SÉRIES A BATER
GOLOS EM DÉRBIS
Com o golo obtido em Alvalade, Rafa Silva entrou no top 20 de marcadores do Benfica em jogos com o Sporting.
QUE PENA...
ONZE PARA ALVALADE
Trubin, Dedic, A.Silva, Otamendi, Dahl, Aursnes, Barreiro, Rios, Prestianni, Schjelderup e Pavlidis.
INGLÓRIO
Infelizmente, a sorte não esteve com os jovens encarnados, que desperdiçaram as inúmeras ocasiões de golo que criaram, e viram o Clube Brugge aproveitar com eficácia as que lhe concederam. O Benfica ficou assim pelas meias-finais, não podendo repetir o título conquistado em 2022.
Os belgas pareceram-me mais possantes e mais organizados. No Seixal há jogadores muito talentosos, mas as utilizações intercaladas da maioria deles por equipa A, equipa B, Sub 23 e Sub 19, terá retirado harmonia ao colectivo.
É preciso dizer também que não tenho gostado nada das últimas exibições de Banjaqui e Anísio, designadamente desde que Mourinho os fez estrear na equipa principal, ao que se seguiu uma renovação de contrato. Pode ser impressão minha, mas ambos parecem acomodados e com alguns tiques de vedetismo que não auguram nada de bom. Têm de perceber que chegar à equipa A é o princípio e não o fim.
Não faltam exemplos de estrelas nas camadas jovens que esbarram no contexto profissional. Lembro-me de Pepa, Nélson Oliveira, Roderick, Zé Gomes, Tiago Dantas, Martim Neto e Henrique Araújo, isto apenas no Benfica. Em sentido oposto, jogadores discretos que explodem na equipa principal, como António Silva ou João Neves. Depende muito da mentalidade. Sempre foi assim - recordemos que Fernando Couto era suplente de Pedro Valido e Paulo Sousa suplente de Tozé, nas selecções campeãs com Carlos Queiroz.
ELE ERA PERIGOSO!
E ENTÃO, BERNARDO?
Partindo do princípio de que não quererá arrastar-se pelos relvados, como tem feito um colega seu de Selecção, eu diria que terá mais dois ou três anos a alto nível enquanto futebolista profissional. Ou seja, um contrato.
Não duvido do benfiquismo de Bernardo Silva. Mas acho que esta é a hora de demonstrá-lo. Fez a sua carreira internacional, está rico e disponível. Se quer vir para o Benfica, se quer terminar a carreira no clube de coração, é agora. Quando tiver 40 anos, o Benfica já não precisará dele.
Tenho a certeza que Mourinho e Rui Costa o quererão de volta. Espero que lhe apresentem uma proposta dentro do tecto salarial do plantel encarnado. Cabe a Bernardo Silva aceitar receber muito menos do que em Manchester, do que noutro grande clube europeu que eventualmente o queira, ou do que num qualquer país do médio oriente. Não lhe peço para fazer como Rui Costa em 2006, o qual, contado na primeira pessoa por Luís Filipe Vieira, apenas exigiu a camisola 10 e um valor contratual em branco paa o Benfica decidir quanto lhe pagar. Mas peço-lhe que aceite um valor igual ao do jogador mais bem pago do plantel, e a camisola que quiser.
Eu gostava de ter Bernardo Silva no Benfica. Agora (já para 2026-27). Mais tarde poderá ser tarde demais.
CASA CHEIA
Apesar dos maus resultados, oo Estádio da Luz continua a encher. O verdadeiro benfiquista nunca deixa de acreditar, e em 2025-26 regista-se a maior média de assistência desde que o estádio foi construído, quase 59 mil pessoas por jogo. Vejamos qual a média, ano a ano:
OS 100 MILHÕES
Com as contratações de futebolistas passa-se o mesmo. Quem diria que Jonas, dispensado pelo Valencia, já trintão, se tornaria (na minha opinião) o melhor jogador do Benfica deste século? Em sentido contrário, sei que nomes como Djuricic e Ola John eram referenciados por grandes cllubes europeus e não se afirmaram na Luz (nem em lado nenhum). Se andarmos mais para trás, os exemplos são imensos, no Benfica e em todos os clubes.
