27/04/17

UNIDOS

Estávamos em Maio de 2013. Ao Benfica bastava ganhar, na Luz, ao Estoril e ao Moreirense - precisamente as duas equipas recém-promovidas ao escalão principal - para festejar aquele que teria sido o seu 33º título. Todos nos lembramos do resto da história.
Pois se então tudo parecia fácil, agora parece bem mais difícil. Precisamos, não de duas, mas de quatro vitórias (ou, pelo menos, três vitórias e um empate). Temos deslocações muito duras, onde arrancámos triunfos suadíssimos na temporada passada. E começamos por receber o…Estoril.
Pese embora a última jornada nos tenha corrido de feição, o caminho ainda é longo e sinuoso. O céu pode esperar.
Em Alvalade fomos a melhor equipa (como, de resto, já havíamos sido no jogo com o FC Porto). Um conjunto de infelicidades - que começou com a ausência do nosso melhor jogador, continuou com um erro nada habitual do grande Ederson, que nos custou um golo na alvorada da partida quando ninguém o justificava, e terminou com uma sucessão de três lances de óbvia grande penalidade que Soares Dias não viu - não nos permitiram ir além de um empate. Do mal, o menos, para uma equipa que mostrou tamanha força mental na resistência a todas essas adversidades, salvando um ponto que, tendo em conta as circunstâncias, acabou por ser saboroso.

PS: Passaram-se muitas coisas em redor do “Dérbi” (uma tragédia, e algumas comédias de mau gosto) que nada têm a ver com futebol. Sobre elas o nosso Presidente falou, e bem. Tudo o que possamos dizer agora será redundante, ou mesmo perigoso. Vamos continuar unidos, e focados naquilo de que verdadeiramente gostamos.

20/04/17

TRÊS PONTOS

Afastado sumariamente de todas as competições, sem nada a perder ou a ganhar neste campeonato, com o orgulho ferido de inveja, não é difícil perceber que, para o Sporting, o “Dérbi” deste fim-de-semana seja encarado como o jogo do ano.
Na verdade, é quase sempre assim. Mas desta vez nem a classificação lhes interessa: o que conta é mesmo complicar a vida ao velho rival. Apenas isso os pode satisfazer neste momento.
Espera-nos, pois, um opositor motivadíssimo, e de faca nos dentes para nos retirar pontos. É com isso que temos de contar para aquela que é mais uma “Final” na nossa caminhada rumo ao Tetra. É isso que teremos de contrariar para trazer a preciosa vitória.
Ganhar em Alvalade não é, felizmente, coisa rara. Para o campeonato, em sete anos apenas lá perdemos uma vez (e com um penálti do tamanho do estádio por assinalar sobre Nico Gaitán, logo nos instantes iniciais de jogo arbitrado por Soares Dias em 2012). Ainda na temporada passada lá vencemos, numa partida de altíssima pressão e de importância semelhante. Nos últimos vinte anos, em terreno adversário, vencemos nove vezes, e apenas perdemos cinco. Se considerarmos todos os jogos do campeonato (em casa e fora), a vantagem no mesmo período é de 19-9 (!!!), com 12 empates pelo meio. Valha isso o que valer, são números suficientes para estabelecer um certo padrão.
Não há nada a temer. Não há lugar a hesitações. Vamos a Alvalade para ganhar, e dar mais um passo rumo ao 4º campeonato consecutivo. Temos melhor equipa, somos campeões, somos mais fortes, estamos na frente. Ansiedade? Desconfio que do lado de lá seja maior…

SOARES DIAS, Alvalade, 09/04/2012

É talvez o melhor árbitro português. Mas a história do dérbi não lhe é favorável.
Em 2012 o Benfica perdeu em Alvalade. Única derrota lá, para o campeonato, desde 2009.
Um penálti claríssimo sobre Gaitán ficou por assinalar logo nos primeiros instantes. Depois ficou um outro, sobre Luisão.
O Sporting ganhou 1-0, com...um penálti muito duvidoso num lance entre Luisão e Wolfswinkel.
Essa derrota afastou o Benfica da luta pelo título, conquistado então pelo...FC Porto.

Não pretendo compensações. Apenas que a história não se repita.

ALGUNS NÚMEROS SOBRE ARBITRAGEM

Penáltis a favor do Porto: 7
Penáltis a favor do Benfica: 5

Expulsões de adversários do Porto: 8
Expulsões de adversários do Benfica: 1 (aos 93 m do jogo com o Tondela)

Minutos com o Porto a jogar em superioridade numérica: 292 (!!!)
Minutos com o Benfica a jogar em superioridade numérica: 0 (na verdade, alguns segundos...)

Ao cuidado do Sr. J.

19/04/17

O LUXO E O LIXO

O contraste não podia ser maior. Depois de se ver duas partidas empolgantes de futebol, com alguns dos melhores artistas do mundo, muda-se de canal, e depara-se com um indivíduo aberrante, que vive à conta dos podres do futebol - que ele próprio cria e explora, no seu interesse pessoal e profissional - a falar tempo sem fim, e sem contraditório.
Mudar directamente de um Real Madrid-Bayern para o "Tempo Extra" constitui uma experiência que torna a diferença ainda mais perturbadora. A diferença entre uma requintada sala de jantar e uma sarjeta.
Gostava de saber quem são, o que fazem, e o que pensam os portugueses que assistem àquele programa - que dizem ter grande audiência. Adeptos de futebol não são seguramente.
No meu caso, apenas zappei por lá o tempo suficiente para me chocar com o contraste. Um minuto chega para ficar enjoado. Tudo o resto é "extra" e escusado, adensando a mágoa por os prolongamentos dos Real Madrids-Bayerns não terem mais duas ou três horas.


