24/11/09
VOZES QUE NÃO CHEGAM AO CÉU
Segundo ele, Luisão era um defesa-central mediano, Di Maria não passava de um brinca-na-areia mais adequado ao futebol de praia ou ao futsal, e Cardozo era um tosco que só marcava golos de penálti. Dizia também, que Aimar e Saviola eram jogadores em fim de carreira, sem ambições, e apostados em passar uma reforma dourada em Lisboa, com sol e marisco em abundância. No seu clube sim, havia muitos e bons jogadores pretendidos por todos os colossos do futebol europeu, e só um grande esforço dos dirigentes leoninos os conseguia manter em Alvalade. O Sporting tinha pois um plantel extraordinário, recheado de talento, ao passo que o do Benfica tresandava a decadência e a mediocridade. Isto foi dito no início do último mês de Julho.
Há afirmações que, de tão ridículas, nem mereceriam que perdêssemos tempo a comentá-las. Mas o que é um facto é que, por vezes, mesmo que totalmente irrelevantes, certas palavras não deixam de chocar, quer pelo absurdo, quer pela desfaçatez. Se a verdade, quando é dura, custa a ouvir, a mentira, quando é estúpida, também acaba por incomodar um pouco. Pelo menos enquanto a verdade não é rápida e eloquentemente reposta.Na altura exprimi a minha indignação, inclusivamente nestas páginas, pelos disparates de alguém que, enquanto comentador de futebol, mesmo não sendo (nem tendo que ser), um especialista, teria por obrigação acompanhar minimamente o tema de que fala, que mais não seja por respeito a quem lhe dá voz e a quem o ouve. Uma coisa é defender um clube, utilizando argumentos razoáveis e pertinentes, outra é dizer parvoíces em directo, sempre com o ar de quem acabou de bebericar uns uísques. Dará audiências? Talvez, num mundo mediático transformado em espectáculo, onde o grotesco, a ligeireza, e a caricatura ditam leis. Por mim, se é para rir, prefiro Ricardo Araújo Pereira e o seu bando.
Creio que, passados quatro meses, a resposta está dada, pelos nossos jogadores e pela nossa equipa. Também pela dele, mas isso pouco nos interessa.
Não há jornal que não fale do interesse de grandes clubes em atletas do nosso plantel, e que não noticie a sua tremenda valorização. Ora é a Lázio a pretender Aimar, ora é a Juventus que sonha com Javi Garcia e Ramires (ainda haverá quem lamente o preço que custaram?), ora é o futebol inglês a chamar por Óscar Cardozo, ora é Fábio Coentrão convocado para a equipa das quinas, ora é David Luíz que bate à porta da selecção brasileira, ora é Saviola que vai ter nova oportunidade na selecção argentina, ora é a TuttiSport a considerar Sidnei um dos melhores jovens jogadores do Mundo, ora é o Olympiacos a querer contratar Urretavizcaya, ora é meia Europa rendida ao talento de Di Maria. Não tenho dados concretos, mas suponho que o Fundo de jogadores criado pelo nosso clube esteja a ser um rotundo êxito. E mais o será se o Benfica continuar a sua senda triunfante, e se vier a sagrar campeão nacional, realizando também uma boa campanha europeia.
Estou certo que a SAD benfiquista não pondera negociar qualquer dos titulares da equipa no mercado de Inverno, salvo pelo último cêntimo das respectivas cláusulas de rescisão. Seria desportivamente perigoso, e, com um Mundial à porta - onde vários dos nomes acima referidos estarão presentes, alguns deles em selecções com ambições de vitória -, economicamente errado. No fim da época e após o certame africano, então sim, devemos estar cientes de que irá ser difícil resistir ao assédio aos nossos principais craques. As vicissitudes do futebol moderno para isso apontam, por muito que tal nos custe, por muito que esta equipa nos regale a vista e o coração, e prometa ainda mais altos voos, inclusivamente no plano internacional.
Fico curioso sobre o que dirá então o tal comentador. Provavelmente irá ficar tão calado como, há uns anos, ficou o colunista que ele mesmo substituiu no jornal onde escreve, após um texto intitulado “Dois troféus em cinco dias”, escrito na semana anterior ao Benfica-Sporting que decidiu o título de 2004-2005, e à final da Taça Uefa, disputada em Alvalade dias depois."
23/11/09
BENFICA EUROPEU
Se o dia de ontem do Benfica foi negro no relvado, já no pavilhão houve festa e da grande. A equipa de Futsal está entre as quatro melhores da Europa, após uma poule em que vincou uma vez mais a sua grande categoria.No jogo decisivo, frente ao actual vice-campeão europeu e campeão de há duas épocas, os encarnados alcançaram o resultado de que precisavam (um empate), após um espectáculo inesquecível - quer em campo, quer nas bancadas totalmente repletas de um público entusiasta. Nem o presidente Luís Filipe Vieira quis faltar.
