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CLASSIFICAÇÃO REAL

Escrevi a crónica do jogo a quente, praticamente sobre o apito final, e a verdade é que me escapou um lance que na altura, em plena emoção do jogo, não havia revisto devidamente.
Na área portista Hulk cortou com a mão um livre batido sobre a meia-direita. Seria penálti.

FC PORTO-BENFICA
Além desse lance, Olegário Benquerença despistou-se por completo no plano disciplinar, penalizando as duas equipas, mas condicionando sobretudo o Benfica logo na fase inicial, e dizimando-o para o jogo com o Rio Ave.
Conforme já disse, o cartão amarelo mostrado a Di Maria é absurdo, e retira o jogador do jogo final. Também o de Javi Garcia me pareceu exagerado, e também ele fica de fora da próxima e derradeira partida. Não me custa a admitir que o segundo amarelo a Fucile também seja excessivo, mas a verdade é que o jogador deveria ter sido expulso aos 17 minutos, quando, aí sim, fez uma falta que lhe valeria o segundo cartão.
Os restantes amarelos foram bem mostrados, e o lance duvidoso em que Maxi Pereira cai na área também não me parece dar motivos para penálti.
Quanto ao segundo golo do FC Porto, se o mesmo fosse na outra baliza teríamos os Guilhermes Aguiares deste mundo a vociferar por fora-de-jogo, puxando pelo braço, pelo pé ou pelo cabelo dos jogadores para justificar a opinião. Para mim está mais ou menos em linha, e quando assim é o fiscal deve deixar prosseguir o lance.
Resultado Real: 3-2

SP.BRAGA-P.FERREIRA
Num dos serviços informativos da televisão via-se ontem um adepto do Sp.Braga a dizer que o Benfica tinha sido beneficiado pela arbitragem durante todo o campeonato. Não queria acreditar em tamanha imbecilidade, logo vinda dum apaniguado do clube que tem sido, ele sim, levado ao colo até à posição em que está.
Ontem, com um golo obtido em posição de fora-de-jogo, tivemos mais um exemplo da forma como este Sp.Braga consegue muitas das suas vitórias.
Grande influência devem ter Mesquita Machado, António Salvador, Carlos Freitas e/ou Domingos Paciência, para conseguirem tanta protecção para um clube fora do arco dos três tradicionais grandes. Desde o Boavista dos Loureiros que não se via nada assim.
Resultado Real: 0-0

SPORTING-NAVAL
Não vi absolutamente nada sobre este jogo (nem o golo), e socorro-me da crónica de “A Bola” (que fala de uma arbitragem tranquila e sem casos) para a classificação ficar completa.
Resultado Real: 0-1

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 78
FC Porto 62
Sp.Braga 61
Sporting 47

CLASSIFICAÇÃO REAL

De Carlos Xistra espera-se sempre o pior, e na verdade o homem não desiludiu. Se, por absurdo, o Benfica não tivesse ganho o jogo, muita tinta aquele golo validado à Académica iria fazer correr.

SP.BRAGA-LEIXÕES
Dos resumos que vi, só o primeiro golo de Alan poderia oferecer matéria para dicussão. Nas repetições percebe-se que o avançado bracarense está em jogo, pelo que nada haverá a condenar na actuação do árbitro.
Resultado Real: 3-1

ACADÉMICA-BENFICA
O primeiro golo da Académica, que poderia ter condicionado o jogo, é claramente ilegal, e Carlos Xistra, do local onde estava, teria obrigação de ver. Nada assinalou, prejudicando o Benfica.
Ainda na primeira parte Sogou deveria ter visto o segundo cartão amarelo, o que, a acontecer, também teria o seu peso na história do jogo.
Por fim, aos 93 minutos, só Xistra viu uma falta de Maxi Pereira perto da área, que originou um livre perigoso e fez disparar as pulsações dos benfiquistas.
Em benefício do Benfica? Só talvez o cartão amarelo que terá ficado por mostrar ao mesmo Maxi Pereira.
No lance reclamado por Eder não existe qualquer falta.
Resultado Real: 1-3

FC PORTO-V.GUIMARÃES
Um penálti por assinalar a favor do V.Guimarães, e mais uma expulsão perdoada a Bruno Alves, é tudo o que me lembro das incidências deste jogo de tristes. Quanto ao penálti marcado a favor do FC Porto nada há a dizer.
Resultado Real: 3-1

SPORTING-V.SETÚBAL
Um penálti bem marcado, e um outro por marcar (sobre Matias Fernandez) foi aquilo que me ficou deste jogo…de tristes (perdoem-me a falta de originalidade, mas não me ocorre outro termo).
Resultado Real: 3-1

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 75
Sp.Braga 57
FC Porto 56
Sporting 46
PS: No FC Porto-V.Guimarães há de facto um penálti sobre Guarin, que me esqueci de referir. O resultado seria então 4-1. Não altera a classificação real.

CLASSIFICAÇÃO REAL

O derby ameaçava ser quente. Acabou por não o ser tanto como outros, ainda que Costinha o tenha tentado incendiar, numa patética declaração à imprensa que proferiu no final da partida.
Mais não fez, contudo, do que atirar umas lenhas para a fogueira onde, mais tarde ou mais cedo (aposto no mais cedo), ele próprio se irá queimar.
Afinal de contas, para se ser director-desportivo (ou “ministro”) é preciso muito mais do que atar uma gravata ao pescoço ou ter vivido em Monte Carlo.

U.LEIRIA-SP.BRAGA
Não vi o jogo (com o do V.Guimarães/Soares Dias fiquei vacinado até ao fim da época), e pelos resumos não me apercebi de nenhum lance polémico.
Resultado Real: 1-2

RIO AVE-FC PORTO
Também não vi o jogo – com um Real Madrid-Barcelona à mesma hora, só se fosse louco é que perdia tempo a ver Guarins e Alvaros Pereiras.
O único caso de que me apercebi foi um suposto empurrão a Falcão sobre a linha de grande área. Não me pareceu caso para penálti, mas até posso aceitar interpretação contrária.
Para ser franco, já tanto me dá que o FC Porto seja prejudicado ou beneficiado. Para mim passaram à história. Se forem prejudicados, melhor ainda – acho piada quando os vejo nervosos.
Resultado Real: 0-1, 0-2, ou aquilo que vocês quiserem…

BENFICA-SPORTING
Desde que foi apresentado como novo director-desportivo do Sporting, Costinha só tem feito, e dito, disparates. O caso Izmailov é o mais gritante, mas aquando do mais recente derby lisboeta tivemos novo exemplo da manifesta falta de preparação que o homem tem para o cargo que ocupa – coisa com a qual, devo dizer, durmo perfeitamente descansado.
Não se pode dizer que a sua declaração não tenha sido “à Sporting”, mas, pela desfaçatez, e pela inoportunidade, empobreceu a imagem do clube, e ridicularizou-o, sobretudo, a ele próprio. Até porque, dentro daquele registo, o Paulo Bento era bem mais divertido.
Tive pena de Carvalhal. O homem queria falar de futebol, queria justificar a derrota, mas viu-se forçado a falar de arbitragem na flash-interview, como quem paga uma promessa a um santo. Depois, foi cirurgicamente desviado da conferência de imprensa não fosse dar-se o caso de - em fim de contrato e já sem pruridos de agradar ao patrão - poder descair-se a dar os parabéns ao Benfica pela sua justa vitória.
Enfim, coisas a que já estamos habituados, e que me fazem lembrar o velho provérbio “os cães ladram, e a caravana passa”, sendo aqui a caravana, naturalmente, a do Benfica, a caminho do seu 32º título nacional.
Eis os casos do jogo:
- Dois penáltis por assinalar contra o Sporting: um por mão de Carriço, outro por pontapé de Grimi no tornozelo de Cardozo, que obrigou o paraguaio a sair lesionado. São penáltis televisivos (no estádio confesso que não me apercebi), mas são penáltis.
- Carga de ombro legal de David Luíz a João Pereira, em lance reclamado pelos leões.
- Expulsões perdoadas a João Moutinho, Miguel Veloso e Luisão por entradas violentas sobre Ramires, Alan Kardec e Liedson respectivamente.
Com tudo isto, dizer-se que o Benfica ganhou por causa do árbitro é, no mínimo, hilariante. Mas, tudo bem, sabemos que há que encontrar desculpas para os 26 pontos de atraso…Façam pois outra conferência de imprensa! Ou então vão de luto para o próximo jogo! A malta entende.
Resultado Real: 4-0

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 72 (já consagrado campeão)
Sp.Braga 54
FC Porto 53
Sporting 43 (não eram 26, eram 29!)

