ALGUMAS NOTAS SOBRE RUI PINTO


1) Não pertencia a qualquer organização que denunciou, pelo que jamais poderia ser considerado um “whistleblower”;
2) Roubou correspondência privada por dinheiro, e vivia disso, com identidade falsa (Artem Lobuzov, John, etc) e longe do país (onde, de resto, o foi visitar um comentador do Porto Canal) ;
3) Tentou extorquir organizações, como a Doyen e outras;
4) Chegou a desviar dinheiro de bancos;
5) Andou a gozar com as autoridades., “catch me if you can”, lembram-se?;
6) Não mostrou nada de relevante sobre o Benfica – o caso E-Toupeira (único com substância judicial) é posterior, e não foi ele que o deu a conhecer;
7) Não mostrou nada de relevante de Isabel dos Santos quanto à origem da sua riqueza (apenas sobre umas transferências de quando ela já era multi-milionária);
8) Até o “Football Leaks” – e li o livro inteirinho – é um conjunto de banalidades sobre coisas que toda a gente sabia existirem, como fuga ao fisco e uso de paraísos fiscais em transferências e contratos de jogadores, muito bem embalado por jornalistas que também têm de ganhar a vida;
9) Tem uma estrutura mediática poderosa (EIC, que lhe pagou o material roubado) a lavar-lhe a imagem, e a compor as suas “descobertas” de forma a exponenciar audiências;
10) Tem todo o universo anti-benfiquista a devotar-lhe simpatia, e a pretender fazer dele um herói – o que é sabiamente aproveitado pelos advogados de defesa - e só isso evita a conclusão óbvia.

Qual a dúvida sobre ser ou não um criminoso?
Aliás, o tipo de crimes que cometeu, e a história do século XXI irá demonstrá-lo, é muito mais perigoso do que parece. Talvez mais perigoso, mesmo, do que a própria corrupção.

NÚMEROS IMPRESSIONANTES

O Benfica de Bruno Lage está esmagador.
À 18ª jornada, em termos de vitórias e pontos, só é ultrapassado por Jimmy Hagan em 1972-73 (e por mais nenhuma equipa de nenhum clube em nenhuma temporada). Então, o Benfica só tinha vitórias, vindo a terminar o campeonato com apenas dois empates e zero derrotas.
Quanto a golos marcados, os tempos antigos são incomparáveis: 79 golos em 1944-45, a uma média impressionante de 4.39 golos por jogo. E nesse ponto, até houve quem fizesse ainda melhor: o Sporting de Peyroteo, em 1947, marcou 87 golos nos mesmos 18 jogos (média de 4,83).
Já quanto a golos sofridos, este Benfica, aí sim, iguala os melhores de sempre (77-78 e 88-89), com seis golos sofridos. O recorde absoluto é do FC Porto, que em duas ocasiões, sofreu apenas dois golos nos primeiros 18 jogos (83-84 e 91-92).
Se somarmos a sequência trazida da época anterior (18 vitórias e um empate em 19 jornadas), as médias são estratosféricas. E aí nem Jully Hagan resiste. Obviamente que Bruno Lage é, de longe, o mais ganhador treinador do Benfica nos campeonatos, com 95% de vitórias.
A saga continua...


POR LINHAS TORTAS

Não me convencem. Este lance é limpo, e na imagem acima a bola até parece já ter ligeiramente saído do pé de Rafa. Não há linha que possa assegurar um fora-de-jogo de quatro centímetros com os jogadores em movimento, e em caso de dúvida há que favorecer quem ataca - não sou eu que digo, é a FIFA.
O VAR está a tornar-se mais num problema do que numa solução. Não diminui a polémica, e, pelo contrário, torna a crítica ainda mais implacável. Só neste jogo, houve quem visse um penálti a favor do Paços, e houve também quem visse um a favor do Benfica. Eu não vi nenhum, mas qualquer dos lances daria discussão para uma semana caso o resultado tivesse sido outro (0-0 ou 0-1).
Em jornadas anteriores houve penáltis claros por marcar a favor do Benfica, e o VAR ignorou.
Mas o pior de tudo isto é que a festa do golo está estragada. Comemora-se a prestações, em função de uma decisão por vezes arbitrária (como se percebe) de quem está longe do estádio.
Quem gosta verdadeiramente de futebol não pode estar de acordo com isto. 
Por mim o VAR acabava já hoje.

