03/07/06

CINCO RAZÕES PARA A ELIMINAÇÃO DO BRASIL

1-Parreira procurou desenhar um modelo de jogo que aglutinasse todas as principais estrelas de que o Brasil dispunha. É fácil dizer isto agora, mas a verdade é que se tratou de um erro. Ronaldinho e Kaká talvez não pudessem jogar juntos, Ronaldo e Adriano talvez nem tivessem lugar no onze, Emerson, Cafú e Roberto Carlos também. O “Quadrado Mágico” não passou de uma forma de juntar todos os principais jogadores no onze, e nunca foi uma solução colectiva. Enquanto todas as equipas presentes, mormente as europeias, sobrepuseram o colectivo ao sacrifício de algumas individualidades, o Brasil fez o oposto, esperando que rasgos individuais o pudessem conduzir ao título.

2-Ronaldinho Gaúcho, o melhor jogador do mundo, passou ao lado deste Mundial. A cada jogo que passava surgia a esperança de que o astro finalmente aparecesse, mas a verdade é que, amarrado a um esquema que não o favorecia, nunca se assumiu como a verdadeira e grande estrela do escrete. Também Kaká, depois de muito prometer, acabou por se diluir.

3-Os laterais Cafú e Roberto Carlos apresentaram-se já próximo do fim do seu prazo de validade. Outrora capazes de assegurar a despesa dos dois corredores – nomeadamente quando contavam com três defesas centrais a protegerem-lhes as costas -, os dois veteranos, não só não deram nenhuma profundidade ofensiva à equipa, como muitas vezes não conseguiram cobrir devidamente os seus flancos (o que aliás já acontecia frequentemente com Roberto Carlos, mesmo nos seus melhores tempos). Perdoem-me puxar a brasa à sardinha do meu clube, mas não se entende porque é que Léo ficou em Lisboa....

4-Emerson apareceu no mundial completamente fora de forma, e Gilberto Silva, quando o substituiu, também não trouxe grandes melhoras à equipa.

5-É impressionante como metade da equipa brasileira mostrou quase sempre total passividade face ao processo defensivo. Já não se joga futebol assim. Ronaldo, Adriano, Ronaldinho, Kaká, e um dos laterais ficavam constantemente parados quando perdiam a bola no meio campo contrário, deixando o esforçado Zé Roberto (dos poucos que se salvou) a fazer todo o trabalho de pressão e compensação.

O Brasil não deixou de ter o melhor grupo de jogadores do mundo (embora, diga-se, muito concentrados nas posições de ataque), mas Parreira não foi capaz de formar uma equipa. O modelo de jogo brasileiro não foi mais do que tentar somar as suas individualidades, e esperar que a sua magia resolvesse os jogos, o que foi acontecendo até encontrar um adversário mais forte e organizado.
Dida esteve bem, tal como os centrais (que era curiosamente o ponto apontado como mais frágil deste Brasil). Robinho sempre que entrou, mexeu com a equipa. Fred esteve dez minutos em campo e marcou um golo, desaparecendo misteriosamente da equipa. Mas o melhor elemento do Brasil foi quase sempre Zé Roberto, que de modo algum merecia ser eliminado.

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

CONCORDO COM TUDO O QUE DISSESTE E NA MINHA OPINIÃO CICINHO,ROBINHO E FRED DEVERIAM TER SIDO TITULARES,AINDA BEM QUE NÃO FORAM ........VIVA PORTUGAL

5.7.06  
Anonymous Anónimo said...

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13.8.06  
Anonymous Anónimo said...

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18.8.06  

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