ORGULHO

Repleto de macacos e papagaios, quer a norte, quer a sul, o futebol português tem vindo a transformar-se num triste Jardim Zoológico.
São membros de claques a agredir e a intimidar tudo e todos, como um exército profissional do crime (o que falta para prender certos indivíduos? é para isto que serve o registo das claques?). São dirigentes a incitar constantemente ao ódio, com a cumplicidade de um sistema mediático decadente, e numa tentativa desesperada de vencer a qualquer preço. São sinistros directores de comunicação, de estilo apalhaçado, a chafurdar no lodo, e à procura de protagonismo pessoal (o caso das “cartilhas” é das discussões mais ridículas dos últimos anos). São as televisões a aproveitar para transformar lixo em audiências - à custa dos clubes, do desporto, e da nossa sanidade mental.
A porcaria é já demasiada, e o clima começa a ficar irrespirável. Quem quisesse acabar com o futebol, não faria melhor.
Alheio a tudo isto, o Benfica lá vai trilhando o seu caminho. Enquanto eles berram, incendeiam, ameaçam, e tentam desestabilizar, aqui, na nossa casa, trabalha-se. E essa atitude, que tanto nos orgulha, e tanto nos distingue, deve-se, sobretudo, à conduta de um homem: o nosso líder, Luís Filipe Vieira.
Vieira é hoje um farol de bom senso que se destaca no meio da poluição em que vive o futebol luso, e o empurra para o abismo. Temos sido campeões no campo. Mas também no discurso, na razão, no equilíbrio e no respeito.
Força presidente! Os benfiquistas estão consigo, e orgulham-se da sua postura.

Já não é apenas o Benfica que precisa de si. O desporto português também.

13/04/17

HUGO MIGUEL, 19/05/2013

O árbitro mais anti-benfiquista da Liga já ofereceu um Campeonato ao FC Porto. Teme-se agora que contribua para oferecer outro...
O histórico de Hugo Miguel é devastador. Do piorio.
Quem se terá lembrado dele para um jogo destes?

03/04/17

NA FRENTE!

Do “clássico” da semana passada resultaram duas evidências. Depois do chamado “jogo do ano”, que iria, ou poderia, decidir o campeonato, o Benfica permaneceu isolado no primeiro lugar. Além desse facto, os encarnados são agora os únicos a depender de si para alcançar o título.
Chegará isto para nos satisfazer? Não!
Queríamos obviamente a vitória, aumentado, com ela, a vantagem para o segundo classificado. E a nossa equipa fez por merecê-la, jogando melhor, dominando a maior parte do tempo, criando várias oportunidades de golo, falhando apenas na concretização – muito por mérito do guarda-redes rival, que, à semelhança do que ocorrera na época transacta, voltou a ser o melhor em campo. Os festejos dos jogadores do FC Porto no fim do encontro são, aliás, bastante reveladores quanto ao alívio que sentiram por não saírem derrotados da Luz.
Este jogo passou, sem a glória que pretendíamos, mas também sem qualquer mácula. Estamos firmes na frente, e temos sete finais para chegar ao ambicionado “Tetra”. Aquilo que a equipa mostrou em tão solene ocasião – desmentindo algum cepticismo que começava a adensar-se em torno dela – dá-nos plena confiança quanto ao caminho que falta percorrer. Temos etapas difíceis, mas todas são para vencer, como, de resto, diante dos mesmos adversários, nos mesmos campos, aconteceu há um ano atrás.
Neste domingo, em Moreira de Cónegos, joga-se mais uma “final”, perante um conjunto que luta vigorosamente para não descer de divisão, e que tem um treinador especializado em tirar pontos aos mais fortes.
Nas esperamos facilidades, mas…temos de ganhar. E vamos ganhar!

30/03/17

RECORDAR CLÁSSICOS DA LUZ

Recorde aqui os clássicos disputados na Luz, a partir de 1974

PRESSÃO? QUAL PRESSÃO?

Somos os Tri-Campeões nacionais; estamos no primeiro lugar do campeonato há meses a fio; dispomos do plantel mais forte, mais vasto e mais equilibrado; temos um treinador que já ganhou tudo; jogamos em nossa casa, num estádio repleto de fervor e mística benfiquista, ao som do grito incessante de sessenta mil.
Já lá vai o tempo em que sentíamos medo destes confrontos, e destes rivais. Hoje, esse medo está do lado de lá. São eles que se sentem pressionados, e que têm um cutelo sobre o pescoço. São eles que não podem errar nem vacilar. São eles que nada ganham há largos anos, e, afastados de todas as outras provas, jogam aqui a vida. Jogam aqui, na verdade, não uma, mas quatro temporadas. Aqui mesmo, no nosso “Inferno da Luz”.
Dois resultados permitem-nos manter a liderança, e nenhum nos coloca fora de combate. Pelo contrário, ao nosso adversário só mesmo a vitória fará passar adiante. Não iremos deixar!
Nos últimos anos, de 181 jornadas do campeonato, comandámos a classificação em 127, ou seja, em 70% das mesmas. É já um hábito estar na frente. É o nosso lugar. Para manter até ao fim.
É este o jogo que todos esperávamos. O jogo em que, com humildade, de fato-macaco vestido, mas com absoluta confiança, podemos cavar diferenças, e mostrar definitivamente que somos melhores. Em que podemos calar todos os que nos querem mal - os de cima, e os de baixo, cujo empenho em ver-nos perder é idêntico ou ainda maior, e com cuja hostilidade mais vil temos de contar até ao fim.