CLASSIFICAÇÃO REAL

A análise à arbitragem da jornada centra-se naturalmente no fantasmagórico desempenho de Artur Soares Dias no jogo de Braga. De resto, pouco haveria a acrescentar.

SP.BRAGA-V.GUIMARÃES
Toda a actuação do árbitro foi um compêndio de incompetência e desnorte, do primeiro ao último minuto. Desde penáltis mal assinalados e cartões mal mostrados, até decisões revogadas, de tudo se passou. Vejamos os principais casos:
- A alteração da decisão de assinalar o penálti por suposta mão de Moisés vai, indiscutivelmente, de encontro à verdade desportiva. A dúvida que fica é contudo a de se saber de que forma, e por que meios, modificou Soares Dias a sua decisão. Foi o quarto árbitro que viu o lance na televisão? Foi alguém do banco do Braga? Porque não alterou então o juiz também a sua decisão no último, e inexistente, penálti?
- O golo vimaranense foi alvo de protestos, mas não creio que tenha havido qualquer irregularidade.
- Quanto ao primeiro penálti assinalado (o que fez o 1-1), de acordo com o critério que tenho utilizado noutros jogos, creio ter mesmo existido. Já não tenho a mesma opinião sobre a falta que dá origem ao perigosíssimo livre que o antecede, e que só um árbitro empenhado em ajudar uma das equipas seria capaz de assinalar.
- O lance do segundo penálti assinalado deixa-me muitas dúvidas. É verdade que as faltas devem ser assinaladas onde terminam, e que Valdomiro não foi hábil a evitar a má sorte. Mas não me parece que o último agarrão seja suficiente para fazer cair Renteria, e nem tenho a certeza de que o mesmo tenha sido efectuado já no interior da área de rigor. Em todo o caso, o pior ainda estava para vir.
- A polémica em torno do terceiro penálti (que fez o 2-2) surge apenas devido ao cartão vermelho exibido a Rodriguez. Mais um equívoco de Soares Dias, que, de facto, deveria ter ficado em casa. Ele sim, merecia um cartão vermelho tamanho do resto do campeonato.
- O caso mais grave prende-se com o último penálti, assinalado quando passavam já quatro minutos dos noventa. Não existiu qualquer falta, mas o que releva deste lance é a inequívoca vontade de Soares Dias fazer com que o Sp.Braga vencesse o jogo, pois um pénalti inexistente marcado aos 94 minutos de um jogo tão importante não aparece por acaso. Porquê? Só ele saberá, mas já na altura aqui deixei nota da minha estranheza pelo facto de uma arbitragem destas aparecer num momento em que um triunfo bracarense não interessava, nem a FC Porto, nem a Benfica (as duas forças desportivas de maior peso no país). Estávamos habituados a que uns dissessem que o Benfica dominava a arbitragem, outros lembrassem os anos negros do sistema portista. Esta é uma situação nova, em que os Mesquitas Machados (ex presidente da Assembleia Geral da FPF), os Antónios Salvadores, os Carlos Freitas (já muito batido dos tempos dos penáltis de Jardel), os Domingos Paciências (figura do FC Porto de Calheiros, Guímaro e Fortunato) e/ou outros personagens, parecem ter adquirido vida própria, e mostram força para determinar o andamento do campeonato. Uma semana depois do deplorável espectáculo da entrega das insígnias da FIFA de Pedro Proença ao treinador do Sp.Braga, meses depois de uma série negra de jornadas (as iniciais) em que o clube bracarense foi claramente beneficiado pelas arbitragens, eis um novo dado demonstrativo daquilo que parece ser o emergir de um novo sistema, tão podre como o anterior. Não o combatam agora, e depois digam que é tarde demais…
Resultado Real: 1-2

SPORTING-RIO AVE
Não vi o jogo, pois o derby minhoto deixou-me de rastos, e sem vontade de ver futebol até à noite de ontem. O único lance que posso destacar é a expulsão de Izmailov, que me pareceu justíssima.
Resultado Real: 5-0

FC PORTO-MARITIMO
Não tenho conhecimento de nenhum caso polémico. Mas se Radamel Falcão quisesse jogar a Champions do próximo ano, e, num acto de justificado arrependimento, pretendesse voltar aos caminhos da Luz, eu por mim recebê-lo-ia de braços abertos – além de grande jogador, parece-me um profissional irrepreensível, que está manifestamente a mais naquela casa.
Resultado Real: 4-1

NAVAL-BENFICA
Uma possível mão na bola de um defensor figueirense foi o único caso de eventual influência no resultado, aceitando-se contudo diferentes interpretações.
Mas a acção de Elmano Santos (árbitro que me causa sempre alguns arrepios) interferiu no jogo mais do que os resumos possam mostrar. Faltas a meio-campo marcadas e por marcar, corte dos ritmos da partida, dois livres perigosos por faltas inexistentes, e um cartão amarelo estapafúrdio mostrado a Maxi Pereira, que impede o uruguaio de defrontar o Sporting – clube do coração do juiz madeirense.
Embora sejam decisões do âmbito de acção dos assistentes, o primeiro e o quarto golo do Benfica parecem totalmente legais, estando Di Maria e Weldon, respectivamente, em linha com o último defesa da Naval. Infelizmente, a péssima realização televisiva da RTP não permitiu confirmar esta ideia, deixando as suspeitas no ar.
Já que falo na realização televisiva, devo dizer que a mesma não fracassou apenas nas repetições (ou falta delas) dos lances polémicos. Foi deplorável em todos os aspectos do jogo, falhando os timings de mudança de câmara, perdendo o rasto da bola, e cometendo erros primários em série. Que teriam bebido ao jantar?
Resultado Real: 2-5

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 69
Sp.Braga 51
FC Porto 50
Sporting 43

CLASSIFICAÇÃO REAL

Não há muito mais para dizer sobre uma jornada em cujos erros não influenciaram os vencedores das principais partidas. Só nos Barreiros o Sporting poderia ter conseguido um inconsequente ponto. Vejamo-los rapidamente:

MARÍTIMO-SPORTING:
Primeiro golo do Marítimo irregular, por fora-de-jogo do avançado madeirense.
Resultado Real: 2-2

BENFICA-SP.BRAGA:
Já disse o essencial sobre a arbitragem de Pedro Proença, que na dúvida favoreceu sempre o clube treinado pelo seu grande amigo Domingos - sobretudo em diversos livres a meio-campo com que foi empurrando a equipa minhota para a frente -, deixou um penálti por assinalar que nas contas finais pode valer um ponto, e perdoou a expulsão a Renteria, que agrediu Di Maria com um pontapé junto à linha lateral.
É verdade que Di Maria simulou no lance com Filipe Oliveira, mas naquele, foi mesmo agredido pelo colombiano.
Resultado Real: 2-0

BELENENSES-FC PORTO:
O primeiro golo do FC Porto foi marcado em fora-de-jogo, mas como houve depois um outro mal anulado, a coisa ficou em casa.
Resultado Real: 0-3

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 66
Sp.Braga 48
FC Porto 47
Sporting 40

…e com 18 pontos de avanço, com vantagem no confronto directo, o Benfica seria neste momento campeão nacional.
Recorde-se que estão em causa o golo anulado a Luisão em Braga, a mão de Evaldo no mesmo jogo, os dois penáltis do Bonfim (tudo isto com Jorge Sousa), e mais um penálti contra o Marítimo na primeira jornada (corte com a mão nos últimos instantes do jogo), para além de vários benefícios ao Sp.Braga nas primeira jornadas, nomeadamente no Funchal, em Alvalade, e em casa contra o Belenenses.