É impressionante o crescimento que esta modalidade tem conseguido nos últimos anos, e a forma como ela é acarinhada pelos benfiquistas. Vence títulos, dá alegrias, enche pavilhões, conquista adeptos. Eu sou um deles: de algum cepticismo inicial, transformei-me, primeiro num seguidor atento, agora num apaixonado.
Veremos se a arte de Ricardinho (se aquela bola tem entrado, teria sido o mais espectacular golo que vira na vida...), a classe de César Paulo, a regularidade de Pedro Costa e a capacidade de todos os restantes são argumentos suficientes para chegar ao título europeu. Seria um feito fantástico para o clube, e amplamente merecido para este grupo, que tantas vezes tem sido guardião da mística vencedora do Benfica.
Mas também este fim-de-semana o Andebol e o Hóquei brilharam a nível internacional. No Andebol nova vitória sobre a equipa russa do Krasnodar valeu a passagem aos oitavos-de-final da competição europeia (EHF Cup) de onde o FC Porto já foi eliminado. No Hóquei, uma das maiores goleadas do historial europeu do clube, num confronto fácil, mas que proporcionou belos momentos de magia a Caio, Diogo Rafael e companhia.
O Benfica permanece assim nas provas europeias de quatro modalidades, o que se não for caso único no velho continente, não andará longe.
CABEÇADA NA EUFORIA
A pausa competitiva talvez tenha feito mal ao conjunto de Jesus, sobretudo aos seus jogadores mais criativos. Mas não deixa de ser preocupante o facto de, em 225 minutos de futebol sem Óscar Cardozo, o Benfica ter marcado apenas um golo (o de Javi Garcia à Naval).
Nuno Gomes já não é matador e nunca foi guerreiro, Keirrison demora a entender o jogo colectivo, e até Saviola sente a falta o parceiro habitual. Sem Tacuara, faltam espaços na área (que só ele cria), e falta eficácia na concretização (que só ele assegura). A sua ausência deixou um fantasma do qual o Benfica nunca se libertou, nem mesmo quando o seu caudal de futebol ofensivo – fruto, sobretudo, da acção dos suplentes Felipe Menezes e Weldon, se acentuou.
O golo vimaranense não aconteceria com Luisão em campo (embora Moreira também não fique bem na fotografia). É raro, muito raro, o central brasileiro permitir tamanhas liberdades no espaço aéreo da sua área, local onde é rei e senhor. Sorte é o Sporting não ter no jogo de cabeça uma das suas principais armas, pois caso contrário o jogo de Alvalade poderia transformar-se num calvário.
Se juntarmos a estes dados uma equipa do V.Guimarães organizada, forte fisicamente, rápida a sair para o contra-ataque, e também, no último terço do jogo, cínica e descarada na forma como fez passar o tempo (sempre com o beneplácito de Elmano Santos, e de um auxiliar tipo anos noventa, sempre zeloso em parar o ritmo do Benfica, e empurrar o jogo para perto da área de Moreira), temos um caldeirão de motivos para explicar o resultado final.A taça era um objectivo confessado, e por isso não há como dourar a pílula. A derrota de hoje é frustrante, e deixa a boca muito amarga.
Não creio que seja demasiado importante vencer este troféu quando se é campeão. Mas permanecer em prova era um precioso escape para o caso do campeonato acabar por correr mal, pelo que a competição principal irá tornar-se agora ainda mais dramática e decisiva para a época encarnada.
Da prestação do próximo sábado se inferirão as reais consequências desta eliminação: acidente de percurso ou efectiva queda de forma? Alvalade responderá à questão.
20/11/09
TEMPO DE TAÇA
O sorteio desta eliminatória não foi simpático para o Benfica, pondo-lhe por diante um clube da primeira divisão (e com algumas ambições de chegar à final), quando ainda havia 18 equipas de escalões inferiores em prova.
Obviamente que a equipa de Jorge Jesus não tem razões para temer quem quer que seja, e até já venceu o Vitória de Guimarães na corrente época. Mas esta eliminatória, disputada diante deste adversário, vai seguramente obrigar a um desgaste que, de outro modo, talvez fosse possível evitar. Do mal o menos, o jogo é em casa.
Como não adianta chorar sobre leite derramado, só resta ao Benfica jogar e ganhar. Para isso, há que demonstrar toda a força futebolística e mentalidade ganhadora que tem sido apanágio desta equipa dentro e fora de portas, não havendo margem para grande economia de esforços. O derby” de Alvalade virá a seu tempo."
SABER ESTAR
Do outro um labrego, sem nível, sem educação, que devia estar na sua terriola a guardar gado.
Queiroz, de quem se diz ser tão civilizado e tão sofisticado, terá de estar atento a estas situações, sob pena de em pleno Mundial termos de voltar a levar com figuras tristes como a que Eduardo fez no final do jogo da Bósnia. É o que dá convocar qualquer um.
