07/09/06

OS NOSSOS UM POR UM

CANEIRA (2) Foi pelo seu lado que a Finlândia obteve o golo, e foi também pela direita que se fez sentir a maior pressão dos últimos minutos. Mais uma vez não foi na selecção o que costuma ser no Sporting.
RICARDO COSTA (1) Depois de um início de carreira muito promissor, Ricardo Costa parece ter-se eclipsado enquanto central seguro e sóbrio que parecia ser. Será talvez um problema de quebra de confiança, mas o que é certo é que as suas últimas aparições pela selecção (no F.C.Porto não é titular) têm sido um fracasso completo. Erros atrás de erros, e culpas directas no golo. Depois desconcentrou-se e acabou expulso.
RICARDO CARVALHO (2) Que bicho lhe mordeu nas férias ? À semelhança do seu parceiro do lado, também não fica nada bem na fotografia do golo finlandês.
NUNO VALENTE (3) Não esteve tão mal como os restantes elementos da defesa, mas também esteve longe do fulgor do Mundial.
COSTINHA (2) Muito apagado, muito complicativo. Só a sua experiência impediu que fosse batido mais vezes numa zona nevrálgica como a que ocupa no terreno.
PETIT (2) Também está completamente fora de forma. É generoso, como sempre, mas não conseguiu ser criterioso como quando está em forma.
DECO (3) Foi ainda assim aquele que mais tentou inverter a fatalidade de uma má exibição colectiva. Não foi muito feliz na maioria das suas tentativas individuais, mas tem o mérito de ter lutado muito, e conseguido causar algumas preocupações ao meio campo e defesa finlandesa. O seu passe para golo é delicioso e revelou-se determinante.
CRISTIANO RONALDO (3) À semelhança de Deco também tentou remar contra a maré, não se escapando contudo de uma ou outra nota de individualismo excessivo. Tentou rematar, e na ponta final assegurou toda a acção ofensiva da equipa.
NUNO GOMES (3) Não fazendo uma exibição muito vistosa, acabou sendo o homem do jogo, ao marcar um golo de grande importância. No resto do tempo lutou muito, procurando vir atrás pegar no jogo e partir em tabelinhas como tão bem sabe fazer.
NANI (3) Foi dos melhores portugueses. Não tendo disputado o Mundial, aparece naturalmente em melhores condições físicas que os companheiros. Lutou, recuperou bolas e tentou várias vezes o remate, mas sempre sem sucesso. Rapidíssima a sua adaptação ao grupo.
RICARDO ROCHA (3) Jogou simples e transmitiu uma segurança que Ricardo Costa nunca conseguiu patentear. Talvez devesse ter sido titular.
JOÃO MOUTINHO (-) Não teve espaço nem tempo para se evidenciar muito. Tentou contribuir para uma maior segurança no meio campo.
TIAGO (-) As palavras utilizadas para Moutinho assentam-lhe como uma luva, se bem que tivesse estado ainda menos tempo em campo.