UM BOM TREINO

É assim que eu gosto: jogo resolvido nos primeiros minutos, e segunda parte tranquila até a sonolência.

O jogo com o Chaves não foi só isso. Houve bom futebol e mais algumas jogadas maravilhosas. Houve cinco golos, poderiam ter sido oito.

Este Benfica seduz, empolga e faz sonhar qualquer um. Até agora é dos melhores do meu tempo, e a cada jornada que passa mais me convenço de que será assim até ao fim. Veremos. 

Pena não haver ali um Cardozo, ou um Mitroglou (já nem peço um Jonas...) , que materialize muitas das oportunidades desperdiçadas. Ainda assim Ramos é o melhor marcador do campeonato - e é também um jovem com muito futuro, que não devia ter ainda tamanha responsabilidade sobre as costas. Talvez Janeiro traga uma surpresa. 

COM O CHAVES - atenção à ressaca

Na ressaca de uma épica noite europeia, o perigo vem da ressaca. É preciso mudar o chip e descer à terra, para defrontar uma equipa que venceu em Braga e em Alvalade.
Neres será importante neste jogo, e como Aursnes parece cada vez mais difícil de tirar do onze, e Enzo descansa em Israel, o sacrificado seria desta vez Florentino. Bah não está na sua melhor forma, pelo que se espera o regresso de Gilberto, mais fresco, à posição. Quanto ao ponta-de-lança (ponto fraco desta equipa), daria descanso a Ramos e apostaria em Musa - é o que há.

RENOVAÇÃO PARA ONTEM - o melhor salário para o melhor jogador

Rafa é neste momento, argumentavelmente, o melhor jogador português. É também, talvez, o melhor jogador português do Benfica deste século. E, seguramente, o melhor jogador deste Benfica de Roger Schmidt - que, diga-se, é um Senhor Benfica.
Há notícias de que está em processo de renovação. Espero que seja verdade, e aconselho Rui Costa a ser generoso: Rafa merece, sem sombra de dúvida, o melhor salário do plantel.
Seria fastidioso procurar, mas há neste espaço vários textos, fundamentalmente desde 2019, a chamar a atenção para o talento que ali estava. Muitos discordavam (nunca percebi porquê), mas já nessa altura, foi ele, mais do que Félix ou outro qualquer, a grande figura do último campeonato ganho pelos encarnados. E mesmo na temporada passada foi rei das assistências em Portugal, e senhor de grandes exibições na Champions.
Chalana foi o meu ídolo de infância. Por vezes vejo em Rafa reminiscências do "Pequeno Genial". E gostaria bastante que fosse ele a vestir a sua camisola dez, que também foi a de Rui Costa, Valdo, Aimar ou Jonas. É esse o número que veste. Esta época talvez já seja impossível, mas a partir de Julho, o próprio Chalana, esteja lá onde estiver, aplaudirá.
Quanto à Selecção, espero que Rafa não volte atrás com a palavra, até para não o ver sentado no banco à espera que o "dono daquilo tudo" entenda ser altura de o deixar jogar uns minutinhos.
A renovação, essa é para ontem.

M E M O R Á V E L !!!

Tivesse o jogo terminado aos 77 minutos e não teria dúvidas em afirmar: era esta a melhor exibição da história do Benfica no novo estádio.
De facto, foi um regalo, e por momentos tive de me beliscar para ter a certeza de que não estava a sonhar:  Benfica a golear e a vulgarizar a Vecchia Signora, com apontamentos de classe só ao nível das super-equipas. Antevia-se o quinto golo. Quem sabe o sexto, num espectáculo que já não era bem futebol – era música, da melhor.
Aqueles dois golos da Juventus vieram em contra-corrente, e causaram uma tensão final de já ninguém estava à espera. Uma partida que merecia ter terminado 5-1 ou 6-1, acaba num 4-3, que não lhe retira espectacularidade, mas a cujo resultado tangencial não será permitido entrar na galeria dos mais históricos.
Ficou o essencial: a vitória, a passagem, e também 77 minutos de arte pura. Quem viu, não esquecerá jamais.
Agora vou falar de Rafa. Por fim a Luz está a reconhecer um talento ímpar, que cada vez mais se estranha não ter feito a carreira internacional, por exemplo, de um Bernardo Silva. Neste jogo esteve a um centímetro da perfeição (que seria um hat-trick, na bola que enviou ao poste). E começo a ficar preocupado com a possibilidade de ainda vir a acabar por sair do clube, pois, mau grado os 29 anos, a cegueira dos olheiros não durará eternamente.
Por mim, Rafa renovava hoje, por mais 4 anos, com o salário mais alto do plantel, e a partir da próxima época com o número dez – que lhe assentaria perfeitamente nas costas.
É ele quem mais me faz lembrar outro mágico: Fernando Chalana.
E não há muito mais a dizer. É ver, rever e emoldurar. Aquilo que se passou na Luz acontece poucas vezes na vida.
Deixo talvez apenas uma última palavra, dirigida aos jogadores, técnicos e dirigentes do meu clube: obrigado!

PARA GANHAR

Que me perdoe o Aursnes, mas não vejo quem tirar, e Neres mostrou no Dragão que tem de jogar. O empate, em princípio, basta, o adversário tem individualidades que podem aparecer de um momento para o outro, mas há que jogar para ganhar.

SEM ESPINHAS

Pode dizer-se que a expulsão precoce de Eustaquio condicionou o jogo. Mas sendo ela indiscutível, tratou-se tão somente de um momento de sorte, que o Benfica acabou por merecer.

