27/04/11

JOGOS PARA A ETERNIDADE (18) - Meias-finais europeias

O regresso do Benfica, 17 anos depois, a uma meia-final europeia, traz à memória outros tempos, e outras meias-finais.~



Desde que despertei para o futebol (algures por 1976), já tive o privilégio de ver o meu clube disputar seis meias-finais europeias (esta será a sétima), e serão justamente esses momentos – pode dizer-se que, de glória - que irei recordar em mais um número da rubrica “Jogos para a Eternidade”.



Viajemos pois no tempo, começando por Abril de 1981 (tinha eu onze aninhos).







CARL ZEISS JENA, Taça das Taças 1980-81
A primeira presença do Benfica numa meia-final que a minha memória alcança, data de 1981.
O treinador era o húngaro Lajos Baroti, e a equipa encarnada constituída por jogadores de grande classe, e não menos carisma, como Bento, Pietra, Humberto Coelho, Carlos Manuel, Alves, Shéu, Chalana ou Nené.



Nssa temporada foi extremamente bem sucedida, com vitórias no Campeonato, Taça de Portugal e Supertaça, além do brilhante percurso europeu que agora recordo. Foi uma época marcante para mim, pois foi em Setembro de 1980 que vi o meu primeiro jogo do Benfica no Estádio da Luz, justamente para a Taça das Taças, diante do Altay Izmir da Turquia, data que já evoquei nesta rubrica.


Foi essa eliminatória que iniciou o bonito percurso que levaria o Benfica até às meias finais, após ultrapassar adversários como o Dínamo de Zagreb (na altura uma potência do futebol de leste europeu), o Malmoe (finalista da Taça dos Campeões dois anos antes), e o Fortuna de Dusseldorf (finalista da Taça das Taças, também em 1978-79). Além do jogo que presenciei no estádio, recordo, com particular estima, o encontro da segunda-mão frente ao Malmoe - na primeira-mão o Benfica perdera 1-0, e Bento sofrera, enfim, um golo, depois de um recorde de muitos minutos com as redes invioláveis -, em que Nené marcou dois golos de penálti já na segunda-parte, e a partida de Dusseldorf, uma das primeiras do Benfica que me recordo de ver na TV (antes dela, creio que apenas vira um Bayern-Benfica de 1976), disputada numa quarta-feira de Carnaval, e que terminou com um empate a dois.



Chegados às meias-finais, os encarnados tinham pela frente aquilo que se esperava ser uma pêra doce: os alemães de leste do Carl Zeiss Jena. Toda a gente aguardava então uma final entre Benfica e Feyenoord, mas a verdade é que a conquista do troféu seria decidida, pelo contrário, entre Carl Zeiss e Dínamo de Tbilisi, com vitória dos bielorrussos.



A eliminatória ficou logo marcada pelo jogo da primeira-mão, em que aos 10 minutos de jogo já o Benfica perdia por 2-0, não conseguindo, nos restantes 80, obter qualquer golo. Curiosamente, recordo essa partida com menor nitidez que as anteriores, mas lembro-me que foi também transmitida pela RTP.



Já o encontro da segunda-mão, na Luz, está bem vivo na minha memória. Ouvi o relato fechado na cozinha da casa dos meus avós, onde passava as férias da Páscoa. À distância de trinta anos, é possível perceber que a confiança na vitória não tinha ficado abalada pela derrota na RDA. Recordo a mobilização que esse jogo representou, e o destaque que a comunicação social lhe deu, com as capas dos jornais desportivos a pedir a final. Sem pesquisar, recordo grande parte dos nomes da equipa adversária: assim de repente…Grapenthin, Bauer, Schnuphase, Vogel, Bielau e Raab.



Um golo solitário de Reinaldo não chegou para a remontada. Mas ainda andei aos saltos pela casa quando, a poucos minutos do fim, a voz de António Pedro (não sei se ainda será vivo) gritou um segundo golo do Benfica que não chegou a existir.



