23/01/09

HOJE À VENDA

Por apenas 75 cêntimos, tem hoje nas bancas mais uma edição do jornal "O Benfica".
O destaque vai nesta semana para a verdade sobre o caso Calabote, para as arbitragens, para a violência nos relvados e a respectiva impunidade.
Como habitualmente, contará também com a coluna de opinião deste seu amigo, desta vez evocando a memória de Miklos Feher.

26 Comments:

Anonymous Peter said...

A capa está brilhante. Como diria o outro, há imagens que valem mais que mil palavras.

23.1.09  
Blogger Vitor Esteves said...

Afinal o José Nuno Martins também apoia .......

23.1.09  
Blogger Aurélio Estorninho said...

adoram o PORTO de tal maneira que até colocam o Bruno Alves na Capa.
gostaria de saber a opinião do director do pasquim se a revista Dragões colocasse o assassino bynia a agredir um colega em campo.
sabem o que eu chamo ao q o jornal do benfas está a fazer?, esta a semear o terror no meio dos arbitros, esta entrelinhas a dizer:
- ou nos ajudas ao inventamos historias sobre ti e publicamos

mais um episodio de vergonha e de branqueamento dos malfeitores neo nazis benfiquistas.

23.1.09  
Blogger Aurélio Estorninho said...

. A trajectória da bola e as decisões da FPF

Época 1958/59. Após 18 jogos o SLB ia na liderança do campeonato, com o Belenenses em 2º lugar a três pontos e o FC Porto em terceiro a quatro pontos de distância.
No dia 1 de Fevereiro de 1959 disputava-se a 19ª jornada e o SLB tinha uma difícil deslocação ao Restelo, a casa do seu perseguidor mais directo. A expectativa era grande, porque uma vitória dos azuis deixá-los-ia a apenas um ponto dos encarnados (na altura a vitória valia 2 pontos) e relançaria o campeonato a sete jornadas do fim.

«Entre belenenses e benfiquistas ocorreu, no jogo do Restelo, um caso invulgar. Costa Pereira não deteve uma bola, na marcação de um canto, que, muito escorregadia (o desafio foi disputado numa tarde de chuva cinzenta), se lhe escapou para dentro da baliza. O árbitro, Macedo Pires, não considerou o golo, mandando marcar pontapé de baliza. É que, na sua opinião, a bola descrevera um arco ao sair do canto, ultrapassara a linha de cabeceira e voltara ao campo, dando azo a um lance pouco vulgar.»
in 'Glória e Vida de Três Gigantes', A BOLA


«Fernando Vaz, treinador dos «azuis», considerou que dois erros do árbitro tinham decidido o campeão. Mas, se o árbitro dizia ter visto a bola sair pela linha de cabeceira, reentrar em campo e cair depois da estranha viagem dentro da baliza do Benfica, nada a fazer!»
in 'Glória e Vida de Três Gigantes', A BOLA


Reparem bem, segundo o árbitro Abel Macedo Pires (AF Lisboa), após Matateu ter marcado o canto, a bola descreveu um arco ultrapassando completamente a linha de cabeceira, voltou a entrar no campo e, desafiando todas as leis da Física, foi parar ao fundo da baliza do Benfica!
Não acreditam?
Pois é verdade, naquele tempo aconteciam coisas destas...

Perante tamanho escândalo, que deixou o país desportivo incrédulo, o ‘SPORT ilustrado’ ironizou com a situação e cerca de uma semana depois publicou um esquema em que tudo está “perfeitamente explicado”:


A trajectória mirabolante do canto de Matateu (clique na imagem para a ampliar)