Vamos, pois, cumprir o nosso destino: vencer e continuar seguros na caminhada rumo ao Tetra. Rumo à história.

29/03/17

INSTRUMENTALIZAÇÃO, MÁ GESTÃO, LESÕES: o balanço da semana das selecções

Todas as tentativas de instrumentalização da Selecção a que temos assistido (uma pseudo-claque provocatória, um número de circo de um dirigente do Sporting, comunicados para cá e para lá, etc) partem do problema identificado no texto anterior: não faz qualquer sentido inserir jogos internacionais no meio das competições clubistas, e num momento em que estas estão particularmente acesas.
A poucos dias de um "Clássico" que pode resolver o campeonato, esperavam o quê? Paz e concórdia? Que se passasse uma borracha sobre tudo o que move o adepto comum? Uma lobotomia colectiva?
É verdade que a FPF não tem culpa dos calendários estapafúrdios que a FIFA impõe. Mas também não sei se faz alguma coisa para os denunciar. Além de que este amigável Portugal-Suécia poderia muito bem ter sido evitado.

É também espantoso como Fernando Santos, mesmo com um título de Campeão Europeu no bolso (obtido com a sorte de um Euromilhões), consegue fazer uma gestão da equipa tão...antipática.
A poucos dias do Benfica-FC Porto, eis que coloca em campo Nelson Semedo, Pizzi e Eliseu, quando nenhum deles foi utilizado (se exceptuarmos 5 minutos de Pizzi) no jogo que verdadeiramente interessava, e que, por acaso, se disputava na Luz. 
Sr. Seleccionador: todos somos portugueses, e gostamos de ver a Selecção vencer, mas ninguém (a começar, espero, pelos próprios) comparará a importância do jogo do próximo sábado com a do de ontem. Não acredito que faça a sua gestão olhando a clubes. Mas se calhar, e se quiser mesmo ter o povo atrás de si, e da equipa, devia também pensar um pouco neles, e não os tratar desta forma ostensivamente negligente.
Nélson Semedo é incomparavelmente melhor que Cedric. Mas se não joga os encontros oficiais, a motivação para homenagens a Ronaldo não será grande. Passeou-se pelo campo, como teria feito o jogador do Southampton, e como fizeram quase todos os restantes.
Pizzi é o médio português em melhor forma, e com a melhor época, mas praticamente não jogou com a Hungria. A quatro dias do "Clássico", é colocado em campo para esta homenagem ou lá o que foi. Se o estado de espírito do médio benfiquista fosse igual ao meu, nem sequer tinha voado para a Madeira.
Eliseu dificilmente tiraria o lugar a Guerreiro. Mas Pizzi e Semedo eram titulares de caras na equipa. Como português, gostava de os ter visto no sábado. Como benfiquista, preferia não os ter visto ontem.

Lindelof, Eliseu e Jimenez. Mais três lesionados, é o balanço desta estúpida semana.

21/03/17

ANTI-CLIMAX

Não sei porque existe, nem a quem interessa. A paragem das competições futebolísticas de clubes nesta altura do ano é uma aberração, que não serve a modalidade, nem os seus intervenientes ou seguidores.
Tenho para mim que todo o futebol de selecções deveria jogar-se em Junho. Além das fases finais, também (nos anos precedentes) as respectivas qualificações. Protegiam-se os clubes e os jogadores, estimulavam-se os adeptos, e lucravam as próprias federações – com entusiamo redobrado em redor das equipas nacionais, logo maior relevo mediático e desportivo, traduzido em audiências e patrocínios.
As paragens de Outono já são nefastas. A de Março, é um completo absurdo.
Num dos momentos mais quentes da temporada, eis que, de repente, se subtrai toda a emoção que o futebol oferece, em troca de quase nada. Com competições europeias a decorrer, com os campeonatos ao rubro, é torturante, e quase insultuoso, pedir a quem ama o futebol que coloque o seu clube na algibeira, e rejubile com uma equipa onde irão actuar alguns dos seus adversários directos. Para os atletas, desviar o foco dos objectivos que os alimentam, e encontrar metodologias de treino diversas (nalguns casos, até contraditórias), também não deve ser fácil, nem produtivo. Os pobres treinadores dizem mal da vida, sem armas para preparar os compromissos seguintes. Do risco de lesões até tenho medo de falar, sobretudo quando me recordo de Bento, Humberto, Simão, e, mais recentemente, Nélson Semedo.

Que Portugal ganhe à Hungria. Mas que este fim-de-semana estúpido e acinzentado passe depressa. Queremos a nossa paixão de volta!

...E OS OUTROS?

Gostava de ver as mesmas contas para o Marítimo-Benfica, para o Benfica-V.Setúbal  e para o V.Setubal-Benfica. Em todos eles os árbitros deram um total de 6 minutos de tempo-extra, somando as duas partes. Ou seja, metade dos descontos concedidos no FC Porto-V.Setúbal. Será que as pausas também foram metade?