Agora é fácil dizer que a SAD encarnada se equivocou nas contratações do último mercado de Verão. Enfim, mesmo dando de barato que nenhum deles vai explodir no futuro e surpreender-nos como outros nomes que não se fixaram de imediato (assim de repente, nas últimas décadas, lembro-me de Di Maria, Luisão, Enzo Perez, Matic, David Luiz e do próprio Cardozo), a verdade é que seria possível construir, hoje, o melhor onze do Benfica desta temporada sem nenhuma das contratações (excepto, porventura, Dedic). Ou seja, gastando muito menos, a qualidade da equipa estaria quase igual. Conclusão: gastou-se mal.
Mas isso é aquilo que agora conseguimos perceber. No Verão passado, olhando para os nomes e curriculos contratados, estaríamos longe de achar que o Benfica estava a fazer um mau mercado. Quem achava que se acuse. Centremo-nos nos quatro jogadores mais caros, e que somam quase os 100 milhões de que tanto se falou e fala: Rios, Lukebakio, Sudakov e Ivanovic.
DODY LUKEBAKIO 20M ex Sevilha: Com 27 anos e 30 internacionalizações A pela Bélgica, Lukebakio vinha substituir Akturkoglu (que entrara por 10 e saiu por 20, satisfazendo a sua própria vontade de regressar a casa). Olhando para um e para outro, não seria de supor uma perda desportiva acentuada. Com formação no Anderlecht, passagem pela Bundesliga, e depois pelo Sevilha (39 jogos e 11 golos na temporada anterior), o belga parecia, também ele, ser valor seguro. Deu um ar da sua graça nos primeiros jogos. Depois lesionou-se e não voltou a ser o mesmo. A afirmação de Prestianni na posição tornou-o algo redundante. Veremos se o Mundial ajuda a vendê-lo.
GEORGIY SUDAKOV 27M ex Shakhtar: Gorada a contratação de João Félix, por pouco mais de metade do valor, o Benfica trouxe um jovem ucraniano muito talentoso e prometedor. Chegou com apenas 22 anos e leva 34 jogos na selecção A da Ucrânia. Vinha do Shakhtar onde marcara 15 golos em 37 jogos, e era pretendido por outros clubes de primeira linha. Chegou num contexto pessoal muito complicado, com a mulher grávida e a casa da família bombardeada - algo cujas consequências psicológicas não consigo sequer imaginar. Está longe de ser um caso perdido, mas a verdade é que ainda não justificou, em campo, o elevado investimento. Mesmo um Rafa em sub-rendimento tirou-lhe a titularidade. A ausência do seu país no Mundial não ajudará a rentabilizá-lo. Enfim, vamos esperar para ver o que acontece, sendo que, quando chegou, trazia com ele a esperança de se tratar de uma grande contratação.
FRANJO IVANOVIC 23M ex St.Gilloise: Com apenas 21 anos foi um dos melhores marcadores da liga belga. Levando 9 jogos na selecção A da Croácia, veio para ser alternativa a Pavlidis. Começou razoavelmente, marcando golos quando era chamado. Fez um grande jogo com o Nápoles, mas a boa forma do grego (de facto, muito mais completo) até ao Natal, impediu a sua afirmação como titular. Ter-se-á desmotivado, o que fez com que quase deixasse de ser opção - passou a ser o jovem Anísio a somar alguns minutos e... alguns golos. Reapareceu num ou noutro momento (por exemplo no "Clássico" da Luz), mas ainda não justificou os 23M que custou. Nem com a quebra de rendimento de Pavlidis. Os pontas-de-lança são muito caros, e ele é muito jovem. Não o dou como perdido, e não há como negar que, à partida, parecia uma boa aposta.
ASSIM NÃO!
Mas uma coisa é associar a marca Benfica a marcas que signifiquem receitas importantes para as finanças do clube. Outra coisa é misturar essa vertente comercial com o grito apaixonado dos adeptos.
Não é dessa forma sinuosa que uma marca se promove. Pelo contrário. E jamais poderá ser essa a forma de qualquer marca se dirigir aos adeptos do Benfica em pleno estádio. É abusivo. É intrusivo. É repugnante.
O que se passou na Luz é inaceitável. E merecia, pelo menos, um pedido de desculpas.
DOIS PENSOS NA FERIDA
O ONZE QUE EU ESCOLHIA
Trubin, Banjaqui, António, Otamendi, Neto, Manu, Rios, Prestianni, Gonçalo Moreira, Schjelderup e Pavlidis.