E não me falem de clubismos. Não me estou a referir a Raul Meireles, nem a Bruno Alves, também eles, jogadores de selecção, cuja presença na equipa nunca questionei.
19/11/09
AFINAL NEM FOI PRECISO SOFRER MUITO
Depois de muitas tormentas, a nau portuguesa lá chegou ao destino desejado. Estaremos no terceiro Mundial consecutivo, lugar onde uma equipa que tem Cristiano Ronaldo, Deco ou Simão merece amplamente estar.Quem faz o favor de ler o que escrevo, sabe que nunca virei as costas à Selecção, por mais antipatia que o seleccionador me despertasse, por menos que concordasse com as suas opções. Marquei presença nos jogos decisivos (Hungria e Bósnia, ambos na Luz), e fiquei imensamente feliz, e até de certo modo aliviado, com esta qualificação.
Mais do que português, sempre fui adepto da Selecção Nacional, vivi momentos inesquecíveis com ela, e considero que um Mundial é algo demasiadamente importante para ser olhado com indiferença. Sempre achei absurda e ridícula a atitude de muitos adeptos do FC Porto nos tempos de Scolari, e nunca faria a mesma triste figura agora que o seleccionador não é, manifestamente, do meu agrado.
Dito isto, e sem querer minimamente beliscar o mérito dos jogadores (e, claro, do seleccionador), não posso deixar também de referir que a nota mais relevante deste play-off foi a surpreendente incapacidade da Bósnia para fazer mais do que umas simples cócegas à equipa nacional. A importância dos jogos e o dramatismo da ocasião ter-nos-ão feito crer que esta Bósnia fosse uma potência em crescendo, quando não passa afinal – e isso ficou hoje claramente demonstrado – de uma selecção mediana no contexto europeu.
Portugal cumpriu pois a sua obrigação. Com naturalidade e sem grande sofrimento.
Bastou uma atitude competitiva forte, um elevado grau de concentração e uma vincada solidariedade dentro do campo para que a Bósnia quase não esboçasse reacção.
Insistindo praticamente no mesmo onze da primeira-mão (Deco, fisicamente limitado, foi a excepção), Queiroz acabou por ser feliz. Até Duda fez um bom jogo (a melhor exibição que lhe vi), numa noite em que Pepe, Raul Meireles e Bruno Alves brilharam a grande altura. Em momento algum Portugal perdeu o controlo total do jogo, e raramente os anfitriões chegaram perto das redes de Eduardo. O golo acabou por surgir, e mais poderiam ter acontecido. O resultado só peca por escasso.
Passou pois a melhor equipa. Não há agora qualquer dúvida quanto a isso.
Daqui até Junho resta o tempo suficiente para repensar algumas opções, para eventualmente alargar o leque de escolhas, e para recuperar Cristiano Ronaldo – que tem na África do Sul, ele que tão pouco fez por lá estar, a oportunidade de ouro para entrar na eternidade do futebol. Não acredito que tenhamos equipa para chegar às meias-finais, como em 2006. Mas com um pouco de sorte podemos ultrapassar a fase de grupos, e lograr uma prestação condigna.O que temos desde já garantido é um mês de Junho extremamente animado, o que para quem gosta de futebol (e eu, antes ainda de ser benfiquista, sou profundamente apaixonado por futebol) não deixa de criar alguma água na boca.
Viva Portugal !
PS: Gosto da França, adoro Paris (cidade onde nem me importaria de viver), mas aquilo que se passou ontem deixou-me revoltado. Toda a minha solidariedade para Trappatoni, e para uma selecção irlandesa que merecia estar, como nós, a festejar o apuramento.
18/11/09
ONZE HOMENS PARA A SELVA
Liedson rende mais com companhia e com alguma liberdade, do que fixo no meio dos centrais. Com Simão ao lado, e com algum espaço, o contra-ataque português (arma indispensável neste jogo) pode tornar-se muito mais perigoso.
Duda não é jogador para a selecção, pelo menos enquanto lateral-esquerdo. Num jogo onde será preciso defender bem, Miguel Veloso leva vantagem sobre Fábio Coentrão, embora Ricardo Costa não fosse opção a descartar.
Manteria Paulo Ferreira na direita, pois defende melhor que Miguel, é mais alto e mais capaz de fechar o espaço central.
Resta esperar que a sorte nos acompanhe.
Viva Portugal !
17/11/09
16/11/09
ESTE ?
Quando se falava de Terim, de Scolari, de Manuel José, esta opção vai seguramente desmobilizar ainda mais os sportinguistas, sobretudo se o seu clube perder com o Benfica - algo que, ou me engano muito, ou iria desde logo, mesmo com apenas um jogo, lançar a contestação sobre o novo técnico.
Carvalhal é adepto ferrenho do 4-3-3, o que olhando para o plantel do Sporting – todo ele talhado exclusivamente para 4-4-2 – cria um cenário táctico algo rocambolesco, coisa que nem Sá Pinto nem Bettencourt parecem ter avaliado devidamente.
