22/06/17

O NADA, O FOLCLORE E OS INFILTRADOS

Quem tenha visto o último programa do sr. Marques terá ficado definitivamente esclarecido.
É preciso dizer, antes de mais, que o indivíduo parece um homem doente, com o olhar cheio de rancor e ódio, que não disfarça um provinciano complexo de inferioridade. É preciso lembrar também que se trata de alguém com um histórico muito complicado de falhanços a nível pessoal e profissional, que não vêm ao caso, mas que talvez expliquem um pouco as características da personagem. Foi bem escolhido para o papel que desempenha: para andar no esgoto, o melhor é mesmo um rato.
Segundo ele, houve alguém (um Carlos Deus Pereira desta vida) que terá remetido um mail a Pedro Guerra, ilustrado com uma ou várias comunicações de Fernando Gomes (presidente da FPF), para documentar o seu portismo – coisa que, aliás, toda a gente sabe. Daí, infere o sr. Marques, aqui d’el Rei que o Benfica “espia” as mensagens de Fernando Gomes (homem que os encarnados sempre apoiaram, e que hoje todos reconhecem fazer um excelente trabalho à frente da FPF, independentemente das suas paixões clubistas).
O sr. Marques faz a festa, e os seus interlocutores de mesa deitam de imediato os foguetes: “é o maior escândalo do futebol português”, “é a ponta de um iceberg”, “o Benfica tem de descer de divisão”, etc. Passados dois minutos, já “O Jogo”, na sua edição online, apanhava as canas titulando “Benfica monitoriza sms de Fernando Gomes!”. O “JN” nem li, pois não era preciso.
Além dos jornais que estão por conta de quem idealizou esta campanha obscura (desde logo os da Controliveste), há outros onde existem pontas-de-lança encarregados de, a todo o custo, a manter nas primeiras páginas (uns na Cofina, e outros na Impresa, como se viu no último sábado com a inqualificável manipulação jornalística de Pedro Candeias). Depois, há a pressão sobre aqueles que não o fazem, catalogados como imprensa "de Lisboa”, imprensa submissa, Coreia do Norte, e assim por diante. Pressão essa, que, diga-se, também já vai dando os seus frutos, até porque a barulheira interessa a todos, num contexto de acelerada quebra de vendas. Os super-dragões fazem o resto, enchendo as redes sociais de estupidez.
É preciso lembrar também que esta campanha vem na sequência da famigerada reunião do Ritz, entre direcções de comunicação de FC Porto e Sporting, o que explica o efeito de amplificação que a mesma tem tido, mesmo que a partir de uma base quase nula. Reunião que era para ter sido secreta, relembre-se.
Mas para os objectivos últimos serem alcançados, há ainda um pormenor importante que necessitam explorar. É que o Benfica é muito grande, e tem força suficiente para resistir a todos estes ataques mórbidos. Ou seja, a única forma de esta campanha ferir mesmo o seu destinatário é tentando desagregá-lo por dentro. É isso que já estão também a tentar fazer.
Entra-se em blogues, sites e fóruns de opinião benfiquistas, e lá se encontram cada vez mais intrometidos, ou o mesmo intrometido com várias identidades, a dizer que “está envergonhado com isto”, que era preciso “demitir” este e aquele, que isto “não é o Benfica que conheceram”, e coisas parecidas. Até já criaram uma conta falsa no twitter.
Ora pode haver benfiquistas que não gostem do estilo do Pedro Guerra, que achem o Paulo Gonçalves antipático, que julguem que o bigode fica mal a Vieira (tudo isso existe num tão grande e democrático clube). Mas não há, seguramente, um só benfiquista, dos verdadeiros, que, acompanhando este caso se deixe iludir por ele, tendo em conta o pouco ou quase nada que tem sido revelado. Portanto, esses comentários são obviamente de infiltrados, numa tentativa de desagregar o clube e os seus adeptos, e fazem parte desta orquestração, idealizada a norte, sedimentada no Ritz, e que vai seguindo por jornais, televisões e internet.
Eles sabem que só desunindo o Benfica isto será verdadeiramente eficaz. É esse o último passo que pretendem dar. Só que isso já não depende deles. Depende de nós.
Está mais do que óbvio que os mails pirateados ao Benfica (que me começa a parecer, em alguns casos, estarem totalmente truncados e retirados do contexto), mesmo partindo do pressuposto de serem verdadeiros, não demonstram nada mais do que os contactos normais que se fazem nos bastidores de qualquer grande organização, clube ou empresa, visando defender os seus interesses. Se não houvesse assuntos privados, tudo seria discutido na praça pública, e era o fim do mundo... Imagine-se virem a público os mails privados das grandes empresas, dos partidos políticos, do governo, da presidência da república, de maridos e mulheres, vizinhos e vizinhas, chefes e empregados. Eu, por mim, gostava de ver os do Sporting, pois do FC Porto já ouvi escutas telefónicas suficientes para perceber como se trabalha por lá.
É também claro que não vai aparecer nada de verdadeiramente grave, talvez pela simples razão de…não existir. Se houvesse, já teria sido mostrado. Por isso, e no esforço de não deixarem morrer o assunto, vão lançar semanalmente, a conta-gotas, mais revelações pífias como estas, amplificadas depois pela comunicação social e pelos acólitos, para tudo parecer aquilo que não é.
Vão tendo lixo suficiente para esconder os seus próprios problemas, e para tentar retirar méritos desportivos ao Benfica. Isso irão tentar fazer sempre, como sempre tentaram no passado (Estoril, Túnel, Lucílio,Vouchers, entre outras mistificações, muitas das quais já nem me recordo).
Duas barreiras vão impedi-los de o conseguir: a Justiça (que terá de se fundamentar na verdade, e não em fogos de artifício), e os benfiquistas (que não se deixarão impressionar pelo folclore).
Podem pois continuar. Nós cá estamos, unidos, para o ataque ao Penta!

20/06/17

ANTES E DEPOIS DA FARINHA AMPARO

E se eu colocar a porta de casa dentro da minha camisola? 
Acho que me poderei tornar guarda-redes de Hóquei, e defender quase tudo, mesmo sem ter de me mexer.
Faça como Girão, guarda-redes do Sporting, e seja, você mesmo, o melhor do mundo.

19/06/17

PESAR

Há momentos em que o futebol não tem importância nenhuma.
Vedeta da Bola com Pedrógão, e com as suas vítimas.

RAINHA DA FRAUDE

Para além do Futebol, de todas as modalidades do Benfica é o Hóquei em Patins a que sigo com maior atenção, e a que mais me apaixona desde os saudosos tempos dos relatos radiofónicos.
É uma modalidade maravilhosa, mas é também uma modalidade frágil, a carecer de cuidados especiais. Praticada em contexto geográfico limitado, não tem, por isso, estatuto olímpico. Sendo tão popular em Portugal, dando-nos tantos títulos internacionais, cabe justamente aos portugueses acarinhá-la, e tentar promovê-la dentro e fora de portas. Até porque faz parte da nossa cultura e da nossa identidade desportiva.
Os principais clubes têm investido muito, têm contratado grandes estrelas mundiais, e, complementando o trabalho dos seus canais televisivos próprios, também uma estação generalista tem transmitido os jogos, ao que parece com boas audiências.
Ora todo este esforço foi deitado para o lixo por um só indivíduo. Paulo Rainha, a quem chamam árbitro, subverteu o campeonato e descredibilizou a modalidade, matando o trabalho de centenas de pessoas, e ferindo a paixão de milhares de adeptos.
Não é fácil calar a revolta. O que se passou em Alverca ficará para a história como um dos mais negros momentos do desporto português.
Caberá aos responsáveis benfiquistas encontrar formas de responder a tão grande insulto à verdade. Seja por mail, por carta ou por telefone, há que lutar para que este tipo de situações não volte a ocorrer, em defesa do próprio Hóquei.
Dentro do rinque, os nossos jogadores foram campeões. E acredito que toda a revolta se transforme em força para conquistar a Taça. Assim os deixem.