No fim, foi a frustração total. A oportunidade de ouro de ver o meu clube vencer uma competição europeia, tinha-se gorado.



A vitória no Campeonato (5-1 ao Vitória de Setúbal na penúltima jornada), e na Taça (3-1 ao FC Porto no Jamor, com três golos de Nené, e três assistências de Shéu), trariam os sorrisos de volta.



A equipa era a seguinte: Bento, Veloso, Humberto, Laranjeira, Pietra, Carlos Manuel, Alves, Sheu, Chalana, Nené e Reinaldo.







UNIVERSITATEA CRAIOVA, Taça UEFA 1982-83
Dois anos decorridos, e o Benfica estava de volta a umas meias-finais, desta vez na Taça Uefa, e desta vez com melhor sorte.



A época foi ainda mais fantástica que a de 1980-81. Foi a primeira de Eriksson em Portugal, e além de Campeonato, Taça, e final da UEFA, o futebol praticado foi absolutamente esmagador. Não sendo dos tempos de Eusébio, terá sido esta, porventura, a melhor equipa que me lembro do Benfica alguma vez apresentar.



O percurso até à meia-final foi imaculado, com vitórias em casa e fora em quase todos os jogos. Betis, Lokeren, Zurique, e, particularmente, Roma, foram as estações percorridas. O jogo de Roma (vitória no Olímpico por 1-2) constituiu provavelmente uma das melhores exibições de sempre do Benfica. Tem, da minha parte, uma história pitoresca para contar, e já aqui o recordei também.



Infelizmente não vi nenhuma partida ao vivo em toda a caminhada. Aquando da 1ª mão da meia-final, disputada na Luz, creio que cheguei a chorar por o meu pai não me ter levado. Ouvi o relato precisamente nas mesmas circunstâncias que o do jogo com o Carl Zeiss dois anos antes: em férias de Páscoa, fechado na cozinha dos meus avós.



O adversário era também de leste, era também teoricamente acessível, mas vinha da Roménia e chamava-se Universitatea Craiova. Recordo também alguns nomes, como o guarda-redes Lung, bem como Ungureanu, Ticleanu, e, sobretudo, o avançado Camataru, que viria a estar mais de uma vez na iminência de se transferir para o Benfica. O resultado foi um comprometedor 0-0.



A segunda-mão (soube-o mais tarde) terá sido uma das partidas disputadas em condições mais adversas de todo o historial europeu do Benfica. Ainda há pouco tempo, numa roda em que estive, Fernando Chalana recordava esse jogo, e lembrava tudo aquilo que os romenos fizeram para desconcentrar e amedrontar a equipa encarnada. Desde uma fanfarra à volta do hotel durante toda a noite, a perseguições ao autocarro, arremesso de objectos, tentativas de agressão, e um clima de terror dentro e fora do estádio. Só uma equipa com grande personalidade reagiria a tudo aquilo, e o Benfica de Eriksson era, na verdade, uma das melhores equipas europeias da altura.



Um frango de Manuel Bento ainda fez temer o pior. Mas Zoran Filipovic, numa época particularmente concretizadora (foi o melhor marcador dessa edição da Taça Uefa, anotando, por exemplo, os dois golos de Roma), marcaria, já na segunda parte, o golo que garantia o apuramento. Até ao fim foi preciso sofrer bastante, mas o pássaro já não fugiu. Uma tarde que jamais esquecerei.



15 anos depois, o Benfica voltava a uma final europeia. A primeira do pós-Eusébio. A primeira da minha vida.



Equipa: Bento, Pietra, Humberto, Bastos Lopes, Veloso, Carlos Manuel, Sheu, Stromberg, Chalana, Nené e Filipovic.







STEAUA DE BUCARESTE, Taça dos Campeões 1987-88
Não me irei alongar muito sobre um jogo ao qual dediquei precisamente o primeiro episódio desta rubrica – o que é, desde logo, significativo daquilo que ele representou para mim, e para toda a minha geração.