Tem um ponto a favor na perspectiva do Sporting: criou sempre grandes dificuldades ao Benfica, como se viu quando, à frente do Belenenses, goleou os encarnados por 4-1, quando, com o V.Setúbal, os eliminou da Taça da Liga, e já esta época no festival de anti-jogo que o Marítimo exibiu na Luz.
POUCO FUTEBOL, MUITA FELICIDADE, ALGUMA ESPERANÇA
O resultado de 1-0 é pois um bom resultado, e devemos para já ficar felizes de o ter conseguido. Um eventual golo conseguido fora significará que a Bósnia terá de nos marcar três para seguir em frente, o que deixa o conjunto nacional numa posição aritmeticamente confortável. Todavia, em termos futebolísticos não é tanto assim, e a imagem que fica da noite da Luz não é nada animadora.
Na verdade, foi a Bósnia que esteve mais perto do empate do que Portugal do 2-0. Mas, pior do que isso, a nossa selecção deu mostras de demasiadas debilidades para quem quer fazer figura num Mundial, e deixou grandes interrogações sobre a sua capacidade de aguentar o inferno de Zenica. O que se viu ao longo de noventa minutos foi uma equipa frágil, colectiva e individualmente, defensiva e ofensivamente, no relvado e no banco.
É difícil ter esperanças num onze cujos laterais são um Paulo Ferreira sem ritmo e fora de forma, e um Duda sem qualidade, nem estatura internacional (qualquer Jorgeribeirozeco faria melhor...). Começam aí os problemas de Portugal. São esses os seus principais rostos.
Mas em termos ofensivos as coisas não estão muito melhor. Não no aspecto individual (Deco, Simão e Nani são grandes jogadores), mas sim quanto a uma ideia de jogo que, ou não existe, ou não se percebe em campo. Para agravar a situação, Liedson está a percorrer um longo período de jejum, o que naturalmente lhe retira confiança e eficácia frente às redes.
Do banco não sai nada de jeito. Não me refiro à qualidade individual dos jogadores - Fábio Coentrão e Tiago são jogadores de eleição, e Hugo Almeida é dos poucos pontas-de-lança que temos ao dispor - , mas sim às alterações (torturas?) que Queiroz faz à equipa, que quase nunca entendo (e desconfio que poucos entendam), e que normalmente vão, substituição por substituição, retirando rendimento global ao conjunto. Neste jogo, só o poste e a barra da baliza de Eduardo salvaram o seleccionador de ser agora apontado como coveiro nacional, após retirar do jogo dois dos melhores portugueses em campo (Deco e Nani), e permitir que a equipa encostasse atrás para os últimos e sofridos minutos da partida, oferecendo ao adversário tudo aquilo que ele precisava para empatar, e que só por milagre não aproveitou.
Enfim, não batamos mais no ceguinho. A felicidade esteve do nosso lado, e espero ardentemente que aí permaneça na próxima quarta-feira, quando, suspeito, bem iremos precisar dela.A Bósnia talvez não seja aquele papão que se diz, e a experiência internacional da maioria dos jogadores lusos pode fazer a diferença, num ambiente que se espera tremendamente difícil. Assim entrem sem medo, sem Duda (não faz um passe, não acerta um corte, não fecha espaços, falha sistematicamente posicionamentos, um horror) e, tanto quanto possível, alheios às hesitações, temores e inquietações que Carlos Queiroz lhes parece invariavelmente transmitir desde o banco.
A nós, portugueses, resta-nos uma noite de grande sofrimento. Os mais de 60 mil que estiveram na Luz (onde me incluo), mostram que, independentemente dos marinheiros, as marés da paixão pela selecção permanecem vivas.
Do árbitro não nos podemos queixar. Até porque deixou três bósnios fora de combate para a segunda mão.
PS: O apoio à selecção foi incessante, pelo que eram totalmente desnecessários aqueles ridículos e inestéticos incentivos da instalação sonora ao longo da segunda parte. Espero bem que nunca alguém tenha semelhante ideia para os jogos do Benfica, onde felizmente não há cornetins nem megafones, e a fantástica banda sonora é garantida pelos cânticos das claques e pelo barulho do povo nas bancadas.
13/11/09
ÀS ARMAS !
O que lá vai, lá vai, e agora é hora de unir esforços e congregar almas, de modo a superar esta última barreira.
Não vai ser fácil, até porque o esperado ambiente na Bósnia obriga a um resultado tranquilizador logo na primeira mão (2-0?). Além disso, a nossa equipa chega a esta decisão desfalcada de dois dos seus mais influentes elementos: Cristiano Ronaldo, e também Bosingwa, cuja importância na equipa não fica muito atrás da estrela do Real Madrid.