CLASSIFICAÇÃO REAL

Se a polémica em torno das arbitragens fosse proporcional ao número e à gravidade dos erros cometidos, ao longo de toda esta semana não se falaria noutra coisa. Contudo, sendo FC Porto e Sporting os mais beneficiados nesta ronda, estando afastados da discussão do título, e de algum modo resignados com a forte possibilidade de o Benfica o conquistar, tudo parece bem mais pacificado.

SP.BRAGA-RIO AVE
Só vi os últimos minutos do jogo, e quero acreditar que antes não se tenha passado nada que belisque a sofrida vitória bracarense.
Resultado Real: 1-0

ACADÉMICA-FC PORTO
Arbitragem desastrada de João Capela, cometendo erros graves em série, sobretudo em prejuízo da Académica. Vejamo-los:
- Tudo começa com um penálti por assinalar a favor da equipa de Villas-Boas, por toque de Miguel Lopes no pé de apoio de Sogou.
- O penálti favorável à Académica, as dúvidas que possam subsistir prendem-se mais com a qualidade da transmissão televisiva. É que no meu ponto de vista existe claramente um empurrão pelas costas de Bruno Alves ao avançado estudante, mas a realização televisiva fez o “favor” de omitir os melhores ângulos para se perceber a falta. Um caso que já originou protestos em vários quadrantes.
- Já o penálti assinalado a favor do FC Porto deixa muitas dúvidas. Rui Neréu parece tentar evitar o contacto, e é Falcão que força a queda. Escreveu-se direito por linhas tortas, e o colombiano falhou.
- Pelo meio, creio que o golo do empate portista é ilegal. Não por fora-de-jogo, pois a bola vem de um defesa da Académica, mas por carga de Bruno Alves quando salta com o outro defensor sobre a linha de baliza, impedindo-o com o braço de chegar à bola.
- Há ainda um lance de dúvida envolvendo Ruben Micael, mas parece-me ser o madeirense a forçar a queda.
Resultado Real: um golo ilegal para o Porto, um penálti por marcar para a Académica e temos o resultado ao contrário, 2-1.

SPORTING-V.GUIMARÃES
Em Alvalade, Bruno Paixão e os seus auxiliares não estiveram melhor.
Nunca compreendi como é que Pedro Henriques, que quase não marca faltas, assinalou aquela mão de Miguel Vítor no Benfica-Nacional do ano passado. Da mesma forma, custo a entender que Bruno Paixão, que assinala 40 faltas por jogo, deixe passar em claro duas grandes penalidades claras contra o Sporting, ambas por mão na área (a primeira de Polga, a segunda creio que de Saleiro). A menos que se tratasse de cumprir a missão patriótica de ajudar a motivar a equipa de Carvalhar para o jogo de quinta-feira.
Um dos fiscais-de-linha acompanhou o árbitro no desnorte. No primeiro golo Grimi está em fora-de-jogo, e pouco depois foi anulado um golo a Saleiro com este em posição legal. Se neste último particular as contas se equilibram, com os penáltis que ficaram por marcar o Guimarães poderia ter conquistado um ponto.
E Miguel Veloso ficou por expulsar…
Resultado Real: 3-3

NACIONAL-BENFICA
A mentira choca-me sempre. Mas quando é tão absurda, quando está à vista de todos, quando nem se preocupa em disfarçar-se de verdade, além de detestável torna-se também ridícula.
Miguel Sousa Tavares escreve hoje n’“A Bola” que o golo de Cardozo foi obtido em fora-de-jogo. Ou ele não viu bem as imagens, ou pensa que os leitores não as viram (pelo menos a parte deles que ele tenta enganar). Quando Ruben Amorim faz o passe está para lá da linha de pequena área, e Cardozo está um bom metro atrás dela, pelo que o golo é legalíssimo, e nem Manuel Machado protestou.
Já no lance do penálti parece-me que Paulo Baptista errou. Há falta, mas dá a sensação de ser cometida fora da área, embora na posição em que o árbitro se encontra se perceba o equívoco. É um lance difícil de avaliar, e mais uma vez a realização televisiva poderia ter feito muito melhor. De qualquer modo, o falhanço de Cardozo retirou protagonismo ao caso.
De resto, um livre mal assinalado por alegada mão de David Luíz, e outro por assinalar por corte com o cotovelo de Cardozo, ambos sobre a linha da área benfiquista, e ambos na ponta final do desafio, equilibram-se no deve e haver das equipas.
Resultado Real: 0-1

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 63
Sp.Braga 48
FC Porto 44
Sporting 39

9-1=8

Faltam ainda oito finais. Oito semanas para que se faça justiça à verdade deste campeonato e para que o bom futebol seja premiado. Oito jornadas em que muitas coisas estarão em jogo, mas face às quais este Benfica não dá qualquer sinal de cedência, lançando no ar a questão: quem o poderá parar?
É muito cedo para entrar em euforias, mas não estaria a ser honesto se não confessasse que esta noite comecei a ver o fundo ao tacho.
A superioridade do Benfica sobre os seus adversários é esmagadora, e cada vez mais afirmativa. A diferença pontual vai aumentando, e só um tal Benfica-Sp.Braga, dentro de duas semanas, ameaça um panorama de optimismo absoluto. Se o Benfica não perder pontos na Choupana e ganhar o jogo com o adversário directo, será, com toda a certeza, campeão nacional. E poderá mesmo sê-lo antes ainda da deslocação ao Estádio do Dragão na penúltima jornada.
Diante do Paços de Ferreira os encarnados fizeram aquilo que tinham de fazer. Entraram a matar, realizando vinte minutos plenos de velocidade, intensidade, pressão e capacidade técnico-táctica, ao nível do melhor que se lhes viu esta temporada. Deixaram o adversário à beira do KO, marcando dois golos, e ficando a dever a si próprios outros tantos. Nova goleada parecia vir a caminho.
Acontece que nesta fase da temporada o realismo é uma virtude da qual ninguém pode prescindir. A partir da meia-hora o Benfica baixou o ritmo, fazendo a gestão do jogo que se impunha. Tudo corria dentro do previsto não fosse o golo de William, à beira do intervalo, que veio pôr alguma desordem num guião que desde cedo ficara escrito.
Aquele momento fortuito relançou o jogo, e fez soar campainhas de alarme na equipa encarnada. Até porque, ao contrário do que ocorrera no início da partida, no regresso do intervalo via-se um Paços muito mais seguro, ameaçando discutir o resultado até ao último minuto.
Por alguns momentos a ansiedade tomou conta das bancadas da Luz, mas com um remate feliz de Cardozo tudo voltou ao devido lugar. O Benfica, com os três pontos na mão, geriu então o jogo como quis, não deixando espaço para grandes veleidades ofensivas a um adversário que, ainda assim, nunca desistiu de tentar a sua sorte.
Os números finais acabam por ficar aquém daquilo que o Benfica merecia, mas uma maior diferença de golos seria, por outro lado, demasiado cruel para uma das melhores equipas que passou pela Luz nos últimos tempos.
Individualmente creio que Di Maria, mesmo sem marcar, voltou a ser o melhor em campo, dando sequência ao seu extraordinário momento de forma. Mas também Cardozo, Ruben Amorim e Airton (que agradável surpresa…) estiveram em bom plano.
Soares Dias teve um jogo fácil de dirigir, mas não seguiu um critério coerente na mostragem de cartões amarelos.
Seguem-se duas jornadas que, como disse, poderão definir o campeão. Duas vitórias seguidas e o Benfica poderá começar a encomendar as faixas. E tão bem que elas lhe irão ficar…
PS: Não tendo sido possível introduzir a classificação "real" em tempo útil, deixo aqui um resumo da mesma:
FC PORTO-OLHANENSE: um penálti por marcar para cada lado; 1º golo do Olhanense legal - 2-2
V.SETÚBAL-SP.BRAGA: nenhum dos penáltis reclamados o foi - 0-0
BELENENSES-SPORTING: golo mal anulado ao Sporting - 0-5
BENFICA-P.FERREIRA: nenhum dos penáltis reclamados o foi; falta de Coentrão fora da área por assinalar; amarelos exagerados a Saviola e Di Maria - 3-1
CLASSIFICAÇÃO: BENFICA 60 pts, Sp.Braga 45, FC Porto 44 e Sporting 38

CLASSIFICAÇÃO REAL

Uma jornada que se previa quente acabou por não ter muito que contar em termos de arbitragens, isto se exceptuarmos um golo limpo anulado a Di Maria, ainda assim sem consequências.