As mexidas ao intervalo, depois de uma primeira parte pouco conseguida, deram luz ao Benfica. Sobretudo por via da entrada de Neres, que deu posse de bola e acutilância. O Porto teve dez minutos de pressão entre os 75 e os 85, e com excepção desses momentos, a segunda parte foi do Benfica.

Rafa decidiu, mas foi Neres a chave que abriu as portas da vitória. Abaixo deles houve algumas exibições boas, outras razoáveis, e algumas menos felizes. Isso agora pouco interessa. Os três pontos é que contam, e venha a Juve.

O árbitro teve uma actuação imaculada, surpreendendo pela coragem que teve ao resistir a todas as pressões, simulações e provocações que são habituais naquele estádio. 

RECEITA PARA O DRAGÃO

O QUE O BENFICA VAI ENCONTRAR: Onze halterofilistas de faca nos dentes, sangue nos olhos, movidos a turbo e com impunidade absoluta, dispostos  a tudo (provocações, simulações, agressões, insultos) para fazer o jogo do ano e esmagar o odiado rival.
RECEITA PARA VENCER: Serenidade, futebol rápido de primeiro toque e variações de flanco, fazendo-os correr, e libertando-se das zonas de pressão. Aproveitar as oportunidades.

RAZIA

Não sei se é record, mas não me lembro de coisa assim. Quase metade da primeira divisão foi à vida logo na primeira eliminatória da Taça. A maioria dos casos contra equipas da Liga 3. Acresce que Benfica e Vizela só passaram nos penáltis, o Braga com um golo no último minuto, e Famalicão e Estoril com vitórias tangenciais. Motivos para profunda reflexão.

JÁ PASSOU

Os jogos de Taça são cada vez mais complicados. A velha estratégia de "esperar que se cansem" já não resulta, pois a preparação física das equipas dos escalões secundários aproxima-se cada vez mais da das equipas profissionais. Quando estamos perante um conjunto de atletas dispostos a fazer o jogo da vida deles, e não se entra com o ritmo adequado, corre-se riscos.
O Benfica correu riscos. Correu demasiados riscos. Mas passou a eliminatória, que era o mais importante.
Não fosse o erro de António Silva (todos os cometem, veja-se Cancelo) e tudo seria mais ou menos normal. O empate, naquele momento, deu suplemento de ânimo os jogadores da casa, que apoiados por um público entusiasta deram a vida para fazer história. Não custa admitir que o mereciam. Mas na hora das decisões, pesou a experiência e a frieza dos mais capazes.
Agora, venha o "clássico".

ONZE PARA CALDAS


 

CINCO BREVES NOTAS SOBRE A JORNADA EUROPEIA

ARBITRAGENS: Fosse o Benfica-PSG uma eliminatória a dois, e a UEFA jamais permitiria uma arbitragem tão equilibrada como a que se viu em Paris. Mas a verdade tem de ser dita, e o inglês Michael Oliver mostrou como se torna fácil um jogo difícil, cujo resultado foi decidido por dois penáltis, e em que houve vários lances para cartão, sempre bem ajuizados. O VAR foi utilizado quando necessário, e no fim, pese embora todas as incidências, ninguém se lembrou do árbitro. Devia ser sempre assim, e com a possibilidade de recorrer às imagens, não há razões para que não seja.
Já em Leverkusen, o FC Porto beneficiou de duas grandes penalidades que deixam muitas dúvidas. A segunda delas, aliás, não me deixa dúvida nenhuma: simplesmente não existe. Não sei se aquele romeno recebeu algum convite, mas, com franqueza, parecia que estávamos a ver a Liga Portuguesa.
ESGAIO: Confesso que tenho pena do rapaz. Não é nenhum craque, mas também não acho que seja tão mau como o pintam. É uma espécie de Gil Dias, ou Diogo Gonçalves, ou Chiquinho. Acontece que está num clube que tem sempre de encontrar culpados para os seus fracassos, de forma a nunca admitir a verdadeira realidade: não tem estofo para estas andanças da alta roda europeia. Nunca o teve - apenas por cinco vezes na história passou da primeira ronda na Taça/Liga dos Campeões, só uma vez passou dos oitavos.
Nas provas internas o problema é sempre o Benfica. No estrangeiro, como o Benfica não compete directamente, há que crucificar alguém, quer se chame Ruben Vinagre, António Adán ou Ricardo Esgaio. Mais uma derrota e sobra para outro Ruben. 
DARWIN: No jogo em que renasceu Mo Salah, Darwin Nuñez marcou um golo, pelo segundo jogo consecutivo. Klopp não é parvo, mas os adeptos do Liverpool não sabem aquilo que nós, benfiquistas, e portugueses, sabemos: o jovem uruguaio é um portento, mas...precisa de estar muito confiante e tranquilo para render o seu máximo. Torço por ele, simpatizo com ele, e só espero é que não se lembre de atingir o pico no Mundial, contra Portugal.
BARCELONA: Pelo segundo ano consecutivo vai ficar fora da fase a eliminar. Tem tido azar com os grupos, e com os jogos, mas também está por provar que Xavi seja o homem certo para devolver os catalães ao sucesso. O plantel é muito bom, mas também muito jovem (pelo menos no que toca aos seus elementos de maior valia, com excepção de Lewandowski). Os espanhóis empataram todos, e só o Real tem o apuramento bem encaminhado.
NÁPOLES: Comanda isolado a Série A, e comanda isolado o grupo da Champions só com vitórias, à frente de Liverpool e Ajax, aos quais, de resto, goleou. É um caso sério este Nápoles de Spalletti (porventura a obra-prima da sua carreira), que joga maravilhosamente, e tem no georgiano Kvaratskhelia (perdoem-me se não se escreve assim) a figura principal. 