E VÃO 17

17 vitórias em 18 jogos. 1º lugar, 10 pontos de avanço (à condição), melhor ataque, melhor defesa (não consegui confirmar, mas penso que se trata da melhor média de golos sofridos de sempre)), melhor marcador, segundo melhor marcador. São estes os números avassaladores do Benfica de Lage, que já só encontra paralelo nos tempos de... Jimmy Hagan.
Para além dos números, pode dizer-se que, depois de uma sequência de jogos menos conseguidos, a equipa encarnada encontrou a melhor forma. E também, porventura, o melhor onze - com Rafa livre para espalhar a sua magia.
Em Paços deu espectáculo, marcou quatro (só valeram dois), e obrigou o guarda-redes adversário a tornar-se num dos melhores em campo.
Embora se sinta que já há algo no ar, a verdade é que faltam 16 jornadas. Mas se o Benfica jogar sempre assim, dificilmente não será campeão. É de longe, a melhor equipa; tem, de longe, o melhor plantel; e está a jogar, de longe, o melhor futebol.
Sobre o VAR falarei noutra oportunidade. Apenas digo que a linha de fora-de-jogo que anulou o golo a Pizzi não me convence nada. E mesmo que fosse rigorosa, acho patético anular um golo por 4 cm. Aliás, acho patético o VAR, e aquilo em que o futebol se está a tornar. Mas isso, como disse, fica para outro dia.

O MEU MERCADO

Empréstimos de Morato e Florentino, ou vendas de Jardel e Samaris, e três contratações:
- Segundo avançado, para ser titular indiscutível (podia talvez ser Bruno Guimarães, terá de ser outro), ficando Chiquinho como alternativa;
- Guarda-redes suplente (pode ser Helton Leite);
- Defesa-central para ser titular (pode ser Koch), eventualmente em rotação com Ferro, precavendo também a provável saída de Ruben Dias no verão.
Uma semana para resolver estes dossiers, ficar com um plantel curto (23 jogadores), equilibrado, ultra-competitivo, e atacar Campeonato, Taça e Liga Europa.

A ESTRADA DA BEIRA E A BEIRA DA ESTRADA

Lê-se, ouve-se, e não se acredita.
Então não é que agora há quem queira comparar o caso Isabel dos Santos com os mails do Benfica?
Ouvi um idiota qualquer dizer isto na TV, e agora vejo reproduzido por aí. E mesmo que o assunto nem mereça estas linhas, não posso deixar de observar duas diferenças fundamentais entre os casos, uma de menor relevo, outra que faz toda a diferença:
1    1  Não será muito relevante, mas a correspondência do Benfica foi roubada por um pirata informático e vendida a um clube rival, que a truncou e enfeitou para obter o maior efeito possível, enquanto a documentação relativa às transferências da angolana foi obtida, ao que parece, na sequência de investigações jornalísticas, e já com processos judiciais a decorrer na justiça angolana. Aliás, quem achava que o dinheiro da filha do presidente era absolutamente limpo, ou era completamente infantil, ou estava a gozar connosco.  Nem percebo o escândalo, como se isto (alguns documentos incriminadores que agora vieram a público) fosse uma surpresa para alguém. Como se não fosse óbvio, ainda que tacitamente aceite em nome dos interesses económicos portugueses (o que, com alguma boa vontade, até se percebia). Mas esta não é a maior das diferenças;
2   2   Sobretudo, o que está em causa com Isabel dos Santos são desvios de milhares de milhões de dólares do estado angolano (então governado a bel-prazer pelo seu pai), lavados um pouco por todo o mundo, e também em Portugal, onde, entre outras coisas, comprou bancos, indústrias, empresas de telecomunicações e comunicação social perante a passividade dos reguladores e dos poderes políticos. O que está em causa com o Benfica são apenas conversas estéreis de Pedro Guerra com Adão Mendes, uns comentários sobre arbitragens, e coisas afins. O mais grave, nos e-mails do Benfica, é mesmo o seu roubo.