«Conversa de todos os dias desde há mais de uma semana. Foi golo; não foi golo; a bola passou assim; a bola não saiu; a bola fez um "S"; a bola descreveu uma curva; o árbitro apitou; não apitou; abriu os braços; mas estava atento; não estava; estava – irra... que é demais!
Para acabar com tanta discussão o nosso colaborador gráfico Manuel Vieira fez a montagem da presente página indo ao local do crime fazer a foto e tracejando a seguir a trajectória da bola desde o pontapé de canto de Matateu (que não estava lá) até entrar nas redes de Costa Pereira (que também não estava lá).
Como se vê pelo tracejado, o esférico tomou a direcção de Almada, contornando o magnífico monumento que ali se ergue, voltou ao Restelo e entrou nas redes.
Entretanto, o árbitro Macedo Pires – que, também não se vê na foto, nem se pode ver, pois está proibido de pisar campos de futebol – apitara (mais ou menos quando a bola se cruzava com um cacilheiro) e o golo não contou, nem pode contar.
Mais nada!»
in "SPORT ilustrado", Fevereiro de 1959


Com o árbitro a invalidar o golo marcado por Matateu a três minutos do final do jogo, o desafio terminou empatado (0-0), para enorme alegria dos encarnados que mantinham a distância para o seu principal rival dessa altura.

Revoltado, o Belenenses protestou o jogo mas, apesar das evidências, o Conselho Técnico da Federação indeferiu o protesto. Mesmo sabendo que a probabilidade de ganharem o recurso era muito reduzida (não havia memória de uma decisão do Conselho Técnico ser contrariada), os azuis de Belém recorreram para o Conselho Jurisdicional da FPF.


A trajectória da bola (fonte: Sport Ilustrado, Fevereiro de 1959)


Entretanto o campeonato continuou e na penúltima jornada o Benfica foi a Alvalade, sendo derrotado por 1-2.
Devido a este resultado e à recuperação que o FC Porto (treinado por Bella Guttmann) tinha feito, encarnados e azuis-e-brancos entrariam na última jornada com os mesmos pontos, mas com vantagem dos portistas na diferença de golos.
Contudo, quando já ninguém o esperava, mais um golpe de teatro com origem na Federação. O Conselho Jurisdicional da FPF decidiu contrariar a decisão do Conselho Técnico e dar provimento ao recurso do Belenenses, mandando repetir o Belenenses-Benfica.

Ora, se no início de Fevereiro o Belenenses era o principal rival do SLB na disputa para o título, nesta altura já nada podia lucrar com a repetição do jogo. Era 3º classificado e nem com uma vitória poderia chegar ao título.
Pelo contrário, o SLB que aquando do protesto do Belenenses tudo fez para evitar a repetição do jogo, tinha agora todo o interesse na repetição do mesmo, porque uma vitória permitiria que entrasse na derradeira jornada com mais um ponto que o FC Porto.

Há 50 anos como agora, vê-se para que lado e ao sabor de que interesses pendiam as decisões dos órgãos da Federação.

Quarta-feira, 19 de Março de 1959, foi o dia marcado pela FPF para a repetição do Belenenses-Benfica. A classificação era a seguinte:

1º FC Porto, 25 jogos, 39 pts. (78-22)
2º Benfica, 24 jogos, 38 pts. (70-18)
3º Belenenses, 24 jogos, 35 pts. (62-25)
4º Sporting, 25 jogos, 31 pts. (49-26)

«Imagine-se o que foi a repetição do encontro. O Belenenses já só estava relativamente interessado; os jogadores do F. C. Porto, nas bancadas, sofrendo a bom sofrer; o Benfica lutando para tirar partido daqueles 90 minutos suplementares, que tanto havia contrariado e, agora, davam tanto jeito...»
in 'Glória e Vida de Três Gigantes', A BOLA

O jogo terminou empatado (1-1), resultado feito ainda na primeira parte.

Assim, à entrada da 26ª e última jornada do campeonato 1958/59, a classificação era a seguinte:

1º FC Porto, 25 jogos, 39 pts. (78-22)
2º Benfica, 25 jogos, 39 pts. (71-19)

23.1.09  
Blogger M said...

la conseguiu o gajo ser idiota ANTES do almoço...e eu a pensar que era do tinto...