AS CONTAS DO APURAMENTO


Resumindo: uma vitória basta, dois empates também, um empate e uma derrota deixam as coisas dependentes de terceiros, e até duas derrotas podem dar apuramento.
Pelo contrário, ainda há uma hipótese matemática de o Benfica nem sequer ir para a Liga Europa: se Benfica e PSG perdessem os dois jogos que lhe faltam seriam ambos ultrapassados por Juventus e Maccabi (9 pontos cada), ficando então a decisão do terceiro lugar dependente da diferença total de golos. 
Ainda todas as equipas podem terminar em primeiro ou em último.

ESTOFO EUROPEU

 Últimos sete jogos fora de casa do Benfica na Liga dos Campeões:


PASSO EM FRENTE

Como disse Roger Schmidt, dois empates com o PSG provam a consistência deste Benfica.
Se dúvidas havia, de teste em teste os encarnados têm vindo a provar a qualidade da equipa. E se nada está ganho (nem mesmo o apuramento para os oitavos), já é seguro afirmar que estamos perante uma grande equipa, com uma ideia de jogo muito interessante, e, já agora, também perante um treinador inteligente e audacioso.
Pese embora o resultado ter sido igual, a partida de Paris nada teve a ver com a de Lisboa. Na Luz viu-se um grande espectáculo, com múltiplas ocasiões de golo numa e noutra baliza. No Parque dos Príncipes tivemos um jogo muito mais amarrado, onde escassearam remates, e em que a principal virtude dos encarnados foi precisamente a de conseguir neutralizar o seu fortíssimo opositor. Não estivesse o Benfica em campo, e o jogo teria sido aborrecido: houve intensidade, luta, mas pouco perigo dentro das áreas.
A colocação de Aursnes no flanco esquerdo surpreendeu até o próprio. Mas resultou. O norueguês já mostrou ser um excelente jogador, com alta voltagem, enorme capacidade de pressão (e de adaptação), e foi um elemento tacticamente decisivo para o ponto conquistado. No outro flanco, João Mário foi o melhor benfiquista em campo, vivendo o seu momento mais alto desde que chegou à Luz.
Faltou ao Benfica uma maior inspiração de Rafa (ainda assim foi sobre ele o penálti), e um ponta-de-lança rápido, forte e incisivo, capaz de dar sequência às muitas bolas conquistadas pelo meio-campo – e desperdiçadas logo que chegavam à zona de acção de Gonçalo Ramos.
Não quero bater mais no ceguinho. Gosto de Ramos, espero que ainda cresça como jogador, e possa fazer uma grande carreira no Benfica. Mas neste momento gostaria de ver esta equipa servida por um avançado mais consistente (um Cardozo, um Lima, um Raul Jimenez, um Mitroglou, para não falar do deus Jonas). Se ele existe no plantel? Se não for Henrique Araújo, talvez não exista, e isso pode vir a ser um problema.
O apuramento ficou mais perto, mas…uma derrota em casa com a Juventus obrigará a vencer em Israel – e pelo que se viu do Maccabi, isso não são favas contadas.

POUPAR É GANHAR

O onze escolhido por Roger Schmidt não foi muito diferente daquele que aqui propus. Entalado entre dois jogos intensíssimos com o PSG, utilizar os mesmos jogadores seria muito mais arriscado.
As coisas correram bem. O golo sofrido não afectou a equipa, que de imediato partiu em busca do empate e da vitória. Viu-se velocidade, dinamismo e bom futebol. Tudo muito diferente da primeira parte de Guimarães.
É verdade que o guarda-redes adversário deu uma ajuda. E o golo à beira do intervalo também veio a calhar. Mas a vitória encarnada não tem discussão. E a liderança do campeonato também não.
Segue-se PSG, depois Taça, e depois...a semana infernal, com FC Porto e Juventus. Esse duplo confronto será a derradeira prova de afirmação para o Benfica de Schmidt. Duas derrotas podem abalar a confiança da equipa, e reviver fantasmas das épocas anteriores. Duas vitórias (ou até dois empates) vão consolidar tudo o que se viu até agora.


ONZE PARA O RIO AVE

Depois da exibição de quarta-feira, não é possível, com os mesmos jogadores, apresentar a mesma intensidade com o Rio Ave e depois em Paris. Assim, e como se exige  a mesma intensidade (neste jogo, pelo menos até chegar a 2-0), resta mudar alguns jogadores. O onze que proponho refresca as alas e o eixo do ataque. Lamentavelmente não encontro alternativas para Enzo e Rafa.
Bah, Grimaldo, Neres, João Mário e Ramos, ficariam no banco, entrando se necessário na segunda-parte. Enzo e Rafa seriam substituídos se as coisas estivesse a correr bem.
Não se trata de desvalorizar o adversário, muito menos o campeonato. Pelo contrário: exige-se jogadores frescos que deixem a pele em campo, também, neste jogo.