De uma vez por todas, há que deixar de se fingir que os mails do Benfica demonstram algum crime cometido a partir da Luz.  Não mostram nada, a não ser matéria para especulação mediática, e para desviar atenções de fracassos de FC Porto e Sporting (os timings em que o tema regressa à agenda, de resto, são admiráveis). Na verdade, já poucos se lembram do verdadeiro conteúdo dos mails, o que importa é falar repetidamente em “escândalo” em “vergonha” e outras palavras fortes e feias que sirvam para atacar o clube. E lembrar o caso quando mais convém.
A tónica não é, nem nunca foi, se os mails são verdadeiros ou não. Percebe-se a intenção, mas não cola. A tónica é que o seu conteúdo é irrisório face à polémica que se gerou - só possível fruto das rivalidades e ódios que o maior clube português desperta em muita gente.
Comparar isto com Isabel dos Santos demonstra total má-fé, e uma mal disfarçada tentativa de desviar atenções daquilo que se passa em campo. Já agora, se a família Dos Santos tem relação com algum clube em Portugal, esse é o FC Porto.

IMPRESSIONANTE!

Trajecto de Bruno Lage em jogos do Campeonato:


VERMELHÃO

Últimos anos de dérbis no campeonato:
11 vitórias, 8 empates e 2 derrotas.
De recordar que a derrota de 2011-12 teve dedo de Soares Dias, bem como, diga-se, o empate de 2016-17.

TRÊS PONTOS


A vitória do Benfica em Alvalade foi justa. E de certa forma natural.
Os golos apareceram na medida exacta, quando tinham de aparecer. O Sporting deu a luta que seria de esperar em quem tanto investe física e emocionalmente nos dérbis. Mas a superior qualidade dos jogadores encarnados fez a diferença.
Destes jogadores realça-se Rafa. É o melhor do Benfica, e para mim, o melhor do campeonato português. Reapareceu em grande, e o dérbi foi dele.
Agora há que refrear euforias, sobretudo no interior do grupo de trabalho – aos adeptos é sempre permitido serem felizes... Faltam 17 jogos, e tendo o Benfica de jogar no Dragão, as contas que o FC Porto faz somam apenas 4 pontos. Ou seja, dois empates. Curto para triunfalismos.

AÍ É QUE ESTÁS BEM

Faltam é os outros...

ABRAÇO


Ninguém merece perder uma filha. Quando se luta com uma doença grave, ainda pior.
Fernando Gomes foi um grande desportista, e embora em campos adversários sempre mereceu o meu respeito e admiração.
Um abraço para ele neste momento de grande infortúnio.

AQUI HÁ DERBY

A minha proposta é a seguinte:


Recorde também o que aconteceu na época passada:

Pode também recordar imagens de outras temporadas, aqui.


Carece de actualização, mas aqui vai outra vez o texto "Os meus Derbys" - uma viagem ao passado pelas minhas memórias de jogos com o Sporting.

A SOLUÇÃO ESTAVA NO BANCO

Foi preciso ir ao banco.
Na verdade, durante uma hora de jogo, o Benfica sentiu grandes dificuldades perante uma equipa audaz, que por duas vezes se colocou em vantagem.
Seferovic entrou e salvou a eliminatória, com dois golos plenos de oportunidade. Ganhou pontos quanto à titularidade na frente de ataque, agora que Vinicius parece perder algum gás.
Destaque também para Cervi e Taarabt. Bem como para o regresso de Rafa - para já apenas na estatística do jogo.
A nota mais negativa  vai para Soares Dias, e, sobretudo, Tiago Martins. O lance que dá origem ao segundo golo do Rio Ave nasce de um penálti, que pelo menos o videoárbitro tinha obrigação de ter visto. E se o Benfica tivesse sido eliminado, esse lance teria sido determinante.
É a segunda vez, em menos de uma semana, que o Benfica vê o VAR fazer vista grossa a lances de grande penalidade evidente. Dois jogos que se tornaram particularmente difíceis também por isso.
Com esta tendência, temo o que possa acontecer em Alvalade.
E já que falo em Alvalade, como é possível jogar uma partida crucial para este campeonato com tão pouca margem de recuperação física? Quem tem responsabilidades? Liga? FPF?
Ninguém de bom senso percebe porque motivo entre Setembro e Dezembro apenas se jogaram 4 jornadas, e agora aparecem jogos e competições encavalitados uns nos outros. Veremos com que consequências.