23.1.09  
Blogger Aurélio Estorninho said...

agora querem branquear o calabote?
hahahhahah
é bem provavel que neguem que em Portugal se vive numa democracia.
é tão verdade o calabote ter roubado o PORTO como existirem benfiquistas.
mas analisem tb o jogo antes com o belenenses onde invalidam o golo da vitoria ao belenenses, alegando algo que nem as leis da fisica as conseguiam provar.
a historia do benfica é feita de roubos, de pressões de politicas fascizantes é preciso que a verdade nunca seja esquecida, é preciso que o povo Portugues não seja enganado como foi nos tempos da outra senhora.
se todos nós aqui não queremos regresso de um regime que nos impedia de ser livres, temos da mesma forma de impedir que o benfas tente de uma forma de propaganda hitleriana esconder o seu passado vergonhoso.

23.1.09  
Blogger Aurélio Estorninho said...

Caro M:
espero q a do idiota tenha sido para outra pessoa, pois tenho-o como uma pessoa que respeita os seus pares.

23.1.09  
Blogger 1904-Amaral said...

E eu a pensar que o parvinho andava a beber, afinal droga-se...

23.1.09  
Blogger Vitor Esteves said...

"adoram o PORTO de tal maneira que até colocam o Bruno Alves na Capa.
gostaria de saber a opinião do director do pasquim se a revista Dragões colocasse o assassino bynia a agredir um colega em campo.
sabem o que eu chamo ao q o jornal do benfas está a fazer?, esta a semear o terror no meio dos arbitros, esta entrelinhas a dizer:
- ou nos ajudas ao inventamos historias sobre ti e publicamos"

Contemplem o exemplo acabado da paranóia esquizofrénica !

23.1.09  
Blogger Aurélio Estorninho said...

chama-lhe o que quiseres, eu chamo-lhe propaganda hitleriana e fascista.
os benfiquistas fazem-me lembrar o ministro do sadam hussein, com os americanos a entrar em bagdade e ele a apregoar aos sete ventos que a guerra estava ganha.
Portugal inteiro sabe que o benfas foi levado ao colo por tudo e por todos no tempo do fascismo e mesmo assim tentam negar isso.
não tarda nada negam q a aguia vitoria não existe.
haja vergonha!

se não querem o calabote investiguem o árbitro Macedo Pires que arbitrou um celebre belenenses - benfica, e vejam as atrocidades que ele fez!!!

23.1.09  
Anonymous Peter said...

Caro Aurélio já lhe disse a si que se houve alguém neste país que fez alguma coisa no futebol pela democracia, foram pessoas ligadas ao Benfica, diga-me 1 nome de um dirigente do fcp que tivesse sido preso por contestar o regime?

23.1.09  
Anonymous Miguel said...

Ò estorninho:
Só falta dizeres que a revista dragão se rege pela imparcialidade...!
Há com cada burro!

23.1.09  
Blogger Aurélio Estorninho said...

posso dar-lhe alguns nomes de pessoas que foram expoliadas pelo governos fascista de salazar.
todas as equipas de futebol do Porto que eram roubadas mas atravessavam a ponte d. luis.
todas as direcções do FC PORTO que eram enxovalhadas pelos clubes da capital que eram protegidos pelos pidescos benfiquistas.
os adeptos do benfas estão a tornar-se em neo nazis desportivos, só a verdade deles é incontestavel.

23.1.09  
Anonymous Peter said...

Aurélio tenha juízo. Você com esse discurso não passa mais de uma ovelha bem manipulada por esse pastor/padrinho chamado p. da costa. Pense pela sua própria cabeça e reconheça que o seu clube cresceu à conta da corrupção e de um complexo de inferioridade regional que até nem tem razão de existir. Os factos de que você fala no passado além de serem mentira grande parte deles, desculpe mas não serve de desculpa para aquilo que o fcp tem feito e continua a fazer na actualidade. Como é que o Aurélio consegue explicar a alguém como é que o B.Alves passa jogos sem apanhar cartões?

23.1.09  
Anonymous Anónimo said...

ho aurelio enrabadinho os cagoes que facam um jornal e metam o que la quiserem tu es um fa dos grandes do benfica mas disfarcado de elefante saudacoes da minha terra eeeeeeeeeeeeee o roubo eeeeeeeeeee o roubo

23.1.09  
Anonymous Fora com os cabeças gordas said...

Consta que o Salazar era Sportinguista!
E esta hein??