14/03/17

OS MAL-AMADOS

Se, num estádio com 60 mil pessoas, 200 assobiarem freneticamente, e 59800 permanecerem em silêncio, o barulho da minoria ecoará no relvado com um nível de decibéis muito para além da sua representatividade. É assim que se estabelecem equívocos, rapidamente usados pelos rivais, e pela comunicação social, para derramar o sangue de que se alimentam.
Alguns benfiquistas não entendem que, ao vaiar um dos nossos, estão a dar armas ao adversário. Os jogadores são seres humanos, têm sistema nervoso, sentem emoções, e no futebol, como no desporto em geral, como na vida, a auto-confiança é determinante para um bom desempenho. Ao ser apupado, o jogador executará pior, pois a pressão e o medo de errar irão tolher a sua vontade. Perde ele, perde a equipa, e perdem os adeptos, num ciclo que nem sempre é fácil inverter.
A exigência faz parte do ADN encarnado, e é hoje, felizmente, marca de todo o universo do Clube. Só os melhores podem estar no Benfica. Mas, no que toca aos atletas, cabe ao treinador materializar essa exigência nos treinos e nos jogos, com base em informação de que os adeptos nem sempre dispõem.
Quem entra em campo vestido com o “Manto Sagrado”, é automaticamente credor da nossa vénia, e do nosso apoio incessante. Só assim faz sentido enchermos as bancadas da Luz. Só assim nos realizamos como verdadeiros benfiquistas.
No passado, nomes como Cavém, Nené, Vítor Paneira, Nuno Gomes ou Óscar Cardozo, foram vítimas de facções de assobio fácil. É quase revoltante lembrá-lo.

Agora, há também um ou dois “eleitos” que padecem da mesma sorte. É tempo de acabar com esta triste tradição.

10/03/17

VENHAM MAIS DEZ!

No rescaldo da conquista do Tri-Campeonato, e após as doze vitórias consecutivas que, por fim, permitiram garanti-lo – sempre com o segundo classificado a reboque -, Eliseu afirmou que, se necessário fosse, o Benfica ainda ganharia mais dez jogos.
Passados alguns meses, ora aí os temos. Exactamente dez jogos, com pressão extrema, e sem qualquer margem de erro. É o que está diante de nós, desta vez com vista para o Tetra. É o prato que temos novamente sobre a mesa. Um mar de dificuldades, como este campeonato já amplamente demonstrou. Um desafio à coragem, quer de profissionais, quer da estrutura que os envolve, quer dos adeptos que, por fora, sofrem e apoiam.
É preciso transpor o espírito subjacente àquela afirmação de Eliseu para toda a equipa, e para toda a nação benfiquista, de modo a que, em Maio, possamos voltar a ser felizes.
Há dois meses atrás, o pássaro quase parecia vir poisar nas nossas mãos. O desenrolar da prova mostrou-nos, porém, que teremos de lutar mais do que, nessa altura, chegámos a supor. É esta a marca da nossa história. Nunca ninguém nos deu nada. Na época transacta partimos de trás, e soubemos recuperar. Desta vez partimos na frente, temos agora de saber resistir.
Continuamos em primeiro lugar. Firmes. Com uma sequência de cinco vitórias e apenas um golo sofrido. Não dependemos de ninguém. “Basta” ganhar, ganhar e ganhar, dez vezes seguidas, uma a uma, para cumprir o nosso destino.
Vamos a isso! Venha daí o Belenenses!


PS: No Benfica aprende-se a respeitar os adversários, não a insultá-los. Mas, como dizia um meu tio-avô, vozes de burro não chegam ao céu.

02/03/17

DOIS PESOS

Não me interessa nada a vida interna de outros clubes, e muito menos as figuras, figurinhas ou figurões que escolhem para os dirigir. Nós cá estaremos para continuar a ganhar-lhes, seja com A, seja com B.
O que incomoda é o tratamento diferenciado dado aos vários emblemas, quer quando se trata de arbitragem, quer em casos de disciplina, quer nos perdões bancários, quer na comunicação social.
Neste último aspecto, o que se tem visto relativamente ao nosso vizinho e rival é espantoso. Um clube que investiu milhões no mais caro treinador de sempre do futebol português (e um dos mais caros da Europa), que fez inúmeras contratações milionárias, que se candidatava a ganhar provas internacionais, que ameaçava conquistar este mundo e o outro, e que em Janeiro já estava sumariamente afastado de todos os objectivos a que se propôs, tem sido obsequiado com uma espécie de tratamento VIP (ou tratamento médico, sendo mais preciso), que nada discute, nada coloca em causa, e nada questiona. Ao que parece, por lá está tudo bem, e a preparação da nova época corre lindamente, dentro do que era previsto.
Estivessem numa qualquer pré-época, e tivessem sido campeões (façamos o difícil esforço de imaginação), as notícias e comentários na imprensa desportiva não seriam muito diferentes. “Trabalho”, “pequenos ajustamentos”, “integração de atletas”, tudo na paz dos anjos, como se uma borracha tivesse apagado toda a temporada de 2016-17.

Se um dia tivermos a infelicidade de viver tempos assim, duvido que tenhamos direito aos mesmos cuidados paliativos prestados por este jornalismo decrépito e reverente.