ATÉ SEMPRE SPEEDY!

Foi com os olhos a humedecer que soube da triste notícia do falecimento de Paulo Gonçalves.
Sou seguidor do Dakar há muitos anos, e o piloto de Esposende, até por durante algum tempo ter sido patrocinado pelo Benfica, era o meu favorito - aquele que eu procurava saber sempre em que lugar estava, e se tinha, ou não, hipóteses de vencer.
Conseguiu um segundo lugar em 2015, e recordo-me bem da sua volta olímpica em pleno Estádio da Luz no intervalo de um jogo. Foi a oportunidade que tive de o aplaudir.
Há poucos dias chegou a estar fora da competição devido ao tempo perdido com uma avaria no motor. Mais valia que assim tivesse sido...Na vida, nunca se sabe quando estamos a ter sorte ou azar.
O que é certo é que Paulo partiu. Deixa o seu nome gravado a bold na história do motociclismo português e internacional. E onde quer que esteja, estará certamente a torcer pelo Benfica.
Até sempre Campeão!


COM ALMA


Tivesse o Benfica concretizado um quarto das oportunidades flagrantes de golo que criou, e estaríamos agora a falar de uma partida fácil diante do último classificado da Liga.
Foi o desperdício que causou o equilíbrio no resultado, pois quem remata 34 vezes, consegue quase duas dezenas de cantos, e obriga o guarda-redes contrário a várias intervenções de monta, só tem de ganhar, e por muitos.
Esta foi também a prova de que não há jogos fáceis. E que há, e ainda pode haver, dias em que a bola, por caprichos insondáveis, se recusa a entrar.
Destaque para a estreia de Weigl (discreto), e para a preciosa participação de Carlos Vinicius, com uma assistência e um penálti – que acabaram por ditar a vitória. Acima de todos, André Almeida regressou a gritar bem alto que o lugar é seu.
Jota, pelo contrário, desperdiçou mais uma oportunidade para mostrar valor. É um caso a trabalhar, pois parece pouco confiante e sobretudo muito intranquilo – sentindo, a cada lance, necessidade de mostrar habilidades individuais que comprometem lances colectivos. Quer mostrar que também é Félix, sem ser Félix (o qual, diga-se, cedo aprendeu a jogar ao primeiro toque), e o contributo para a equipa acaba por ser negativo. O problema não está pois nos pés, mas sim na cabeça.
O que mais interessa é que o Benfica somou mais três pontos, e já leva 15 vitórias em 16 jogos. 33 em 35 se quisermos somar toda a era Bruno Lage.

DESFECHO ESPERADO

Raul de Tomás não se adaptou ao Benfica.
Via-se que tinha qualidades, mas por vários motivos acabou por não corresponder, em números, ao que dele se esperava. E o que se espera de um ponta-de-lança são golos.
A pré-época até prometia, mas quando começou a competição oficial - e recordemos que começou com duas goleadas de 5-0 - o espanhol ficou em branco, por vezes com alguma infelicidade. A ansiedade cresceu, os golos não havia meio de aparecerem, e por efeito bola de neve foi ficando cada vez mais longe do sucesso. O lugar foi tomado por Carlos Vinicius, que de pronto começou a render. Seferovic passou a segunda opção, e numa equipa que joga apenas com um avançado, RDT ficou sem espaço. Por fim não escondia a tristeza, e quando no treino aberto o vi a passo, sem esboçar sorriso, distante e desmotivado, convenci-me de que o seu tempo no clube chegara ao fim.
Talvez o peso dos 20 milhões se tenha feito sentir. Talvez o estigma de ter de substituir Félix e Jonas, cujas características eram bem diferentes das dele, e das que consequentemente se lhe exigiram. Talvez o peso da camisola para quem vinha do Rayo Vallecano. A verdade é que Raul de Tomás foi sempre um jogador intranquilo, inquieto, e por vezes quase desesperado.
Fica o respeito de um profissional que certamente se empenhou em fazer o melhor que podia. Fica uma Supertaça histórica em que foi titular. Fica também um ou outro lance que não engana (ai aquele chapéu em Leipzig...).
Que doravante seja feliz.