18/06/17

NÃO HÁ MAILS NO HÓQUEI?

Acabei de assistir a um verdadeiro assalto. Que tirou um título ao Benfica, e deu ao Porto.
Quero ver se o sr.Marques também tem mails sobre hóquei.
Quem goste de filmes de crime, vá à box, e procure um Sporting -Benfica na TVI.

16/06/17

O PIRATA DO DOURO

Faça-se justiça!
Podem lançar para o ar a palha que quiserem, mas, em toda esta história, apenas um crime é claro, um cibercrime de pirataria informática (ao que se diz, encomendada e muito bem paga).
Haja coragem de o colocar na cadeia.
Os cidadãos portugueses, os clubes portugueses, as empresas portuguesas, as instituições portuguesas, têm de estar protegidas desta bandidagem dos tempos modernos. As autoridades não podem assobiar para o lado. Um destes dias é uma universidade, é um tribunal, é um governo. O crime não pode compensar.
Cadeia com esta gente!

14/06/17

O QUE JÁ ESTÁ, E O QUE AINDA FALTA

TÍTULOS CONQUISTADOS 2016-17 (24)
FUTEBOL: campeonato, taça e supertaça
HÓQUEI: supertaça europeia
BASQUETE: campeonato, taça e taça da liga
FUTSAL: taça e supertaça
ANDEBOL: supertaça
VOLEI: campeonato e supertaça
ATLETISMO: estrada
RAGUEBI: 1ª divisão
HÓQUEI FEMININO: campeonato, taça, supertaça e abertura
FUTSAL FEMININO: taça, supertaça e taça de honra
FUTEBOL FORMAÇÃO: iniciados
MODALIDADES FORMAÇÃO: andebol juniores e futsal juniores

TÍTULOS EM DISPUTA 2016-17 (9)
HÓQUEI: campeonato e taça
ATLETISMO: pista masculino e feminino
BILHAR: campeonato
FUTSAL FEMININO: campeonato
MODALIDADES FORMAÇÃO: hóquei juniores, juvenis e iniciados

JOGOS FIM-DE-SEMANA
HÓQUEI: Sporting-Benfica (se ganhar é campeão)
FUTSAL FEMININO: Sporting-Benfica (se ganhar é campeão)
HÓQUEI FORMAÇÃO (INICIADOS): Benfica-Sporting (depende de terceiros)
BILHAR: Benfica-Leça


PLANTEL 2017-18 (actualização)


190 Milhões em vendas: Ederson (40), N.Semedo (40), Lindelof (35), Samaris (20), Carrillo (20) e Raul (40).
Plantel definitivo: 
J.César, Joel e P.Lopes / A.Almeida, Luisão, Jardel, Grimaldo, P.Pereira, Lisandro, Kalaica e Eliseu / Fejsa, Salvio, Pizzi, Cervi, F.Augusto, Zivkovic, Krovinovic, Rafa e J.Carvalho / Jonas, Mitroglou e Seferovic

A PERGUNTA

O sr. Marques, que é tão hábil a criar narrativas em torno do nada, a pegar em amendoins e fazer deles diamantes, deverá certamente ter e-mails que expliquem porque motivo nenhum dos oito árbitros que insultou e acusou de corrupção voltou a ser nomeado para jogos do FC Porto, após a cirúrgica intervenção dos seus amigos macacos no centro de treinos da Maia.
Onde estará o mail do FC Porto a pedir, e o do CA a aceitar, com os melhores cumprimentos?

MAIS DO MESMO

O teatro continua.
Mais foguetes, e mais gente a apanhar as canas.
A arte de transformar ratos em montanhas está bem viva.
Agora é o não-sei-quantos-Cabral a enviar informações para o Paulo Gonçalves,  e o Adão Mendes a fazer-se influente para poder pedir cunhas para o filho. Além dos dislates de Mário Figueiredo, preocupado com o seu próprio tacho.
Tudo muito bem embalado, e pronto a usar. A comunicação social em festa.
Se não há mais nada, estou esclarecido. E exijo que o Benfica ponha esta gente em tribunal.
Enquanto isso, unidos rumo ao "Penta".

13/06/17

ESTATÍSTICAS, CADA UM TOMA AS QUE QUER

As estatísticas valem o que um homem quiser. E se a algum idiota ocorresse a ideia de elencar uma lista negra de árbitros, certamente poderia ajeitá-la previamente de acordo com os resultados de cada clube nos jogos com esses árbitros, para que um jornal amigo pudesse, depois, publicar as estatísticas correspondentes, e tudo enfim batesse certo.
Errado!
Na verdade, nem todos comem palha.
Por exemplo a mim, que não gosto de palha, também me ocorreu fazer uma estatística. Como não tenho muito tempo, e a minha vida não é isto, resumi-a à última época. O quadro acima compara todos os resultados de Benfica e FC Porto em 2016-17, destacando o árbitro de cada partida. A sombreado estão os nomes da lista do sr.Marques.
O FC Porto só teve 4 partidas apitadas pelos juízes em questão. Ganhou todas!
Já o Benfica teve 9, mas perdeu uma, e empatou outra. Ou seja, perdeu 5 pontos com os árbitros da lista, enquanto os portistas não perderam nenhum.
E isto sem que 4 dos árbitros da lista (os restantes) apitassem qualquer jogo, nem de águias, nem de dragões. 
Se a matemática não me falha, caeteris paribus, sem lista negra, o Benfica teria conquistado o título, não com 6 pontos de vantagem, mas sim... com 11.
Ou não.
Como disse no início, a estatística vale o que um homem  quiser.

NOTA: Num dos jogos em causa, no Funchal, Vasco Santos sonegou duas grandes penalidades ao Benfica,  validou um golo de legalidade muito duvidosa ao Marítimo, para além de compactuar com o constante anti-jogo dos insulares. O Benfica perdeu. Foi a sua primeira derrota da temporada. Justamente com um dos árbitros da lista. Perderia outro jogo, em Setúbal, com outro árbitro, mas igualmente com um penálti escamoteado.
O FC Porto perdeu 26 pontos (!!!) na Liga, nenhum com os padres árbitros acusados de corrupção. E desde a invasão do centro de treinos da Maia, não mais foi designado qualquer deles para as suas missas partidas.

OS BOIS PELOS NOMES

SIC/IMPRESA: Com a entrada de Pedro Guerra para o "Prolongamento", a concorrência ganhou audiências nas noites de segunda-feira. Interessa à SIC descredibilizar Pedro Guerra, e afastá-lo de todos os palcos. Além do proverbial anti-benfiquismo do canal de Carnaxide - fosse eu Rui Vitória, ter-me-ia levantado da cadeira e ido embora com as inqualificáveis perguntas que Paulo Garcia lhe fez na última entrevista à estação -, que já vem dos tempos em que Manuel Vilarinho ganhou as eleições contra o candidato da SIC (para quem não se lembra, chamava-se João Vale e Azevedo). De Paulos Garcias, Ruis Santos e afins, não se espera outra coisa que não um combate constante ao Benfica. Até as meninas participam...
CMTV/COFINA: Sensacionalismo e sangue são os condimentos que movem este canal e o grupo Cofina. É engraçado quando toca aos outros, mas é quando nos toca que percebemos o mau gosto e os perigos do estilo. Um tal João Ferreira (?) é absolutamente insuportável: o retrato perfeito do que o jornalismo não deveria ser. Mas há mais.
Além desse princípio (que é a identidade do canal e do próprio grupo Cofina), pendem umas contas por ajustar com Pedro Guerra - que saiu de lá em litígio.
DN, JN e JOGO/CONTROLINVESTE: Sendo Manuel Tavares o mentor último desta estratégia de ataque ao Benfica, sendo José Manuel Ribeiro a voz do dono, sendo Francisco Marques antigo jornalista do JN e "filho adoptivo" de Tavares, sendo Nuno Saraiva ex sub-director do DN, não se esperaria outra coisa que não a exploração incessante deste assunto por todos esses órgãos de comunicação social. As ligações dos angolanos (detentores do grupo) ao Sporting ficam para investigação do caro leitor. 