23/02/17

O DERBY DA CORRUPÇÃO

O jogo entre dois clubes condenados por corrupção desportiva, um do norte de Portugal, outro do norte de Itália, ambos às riscas, só poderia mesmo ser arbitrado por Felix Brych (juiz da final da Liga Europa em Turim).
Balanço final: um golo limpo anulado aos corruptos de Itália.
Tudo bons rapazes...

PS: Quanto ao cartão vermelho, foi claramente mostrado ao contrário. Os jogadores da Juventus que sofreram duas entradas assassinas é que deveriam ser sido expulsos...
Não?? Nas provas internacionais não é assim?? Ah, ok, é só por cá.

22/02/17

BENQUERENÇA NO BESSA!

...não é ele, mas é o sobrinho, e afilhado. O homem que, no ano passado, quase roubou o Campeonato ao Benfica, com uma expulsão de Renato Sanches no Funchal após um lance anedótico de penálti não assinalado (corajoso, o cavalheiro!). É também o homem que, nos jogos que dirigiu do FC Porto esta época, expulsou sempre um jogador adversário. Expulsa, aliás, jogadores com bastante facilidade, excepto... Felipe (que deixou terminar a partida com o Moreirense, no Dragão). É ainda o homem que, em Arouca, não viu um penálti tamanho do estádio (da Luz) sobre Rafa, não mostrou vermelho ao jogador da casa (lá está, nem sempre é tão intolerante, depende das cores), e quase ia sonegando dois pontos aos encarnados.
O Boavista que se cuide. Será como se entrasse a perder. E duvido muito que termine com 11 jogadores.
Sabendo-se que neste jogo o FC Porto estará provavelmente cansado, sabendo-se que a arma do Boavista seria aproveitar esse cansaço com alguma agressividade física, esta nomeação parece - também por isso - ser mais uma habilidade do Conselho de Arbitragem.
Já na passada semana aqui me insurgi contra as nomeações. Infelizmente, tinha razão, e o resultado foi o que se viu. Ou muito me engano ou terei de citar este post novamente.
É oficial: estamos de volta aos anos noventa...

INDIGNAÇÃO!

Apesar do triunfo alcançado em Braga, e da manutenção da liderança do Campeonato, confesso que, no domingo à noite, senti uma enorme preocupação.
Independentemente dos resultados, o que se passou nos estádios em que se lutava pelo título não pode ser branqueado. O Benfica ganhou, mas o golo de Mitroglou não apaga mais uma arbitragem desastrosa, e muito penalizadora para o nosso Clube – algo que, sobretudo de há uns meses para cá, se transformou num hábito.
Dois penáltis por marcar e um golo mal anulado, entre outros erros menores, são matéria mais do que suficiente para estabelecer um padrão: o campo estava inclinado, como esteve nos jogos com o Boavista, com o Moreirense e com o V.Setúbal. Paralelamente, o FC Porto, em vésperas de compromisso europeu, viu a sua equipa simpaticamente guiada até a uma confortável vitória, por uma arbitragem digna dos anos noventa. Como disse o treinador do Tondela, o que ali se viu foi surreal, e é assustador para quem esperava um Campeonato decidido apenas dentro das quatro linhas.
Assusta mas, infelizmente, não surpreende. Quando, no início de Janeiro, os árbitros foram objecto de uma inusitada campanha de intimidação a duas vozes, temi desde logo os efeitos. Eles não se fizeram esperar. Aí os temos. Nas nomeações, e consequentemente nos jogos.

Este Campeonato é muito importante para nós, mas ainda mais importante para o nosso adversário directo. Os últimos quarenta anos ensinaram-nos muito. Alguns dos protagonistas mantêm-se e a falta de pudor também. As pressões metem medo e fazem mossa. Esperar algo diferente é como acreditar no Pai Natal.

17/02/17

RANKING UEFA


15/02/17

TIAGO MARTINS?!? COMO É POSSÍVEL?!?

O árbitro do Moreirense-Benfica, da Taça da Liga, que validou dois golos irregulares à equipa de Inácio. O árbitro que expulsou Rui Vitória. O árbitro que anulou um golo limpo a Mitroglou em Chaves. É este o homem que vai dirigir um dos jogos mais importantes do Benfica na caminhada para o Tetra. Os deuses devem estar loucos. Ou então é o CA.
CA esse que nomeou para o jogo do FC Porto o árbitro que validou... três golos irregulares ao Boavista na Luz.
Poderia dizer-se que, neste estúpido campeonato, Luís Ferreira e Tiago Martins estão empatados 3-3. Veremos no fim-de-semana qual dos dois mostra maior zelo a tentar impedir os objectivos do clube encarnado.
Pobre campeonato! Ricos super-dragões! 

PASSADO E PRESENTE: dois símbolos

1. A chegada de Fernando Chalana à equipa principal do Benfica coincidiu, no tempo, com o meu despertar para o futebol. Ainda muito jovem, já o “pequeno genial” era a estrela que fazia a diferença. Com barbas grandes e um pé esquerdo divinal, trocava os olhos a qualquer defesa. Sempre com um toque de magia, driblava, cruzava e marcava. Todos na escola queríamos ser como ele. Era um ídolo. Era o ídolo.
Para a minha geração – que já não chegou a tempo de Eusébio – Chalana lia-se Benfica. Havia outros (Bento, Humberto, Toni, Shéu, Nené…), mas Chalana era o melhor. Foi ele o “meu” Eusébio.
Na semana passada, Chalana completou mais um aniversário. Para os mais novos, que nunca o viram jogar, é preciso dizer que se tratou de um craque, que facilmente entraria num top-5 dos melhores de sempre do futebol português. Se têm dúvidas, vejam ou revejam o Europeu de 1984.
Devo-lhe muito do meu benfiquismo.