SP.BRAGA-OLHANENSE
Impressionante a imensa sorte que a equipa de Domingos voltou a ter, conseguindo o empate no seu primeiro remate à baliza, já depois do Olhanense ter desperdiçado três ocasiões flagrantes para fazer o 0-2 (fazendo lembrar o jogo do Restelo em que o Braga foi massacrado, viu o adversário falhar um penálti, e pôs-se em vantagem, completamente contra a corrente do jogo, nos descontos antes do intervalo).
Mas, enfim, estas são questões que passam ao lado desta rubrica. O árbitro esteve bem, e o único lance com alguma polémica terá sido o eventual fora-de-jogo no terceiro golo minhoto. Aceita-se aí o critério do assistente, e fosse ele qual fosse, a vitória do Braga estava mais ou menos assegurada.
Resultado Real: 3-1

LEIXÕES-BENFICA
O fora-de-jogo assinalado a Di Maria no lance do primeiro golo da noite é um escândalo. Como é possível ver algo que, de todo, não existe, sobretudo quando as instruções são para deixar prosseguir os lances em caso de dúvida. O fiscal-de-linha até estava bem colocado, e com o resultado ainda a zero podia ter arranjado ali um sarilho dos grandes.
Lucílio Baptista não tem culpa, e naquilo que lhe competia fez uma boa arbitragem.
Resultado Real: 0-5

SPORTING-FC PORTO
João Ferreira não fez uma boa arbitragem. Equivocou-se muitas vezes, marcou faltas ao contrário, deixou passar outras em claro, prejudicando indiscriminadamente ambas as equipas. Deixou inexplicavelmente Bruno Alves em campo, quando o central portista tudo fez para ser expulso.
Não parece contudo que tenha tido qualquer influência no resultado. Nos únicos lances polémicos a esse nível, ajuizou bem o reclamado (mas inexistente) penálti sobre Falcão, e foi bem auxiliado no fora-de-jogo assinalado ao mesmo jogador quando este se dirigia isolado para a baliza de Rui Patrício.
Resultado Real: 3-0

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 57
Sp.Braga 44
FC Porto 43
Sporting 35 (com as suas últimas duas exibições, tenho que reconhecer que, mesmo fora das contas do título, merece voltar a este quadro)

CLASSIFICAÇÃO REAL

Como o Benfica já havia jogado, e como o Sporting deixou de fazer parte desta história (e deveria também ficar de parte dos debates televisivos a três, onde neste momento apenas lança a confusão), a análise resume-se esta semana ao jogo do Dragão.
FC PORTO-SP.BRAGA
Olegário Benquerença esteve mal, cometendo erros em desfavor de ambas as equipas. Perdoou duas grandes penalidades ao FC Porto (ambas sobre Mossoró, e uma delas claríssima), mas também perdoou a expulsão a Paulo César quando este atingiu Fucile com uma cabeçada. No entanto, a vitória expressiva do FC Porto não pode ser posta em causa.
Resultado Real: 5-3
CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 54 pontos
FC Porto 43 pontos
Sp.Braga 41 pontos
ADENDA: Não é muito importante para a classificação, mas devo dizer que só depois me apercebi terem ficado mais dois cartões vermelhos por mostrar a jogadores do Sp.Braga: Mossoró (2º amarelo) e Rafael Bastos (entrada assassina perto do final).

CLASSIFICAÇÃO REAL

Se na Luz a arbitragem não se evidenciou particularmente, já o mesmo não se poderá dizer de Matosinhos e Braga. Um penálti por marcar e um golo irregular adulteraram os resultados, penalizando FC Porto e beneficiando Sp.Braga.

PAÇOS DE FERREIRA-SPORTING:
Não vi o jogo, mas pelos resumos não parece ter havido qualquer motivo para polémica.
Devo dizer que estou a ponderar a hipótese de cortar o Sporting desta tabela, uma vez que os seus jogos já não têm qualquer relevância para a luta pelo título. Acho até que os programas de debate televisivo a três deveriam também reflectir sobre o assunto.
Resultado Real: 0-0

BENFICA-BELENENSES:
Carlos Xistra não teve casos difíceis para analisar. Um ou outro erro, uma falta aqui, um amarelo ali, tudo sem qualquer influência no resultado. Não me pareceu existir qualquer grande penalidade a favor do Benfica, conforme tem sido defendido. Ressalvo no entanto que vi o jogo no estádio, e o resumo televisivo a que assisti foi muito curto.
O que me pareceu foi que o fiscal-de-linha do lado dos bancos (não sei o seu nome), passou o jogo todo a tentar prejudicar o Benfica, não assinalando faltas mesmo debaixo das suas barbas, marcando lançamentos laterais ao contrário, deixando passar dois foras-de-jogo e uma bola fora ao Belenenses.
Resultado Real: 1-0

LEIXÕES-FC PORTO:
Estava fora de casa, e a dada altura, esbarrando num aparelho de televisão, tive oportunidade de ver um pouco do jogo de Matosinhos. Faltavam dois ou três minutos para os noventa, e o resultado entusiasmou-me para assistir ao resto. Sem ter visto a totalidade do jogo não poderei condenar Bruno Paixão por ter dado 6 minutos de compensação, o que talvez constitua recorde da temporada. Mas não deixei de estranhar. Mais chocado fiquei quando passaram os seis minutos, os sete minutos, e o árbitro não apitava. Não sei o que se terá passado de tão demorado que justificasse tanto tempo concedido.
Só depois, nos resumos, vi o penálti sobre Ruben Micael. O lance não deixa dúvidas e há portanto que atribuir dois pontos ao FC Porto.
Resultado Real: 0-1

SP.BRAGA-MARÍTIMO:
Num momento crucial do campeonato, o Sp.Braga voltou a ser beneficiado, como já o fora na fase inicial da época. O golo da vitória nasce de uma irregularidade, pois a bola saiu do campo antes do cruzamento de Filipe Oliveira. O que mais choca é a proximidade do fiscal-de-linha, que incrivelmente não assinalou o lançamento lateral que se impunha.
Resultado Real: 1-1

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 54 (+1 jogo)
Sp.Braga 41
FC Porto 40
Sporting 31

CLASSIFICAÇÃO REAL

Quando se falha um penálti no último minuto, acaba por soar mal qualquer queixa a respeito de outros penáltis que possam ter ficado por marcar. Mesmo assim há que dizer que em Setúbal, além do que Cardozo desperdiçou, mais dois deveriam ter sido assinalados, e provavelmente o Benfica não os falharia todos.