É este o panorama mediático que temos. Poderíamos juntar a RTP, e a sua secção desportiva portista. Mas esses andam sempre muito ocupados a viajar em excursão para todos os pontos do mundo onde exista uma competição qualquer, gastando o dinheiro dos portugueses em passeatas desnecessárias. Enfim, isso seria outro tema.


HOJE OU SOPAS

O diretor de comunicação do FC Porto, a partir de uns e-mails completamente inócuos, trocados entre um antigo árbitro e um comentador televisivo, afirmou que existia um esquema de corrupção na arbitragem para favorecer o Benfica. Afirmou também que tinha outras provas em sua posse acerca desse esquema.
O diretor de comunicação do FC Porto tem hoje um palco televisivo no Porto Canal. E, ou mostra provas inequívocas, repito, INEQUÍVOCAS, daquilo que afirmou - e a ser assim as mesmas teriam de ser cuidadosamente analisadas  - ou então este assunto terá de ser dado definitivamente como morto e enterrado.
É o dia do tudo ou nada. Fica o desafio. 
Tudo? ou Nada?
Eu tenho uma aposta...

12/06/17

O ÚNICO CRIME

Os mails que vieram a público mostram duas coisas:
1) Pedro Guerra, à data um mero comentador televisivo, a tentar preparar-se para os seus programas, recolhendo informação sobre árbitros, procurando saber quais deveria defender em público;
2) Um antigo árbitro, do qual ninguém se lembra, a falar-lhe sobre uma mudança estrutural verificada no futebol português, a partir da qual o FC Porto deixara de ser protegido como nos tempos do Apito Dourado, gabando Luís Filipe Vieira pelo feito.
Nem um, nem outro, têm, tinham, ou alguma vez tiveram, qualquer poder no futebol português. Daí tratar-se de uma conversa completamente inócua, entre dois simples adeptos. O resto é fumaça, cuspida pelo director de comunicação do FC Porto, e explorada ao máximo pelo sistema mediático sensacionalista que hoje temos de suportar.
Assim sendo, não se percebem as reacções no seio do Benfica contra Pedro Guerra. O agora diretor de conteúdos da BTV tem o seu estilo, que não é nada meigo para os adversários. Mas trata-se de um enorme benfiquista, incapaz de fazer ou dizer algo que prejudicasse o clube.
A hora é de união, e o que importava descobrir era como o espalhafatoso director de comunicação do FC Porto acede a correio que supostamente seria privado. Já não é a primeira vez que o faz, e esse é o único crime que este caso inequivocamente revela.

UM ADEUS ANUNCIADO

Já em Janeiro a saída estivera iminente. Agora concretizou-se, eu diria, com naturalidade.
35 milhões são o preço justo por um central de enorme categoria, que se afirmou rapidamente na equipa principal do Benfica. E, diga-se, reagiu com o maior profissionalismo quando teve de permanecer na Luz muito provavelmente contra a sua vontade. 
Que tenha sorte na nova casa.
Nélson Semedo será certamente o senhor que se segue. É a lei da vida.
Os encarnados tinham uma equipa Bi-Campeã. Em cima dela caíram Ederson (por lesão de Júlio César), Nelson Semedo (pela traição de Maxi Pereira) e Lindelof (pelas lesões de Luisão e Lisandro), todos de forma mais ou menos fulminante, mais ou menos inesperada. Vão render milhões. A equipa campeã? Essa continua por cá.

CINZENTO, CINZENTO, CINZENTO

É estranho, mas o seleccionador que mais sucesso teve na história da equipa das quinas tem sido também um dos que menos me entusiasma.
No Europeu de França, só nos quartos-de-final comecei verdadeiramente a vibrar (com os resultados, pois as exibições mantiveram-se medíocres). Os jogos de qualificação nem me apetece ver. Eu que era um adepto da Selecção Nacional, e há dez anos atrás sofria por ela quase tanto como pelo Benfica.
Razões? Uma delas seguramente o ambiente crispado que entretanto tomou conta do futebol português, por via da dificuldade dos adversários em aceitarem a supremacia benfiquista, e que dificulta a mudança de chip quando se trata de apoiar uma representação comum. Mas também algumas convocatórias, e escolhas para o onze, muito pouco sedutoras.
Neste jogo, por exemplo, nem queria acreditar quando vi Cedric no lugar de Nélson Semedo. O lateral do Benfica não é melhor que o do Southampton, é MUITO melhor!  Aliás, viu-se quando entrou.
Também me intriga que o melhor jogador do campeonato português nem sequer tenha sido utilizado.

Mas, para não me acusarem de sectarismo clubista, também me custa ver Eder fora de uma convocatória com 24 nomes, num país onde pontas-de-lança é coisa que não abunda.

09/06/17

O PLANTEL 17-18 - caso a caso

Eis o meu ponto de vista, jogador a jogador, daquilo que pode ser o plantel do Benfica para atacar o "Penta", tendo em conta a crucial necessidade de abater passivo.

08/06/17

"A TUA CARREIRA SERÁ CURTA!"

Foi esta a ameaça proferida pelo director desportivo do FC Porto ao árbitro Tiago Antunes em meados de Abril. Saída a lista de classificação final dos juízes, verificamos que Tiago Antunes desceu de divisão.
Aliás, Jorge Ferreira, ameaçado pelos Super Dragões em Janeiro, foi outro dos despromovidos, enquanto outro Ferreira, mas Luís (o do Benfica-Boavista e do FC Porto-Feirense), ficou bastante bem posicionado.
Será isto que pretendem abafar?

07/06/17

CÃES DE FILA

O aspecto é o ar apalhaçado que a imagem documenta. O conteúdo é ainda mais ridículo.
O folclórico director de comunicação do FC Porto não pára de colocar lixo na ventoinha, conseguindo com isso, diga-se, alguns dos seus objectivos.
Primeiro, fazer o máximo barulho possível, e assim lançar fumo sobre quatro anos de derrotas sucessivas em todas as frentes. Depois, ou sobretudo, ganhar protagonismo mediático, e ficar bem visto pelo chefe – como o cãozinho que levanta a pata e fica, orgulhoso, a olhar para o dono abanando a cauda. Só falta um: perturbar o Benfica na sua caminhada triunfante. Mas isso, ele jamais conseguirá.
É que…nós também vemos os jogos. Vimos o penálti sobre Carrillo no Bonfim. Vimos os três golos irregulares do Boavista na Luz. Vimos os três penáltis por marcar em Alvalade. Vimos o anti-jogo e os penáltis por assinalar no Funchal. Vimos o FC Porto-Feirense. Vimos o golo anulado ao Mitroglou em Chaves. Vimos o penálti sobre Rafa em Arouca, etc. etc.
Não há mails trocados entre antigos árbitros de segunda e colaboradores da BTV que possam tapar esses casos, iludir a realidade, ou criar uma qualquer verdade paralela.
A credibilidade do indivíduo é zero (não é de agora...). E só é perturbador pensar como foi possível alguém como ele ter o papel que teve numa agência como a Lusa.
Outra questão que se levanta prende-se com o crescente protagonismo dos directores de comunicação de FC Porto e Sporting (duas criaturas cujo passado e presente fala por elas). À falta de vitórias em campo, parecem escolhidos a dedo para causar ruído fora dele, e assim lançar uma cortina de fumo sobre os fracassos dos respectivos clubes. Uma espécie de velhos marretas do futebol português. Ou cães que ladram - e de facto ladram muito... - mas não conseguem morder a ninguém, nem travar o andamento da caravana.
Como benfiquista, rio-me de toda esta azia mal disfarçada. Como adepto do futebol fico triste pelo espaço mediático dar voz e destaque a figuras como estas.
O que teremos na próxima semana? Um porteiro do Estádio da Luz encontrado na cavaqueira com um fiscal-de-linha num Centro Comercial? Um observador de árbitros que comprou um carro vermelho? Um delegado da Liga visto a passar na Segunda Circular?

