RETRATOS DE LEIPZIG








...E NO FIM GANHAM OS ALEMÃES

Sofrer dois golos no período de descontos, quando a vitória parecia assegurada, e, com ela, a manutenção da esperança na qualificação para os oitavos-de-final da Champions League - com 0-2, bastaria uma simples vitória na Luz sobre o Zenit para a garantir - é cruel, doloroso e frustante.
Nestas alturas os adeptos tendem a procurar razões e culpados, e com isso expulsar do corpo e da alma um estado de espírito necessariamente negativo. Dizer que o treinador tomou a opção A quando deveria ter tomado a B, que o jogador X não esteve à altura e que o Y não deveria ter jogado, quando não, embarcando num radicalismo estéril, querer despedir aquele e dispensar estes. 
Ora eu olho para o jogo de Leipzig e não vejo muito por onde pegar. O onze foi bem escolhido, a estratégia foi bem montada, e certeira até aos 90 minutos. Os jogadores deram tudo, correram, lutaram e mereciam melhor sorte. As substituições foram bem feitas? Foram tardias? Aí entramos no Totobola à segunda-feira. O Benfica estava a jogar bem, tinha aparentemente o jogo na mão, e tudo parecia perfeito. Falar agora é fácil, mas eu, naquela altura, teria feito o mesmo.
É assim o futebol. Tem razões que a razão desconhece, e neste caso uma delas é óbvia: o Leipzig é melhor equipa do que o Benfica, tem jogadores que podem decidir, e nese caso foi isso que aconteceu. Já não se esperava, e daí a crueldade do destino, pois empatar 2-2 no terreno do segundo classificado da Bundesliga, em condições normais, seria tudo menos um mau resultado.
Se Ruben Dias não tivesse feito o penálti. Se o cabeceamento de Forsberg batesse no poste ou fosse para fora como sucedeu com vários lances na área do Benfica ao longo dos noventa minutos. Se, se, se. A verdade é que os alemães, fazendo justiça à máxima de Gary Lineker, acabaram por levar a água ao seu moínho, e os encarnados ficaram ingloriamente fora da Liga dos Campeões. Sendo que essa eliminação não se deve a este jogo, mas sim aos que o precederam - a começar pela derrota na Luz com esta mesma equipa.
Resta a esperança na Liga Europa. Pouco, muito pouco para quem passou 89 minutos a sonhar.
Agora...ganhar ao Marítimo!

SEM INVENTAR



BENFICA NA ALEMANHA

2 vitórias, 6 empates e 18 derrotas. 6 goleadas sofridas. Um drama!

EU (AINDA) ACREDITO



Clique para aumentar


ZENIT-LYON, 1-0
LEIPZIG-BENFICA, 0-2
e depois basta ganhar ao Zenit em casa...

PARABÉNS MISTER!

...que saudades dos teus gritos junto à linha lateral do relvado da Luz...

FESTA INSÍPIDA

Primeira parte medíocre. Segunda parte frouxa. Valeu pela vitória e pela passagem à eliminatória seguinte. Só.

PORTUGAL E O EURO

Só quando o número de selecções apuradas para a fase final cresceu é que Portugal passou a marcar presença com assiduidade. Mas a partir de então, os resultados são assinaláveis.

Eis todas as edições, e países participantes (a amarelo os campeões):

PIZZI E MAIS DEZ

Depois de uma primeira parte medonha, o Benfica, conduzido pelo "comandante" Pizzi renasceu das cinzas e conseguiu a sua décima vitória nos primeiros onze jogos - registo que só encontra paralelo em...1983. 
Ficou demonstrado que Pizzi é indispensável nesta equipa, mais a mais dada a ausência prolongada de Rafa. O transmontano é, neste momento, o único que dá critério ao meio-campo ofensivo do Benfica, além de que vai mantendo a veia goleadora que faz dele o líder dos artilheiros.
Ninguém sabe se, com ele em campo desde início, a história de Lyon poderia ou não ter sido diferente. Mas não havia necessidade de ter essa dúvida, pois não?

PARA QUEM AINDA NÃO TENHA PERCEBIDO

ORÇAMENTOS ANUAIS DAS EQUIPAS DO GRUPO G DA CHAMPIONS LEAGUE:

LYON...........310 M
LEIPZIG......165 M
ZENIT..........160 M
BENFICA......90 M

ISTO SÓ PODE SER MENTIRA

Melhores jogadores do Benfica, e únicos com dimensão internacional:
-Odysseas (guarda-redes)
-Pizzi (extremo)
-Rafa (extremo)
Com tanta limitação que a equipa aparenta, investir nestas posições será disparar completamente ao lado.
Eu não acredito.

...E A PROPÓSITO DO AJAX

Será que queríamos mesmo ser o Ajax?