SPORTING-ACADÉMICA:
Os leões têm razão de queixa de uma grande penalidade por marcar (sobre Saleiro) já na ponta final do desafio. Daria o empate.
Resultado Real: 2-2

V.SETÚBAL-BENFICA:
É verdade que o assistente invalidou um golo limpo aos sadinos, num lance muito rápido que só a repetição televisiva esclarece. Mas naquilo que dependeu da decisão de Jorge Sousa, o Benfica foi francamente prejudicado.
A mão de Zoro, no meu ponto de vista, é razão para grande penalidade, embora o lance seja difícil de ajuizar. Já o derrube a Di Maria é uma falta clamorosa, que só um cego é que não vê. Dois penáltis que certamente alterariam o destino do jogo.
No lance do último minuto Jorge Sousa já não tinha alternativa. Ao terceiro teve mesmo de apitar, mas, altamente pressionado pelo momento do jogo, Cardozo acabou por falhar.
Resultado Real: 2-3

FC PORTO-NAVAL:
Jogo praticamente sem casos.
Resultado Real: 3-0

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 51 (+1 jogo)
Sp.Braga 37 (-1 jogo)
FC Porto 37
Sporting 30

CLASSIFICAÇÃO REAL

À medida que o campeonato vai entrando na sua fase decisiva, cada erro de arbitragem assume também maior relevo. Por esse ou por outro motivo, a verdade é que nas últimas quatro jornadas temos visto sucessivos erros grosseiros a favorecer o FC Porto, permitindo-lhe manter-se artificialmente na luta pelo título.
Primeiro foi o penálti de Rodriguez na Luz, depois foi a expulsão ridícula de Djuricic, seguiu-se o golo de Falcão com a mão e a expulsão de Ozeia, e agora uma vergonhosa arbitragem de Carlos Xistra, que tudo decidiu no jogo da Choupana. Um ou outro fora-de-jogo difícil de apurar não pode chegar para branquear aquilo que os juízes têm feito dentro do campo para proteger os dragões de uma queda a pique. Será suficiente para ainda os levar ao título como noutras eras ? O futuro dirá, mas os sinais de preocupação são evidentes.

SP.BRAGA-SPORTING:
Uma boa arbitragem de João Ferreira, praticamente sem casos para analisar. Um lance duvidoso na área do Sporting, logo nos minutos iniciais, foi bem ajuizado.
Resultado Real: 1-0

NACIONAL-FC PORTO:
Que dizer que um jogo equilibrado, em que não é assinalada uma grande penalidade para uma das equipas, e pouco depois, ainda com o resultado em branco, é marcada uma outra, inexistente, favorecendo a outra equipa, e originando a expulsão (naturalmente injusta) de um jogador?
Como Manuel Machado disse, esta foi já uma situação repetida. Não bastava a contratação do melhor jogador do Nacional, que se estreou contra a antiga equipa (dentro das leias, mas à margem de toda a razoabilidade e lógica), e ainda tinha de aparecer um árbitro como Xistra para ajudar o FC Porto a sair da crise.
Em caso de derrota, os portistas ficavam a 9 pontos do primeiro lugar. Jogar na Choupana é tradicionalmente difícil, e desfalcados de Bruno Alves, Raul Meireles e Hulk tornava-se altamente perigoso. Percebe-se bem a importância da ocasião. Percebe-se tudo.
Resultado Real: 1-3

BENFICA-V.GUIMARÃES:
Elmano Santos esteve mal, equivocando-se várias vezes na marcação de faltas, quase sempre em prejuízo do Benfica. É verdade que o seu maior erro beneficiou os encarnados, quando Javi Garcia atingiu um adversário na área, o que daria penálti e expulsão, mas também ficaram dúvidas sobre uma mão de um defesa vimaranense ainda na primeira parte, admitindo-se contudo que tenha sido involuntária.
Resultado Real: 3-2

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 45
Sp.Braga 37
FC Porto 34
Sporting 29

CLASSIFICAÇÃO REAL

Como tem sido norma nos últimos tempos, nesta jornada não irá faltar matéria para discussão. Se em Alvalade não houve casos, nos jogos dos três primeiros classificados verificaram-se erros, alguns deles graves.

FC PORTO-P.FERREIRA
O técnico portista queixou-se de um golo mal anulado, mas a verdade é que o maior beneficiado da arbitragem de Rui Costa (olha quem) foi o FC Porto, senão vejamos: Belluschi deveria ter sido expulso, e a Bruno Alves também não ficaria mal um cartãozinho vermelho; a expulsão do jogador pacense perto do final foi injusta e o perigoso livre mal assinalado; o golo de Falcão foi obtido com a mão, por muito que a Sport Tv o possa ter tentado esconder.
É verdade que o golo anulado ao FC Porto foi um erro, sendo aí a responsabilidade do assistente. Todas as outras decisões erradas favoreceram os dragões, pelo que as palavras de Jesualdo Ferreira são tão absurdas como as do seu chefe há uns dias atrás.
Resultado Real: 1-1

SPORTING-NACIONAL
Não vi o jogo todo, mas não tenho conhecimento de qualquer caso de arbitragem.
Resultado Real: 3-2

ACADÉMICA-SP.BRAGA
Lucílio Baptista voltou a errar, e em dose dupla. Não marcou um penálti existente a favor do Sp.Braga, e depois compensou essa decisão com a marcação de um outro que não existiu. Dois erros, que mancham claramente o seu trabalho em Coimbra.
No lance do segundo golo esteve bem.
Resultado Real: 0-2

MARÍTIMO-BENFICA
Conforme já tinha escrito, creio que houve dois penáltis por assinalar na partida dos Barreiros. Um por mão de Maxi Pereira, outro por falta sobre Aimar, porventura também em forma de compensação.
Terá também ficado por expulsar João Guilherme, que pontapeou Eder Luís, impedindo com isso um ataque perigoso ao Benfica. O facto do Marítimo já se encontrar nessa altura reduzido a nove, pesou seguramente na decisão de João Ferreira.
Quanto às outras expulsões não há muito que dizer. Uma é clara (a do penálti), na outra só o árbitro e o próprio Olberdam saberão em rigor o que se passou. Recordo que o mesmo João Ferreira já tinha expulsado dois jogadores do Nacional no jogo da terceira jornada no Estádio do Dragão, um deles também por palavras, pelo que não se poderá dizer que não manteve os critérios.
O lance do terceiro golo levanta alguma polémica pelo momento da reentrada de Di Maria em campo, depois de receber assistência. Há uma repetição que mostra o instante em que o árbitro dá ordem de entrada ao jogador, e vê-se que a bola está a ser jogada precisamente do outro lado. Sinceramente não sei se as leis do jogo permitiriam interromper o lance à posteriori, uma vez que o argentino tirou claramente vantagem de uma situação que João Ferreira naturalmente não previa. É um caso que deixo para os especialistas. Seja como for, já havia 0-2, e o Benfica jogava contra dez.
Resultado Real:1-6

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 42
Sp.Braga 34
FC Porto 31
Sporting 29

CLASSIFICAÇÃO REAL

Jornada em que todos ganham torna-se sempre mais pacífica. Há no entanto erros que não podem passar em claro, e a expulsão de Djuricic entra directamente para a galeria dos mais escandalosos deste campeonato.