O facto da Bósnia ser fundamentalmente uma equipa de ataque pode ser positivo, sobretudo nesta primeira partida. Sem “autocarro”, Deco, Simão e Nani terão mais espaço para desenvolver o seu cativante futebol, e proporcionar a Liedson a oportunidade de se reconciliar com os golos. Veremos se os nossos estão inspirados, veremos se Dzeko e companhia não estragam a noite.
A lotação está esgotada, o que é um sinal do envolvimento dos portugueses com a sua selecção, independentemente de simpatizarem mais ou menos com o treinador, e com este ou aquele jogador. Eu conto lá estar, e durante aqueles noventa minutos apenas pensarei no meu país, e na possibilidade de ele estar representado ao lado dos melhores na grande montra do futebol internacional.
O Campeonato do Mundo é o evento onde se escrevem as letras douradas da história do futebol. Foi em Mundiais que Pele, Eusébio, Maradona, Cruyff, Beckembauer, Bobby Charlton, Puskas ou Garrincha pintaram os raios de sol em redor das suas figuras, tornando-se lendas para a eternidade do desporto rei. No próximo Verão, a festa volta a encantar o mundo. Portugal tem de lá estar. Nós temos de lá estar.
Eis a minha escolha, resumida naturalmente aos jogadores convocados:
ACTUALIDADES
ANDRÉ VILLAS BOAS – Foi o primeiro nome a ser falado, e parece ser a opção prioritária de Bettencourt para o Sporting, depois de Scolari, Manuel José, Adriaanse, Cajuda, Manuel Machado entre outros, terem também andado pelas páginas dos jornais.É uma aposta de elevado risco, tratando-se de um jovem de 32 anos, que apenas conta no currículo com quatro jogos enquanto técnico principal (e somente uma vitória). Trabalhou com José Mourinho, mas sempre em gabinete, sem contacto com os jogadores, os bancos ou a relva. Além de que, Mourinhos só há um…
Penso todavia que o momento actual do Sporting permite correr este tipo de risco. O campeonato está perdido, as expectativas estão a zero, o futebol da equipa bateu no fundo. Pior Villas Boas não vai fazer, e caso ganhe ao Benfica (hipótese que, infelizmente, não excluo), pode criar uma onda de entusiasmo e confiança capaz de devolver alguma honorabilidade ao clube.
Se fracassar, o fim da época é já em Maio…
Era um jogador querido dos adeptos, sobretudo pelo empenho que demonstrava em campo, e também por um certo elitismo, tão sportinguista, que sempre ostentou (a começar pelo próprio nome, que nunca percebi porque é que não era simplesmente Ricardo Pinto). A sua escolha, enquanto antigo jogador de referência, não esconde uma tentativa de imitação de Rui Costa no Benfica, que pelos vistos é uma solução admirada pelo estado-maior leonino.
Contudo, Sá Pinto nunca primou pela serenidade que se exige a um cargo da natureza do que vai ocupar. Não creio também que tenha a experiência e o conhecimento de mercado que possam fazer dele um bom director desportivo. O futebol, fora dos relvados, é um pouco diferente do mundo das revistas cor-de-rosa onde ele tantas vezes aparece, e exige uma panóplia de capacidades que ele talvez não tenha. Este é o homem que agrediu selvaticamente um seleccionador nacional (algo que não perde gravidade nem que ele se chame Artur Jorge). Este é o homem que terminou a carreira de jogador com duas expulsões consecutivas. Este é o homem que se incompatibilizou com vários treinadores (entre eles Paulo Bento). Este é o homem que fazia birras para ser ele a marcar os penáltis. Este é o homem que tinha fama de pagar às claques para o apoiarem.A menos que se pretenda, à semelhança do que parecia suceder com Pedro Barbosa, somente uma espécie de supra-capitão de balneário, esta é uma solução estranha, que não creio vir a acrescentar nada ao Sporting.
Considerar critério de desempate para grupos de apenas três jogos (e portanto mais sujeitos a igualdades) algo que nenhum espectador consegue distinguir, e que nenhuma equipa pode prever ao entrar em campo, é arranjar lenha para queimar uma prova simpática e necessária ao calendário português.
Académica e Portimonense empataram, e festejaram ambos no relvado um apuramento que, na verdade, ninguém conseguia perceber a quem verdadeiramente sorria.
Mais um episódio grotesco, que só serve para dar argumentos aos adversários desta competição e da entidade que a organiza.
Como se sabe o clube da Luz está sem treinador desde o início da época, fruto de uma birra do assumido portista Jorge Olímpio Bento, presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Desporto do Porto, que alegadamente teria de autorizar José António Silva (treinador e professor naquela faculdade) a prosseguir a sua carreira no Benfica.
