02/04/07

ASSIM JOGARAM OS ENCARNADOS

QUIM (3) Teve uma intervenção de grande qualidade ao impedir com uma cirúrgica palmada Adriano de o contornar e seguramente abrir o marcador. Pelo contrário, no lance do golo de Pepe fica a sensação de que poderia talvez ter feito algo mais.
NÉLSON (3) Como toda a equipa, melhorou substancialmente da primeira para a segunda parte. Até ao intervalo pareceu sempre excessivamente preocupado com Ricardo Quaresma, e pouco se soltou para as acções ofensivas.
DAVID LUÍZ (4) Sai absolutamente incólume do golo portista (estava a marcar Bruno Alves), e tem participação directíssima no tento do empate. De resto exibiu segurança e nunca comprometeu, não hesitando em (seguindo certamente os conselhos do técnico) atirar bolas para a bancada quando o perigo espreitava. Cada vez ganha mais força a ideia de poder ser ele o parceiro de Luisão quando este regressar.
ANDERSON (2) Muito mal no golo de Pepe, Anderson também nunca foi o patrão que a defesa benfiquista precisava. Foi dos que mais nervos pareceu sentir na fase de maior ascendente do adversário.
LÉO (3) Não se sabe porquê, mas na primeira parte Léo raramente aproveitou a verdadeira auto-estrada que tinha à sua frente (Quaresma caiu quase sempre pelo outro lado), deixando ao invés que Bosingwa ganhasse espaço e protagonismo. No segundo tempo foi nele que residiu uma das principais transfigurações do futebol benfiquista, e foi, então sim, o Léo empreendedor que todos conhecemos, empurrando o F.C.Porto para trás, e fechando a porta às subidas do lateral direito portista. Na ponta final do desafio quase ia comprometendo a equipa em dois momentos – um mau alívio que colocou a bola à frente de Anderson e uma passividade enorme perante a desmarcação de Renteria, que todavia não soube aproveitar. Ainda assim, no deve e no haver, nota positiva
PETIT (3) Tem sido submetido a grande desgaste, e isso fez-se sentir ao longo de quase todo o jogo. Teve nos pés a melhor oportunidade do Benfica em toda a primeira parte na recarga a um livre apontado por si próprio. No segundo tempo, sem Katsouranis, refugiou-se mais na cobertura às acções de Karagounis e Rui Costa, e cumpriu o seu papel sem deslumbrar.
KATSOURANIS (1) Confrangedora a sua debilidade física, eventualmente a pedir uma ou duas jornadas de repouso que o anoréctico plantel encarnado não lhe tem permitido dar. Bem substituído.
KARAGOUNIS (4) Uma das unidades de maior e mais constante rendimento do Benfica ao longo de todo o jogo. Foi por ele que passou em larga medida a reacção ao domínio portista ainda na primeira parte, enquanto que na segunda parte acompanhou Rui Costa no comando do meio campo. Bela exibição do Grego, eventualmente o melhor benfiquista em campo.
SIMÃO (3) Esperava-se que fizesse a diferença mas na primeira parte praticamente não existiu. Muito bem marcado por Paulo Assunção e por vezes por mais outro elemento, Simão não se conseguiu libertar de uma teia que abafou o seu futebol. Na segunda parte melhorou bastante, embora sem atingir os níveis a que nos tem habituado.
MICCOLI (3) Durante a primeira parte foi um dos elementos mais inconformados com a apatia generalizada da equipa. Procurou através de acções individuais criar desequilíbrios, mas nem sempre as coisas lhe saíram bem. Depois foi-se apagando. Falhou incrivelmente um pontapé frontal com Helton batido ainda na fase incial da segunda parte e que poderia ter transformado o jogo.
NUNO GOMES (2) Mais uma exibição tristonha e ineficaz do avançado encarnado. Lutou e correu bastante, mas raramente conseguiu ultrapassar a muralha Pepe-Alves. Claramente em défice físico acabou substituído.
RUI COSTA (4) A entrada do maestro revolucionou a equipa. A sua experiência deu tranquilidade e a sua capacidade técnica deu critério na posse e circulação de bola. Beneficiou da quebra física do meio campo portista para pintar a manta e, com o seu futebol aveludado mas extremamente incisivo, lançar as sementes para o caudal atacante que a equipa apresentou na segunda parte. Temos homem!
DERLEI (3) Entrou também muito bem no jogo, integrando-se bem na manobra ofensiva dos encarnados, e podendo inclusivamente ter marcado um golo que ficaria para a história, quando já se jogava o tempo de descontos.
MANTORRAS (3) Quase se poderiam aplicar as mesmas palavras que a Derlei – que grande cabeceamento aquele…. Talvez tenham ambos entrado tarde demais.