SP.BRAGA-NACIONAL
Não me recordo de casos de relevo.
Resultado Real: 2-0

SPORTING-LEIXÕES
Também não me recordo de lances polémicos, a não ser talvez um possível cartão por mostrar a João Pereira.
Resultado Real: 1-0

RIO AVE-BENFICA
Para além do constante festival de apito de Bruno Paixão, que estraga qualquer bom jogo de futebol, há apenas que mencionar dois lances, ambos na primeira parte, e ambos na área do Benfica: um duelo entre um avançado vilacondense e Miguel Vítor, e o livre indirecto assinalado por Quim ter agarrado a bola duplamente.
Quanto ao primeiro caso deve dizer-se que, de facto, existe contacto, mas o toque é tão ligeiro que não pode provocar a queda de ninguém. Esteve bem o juiz setubalense ao não apitar para penálti, ainda que Miguel Vítor deva ter mais cuidado e situações futuras, pois árbitros como este são muito bem capazes de descobrir ali uma falta.
O lance de Quim é mais difícil de analisar, e já ouvi a especialistas interpretações distintas. Eu não marcaria nada, mas aceito que o árbitro tenha tido a percepção de que o guarda-redes do Benfica já agarrara a bola uma primeira vez.
Resultado Real: 0-1

FC PORTO-U.LEIRIA
Foi um jogo cheio de casos, com dois golos anulados, um golo irregular, e um outro a deixar dúvidas, uma expulsão ridícula, e um penalti (e nova expulsão) nos últimos instantes.
De tudo isto, creio que o árbitro cometeu dois erros graves, enquanto o seu auxiliar terá cometido um.
A expulsão de Djuricic dispensa comentários, e só no Estádio do Dragão seria possível ver semelhante coisa. Lembrei-me de um lance idêntico, há uns anos atrás, em que Carlos Xistra fez a mesma gracinha (salvo erro com o Marítimo), assinalando então penálti por ter sido dentro da área.
Mas também o terceiro golo do FC Porto resulta de uma falta, pois Rolando apoia-se claramente nos ombros do adversário para conquistar a bola nas alturas.
Quanto ao erro do assistente, ele terá ocorrido no segundo golo anulado, lance em que Farias parece estar em linha com o último defensor leiriense. Ainda assim as imagens não esclarecem na totalidade, devendo todavia ter sido seguida a máxima de, em caso de dúvida, beneficiar o ataque.
Quanto ao resto, as decisões foram genericamente acertadas.
Resultado Real, retira-se um, acrescenta-se outro: 3-2

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 39
Sp.Braga 31
FC Porto 30
Sporting 26

CLASSIFICAÇÃO REAL

Jornada de clássico é quase sempre jornada de polémica. Este não fugiu à regra, ainda que a superioridade do Benfica e a justiça da sua vitória, de tão clara e evidente, tenha contribuído para dissipar grande parte da discussão.

P.FERREIRA-SP.BRAGA
Não vi o jogo, nem me chegou nota de qualquer erro com influência no resultado
Resultado Real: 0-1

NAVAL-SPORTING
Pelo resumo percebe-se que há um penálti sobre Saleiro, cometido pelo guarda-redes da Naval. Julgo não terem existido mais casos graves.
Resultado Real: 0-2

BENFICA-FC PORTO
No clássico os casos foram muitos, e os erros também.
No aspecto disciplinar ficaram por mostrar cartões amarelos a Falcão, César Peixoto, Fernando e Javi Garcia, conquanto que os exibidos a Saviola e David Luíz pecaram por excesso. Mas o caso mais grave foi a expulsão perdoada a Cristian Rodriguez, num lance digno de artes marciais, que não se percebe como não foi devidamente punido.
Quanto aos erros técnicos, o mais grave teve o mesmo protagonista. Cristian Rodriguez cometeu um dos penáltis mais claros de todo o campeonato, que só o condicionamento a que Lucílio Baptista estava sujeito (Taça da Liga, etc) evitou que fosse assinalado. Eis um dos motivos pelos quais esta nomeação não era compreensível. Não teve consequências porque o Benfica ganhou o jogo, mas se porventura o FC Porto empatasse nos últimos minutos, tínhamos o caldo entornado, e bem entornado.
Quanto aos outros lances reclamados, não parece existir motivo para falta: Peixoto tenta apenas cobrir a bola de Hulk, e Cardozo vê a bola tocar-lhe no braço sem que faça qualquer movimento para isso.
O golo é precedido de um lance irregular, é certo, mas se contarmos (e eu contei), a bola toca em quatro jogadores portistas, desde o momento do calcanhar de Urreta até ao remate final de Saviola. É pois abusivo considerar que esse fora-de-jogo influiu directamente no golo. Se formos por aí, qualquer erro do árbitro nos primeiros minutos condiciona todo o desenrolar do jogo daí em diante. Quando David Luíz cruza, a defesa do Porto está colocada (depois de ter afastado o perigo anterior), é um novo ataque, é um novo lance, e então Saviola aparece em jogo para marcar.
Maxi Pereira está caído sobre a linha de golo, e se alguma interferência poderia ter, essa seria evitar o golo do Benfica caso a bola lhe embatesse.
Resultado Real: 2-0 (considerando o penálti de Rodriguez)

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 36
Sp.Braga 28
FC Porto 27
Sporting 23

CLASSIFICAÇÃO REAL

À semelhança do que ocorrera em Braga, e do que vai ocorrer em mais alguns estádios do país, tudo foi preparado ao milímetro para que o Benfica perdesse pontos em Olhão. A dúvida que fica é se o talento é suficiente para ganhar a liga portuguesa, mas na verdade, no que diz respeito à arbitragem, desta vez nem há muitas queixas a fazer.

SPORTING-U.LEIRIA
O caso mais grave desta partida foi o golo mal anulado ao União de Leiria, por pretenso, mas inexistente, fora-de-jogo do avançado Cássio. Seria o 0-2, numa fase crucial da partida. Felizmente deste erro do auxiliar não resultou qualquer consequência em termos de pontos.
Resultado Real: 0-2

OLHANENSE-BENFICA
Diga-se, antes de mais, que foi um jogo complicadíssimo de dirigir. Cheio de casos, de lances de dúvida, de indisciplina, de agressões, de conflitualidade e de tensão. Não quereria estar na pele do árbitro, que se viu e desejou para manter o seu trabalho equilibrado, o que, é justo dizer, conseguiu. Vamos aos casos.
Três dos quatro golos da partida são passíveis de discussão:
- O primeiro do Olhanense por resultar de um livre, a meu ver, inexistente. Não creio que haja qualquer falta, mas entendo que, no estrito critério seguido pelo árbitro, este lance não tenha escapado ao seu apito.
- O segundo do Olhanense deixa dúvidas quanto à regularidade da posição do dianteiro Toy, mas aceito que o assistente tenha seguido a lei, beneficiando quem atacava.
- O mesmo é válido para o golo de Nuno Gomes, em que o avançado benfiquista tanto pode estar em linha, como milimetricamente deslocado, não havendo imagens que comprovem definitivamente nem uma nem outra hipótese.
Pior que estes casos, foi o total desvario em que alguns jogadores incorreram. Djalmir, Di Maria e Miguel Garcia foram bem expulsos, mas tanto Rui Duarte (uma entrada selvática que se ficou com um cartão amarelo), como David Luíz, podiam também ter ido tomar banho mais cedo. Quanto a Cardozo, só poderia ser expulso caso Anselmo também o fosse, pois ambos fizeram exactamente a mesma coisa, aceitando-se o cartão amarelo. No global das decisões, erro para aqui, erro para ali, descontando o grau de dificuldade do jogo, haverá que absolver o árbitro Soares Dias, que apesar de ser portista e antigo detentor de cativo no Estádio das Antas, me parece ser dos menos maus que por aí anda.
O que resulta também deste jogo é mais uma elucidativa demonstração das verdadeiras motivações que algumas equipas têm para ganhar ao Benfica. A violência dos jogadores do Olhanense posta na disputa de cada lance, as provocações constantes, o ambiente de tensão criado no relvado, é apenas uma repetição daquilo que se viu em Braga, e daquilo que se verá em Vila do Conde, em Setúbal, em Matosinhos, em Coimbra e por aí fora. Resta saber se o Benfica tem capacidade mental para suportar este tipo de abordagem, e a avaliar pelas reacções de Di Maria, David Luíz e do próprio Cardozo, fico com sérias dúvidas em responder afirmativamente. Depois há também que voltar a falar de alguma debilidade físico-atlética, que neste tipo de partidas vem claramente ao de cima. Mas isso é assunto para outra ocasião.
Resultado Real: 2-2

SP.BRAGA-NAVAL
Não vi o jogo, nem tomei conhecimento de qualquer caso de relevo.
Resultado Real: 0-0