MOURINHO? SIM! AMORIM? NÃO!
José Mourinho já não é o "Special One" das duas Champions que venceu (se o fosse, não estava em Portugal), mas é um treinador extremamente experiente, respeitado, hábil e liderante, que no futebol português, e no Benfica em particular, pode fazer a diferença - assim possa preparar ele a temporada, e ter alguma autonomia na gestão do plantel. Já não sendo o melhor treinador do mundo (as suas inovações foram copiadas por quase todos), é, neste momento, o melhor treinador que o Benfica pode ter.
Ruben Amorim teve grande sucesso no Sporting. Mas o sucesso do Sporting continou sem ele, mostrando, no meu ponto de vista, que era assente noutros planos que não o técnico-táctico. Essa ideia acentuou-se ao verificar o redondo fracasso de Amorim em Manchester - num clube que, após a sua saída, foi trepando até ao terceiro lugar da Premier League.
Passar de Mourinho para Amorim era, pois, passar de cavalo para burro. Além de que seria voltar à estaca zero, uma vez que Mourinho já sabe mais ou menos com o que conta, e o ex-treinador do Sporting teria de começar todo o processo de novo.
Se ninguém accionar cláusulas de excepção, Mourinho tem contrato por mais uma temporada. Deve cumprí-lo. E fazê-lo com a maior autonomia possível sobre o futebol do Benfica.
Não fiquei convencido de que o despedimento de Bruno Lage tenha sido certeiro. Ficaria ainda menos se, agora, sem sequer ter oportunidade de planear uma época, o Benfica deitasse para o lixo o privilégio de ter ao seu serviço um treinador com esta experiência e com este estatuto. Há que acreditar em alguém. Há que dar espaço e tempo a alguém. Se não confiamos em José Mourinho, vamos confiar em quem?
Como dizia o próprio Lage na garagem da Luz, se não se der tempo, vem outro, e depois vem outro, e depois vem outro, e esta m#%?& continua igual, ca$#%&?#!
RECONSTRUÇÃO
Vieram jogadores talentosos mas pouco intensos (Lukebakio, Sudakov), vieram jogadores fisicamente fortes mas pouco formatados para o futebol europeu (Rios), vieram avançados esforçados mas pouco eficazes (Ivanovic), vieram jogadores que talvez não tenham qualidade suficiente para o Benfica (Sidny, Barrenechea). Sobra Dedic, que, ainda assim, tem na mesma posição Bah e Banjaqui. A época foi mal preparada (com as agravantes do mundial de clubes, ausência de férias, pré-eliminatórias etc), e agora é preciso corrigir erros e encontrar a rota do sucesso.
Este é naturalmente um exercício limitado, de quem está de fora, não vê treinos, nem conhece personalidades. Mas estamos aqui para isso: dizer aquilo que nos parece.
O lote de jogadores apresentados é demasiado extenso, e entre os jovens mencionados haverá certamente empréstimos, ou manutenção na equipa B, conforme o estado de evolução física, técnica e mental de cada um deles. José Mourinho é o homem certo para fazer toda essa análise, e tomar as decisões que entender. Sendo que Banjaqui, Neto, Gonçalo Moreira e Anísio, parecem-me à prova de bala para o plantel principal.
Jovens à parte, julgo que seria de vender Enzo, Rios, Sidny, Sudakov, Lukebakio e Ivanovic, assumindo algum prejuízo, mas obtendo ainda assim alguns milhões (Sudakov e Ivanovic, até pela idade, por serem internacionais, terão certamente mercado na Europa, Rios e Enzo poderão tê-lo na América do Sul). E com as verbas disponíveis contratar cinco jogadores. Investir num central para substituír Otamendi (não renovando com o argentino, mas sim com António), num médio centro, num médio ofensivo, num extremo que faça as duas alas (basta um) e num ponta-de-lança alto e bom cabeceador - que bem pode ser Weghorst, do qual a imprensa tem falado.
DEGRADAÇÃO COMPETITIVA
O número total de golos dos reforços do Benfica desta época é de apenas 20 (Ivanovic 6, Rios 5, Sudakov 4, Enzo 2, Dedic, Lukebakio e Sidny 1). Contas de merceeiro, perderam-se 50 golos.
INACEITÁVEL!