A FERRO E FOGO

Uma exibição desinspirada, aliada ao inegável mérito do adversário, fez do jogo de Guimarães um dos mais difíceis do campeonato até ao momento.
Valeu o golo solitário de Cervi, a inspiração de Vlachodimos, e a ineficácia dos avançados vimaranenses. No fim, três pontos saborosos, e mais um obstáculo ultrapassado na caminhada para o Bi-Campeonato. Também a certeza de que ainda há muito para melhorar.
Venha o Aves. Venha a 15ª vitória em 16 jogos.

BEM VINDO

É uma contratação inesperada. 
Titular de uma das melhores equipas alemãs - e que por sinal ainda está na Champions League e na luta pelo título doméstico -, internacional pela "Mannschaft", e com apenas 24 anos feitos em Setembro, Julian Weigl seria, à partida, um jogador completamente inacessível ao futebol português.
E mesmo os 20 milhões, de acordo com os valores em que o mercado anda, não são nada de especial face a um jogador com este perfil.
Não sei como foi possível trazer Weigl para o Benfica, e tendo sido, nem vale a pena questionar a pertinência da contratação em termos tácticos, num plantel que já tem Florentino, Samaris, Fejsa, Taarabt, Gabriel e Gedson para o meio-campo. O alemão será, sem dúvida valor acrescentado, e com ele o Benfica ficará mais forte.
Doravante, será Weigl e mais dez. Quem sai? Logo se vê (Gedson ou Florentino pelo valor do passe, ou Samaris ou Fejsa, ou ambos, pelo valor do salário).

FELIZ NATAL

Boas Festas e um Excelente ano de 2020 a todos os leitores de Vedeta da Bola!

CONTRA BRAGA E... SOARES DIAS

O Benfica eliminou o Sp.Braga da Taça de Portugal, o que já de si é meritório. Tendo-o feito também contra o árbitro Soares Dias, mais valor tem.
Na verdade, se há sucessores para Benquerença e Proença eles são Veríssimo e Soares Dias. Ao outro já há muito havia caído a máscara. Do portista portuense, mais habilidoso, vai-se percebendo aos poucos. Veja-se esta partida com atenção e percebe-se o que quero dizer.
Quanto ao resto, Pizzi e Vinicius, quem mais? resolveram algo que chegou a parecer difícil, sobretudo quando os minhotos chegaram à vantagem.
De realçar a exibição do jovem Trincão. Podia muito bem fazer parte do plantel benfiquista.

MISERÁVEIS

Até é divertido ver o Sporting perder dentro do campo. Mas isto já não tem piada nenhuma.
O futebol português está a tomar um caminho que um dia o vai matar. E quando vemos um dos maiores clubes portugueses a ter de lidar com gente assim, percebemos que esse dia pode estar mais próximo do que se pensa, e vai atingir todos.
No Benfica já houve cadeiras pelo ar em Assembleias-Gerais. A gravidade é obviamente diferente, mas o princípio é o mesmo: uma minoria de delinquentes que se acha dona dos clubes, e pretende impor-se pela violência. Sabe-se lá porquê, acham que têm mais direitos do que o sócio comum, pensam que os clubes precisam deles, e caracterízam-se por muito músculo e pouco cérebro.
Até agora, o Benfica tem sabido lidar com o problema (mesmo quando tem contra si IPDJ's e outras incompetências). Tem ganho títulos, o que facilita.
Um dia, quando perder (e isso, em desporto, está sempre ao virar da esquina), também corre riscos. Espero que, também aí, consiga resistir a este tipo de movimentos negros.
Há dias falei dessa figura sinistra que são hoje os directores de comunicação. Eles e as claques são o problema do futebol. E embora haja diferenças, neste combate, quem gosta de futebol, não deve olhar a cores.