FC PORTO-V.SETÚBAL
A avaliar pelos resumos, há apenas que referir um lance de possível grande penalidade por derrube a Hulk. Nos largos critérios de Pedro Henriques não cabem faltas deste tipo (apenas bolas nas mãos de jogadores caídos no chão e de costas), mas de qualquer forma, desconfio sempre deste tipo de prejuízos, com os jogos já resolvidos e em vésperas de clássicos. Seja como for, há que dar mais um golo ao FC Porto.
Resultado Real: 3-0

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 33
FC Porto 27
Sp.Braga 25
Sporting 20

CLASSIFICAÇÃO REAL

V.GUIMARÃES-FC PORTO
- O primeiro golo do Porto é limpo, embora na primeira imagem me tivessem ficado dúvidas. Na verdade, Belluschi apenas corta a bola, e só a fragilidade física de Nuno Assis o faz cair.
- No golo de Bruno Alves não há imagens que provem que o central portista esteja ou não off-side. Benefício da dúvida para Jorge Sousa.
Resultado Real: 1-4

LEIXÕES-SP.BRAGA
Não vi o jogo, nem qualquer resumo para além dos dois golos. Nota apenas para mais uma lamentável exibição do titular da Selecção Nacional.
Se Queiroz não gosta de Quim, que ponha, ao menos, o Rui Patrício. Este abutre é que não!
Resultado Real: 1-1

BENFICA-ACADÉMICA
- Existe um penálti cometido por David Luíz, já na segunda parte (puxão de camisola a Eder), que o árbitro, encoberto pelo jogador da Académica, não conseguiu ver.
- Nos outros dois lances reclamados, eu nada marcaria. Nem na rasteira a Ramires, ainda antes do primeiro golo (quanto a mim involuntária), nem no corte de David Luíz para canto, em que toca também no pé do adversário. Esta última situação é aliás típica de jogos à chuva, e o árbitro tem de tomar em atenção essa enorme condicionante.
Mas não deixo de notar a campanha que está a ser feita em torno de David Luíz, como se fosse um jogador violento (como Bruno Alves), ou como se gozasse de alguma impunidade (como Bruno Alves). Se ele terminar o campeonato com quatro ou cinco lances para vermelho directo, e apenas três amarelos mostrados (como Bruno Alves na época passada), então poderemos comparar as situações.
- Só a má fé anti-benfiquista permite pretender que Cardozo pudesse alguma vez ser expulso por um lance em que se limita a abrir os braços para tomar altura, sem ter a menor intenção de agredir ninguém. Ele foi, de resto, o primeiro a pedir desculpa ao adversário, e a solicitar assistência médica. Não basta um braço tocar numa cara para termos uma agressão.
Resultado Real: 4-1

V.SETÚBAL-SPORTING
-A expulsão de André Pinto é um escândalo. Não tanto a simulação da queda, pois muitos jogadores o fazem, e percebe-se que, no calor do jogo, haja uma tendência para procurar benefícios. O que choca é a forma como João Moutinho grita e chora sem ninguém lhe ter tocado, e creio que este comportamento mereceria atenção por parte da Comissão Disciplinar da Liga.
O capitão do Sporting é um jogador que admiro (é benfiquista de pequenino…), cheguei a viver perto dele (ainda ele era júnior), e lembro-me vagamente do seu pai jogar nos juniores do Benfica. É um profissional exemplar, e talvez o único jogador do Sporting que gostaria de ver no meu clube (coisa a que ele não fecha a porta, como é público). Mas não se pode ser tolerante com uma atitude de tão gritante cinismo. Um joguinho de suspensão não lhe ficaria mal.
- O lance do segundo golo é irregular. Antes de mais porque a bola, chutada por Nuno Santos, estava fora do campo. Mas também a lei do fora-de-jogo não terá sido bem interpretada.
É um lance complexo, que poderia figurar num teste para novos árbitros. Por um lado, o fora-de-jogo só deve ser assinalado quando o jogador se faz ao lance, e, quando o assistente levanta a bandeira, Liedson desiste da bola. Mas, por outro lado, o mesmo Liedson vem mais tarde a beneficiar da sua posição para marcar o golo. Enfim, é algo que deixo aos especialistas de arbitragem, na certeza porém de que a irregularidade do lance não se esgota nessa interpretação.
Resultado Real: 0-1

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 32 (prejudicado em 3 pts)
Sp.Braga 24 (beneficiado em 5 pts)
FC Porto 24 (beneficiado em 2 pts)
Sporting 20 (prejudicado em 2 pts)

CLASSIFICAÇÃO REAL

De um clássico como um Sporting-Benfica, espera-se sempre alguma polémica em torno do trabalho do árbitro. São jogos de grande impacto mediático, qualquer lance é analisado à lupa, e sabe-se da propensão que existe em Alvalade para a lamúria.
Desta vez, não só não houve golos, como os casos polémicos são meramente residuais, daqueles que qualquer jogo, de qualquer campeonato ou qualquer divisão sempre trazem consigo. Um empurraozinho aqui, um cartão amarelo ali, enfim, o normal num jogo de futebol.

SPORTING-BENFICA
O erro mais grave de Pedro Proença foi a não marcação de um livre perigoso a favor do Benfica, por corte de Polga com a mão à entrada da área, em lance que deveria ter custado ao central brasileiro o segundo cartão amarelo.
Pediu-se o vermelho directo a Adrien num lance com Saviola, mas honestamente creio que, até pela zona do terreno onde o lance se deu, o cartão amarelo se ajusta na perfeição. Contudo, o amarelo mostrado deveria ter sido o segundo, uma vez que o mesmo jogador passara impune a um lance com Ramires, que também justificava acção disciplinar.
Admito que David Luíz pudesse igualmente ter visto a cartolina mais cedo, acabando por ser admoestado já perto do final da partida.
No lance entre o mesmo David Luíz e Liedson, ainda na primeira parte, o que está em causa é a diferença de poder físico dos dois jogadores. É claro que, quando se marcam faltas como Jorge Sousa fez em Braga - no lance do golo anulado a Luisão - também haverá naturalmente quem as queira ver marcadas em lances como este, sobretudo se forem contra o Benfica. Daí até existirem…
Resultado Real: 0-0

FC PORTO-RIO AVE

De Paulo Costa não se poderia esperar outra coisa que não uma ajudinha ao seu clube de sempre. Desta vez foi um penálti, ajuda preciosa que Falcão desperdiçou, mas que não pode mesmo assim ser apagado da história do jogo. Além disso poupou cartões amarelos por simulação a Fucile e a Hulk, num jogo em que os jogadores do FC Porto pareciam estar particularmente instruídos para, sempre que possível, cair na área.
É incrível como ainda ninguém impediu este indivíduo de arbitrar, deixando-o comportar-se, ao longo de anos a fio, como um verdadeiro comissário do FC Porto dentro das quatro linhas. Felizmente está a terminar a carreira, mas arbitragens como esta, como a do ano passado no Sp.Braga-FC Porto, como a de há dois anos num Benfica-Leixões, como a de há quatro num E.Amadora-Benfica, entre muitas outras, ficam na retina dos adeptos, e pintam este árbitro de cores francamente douradas.
Resultado Real: 2-1

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 29 pts
FC Porto 21
Sp.Braga 20 (-1 jogo)
Sporting 17

CLASSIFICAÇÃO REAL

Talvez esta tenha sido, até agora, a mais pacífica jornada da Liga em termos de arbitragem. Mesmo perdendo (FC Porto e Sp.Braga) e empatando (Sporting), nenhum dos derrotados da jornada tem ponta por onde se agarrar. Na Luz também não houve muita coisa a registar.