A primeira parte não foi digna de uma equipa com aspirações ao título. A forma como sofreu o golo do empate, também não. E quando são os nossos a mostrar total incapacidade, por vezes mesmo desnorte, nem adianta alimentar o discurso sobre as arbitragens - também ele errático, como aqui já referi.
Há três jogos consecutivos que o Benfica não consegue ganhar ao Casa Pia. Basta olhar para as classificações para perceber o impacto desses resultados no campeonato anterior e neste. E como é possível jogar três vezes com o Casa Pia e não vencer nenhuma, depois de estar em vantagem em todas elas? Pois eu adorava saber.
É futebol? Não, não é. Em futebol podem acontecer surpresas. Não podem estabelecer-se padrões desta natureza - como aquele de sofrer três golos nos descontos, em casa, em jogos quase sucessivos.
O título teve esta noite o canto do cisne (ou tivera no Dragão as melhoras da morte, como se queira). O segundo lugar ficou agora dependente de terceiros. A época futebolística praticamente terminou.
O que há a fazer é ignorar os próximos resultados, e preparar desde já 2026-27. E há ali muita gente que não cabe num plantel ambicioso. Basta rever os jogos frente a este maldito adversário.
Há muito para reflectir. Há muito para mudar. E a margem de erro acabou.
Tenho defendido o clube como posso. Tenho tentado, na minha humilde intervenção, unir e agregar os adeptos. Temo já não o conseguir fazer com o mesmo entusiasmo. São demasiados dissabores, demasiadas desilusões, e no momento em que se abria uma pequena janela de esperança, foi a própria equipa, com a sua passividade, com a sua total incompetência, a fechá-la bruscamente. A dar um valente murro no estômago de quem tanto a tem defendido. Assim não dá.
ONZE PARA RIO MAIOR
Trubin, Dedic, Tomás, Otamendi, Dahl, Enzo, Rios, Lukebakio, Prestianni, Schjelderup e Pavlidis.
NÃO É AZUL, NEM CINZENTA. É VERDE!
Independentemente do lance do Zaidu, a tendência já não é azul e branca, como foi durante décadas. É verde, bastante verde, muitíssimo verde, como disse o treinador do Porto, como já disse Mourinho, e como devia dizer, também, a comunicação do Benfica.
Meter tudo ao molho torna as queixas ineficazes. E se voltarem a oferecer uma dobradinha ao #varandasout, será tarde para perceber que, neste contexto, Benfica e Porto não deviam ficar a discutir um com o outro - enquanto o Sporting é levado num andor a caminho de mais títulos.
OS DONOS DISTO TUDO
A arbitragem tem dono, sim. E para mim é muito claro quem é. Só não vê quem não quer.
Quem é que desmaiou desta vez?
PS: Coitado do Santa Clara. Nos últimos quatro jogos que fez com o Sporting, foi roubado, violado, espancado e esquartejado, humilhado. Talvez para pagar a ousadia de ter ganhado em Alvalade no tempo de João Pereira.
PS2: No próximo ano temos Rafael Nel na luta pela Bota de Ouro.
OBVIAMENTE, MENTIRA
O post anterior era, naturalmente, uma brincadeira de 1 de Abril. Mas, mais do que isso, uma evocação de tempos idos, em que os jornais desportivos também pregavam as suas mentiretas mais ou menos bem elaboradas... E eu acreditava...
Não sei o que mudou mais, se eu, se o mundo. A verdade é que já acredito em pouca coisa. Por exemplo, em candidatos a presidentes, do Benfica e não só, que dizem ter no bolso soluções mágicas para todos os problemas.
Vou mais pela postura de Sócrates, o grego claro, que depois de tanta reflexão concluiu, sabiamente, que nada sabia.
Este post dedico-o, pelo contrário, àqueles que tudo sabem. Ou julgam saber.
ADEUS
Atendendo a que Rui Costa não está a colocar o Benfica no caminho das vitórias, atendendo aos sucessivos fracassos de todas as equipas do Benfica, atendendo à situação crítica do clube, tendo eu expressado o meu apoio ao actual presidente, estando profundamente arrependido, e como forma de penitência, decidi não esperar pelo fim do mandato, e encerrar o blogue já no dia de hoje, dia 1 de Abril.
O REGRESSO DE UM MORTO VIVO
RAPHAEL GUERREIRO, SIM OU NÃO?
Tudo igual a Bernardo Silva.
Porém, ao contrário de Bernardo Silva, parece que Raphael Guerreiro quer mesmo jogar no clube do seu coração.