TANTA AZIA...TANTA AZIA...

1) A recolha de bens para o Banco Alimentar contra a fome promovida pelo Benfica foi interesseira, e só tinha como motivação exibir as taças.
2) É escandaloso ver,  no dia da criança, uma Hello Kitty vestida à Benfica na ala pediátrica de um hospital privado.
Eis duas ideias preconizadas por um comentador televisivo afecto ao Sporting.

É tão engraçado vê-los assim…

SENSIBILIDADE E BOM SENSO

Um erro (rapidamente resolvido) na contratação de um jogador de Voleibol, levantou uma questão bastante pertinente nestes tempos em que o desporto já pouco se compraz com amores a camisolas.
De facto, seria hoje fantasioso defender que qualquer profissional vestindo circunstancialmente as nossas cores, tivesse de se assumir como benfiquista desde pequenino. Há inúmeros casos - no futebol e nas restantes modalidades - de grandes jogadores, admirados por todos nós, que nasceram com simpatias diferentes. Ao invés, Vítor Baía, Moutinho, Figo, Futre, Paulo Bento ou Fernando Santos, entre outros, são exemplos de figuras que gostavam do Benfica na infância, e acabaram por servir, com todo o profissionalismo, os nossos rivais directos. Não é isto, obviamente, que está em causa.
Não podemos exigir simpatias. Temos, porém, de exigir respeito. E quanto a respeito, como quanto a seriedade, não se abrem excepções.
Todo o desporto profissional é alicerçado nos adeptos. Sem eles não haveria quotização, bilheteira, televisão ou patrocínios. Não haveria nada.
Sem adeptos, CR7 jogaria, anónimo, com os amigos nas ruas do Funchal. Seria o melhor da rua, mas não ganhava um cêntimo. São os adeptos, e apenas eles, que pagam toda a máquina de distribuição de dinheiro em que se transformou o desporto profissional. Têm, por isso, de ser respeitados, sob pena de nada mais fazer sentido.
É preciso, pois, algum cuidado para que situações deste tipo não se repitam. Não são boas para ninguém – desde logo para os próprios atletas.

Neste caso concreto, o bom senso acabou por imperar. Fica a lição para o futuro.

01/06/17

DOBRADA COM MOLHO

Não há festa como esta!
A Final da Taça de Portugal é, de facto, um jogo com características únicas, numa envolvente muito peculiar, e quem lá vai quer voltar outra vez.
Um grande espectáculo, dentro do relvado, nas bancadas, no exterior do estádio, e uma saborosa vitória do Benfica, fizeram do último domingo um dia inesquecível para quem teve o privilégio de o viver por dentro.
Nesta edição, a chuva também fez questão de aparecer no Jamor. Muitos litros de água, muita roupa ensopada, e algumas constipações depois, podemos dizer que até isso contribuiu para reforçar o misticismo da ocasião, fazendo recordar tempos em que o futebol era mesmo um desporto de Inverno.
Há que dizer que o Vitória de Guimarães, e em particular os seus adeptos, também contribuíram para enriquecer a festa. Trata-se um clube especial, com um mar de paixão a rodeá-lo, que representa muito bem uma das mais belas e interessantes cidades do nosso país. É de clubes assim que o futebol português precisa.
Este Benfica é, porém, demasiado forte para se deixar impressionar. E depois de uma primeira parte acinzentada, regressou do intervalo disposto a resolver depressa a questão. Dois excelentes golos foram suficientes para garantir a Taça – a 29ª, se as contarmos com bom senso. O ponto de honra vimaranense deu justiça final ao resultado.
Consumou-se pois a “dobradinha” ou o “triplete” (juntando a Supertaça), o que fez desta uma temporada extraordinária, em que, uma vez mais, fomos triunfadores em toda a linha.
2016-17 já está fechado e arquivado no palmarés.

Venha 2017-18! Venham mais conquistas! Venha o “Penta”!

30/05/17

DEUS NÃO DORME!

11 de Maio de 2013, Porto
Depois...



15 de Maio de 2013, Amesterdão

20 de Abril de 2014, Lisboa

7 de Maio de 2014, Leiria

14 de Maio de 2014, Turim

18 de Maio de 2014, Oeiras

10 de Agosto de 2014, Aveiro

17 de Maio de 2015, Guimarães

29 de Maio de 2015, Coimbra

15 de Maio de 2016, Lisboa

20 de Maio de 2016, Coimbra

7 de Agosto de 2016, Aveiro

13 de Maio de 2017, Lisboa

28 de Maio de 2017, Oeiras


Em quatro anos: 
4 CAMPEONATOS
2 TAÇAS DE PORTUGAL
3 TAÇAS DA LIGA
2 SUPERTAÇAS
2 FINAIS EUROPEIAS

Valeram a pena as lágrimas!

TREINAR O FC PORTO? NÃO ACEITO!

Depois de Claudio Ranieri, André Vilas Boas, Jorge Jesus, Marco Silva, Sérgio Conceição, Vítor Pereira, Professor Neca, etc etc, etc, e à medida que vão batendo de porta em porta a perguntar quem quer casar com a carochinha, aproveito para afirmar, aqui, por escrito, que não adianta baterem à minha, pois não estou disponível para treinar o FC Porto.
Procurem no Canelas. Talvez arranjem um treinador disposto a perder mais um campeonato, para ser despedido logo a seguir.

19/05/17

QUEM QUER FICAR NESTE SPORTING?


Jesus quer sair.
Os capitães de equipa querem sair.
Treinadores e jogadores das modalidades querem sair.
Ficará Kim ll-Sung, com a nova mulher, o Mustafá, e os outros 15 mil idiotas que o reelegeram.
Quo Vadis Sporting...

18/05/17

OBRIGADO BRUNO!!!!

Não há coincidências. Sem dúvida, um dos rostos do Tetra!
Venham mais mandatos! Venham mais títulos!
Obrigado!!!!

15/05/17

JÁ ESTÁ!

Foram semanas de ansiedade. Meses de espera. Por fim, chegámos onde queríamos: ao ambicionado “Tetra”. É nosso!
Nunca o havíamos alcançado. Foi agora, o que leva esta equipa até à eternidade.
No fecho de contas, nada melhor que uma exibição de gala, com futebol de classe e golos, mostrando, a quem ainda tinha dúvidas, quem era, e o que era, o Campeão.
No meio de muitos obreiros desta conquista, três figuras merecem particular realce.
O capitão Luisão calou todos aqueles que o queriam abater, realizando uma das suas melhores temporadas, e garantindo que ainda podemos contar com ele por tempo indeterminado.
O treinador Rui Vitória, que evidenciou as suas enormes qualidades, quer ao nível da valorização dos atletas, quer na vertente da comunicação, quer quanto à força mental e equilíbrio emocional que transmite à equipa – valências tão importantes num contexto de elevadíssima pressão.
E, claro, o Presidente Luís Filipe Vieira, para cujo trabalho e percurso já vão faltando adjectivos. Bastará dizer que vivemos hoje um dos melhores períodos da história centenária do Benfica, e lembrar que quando, pela mão de Manuel Vilarinho, ele chegou ao clube, estávamos na lama. Pelos resultados, pela conjuntura que ultrapassou, parece cada vez mais óbvio tratar-se do nosso melhor presidente de sempre.
Segue-se a Taça de Portugal, para juntar ao Campeonato e à Supertaça, reforçando mais ainda a dimensão histórica do momento.