AS CONTAS DO APURAMENTO

Ainda há 729 combinações possíveis de resultados até ao fim do grupo. Todavia, não é novidade dizer-se que o jogo com a Juventus, a disputar dia 25 deste mês, quatro dias depois da deslocação ao Dragão, será, muito provavelmente, a chave da qualificação para os Oitavos-de-Final.
Assim:
-Vitória sobre a Juventus na Luz, independentemente de tudo o resto, garante matematicamente o apuramento;
-Empate com a Juventus e vitória em Israel, também. 
-Derrota com a Juventus em casa, a menos que haja surpresas nos jogos da próxima jornada (exemplo: vitória do Benfica em Paris, ou derrota da Juve em Haifa), deixaria os encarnados dependentes de um triunfo do PSG (então já apurado) em Turim.  Ou seja, neste caso as contas complicar-se-iam demasiado.


TANTO BENFICA!

Este sim, foi um ponto ganho.
Ganho com brilhantismo, com abnegação e com classe, perante uma das melhores equipas do mundo.
O espectáculo começou nas bancadas, com a maior assistência desde 2019, e um apoio frenético e incessante. Prosseguiu com um excepcional jogo de futebol, onde os dois melhores em campo foram os guarda-redes. Uma verdadeira noite de Champions.
O Benfica podia ter ganho (continua a faltar o matador que Gonçalo Ramos não é). Também podia ter perdido. O resultado justo seria talvez 3-3, ou até 4-4. A primeira parte foi portuguesa. A segunda, francesa. Faltou uma arbitragem mais equilibrada, nomeadamente no plano disciplinar.
Tivesse o Benfica jogado assim em Guimarães e teria tranquilamente goleado o Vitória. Nunca fui jogador profissional de futebol, e escapa-me o motivo pelo qual estes contrastes acontecem, nomeadamente quando há momentos de gala pelo meio. Receber Messi, Neymar e Mbappe na Luz foi, sem dúvida, um momento de gala. Mas ganhar em Guimarães teria sido, talvez, mais importante.
Voltando ao jogo da Champions, destacaria, além de Odysseas, também António Silva (que pérola!!), Florentino, João Mário e Neres. No PSG, além de Donnarumma, impressionou-me a frescura de Messi (sobretudo se o compararmos com as prestações recentes de Cristiano Ronaldo), a intensidade de Verratti e a classe de Vitinha. Neymar resumiu-se a detalhes, e Mbappé praticamente não se viu (excepção feita a um remate perigoso a que Vlachodimos correspondeu com uma das suas grandes defesas).
Apesar desta primeira volta triunfante, a qualificação está longe de garantida, e passará sempre pelo Benfica-Juventus. Certamente com o factor casa, e presumivelmente com a vantagem de um eventual empate. Mas uma derrota na Luz com a Vecchia Signora pode complicar tudo. E uma vitória garante matematicamente o apuramento, aconteça o que acontecer nos restantes jogos.
Em Paris espera-se apenas mais um bom espectáculo. Se pingar um pontinho, tanto melhor. Mas o principal foco de interesse da jornada será a eventualidade de a Juve não vencer em Israel - e, isso sim, seria uma grande notícia para as contas do grupo.

LIMPAR A FACE

Ok. Talvez tenha sido demasiado duro no post anterior. Escrevi a quente, e ter um blogue também serve para aliviar a frustração dos maus resultados. Para descarregar a bílis, quando é preciso. 
E o jogo de Guimarães era mesmo para ganhar. Havia perigo e muitos avisos. Fiquei com a sensação de que os jogadores (a maioria deles depois de umas belas férias) entraram em campo já a pensar no PSG - não porventura em ganhar ao PSG, mas em brilhar individualmente com o PSG. Isso custa-me a aceitar. Como custa verificar que Roger Schmidt (como outros treinadores estrangeiros de que me lembro, Koeman, Quique, etc) ainda não percebeu que o Benfica, no campeonato português, tem de ganhar sempre, em casa e fora, e que qualquer outra coisa é um fracasso. 
Porém, devo dizer também que um empate em Guimarães, ao fim de 13 vitórias consecutivas, pode e deve ser perdoado. Perdoada também foi a derrota de há um ano em casa frente ao Portimonense (com palmas e tudo, lembram-se?), e talvez por isso qualquer gato escaldado fique agora a tremer com este balde de água fria, exactamente na mesma oitava jornada. 
Não faltam ocasiões para os jogadores se redimirem. Não necessariamente com o PSG, mas este mês ainda haverá Porto e Juventus, por exemplo. E Rio Ave já no fim-de-semana.
Com o PSG, tudo o que vier à rede é peixe. Quaisquer que sejam os outros resultados, um empate na Luz com a Vecchia Signora, e uma vitória em Israel, selam o apuramento matemático para os Oitavos. A meu ver, é por aí que passa o caminho do Benfica nesta Champions. O jogo desta quarta-feira é sobretudo para o espectáculo.
Importa ainda assim construir uma equipa que dê luta. Gonçalo Ramos está totalmente fora dela. Desde o início da temporada, sempre me pareceu o ponto mais débil deste Benfica. Na cidade-berço foi confrangedoramente débil. Não sei o que se passa com Henrique Araújo (neste jogo, sabe-se, estava castigado, mas nos anteriores nem saiu do banco, ou por vezes da bancada, coisa que me intriga). Não desgosto de Rodrigo Pinho (pelo menos na comparação com Musa). Roger Schmidt tem crédito, mas não está (ninguém está) imune à crítica. E o grupo de fãs do jovem algarvio é numeroso. Para mim, Gonçalo é ainda apenas uma promessa, e ser titular absoluto pode até queimá-lo para o futuro.
Assim, deixo aqui o onze que eu escolheria para enfrentar o touro. Com reforço do meio-campo, e sem ponta-de-lança (para quê, se o Benfica irá, quando muito, contra-atacar?).

