04/10/06

DERRAPAGEM PORTISTA

Com as suas principais unidades em claro défice de forma, o F.C.Porto não resistiu a um excelente e motivado Braga cedendo a segunda derrota consecutiva em menos de uma semana.
A vitória bracarense foi tão clara quanto justa nunca parecendo verdadeiramente em perigo, tal a desinspiração de Anderson, Quaresma e sobretudo Lucho Gonzalez.
A interrogação que se coloca é a seguinte: terão sido as quatro vitórias iniciais dos dragões mais demérito de frágeis adversários (U.Leiria, E.Amadora, Naval e Beira Mar) ou resultado da força portista ?
Nos próximos jogos saberemos a resposta, mas para já o dado objectivo é que o F.C.Porto sempre que confrontado com equipas mais bem apetrechadas vacilou, à semelhança aliás do que acontecera na época anterior com Co Adriaanse.
Sempre me pareceu que a ideia criada nos media de que o F.C.Porto tem claramente o mais forte plantel da prova não passa de uma mistificação. Uma linha defensiva constituida por Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Ezequias, por muito respeito que merecam enquanto profissionais, não parece ser adequada para uma equipa com ambições internacionais como o F.C.Porto diz ter. Se juntarmos a isso um claro défice numa das alas - onde não esteja Quaresma - e no centro do ataque, verificamos que afinal o plantel portista não é assim tão equilibrado como se tornou moda dizer. Se atentarmos ao número de internacionais pelos respectivos países, o F.C.Porto fica longe do Sporting e muito longe do Benfica. Restam pois aos portistas umas quatro ou cinco grandes individualidade que, quando em forma, são capazes de desequilibrar e disfarçar os desequilíbrios colectivos. Já agora, resta também toda a estabilidade proporcionada por uma comunicação social que não aprofunda nem explora as suas crises como o faz quando se trata do Benfica, que por exemplo não registou ainda duas derrotas seguidas nesta temporada.
O Sporting por seu turno não desperdiçou a ocasião para se colar aos azuis e brancos na liderança da Liga. Foi mais uma vez o jovem prodígio Nani a fazer a diferença, marcando um belo golo e conseguindo uma grande penalidade que proporcionou a Liedson o reecontro com a sua veia goleadora.