CR 0

Crónica de uma morte anunciada. Podia ser este o título do texto, roubado a Garcia Marquez, pois a eliminação de Portugal, deste Portugal, adivinhava-se, pelo menos desde que o Mundial começou. Sobretudo quando se expoôs a jogar com a Espanha logo nesta fase, fruto de um segundo lugar no seu grupo - já ele consequência dos mesmos problemas, dos mesmos erros, que agora ditaram a eliminação. 
O maior de todos eles é tão grande como foi, no passado, a carreira de um jogador que merecia ter sabido sair de cena no tempo certo. Não soube. E Martinez nunca mostrou qualquer pingo de coragem em fazê-lo perceber. Aliás, nunca mostrou absolutamente nada que um qualquer professor Neca não fosse capaz de superar.
Foi penoso ver toda uma geração brilhante de jogadores arrastada para a banalidade, por uma teimosia, por um capricho, por um treinador medíocre que não quis ou não soube contrariar o ego do seu capitão da equipa.
Foi penoso, substituição após substituição, ver a equipa torturada pela "necessidade" de manter em campo, por mais noventa minutos, um jogador estático, sem ritmo, sem velocidade, sem agressividade,  sem capacidade física para oferecer o que quer que fosse ao jogo. Uma estátua. Com o Uzbequistão é mais fácil.  Com a Espanha torna-se impossível. 
O que dirá Gonçalo Ramos? Não às televisões, nem aos jornais - em Portugal toda a gente tem medo de dizer a verdade. À família, aos amigos. A quem diga o que lhe vai na alma.
O que dirão Vitinha, Bernardo, Bruno, João, Rafael, Pedro, Nuno, Ruben, Diogo? Tenho pena deles, obrigados a ser figurantes  de uma farsa, que se não fosse desportivamente tragica, era decididamente cómica.
Enfim, talvez eu não devesse sofrer tanto com isto. Mas gosto da Selecção, e acho que tinha aqui, nesta geração, uma oportunidade para voar alto.
Martinez? Obviamente demitam-no!
Ronaldo? Espero nunca mais o ver com esta camisola. Que fique a bater os seus records lá longe, nas arábias ou onde lhe pagarem mais. Não soube sair pela porta que a sua carreira justificava. Sai pela janela dos fundos, a rastejar pelos relvados, e a comprometer os sonhos de todo um povo. 
Portugal foi campeão europeu quando ele se lesionou. Afinal, o que lhe devemos?

13 comentários:

José Ferreira disse...

Tudo dito, muito bem.
Ainda tenho esperança que um qualquer dia, um G.Ramos, ou um qualquer outro jogador desta seleção tenha a coragem de nos contar tudo quanto se passou à volta deste treinador medíocre e do seu inútil amo C.Ronaldo.

Anónimo disse...

Ninguém nos dá mais garantias que o reinaldo nesta seleção, tiros no escuro

Anónimo disse...

O Bruno Fernandes andou a arrastar-se e jogou o jogo todo! Uma vergonha.

Anónimo disse...

Crustiano r0-nalgas, é o maior cancro do desporto português, há mais de dez anos.
E, com o Jasus, vêm aí, pelo menos, mais 2 anos de azeteirismo militante.
O Gonçalo Ramos, o Guedes e o Trincão, se fossem homens com coluna cervical, renunciavam à seleção ainda hoje.
Fique para lá a lamber os tomates ao galheteiro quem quiser...

Anónimo disse...

Vá, tenham calma, que o homem é mais importante que o Vasco da Gama

Anónimo disse...

Esse, se ele existisse na altura, nem convocado era para ir até à Índia.

Anónimo disse...

Só tenho a agradecer ao jogador francês que possibilitou que fôssemos campeões europeus. Ah, e àquela borboleta, ou traça...

Anónimo disse...

Só tenho a agradecer ao jogador francês que possibilitou que fôssemos campeões europeus. Ah, e àquela borboleta, ou traça...

Anónimo disse...

Diz ele que o Euro 2016, cuja final ele não jogou, equivale a um Mundial.

Anónimo disse...

O problema é que o homem já disse que sai quando ele quiser, vamos ter de o aturar na qualificação para o Euro, e, quem sabe, se joga aos 41, também joga aos 43. Basta ele querer.

Anónimo disse...