NO BENFICA NÃO SE GANHAM PONTOS. GANHAM-SE JOGOS E TÍTULOS

Se, por milagre, na próxima quarta feira o PSG não passar de um empate na Luz, pode, aí sim, dizer-se que o Benfica ganhou um pontinho. No campeonato, salvo se, nas últimas jornadas, valer o título (já aconteceu), com excepção de numa ou noutra circunstância no Dragão ou em Alvalade (também já aconteceu), um empate é sempre uma derrota.
Qualquer treinador português o sabe. Assim como sabe que todas as equipas jogam o triplo quando têm os encarnados por diante: como os touros, quando vêm vermelho ficam bravos.
Por tudo isto, o empate e a exibição (bem como a conferência de imprensa que lhe sucedeu) foram lamentáveis. Chocantemente lamentáveis. 
Numa jornada em que podia distanciar-se do segundo classificado, o Benfica encostou, e deu vida aos principais rivais. Caiu na oitava ronda... tal como há um ano atrás. E embora se mantenha na frente, confesso que, pelo menos a mim, me deixou devastado para o que aí vem. Gato escaldado...
A pausa é uma atenuante forte. Mas aquela primeira parte, sobretudo aquela primeira parte, trouxe de volta todos os fantasmas de épocas anteriores. Céus! Nem um remate! Minutos a fio sem passar do meio-campo!!! Era contra o Real Madrid? Embora vestissem de branco, não!
Se estavam todos a poupar-se para a Champions - treinador incluído - então boa sorte. Na quarta feira, nova derrota espera-vos. Derrota essa que, ainda por cima, não condiciona minimamente a qualificação (matematicamente basta empate com Juve e vitória em Israel). E ao contrário desta, nem sequer condicionaria o moral. A ocasião serve para arranjar bons contratos, e se isso é mais importante do que ser campeão nacional, então há coisas a rever neste clube e nesta equipa. 
O jogo importante era este. E o Benfica falhou redondamente. O futuro dirá com que consequências.
Se fosse hoje, com o PSG nem punha lá os pés. Até quarta, pode ser que isto me passe.
A desconfiança, essa fica. Gato escaldado... 

INSPIRAM E GANHAM

Chamam-lhe inspiradoras. Constituem a equipa de futebol feminino do Benfica, e ganham, e ganham, e ganham.
A projecto teve início em 2018, e até agora, em todas as competições oficiais, levam 119 vitórias, 7 empates e 14 derrotas. Somam já sete títulos, sendo Bi-Campeãs nacionais (sem pandemia, provavelmente seriam Tri).
Com dupla vitória sobre o Glasgow Rangers, asseguraram a segunda presença consecutiva na fase de grupos da Liga dos Campeões - onde estão as 16 melhores equipas do mundo. O sorteio é na segunda-feira.
O futebol feminino veio para ficar, e para crescer. Num contexto em que cada vez mais se valoriza, e bem, a igualdade, a margem de crescimento é enorme. Recentemente foram batidos recordes de assistência, com mais de 90 mil pessoas num jogo em Camp Nou, e depois na final do Euro em Wembley. No último dérbi, para o campeonato, estiveram na Luz quase 30 mil pessoas.
A distância para futebol dos homens, que nas outras modalidades está prestes a ser totalmente esbatida, ainda é grande. Mas não tenho dúvidas que irá progressivamente reduzindo.
Já há dois anos que sigo esta equipa do Benfica, e já me habituei a nomes como Cloé Lacasse, Ana Vitória ou Kika Nazareth. Aconselho vivamente os benfiquistas a prestar atenção a uma vertente futebolística cuja dimensão dos triunfos só um dia mais tarde vai ser verdadeiramente percebida e reconhecida.
Segue histórico da equipa encarnada:

ESTES SANTOS JÁ NÃO FAZEM MILAGRES

Quem quiser ver, vê. O problema de Portugal tem dois nomes: Ronaldo e Santos.
O capitão foi um grande jogador. Dos melhores da história do futebol, como Maradona, Pelé, Cruyfff, Di Stefano ou Eusébio. Foi um privilégio a Selecção Nacional poder contar com ele tantos anos ao mais alto nível. Todos lhe agradecemos as exibições e os golos. Agora, acabou.
Só o mesmo não percebe que, aos 37 anos, o seu tempo já era. E como é ele que manda na Selecção (que, diga-se, também fatura milhões à sua custa), joga quando e como quer. Ao mudar a residência para Turim meteu férias e a Selecção que se lixasse. Agora precisava de ganhar ritmo e mostrar alguma coisa a Ten Haag, jogou 180 minutos seguidos contra todas as evidências. Não é Ronaldo ao serviço de Portugal. É Portugal ao serviço de Ronaldo. Eis o mundo de pernas para o ar.
Vamos agora ao engenheiro, que é uma pessoa estimável, que todos respeitamos enquanto ser humano e homem do futebol. Como treinador falhou sucessivamente no FC Porto, no Sporting e no Benfica (o que também deve constituir algum record...). Ganhou um Europeu, façanha que, aparentemente, lhe deu crédito para continuar na Selecção Ad Eternum (mesmo que, em quinze jogos de fases finais de europeus e mundiais, nos noventa minutos regulamentares apenas tenha ganho a Gales, Marrocos e Hungria). Todos vibrámos com o Euro 2016. Eu também festejei. Mas é preciso perceber como o ganhámos, e uma análise fina e realista lembra que ficámos em terceiro lugar num grupo com Islândia, Áustria e Hungria, sem vencer uma única partida, apurámo-nos milagrosamente numa chave em que, por factores alheios (um golo da Islândia à Áustria no minuto 94), não estava nenhum dos favoritos, e entre prolongamentos e penáltis lá fomos caminhando até à final e ao chouriço do improvável Eder. A Grécia fez o mesmo em 2004, e depois também voltou à normalidade. A diferença é que Portugal tem, desde então, um dos melhores plantéis da sua história, perfeitamente capaz de discutir um título mundial. É pena ver esta geração desaproveitada.
Ninguém percebe como joga a equipa portuguesa. Vemos jogadores fora de posição, vemos jogadores que nem deviam ali estar, vemos outros inexplicavelmente de fora, tudo para enquadrar CR7. O resultado é uma equipa caótica, medrosa e insonsa. Sem rasgo, nem critério. Com a criatividade fechada a sete chaves numa caixa que o engenheiro teme abrir. Portugal, ora dá sono, ora dá medo. Não empolga um só adepto.
Acrescem declarações absurdas e por vezes graves, como “não vi o jogo da Espanha”, “a Espanha joga sempre da mesma maneira”, “não sei o que aconteceu”, “não convoco ninguém para a bancada”, entre outras, cingindo-nos apenas a esta última semana.
O jogo com a Espanha foi igual ao jogo com a Sérvia na Luz. Bastava o empate, entrámos bem, e depois fomos recuando, recuando, recuando até o adversário, com naturalidade, marcar. A sorte não dura sempre, e se não fosse um pontapé fortuito de um tal Trajkovski em Palermo, cheira-me que nem sequer estaríamos no Qatar.
Com Ronaldos, Ronaldetes e engenheiros, isto ainda vai acontecer mais vezes. Oxalá eu não tenha razão.