...E AINDA ASSIM


Últimos dez anos de equipas portuguesas na Liga dos Campeões:


ISTO EXPLICA MUITA COISA

JOGOS NA CHAMPIONS LEAGUE NO INÍCIO DESTA TEMPORADA:

ODYSSEAS 6
T. TAVARES 0
FERRO 0
RUBEN DIAS 7
GRIMALDO 14
FLORENTINO 0
GABRIEL 4
GEDSON 6
CERVI 16
VINICIUS 0
CHIQUINHO 0

ESTA PROVA NÃO É PARA CRIANÇAS


Tomás Tavares, Ruben Dias, Ferro, Florentino e Gedson. Cinco jogadores da formação no onze inicial. Cinco jogadores que há pouco tempo jogavam na 2ª divisão portuguesa, tal como, aliás, Chiquinho e Vinicius. Média de idades de 22 anos.
Ora na Liga dos Campeões estão as melhores equipas do mundo. E, mais do que isso, jogam com tudo. Para lá estar é preciso maturidade e classe. Não me parece apropriado, nesse contexto, deixar de fora aqueles que eram, à partida, os três elementos com maior experiência à disposição de Lage: André Almeida, Pizzi e Seferovic. O Benfica já não tinha Rafa (o seu melhor jogador), e sem aqueles três (sendo assim, quatro) perdeu personalidade, expondo-se ao erro – próprio de quem ainda está em processo de aprendizagem, mas desadequado para o palco em questão.
Luís Filipe Vieira diz que um Benfica europeu só é possível a partir do Seixal. Talvez seja verdade, mas com jogadores de 26/27 anos, mantidos no plantel durante vários anos. Com andamento, rodagem e presença para actuar nestas andanças, onde cada erro se paga caro. Imagine-se, neste momento, Ederson, Oblak, Semedo, Cancelo, Lindelof, André Gomes, Renato, Guedes, Bernardo e Felix juntos. Tivesse sido possível segurá-los (e não era), então sim, talvez houvesse Benfica “europeu”.
Este Benfica, tal como se apresentou em Lyon, mas também na Rússia, não tem estofo para a Liga dos Campeões, sendo mesmo dos conjuntos mais fracos que por lá anda. Há ali bastante talento, mas em alguns casos não há mais nada – nem física, nem táctica, nem em qualquer outro parâmetro competitivo. Há jogadores demasiado verdes para a titularidade (correndo o risco de ser queimados nesta fogueira), outros que não são tão bons como se pensa, e a agravar, também se vê uma ideologia táctica demasiado romântica, como se o Zenit, o Leipzig ou o Lyon, fossem o Tondela, o Moreirense e o Desportivo das Aves.
A Liga Portuguesa está moribunda. O Sporting é o que se vê, o FC Porto nada tem a ver com os grandes FC Portos do passado recente, e até o Braga está em crise. Os outros são, genericamente, equipas medíocres, que só defendem e mal. O equilíbrio é feito por baixo, e isso dá uma imagem distorcida do real valor deste Benfica, que entre portas consegue ser dominador, mas de Badajoz para lá é demasiado pequenino para qualquer ambição.
Se a aposta é no Campeonato, então há que assumir que a Europa é apenas para garantir o dinheiro da presença (o que não é pouco), e dar minutos a jogadores menos utilizados. O risco é ser enxovalhado, mas isso, nesta temporada, sabe Deus como, tem sido evitado. Se se quer um pouco mais do que isso (não só o presidente, também o treinador o disse), então a abordagem tem de ser diferente. E se havia que poupar André Almeida e Pizzi, então tinham sido poupados com o Rio Ave.
Resta sonhar com a Liga Europa, e reflectir sobre aquilo que se quer, verdadeiramente, para o futuro próximo: formar jovens, alicerçar a equipa-base neles (para os mostrar, e depois vender), ganhar alguns campeonatos e continuar a ser pequenino lá fora, ou, mantendo os maiores talentos da academia, investir em alguns jogadores feitos (Cardozos, Aimares, Saviolas, Garays, Gaitáns etc) e utilizá-los diante dos adversários mais fortes – que são, inquestionavelmente, os da Champions? Por mim, aceito e percebo qualquer uma das duas opções, dependendo da margem financeira que exista para a levar a cabo. O que não pode é haver um discurso totalmente dissonante da realidade.

O BENFICA EM FRANÇA

Em 14 jogos, apenas 4 vitórias. Recordemos a primeira, obtida em 1978 em Nantes.