Não sei como está fisicamente. Mas se estiver bem (esta época tem 24 jogos no Bayern), é um excelente jogador, que poderia ser muito útil ao Benfica. Não só na lateral-esquerda, como no meio-campo defensivo.
Por mim, venha ele.
GENTE ZANGADA
MAU CHEIRO
Mas, em 2026, lamento dizê-lo, também não estranharia que fosse tudo uma encenação patrocinada pelos meninos do Varandas - o novo dono disto tudo.
Como benfiquista, obviamente nunca gostei de Sporting, nem de Porto. Mas em tempos distinguia-os, e acreditava na palavra dos responsáveis do Sporting. Agora, meus amigos, acho que estão bem um para o outro.
OBVIAMENTE, RENOVE-SE!
SUB 24
Do plantel actual, só ficam fora deste lote, por serem mais velhos, Otamendi, Bah, Aurnses, Barreiro, Rios, Rafa, Lukebakio, Pavlidis e Bruma. É claro que, pensando estritamente na próxima temporada, Aursnes, Barreiro, Rafa, Lukebakio e, se possível, Pavlidis, teriam de ser apostas. Bruma e Bah são, infelizmente, poços de lesões, Otamendi poderá querer saír (António Silva, a meu ver, terá de ficar), e Rios, a ter mercado, poderia ser vendido.
Do maior ou menor amadurecimento competitivo de alguns dos jovens dependeria o reforço cirúrgico para uma ou outra posição. Mas vejo aqui muito talento a ser trabalhado. Esta gente toda nas mãos de José Mourinho tem de dar Equipa, com E maiúsculo.
RETRATOS DO VIETNAME
AINDA MAIS NÚMEROS
MAIS NÚMEROS
Média de pontos perdidos pelo Benfica, por jogo, no Campeonato Nacional, década a década:
NÚMEROS
1º BENFICA 26 pts
2º Sporting 23 pts (-1 jogo)
3º FC Porto 23 pts
RIDÍCULO

É muito triste ver alguém em bicos de pés. E o culto da personalidade na FPF está a atingir níveis norte-coreanos.
Proença aparece em todo o lado, a propósito de tudo e de nada. Raro é o espaço entre programas do canal 11 onde não o vemos, ao abrir o site da federação lá está ele quase sempre. Mas vê-lo colocar-se ao lado de Cristiano Ronaldo ultrapassa todos os exageros.
Não sou fã do jogador, mas, caramba, é uma figura incontornável do futebol português e mundial. É normal que a FPF explore a sua imagem (pô-lo a jogar, aos 40 anos, é outra coisa). Não é normal que alguém figure a seu lado. Muito menos este ex árbitro medíocre que fez carreira nacional e internacional à custa de favores aos poderes então instalados.
A imagem é repugnante. De alguém que não tem noção da sua insignificância. De alguém que se julga muito mais do que é - sendo que o que é já é muito mais do que merecia ser.
Um bom árbitro para a UEFA e para a FIFA tem de cumprir três requisitos: apresentar boa forma física, falar bem inglês e conseguir manipular resultados sem dar muito nas vistas. A meu ver, Proença falhou demasiadas vezes na terceira condição: dava demasiado nas vistas.
Tanto como árbitro como agora enquanto dirigente.
MISSÃO CUMPRIDA
O golo de Prestianni, após um precioso roubo de bola de Rios, desbloqueou o jogo. Mas ainda assim, no resto da primeira parte, pouco mais se viu. Um Benfica desinspirado e um Vitória incapaz foram arrastando os minutos até ao intervalo.
Na segunda parte, novo roubo de bola e nova assistência de Rios, desta vez para finalização de Pavlidis (regressando assim aos golos), praticamente fechou o resultado. Haveria ainda tempo para um auto-golo, para várias substituições, e um ou outro momento de futebol. Ficou 3-0.
Globalmente não foi um grande jogo, mas teve um bom resultado. E, mais golo menos golo, a vitória encarnada nunca esteve em causa.
Destaque para Richard Rios, que criou os dois primeiros golos, tendo assim papel preponderante na vitória do Benfica.
UM ONZE DIFÍCIL
Com muitas ausências, terá de ser algo com isto: Trubin, Bah, Tomás, Gonçalo Oliveira, Dahl, Enzo, Barreiro, Lukebakio, Schjelderup, Pavlidis, Ivanovic.