O assunto foi-se arrastando, a guerrilha foi-se acentuando, e o Benfica foi sendo orientado pelo adjunto Pedro Gama. Acontece que este foi agora suspenso pela Federação, por declarações (pertinentes, diga-se) a propósito de uma inqualificável arbitragem no jogo com o Madeira SAD.Ou seja, o Benfica está sem treinador, nem adjunto, numa época em que o play-off foi extinto, e que cada ponto ganho ou perdido tem relevância na classificação final, além de que se aproxima uma importante eliminatória europeia diante de uma poderosa equipa russa.
Lamento não alinhar com o a posição oficial do meu clube, mas creio que o Benfica, ao insistir em levar o tema às últimas consequências, pode até perturbar a vida de Olímpio Bento, mas só se vai prejudicar em termos desportivos, como de resto tem acontecido até aqui (duas derrotas e um empate nos primeiros sete jogos). É verdade que a honra não se paga com vitórias, mas ao teimar neste caminho, o Benfica não está a fazer mais do que cumprir na plenitude o desejo de Olímpio Bento, isto é, a comprometer irremediavelmente a sua época, e, provavelmente, a entregar o título ao FC Porto.
Não sou fã do Professor José António Silva, que respeito muito enquanto profissional, mas que nunca fez esquecer a ainda mal explicada saída de Alexander Donner, esse sim um treinador fabuloso, que levou o Benfica desde as catacumbas da Divisão de Elite até ao título nacional em apenas três anos. Talvez também por isso, não me custasse muito prescindir dos seus serviços, contratando outro treinador para o seu lugar. Mas nem é isso que está em causa.
O mais importante, creio, é que o Andebol (ou qualquer outra modalidade do Benfica) não deve nem pode servir de arma de arremesso contra quem quer que seja. O objectivo do Andebol (e de todas as restantes) é ganhar, ser campeão, e é esse propósito, e não qualquer guerra pessoal ou institucional, que deve ser prioritário para todos dentro do clube.Não gosto de guerras, mas até admito entrar nelas quando há francas hipóteses de as vencer. Infelizmente a direcção encarnada (porventura o seu departamento jurídico?), tão realizadora e competente em tantos outros parâmetros, tem-se deixado envolver vezes demais em casos que acabam votados ao fracasso. Foi assim com o caso de doping de Nuno Assis, foi assim com o Apito Dourado e o TAS, e este caso José António Silva ameaça seriamente vir a tornar-se mais uma batalha perdida, com danos para uma equipa recheada de grandes jogadores, mas que continua subaproveitada em campo.
11/11/09
Foi um profissional de excepção e um dos melhores guarda-redes do Benfica nos últimos anos. Apanhou o clube da Luz no pior período do seu historial, e ainda assim ficou na memória dos adeptos como aquele que afastara males maiores. Só algum azar com as lesões impediu que a sua carreira posterior tivesse chegado tão longe quanto as suas capacidades anunciavam.
Lembro-me bem da sua frieza na baliza, tão contrastante com o insuportável calor da dor que agora o fez desistir de tudo. Nunca sorria, o que sempre atribuí à espartana mentalidade alemã – sobretudo de leste, como era o caso. Recordo-me como entrava em campo, e de rosto fechado acenava aos adeptos batendo duas palmas para cada lado da baliza.

Substituiu Preud’Homme – talvez o melhor guarda-redes que alguma vez jogou em Portugal -, e, mesmo muito jovem, rapidamente o fez esquecer. Terá sido esse o seu maior título no Benfica.
Teve alguns momentos menos felizes. Lembro-me de um “frango” com o Dínamo de Bucareste numa noite chuvosa na Luz (uma das maiores chuvadas que apanhei, sem protecção, num estádio de futebol). Lembrarmo-nos de um “frango”, de um só “frango” de um qualquer guarda-redes, é, diga-se, bem revelador da sua qualidade.
Esteve em Vigo, mas, por extraordinário que pareça, saiu inocente da derrocada. Esteve no sexto lugar de 2001, mas também aí não merece quaisquer culpas - pelo contrário, o que teria sido sem ele? Segurou com as suas mãos algumas vitórias sobre o Sporting (aquela do livre de Sabry, a dos 3-0 com José Mourinho) e sobre o FC Porto (uma também com pontapé do egípcio, outra com dois golos de Van Hooijdonk). Faltou-lhe uma melhor equipa à sua frente para que o registo pudesse apresentar outro colorido quanto a títulos. Era um dos únicos quatro grandes jogadores que o Benfica tinha na altura, como refere o "Special One" na sua biografia.
Lamentei a sua saída, mas percebia que, face àquele Benfica, tivesse outras ambições. Chegou ao Barcelona, à selecção da Alemanha, mas infelizmente não atingiu, nem na Catalunha, nem na Mannschaft, o nível que prometia. E foi no campeonato do seu país que voltou às grandes exibições.
Dizia-se que queria voltar ao Benfica. Julgo que ainda tinha uma casa perto de Lisboa. Não foi possível regressar.
O sofrimento da perda de uma filha – porventura o mais duro teste de resistência que um homem pode ter de enfrentar na vida –, ter-se-á revelado demasiado pesado para ele.
