24/05/06

ÁRVORES DO ALENTEJO

Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a benção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!

FLORBELA ESPANCA

4 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Hi! Just want to say what a nice site. Bye, see you soon.
»

4.7.06  
Anonymous Anónimo said...

Hi! Just want to say what a nice site. Bye, see you soon.
»

4.7.06  
Anonymous Anónimo said...

Very pretty design! Keep up the good work. Thanks.
»

21.7.06  
Anonymous Anónimo said...

I find some information here.

22.7.06  

Enviar um comentário

<< Home