HOJE É DIA DE FESTA
Num primeiro momento, a ideia era um blogue sobre futebol em sentido lato. Com o tempo, acabou por se tornar num espaço quase exclusivamente de benfiquismo.
Começou em modo clandestino, frequentado por três ou quatro amigos. Deu um grande salto em Abril de 2008, com a publicação de "Vinte anos de Mentiras de A a Z", que foi na altura uma bomba com quase 300 comentários em pouco tempo. Confesso que, quando escrevi o texto, não tive a mínima noção do impacto que ia causar.
Esse momento popularizou o blogue, que foi citado, entre outros sítios, no "Record" e na "RTP", e poucos meses depois originaria um primeiro convite para um programa da Benfica TV, e, ainda que indirectamente, também o convite para o jornal "O Benfica". No reverso da medalha, também algumas ameaças que apenas serviram para me dar maior resistência.
Em 2012, motivos de natureza pessoal obrigaram-me a limitar o conteúdo aos artigos que publicava no jornal e pouco mais. Muitos leitores afastaram-se irremediavelmente, algo que lamento mas não foi possível evitar. Em finais de 2016 o blogue voltou de algum modo à normalidade, e assim prosseguiu até às últimas eleicções do Benfica - com a pandemia e as suas vicissitudes pelo meio.
O apoio declarado a Rui Costa, em sintonia com a maioria dos benfiquistas, mas em contramão com grande parte do espaço cibernauta, por se tornar um assunto demasiado polarizado e polarizador, deu um impulso enorme às audiências - algo, garanto, muito longe de ser deliberado.
Muitos questionam o porquê de nunca ter passado a habitar outras plataformas, designadamente Instagram e/ou Facebook e/ou X. Na verdade, tenho algumas tendências anarco-primitivistas, e gosto de andar atrás (e não à frente, nem ao lado) da tecnologia. Mas as verdadeiras razões prendem-se com falta de tempo (a minha vida não é isto), e com o facto de esta actividade, além de unipessoal, ser estritamente amadora. Também por achar que o prazer que retiro de escrever não seria maior, nem diria mais nada do que posso dizer aqui. Talvez um dia possa acontecer. Agora não.
Em dia de festa, agradeço a todos os leitores e comentadores. São vocês que dão vida a este espaço. É também por vocês, e para vocês, que me dou a este trabalho. Mesmo quando não concordam comigo.
Espero que continuem a aparecer por aqui. Não prometo mais vinte, mas...
Um Forte Abraço. E Muito Obrigado!
DESCANSE EM PAZ
TODOS OS DÉRBIS
PONTO DE SITUAÇÃO - modalidades
CAMPEONATO: Em 1º da fase regular a 5 jornadas do fim com 6 pontos de vantagem sobre o 2º classificado (Sporting)
TAÇA DE PORTUGAL: Apurado para os oitavos-de-final (vai defrontar o Torreense)
TAÇA DA LIGA: Vencedor (7-1 ao Eléctrico na final)
SUPERTAÇA: Perdeu com o Sporting (1-6)
LIGA DOS CAMPEÕES: Eliminado pelo Sporting nos quartos-de-final (4-3 e 4-7)
JOGOS: 27 vitórias, 1 empate, 2 derrotas (ambas com o Sporting)
CAMPEONATO: Ficou em 1º da fase regular com 3 pontos de avanço sobre o Nun'Álvares. Vai defrontar o Novasemente nos quartos-de-final do playoff
TAÇA DE PORTUGAL: Apurado para a final-four
TAÇA DA LIGA: Perdeu com o Nun'Álvares na final, no desempate por penáltis
SUPERTAÇA: Perdeu com o Nun'Álvares (2-3)
JOGOS: 22 vitórias, 1 empates, 2 derrotas (ambas com o Nun'Álvares)
CAMPEONATO: Ficou em 2º na fase regular a 3 pontos do Sporting. Vai defrontar o SC Espinho nos quartos-de-final do playoff
TAÇA DE PORTUGAL: Perdeu com o Sporting na final (2-3)
SUPERTAÇA: Perdeu com o Sporting (1-3)
TAÇA CHALLENGE: Eliminado nos oitavos-de-final pelo Izmir no golden set
CAMPEONATO: Ficou em 4º lugar na fase regular atrás de FC Porto, SC Braga e Sporting. Vai defrontar o Leixões nos quartos-de-final do playoff
TAÇA DE PORTUGAL: Eliminado pelo SC Braga nos quartos-de-final (1-3)
SUPERTAÇA: Vencedor (3-0 ao Sporting)
LIGA DOS CAMPEÕES: Eliminado na fase de grupos
JOGOS: 23 vitórias, 12 derrotas
BOA, MIÚDOS!