A MINHA APOSTA

Quanto ao resultado: 1-2

RETOMA

O jogo com o Portimonense já havia trazido boas sensações. Esta partida com o Rio Ave, sobretudo na 2ª parte, confirmou a tendência, e mostrou um Benfica já perto do nível da época passada: pressionante, dominador, empolgante. Terá faltado maior eficácia para ser igualmente goleador.
A chave parece encontrada. Chiquinho está longe de ser um João Félix ou um Jonas. Mas é, neste plantel, quem melhor preenche essa posição, o que dá equilíbrio ofensivo à equipa, proporcionando espaços para outros poderem brilhar e marcar.
Acredito que em Lyon Seferovic regresse ao onze. E essa poderá ser uma rotação interessante, com Vinicius nos jogos em casa, e o suíço nas partidas onde é preciso defender melhor e a partir da primeira linha de construção adversária.
Para já, a confiança está retomada, e o período de menos fulgor parece utrapassado...com vitórias. E vão 9 em 10 jornadas, o que há décadas não acontecia.

LIONN E O FC PORTO


Quem não viu os golos do FC Porto frente ao Famalicão, veja. São ...engraçados.
Lionn é um dos protagonistas. 
Como mero dado estatístico, deixo os resultados das equipas de Lionn que defrontaram os dragões desde que ele veio para Portugal. A média de golos por jogo dos portistas contra as equipas de Lionn é de 3,0. A média geral de golos do FC Porto nesses campeonatos é de 2,1.
Tudo derrotas, excepto um empate. Sim um, pois o empate de 2012-13 não conta: Lionn entrou em campo estava o Rio Ave a ganhar 2-0. Perecebe-se a entrada de um defesa nessas circunstâncias. Mas Lionn não é um defesa qualquer, e o resultado final foi... 2-2.
É caso para dizer, Lionn amigo, o Porto está contigo.


O CAMPEÃO...PARECE TER VOLTADO


Uma goleada, alguns momentos de bom futebol, movimentações interessantes. Ainda será cedo para concluir que o campeão tenha mesmo voltado, mas pela primeira vez em quase dois meses, saí da Luz, como se costuma dizer, com o papo cheio.
Será igualmente precipitado afirmar que a melhoria exibicional do Benfica se tenha devido predominantemente à autêntica revolução operada por Bruno Lage na equipa apresentada de início. Mas ficou patente que Carlos Vinicius (grande qualidade vai demonstrando, fazendo lembrar por vezes um certo Óscar Cardozo), Chiquinho (não sendo um super-craque, parece ser o único que preenche de modo adequado a posição de segundo avançado) e Samaris (um enigma porque motivo deixara a titularidade), são neste momento opções claras para o onze. Das novidades, só Gedson desiludiu - mas nesse caso o lugar é obviamente de Pizzi, que só não terá sido titular por mera gestão física.
Veremos o que dizem os próximos jogos. Para já as indicações são boas, e a liderança isolada parece ter sido o sorriso da classificação ao melhor futebol daquela que é (sempre tem sido pelo menos desde 2011) a melhor equipa portuguesa.
Sábado há mais.

TRÊS PONTOS. MAIS NADA...

Exibição muito pobre, que poderia ser explicada pelo compromisso europeu a meio da semana (veja-se Juventus, veja-se até o Flamengo) caso tivesse sido caso isolado.
Não foi, e não se percebe como uma equipa que há poucos meses deslumbrava e esmagava todos os adversários, agora se sinta tão insegura, tão desinspirada, e até desnorteada em alguns momentos.
A saída de João Félix não explica tudo. 
Enfim. Pode ser que seja uma fase, mesmo que já demasiado prolongada.

ENFIM FELIZES


“Caiu do céu”. “Foi só sorte”. “Não jogaram nada”.
Tudo isto se ouviu, quer à saída do Estádio da Luz, quer nas horas subsequentes ao jogo com o Lyon.
Que o Benfica teve a sorte do jogo, isso é inegável. Mas tanto adeptos, como críticos, como, em alguns casos, a própria estrutura benfiquista, têm de aprender o que é, e como se joga, a Champions League.
Para pontuar na Liga “milionária” são precisas três condições:
-       -     Defender bem;
         -     Não cometer erros;
3      -    Ser eficaz.
Isto pressupõe que a equipa se redimensione até ao seu verdadeiro nível internacional, que é baixo. Ou seja, dito de outra forma, há que jogar como pequeno, defender como pequeno, e tentar pontuar como pequeno. Não o fazer, tem sido o grande equívoco dos encarnados nos últimos anos nesta prova – pois muitas vezes parecem querer disputá-la da mesma forma que o campeonato, onde os desafios que se colocam são totalmente diferentes.
Nesta perspectiva tem de se dizer que o Benfica deu um passo em frente face às suas mais recentes exibições europeias. Reforçou o meio-campo, cometeu menos erros, foi mais coeso, e soube sofrer sem bola. Plasticamente o efeito não foi de deslumbrar. Mas os três pontos já cá cantam.
Terá faltado Rafa para dar uma outra profundidade ao jogo encarnado. Mas ainda assim contei, com os dois golos, pelo menos cinco oportunidades para marcar, o que na Champions não é pouco. É claro que quando surgiu o segundo golo (e da forma que surgiu…) já não se esperava a vitória. Tal como no ano passado já não se esperava a derrota em Amesterdão, e em mutas outras situações que seria fastidioso lembrar.
Afinal o que interessa mais: jogar bonito e perder, ou jogar mais feio e ganhar? Por mim, nem hesito.