PODIA TER SIDO MELHOR...E PIOR


Em 15 adversários, este era, para mim, o 7º pior, ou a 9ª escolha se preferirmos. 
Havia bem mais acessíveis (Cluj, Apoel, Ludogorets etc). Mas também lá estavam Roma, Wolverhampton e a armada germânica, com Leverkusen, Wolfsburgo e Frankfurt. Os espanhóis do Getafe também não são bons de assoar, e estão a fazer uma época extraordinária. Enfim, o Shakhtar também...
É líder isolado do seu campeonato com 16 pontos de vantagem, e ficou à beira de se apurar para os oitavos da Champions - tal como o Benfica.
Será uma eliminatória equilibrada, onde não vejo nenhum favoritismo.
O brinde saiu ao Sporting. Partindo do pote 2 encontrou a equipa mais acessível do lote de cabeças-de-série: os turcos do Basaksehir. Mas com o Sporting nunca se sabe, e pode sempre acontecer humilhação.
Todas as equipas portuguesas podem passar, e todas podem cair.

OS SUSPEITOS DO COSTUME

Uma vez mais Pizzi. Uma vez mais Vinicius. E desta vez também Caio.
Mais uma goleada, liderança isolada, e nota artística elevada.
O campeão voltou, e veio para ficar.

SEMÁFORO EUROPA

...neste caso prefiro os verdes.

GUIÃO PARA A LIGA EUROPA


JOGOS MAIS INTERESSANTES:

Getafe-Krasnodar, sem transmissão televisiva;
Copenhaga-Malmo, Sport TV 17.55h;
Ludogorets-Ferencvaros, sem transmissão televisiva;
Glasgow Rangers.Young Boys, Sport TV 20.00h

BENFICA NA EUROPA - última década

10 temporadas
10 presenças na Liga dos Campeões
3 apuramentos para a fase eliminatória
5 apuramentos para a Liga Europa
2 eliminações na fase de grupos
48 vitórias
25 empates
37 derrotas
146 golos marcados
137 golos sofridos
2 Finais da Liga Europa
1 Meias-finais da Liga Europa
1 Quartos-de-final da Liga Europa
2 Quartos-de-final da Liga dos Campeões
1 Oitavos-de-final da Liga dos Campeões

Eu lembro-me de levar 7-0 em Vigo, de ser eliminado pelo Halmstadt, e nas duas temporadas seguintes nem ir às competições europeias.
Quem vem agora falar em desilusão, em fracasso, ou mesmo em vergonha, apenas está a alimentar a estratégia de desestabilização promovida por J.Marques. O Benfica fez o que tinha de fazer, realizou jogos bons, jogos assim assim e jogos maus, contra adversários com muito maior orçamento. Podia ter conquistado mais dois ou três pontos, mas a sorte também pesa no futebol. 
Tirando a temporada de 2017-18, teve sempre participações dignas, e algumas mesmo brilhantes.
Esta é a realidade. O resto é fantasia, ignorância ou mistificação.

DE PIZZI ATÉ À EUROPA

Dever cumprido! 
Sim, dever cumprido. Com o mais baixo orçamento do grupo, ao Benfica nada mais seria exigível do que fazer uma Champions digna, e conseguir evitar o último lugar mantendo-se assim nas competições europeias. Essa era, de resto, a única meta a alcançar neste jogo, e foi conseguida com distinção.
De realçar a segunda parte, a coesão da equipa, e as exibições de Ferro, Taarabt e, sobretudo, Pizzi - de momento, a estrela desta companhia.
A Champions podia ter sido melhor? Sim. Se o golo aos 96 minutos em Leipzig não tivesse acontecido. Se Cervi tivesse aproveitado a ocasião clara que teve contra os alemães na primeira jornada. Se, se, se. A velha história que no futebol não faz nenhum sentido.
Por mim estou satisfeito. O Benfica esteve na Champions, ganhou dinheiro, fez pontos para o ranking, ficou a um ponto da qualificação, sai com o seu prestígio ileso (em 2017-18 não foi assim...), e ruma a uma prova onde tem hipóteses de ir longe.
Agora venha o ...Famalicão.

VENHA DE LÁ O 2-0

...ou o 4-1, ou o 5-2.

BENFICA-ZENIT - já um clássico

2012

2014

2016

IMPRESSIONANTE!

NÚMEROS DE LAGE NO CAMPEONATO: 32 jogos, 30 vitórias, média de 3,3 golos marcados por jogo.