É essa a próxima prioridade, sabendo-se que iremos defrontar um adversário bem diferente (no estímulo, na concentração, na agressividade) daquele que enfrentámos no último sábado. 

11/05/17

...QUE SE FUNDAM

10/05/17

TÃO PERTO, TÃO PERTO

Numa jornada extremamente importante, na qual muitos previam que o Benfica vacilasse, foi a nossa equipa que mostrou ter o estofo de que se fazem os campeões.
Outros falharam onde não queriam falhar. Nós entrámos com tudo, frente a um adversário difícil e combativo. Vestimos o fato-macaco, e ganhámos com inteira justiça, dando mais um passo rumo ao ambicionado “Tetra”.
Antes faltavam três finais. Agora pode faltar apenas uma. Foi esse o salto que a noite de Vila do Conde nos permitiu dar. Numa jogada, avançámos duas casas. Não mais que isso.
Estamos numa situação invejável, mas ainda não ganhámos nada.
Sei que é difícil conter as emoções quando se vê o objectivo tão próximo. É como o aluno que estudou, que se preparou bem, que sabe toda a matéria, que é o melhor da turma, mas ainda tem de fazer o exame final – no qual, obviamente, não pode falhar.
Não há, pois, espaço para deslumbramentos ou facilitismos. Se os nossos jogadores entrassem em campo a julgar-se já tetra-campeões, certamente perderiam com um Vitória de Guimarães forte e motivado. Tenho a certeza de que isso não irá acontecer. A concentração vai ser total, o desejo de vencer estará no nível máximo. Teremos de jogar com mesma fibra do Domingo passado para não ter dissabores, e para não carregar uma pressão supletiva para o último jogo - que nos pode custar muito caro, como um passado ainda recente bem demonstrou.
É um lugar na história que está em causa. Há que ser optimista, confiante, mas também prudente.
Depois de muitos “jogos do título”, este sim pode vir a sê-lo. Acredito que vá sê-lo. Terá de ser jogado como tal.

04/05/17

SABER SOFRER

Para quem tivesse alguma dúvida sobre as dificuldades que ainda teremos de enfrentar nesta dura caminhada rumo ao “Tetra”, o jogo com o Estoril terá sido esclarecedor.
Foi preciso sofrer, suar e lutar muito para alcançar os três pontos. E são eles, neste momento, a única coisa que interessa garantir a cada jornada, e em cada campo, sabendo que do outro lado estão equipas empenhadíssimas em travar-nos, com valor para o poder fazer.
Vila do Conde, V.Guimarães e Bessa são as etapas que faltam. Se nos recordarmos da temporada passada, e dessas mesmas partidas (curiosamente, também na recta final da prova), que terminaram todas com o mesmo resultado (1-0), podemos ter uma noção bastante clara daquilo que nos espera.
Se alguém conta com uma capitulação antecipada dos rivais (os de cima, e… os de baixo) também está enganado. Vão fazer tudo, dentro e fora das quatro linhas, até ao fim das suas forças, para evitar que cheguemos ao nosso objectivo.
Há que estar atentos. E há que estar unidos, no apoio incessante à equipa – mesmo quando, num ou noutro momento, o futebol apresentado não for plasticamente aquele de que mais gostamos. O que está em causa é um lugar na história, o que, pela sua relevância, justifica uma união à prova de tudo, sobretudo nos momentos mais difíceis de cada jogo.
Neste Domingo podemos dar um passo extremamente importante. O Rio Ave, pela boa forma que tem exibido, é uma das grandes esperanças de quem nos quer ver falhar. Tem uma equipa forte, que luta pelo apuramento para a Europa. Só um Benfica de fato-macaco poderá trazer os três pontos.

É isso que esperamos. 

27/04/17

UNIDOS

Estávamos em Maio de 2013. Ao Benfica bastava ganhar, na Luz, ao Estoril e ao Moreirense - precisamente as duas equipas recém-promovidas ao escalão principal - para festejar aquele que teria sido o seu 33º título. Todos nos lembramos do resto da história.
Pois se então tudo parecia fácil, agora parece bem mais difícil. Precisamos, não de duas, mas de quatro vitórias (ou, pelo menos, três vitórias e um empate). Temos deslocações muito duras, onde arrancámos triunfos suadíssimos na temporada passada. E começamos por receber o…Estoril.
Pese embora a última jornada nos tenha corrido de feição, o caminho ainda é longo e sinuoso. O céu pode esperar.
Em Alvalade fomos a melhor equipa (como, de resto, já havíamos sido no jogo com o FC Porto). Um conjunto de infelicidades - que começou com a ausência do nosso melhor jogador, continuou com um erro nada habitual do grande Ederson, que nos custou um golo na alvorada da partida quando ninguém o justificava, e terminou com uma sucessão de três lances de óbvia grande penalidade que Soares Dias não viu - não nos permitiram ir além de um empate. Do mal, o menos, para uma equipa que mostrou tamanha força mental na resistência a todas essas adversidades, salvando um ponto que, tendo em conta as circunstâncias, acabou por ser saboroso.

PS: Passaram-se muitas coisas em redor do “Dérbi” (uma tragédia, e algumas comédias de mau gosto) que nada têm a ver com futebol. Sobre elas o nosso Presidente falou, e bem. Tudo o que possamos dizer agora será redundante, ou mesmo perigoso. Vamos continuar unidos, e focados naquilo de que verdadeiramente gostamos.

20/04/17

TRÊS PONTOS

Afastado sumariamente de todas as competições, sem nada a perder ou a ganhar neste campeonato, com o orgulho ferido de inveja, não é difícil perceber que, para o Sporting, o “Dérbi” deste fim-de-semana seja encarado como o jogo do ano.
Na verdade, é quase sempre assim. Mas desta vez nem a classificação lhes interessa: o que conta é mesmo complicar a vida ao velho rival. Apenas isso os pode satisfazer neste momento.
Espera-nos, pois, um opositor motivadíssimo, e de faca nos dentes para nos retirar pontos. É com isso que temos de contar para aquela que é mais uma “Final” na nossa caminhada rumo ao Tetra. É isso que teremos de contrariar para trazer a preciosa vitória.
Ganhar em Alvalade não é, felizmente, coisa rara. Para o campeonato, em sete anos apenas lá perdemos uma vez (e com um penálti do tamanho do estádio por assinalar sobre Nico Gaitán, logo nos instantes iniciais de jogo arbitrado por Soares Dias em 2012). Ainda na temporada passada lá vencemos, numa partida de altíssima pressão e de importância semelhante. Nos últimos vinte anos, em terreno adversário, vencemos nove vezes, e apenas perdemos cinco. Se considerarmos todos os jogos do campeonato (em casa e fora), a vantagem no mesmo período é de 19-9 (!!!), com 12 empates pelo meio. Valha isso o que valer, são números suficientes para estabelecer um certo padrão.
Não há nada a temer. Não há lugar a hesitações. Vamos a Alvalade para ganhar, e dar mais um passo rumo ao 4º campeonato consecutivo. Temos melhor equipa, somos campeões, somos mais fortes, estamos na frente. Ansiedade? Desconfio que do lado de lá seja maior…

SOARES DIAS, Alvalade, 09/04/2012

É talvez o melhor árbitro português. Mas a história do dérbi não lhe é favorável.
Em 2012 o Benfica perdeu em Alvalade. Única derrota lá, para o campeonato, desde 2009.
Um penálti claríssimo sobre Gaitán ficou por assinalar logo nos primeiros instantes. Depois ficou um outro, sobre Luisão.
O Sporting ganhou 1-0, com...um penálti muito duvidoso num lance entre Luisão e Wolfswinkel.
Essa derrota afastou o Benfica da luta pelo título, conquistado então pelo...FC Porto.

Não pretendo compensações. Apenas que a história não se repita.