Foi a primeira meia-final que assisti ao vivo, depois de uma primeira-mão vista numa tarde de quarta-feira, em casa, junto de alguns colegas que convidei (em ano de caloiro, tinha a sorte de estudar na cidade onde vivia, e muitos colegas de turma, oriundos dos quatro cantos do país, e devotos das mais variadas cores clubistas, não dispunham de televisão nos seus quartos alugados).



0-0 em Bucareste, 2-0 em Lisboa, com dois golos de Rui Águas, e uma festa imensa vivida por 135 mil pessoas nas bancadas, nas escadas, nos corredores, a encherem como um ovo o antigo Estádio da Luz.



Este foi, durante anos, o jogo da minha vida. Está tudo dito.
Equipa: Silvino, Veloso, Mozer, Dito, Álvaro, Elzo, Sheu, Diamantino, Pacheco, Rui Águas e Magnusson.







MARSELHA, Taça dos Campeões 1989-90
A final de Estugarda parecera uma oportunidade única, desperdiçada ingloriamente. Após tantos anos de ausência, ninguém supunha que o Benfica voltasse tão cedo a repetir uma final da Taça dos Campeões Europeus. O que é certo é que, apenas dois anos volvidos, e lá estava o Glorioso em Viena, para discutir com o Milan o título europeu.



A equipa era substancialmente mais forte que a de Estugarda. Chegara Eriksson para o comando técnico, bem como jogadores de grande classe como os internacionais brasileiros Ricardo Gomes, Aldair e Valdo, e ainda Jonas Thern ou Vítor Paneira. O Milan também era muito mais forte que o PSV, e a coisa não correu bem. Mas não é da final que quero falar.



A exuberante época europeia do Benfica contrastou com a irregularidade num campeonato muito marcado pelas más arbitragens, numa altura em que o “sistema” estava já muito bem implementado. Em termos europeus, o Benfica chegou às meias-finais com um impressionante balanço de 6 jogos, 6 vitórias, e 19-1 (!!!) em golos. Os adversários não eram de topo, mas à excepção do modesto Derry City, também não se pode dizer que fossem brindes, pois num tempo em que a lei Bosman era ainda uma miragem, e os jogadores de leste raramente saiam para o Ocidente, os campeões da Hungria (Honved), e da União Soviética (Dniepre) seriam sempre opositores a respeitar.



Para as meias-finais calhou o Marselha (onde jogavam, entre outros, Mozer, Waddle, Deschamps e Papin), equipa que procurava por todos os meios (todos mesmo), chegar a um grande título internacional, objectivo que conseguiria concretizar três anos mais tarde.



A primeira-mão começou muito bem, com um golo do excêntrico Lima, de cabeça, na sequência de um canto. Contudo, o Marselha reagiu com todas as suas forças, virou rapidamente o resultado, e seguiu-se um autêntico massacre. A segunda-parte foi um vendaval de oportunidades para os franceses, a que Silvino foi correspondendo como pôde, realizando talvez uma das melhores exibições da sua carreira. Mas foi a sorte, a imensa sorte, que impediu o Benfica de sair do Velodróme com um resultado pesado e impossível de reverter.



Na Luz repetiu-se o clima de dois anos antes. Grande enchente, grande vibração. O estádio levara já as primeiras cadeiras, e a lotação diminuíra. Não estavam 135 mil como no jogo com o Steaua, mas talvez umas 100/105 mil, e, com bilhetes caríssimos (estávamos em 1990, e recordo-me de haver entradas a preço oficial de 15 contos, ou seja, 75 euros), esta partida bateu todos os recordes de receita no país.



O jogo foi fraquinho. O Marselha defendia a vantagem, e o Benfica não parecia capaz de impor o seu ritmo. A oito minutos do fim as coisas estavam muito complicadas, com o 0-0 a favorecer os franceses. Até que chegou um daqueles momentos que aparecerá sempre em qualquer livro de história benfiquista: a célebre mão de Vata.



