UMA LENDA

Foi, juntamente com Eusébio e José Águas, dos primeiros nomes grandes do Benfica a chegar-me ao ouvido, pela voz do meu Pai - que o viu jogar.
Foi porventura a figura principal da equipa campeã latina de 1950. E julgo ser o melhor marcador de sempre em finais da Taça de Portugal, mesmo sem se tratar de um avançado-centro, como se dizia na altura (esse era, ao tempo, Julinho).
Era sim uma das mais antigas lendas do clube. E, mesmo sem conhecer pessoalmente, confesso que cheguei a pensar visitá-lo. Não fui a tempo.
Mas Rogério "Pipi", como todas as lendas, é imortal.
Ao contrário do que é hábito com quem parte, a foto de homenagem que lhe deixo é a cores. Vermelho vivo como ele gostaria.
Até sempre!

3 comentários:

joão carlos disse...

pelo que já li, e vi em documentários ou em algumas raras imagens, acho que nesse rol falta o coluna até porque não era à toa que tinha a alcunha do monstro sagrado.
a ordem depois entre eles alem de ser sempre subjectiva para quem os viu ao vivo muito mais era para quem nunca os viu jogar ou viver a sua importância no momento.

também pelo que sei era a figura maior do clube não só nessa época da taça latina mas também durante grande parte do tempo em que esteve no clube, pelo menos quando dos seus anos áureos, até porque não era para todos ser contratado por um clube brasileiro, mesmo que lá tenha ficado pouco tempo por motivos pessoais.

era o nosso antigo jogador mais velho, e com o seu desaparecimento será agora bastos o nosso antigo jogador com mais idade, e pelo que foi noticia era o mais antigo internacional português.
e se não estou enganado para alem de ser o jogador que mais finalizações tem em finais da taça de portugal como é aquele que mais finalizações tem numa só final da mesma prova.

LF disse...

Correcto.
Quanto ao Coluna, merece sem dúvida integrar o lote. Mas talvez por marcarem mais golos, o meu Pai falava-me mais do Águas, do Rogério e do Eusébio. E também do Arsénio.

Aliás, sobre o Arsénio, o meu Pai tinha uma história curiosa: uma vez foi a um jogo, ia para o estádio no elétrico, e ao lado entrou, de mala às costas, o...Arsénio, que ia jogar esse jogo.
Incríveis aqueles tempos.

joão carlos disse...

também já li algures uma historia parecida com essa, embora não tenha fixado quem era o jogador, no caso o jogador estava a tentar apanhar o eléctrico mas eles vinham todos cheio de malta que ia ver o jogo.
ele lá conseguiu entrar num apinhado e chegou mesmo em cima do jogo, não se livrou foi da multa por atraso.