LEGALIZADOS?

Legalizados para quê?
Não está já claro que a legalização de grupos de adeptos, claques ou o que lhes queiram chamar, não serve para nada?

DEVER CUMPRIDO

Como a vida não é só futebol, à hora do jogo da Cova da Piedade estava no São Carlos a ouvir Verdi. Não posso por isso alongar-me em comentários a algo que não vi, salvo um breve resumo dos golos e pouco mais.
Mas frente a uma equipa do segundo escalão, e numa primeira eliminatória em que onze equipas da 1ª liga se despediram da Taça, o Benfica parece não ter facilitado. 
Destaque para o regresso de Pizzi aos golos, e para o bis de Carlos Vinicius, que talvez seja o avançado encarnado em melhor momento de forma.
Quarta-feira é a valer, e não haverá música que me afaste da Luz..

QUE DESCANSE EM PAZ

Deu-me mais tristezas do que alegrias, é verdade. Mas foi inegavelmente um grande jogador, e também um profissional correcto e respeitador dos adversários.
Dele no Benfica só já tenho recordações muito vagas. Creio que ainda coleccionei cromos, lembro um ou outro jogo, mas confesso que nem me lembro de nenhum golo em concreto.
Lembro, isso sim, o Euro 1984, e dos dois fantásticos golos à França a passes magistrais de Fernando Chalana.
No Benfica ou no Sporting, foi uma figura da minha infância. E na altura todos os jogadores eram deuses. 
É aí que ele está. Descanse em paz! 

DEMOCRACIA

Ponto prévio: não votei em André Ventura, e jamais votaria num partido que defendesse algumas das opções que o "Chega" defende.
Dito isto, não entendo o que pretende o grupo de cinco benfiquistas "ilustres" (este é o primeiro equívoco, pois no Benfica não deveria haver este tipo de pretensões).
O Benfica, segundo os seus estatutos, é um clube universal, onde cabem todos independentemente de raça, credo ou convicções. Isso mesmo lembrou o comunicado de resposta.
Querer que o Benfica tome uma posição política, seja contra André Ventura ou outro qualquer sócio, seria querer que o Benfica abandonasse a sua independência e violasse os seus estatutos.
Todos cabem no Benfica. E esse "todos" também vale para André Ventura, ou alguém com outras quaisquer ideias, por mais absurdas que nos possam parecer. Um clube não é um partido.
Se André Ventura se aproveitou da popularidade do futebol? Ele e muitos. Do futebol e da televisão. Os juízos ficam para os eleitores, pois o Benfica não tem nada com isso.


DEMASIADOS EQUÍVOCOS

Por mais que tente, não consigo compreender as opções de Fernando Santos.
É verdade, o homem foi campeão europeu. Mas também sabemos como.
O que é certo é que, jogo após jogo, mesmo quando vence, a selecção não convence. E tem jogadores até para deslumbrar.
E não me acusem de cegueira benfiquista: por exemplo, porque motivo não jogou Bruno Fernandes de início?
Os esquemas tácticos do engenheiro são incompreensíveis. Os jogadores estão sistematicamente fora da sua posição natural. Reina a confusão, e obviamente sai dali pouco futebol.
Enfim. Com um dos melhores plantéis de sempre, Portugal tem de fazer contas para ficar em segundo lugar deste grupo. O jogo com o...Luxemburgo vai ser de vida ou de morte.

PARA QUEM JÁ SE ESQUECEU

BRUNO LAGE NO CAMPEONATO

No futebol a memória é curta. Mas, caramba, não pode assim ser tão curta.
Imagine-se: até já há quem defenda a substituição do treinador... E quem tem um pingo de lucidez, fica estarrecido.
Há, de facto, por aí quem queira insistentemente transformar o Benfica num Sporting. Alguns por ingenuidade, outros por estupidez.  É despedir o treinador, é destituir o presidente, é, enfim, acabar com tudo, e deixar o clube em cacos, como se vê ali ao lado. 
Mas a maioria esmagadora dos benfiquistas, mesmo que por vezes silenciosa, não vai deixar. 
O povo é sereno!

