no Pavilhão Atlântico perante mais de 10 mil pessoas em 2010, foi completamente ofuscado por um... Naval-Braga.
Ora ou há mo(d)alidade, ou comem todos. Ou bem que se dá importância aos êxitos das modalidades, mas destacam-se todos, ou então ignoram-se.
Eu dou importância, e por isso aproveito para, roído de inveja, dar os parabéns ao Sporting pela Uefa Futsal Cup, e ao FC Porto pela Youth League. Espero é que a próxima conquista semelhante do Benfica tenha idêntico destaque num jornal que um dia fez uma inqualificável capa acerca de uma final da Liga Europa perdida por um clube português - o Sevilha-Benfica.
Mas para já, o que mais me importa é o...Benfica-Portimonense.

SEGUNDA PARTE DE LUXO

Ao intervalo (eu e decerto a maioria dos benfiquistas) sofri a bom sofrer com a perspectiva de um mau resultado que pudesse comprometer o Benfica na luta pelo título, e deitar fora a oportunidade deixada pelo FC Porto dois dias antes em Vila do Conde. 
Foram minutos angustiantes, que não gostaria de repetir até ao fim da época.
Mas este Benfica de Lage consegue convencer, e até deslumbrar, mesmo os mais cépticos. E para a segunda parte trouxe a sua roupa de gala, a mesma com que venceu categoricamente em Alvalade e no Dragão, e goleou diversos adversários na Luz e fora dela.
Contou com alguma sorte no desbloquear do resultado, mas depois passeou-se pela Pedreira, marcando quatro e podendo marcar cinco, seis ou sete, tal a superioridade evidenciada, e a forma como vulgarizou um adversário forte e determinado.
Compreende-se a euforia dos adeptos, mas previne-se que a mesma jamais poderá entrar dentro de um balneário jovem e, em muitos dos casos, a viver estes momentos pela primeira vez. Faltam três jogos, cada um com as suas dificuldades, e nada vai ser dado nesta luta. O Benfica tem de conquistar os pontos que lhe faltam, e só então poderá relaxar e festejar o título.
Está mais perto, mas ainda falta muito caminho por percorrer.
Nas bancadas sim, quer-se festa e apoio. Quer-se um estádio a abarrotar para ajudar a vencer um arreganhado Portimonense, que virá certamente com encomendas de terceiros.

Quanto à arbitragem em Braga, e para que fique registada a minha opinião, direi que não assinalaria o primeiro penálti, tal como não assinalaria o penálti com que o FC Porto, no mesmo estádio, e na mesma área, conseguiu chegar ao empate para depois alcançar a vitória. A diferença é que o Benfica ganhou 1-4 e o FC Porto ganhou 2-3. E, sim, João Félix poderia ter levado um segundo cartão amarelo, tal como em diversos jogos do FC Porto Felipe, para não mencionar outros, deveria ter sido expulso.
O segundo penálti é absolutamente indiscutível, e só por má fé poderá ser questinonado. A má fé que, diga-se, evidenciaram os comentadores da Sport Tv, entre eles Luís Freitas Lobo, que no passado me habituei a admirar (não falava de arbitragem...), mas ao qual vai caindo a máscara a cada transmissão que passa.

GOLPE FONTELAS

O barulho em torno da escolha do VAR para o jogo de Braga apenas serve para ocultar o essencial :duas nomeações escandalosas para os jogos de Benfica e Porto, mesmo na medida daqueles que querem mudar a liderança do campeonato  

OBVIAMENTE, LAGE!

Com uma fantástica recuperação no campeonato, que ainda não se sabe se dará para o título, mas não deixará de ser fantástica, era óbvio que Bruno Lage merecia continuar no banco do Benfica.
O timing do anúncio também é perfeito, injectando confiança e tranquilidade.
Só falta manter os jogadores, mas quanto a isso...
Com Bruno Lage e este plantel, não sei ainda se o Benfica será campeão em 2018-19. Mas tenho a certeza absoluta de que o seria em 2019-20.