2.Luisão completou esta semana a impressionante soma de quinhentos jogos de águia ao peito. Nessa estatística, só é suplantado por Nené, Veloso e Coluna, figurando à frente de nomes como Eusébio, Simões, Humberto, Shéu e Bento. Anderson Luís da Silva veio para o Benfica em tempos difíceis, quando nada ganhávamos. Quando começávamos a recuperar do período mais negro do nosso historial. Daí para cá fomos crescendo, até atingir o nível gigantesco e ganhador que ostentamos hoje. Luisão foi, dentro do campo, o principal rosto desse processo. Capitão com letra grande, tem o seu lugar assegurado na história do Benfica.


Chalana e Luisão, dois símbolos maiores do Glorioso. Os meus parabéns a ambos!

10/02/17

O ESTADO A QUE CHEGOU O SPORTING (e que os jornais omitem...)

Apesar dos jornais desportivos parecerem mais ou menos domesticados (os meus parabéns ao Saraiva, excelente trabalho!), e pouco falarem do assunto (estão mais preocupados com os jogadores que saíram ou podem sair do Benfica), este é o verdadeiro estado a que chegou o Sporting, num ano em que gastou milhões e mais milhões, sabe-se lá de quem, ou de quando:

FUTEBOL (plantel e treinador mais caros de sempre)
CAMPEONATO: Terceiro lugar a  dez pontos do primeiro, e a nove pontos do segundo. Afastado do título, e do acesso directo à Liga dos Campeões
TAÇA DE PORTUGAL: Eliminado pelo Chaves nos quartos-de-final
TAÇA DA LIGA: Eliminado pelo Vitória de Setúbal na fase de grupos
SUPERTAÇA: Não se apurou para esta, nem se apura para a próxima
LIGA DOS CAMPEÕES: Eliminado na fase de grupos, em último lugar, com cinco derrotas em seis jogos
LIGA EUROPA: Não se apurou, perdendo o acesso em jogo com o Legia de Varsóvia
Em 33 jogos oficiais, perdeu onze, apesar das contratações milionárias (Douglas, André, Spalvis, Castaignos, Markovic, Petrovic, Elias, Meli, Ruiz, etc), e de um treinador cujo salário de nove milhões de euros anuais o coloca entre os mais bem pagos da Europa
EQUIPA B: Está em 20º lugar, abaixo da linha de água, e leva onze jogos consecutivos sem ganhar
CAMADAS JOVENS: Ainda não começaram as fases finais dos campeonatos nacionais de Juniores, Juvenis e Iniciados (nesta última tem o apuramento em risco). Foi o único clube português afastado da Youth League na fase de grupos

HÓQUEI EM PATINS (plantel e treinador mais caros de sempre)
CAMPEONATO: Quarto lugar a oito pontos do primeiro, a seis pontos do segundo, e a cinco pontos do terceiro. Afastado do título, após investimento inusitado, sobretudo no mercado espanhol
LIGA EUROPEIA: Afastado na fase de grupos, logo na quarta jornada, depois de três derrotas. Única das quatro equipas portuguesas afastada nesta fase
TAÇA DE PORTUGAL: Vai ao Dragão na primeira-eliminatória
SUPERTAÇA: Não se apurou

ANDEBOL (plantel e treinador mais caros de sempre)
CAMPEONATO:  Segundo lugar a seis pontos do primeiro. Acabou de perder em casa com o FC Porto por 26-27, depois de estar a ganhar 26-19 (!). Fala-se com insistência em problemas de balneário, devido a gritante amplitude salarial, decorrente de contratações milionárias, e muito acima da realidade portuguesa
TAÇA CHALLENGE: Vai participar nos oitavos-de-final da terceira competição europeia da modalidade. ABC está a disputar a Liga dos Campeões, e Benfica está na Taça EHF (primeira e segunda em importância, respectivamente)
TAÇA DE PORTUGAL: Vai jogar com o Benfica nos quartos-de-final
SUPERTAÇA: Não se apurou

FUTSAL (plantel e treinador mais caros de sempre)
CAMPEONATO: Está no primeiro lugar da fase regular (empatou em casa com o Benfica, e ainda vai à Luz)
UEFA CUP: Apurou-se, em casa, para a final-four, a disputar no Cazaquistão
TAÇA DE PORTUGAL: Passou a primeira eliminatória frente a uma equipa dos escalões secundários
TAÇA DA LIGA: Ainda não começou
SUPERTAÇA: Perdeu com o Benfica (em dois jogos com o rival, não ganhou nenhum)

ATLETISMO (plantel mais caro de sempre)
ESTRADA: Perdeu com o Benfica (apesar da contratação de vários atletas ao rival)
PISTA COBERTA: Ainda não se realizou
CORTA-MATO: Ainda não se realizou
AR LIVRE: Ainda não se realizou

BASQUETEBOL
Não tem (tinha equipa feminina, mas acabou este ano)

VOLEIBOL
Não tem

PAVILHÃO
Estava para ser inaugurado este mês. Parece que vai existir apenas uma pré-inauguração (!?!) simbólica. Espera-se que não haja acidentes, e ninguém fique mal

O próprio leão pode já ter desistido, mas há quem goste muito, mas mesmo muito, de ficar onde está. Como o que a populaça quer é sangue, folclore e voz grossa, e satisfaz-se apenas em fazer cócegas ao Benfica, Bruno de Carvalho vencerá tranquilamente as eleições. Infelizmente, já vi este filme na Luz, com alguém que também gostava muito, mas mesmo muito, de estar onde estava, com populaça, voz grossa, folclore e até algum sangue. Orgulho-me de, então, ter estado convictamente, e na luta, do lado certo da história. Poderão muitos sportinguistas alguma vez dizer o mesmo?