23.1.09  
Blogger jfk said...

Salazar era um seminarista que não ligava nada à bola.

O seu governo era composto por pessoas maioritariamente Sportinguistas na sua simpatia clubista.

23.1.09  
Blogger jfk said...

Memórias de outros tempos:

No velhinho estádio das Antas houve um jogo em que um apanha bolas pegou a bola que havia saido pela linha de fundo, colocando-a dentro da baliza.

O golo foi validado.

24.1.09  
Blogger Aurélio Estorninho said...

pois pois...
so falta fazerem uma campanha a dizer que no antigo regime o Porto era levado ao colo.
enfim!
eu acho que vocês ñão acreditam naquilo que vocês proprios dizem, considero-vos inteligentes demais para isso.

24.1.09  
Anonymous Peter said...

O fcp no antigo regime era acima de tudo 1 clube desorganizado e cheio de complexos que aliás ainda hj os tem. E gostavam muito de engraxar o poder político. Não é por acaso que o Estádio das Antas foi inaugurado no dia do golpe de estado que instalou a ditadura, já o da Luz foi no dia da implantação da república.Para não falar daquela célebre final de taça com o leixões no estádio das antas. Aliás isto até aconteceu já depois do 25 de Abril com o Benfica.

24.1.09  
Blogger Aurélio Estorninho said...

Inocêncio Calabote Culpado?
www.apre.blogspot.com — «A bem da nação»
Era um domingo muito especial, o de 22 de Março de 1959, em termos de futebol, quer-se dizer. O calendário era outro, e o Campeonato Nacional da I Divisão da época 1958-59 vivia, nesse dia, a sua última jornada. E que jornada! Benfica e Porto, empatados em pontos e nos jogos disputados entre si, eram os únicos candidatos ao título. A separá-los, na corrida, apenas uma diferença de quatro golos favorável aos «azuis e brancos» (78-22 do Porto contra 71-19 do Benfica). Para se tornarem campeões, os «encarnados»
teriam de ganhar o último encontro por uma vantagem superior em quatro golos
àquela que os portistas conseguissem.
Sem directos televisivos, o país estava suspenso, depois do almoço domingueiro, dos relatos que a Rádio, ainda sem transmissões em cadeia, assegurava, em simultâneo nessa tarde, dos dois encontros. O Benfica recebia na Luz, com casa cheia, o Desportivo da CUF, do Barreiro. O Porto, pela sua parte, enfrentava o Torreense, em Torres Vedras, a transbordar. E a expectativa era tanto maior quanto se sabia que CUF e Torreense, em riscos de descerem de divisão (como acabariam por descer, face às derrotas que
sofreram nesse dia), iriam fazer a vida cara aos adversários. Os jogadores destes dois clubes tinham mesmo prémios especiais (e secretos) para o caso de conseguirem contrariar as naturais aspirações de vitória dos dois grandes.
Inocêncio João Teixeira Calabote, árbitro da Comissão Distrital de Évora, foi escolhido para apitar o Benfica-CUF. Considerado e premiado pela Comissão Central de Árbitros, «pelo Desporto e a Bem da Nação», como o melhor da época 1952-53, era indicado à FIFA como árbitro internacional na época seguinte (distinção que voltaria a merecer em 1956-57) e apontado um ano depois pelo próprio presidente da Comissão Central, na altura Filipe Gameiro Pereira, como «do melhor que tem passado pelo sector da arbitragem»,
numa entrevista concedida ao jornal «A Bola» em 26 de Março de 1955. E havia razões de sobra para escolher um juiz com o perfil de «honrado» e de «independente» como o de Inocêncio Calabote para arbitrar esse Benfica-CUF de 1959. É que ao longo da época, em particular durante a segunda volta, os
«encarnados» tinham acumulado múltiplas razões de queixa contra as autoridades responsáveis pelos destinos do futebol.
A primeira grande injustiça de que o clube da Luz se sentiu vítima, nessa época, girou em torno de um castigo de cinco jogos de suspensão aplicado a Chino, o influente extremo-direito da equipa. Quando a pena estava praticamente cumprida, o castigo foi reduzido para um jogo apenas! Jornadas mais tarde, depois de um protesto do Belenenses referente a um jogo com o Benfica ter sido aceite pelas autoridades federativas (primeiro por ter sido negado aos homens da cruz de Cristo um golo directo conseguido na
marcação de um canto e depois pela barreira defensiva dos encarnados se ter alegadamente mexido antes de Matateu, a estrela da equipa, apontar um golo de livre), o clube da Luz viu o jogo de repetição ser marcado para a quinta-feira anterior à partida decisiva com a CUF. Por fim, o encontro que os «encarnados» disputaram em Alvalade, na penúltima jornada, no domingo anterior, ficara marcado por cenas de autêntico pugilato, que fizeram com que a equipa terminasse a partida com apenas nove
jogadores, por expulsão de Ângelo e lesão de Artur.