A REALIDADE CHAMPIONS

Em 15 anos, ninguém chegou à final da Champions League que não equipas dos quatro principais campeonatos europeus. PSV, Ajax, Lyon e Monaco lograram chegar, uma vez cada, às meias-finais.
Benfica e FC Porto chegaram, cada um duas vezes, aos quartos-de-final.
Perante isto,  dizer-se que uma qualquer equipa portuguesa pode ganhar, ou até chegar à final desta competição, é pura demagogia, ou irrealismo.
A obrigação é participar, o objectivo é ultrapassar a fase de grupos, chegar aos quartos-de-final já é extraordinário e excepcional. O sonho, mesmo muito alto, seria um dia, com muita sorte nos sorteios, e com uma grande equipa, talvez atingir umas meias-finais, como o Ajax fez na época passada. Esse é o limite dos limites. Mais do que isso, tendo em conta a realidade económica e orçamental das várias ligas, é IMPOSSÍVEL.
Ganhar um título europeu, talvez na Liga Europa. Também com sorte nos sorteios, uma boa equipa, e o campeonato resolvido.

COPO MEIO CHEIO, OU UMA QUESTÃO DE EXPECTATIVAS

O fantasma de Guttmann parece estar a afectar as fases de grupos da Liga dos Campeões, onde o Benfica, de uma forma geral, tem sido infeliz. Mas ainda assim o panorama está longe de ter as cores negras para que um olhar mais superficial poderia apontar. Nos últimos cinco anos o Benfica é o 16º clube com mais pontos nas fases de grupos da Champions. E mesmo nos últimos três aparece em 28º lugar entre 55 equipas participantes (não esquecer todas as que nem sequer participaram...), o que, tendo em conta os orçamentos, não sendo brilhante, está longe de envergonhar.
É verdade que o FC Porto tem feito mais pontos (entre outras razões, porque normalmente defende melhor, e isso na Europa tem um peso preponderante). Mas, por exempo, PSV Eindhoven, Spartak de Moscovo, Galatasaray, Feyenoord, Olympiakos, Monaco, Bayer Leverkusen ou... Zenit, têm menos pontos que o Benfica. E, se contabilizarmos os cinco anos, até Arsenal, Valencia, Ajax, Inter ou, pasme-se, o campeão europeu Liverpool, estão atrás. 
Que razões explicam então o enorme desencanto dos benfiquistas? Sobretudo três: o fantasma dos zero pontos de 2017-18 (essa participação foi vergonhosa, mas, na verdade, mais nenhuma o foi), a performance do FC Porto (que todavia, neste período, só chegou uma vez aos quartos-de-final, tal como os encarnados), e, também, o discurso irrealista de Luís Filipe Vieira, que repetidamente (e desnecessariamente, digo eu) fala de Europa, quando o clube não tem, nem terá nos tempos mais próximos, qualquer hipótese de disputar uma final da Champions, sejam quais forem as expectativas dos seus adeptos - também elas normalmente irrealistas e sedentas de discursos de glória.
Este Benfica, ainda mais agora recheado de jovens inexperientes (bem mais do que quando tinha nomes como Garay, Luisão, Aimar, Saviola, Gaitan, Enzo Perez, Matic, Di Maria ou Cardozo), está talhado para consumo interno, onde tem tido grande sucesso. É fundamental participar na Champions , assegurar os prémios de participação, jogar os jogos pelos jogos, ganhar experiência, tentar fazer uns pontinhos, mas se se pretende mesmo conquistar uma prova europeia, tal só poderá acontecer um dia na Liga Europa, se houver muita sorte, uma grande equipa, e um campeonato resolvido cedo para permitir aposta total na frente externa. A Champions é grande de mais para o orçamento do Benfica, e isso deveria ser claramente assumido, evitando o clima de frustração que este tipo de derrotas vai gerando.
Gritar ambição é fácil. Para a concretizar seria preciso dinheiro, muito dinheiro. Num mercado periférico como o português, numa Liga nacional sem qualquer visibilidade, num modelo de negócio em que há que vender (e bem), ano após ano, os maiores talentos, não adianta sonhar alto.
A realidade é: ganhar o campeonato e as provas nacionais, estar sempre na Champions para garantir a receita da presença, e um dia aproveitar um contexto favorável para tentar um triunfo na Liga Europa. Tudo o que se disser para além disto será iludir os mais incautos.

MUITO PARA REFLECTIR

Muita conversa táctica, muitas mudanças - algumas difíceis de entender.
Pouca intensidade, pouca clarividência. Incapacidade total.
Não é drama perder 3-1 em São Petersburgo. E nada está perdido, nem mesmo na Europa.
Mas senti saudades dos gritos de Jorge Jesus junto à linha. E pela primeira vez em muitas temporadas achei, em certos momentos, os jogadores algo relaxados. Carentes de Liderança? 
É cedo para tirar conclusões apressadas. Mas é momento para reflectir, e mudar alguma coisa. Este Benfica está bloqueado e sem chama para reagir. 
Boas notícias: golo (e que golo!) de RDT, e um grande lateral-direito pronto a sair do forno.