ALERTA AMARELO

Nos próximos cinco dias o Benfica tem dois compromissos de elevado grau de dificuldade, curiosamente ambos diante de conjuntos que vestem de amarelo.
Se no caso do Dortmund é fácil perceber os problemas que a nossa equipa terá de encarar, frente ao Arouca a questão coloca-se sobretudo a outros níveis.
Um Benfica no seu melhor venceria sempre o Arouca. Mas a história diz-nos que as vésperas de jogos internacionais trazem água no bico, e são alçapões onde é preciso muito cuidado para não cair.
Não é fácil abstrair os jogadores da montra profissional que têm de seguida, e concentrá-los numa partida doméstica contra um adversário do meio da tabela – que podem tender a achar se resolverá por si própria.
Nada mais errado. Esse seria o primeiro passo para perder pontos, e perder a liderança do Campeonato. Até porque o Arouca está em crescendo, com sete vitórias nos últimos doze jogos.
Independentemente de todos pretendermos uma boa prestação frente ao Dortmund, importa lembrar que o Benfica já foi duas vezes Campeão Europeu, ainda no ano passado chegou aos Quartos-de-Final da prova, e poderá voltar a fazê-lo em qualquer das próximas temporadas.
Já um Tetra-Campeonato é coisa que nunca, em mais de um século de história, conseguimos alcançar, nem será possível consegui-lo no próximo ano ou nos seguintes.
É essa, pois, a grande prioridade da nossa equipa. E nenhum jogo europeu, por mais belo que seja, por mais apetitoso que pareça, poderá desviá-la do seu foco.
Um Benfica de copo cheio manterá, esta noite, a liderança do Campeonato. Quanto à Champions, o que tiver de acontecer, acontecerá.

08/02/17

OS DEZ PONTOS QUE OS ÁRBITROS TIRARAM AO BENFICA

 2ª JORNADA: Benfica-V.Setúbal, 1-1 (Manuel Oliveira, do Porto)
- Golo irregular do V.Setúbal por duplo fora-de-jogo
-Expulsão perdoada a Vasco Fernandes
-Permissividade ao anti-jogo, com pouco tempo de desconto
RESULTADO REAL: 1-0
PONTOS SONEGADOS: 2



12ª JORNADA: Marítimo-Benfica, 2-1 (Vasco Santos, do Porto)
- Penálti não assinalado sobre Nélson Semedo
- Penálti não assinalado sobre Pizzi
-Penálti não assinalado sobre Salvio
-Golo do Marítimo com falta sobre Ederson
-Vários cartões poupados a jogadores do Marítimo
-Permissividade do árbitro ao anti-jogo, com pouco tempo de desconto
RESULTADO REAL: 1-4
PONTOS SONEGADOS: 3



17ª JORNADA: Benfica-Boavista, 3-3 (Luís Ferreira, de Braga)
- Penálti por assinalar em lance com Gonçalo Guedes
-Golo irregular do Boavista, antecedido de pisão sobre Rafa
- Golo irregular do Boavista por carga nas costas sobre André Almeida
-Golo irregular do Boavista por fora-de-jogo
RESULTADO REAL: 4-0
PONTOS SONEGADOS: 2




19ª JORNADA: V.Setúbal-Benfica, 1-0 (João Pinheiro, de Braga)
- Expulsão poupada a Nuno Pinto
- Vários cartões amarelos por mostrar
-Penálti por corte com as mãos a remate de Mitroglou
-Penálti por assinalar por falta sobre Carrillo
RESULTADO REAL: 1-2
PONTOS SONEGADOS: 3




TOTAL PONTOS ROUBADOS: 10
"Se outros calam, cantemos nós..."

01/02/17

NÃO SÃO BENFIQUISTAS. SÃO...ESTÚPIDOS!

...ou então teríamos o mundo de pernas para o ar.
Uma equipa tri-campeã, que lidera o Campeonato, que está nas meias-finais da Taça, que está nos oitavos da Champions, ser tratada assim, só pode ser coisa de gente completamente estúpida.
Uma coisa é sofrer com as derrotas, outra é  este tipo de comportamento perante aqueles que tanto têm trabalhado por vitórias.
É fácil juntar dez ou vinte idiotas, e fazer este espectáculo. Quem o terá promovido? Fica a dúvida.