V.GUIMARÃES-SP.BRAGA
O único lance duvidoso que recordo desta partida foi uma mão de Evaldo dentro da área (a segunda em duas jornadas consecutivas) que ficou por sancionar. Não teve influência no resultado, mas não deixa de ser sintomático da protecção de que a equipa bracarense tem desfrutado ao longo de quase todo o campeonato, com a excepção daquele golo de João Tomás em Vila do Conde.
Resultado Real: 2-0

MARÍTIMO-FC PORTO
Podia ter sido mostrado um cartão vermelho a um jogador do Marítimo (Rodrigo, salvo erro). Perto do fim, Falcão, partindo de fora-de-jogo, poderia ter empatado a partida. Dois erros que não chegam para manchar um trabalho globalmente positivo de Paulo Baptista.
Resultado Real: 1-0

RIO AVE-SPORTING

Ficaram-me dúvidas no penálti assinalado a favor do Sporting. O ângulo da imagem televisiva não é o melhor, e não se percebe se o defensor vilacondense ajeita ou não a bola com o braço. De qualquer forma, na dúvida, benefício para o árbitro.
Devo dizer também que o primeiro cartão amarelo a Carriço me pareceu exagerado, ainda que, noutro lance, o mesmo jogador o pudesse já ter visto anteriormente.
Tal como no Funchal, também neste jogo um off-side por assinalar poderia ter comprometido a actuação do árbitro. A falta de jeito de Caicedo (que salvaguardando as diferenças de cor e de cabeleira, me faz lembrar eu próprio a jogar), encarregou-se no entanto de escrever direito (se é que se pode dizer tal coisa) por linhas tortas.
Já ouvi falar de um possível penálti de André Marques (outro “talento”…) sobre Bruno Gama, mas honestamente não me recordo do lance. Se for caso disso, corrigirei mais tarde a pontuação.
Resultado Real: 2-2

BENFICA-NAVAL

Um jogo praticamente sem casos serviu para Lucílio Baptista se reconciliar com o apito.
Não deixou de cometer pequenos erros, como a não marcação de um livre perigoso em posição frontal por falta sobre Fábio Coentrão, ou um lançamento ao contrário. Mas globalmente esteve bem.
Um lance de área, em que David Luíz apareceu estatelado no chão, deixou dúvidas no estádio. Vendo as imagens, verifica-se que não há de facto razão para penálti.
Uma carga de ombro de Maxi Pereira sobre Marinho tem levantado alguns murmúrios no pós-jogo, mas apenas por parte daqueles que sentem necessidade de encontrar subterfúgios para todas as vitórias do Benfica (sejam por 1-0, 6-1 ou qualquer outra margem). Ninguém da Naval reclamou, o que é revelador. É verdade que existiram tempos em que lances desta natureza eram motivo para penálti, sobretudo se no Estádio das Antas, a favor do FC Porto. Foi nos anos noventa, quando até Lourenço Pinto foi presidente do conselho de arbitragem, e quando, por via desses e de outros comissários, Pinto da Costa alicerçou a hegemonia portista no futebol português. Há quem tenha ficado mal habituado…
Resultado Real: 1-0

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 28
Sp.Braga 20
FC Porto 18
Sporting 16
Penálti assinalado contra o Marítimo (Soares Dias, do Porto), golo de Luisão validado em Braga (Jorge Sousa, do Porto), e o título estaria praticamente entregue…

CLASSIFICAÇÃO REAL

O jogo de Braga vai ficar nos registos desta edição da Liga como aquele em que, até agora, maior influência da arbitragem se fez sentir. Um verdadeiro tratado de manipulação, a lembrar os velhos tempos de Lourenço Pinto, irmãos Calheiros e José Guímaro.
Mas também em Alvalade há coisas para contar.

FC PORTO-BELENENSES
Na passada sexta-feira, à hora do jogo do FC Porto, estava eu a ver uma belíssima peça de teatro, coisa que nunca trocaria por uma qualquer partida daquela equipa. O espectáculo terminou já perto da meia-noite, pelo que só quando cheguei a casa tomei conhecimento do resultado pelo teletexto – meio pelo qual, curiosamente, também me foram dadas a conhecer as derrotas portistas da época passada frente a Naval e Leixões.
Não sendo supersticioso, não garanto que não volte a esperar tranquilamente pelo fim do próximo jogo do FC Porto, para só depois consultar o resultado no teletexto. Não sei se o farei, mas ficar quase duas horas a ouvir cornetas e cânticos ofensivos, e a ver Brunos Alves e Rolandos, não é provável que aconteça.
Vale isto por dizer que pouco ou nada sei do que se passou no Dragão, pois apenas vi um resumo muito rápido, com três ou quatro lances, e quase sem repetições. Deu para perceber que há um golo duvidosamente anulado ao FC Porto, mas terei de rever o lance para me poder pronunciar.
Por enquanto o resultado real mantém-se: 1-1

SP.BRAGA-BENFICA
Logo num dos primeiros lances, ficou por mostrar um cartão amarelo a Cardozo. Conhecendo Jorge Sousa, confesso que fiquei espantado. Mas não seria necessário esperar muito tempo para perceber que, afinal, tudo iria voltar à "normalidade".
Veja-se:
- Dois livres perigosos perdoados por mão na bola de jogadores do Sp.Braga perto da sua área;
- Em cerca de vinte minutos estavam amarelados David Luíz (este não se percebendo porquê), Fábio Coentrão e Javi Garcia, precisamente os três elementos preponderantes nas transições defensivas do Benfica, e logo, mais atreitos a ter de cometer novas faltas;
- Golo limpo anulado a Luisão;
- Lance duvidoso de penálti que originou cartão amarelo para…Saviola, que foi efectivamente tocado no joelho pelo defesa do Sp.Braga;
- Pontapé de canto subtraindo ao Benfica, num lance em que Ramires não toca na bola antes dela sair pela linha de fundo, impelida por um jogador bracarense;
- Expulsão de Cardozo (melhor goleador do Benfica e do campeonato) depois de ter sido agredido três vezes, nada acontecendo a Ney, Eduardo, Mossoró e outros elementos do staff bracarense, todos tomados por uma loucura própria de quem não está totalmente em si;
- Segundo cartão amarelo perdoado a João Pereira nos minutos iniciais da segunda parte, depois de falta exactamente igual à de Fábio Coentrão no lance do primeiro golo;
- Corte com a mão de Evaldo cerca dos 60 minutos de jogo sem correspondente marcação de penálti;
- Amarelo por mostrar a Rodriguez por falta exactamente igual à de Javi Garcia na primeira parte;
- Lance duvidoso de penálti sobre Di Maria, embora o argentino ainda consiga rematar para defesa de Eduardo;
…e é o que me recordo, mesmo sem recorrer a qualquer cábula.
Não adianta os jornais virem agora dizer que o Braga é isto e aquilo, que o Benfica errou aqui e ali, pois a verdadeira raiz deste resultado está na arbitragem de Jorge Sousa.
Sim. Foi por causa do árbitro que o Benfica perdeu, e quem disser o contrário mente.
Como os cartões não contam para a classificação, aqui a coisa fica-se por um empate (considerando o golo de Luisão e o pénalti de Evaldo). Mas com uma arbitragem isenta e justa o Benfica teria ganho, e estava agora com 5 pontos de vantagem do FC Porto, e 12 sobre o Sporting.
Resultado Real: 2-2

SPORTING-MARÍTIMO
A expectativa em torno da situação de Paulo Bento fez-me ver este jogo quase por completo.
Embora existam dois lances duvidosos na área do Sporting – um corte com o cotovelo, e um eventual derrube de Miguel Veloso a Marcinho -, há que dizer que o erro mais claro de Cosme Machado ocorreu na área contrária, quando considerou fora da área um derrube a Hélder Postiga já dentro dela, no início da segunda parte.
Se nos dois primeiros casos se poderá dar o benefício da dúvida ao critério do árbitro, neste trata-se de um erro claro, que prejudicou o Sporting (ou talvez não, a avaliar pela posição de alguns adeptos face ao treinador).
Resultado Real: 2-1

CLASSIFICAÇÃO REAL
BENFICA 25
Sp.Braga 20
FC Porto 18
Sporting 15