Eu estava no estádio, situado na bancada lateral precisamente no enfiamento do lance. Pois confesso, e juro por tudo o que há de mais sagrado, que só em casa, muitas horas depois, viria a saber que o golo fora obtido com a mão. No momento em que vi a bola entrar na baliza, não pensei em mais nada. O estádio mergulhou numa loucura total, talvez apenas comparável aos momentos que se seguiram ao golo de Luisão a Ricardo, no campeonato do ano de Trappatoni.



Os instantes finais foram de algum sofrimento, com o livre perigoso assinalado a favor do Marselha. Mas o jogo terminou com a vitória do Benfica, e pessoas aos saltos por todo o lado, abraçadas umas às outras, como eu nunca tinha visto até então.



Se o clima inicial do jogo com o Steaua talvez tenha sido ainda mais entusiasmante, a verdade é que o golo obtido nos últimos minutos ofereceu a ponta final da partida com o Marselha uma dose de euforia suplementar, inigualável durante muitos anos. Foram seguramente os oito minutos mais vibrantes que me recordo de ter vivido no antigo estádio.



Equipa: Silvino, José Carlos, Ricardo, Aldaír, Veloso, Jonas Thern, Vítor Paneira, Valdo, Pacheco, Magnusson e Lima.









BARCELONA, Taça dos Campeões 1991-92
Muitos questionarão o facto deste jogo aqui figurar, pois o mesmo não foi exactamente uma meia-final.



Na verdade, tratou-se da última jornada da fase de grupos da primeira edição da Champions League, grupos esses (dois) que apuravam precisamente os finalistas, depois de algumas eliminatórias prévias. Foi nesta época que o Benfica conseguiu a épica vitória em Londres, diante do Arsenal (1-3), numa partida electrizante, com prolongamento, na qual Isaías terá feito a melhor exibição de toda a carreira, e na qual Rui Costa se estreou como titular na equipa principal. Esse triunfo, no mítico Highbury Park, valeria precisamente a passagem à fase de grupos, onde oito equipas discutiriam, em duas poules separadas, o acesso directo à final.



Do grupo do Benfica constavam ainda o Sparta de Praga, o Dínamo de Kiev, e o Barcelona de Cruyff, grande favorito (favoritismo que, de resto, confirmaria, ao apurar-se para a final, e ao vencê-la em Wembley diante da Sampdória, naquele que foi o primeiro título europeu do clube catalão). Foi também no primeiro jogo deste grupo, em Kiev, que Rui Águas se lesionou de forma arrepiante (fractura exposta). Derrota inglória nessa partida, empate a zero em casa diante do Barça, e dois empates na dupla jornada frente aos checos do Sparta, pareciam traçar o destino do Benfica na prova. Mas uma robusta vitória sobre o Dínamo de Kiev na Luz (5-0), e uma conjugação favorável de resultados de terceiros, trouxe de novo a esperança aos homens de Eriksson.




À entrada da última jornada, a classificação trazia o Barcelona em primeiro, com 7 pontos, o Benfica em segundo com 5, e por fim as duas equipas de leste, ambas com 4 pontos, e já fora das contas do apuramento. As vitórias ainda valiam apenas dois pontos, mas o empate entre Benfica e Barcelona na Luz (a que me lembro de assistir) fazia com que um triunfo encarnado em Camp Nou garantisse vantagem no confronto directo entre ambos, e apurasse o Benfica para Wembley. Ou seja, ganhando este jogo, o Benfica estaria na final. Mais meia-final que isto, não há.




É preciso dizer que, em 1988, o Benfica tinha chegado à final da Taça dos Campeões, em 1990 tinha repetido o feito, e agora, novamente com um ano de permeio, tinha oportunidade para voltar a marcar presença no jogo decisivo. Mas se nessas duas temporadas precisou de vitórias caseiras sobre Steaua de Bucareste e Marselha, agora precisava de vencer em…Barcelona.




