EINDHOVEN: Foi o jogo mais importante do Benfica no ano de 2021, e foi também o resultado mais saboroso desde a conquista do último título. Um hino à entrega, à coesão e à solidariedade, que catapultou os jogadores que o interpretaram para as galerias históricas do benfiquismo. Grande momento!
SORTEIO DA FASE DE GRUPOS: Dificilmente poderia ter sido mais duro. As hipóteses de passagem são diminutas, para não dizer inexistentes. Resta lutar pelo terceiro lugar. Mas, enfim, o mais importante era mesmo garantir a presença e o dinheiro.
LIDERANÇA DO CAMPEONATO: Vale o que vale, e exactamente o que valeu há um ano atrás quando, à quarta jornada, o Benfica também seguia isolado na frente. Nota-se agora, porém, um perfume bem diferente, onde um nome se destaca como elemento charneira do futebol encarnado: João Mário. Não é um Maradona, mas, pelas suas características enquanto jogador, era precisamente a peça que faltava ao Benfica. E com ele em campo tudo parece ser mais simples.
MERCADO: Não diria melhor que o próprio JJ. Ficou a faltar mais um central, a uma equipa que joga com três, todos eles internacionais pelas suas selecções, e dois deles já acima dos trinta. David Luiz seria uma solução demasiado cara para quarta opção, mas havia um mundo de hipóteses entre Ferro e o brasileiro, que poderia e deveria ter sido explorado. Apesar disso, creio que o Benfica continua a dispor do melhor plantel do país (o que, no meu ponto de vista, é uma realidade, ano após ano, pelo menos desde os tempos de Hulk, James e Falcão no FC Porto).
ELEIÇÕES: Rui Costa prometeu, e cumpriu. Eleições convocadas, espera-se que clarificadores e pacificadores de um clube que só tem a ganhar com a união dos seus adeptos. Aliás a transicção de Vieira para o pós-Vieira não poderia estar a correr melhor. E se Rui Costa souber aproveitar a considerável obra estrutural e económica das últimas décadas, e acrescentar-lhe paixão benfiquista e rigor de processos, será o presidente ideal para muitos anos. É altura também para se perceber quem quer de facto o bem do clube, e quem tem apenas agendas próprias mais ou menos mediatizadas.
SELECÇÃO: Cada vez é mais evidente que Portugal joga melhor futebol sem Ronaldo. É verdade que o homem é um extraordinário finalizador, e que ainda decide jogos, mas tacticamente é um estorvo que limita a acção de outras estrelas com muito menos idade e muito mais fulgor (Bernardo Silva, Bruno Fernandes etc). Como ele, CR7, não parece disposto a abandonar em breve, resta-nos esperar que vá vendo alguns cartões amarelos para podermos nós ver a equipa de Fernando Santos libertar-se das amarras e fazer boas exibições de futebol colectivo.