CR7, A SELECÇÃO E OUTRAS DESILUSÕES

Nada me move contra Cristiano Ronaldo.
Admirei-o como jogador, quando era o melhor (ou, pelo menos, um dos dois melhores) do mundo. Como português, gostava que marcasse golos, quer no Manchester, quer no Real, quer mesmo na Juventus. Na Selecção Nacional, até haver otávios, era um dos meus. E em locais sem grande expressão futebolística como a China, a índia, ou os Estados Unidos, pude comprovar in loco a sua enorme popularidade enquanto português mais conhecido de sempre. Foram, de resto, várias as situações em que, no estrangeiro, ao dizer de onde era, logo vinha o nome de Cristiano Ronaldo à baila. E quando, algumas vezes, em jeito de brincadeira/provocação me perguntavam de seguida se o melhor era Ronaldo ou Messi, invariavelmente respondia, num assomo patriótico, Ronaldo, of course.
Obviamente não conheço CR7 pessoalmente, nunca falei com ele, e tenho o maior respeito por alguém que veio de meios extremamente humildes e chegou ao topo do mundo. Tolero-lhe alguns comportamentos devido a essa trajectória, na qual, na verdade, poucos mortais se podem colocar e garantir que teriam esta ou aquela atitude. Honestamente, não sei como seria eu próprio se tivesse nascido naquele contexto e hoje fosse dono de uma das maiores fortunas do país. Chamar-lhe arrogante ou vaidoso é, por isso, extemporâneo, e talvez até injusto.
Dito isto, também é preciso dizer que o seu tempo já lá vai. E que é pena que o próprio pareça ser o único a não o perceber. É sintomático o que se pode ver no gráfico abaixo, com os seus golos por temporada. Foi lamentável, e degradante, o espectáculo de pré-epoca, em que diversos clubes europeus lhe fecharam a porta na cara (coisa que ele, seguramente, não estaria à espera). A verdade é que na Selecção, como nos clubes, Ronaldo tornou-se mais problema do que solução, ao não entender a sua actual medida, condicionando, assim, toda a estratégia das equipas. Aceitasse de bom grado ficar no banco e saltar aos oitenta minutos para resolver alguns jogos mais complicados (Ibrahimovic, no Milan, por exemplo), e ainda seria útil. Acontece que Ronaldo não aceita, nem entende essa condição. Acha que está em 2014, e que ainda é o maior. Isso torna-se complicado para qualquer treinador – menos para Fernando Santos, que manda menos do que ele na equipa nacional, e assim a vai submetendo aos caprichos da sua estrela cadente.
Fora dos relvados, tenho também de lamentar que, alguém com a sua dimensão planetária, com a sua idade, com acesso aos mais sofisticados meios de todo o mundo, e que é capaz de fazer cair a pique as acções de uma marca de bebidas só por afastar o copo numa conferência de imprensa, não tenha uma intervenção social mais activa. Na verdade, nunca lhe ouvi opinião sobre assunto nenhum. Podendo ser importante, limita-se ostensivamente a ser mediático. Exibe joias, penteados e carros, como um puto ignorante e fútil de 19 anos, e fica-se por aí, parecendo não ter mais nada dentro daquela cabeça. Lamento, pois, que o português mais conhecido de todos os tempos seja, objectivamente, um imbecil – no sentido, vá lá, menos agressivo da palavra.
Com o andar dos anos, a Selecção Nacional tornou-se a selecção de CR7.  Mais recentemente também a de Otávio e a de convocatórias irritantes quase ao nível da provocação. Não só para benfiquista (veja-se a teimosia de não convocar qualquer jogador do Sporting num lote de 26, onde podiam caber Pote ou Gonçalo Inácio, por exemplo). Já há muito que era a selecção da Nike e de Jorge Mendes. É talvez a selecção de todos menos dos verdadeiros adeptos de futebol que, como eu, acham que se está a desperdiçar uma geração fabulosa de jogadores lusos em nome de caprichos e interesses nem sempre claros, e de um culto a um rei que, salvo seja, já vai nu.
Fui adepto da Selecção Nacional desde criança. Por vezes quase tanto como do Benfica. A pouco e pouco, e acentuadamente desde 2016, fui deixando de sentir essa segunda camisola. Sendo uma representação do meu país, jamais torcerei para que perca. Mas fico-me por aí.
Com os bilhetes oferecidos no Continente, e com o apoio dos Super Dragões, também não precisam de mim, nem de adeptos como eu. Ainda bem. Tira-me peso da consciência.
O que tem isto a ver com Ronaldo? Talvez a correlação seja sobretudo simbólica. Tornaram-se farinha de um mesmo saco, que também está cheio de FPF, Nike, Gestifute, otávios, proenças, arbitragens etc, tudo palavras enjoativas, que, directa ou indirectamente, afastam milhares de adeptos da equipa que deixou de ser de todos nós.
Não deixo de lamentar que, para mim, a Selecção Nacional, tal como Ronaldo, comece a parecer coisa do passado.