Aconteceu aquilo que se esperava. Em apenas 20 minutos, Stoichkov fez gato-sapato do lateral-direito José Carlos, e o Barça chegou a 2-0. Um golo de César Brito, já na segunda parte, nem daria para alimentar a esperança. De notar que Paulo Sousa realizou então uma das suas melhores exibições com a camisola do Benfica, saltando nessa noite para a ribalta do futebol internacional, onde faria uma carreira de grande sucesso.




O Benfica acabou o grupo em terceiro lugar (o Sparta ganhou o último jogo), mas esta partida de Camp Nou foi uma verdadeira, ainda que pouco esperançosa, meia-final.




Equipa: Neno, José Carlos, Rui Bento, Paulo Madeira, Veloso, Paulo Sousa, Jonas Thern, Vítor Paneira, Rui Costa, Isaías e Yuran.





PARMA, Taça das Taças 1993-94
Era altura em que, de dois em dois anos, o Benfica lá estava a brilhar na Europa. Final em 1988, final em 1990, meia-final em 1992, e nova meia-final em 1994. Longe estávamos então de imaginar, que só 17 anos, e Vale e Azevedo depois, os encarnados voltariam ao galarim internacional.




Voltemos ao passado. Designadamente ao ano dos 3-6 em Alvalade, e dos não menos inesquecíveis 4-4 de Leverkusen. Foi justamente essa noite épica a qualificar o Benfica para as meias-finais da Taça das Taças.




Vale a pena lembrar um pouco desse jogo. A primeira-mão trouxera um cinzento 1-1 na Luz, com um golo de Isaías no último minuto a evitar a derrota. Ao quarto-de-hora da segunda-parte do jogo de Leverkusen, os alemães venciam por 2-0, e tudo parecia definido. A meia-hora que se seguiu entrou para a eternidade como um dos mais empolgantes jogos de toda a história do Benfica. Num ápice, golos de Abel Xavier, João Pinto e Kulkov viram o resultado, dando vantagem, aparentemente confortável, aos comandados de Toni. Já nos últimos dez minutos, dois golos de rajada voltam a colocar os alemães na frente, parecendo sentenciar uma derrota inglória. Novo golo de Kulkov, a quatro minutos do fim, estabelece o 4-4. Uhff, até cansa só de lembrar. Que alegria! Que festa!




E aí estava o Benfica na meia-final, onde tinha por opositor o então fortíssimo Parma de Itália, país que na altura dominava o panorama futebolístico internacional.




A equipa italiana tinha vários internacionais, entre os quais as estrelas Zola (depois jogaria no Chelsea), Thomas Brolin (sueco), Sensini (argentino) e Faustino Asprilla (colombiano, e um dos melhores jogadores do mundo nessa temporada). O guarda-redes era Bucci, que estaria em foco na eliminatória.




A primeira-mão foi na Luz, e fez recordar as grandes enchentes das épocas anteriores. Mais de 100 mil devotos (eu, naturalmente, também não faltei) criaram um clima inesquecível de apoio ao Benfica. E os encarnados corresponderam com uma grande exibição.




Não havia ainda muito tempo de jogo, e já Rui Costa isolava Isaías para o primeiro golo da noite. Pouco depois, Zola empatou para o Parma, colocando um cubo de gelo nas emoções portuguesas. Já no início da segunda parte, foi o jovem maestro a recolocar o Benfica na frente do marcador, para alguns minutos mais tarde Vítor Paneira desperdiçar uma grande penalidade (defesa de Bucci), que elevaria a contagem para 3-1. Pelo meio, muitas oportunidades perdidas, e uma grande exibição de Yuran. No fim, um magro 2-1 a saber a pouco para tanto futebol.




A segunda-mão, no Ennio Tardini, foi marcada pela expulsão precoce de Mozer, que viu dois cartões amarelos ainda na primeira meia-hora de jogo. O Benfica foi resistindo, e mesmo com dez, a um quarto de hora do fim mantinha a sua magra vantagem construída em Lisboa. Um golo de Sensini seria fatal, e os encarnados, muito desgastados por uma longa época, não mais conseguiram ameaçar as redes contrárias.