ALGUNS NÚMEROS SOBRE ARBITRAGEM

Penáltis a favor do Porto: 7
Penáltis a favor do Benfica: 5

Expulsões de adversários do Porto: 8
Expulsões de adversários do Benfica: 1 (aos 93 m do jogo com o Tondela)

Minutos com o Porto a jogar em superioridade numérica: 292 (!!!)
Minutos com o Benfica a jogar em superioridade numérica: 0 (na verdade, alguns segundos...)

Ao cuidado do Sr. J.

19/04/17

O LUXO E O LIXO

O contraste não podia ser maior. Depois de se ver duas partidas empolgantes de futebol, com alguns dos melhores artistas do mundo, muda-se de canal, e depara-se com um indivíduo aberrante, que vive à conta dos podres do futebol - que ele próprio cria e explora, no seu interesse pessoal e profissional - a falar tempo sem fim, e sem contraditório.
Mudar directamente de um Real Madrid-Bayern para o "Tempo Extra" constitui uma experiência que torna a diferença ainda mais perturbadora. A diferença entre uma requintada sala de jantar e uma sarjeta.
Gostava de saber quem são, o que fazem, e o que pensam os portugueses que assistem àquele programa - que dizem ter grande audiência. Adeptos de futebol não são seguramente.
No meu caso, apenas zappei por lá o tempo suficiente para me chocar com o contraste. Um minuto chega para ficar enjoado. Tudo o resto é "extra" e escusado, adensando a mágoa por os prolongamentos dos Real Madrids-Bayerns não terem mais duas ou três horas.


ORGULHO

Repleto de macacos e papagaios, quer a norte, quer a sul, o futebol português tem vindo a transformar-se num triste Jardim Zoológico.
São membros de claques a agredir e a intimidar tudo e todos, como um exército profissional do crime (o que falta para prender certos indivíduos? é para isto que serve o registo das claques?). São dirigentes a incitar constantemente ao ódio, com a cumplicidade de um sistema mediático decadente, e numa tentativa desesperada de vencer a qualquer preço. São sinistros directores de comunicação, de estilo apalhaçado, a chafurdar no lodo, e à procura de protagonismo pessoal (o caso das “cartilhas” é das discussões mais ridículas dos últimos anos). São as televisões a aproveitar para transformar lixo em audiências - à custa dos clubes, do desporto, e da nossa sanidade mental.
A porcaria é já demasiada, e o clima começa a ficar irrespirável. Quem quisesse acabar com o futebol, não faria melhor.
Alheio a tudo isto, o Benfica lá vai trilhando o seu caminho. Enquanto eles berram, incendeiam, ameaçam, e tentam desestabilizar, aqui, na nossa casa, trabalha-se. E essa atitude, que tanto nos orgulha, e tanto nos distingue, deve-se, sobretudo, à conduta de um homem: o nosso líder, Luís Filipe Vieira.
Vieira é hoje um farol de bom senso que se destaca no meio da poluição em que vive o futebol luso, e o empurra para o abismo. Temos sido campeões no campo. Mas também no discurso, na razão, no equilíbrio e no respeito.
Força presidente! Os benfiquistas estão consigo, e orgulham-se da sua postura.

Já não é apenas o Benfica que precisa de si. O desporto português também.

13/04/17

HUGO MIGUEL, 19/05/2013

O árbitro mais anti-benfiquista da Liga já ofereceu um Campeonato ao FC Porto. Teme-se agora que contribua para oferecer outro...
O histórico de Hugo Miguel é devastador. Do piorio.
Quem se terá lembrado dele para um jogo destes?

03/04/17

NA FRENTE!

Do “clássico” da semana passada resultaram duas evidências. Depois do chamado “jogo do ano”, que iria, ou poderia, decidir o campeonato, o Benfica permaneceu isolado no primeiro lugar. Além desse facto, os encarnados são agora os únicos a depender de si para alcançar o título.
Chegará isto para nos satisfazer? Não!
Queríamos obviamente a vitória, aumentado, com ela, a vantagem para o segundo classificado. E a nossa equipa fez por merecê-la, jogando melhor, dominando a maior parte do tempo, criando várias oportunidades de golo, falhando apenas na concretização – muito por mérito do guarda-redes rival, que, à semelhança do que ocorrera na época transacta, voltou a ser o melhor em campo. Os festejos dos jogadores do FC Porto no fim do encontro são, aliás, bastante reveladores quanto ao alívio que sentiram por não saírem derrotados da Luz.
Este jogo passou, sem a glória que pretendíamos, mas também sem qualquer mácula. Estamos firmes na frente, e temos sete finais para chegar ao ambicionado “Tetra”. Aquilo que a equipa mostrou em tão solene ocasião – desmentindo algum cepticismo que começava a adensar-se em torno dela – dá-nos plena confiança quanto ao caminho que falta percorrer. Temos etapas difíceis, mas todas são para vencer, como, de resto, diante dos mesmos adversários, nos mesmos campos, aconteceu há um ano atrás.
Neste domingo, em Moreira de Cónegos, joga-se mais uma “final”, perante um conjunto que luta vigorosamente para não descer de divisão, e que tem um treinador especializado em tirar pontos aos mais fortes.
Nas esperamos facilidades, mas…temos de ganhar. E vamos ganhar!

30/03/17

RECORDAR CLÁSSICOS DA LUZ

Recorde aqui os clássicos disputados na Luz, a partir de 1974

PRESSÃO? QUAL PRESSÃO?

Somos os Tri-Campeões nacionais; estamos no primeiro lugar do campeonato há meses a fio; dispomos do plantel mais forte, mais vasto e mais equilibrado; temos um treinador que já ganhou tudo; jogamos em nossa casa, num estádio repleto de fervor e mística benfiquista, ao som do grito incessante de sessenta mil.
Já lá vai o tempo em que sentíamos medo destes confrontos, e destes rivais. Hoje, esse medo está do lado de lá. São eles que se sentem pressionados, e que têm um cutelo sobre o pescoço. São eles que não podem errar nem vacilar. São eles que nada ganham há largos anos, e, afastados de todas as outras provas, jogam aqui a vida. Jogam aqui, na verdade, não uma, mas quatro temporadas. Aqui mesmo, no nosso “Inferno da Luz”.
Dois resultados permitem-nos manter a liderança, e nenhum nos coloca fora de combate. Pelo contrário, ao nosso adversário só mesmo a vitória fará passar adiante. Não iremos deixar!
Nos últimos anos, de 181 jornadas do campeonato, comandámos a classificação em 127, ou seja, em 70% das mesmas. É já um hábito estar na frente. É o nosso lugar. Para manter até ao fim.
É este o jogo que todos esperávamos. O jogo em que, com humildade, de fato-macaco vestido, mas com absoluta confiança, podemos cavar diferenças, e mostrar definitivamente que somos melhores. Em que podemos calar todos os que nos querem mal - os de cima, e os de baixo, cujo empenho em ver-nos perder é idêntico ou ainda maior, e com cuja hostilidade mais vil temos de contar até ao fim.

Vamos, pois, cumprir o nosso destino: vencer e continuar seguros na caminhada rumo ao Tetra. Rumo à história.

29/03/17

INSTRUMENTALIZAÇÃO, MÁ GESTÃO, LESÕES: o balanço da semana das selecções

Todas as tentativas de instrumentalização da Selecção a que temos assistido (uma pseudo-claque provocatória, um número de circo de um dirigente do Sporting, comunicados para cá e para lá, etc) partem do problema identificado no texto anterior: não faz qualquer sentido inserir jogos internacionais no meio das competições clubistas, e num momento em que estas estão particularmente acesas.
A poucos dias de um "Clássico" que pode resolver o campeonato, esperavam o quê? Paz e concórdia? Que se passasse uma borracha sobre tudo o que move o adepto comum? Uma lobotomia colectiva?
É verdade que a FPF não tem culpa dos calendários estapafúrdios que a FIFA impõe. Mas também não sei se faz alguma coisa para os denunciar. Além de que este amigável Portugal-Suécia poderia muito bem ter sido evitado.