Minutos dramáticos
O Estádio da Luz estava à cunha. A equipa de arbitragem - Inocêncio Calabote foi auxiliado por Madeira da Rocha e por Manuel Fortunato - foi a primeira a entrar em campo, uns cinco minutos antes da hora prevista para o início da partida, seguida, nos minutos seguintes, pela turma do Barreiro. Os responsáveis «encarnados» admitem que atrasaram o mais possível a entrada da sua equipa no relvado, de forma a poderem beneficiar do conhecimento do resultado em Torres Vedras. «Faltariam aproximadamente dois minutos para as quinze horas quando entrou a equipa do Benfica», declararia, mais tarde, Manuel Fortunato, um dos fiscais de linha, no âmbito de um processo disciplinar que viria a custar a irradiação de Inocêncio Calabote, mais de 20 anos depois dos «bons serviços» que, unanimemente, prestou à arbitragem.
«Havia numerosos fotógrafos dentro do campo para fotografar a equipa. Isto deu lugar a uma certa demora, tendo o árbitro procurado que os fotógrafos abandonassem o campo. Isto fez com que o jogo principiasse uns três minutos, aproximadamente, depois das quinze horas», adiantou o auxiliar.
Apesar do esforço dos homens do Barreiro, a primeira parte correu de feição para as aspirações do Benfica, que chegou ao intervalo a vencer por 4-0. Aos 58 minutos de jogo, o cufista Quaresma reduziu para 5-1, colocando assim o FC do Porto em vantagem. Mas o Benfica, em tarde inspirada, não tardaria a fazer os 6-1. Os últimos minutos, segundo relata a Imprensa da época, foram «dramáticos» nos dois campos. Primeiro, na Luz, Mendes fazia os 7-1, dando o título ao Benfica. Depois, em Torres, Noé marcava o segundo golo do Porto, empatando de novo a contenda entre os dois grandes. E, a vinte segundos do final desta partida, Teixeira elevava a marca para 3-0, colocando a faixa de campeão ao peito dos «azuis e brancos». Na Luz, os «encarnados» deram tudo por tudo ao longo dos seis derradeiros minutos da partida (dez, com os descontos) mas não conseguiram voltar a marcar. Por um só golo (81-22 contra 78-20), o FC do Porto, na altura treinado por Bela Guttmann sagrava-se campeão nacional.
«Na manhã seguinte, em Évora, preenchi o relatório do jogo, que mandei para a Comissão. Tinha assinalado três penaltis e expulsado três jogadores da CUF. Creio que não houve mais nada de especial a registar.»
Isto pensava ele, na sua inocência de Inocêncio puro, longe ainda de saber, como viria a apurar mais tarde, quantas coincidências nefastas se não podem cruzar no caminho dos inocentes. «Em 58-59, a presidência da Comissão Central de Árbitros, por força da rotatividade do cargo ou de qualquer coisa no género, foi parar às mãos do Belenenses, então um dos quatro grandes, na pessoa do dr. Coelho da Fonseca. O presidente anterior veio a Évora avisar-me um belo dia: 'Você ponha-se a pau, que a Comissão que entrou vem com intenções de o irradiar', disse-me ele, o Gameiro Pereira. Queriam vingar-se. «Logo de seguida, depois do tal Benfica-CUF, alegando má-fé minha no preenchimento do relatório do jogo - que teria começado não sei quantos minutos depois da hora, que teria tido um intervalo maior que o devido e um
prolongamento excessivo também -, o dr. Coelho da Fonseca abriu-me um inquérito e não descansou enquanto não conseguiu que me fosse aplicada a pena de irradiação da arbitragem. Ao fim de 22 anos de bons e leais serviços, conseguiram pôr-me na rua alegando um pretenso erro meu de cronometragem. E se escrevi no relatório que prolonguei a partida durante quatro ou cinco minutos foi porque entendi que o devia ter feito e porque foi esse o tempo que o meu relógio realmente marcou. E qual é o relógio que
conta?»
Depois de mais de 20 anos dedicados à causa da arbitragem, Inocêncio Calabote viu-se irradiado por um pretenso erro de meia dúzia de minutos. «Não, nunca ninguém me acusou de suborno, de comprado ou de coisa no género, que nunca ninguém encontrou matéria para tal. Aplicaram-me a pena máxima só porque o meu relógio, pretensamente, não tinha o rigor de um cronómetro acima de qualquer suspeita.» E repete-se inocente, Inocêncio João Teixeira Calabote. Sem esperança nos homens, até que o esquecimento o liberte.
AINDA hoje, quase 40 anos depois dos acontecimentos que viriam a marcar, de forma tão dramática, a sua vida, Inocêncio Calabote experimenta, mesmo sem querer, sentimentos contraditórios em relação ao que então se passou: por um lado, gostaria de poder esquecer, de ter artes para varrer tudo da memória e
deixar a cabeça limpa, como uma casa arrumada, como se nada, alguma vez, tivesse realmente sucedido; por outro, a «injustiça» que lhe fizeram foi tão grande, tão violenta que o próprio corpo ainda agora se lhe arrepia todo sempre que, quando menos o espera, o fluir do sangue lhe traz de volta ao coração o sabor amargo do desamor dos homens. Nunca mais fui a um estádio, não sou capaz. Gosto de ver o futebol na
televisão. Mas, depois, vou-me deitar, e a cabeça não pára, só quando consigo adormecer.»