NÃO PERDES NADA

Rafa é um craque. E, quanto a mim, um dos mais subvalorizados jogadores do futebol português. Jurgen Klopp, e mais recentemente Mircea Lucescu, sabem do que falam. Como eles, também eu estranho que Rafa se tenha mantido por cá todo este tempo.
Tirando Jonas e Darwin, é para mim o melhor jogador do Benfica dos últimos dez anos. Não sei se é boa ou má pessoa (nunca sequer falei com ele), se é benfiquista de criança ou não (talvez agora já o seja), mas em campo enche-me os olhos e a alma. E para correr como corre, como sempre correu, não pode ser mau profissional. Por vezes até parece reencarnar Chalana, se me perdoam o sacrilégio.
Ficar a trabalhar exclusivamente no Benfica, neste momento da temporada, é um privilégio para Roger Schmidt, e uma alegria para os benfiquistas. 
Desconheço os motivos da decisão, mas a selecção de Fernando Santos, da Nike, de Jorge Mendes e de Cristiano Ronaldo, cada vez me diz menos enquanto adepto. Ao que parece, a Rafa também.
Faço votos para que Portugal ganhe. Mas para mim, neste momento, é mais importante preservar os jogadores do meu clube. Espero que João Mário fique no banco, e se desgaste o menos possível com esta parvoíce de jogos sem sentido a meio de competições importantes.

VENDAVAL

Não seria a primeira vez que uma equipa, com tudo a seu favor, em casa, perante o último classificado, e depois de ter visto os principais rivais perder pontos, sentia a pressão, neste caso também o eventual cansaço, e desperdiçava a ocasião de se distanciar.
O Benfica não deu hipóteses ao azar.
Com um jogo sério, vivo e por vezes empolgante, resolveu o problema com distinção, mantendo a sequência de vitórias que já começa a ser digna de nota. 13 triunfos (19 se somarmos a pré-temporada) não surgem todos por acaso. Vê-se que a equipa respira alegria, confiança, e cada vez mais se afirma como o principal favorito à conquista do título. O onze está estabilizado, os reforços são muito bons (alguns mesmo excelentes), e a onda das bancadas começa a fazer-se sentir.
Estamos ainda na 7ª jornada. De favorito a campeão vai uma longa distância. Basta recordar que na época passada o Benfica também entrou no campeonato com 7 vitórias seguidas, entretanto apurou-se para a Champions, goleou o Barcelona, e já em outubro seguia isolado com 4 pontos de avanço. Depois, perdeu em casa com o Portimonense. Depois...
Agora segue-se uma estúpida pausa para selecções (porque não juntá-la à do Mundial?!?). Veremos como voltam os craques de viagens, diferentes métodos de treino, jogos intensos, esperemos que sem lesões. A seguir vem Guimarães. Mais do que o PSG, talvez essa viagem à cidade berço possa ser o grande e derradeiro teste a este Benfica. Não vai decidir nada, mas até pela barreira psicológica da época passada, pode significar muito. De lembrar que na mesma jornada há um Porto-Braga. 

O RECORD DE ERIKSSON?

2022/23

1982/83
Como se vê, para igualar é necessário bater Marítimo, V.Guimarães e...PSG. Para ultrapassar, será necessário ganhar depois ao Rio Ave. Ai o PSG...
De salientar que a equipa de 82-83 foi campeã nacional, venceu a taça de Portugal, e chegou à final da taça UEFA, sendo considerada uma das melhores, senão a melhor, do pós-Eusébio.

OLÉ BENFICA!