O destino ditou uma eliminação inglória, perante um adversário que, pelo que se havia visto, sobretudo na Luz, estava ao alcance do Benfica.




Equipa: Neno, Veloso, Mozer, Hélder, Schwarz, Kulkov, Vítor Paneira, Rui Costa, João Pinto, Yuran e Isaías.




Seguiu-se um período de trevas. Nas três temporadas seguintes o Benfica ainda chegaria aos quartos-de-final por duas vezes. Mas o valeeazevedismo deitou tudo a perder, e quase matou o próprio clube.




Com um futebol muito diferente, com competições totalmente reformuladas, o Benfica volta agora, passados todos estes anos, a uma meia-final. Que seja para ganhar.

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5 Comments:

Blogger Edgar said...

Fantástico relato!
Eu nasci meia geração mais tarde, por isso as finais europeias são lembranças vagas (e cassetes VHS em francês dos tempos de Suiça do meu pai) e as primeiras grandes emoções foram precisamente a última meia-final e o 3-6 de Alvalade!
Também houve a eliminatória (4os?) no ano seguinte com o AC Milan com o Isaías a mandar um remate aos dois postes e lesionar-se no lance!
Está na hora dos nossos jogadores fazerem história para a malta dos anos 80!
Um glorioso abraço!

27.4.11  
Anonymous EAGLEHEART said...

Meu amigo foi maravilhoso relembrar tudo isto mas ao mesmo tempo, extremamente doloroso, pois o Glorioso tivesse vencido todas as finais que disputou e estado presente nas finais que não conseguiu alcançar como estas aqui descritas neste magnifico post e seriamos sem duvida dos clubes do Mundo com mais titulos internacionais. é por isso que o Mourinho diz e com toda a razão as finais não são para se jogar bem mas sim para se vencerem, pois é nas vitórias que se faz a história.

27.4.11  
Anonymous O GLORIOSO said...

Grandes Memorias Luis Fialho.
Também me lembro de quase todos esses jogos (só com Carl Jena tenho pouca memoria) e diga-se vi a maioria deles ao vivo.
Curiosamente o 0-0 com o Universidade de Craiova foi o único nesse ano que não vi na Luz na Uefa, num jogo creio que enviamos 2 ou 3 bolas á barra.
Nunca me esquecerei o jogo com o Steua e de entrar para o antigo 3º anel sem pisar o chão entalado e ficar nas escadas com mais 3 pessoas encolhido.
O jogo com o Marselha é até hoje a minha maior alegria se calhar como Benfiquista. No 3º anel (agora na parte nova) não vi o golo por estar a refilar com o sr. detras a dar-me pontapés pois é ele proprio me abraçou foi incrivel a emoção. Depois fui a comemorar até ao Rossio.
Como o jogo com o Parma ainda hoje tenho pena como falhamos tantos golos inclusive o penalti (muito mal marcado pelo Paneira). Podiamos ter ido descansados a Italia e só um reparo no ultimo minuto o Kulkov tem um lance quase igual ao 4º golo de Leverkusen mas falha.
Nas equipas que nomeou são todas fantásticas da nossa Historia. Creio no entanto em 90 com o Marselha o Ricardo não jogou pois estava castigado, jogou o Samuel e o Pacheco entrou na 2ª parte (ganhou o famoso canto do Valdo)com o Vata no lugar do Hernani.

P.S- Há muitos Benfiquistas que não merecem o clube que têm e a 48 horas de uma meia-final da Uefa estão com tretas que a epoca é vergonhosa e não vão ao Estádio. Se ganhar-mos em Dublin não têm legetimidade de festejar nada e mais não digo pois não gosto de insultar una ditos Benfiquistas.

27.4.11  
Blogger andremt said...

Grande post. Deu pra reviver alguns jogos e para ficar a conhecer outros...

Obrigado.

27.4.11  
Blogger DESPORTO ALENTEJO said...

VOTA NO BENFICA NA LIGA EUROPA EM:

http://www.montemor-evora-arraiolos.blogspot.com/

28.4.11  

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