24.1.09  
Blogger Aurélio Estorninho said...

CARO JFK:

essa historia do apanha bolas é verdade verdadinha!
mas o FC PORTO não esconde o seu passado, não tentamos branquear nada.
agora existe uma tentativa de reescrever a historia pelos neo nazis benfiquistas, mas existirá sempre alguém presente para dizer a verdade!
o FC PORTO durante 40 anos foi roubado assim como a cidade e as suas gentes foram prejudicadas em favor da metropole.

24.1.09  
Anonymous Peter said...

Meu caro aurélio você só sabe falar do Calabote, quantos calabotes já benefeciaram o fcp. E deixe-se de tolices de neo-nazis porque isso é de 1 baixo nível atroz.Um clube que o seu maior símbolo é o Eusébio como é que você ousa falar isso. Desculpe-me que lhe diga mas está completamente desorientado.

24.1.09  
Anonymous Anónimo said...

e a primeira vez que venho aqui e vejo coisas intressantes-ao senhor aurelio estorninho so lhe lembrar uma cena uns anos atras o victor baia precisava de alguns minutos num jogo com o maritimo para bater um record de guarda redes menos batido vejam isto o jorge costa marcou um golo na sua baliza o que era normal era para onde estava virado bom teve que ser feito alguma coisa anulou-se o golo asim vamos andando parados corrige-me se eu estiver errado por favor nao se zangue comigo sou da paz

24.1.09  
Blogger Aurélio Estorninho said...

o eusebio?
coitado do eusebio!!
esse quer whisky e que o benfas lhe pague as contas dele e das amantes.

24.1.09  
Anonymous Nuno Figo said...

"Neonazis, fascistas, hitlerianos e salazaristas".

Caro Aurélio Estorninho, tenho tido, até agora, para si, respeito.

Mas chamar-me isso, só tem uma resposta possível.
Vá para a puta que o pariu e nunca mais cá volte.

27.1.09  

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