Parte aos 32 anos, mas continuará presente na nossa memória.
Descansa em paz, Robert.
10/11/09
ÁGUIA A VOAR ALTO
É preciso recuar até aos tempos da primeira passagem de Eriksson por Portugal (82-83 e 83-84) para encontrar um Benfica mais forte nas primeiras dez jornadas do campeonato. Daí para cá, só em 1990-91 (novamente com Eriksson, e novamente campeão) os encarnados conseguiram os mesmos pontos nesta fase da prova, ainda assim com pior diferença de golos que a actual.CLASSIFICAÇÃO REAL
Talvez esta tenha sido, até agora, a mais pacífica jornada da Liga em termos de arbitragem. Mesmo perdendo (FC Porto e Sp.Braga) e empatando (Sporting), nenhum dos derrotados da jornada tem ponta por onde se agarrar. Na Luz também não houve muita coisa a registar.V.GUIMARÃES-SP.BRAGA
O único lance duvidoso que recordo desta partida foi uma mão de Evaldo dentro da área (a segunda em duas jornadas consecutivas) que ficou por sancionar. Não teve influência no resultado, mas não deixa de ser sintomático da protecção de que a equipa bracarense tem desfrutado ao longo de quase todo o campeonato, com a excepção daquele golo de João Tomás em Vila do Conde.
Resultado Real: 2-0
MARÍTIMO-FC PORTO
Podia ter sido mostrado um cartão vermelho a um jogador do Marítimo (Rodrigo, salvo erro). Perto do fim, Falcão, partindo de fora-de-jogo, poderia ter empatado a partida. Dois erros que não chegam para manchar um trabalho globalmente positivo de Paulo Baptista.
Resultado Real: 1-0
RIO AVE-SPORTING
Ficaram-me dúvidas no penálti assinalado a favor do Sporting. O ângulo da imagem televisiva não é o melhor, e não se percebe se o defensor vilacondense ajeita ou não a bola com o braço. De qualquer forma, na dúvida, benefício para o árbitro.
Devo dizer também que o primeiro cartão amarelo a Carriço me pareceu exagerado, ainda que, noutro lance, o mesmo jogador o pudesse já ter visto anteriormente.
Tal como no Funchal, também neste jogo um off-side por assinalar poderia ter comprometido a actuação do árbitro. A falta de jeito de Caicedo (que salvaguardando as diferenças de cor e de cabeleira, me faz lembrar eu próprio a jogar), encarregou-se no entanto de escrever direito (se é que se pode dizer tal coisa) por linhas tortas.
Já ouvi falar de um possível penálti de André Marques (outro “talento”…) sobre Bruno Gama, mas honestamente não me recordo do lance. Se for caso disso, corrigirei mais tarde a pontuação.
Resultado Real: 2-2
BENFICA-NAVAL
Um jogo praticamente sem casos serviu para Lucílio Baptista se reconciliar com o apito.
Não deixou de cometer pequenos erros, como a não marcação de um livre perigoso em posição frontal por falta sobre Fábio Coentrão, ou um lançamento ao contrário. Mas globalmente esteve bem.
Um lance de área, em que David Luíz apareceu estatelado no chão, deixou dúvidas no estádio. Vendo as imagens, verifica-se que não há de facto razão para penálti.
Uma carga de ombro de Maxi Pereira sobre Marinho tem levantado alguns murmúrios no pós-jogo, mas apenas por parte daqueles que sentem necessidade de encontrar subterfúgios para todas as vitórias do Benfica (sejam por 1-0, 6-1 ou qualquer outra margem). Ninguém da Naval reclamou, o que é revelador. É verdade que existiram tempos em que lances desta natureza eram motivo para penálti, sobretudo se no Estádio das Antas, a favor do FC Porto. Foi nos anos noventa, quando até Lourenço Pinto foi presidente do conselho de arbitragem, e quando, por via desses e de outros comissários, Pinto da Costa alicerçou a hegemonia portista no futebol português. Há quem tenha ficado mal habituado…
Resultado Real: 1-0
CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 28
Sp.Braga 20
FC Porto 18
Sporting 16
Penálti assinalado contra o Marítimo (Soares Dias, do Porto), golo de Luisão validado em Braga (Jorge Sousa, do Porto), e o título estaria praticamente entregue…
Etiquetas: real 09-10
SÓ À CABEÇADA SE MATOU O FANTASMA
Numa jornada em que todos os adversários directos haviam perdido pontos, o Benfica tinha diante de si o ensejo de recuperar a liderança (ainda que em parceria) e, sobretudo, cavar uma distância pontual significativa para o FC Porto – sua grande ameaça, pois o Sporting, preso aos seus equívocos internos, está hoje muito mais perto do último lugar (despromoção) do que do primeiro (título) -, antes de uma longa pausa na prova.Era pois uma oportunidade a não desperdiçar, para uma equipa em ressaca europeia e desfalcada de Ramires e Cardozo, dois dos seus mais influentes jogadores. Era um momento muito importante para o desenho da classificação, que poderia (e poderá) marcar o destino da temporada. Era um daqueles jogos em que as grandes equipas, os verdadeiros campeões, não costumam, nem podem, falhar. Mais do que a deslocação a Braga (onde qualquer resultado era aceitável), este sim, era um verdadeiro teste à capacidade competitiva do Benfica, ao seu edifício mental, e à regularidade que conquista campeonatos.