VINICIUS BATE MARTINS

Em mais uma exibição descolorida do Benfica, naquele que é, segundo o próprio Lage, o pior período da equipa desde que assumiu o banco, foi o improvável (ou talvez não) Carlos Vinicius a decidir os pontos.
Ou muito me engano ou este acabará por ser o ponta-de-lança titular do Benfica. É forte, tem técnica e tem golo. Para já, eficácia total, em claro contraste com Seferovic, e, sobretudo, RDT.
O derrotado da noite foi Tiago Martins, que fez tudo o que estava ao seu alcance para impedir a vitória dos encarnados. A dualidade de critérios nos lances de Rafa e Taarabt é inexplicável, assim como o é o cartão amarelo exibido a Vlachodimos, entre outras decisões que irritaram as bancadas.
O rumo da arbitragem nesta temporada está a ser preocupante. Este foi apenas mais um episódio.
Enfim, mesmo com pouco futebol, mesmo com estas arbitragens, o Benfica leva 6 vitórias em 7 partidas, e se não vê o FC Porto mais longe é devido a factores externos ao que se passa nas quatro linhas.

POR ONDE ANDA O CAMPEÃO?

Mais um jogo miserável de uma equipa que, há poucos meses atrás, esmagava, goleava e encantava.
As ausências não explicam tudo. Há uma espécie de bloqueio que impede o colectivo de render. Contra todos os adversários.
Temo que o modelo de Bruno Lage, o que o levou ao título, esteja esgotado, e o técnico não parece estar a ser capaz de encontrar alternativas. 

SABOROSO, MAS...


Virar um resultado a partir dos 85 minutos de jogo deixa qualquer um eufórico.
Mas se os adeptos do Benfica têm razões para festejar a saborosa vitória em Moreira de Cónegos, Bruno Lage tem razões para reflexão, pois este foi, há que o admitir, um resultado caído do céu, depois de uma exibição preocupantemente débil.
Desde o jogo com o FC Porto que quase todos os adversários do Benfica têm tentado aplicar a receita de Sérgio Conceição para bloquear o futebol dos encarnados. O Leipzig conseguiu. O Gil Vicente tentou. O Moreirense ia conseguindo. Nos três casos (Braga foi um jogo atípico), o Benfica ficou sem ideias, sem fluidez, denotando a intranquilidade própria de quem está a ser surpreendido pelas circunstâncias, e não sabe como reagir.
A receita é simples: empurrar Rafa e Pizzi para as alas, bloqueando os seus movimentos interiores; pressionar a saída de bola desde os centrais, obrigando os médios a recuar para ir ao seu encontro; e fixar os avançados, deixando um oceano de relva entre eles e o resto da equipa. Sem um homem como Jonas, ou João Félix capaz de transportar jogo e ligar meio-campo e ataque, a equipa fica partida e sem outras ideias que não esperar que as individualidades possam fazer a diferença (ou a sorte possa aparecer, como foi o caso da partida de Moreira).
Já aqui deixei uma sugestão, que, na verdade, só poderá ser aplicada com a recuperação de Gabriel (a não ser que Gedson possa fazer esse papel). Mas este é outro dos problemas dos encarnados, que se confrontam com as ausências de quase uma dezena de jogadores, o que retira capacidade de procurar outras soluções durante os jogos, e de jogo para jogo.
Se Seferovic parece reencontrado com os golos, já RDT denota uma total ausência de inspiração, e uma ansiedade que o condiciona lance a lance. Creio que se trata de um bom jogador, mas totalmente inadaptado àquilo que dele se pretende nesta equipa. É um ponta-de-lança de último toque, um matador, e exige-se dele que seja um João Félix. Está a correr mal, e este é o terceiro problema do Benfica.
Venha a Taça da Liga para rodar e testar. E depois haverá uma sequência de jogos de campeonato mais ou menos tranquilos. Esperemos que sem surpresas, e com tempo para a equipa voltar a carburar em pleno, eventualmente com um modelo de jogo diferente deste – que parece estar demasiado bem estudado por todos os treinadores adversários.

SEMPRE A APRENDER

Com alguns anos de vivência, depois de leituras como Ramonet, Chomsky, Adorno, Barthes ou Benjamin, e até de um trabalho académico de investigação sobre o tema, a realidade dos media ainda continua a surpreender-me.
Da acusação a Rui Pinto, percebe-se que a EIC, plataforma europeia da qual fazem parte, entre outros, o alemão "Der Spiegel" e o português "Expresso", estava disposta a pagar uma renda mais ou menos vitalícia, e a arranjar emprego à namorada do criminoso, para obter exclusivos da correspondência por ele roubada às mais diversas entidades.
Depois de recentemente ter visto que as principais estações de televisão, como a SIC, não se envergonham de apresentar depoimentos forjados feitos por figurantes pagos para, com voz adulterada, e nome fictício, se apresentarem como testemunhas da "verdade" que mais convém ao circo das adiências, percebo agora que jornais outrora de referência, como o "Expresso", comparticipam no financiamento do crime internacional para incrementar o seu negócio.
Pobres daqueles que se deixam enganar...