Crustiano Ro-nada bateu mais alguns recordes hoje - o de jogador português que mais vezes tentou igular a melhor classificação obtida por uma seleção nacional de futebol em mundiais; o de avançado, titular de uma seleção portuguesa, com o pior coeficiente jogos/golos em mundiais; o de jogador português que provocou mais gritinhos histéricos das pitas novas, dos pitos novos, das gajas e dos gajos que nunca viram futebol, nem o que é um jogador ícone da mesma modalidade (pelo que joga - não pelo dinheiro que ganhou); da falta de noção...

Anónimo disse...

Tudo dito. A história encarregar-se-á de colocar o cr0 como o maior fiasco da história dos Mundiais. Foram 6 mundiais (20 anos) à espera que finalmente chegasse o momento de ele liderar a selecção, como qualquer grande jogador da história do futebol liderou (Pele, Muller, Cruyff, Maradona, Romário, Ronaldo, Zidane, Iniesta, Messi, Mbappé...). Liderar não é o mesmo que ganhar a competição - veja-se o Eusébio, em 1966, veja-se o Haaland agora - mas ele nem uma coisa, nem outra. Zero absoluto. Não conheço um flop tão grande na maior prova de selecções como ele. Se alguém conhece, que diga.

O Cristiano não é um jogador de equipa. Nunca foi. Daria um grande atleta dos 100 ou 200m ou do salto em altura. Nos clubes por onde passou, foi batendo recordes individuais, mas falhou no colectivo. Nunca foi um jogador de finais, de grandes momentos, de golos sob pressão. É um jogador de marcar ao Uzbequistão, ao Málaga, ao Palermo e ao Sunderland e depois eclipsar-se com os grandes. Criou-se um mito totalmente falso em torno dele, sustentado nos tais números que obteve com hat-tricks a equipas de meio de tabela e fiascos nos grandes momentos. O Real Madrid ganhou 2 campeonatos em 9 anos com ele. A Juventus dominava o futebol italiano e contratou-o para tentar a Champions. A Champions foi um fracasso e perdeu o domínio do futebol italiano. Do regresso ao United, nem vale a pena falar... e do Al-Nassr, quando ele chegou estavam em 1º e perderam o campeonato. Só ao 4º ano, depois de irem buscar o João Félix, Mané, Brozovic, etc, e o JJ é que finalmente ganharam. O Messi quando foi para o Inter de Miami, estavam em último na conferência e ainda chegaram aos playoffs. Em 2 anos foram campeões. Na selecção é o que se vê, gerações perdidas porque é ele quem manda e não é líder, nem lida bem com a pressão dos grandes momentos. A campanha do Euro 2016 foi penosa, a pior selecção de sempre a ganhar (só 1 vitória no total e 3º lugar na fase de grupos, sem ganhar nenhum jogo). Felizmente lesionou-se na final e a selecção jogou como uma equipa e conseguiu ganhar. Se analisarmos a carreira do CR7, percebemos que tem um toque de midas invertido nas equipas por onde passa. Os colegas da selecção passaram a mensagem no jogo decisivo de qualificação para o mundial (em condições normais jamais teria sido necessário que esse jogo fosse decisivo) e Portugal ganhou 9-1 à Arménia, sem o Cristiano e com a melhor exibição dos últimos anos. Agora, a nível individual, publicitário e de seguidores, isso sim, sempre foi fortíssimo, do melhor.

Não acredito que este seja o último mundial dele. No próximo, Portugal disputará os jogos em casa e não vai precisar de jogar a qualificação. É uma oportunidade de atrair mais publicidade e os seguidores cegos e fanáticos que o idolatram em detrimento da selecção. Será óptimo para alimentar o ego. Ainda para mais, é uma oportunidade de minar esta geração. Se ele sair, haveria hipótese com esta base de jogadores, mais um ou outro que apareça, construir uma equipa forte e que a jogar em casa poderia ir longe e provar que o cr0 era, efectivamente, um cancro. Ele não vai permitir isso e podem contar com a tentativa de ser o mais velho a marcar em mundiais e com mais minutos jogados, aos 45 anos.

Anónimo disse...

Ronaldo, em 6 SEIS Mundiais, marcou 1 golo em 9 jogos a eliminar, e de penalty. Não percebo porque nunca falam de certas estatísticas. O melhor finalizador de todos os tempos merecia-o.