DIFERENÇAS
BENFICA.....20 (1961, 1962, 1963, 1965, 1966, 1968, 1969, 1972, 1976, 1978, 1984, 1988, 1990, 1992, 1995, 2006, 2012, 2016, 2022 e 2023)
FC Porto.......11 (1987, 1991, 1993, 1994, 1997, 2000, 2004, 2009, 2015, 2019 e 2021)
Sporting.........2 (1983 e 2026)
A CULPA É DO RUI COSTA
Mais do que os cinco golos, sublinharia a gestão de compêndio da segunda parte do prolongamento. Uma equipa, para além de outras coisas, com uma maturidade impressionante. Com toda a sabedoria para gerir as circunstâncias do jogo. Sem erros. Sem precipitações. Cheia de confiança e mais não sei quê - mesmo não sendo o Bodo-Glimt aquilo que alguma comunicação social quis fazer dele.
Seja lá pelo que for, nestes três anos temos visto o Sporting mais forte desde os "Violinos" (dentro e fora do campo). E por outro lado, se eu aposto que não vão ganhar a prova, já não poria um cêntimo quanto ao Porto de Farioli na Liga Europa.
É este o contexto. Quem quiser ignorá-lo não percebe nada de nada.
Infelizmente, há quem ache que existe uma lei qualquer que obriga o Benfica a ganhar sempre a toda a gente. Mesmo quando, circunstancialmente, se depara com um contexto histórico sem paralelo. Quando, no passado, houve um Sporting desafiante, não havia Porto. Depois, durante décadas, não houve Sporting. Agora...
OU HÁ SILÊNCIO, OU COMEM TODOS
Além disso, a comunicação social, como a arbitragem, como a disciplina e a justiça do futebol, são hoje às riscas verdes. Há uma sobrerepresentação de sportinguismo nos media, que não corresponde à dimensão popular e social dos clubes. Depois, o Benfica é que vende. E quando está mal ainda vende mais. Isso faz das conferências de imprensa uma tourada. Bruno Lage, sem o estatuto e a estaleca de Mourinho, foi um alvo sistemático. Mas nem o "Special One" consegue lidar com tamanha hostilidade.
Por isso eu deixo uma proposta: o treinador só voltaria a sentar-se na sala de imprensa quando aqueles que decidem tantos jogos, os árbitros, também o fizessem. Ou há circo para todos, ou não há palhaço para ninguém.
NOS LIMITES
Estas vitórias acabam por ser bastante saborosas. Não devem porém iludir um padrão que se verificou ao longo da temporada, e foi razão para o Benfica se ver na situação em que está. Oito pontos perdidos com Santa Clara, Rio Ave, Casa Pia e Tondela. Triunfos demasiado sofridos na Choupana e em Arouca. Em suma, uma enorme dificuldade em lidar com blocos baixos, que passa por debilidades no jogo aéreo, e por médios e extremos pouco dados ao golo. Mas terá também uma componente mental: nos jogos com o Real Madrid viu-se uma equipa sempre intensa e concentrada - que, a espaços, também apareceu nos "Clássicos". Neste tipo de partidas comuns de campeonato, por motivos que desconheço, entra em campo a passividade, a sobranceria e a lentidão. Além de falhas de concentração absolutamente inadmissíveis.
Sabe-se também a falta que faz Aursnes. Acresce que, na frente, Pavlidis é uma sombra do jogador que já mostrou ser. Desde aquele falhanço no jogo do Dragão, não mais se encontrou, e está a precisar urgentemente de banco. Até porque Ivanovic tem entrado bem, e teve esta noite em Arouca um dos seus momentos da temporada - que certamente o irá deixar mais confiante.
Rios, apesar do golo, Rafa, que tarda em mostrar o futebol que sabemos ter, e Tomás Araújo, com pouca agressividade, Trubin com mais uma defesa para a frente, também merecem nota negativa. A primeira parte foi, aliás, toda ela medonha.









