JÁ ESTAVA A ESTRANHAR

O Mundial estava a correr bem demais.
Estádios cheios, bons jogos, emoção, as principais estrelas a brilharem, nada de violência, e até a meteorologia tem ajudado - pelo menos nos estádios onde não existe cobertura.
Eis que surge, como um murro na tromba desse optimismo, o caso Balogun. E se é o que parece, nunca a FIFA tinha descido tão baixo.
Da administração Trump espera-se tudo e o seu contrário. Que Infantino o tenha bajulado antes da competição para garantir que as coisas corriam bem, enfim, poderia até chamar-lhe, de forma benevolente, realpolitik. Que continue a satisfazer os seus ignóbeis caprichos, adulterando sem vergonha a verdade desportiva, é algo que de modo algum poderá ser tolerado.
Surpreende? Não. Mas não deixa de ser grave, e de abrir um precedente perigosíssimo.
Tal como a política, também no futebol a verdade passou a existir, apenas, quando um homem quiser.

8 comentários:

Pescasub59 disse...

"A FIFA já tinha utilizado o Artigo 27 para libertar Cristiano Ronaldo a 13 de novembro de 2025, para ser titular nos jogos de abertura do Mundial por Portugal, após o cartão vermelho por conduta violenta (uma cotovelada) num jogo de qualificação frente à República da Irlanda . Ronaldo cumpriu um jogo de castigo e os dois jogos restantes ficaram suspensos sob um período probatório de um ano."

LF disse...

Foi o presidente da república a telefonar ao presidente da FIFA para obter essa benesse?

RN disse...

Caro LF,
Acho que andou um bocado distraído. É verdade que este caso foi/é, como diz o povo, "à descarada", mas se acha que o mundial tinha sido mais ou menos limpo de casos até aqui é porque não viu os jogos da Argentina, incluindo e muito claramente o jogo contra Cabo Verde.
Mesmo o jogo da França x Paraguai foi uma vergonha. Houve agressões feitas às claras que passaram incólumes, sem intervenção dos Vars e nem dos árbitros de campo. E, inacreditavelmente, o Paraguai acabou o jogo com zero cartões amarelos. Achei graça que tivessem eliminado a Alemanha e teria ficado igualmente bem disposto se tivessem conseguido o mesmo feito contra a França, mas jogando limpo, coisa que manifestamente não fizeram e tiveram cúmplices para o efeito (neste caso muito provavelmente por incompetência apenas e não por premeditação da FIFA...).

RN disse...

Independentemente do peso que teve a presença de CR7 na fase final do mundial nessa decisão, os casos não são comparáveis, porque a aplicação automática dum jogo de suspensão foi efetivamente concretizada no caso do Ronaldo.

Anónimo disse...

O que a FIFA fez é tão grave como a despenalização do palhinha

Rfa disse...

Não estava a correr bem. O que se passou com o Irão foi uma vergonha. Não jogaram em igualdade com nenhuma outra equipa. Por mim não deviam ter entrado em campo e protestar os jogos. Como agora não deveria entrar nenhuma equipa que vá defrontar o EUA (até às meias finais, pois já sabemos que vão até ai por decreto)

Anónimo disse...

É evidente que vários dos comentários acima são motivados politicamente, portanto não vale a pena responder.
Ainda assim, que expulsão foi aquela?
Ah, Argentina 78! Ah, Coreia da viragem do século! Ah, Alemanha de 90! E por aí fora...

Anónimo disse...

Já que estás tão solidário com o irão porque não vais viver para lá, aposto que vais gostar da cultura deles, na América há demasiada liberdade aquilo não deve ser para ti