TALVEZ ASSIM


SEM ESTOFO

Mais uma entrada em falso na Champions (4ª consecutiva, todas em casa), com derrota na Luz, absolutamente justa face ao que se passou em campo.
Uma de duas hipóteses explica um resultado, e uma exibição que chegou a ser confrangedora: ou este Benfica está formatado para vencer o Campeonato Nacional, com alas exclusivamente ofensivos, pontas-de-lança em cunha entre os centrais, e bastante permeabilidade nas transições defensivas - que não é posta à prova pelos Gil Vicentes ou Paços de Ferreira desta vida; ou a questão é mais preocupante, e o modelo de Bruno Lage começa a ser percebido, e bloqueado pelos treinadores adversários, algo quer foi evidente, tanto com o FC Porto, como agora com o RB Leipzig (e até, em parte, e tendo em conta as respectivas distâncias e limitações, por Vítor Oliveira, ao longo da primeira metade do jogo do último Sábado).
Olha-se para o desempenho do Benfica na Europa e em Portugal, compara-se com o do FC Porto (ultimamente mais irregular dentro de portas, sempre mais afirmativo além-fronteiras), e a diferença exprime-se numa palavra: defesa. 
É impossível abordar este tipo de competição com lacunas no processo defensivo e na transição atrás como as que o Benfica sistematicamente denota. Os adversários são fortes, cínicos e eficazes, e sabem explorar o espaço concedido, traduzindo-o em golos. Veja-se porque motivo uma das melhores performances internacionais do Benfica nas últimas décadas foi com Ronaldo Koeman. O holandês jogava com quatro centrais e dois trincos, e assim fez frente a colossos como Manchester United, Liverpool e Barcelona, mesmo com um plantel globalmente bastante mais débil que o actual.
Não é preciso jogar com quatro centrais e dois trincos. Mas, na Champions, é imperioso defender bem, e o Benfica, desde há muito, desde Jorge Jesus (para não ir mais atrás), não tem grande segurança no seu futebol quando perde a bola. É por vezes empolgante a procurar o golo, mas raramente rigoroso a evitar que os adversários cheguem perto da sua baliza. O que não se nota nas provas domésticas, mas fica claro como água quando se passa, ou alguém passa, de Badajoz.
Este é um problema estrutural, e até cultural do Benfica. Há também questões mais conjunturais, como a ausência de um verdadeiro elo de ligação entre o centro do meio-campo e o centro do ataque, que deixa o Benfica limitado ao aproveitamento das alas (leia-se Pizzi e Rafa), o que o torna mais previsível, e o que se torna mais fácil de anular. Uma coisa é certa: não há Jonas, nem há João Félix. E esse é um problema delicado, que tarda em ser resolvido. Jota viu-se que (ainda?) não é solução. Será Taarabt, com Gabriel nas suas costas? Veremos.
Hoje, durante muito tempo também não houve Rafa (lesionado? cansado? quando entrou não se notou nada disso...), e houve muito pouco Pizzi. Assim, é quase impossível.
Raul de Tomás começa, também ele a ser um problema. E vão sete jogos, sem golos, e com crescente ansiedade e falta de confiança. Talvez, ele sim, precise de descanso.

SERVIÇOS MÍNIMOS

Em vésperas de Champions já sabemos que é difícil pedir grandes exibições. É assim em todo o lado, e o Benfica não foge à regra.
Valeu a vitória, com mais um auto-golo, e mais um golo de Pizzi (até poderiam ter sido dois...).
Destaque para o regresso de Fejsa à titularidade, e para mais uma boa exibição de Taarabt - que, quem diria, é neste momento o jogador do Benfica em melhor forma.
Pela negativa, começa a ser preocupante a seca de golos dos dois pontas-de-lança. Seferovic, enfim, já se sabe o que vale, foi o melhor marcador na "Reconquista", e nesta nova época, ainda assim, já marcou ao Sporting e ao Paços. Já em RDT começa a sentir-se alguma ansiedade, e também alguma ansiedade dos adeptos em relação a ele. Vê-se que é bom jogador, mas parece não encaixar bem no onze, sendo muitas vezes um corpo estranho que perturba mais do que ajuda. Penso que se trata de um ponta-de-lança de último toque, e neste modelo de jogo está-se a exigir-lhe que seja uma espécie de Jonas ou João Félix. Bruno Lage saberá melhor do que ninguém o que pretende, mas a mim, a olho nu, parece-me que de entre De Tomás e Seferovic, só poderá jogar um de cada vez, em cunha, pedindo-se alguém que, em complemento do ponta-de-lança, faça a ligação ao meio-campo. Jota? Zivkovic? Cervi? Deslocar Rafa ou Pizzi? Chiquinho quando regressar? Lançar Tiago Dantas? Não sei. Assim é que a coisa parece não funcionar, com custos claros para a equipa e para a afirmação de um jogador que, não esquecer, custou 20 milhões de euros.