É também espantoso como Fernando Santos, mesmo com um título de Campeão Europeu no bolso (obtido com a sorte de um Euromilhões), consegue fazer uma gestão da equipa tão...antipática.
A poucos dias do Benfica-FC Porto, eis que coloca em campo Nelson Semedo, Pizzi e Eliseu, quando nenhum deles foi utilizado (se exceptuarmos 5 minutos de Pizzi) no jogo que verdadeiramente interessava, e que, por acaso, se disputava na Luz. 
Sr. Seleccionador: todos somos portugueses, e gostamos de ver a Selecção vencer, mas ninguém (a começar, espero, pelos próprios) comparará a importância do jogo do próximo sábado com a do de ontem. Não acredito que faça a sua gestão olhando a clubes. Mas se calhar, e se quiser mesmo ter o povo atrás de si, e da equipa, devia também pensar um pouco neles, e não os tratar desta forma ostensivamente negligente.
Nélson Semedo é incomparavelmente melhor que Cedric. Mas se não joga os encontros oficiais, a motivação para homenagens a Ronaldo não será grande. Passeou-se pelo campo, como teria feito o jogador do Southampton, e como fizeram quase todos os restantes.
Pizzi é o médio português em melhor forma, e com a melhor época, mas praticamente não jogou com a Hungria. A quatro dias do "Clássico", é colocado em campo para esta homenagem ou lá o que foi. Se o estado de espírito do médio benfiquista fosse igual ao meu, nem sequer tinha voado para a Madeira.
Eliseu dificilmente tiraria o lugar a Guerreiro. Mas Pizzi e Semedo eram titulares de caras na equipa. Como português, gostava de os ter visto no sábado. Como benfiquista, preferia não os ter visto ontem.

Lindelof, Eliseu e Jimenez. Mais três lesionados, é o balanço desta estúpida semana.

21/03/17

ANTI-CLIMAX

Não sei porque existe, nem a quem interessa. A paragem das competições futebolísticas de clubes nesta altura do ano é uma aberração, que não serve a modalidade, nem os seus intervenientes ou seguidores.
Tenho para mim que todo o futebol de selecções deveria jogar-se em Junho. Além das fases finais, também (nos anos precedentes) as respectivas qualificações. Protegiam-se os clubes e os jogadores, estimulavam-se os adeptos, e lucravam as próprias federações – com entusiamo redobrado em redor das equipas nacionais, logo maior relevo mediático e desportivo, traduzido em audiências e patrocínios.
As paragens de Outono já são nefastas. A de Março, é um completo absurdo.
Num dos momentos mais quentes da temporada, eis que, de repente, se subtrai toda a emoção que o futebol oferece, em troca de quase nada. Com competições europeias a decorrer, com os campeonatos ao rubro, é torturante, e quase insultuoso, pedir a quem ama o futebol que coloque o seu clube na algibeira, e rejubile com uma equipa onde irão actuar alguns dos seus adversários directos. Para os atletas, desviar o foco dos objectivos que os alimentam, e encontrar metodologias de treino diversas (nalguns casos, até contraditórias), também não deve ser fácil, nem produtivo. Os pobres treinadores dizem mal da vida, sem armas para preparar os compromissos seguintes. Do risco de lesões até tenho medo de falar, sobretudo quando me recordo de Bento, Humberto, Simão, e, mais recentemente, Nélson Semedo.

Que Portugal ganhe à Hungria. Mas que este fim-de-semana estúpido e acinzentado passe depressa. Queremos a nossa paixão de volta!

...E OS OUTROS?

Gostava de ver as mesmas contas para o Marítimo-Benfica, para o Benfica-V.Setúbal  e para o V.Setubal-Benfica. Em todos eles os árbitros deram um total de 6 minutos de tempo-extra, somando as duas partes. Ou seja, metade dos descontos concedidos no FC Porto-V.Setúbal. Será que as pausas também foram metade?

14/03/17

OS MAL-AMADOS

Se, num estádio com 60 mil pessoas, 200 assobiarem freneticamente, e 59800 permanecerem em silêncio, o barulho da minoria ecoará no relvado com um nível de decibéis muito para além da sua representatividade. É assim que se estabelecem equívocos, rapidamente usados pelos rivais, e pela comunicação social, para derramar o sangue de que se alimentam.
Alguns benfiquistas não entendem que, ao vaiar um dos nossos, estão a dar armas ao adversário. Os jogadores são seres humanos, têm sistema nervoso, sentem emoções, e no futebol, como no desporto em geral, como na vida, a auto-confiança é determinante para um bom desempenho. Ao ser apupado, o jogador executará pior, pois a pressão e o medo de errar irão tolher a sua vontade. Perde ele, perde a equipa, e perdem os adeptos, num ciclo que nem sempre é fácil inverter.
A exigência faz parte do ADN encarnado, e é hoje, felizmente, marca de todo o universo do Clube. Só os melhores podem estar no Benfica. Mas, no que toca aos atletas, cabe ao treinador materializar essa exigência nos treinos e nos jogos, com base em informação de que os adeptos nem sempre dispõem.
Quem entra em campo vestido com o “Manto Sagrado”, é automaticamente credor da nossa vénia, e do nosso apoio incessante. Só assim faz sentido enchermos as bancadas da Luz. Só assim nos realizamos como verdadeiros benfiquistas.
No passado, nomes como Cavém, Nené, Vítor Paneira, Nuno Gomes ou Óscar Cardozo, foram vítimas de facções de assobio fácil. É quase revoltante lembrá-lo.

Agora, há também um ou dois “eleitos” que padecem da mesma sorte. É tempo de acabar com esta triste tradição.

10/03/17

VENHAM MAIS DEZ!

No rescaldo da conquista do Tri-Campeonato, e após as doze vitórias consecutivas que, por fim, permitiram garanti-lo – sempre com o segundo classificado a reboque -, Eliseu afirmou que, se necessário fosse, o Benfica ainda ganharia mais dez jogos.
Passados alguns meses, ora aí os temos. Exactamente dez jogos, com pressão extrema, e sem qualquer margem de erro. É o que está diante de nós, desta vez com vista para o Tetra. É o prato que temos novamente sobre a mesa. Um mar de dificuldades, como este campeonato já amplamente demonstrou. Um desafio à coragem, quer de profissionais, quer da estrutura que os envolve, quer dos adeptos que, por fora, sofrem e apoiam.
É preciso transpor o espírito subjacente àquela afirmação de Eliseu para toda a equipa, e para toda a nação benfiquista, de modo a que, em Maio, possamos voltar a ser felizes.
Há dois meses atrás, o pássaro quase parecia vir poisar nas nossas mãos. O desenrolar da prova mostrou-nos, porém, que teremos de lutar mais do que, nessa altura, chegámos a supor. É esta a marca da nossa história. Nunca ninguém nos deu nada. Na época transacta partimos de trás, e soubemos recuperar. Desta vez partimos na frente, temos agora de saber resistir.
Continuamos em primeiro lugar. Firmes. Com uma sequência de cinco vitórias e apenas um golo sofrido. Não dependemos de ninguém. “Basta” ganhar, ganhar e ganhar, dez vezes seguidas, uma a uma, para cumprir o nosso destino.
Vamos a isso! Venha daí o Belenenses!


PS: No Benfica aprende-se a respeitar os adversários, não a insultá-los. Mas, como dizia um meu tio-avô, vozes de burro não chegam ao céu.