Encontrando pela frente um rígido “autocarro” defensivo, conduzido por um guarda-redes tocado por inspiração divina, os encarnados viram-se e desejaram-se para obter os três pontos. Foi com muito sofrimento que o conseguiram, depois de 89 minutos em que os fantasmas de Marítimo (Peçanha), do Boavista (William), do Espanyol (Iraizoz) e do União de Leiria (Costinha), fizeram reviver na Luz uma daquelas estranhas noites de tiro ao boneco, em que o boneco assume uma sobrenatural capacidade de atrair todos os cartuxos. Parece sina do Benfica, ver brilhar em sua casa guarda-redes cuja carreira nem sempre passa da vulgaridade, mas que na Luz se enchem de brios e fazem a exibição de uma vida. Enfim, eles estão lá para isso, e ninguém se pode queixar senão das bruxas do azar e da infelicidade.
Mas por muito grande que seja a aleatoriedade que envolve um resultado de um jogo de futebol, a verdade é que as coisas nem sempre acontecem por acaso. Há momentos, no desporto como na vida, em que a vontade e o talento superam a falta de sorte, e em que os objectivos são alcançados sobre os escombros do fatalismo. A poderosa cabeçada de Javi Garcia define um desses momentos, e ajusta-se bem ao que foi a prestação do Benfica nesta partida.
Efectivamente, dado o desenrolar do jogo, olhando às suas estatísticas e às oportunidades criadas, poderíamos estar agora a falar de mais uma goleada. Só na primeira parte, Peiser realizou cinco (!!) defesas de golo, e viu uma bola bater no seu poste. Tivesse sido concretizada uma dessas ocasiões e o jogo seria outro.
Na segunda parte o Benfica perdeu algum fulgor (sobretudo a partir do momento em que as pilhas de Aimar se esgotaram), mas voltou ainda assim a desperdiçar oportunidades de golo em série. Mais um punhado de grandes intervenções do guardião da Naval, mais uma bola ao poste (Di Maria), mais uma escandalosa perdida de Nuno Gomes, com Peiser batido, e uma baliza, enorme e escancarada, á sua frente.

Para além do caudal atacante conseguido, a equipa de Jesus teve o mérito de nunca deixar de acreditar em si própria, e na sua capacidade de reverter uma situação que a cada minuto que passava se ia tornando mais difícil. O desespero invadia as bancadas, mas nunca tomou conta dos jogadores, que lutaram até à última gota de suor – com empenho e com serenidade - por uma vitória que contrariasse o destino de uma noite azarada. Conseguiram-no, o que também é sinal da sua tremenda auto-confiança, da sua força mental, do seu espírito guerreiro e vencedor. Há também quem lhe chame “estrelinha” de campeão.
O ambiente vivido no final da partida não diferia muito das noites das goleadas ao Everton ou ao Nacional. O golo de Javi Garcia fez explodir um estádio já algo angustiado, fazendo lembrar um outro, obtido também de cabeça por Luisão há quatro anos atrás frente ao Sporting. Ganhar assim, com sofrimento e com dramatismo, talvez seja ainda mais saboroso, sobretudo quando tal corresponde à justiça do futebol jogado. Esta foi pois – desengane-se quem pensar o contrário – mais uma grande noite de festa para os mais de 40 mil que estiveram na Luz. Uma festa diferente, mas não menos entusiasmante. Um caldeirão de emoções, com final feliz.
Não se fique no entanto com a ideia de que tudo – excepto Peiser – foi perfeito para o Benfica. Para além da constatação de que sem Cardozo o Benfica perde parte significativa da sua eficácia ofensiva (Nuno Gomes fora de forma, e Keirrison fora do futebol da equipa, não garantem a necessária presença na área) aqueles três minutos de compensação deixaram muito a desejar em termos de segurança defensiva, numa fase em que bastava segurar a bola longe da baliza para que rapidamente o árbitro apitasse. Aspectos que Jorge Jesus terá de rever com a equipa, sabendo-se que se aproximam os grandes clássicos, para os quais tenho algum receio do sector esquerdo da defesa encarnada (sobretudo quando apanhar Hulk pela frente).
Por falar em árbitro, diga-se que Lucílio Baptista não foi desta vez protagonista. Não houve casos, e assim de repente não me lembro de um único erro cometido pelo setubalense. Mas na televisão apenas vi o golo.