UMA LENDA

Foi, juntamente com Eusébio e José Águas, dos primeiros nomes grandes do Benfica a chegar-me ao ouvido, pela voz do meu Pai - que o viu jogar.
Foi porventura a figura principal da equipa campeã latina de 1950. E julgo ser o melhor marcador de sempre em finais da Taça de Portugal, mesmo sem se tratar de um avançado-centro, como se dizia na altura (esse era, ao tempo, Julinho).
Era sim uma das mais antigas lendas do clube. E, mesmo sem conhecer pessoalmente, confesso que cheguei a pensar visitá-lo. Não fui a tempo.
Mas Rogério "Pipi", como todas as lendas, é imortal.
Ao contrário do que é hábito com quem parte, a foto de homenagem que lhe deixo é a cores. Vermelho vivo como ele gostaria.
Até sempre!

NOITE DE GALA

Foi, porventura, a melhor exibição da época.
Desde o apito inicial o Benfica mostrou velocidade, vontade e criatividade suficientes para resolver a partida bem mais cedo do que viria a acontecer. 
Parece encontrado o duo de meio-campo ideal para esta fase: Gabriel e Taarabt, que oferecem a fluidez e a verticalidade de que a equipa parecia carente até há bem pouco tempo. E, na frente, Vinicius não pára de marcar, sendo já o artilheiro do campeonato.
Um penálti sobre Cervi transformado num cartão amarelo por simulação, e alguma permissividade ao jogo violento dos axadrezados, fez com que só na segunda metade o jogo se resolvesse. Mas ainda a tempo de uma vistosa goleada.

SCP - VIDA SELVAGEM

Assaltos violentos a casas, depósitos em contas de fiscais de linha, invasões de centros de estágio, cashball, perseguições em garagens. Não é mais possível assobiar para o lado...sobretudo quando interessa desviar atenções, não é?
Pensava que o saraivismo estava morto e enterrado. Mas em Alvalade há sempre viscondes a quem o pé resvala para o chinelo. Este Braga é só mais um.
Vozes de burro não chegam a lado nenhum.
Ora vão chatear os do vosso tamanho!

CREDIBILIDADE: ZERO

Já não há paciência para este indivíduo.
E a comunicação social, onde vemos com frequência gente a queixar-se do clima de guerra no futebol português (muitas vezes retórica falsa, pois é disso que vivem), insiste em dar-lhe voz. Ele lança o seu lixo, e eis todos os jonais a reproduzirem no instante imediato.
É ele, e só ele, que cria tal clima. Com a saída de Bruno de Carvalho e o inefável Saraiva de cena, ficou sozinho neste negro palco. Faz os seus números semanais, mais os seus ajudantes, e vai ganhando a vida.
Não espero nada de "O Jogo". Mas jornais com história respeitável como "A Bola" e o "Record" há muito deveriam ter deixado de servir de caixa de ressonância para tantas e tamanhas baboseiras.
Um dia irá provar-se que este fulano esteve por trás de uma das maiores operações de terrorismo comunicacional alguma vez levadas a cabo no nosso país, com o patrocínio de um roubo de correspondência privada, e a criação de uma narrativa em redor do seu conteúdo que visava destruir uma entidade desportiva. Nesse dia terão vergonha de lhe terem dado voz. Então, talvez seja tarde para recuperar a reputação.
PS: Atenção à caixa de comentários de alguns blogues, e a alguns fóruns benfiquistas. Estão repletos de infiltrados sob a capa de benfiquistas "exigentes". Faz parte da metodologia para desestabilizar o clube.

SEM DRAMAS

Em doze edições da Taça da Liga, o Benfica ganhou sete. A maioria delas não foi valorizada, nem por adversários, nem por muitos dos próprios adeptos.
Ora se a prova não tem importância quando se ganha, também não poderá ter quando se perde. E o Benfica ainda nem a perdeu.
A exibição na Covilhã foi a normal numa equipa que joga de início sem dez titulares. Perante um adversário que luta pela subida à primeira divisão, e estaria obviamente motivado para este confronto.
Quando entraram alguns dos titulares (leia-se Pizzi, mas também Taarabt), o Benfica melhorou. E se o jogo durasse mais dez minutos, estou em crer que alcançaria a vitória.
Neste tipo de partidas é interessante olhar para as individualidades - tal como o próprio Bruno Lage afirmou no final. Nesse sentido Zivkovic assinou a carta de despedida, mas Raul de Tomás também perdeu uma boa oportunidade para ganhar pontos (e começa a ser preocupante a demora do espanhol em mostrar serviço). Em sentido inverso, gostei bastante de Nuno Tavares (sobretudo na segunda parte), e Gedson (enquanto as pilhas duraram). Jota também teve pormenores interessantes, desde logo o golo que mantém a equipa viva na competição.
Sexta-feira sim. Será a sério, e não pode haver facilitismos.