HOSPITAL DA LUZ







 
A questão não é nova. E até por isso se torna inaceitável. 
No Benfica, ano após ano, lesões mais ou menos graves, mas sucessivas e sempre muito prolongadas, condicionam seriamente os trabalhos.
Podíamos ir ao  histórico, lembrando Júlio César, Nélson Semedo, Luisão, Jardel, Fejsa, Krovinovic, Salvio ou Jonas a passarem meses e meses, por vezes de forma reincidente, no estaleiro. Mas muitos outros nomes poderiam ser aqui citados.
Agora são oito (!!). Quase uma equipa completa, e as recuperações duram, e duram, e duram, em alguns casos inexplicavelmente. Há gente da qual quase nos esquecemos (David Tavares, Conti ou Ebuehi, por exemplo)
Não sou médico. Mas vejo muito futebol, e muitas equipas, há muitos anos. E nunca vi nada como isto. Lembro sempre Luisão, que partiu um braço, saiu do campo em passo de corrida, e esteve quase uma época de baixa. Ouros quase acabaram a carreira. Um acabou mesmo: Mantorras. E Jonas foi o que se sabe.
Sobretudo desde os tempos de Rui Vitória, o problema acentuou-se.
Esta época prevalece. Com diferentes metodologias de treino, com substituições no departamento clínico, e os jogadores do Benfica continuam a parecer de cristal.
Pelo contrário, no FC Porto vejo Marega recuperar de uma rotura em pouco mais de uma semana. No Sporting quase não vejo lesões, pelo menos entre os principais jogadores. E na Luz é isto.
Não pode ser apenas uma questão de azar.

PONTO FINAL !

Acabou!
Para o Benfica acabou o E-Toupeira. Não há mais recursos, e a SAD ficou, como se esperava, e como se impunha, fora do julgamento.
Fica, sobretudo, a satisfação por ainda podermos confiar na nossa Justiça.
Um grande dia para o Glorioso, mas também um grande dia para a Justiça portuguesa e para o próprio país.
Agora, impõe-se que todos aqueles que idealizaram, criaram e alimentaram esta situação, paguem  bem caro pelo que fizeram. É o que falta para a Justiça terminar o seu trabalho, e, então sim, podermos orgulhar-nos de viver num verdadeiro Estado de Direito.

A SELECÇÃO DE QUEM?

Há quem me poupe trabalho, sobretudo em altura de selecções.
O Universo Benfiquista escreveu tudo aquilo que eu tinha para dizer sobre a selecção portuguesa e as opções de Fernando Santos.
Descontando uma certa antipatia pelo craque da Juventus, a qual não partilho, tudo o resto é exactamente aquilo que penso.
Um treinador que coloca José Fonte em vez de Ferro, que deixa João Félix no banco (por maior simpatia que tenha por Gonçalo Guedes, caramba!), que joga com dois trincos cerrados, como mais nenhuma grande equipa portuguesa ou europeia, que insiste em Moutinhos e companhia, não merece a felicidade que tem tido.
Seja como for, venha mais uma vitória. Nós não temos culpa, e eu gostaria de ver Portugal no Europeu, se possível para repetir 2016 - coisa em que, manifestamente, e infelizmente, não acredito.

NINGUÉM ENTRA, NINGUÉM SAI - Assim é que eu gosto.

Excelente abordagem ao mercado por parte do Benfica, ignorando-o.
O último dia foi ...apenas uma segunda-feira. E o plantel ficou fortíssimo, com as permanências de 10 dos 11 titulares da época passada (em relação a Félix não havia nada a fazer que não recolher os 126 milhões), de todas as restantes pérolas da formação, e de vários jogadores de qualidade confirmada que ainda podem vir a ser úteis, como por exemplo Fejsa, Zivkovic ou Cervi.
A única contratação por fazer creio que terá sido a de um segundo avançado, mas o jovem alemão equacionado tinha preço demasiado alto, e comprar por comprar também não valeria a pena.
Quando Seferovic começar a marcar, quando RDT mostrar o que vale, quando Jota se afirmar, quando Gedson, Gabriel e Chiquinho recuperarem das lesões, este Benfica, pelo menos no plano interno, poderá ser novamente imparável.
Entretanto, do outro lado da rua, viu-se uma autêntica feira, com múltiplas entradas e saídas aparentemente sem qualquer critério. Enfim, problema deles.

REGRESSO À NORMALIDADE

Mesmo com um Braga deveras cansado, vencer 0-4 na Pedreira não é para qualquer equipa.
O Benfica marcou quatro, como podia ter marcado sete ou oito (Oh Seferovic, Meu Deus??!?!?!). E a vitória jamais esteve em causa.
Foi um regresso à normalidade, depois de um "Clássico" que se espera ter sido um mero acidente.