02/03/17

DOIS PESOS

Não me interessa nada a vida interna de outros clubes, e muito menos as figuras, figurinhas ou figurões que escolhem para os dirigir. Nós cá estaremos para continuar a ganhar-lhes, seja com A, seja com B.
O que incomoda é o tratamento diferenciado dado aos vários emblemas, quer quando se trata de arbitragem, quer em casos de disciplina, quer nos perdões bancários, quer na comunicação social.
Neste último aspecto, o que se tem visto relativamente ao nosso vizinho e rival é espantoso. Um clube que investiu milhões no mais caro treinador de sempre do futebol português (e um dos mais caros da Europa), que fez inúmeras contratações milionárias, que se candidatava a ganhar provas internacionais, que ameaçava conquistar este mundo e o outro, e que em Janeiro já estava sumariamente afastado de todos os objectivos a que se propôs, tem sido obsequiado com uma espécie de tratamento VIP (ou tratamento médico, sendo mais preciso), que nada discute, nada coloca em causa, e nada questiona. Ao que parece, por lá está tudo bem, e a preparação da nova época corre lindamente, dentro do que era previsto.
Estivessem numa qualquer pré-época, e tivessem sido campeões (façamos o difícil esforço de imaginação), as notícias e comentários na imprensa desportiva não seriam muito diferentes. “Trabalho”, “pequenos ajustamentos”, “integração de atletas”, tudo na paz dos anjos, como se uma borracha tivesse apagado toda a temporada de 2016-17.

Se um dia tivermos a infelicidade de viver tempos assim, duvido que tenhamos direito aos mesmos cuidados paliativos prestados por este jornalismo decrépito e reverente.

23/02/17

O DERBY DA CORRUPÇÃO

O jogo entre dois clubes condenados por corrupção desportiva, um do norte de Portugal, outro do norte de Itália, ambos às riscas, só poderia mesmo ser arbitrado por Felix Brych (juiz da final da Liga Europa em Turim).
Balanço final: um golo limpo anulado aos corruptos de Itália.
Tudo bons rapazes...

PS: Quanto ao cartão vermelho, foi claramente mostrado ao contrário. Os jogadores da Juventus que sofreram duas entradas assassinas é que deveriam ser sido expulsos...
Não?? Nas provas internacionais não é assim?? Ah, ok, é só por cá.

22/02/17

BENQUERENÇA NO BESSA!

...não é ele, mas é o sobrinho, e afilhado. O homem que, no ano passado, quase roubou o Campeonato ao Benfica, com uma expulsão de Renato Sanches no Funchal após um lance anedótico de penálti não assinalado (corajoso, o cavalheiro!). É também o homem que, nos jogos que dirigiu do FC Porto esta época, expulsou sempre um jogador adversário. Expulsa, aliás, jogadores com bastante facilidade, excepto... Felipe (que deixou terminar a partida com o Moreirense, no Dragão). É ainda o homem que, em Arouca, não viu um penálti tamanho do estádio (da Luz) sobre Rafa, não mostrou vermelho ao jogador da casa (lá está, nem sempre é tão intolerante, depende das cores), e quase ia sonegando dois pontos aos encarnados.
O Boavista que se cuide. Será como se entrasse a perder. E duvido muito que termine com 11 jogadores.
Sabendo-se que neste jogo o FC Porto estará provavelmente cansado, sabendo-se que a arma do Boavista seria aproveitar esse cansaço com alguma agressividade física, esta nomeação parece - também por isso - ser mais uma habilidade do Conselho de Arbitragem.
Já na passada semana aqui me insurgi contra as nomeações. Infelizmente, tinha razão, e o resultado foi o que se viu. Ou muito me engano ou terei de citar este post novamente.
É oficial: estamos de volta aos anos noventa...

INDIGNAÇÃO!

Apesar do triunfo alcançado em Braga, e da manutenção da liderança do Campeonato, confesso que, no domingo à noite, senti uma enorme preocupação.
Independentemente dos resultados, o que se passou nos estádios em que se lutava pelo título não pode ser branqueado. O Benfica ganhou, mas o golo de Mitroglou não apaga mais uma arbitragem desastrosa, e muito penalizadora para o nosso Clube – algo que, sobretudo de há uns meses para cá, se transformou num hábito.
Dois penáltis por marcar e um golo mal anulado, entre outros erros menores, são matéria mais do que suficiente para estabelecer um padrão: o campo estava inclinado, como esteve nos jogos com o Boavista, com o Moreirense e com o V.Setúbal. Paralelamente, o FC Porto, em vésperas de compromisso europeu, viu a sua equipa simpaticamente guiada até a uma confortável vitória, por uma arbitragem digna dos anos noventa. Como disse o treinador do Tondela, o que ali se viu foi surreal, e é assustador para quem esperava um Campeonato decidido apenas dentro das quatro linhas.
Assusta mas, infelizmente, não surpreende. Quando, no início de Janeiro, os árbitros foram objecto de uma inusitada campanha de intimidação a duas vozes, temi desde logo os efeitos. Eles não se fizeram esperar. Aí os temos. Nas nomeações, e consequentemente nos jogos.

Este Campeonato é muito importante para nós, mas ainda mais importante para o nosso adversário directo. Os últimos quarenta anos ensinaram-nos muito. Alguns dos protagonistas mantêm-se e a falta de pudor também. As pressões metem medo e fazem mossa. Esperar algo diferente é como acreditar no Pai Natal.

17/02/17

RANKING UEFA


15/02/17

TIAGO MARTINS?!? COMO É POSSÍVEL?!?

O árbitro do Moreirense-Benfica, da Taça da Liga, que validou dois golos irregulares à equipa de Inácio. O árbitro que expulsou Rui Vitória. O árbitro que anulou um golo limpo a Mitroglou em Chaves. É este o homem que vai dirigir um dos jogos mais importantes do Benfica na caminhada para o Tetra. Os deuses devem estar loucos. Ou então é o CA.
CA esse que nomeou para o jogo do FC Porto o árbitro que validou... três golos irregulares ao Boavista na Luz.
Poderia dizer-se que, neste estúpido campeonato, Luís Ferreira e Tiago Martins estão empatados 3-3. Veremos no fim-de-semana qual dos dois mostra maior zelo a tentar impedir os objectivos do clube encarnado.
Pobre campeonato! Ricos super-dragões! 

PASSADO E PRESENTE: dois símbolos

1. A chegada de Fernando Chalana à equipa principal do Benfica coincidiu, no tempo, com o meu despertar para o futebol. Ainda muito jovem, já o “pequeno genial” era a estrela que fazia a diferença. Com barbas grandes e um pé esquerdo divinal, trocava os olhos a qualquer defesa. Sempre com um toque de magia, driblava, cruzava e marcava. Todos na escola queríamos ser como ele. Era um ídolo. Era o ídolo.
Para a minha geração – que já não chegou a tempo de Eusébio – Chalana lia-se Benfica. Havia outros (Bento, Humberto, Toni, Shéu, Nené…), mas Chalana era o melhor. Foi ele o “meu” Eusébio.
Na semana passada, Chalana completou mais um aniversário. Para os mais novos, que nunca o viram jogar, é preciso dizer que se tratou de um craque, que facilmente entraria num top-5 dos melhores de sempre do futebol português. Se têm dúvidas, vejam ou revejam o Europeu de 1984.
Devo-lhe muito do meu benfiquismo.

2.Luisão completou esta semana a impressionante soma de quinhentos jogos de águia ao peito. Nessa estatística, só é suplantado por Nené, Veloso e Coluna, figurando à frente de nomes como Eusébio, Simões, Humberto, Shéu e Bento. Anderson Luís da Silva veio para o Benfica em tempos difíceis, quando nada ganhávamos. Quando começávamos a recuperar do período mais negro do nosso historial. Daí para cá fomos crescendo, até atingir o nível gigantesco e ganhador que ostentamos hoje. Luisão foi, dentro do campo, o principal rosto desse processo. Capitão com letra grande, tem o seu lugar assegurado na história do Benfica.


Chalana e Luisão, dois símbolos maiores do Glorioso. Os meus parabéns a ambos!