OLHAR PARA A FRENTE

1.Neste Campeonato, o Benfica perdeu pontos em cinco jogos. Em quatro deles foi claramente prejudicado pela arbitragem.
Deixemos de parte a ainda precoce segunda jornada. Todas as outras,  Marítimo,  Boavista e V.Setúbal – podíamos acrescentar também a eliminação da Taça da Liga -,  ocorreram na sequência de uma inusitada gritaria lançada pelos rivais, à qual respondemos com silêncio. Silêncio facilmente confundido com cumplicidade. Em linguagem popular: deixámos enfiar a carapuça.
Pode entender-se, e até louvar-se, a bondade da estratégia,  mas está claro, neste momento,  que se tratou de um erro.
Que nos sirva de lição.
Jamais nos poderemos deixar colar aos árbitros (ou às instâncias de arbitragem),  pela simples razão de que eles também não podem,  nem querem, colar-se a nós. Nem nós queremos que o façam.
O que temos é de garantir que a pressão de outros quadrantes não surta efeitos, e não condicione comportamentos. Não podemos permitir que o embuste e a mentira vinguem.
Grande parte das decisões dos árbitros são tomadas instintivamente. Ouvindo barulho só de um lado, é humano que se defendam. Daí, na dúvida, não irão marcar penáltis aos 95 minutos,  sabendo que contam com o silêncio dos eventuais lesados.

2. Pode argumentar-se que as últimas exibições não estiveram ao nível a que nos temos habituado. Mas quem, em Portugal, tem jogado melhor futebol do que o Benfica?
Estamos na frente. As horas difíceis são para os verdadeiros Adeptos. Aqueles que choram. Aqueles que sentem cada derrota como uma facada na alma. É desses que a equipa precisa agora. É esse o nosso desafio.

24/01/17

CONCENTRAÇÃO E UNIÃO

O folclore mediático a que temos assistido no outro lado da Segunda Circular, serve para nos divertirmos, mas não pode desviar-nos daquilo que é essencial.
Importa lembrar que o Benfica não tem dez pontos de avanço. Tem apenas quatro, sobre um adversário que parece estar em crescendo, tanto em futebol jogado, como em ajudas dos árbitros – os últimos jogos têm evidenciado, quer uma, quer outra coisa.
O Campeonato é muito longo. Faltam 16 jornadas, que serão 16 difíceis finais.
Temos dirigentes, estrutura, treinador, jogadores, sócios, adeptos e confiança mais do que suficientes para alcançar os nossos objectivos. Mas só com absoluta concentração lá chegaremos. Qualquer deslize pode ser fatal. Basta lembrar 2013, para se perceber o pouco que valem quatro pontos. Na altura, faltavam apenas três jogos…
É tentador olhar para o lado, e ver um circo de espalhafato, incompetência, irresponsabilidade, gritaria, vazio e fracasso, da parte de quem tanto fez para nos abater. Quase sabe a justiça divina. Têm o que merecem, e julgo que a vida lhes irá correr ainda pior nos próximos tempos.
Devemos, porém, olhar por nós, e para nós. E olhar para a frente, não para os lados.
Nesta caminhada rumo ao “Tetra”, além do FC Porto, o triunfalismo pode ser o mais perigoso adversário do Benfica. Se o deixarmos entrar, estaremos a permitir que o rival nortenho se aproxime com ele.
Não nos inebriemos, pois, com os males de quem ficou lá para trás. Esqueçamo-los. Ignoremo-los. Estão onde, afinal de contas, sempre nos temos habituado a vê-los.
A nossa luta é outra, e vai ser muito dura. Ninguém duvide disso.

20/01/17

CONSELHO A JESUS

Em nome do pouco, ou quase nada, que resta de gratidão pela sua participação, enquanto funcionário do clube, na conquista de títulos do Benfica entre 2009 e 2015, permita-me que lhe dê um avisado conselho: 
Doravante, tenha cuidado com os nós da gravata, com o uso dos guardanapos e talheres em Alcochete, pois neste momento, qualquer pastilha elástica deixada ao abandono pode significar despedimento por justa causa, o que implicaria apenas vir a receber os vários milhões (do seu...leonino contrato) daqui a vários calendários.

19/01/17

MATADOR


9 golos em 8 jogos, sendo que em alguns deles apenas jogou parcialmente.
É o regresso do Diabo Vermelho!

NOTA: Talvez o regresso de Jonas (5 golos em 4 jogos) não seja alheio a estes números.

18/01/17

...SÃO OS ÁRBITROS

Contratações de Bruno Carvalho (2013-2016):

ALAN RUIZ
ANDRÉ
AQUILANI
BARCOS
BRUNO PAULISTA
CAMPBELL
CASTAIGNOS
CISSE
DOUGLAS
DRAMÉ
ELIAS
EWERTON
GAULD
HELDON
JOÃO PEREIRA
JONATHAN
JUG
MAGRÃO
MARKOVIC
MELI
NALDO
PETROVIC
PIRIS
RABIA
ROSELL
SACKO
SARR
SHIKABALA
SLAVCHEV
SPALVIS
TANAKA
VÍTOR
WELDINHO
ZEEGELAAR

CALENDÁRIO DE COMPETIÇÕES - uma ideia

Para concretizar aquilo de que falei no artigo anterior, segue uma proposta de calendário de competições futebolísticas, considerando a temporada 2017-18.
Este exercício demonstra como seria viável um campeonato nacional com 8 equipas a 4 voltas (dois jogos ao sábado, e dois ao domingo, sempre às 16.00 e às 19.00), uma taça de Portugal com os grandes a entrarem desde o início, sempre a uma volta e com sorteio puro, e as competições de selecções no mês de Julho (com uma única convocatória, e muito mais tempo de preparação conjunta). 
O mercado estaria aberto apenas em Junho e Julho. E os meses de Dezembro e Janeiro eram dedicados às taças. 
Era isto que eu um dia gostaria de ver. 
Clique para aumentar