VESTIRAM O MANTO SAGRADO APENAS UMA VEZ

90 jogadores que jogaram pelo Benfica, mas apenas uma vez. Alguns conhecidos, outros nem tanto:

ATACAR A SERRA


VENI VIDI VINICIUS

Hat-trick! Sim, hat-trick, quer Fábio Veríssimo queira quer não. Carlos Vinicius marcou três golos, e ainda deu um a marcar. Foi o homem do jogo, e está a fixar-se como indiscutível titular na frente de ataque da equipa de Lage.
Não é um prodígio de técnica. Não tem a mobilidade de Seferovic. Mas em certos momentos faz lembrar um certo Óscar Cardozo, de quem alguém dizia "só saber marcar golos".
Falta-lhe aprimorar o jogo de cabeça, e a meia-distância. De resto já sabe muito da função, e os números vão mostrando isso mesmo.
Vinicius à parte, houve também Pizzi. Mais um golo, mais duas assistências. Na ausência de Rafa, claramente o melhor jogador do Benfica, e porventura, da Liga Portuguesa. E ainda Taarabt, novamente a fazer-se notar pela precisão de passe e leitura de jogo.
Um bom jogo, uma boa exibição, uma boa vitória. A 11ª em 12 jogos. A 29ª em 31 jogos do campeonato com Lage no banco.
Na sexta-feira, no Bessa, teste de fogo.

PONTOS NA FASE DE GRUPOS - últimos 5 anos


RETRATOS DE LEIPZIG








...E NO FIM GANHAM OS ALEMÃES

Sofrer dois golos no período de descontos, quando a vitória parecia assegurada, e, com ela, a manutenção da esperança na qualificação para os oitavos-de-final da Champions League - com 0-2, bastaria uma simples vitória na Luz sobre o Zenit para a garantir - é cruel, doloroso e frustante.
Nestas alturas os adeptos tendem a procurar razões e culpados, e com isso expulsar do corpo e da alma um estado de espírito necessariamente negativo. Dizer que o treinador tomou a opção A quando deveria ter tomado a B, que o jogador X não esteve à altura e que o Y não deveria ter jogado, quando não, embarcando num radicalismo estéril, querer despedir aquele e dispensar estes. 
Ora eu olho para o jogo de Leipzig e não vejo muito por onde pegar. O onze foi bem escolhido, a estratégia foi bem montada, e certeira até aos 90 minutos. Os jogadores deram tudo, correram, lutaram e mereciam melhor sorte. As substituições foram bem feitas? Foram tardias? Aí entramos no Totobola à segunda-feira. O Benfica estava a jogar bem, tinha aparentemente o jogo na mão, e tudo parecia perfeito. Falar agora é fácil, mas eu, naquela altura, teria feito o mesmo.
É assim o futebol. Tem razões que a razão desconhece, e neste caso uma delas é óbvia: o Leipzig é melhor equipa do que o Benfica, tem jogadores que podem decidir, e nese caso foi isso que aconteceu. Já não se esperava, e daí a crueldade do destino, pois empatar 2-2 no terreno do segundo classificado da Bundesliga, em condições normais, seria tudo menos um mau resultado.
Se Ruben Dias não tivesse feito o penálti. Se o cabeceamento de Forsberg batesse no poste ou fosse para fora como sucedeu com vários lances na área do Benfica ao longo dos noventa minutos. Se, se, se. A verdade é que os alemães, fazendo justiça à máxima de Gary Lineker, acabaram por levar a água ao seu moínho, e os encarnados ficaram ingloriamente fora da Liga dos Campeões. Sendo que essa eliminação não se deve a este jogo, mas sim aos que o precederam - a começar pela derrota na Luz com esta mesma equipa.
Resta a esperança na Liga Europa. Pouco, muito pouco para quem passou 89 minutos a sonhar.
Agora...ganhar ao Marítimo!