SABOROSO, MAS...


Virar um resultado a partir dos 85 minutos de jogo deixa qualquer um eufórico.
Mas se os adeptos do Benfica têm razões para festejar a saborosa vitória em Moreira de Cónegos, Bruno Lage tem razões para reflexão, pois este foi, há que o admitir, um resultado caído do céu, depois de uma exibição preocupantemente débil.
Desde o jogo com o FC Porto que quase todos os adversários do Benfica têm tentado aplicar a receita de Sérgio Conceição para bloquear o futebol dos encarnados. O Leipzig conseguiu. O Gil Vicente tentou. O Moreirense ia conseguindo. Nos três casos (Braga foi um jogo atípico), o Benfica ficou sem ideias, sem fluidez, denotando a intranquilidade própria de quem está a ser surpreendido pelas circunstâncias, e não sabe como reagir.
A receita é simples: empurrar Rafa e Pizzi para as alas, bloqueando os seus movimentos interiores; pressionar a saída de bola desde os centrais, obrigando os médios a recuar para ir ao seu encontro; e fixar os avançados, deixando um oceano de relva entre eles e o resto da equipa. Sem um homem como Jonas, ou João Félix capaz de transportar jogo e ligar meio-campo e ataque, a equipa fica partida e sem outras ideias que não esperar que as individualidades possam fazer a diferença (ou a sorte possa aparecer, como foi o caso da partida de Moreira).
Já aqui deixei uma sugestão, que, na verdade, só poderá ser aplicada com a recuperação de Gabriel (a não ser que Gedson possa fazer esse papel). Mas este é outro dos problemas dos encarnados, que se confrontam com as ausências de quase uma dezena de jogadores, o que retira capacidade de procurar outras soluções durante os jogos, e de jogo para jogo.
Se Seferovic parece reencontrado com os golos, já RDT denota uma total ausência de inspiração, e uma ansiedade que o condiciona lance a lance. Creio que se trata de um bom jogador, mas totalmente inadaptado àquilo que dele se pretende nesta equipa. É um ponta-de-lança de último toque, um matador, e exige-se dele que seja um João Félix. Está a correr mal, e este é o terceiro problema do Benfica.
Venha a Taça da Liga para rodar e testar. E depois haverá uma sequência de jogos de campeonato mais ou menos tranquilos. Esperemos que sem surpresas, e com tempo para a equipa voltar a carburar em pleno, eventualmente com um modelo de jogo diferente deste – que parece estar demasiado bem estudado por todos os treinadores adversários.

4 comentários:

moreira disse...

............o Gedson em meia dúzia de minutos apareceu na área adversária em duas ocasiões que criaram perigo e ainda anulou um lance muito perigoso na nossa área. Este jogador tem a dinâmica que de momento falta ao Pizzi................

Nhaga da Costa disse...

Estou de acordo com muito do que está escrito. É natural que os adversários aprendam, têm gente cada vez mais competente não apenas no scouting, escolhendo melhores jogadores, como na capacidade de ler e anular os adversários.

Mas há um facto que não podemos ignorar, à semelhança de outros grandes clubes europeus, o City sem defesas e o Real com 12 lesionados, têm tido os mesmos problemas.
O conjunto de lesões, Gabriel, AA, Gedson, Chiquinho, Florentino, Vinicius e o apagamento de Samaris e RDT têm implicado uma diminuição da capacidade de responder aos ataques tácticos dos adversários reduzindo as alternativas ao mínimo. E isto não pode ser apontado ao Lage.

Não podemos embarcar na campanha colocada em campo pelos nossos inimigos de anular o Lage e fazer dele um novo RV. Uma campanha que já conhecemos de outras lides e que tem sempre as mesmas origens porque vem do mesmo local e das mesmas pessoas.
E aqui junto os alegados benfiquistas que em nome de uma "exigência" false e hipócrita tentam assaltar o poder fazendo o jogo e aliando-se ao inimigo.
São muito piores na pulhice, tumores dentro do hospedeiro, apenas diferem na cor.

joão carlos disse...

o jogo com o braga foi atípico em parte porque introduzimos uma alteração, taarabt, para a qual o adversário não estava à espera nem preparado para a maneira como ele jogou.

e este também é um dos problema não existe imprevisibilidade jogamos sempre da mesma maneira, quer tacticamente quer no esquema de jogo, e assim não só os adversários estão mais preparados como nem sequer existe duvidas de como vamos fazer.

este ano o lage preferiu adaptar jogadores, sem as características necessárias, a táctica por ele definida em oposição ao ano passado em que adaptou táctica e esquema de jogo à qualidades dos melhores jogadores disponíveis o ano passado.
agora resta saber se rdt a segundo avançado é ideia , fixa do lage, ou se foi porque não lhe deram um segundo avançado.


pois claro o city e o real nos últimos anos também tiveram vagas enorme de lesões, o dortmund que era exemplo à uns anos também esta agora outra vez que uma vaga de lesões, estes gostam tanto de palha que até a recomendam aos outros,
isto para não falar que as lesões do andre, do caio, do conti, do chiquinho, do vinicius, do ebuehi são todas traumáticas.

Euphoria disse...

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