É lugar comum dizer-se que um jogo de futebol teve duas partes distintas. No caso deste Juventus-Benfica, poderia dizer-se que teve quatro.
Até aos vinte minutos, a equipa italiana, embalada pelo golo precoce, pressionou muito, criou perigo, e poderia até ter aumentado a vantagem – com consequências agora difíceis de equacionar. O Benfica sentiu o golpe, e demorou até assentar o seu jogo.
Depois desse choque inicial, a partir dos vinte minutos os encarnados soltaram-se, e com dois ou três lances de ataque, quase sempre saídos do trio Enzo, Rafa, Neres, equilibraram a partida mostrando os dentes ao adversário. Até ao intervalo, com duas oportunidades flagrantes de marcar, já justificavam o empate, que acabaria por surgir numa grande penalidade exemplarmente executada por João Mário. Voltava-se ao ponto de partida.
Após o intervalo o Benfica assumiu por completo o jogo, e partiu para o seu melhor período. Entre os 45 e os 70 minutos, a equipa de Roger Schmidt deu um autêntico recital de futebol de ataque, pressionando alto, conquistando quase todas as segundas bolas, criando oportunidades em série (cinco? seis?), que valeram o golo e a vitória, mas que poderiam ter levado a um resultado (ainda mais) histórico. Temeu-se, na altura, que tanto desperdício pudesse ser penalizado no fim. O risco existiu, mas é também de sorte que se fazem os vencedores.
Com as substituições, a Juventus melhorou (sobretudo com Di Maria), e o Benfica perdeu os seus elementos mais valiosos, mas que eram também os mais desgastados. A diferença de Chiquinho para Neres, e de Diogo Gonçalves para João Mário é acentuada. Mas o momento era já de segurar o jogo e o resultado.
A vitória foi justíssima, e agora basta empatar com a Juve na Luz e ganhar em Israel para que, matematicamente, o apuramento se concretize. Com o PSG, tudo o que vier à rede é peixe.
Toda a gente esperava por um teste de fogo para o Benfica de Schmidt. A Juventus, mesmo em crise, com jogadores como Cuadrado, Bonucci, Paredes, Vlahovic, Milik ou Di Maria, era claramente esse teste. E o Benfica passou com distinção.
Destaques individuais para Enzo Fernandez, Florentino, Rafa, João Mário, Neres e, uma palavra muito especial para António Silva – com um pouco mais de músculo e agressividade pode vir a ser um dos melhores centrais do mundo, na senda de Ruben Dias.
Arbitragem discreta, como se pretende.

11 EM 11

Por motivos pessoais, não pude ver o jogo de Famalicão. Foi a primeira vez que tal aconteceu nesta época.
Fui apenas acompanhando tempo e resultado conforme ia sendo possível. Tomei conhecimento do apito final com alívio.
Sei que não foi um grande jogo. Mas entalado entre duas jornadas da Champions, ninguém poderia esperar ópera.
Fico com os números: 11 jogos, 11 vitórias (17/17 se considerarmos a pré-temporada).
Em Turim ficarei satisfeito com um empate.

ONZE PARA FAMALICÃO





























Para Turim: Bah, Neres e Musa por Gilberto, João Mário e Gonçalo Ramos. 

MEIA HORA À BENFICA

Nada como entrar na fase de grupos da Liga dos Campeões com três pontos. Era essa a obrigação, mas uma vez mais, de obrigação em obrigação, o Benfica não falhou. E já vão dez "obrigações" cumpridas.
A primeira parte foi fraca. O Maccabi tem muita força mas pouco jeito. Fechou-se, tentou dificultar, mas não criou qualquer perigo. Após breves minutos de atrevimento, não mais passou do meio-campo. Deu também mostras de ser permeável, e ficou claro que se o Benfica acelerasse mais o jogo, rapidamente conseguiria criar as situações de golo que não estavam a aparecer.
A sensação que dá é que, ao longo dos primeiros quarenta e cinco minutos, o Benfica respeitou demasiado um adversário que não merecia tanta cerimónia. Roger Schmidt percebeu-o, e a segunda parte foi diferente.
Gonçalo Ramos, totalmente desinspirado, sem capacidade de jogar de costas ou vencer duelos individuais (e já amarelado) foi substituído por Musa - que, não sendo um primor de técnica, luta muito, tem corpo, e vai perturbando a linha defensiva adversária.
Sempre com Enzo Fernandez a pautar o jogo, Rafa libertou-se, e o Benfica tornou-se mais rápido e incisivo. Apareceram os golos: primeiro numa boa combinação colectiva, depois num pontapé fenomenal de Grimaldo. Com 2-0 a vitória estava entregue.
Mais dois lances de Rafa a lembrar Chalana, e uma bola no poste rematada por Enzo (novamente com participação de Musa) foi tudo o que o jogo deu até final.
O calendário é denso, e Schmidt decidiu tirar Rafa e João Mário (a par de Grimaldo, os melhores em campo, com destaque ainda para o jovem António Silva, perto da perfeição, e a assumir o posto como um veterano). Os três pontos estavam garantidos, sendo até possível testar um novo sistema, com meio-campo a três, porventura já a pensar na Juventus. Aproveito para dizer que Aursnes me parece jogador para, mais jogo menos jogo, entrar no onze para ficar.
Agora, venha a 11ª vitória.

PS: Ainda não percebi porque motivo o pessoal das claques embirra com as lanternas dos telemóveis. Por mim, que por acaso nunca a acendi, nem desgosto do efeito. Respeito quem não goste. Mas não entendo, nem aceito, que se gritem cânticos insultuosos de benfiquistas para outros benfiquistas, só porque acendem as lanternas e têm outra forma de ver e desfrutar do futebol. Se apenas houvesse claques, em vez de 55 mil estavam lá ...2 mil. O Benfica é maior, muito maior, do que qualquer claque, por mais que esta se ache dona do clube. Caramba! Isto não é o Sporting!

DIFERENÇAS

Números dos clubes portugueses na Taça/Liga dos Campeões:

AO ATAQUE

 5ª Jornada:

BENFICA (futebol ofensivo) : 18 cartões amarelos e 3 vermelhos

FC PORTO (futebol agressivo) : 8 cartões amarelos e 0 vermelhos (equipa menos admoestada da Liga)

SERENIDADE

O quadro acima mostra os resultados obtidos pelo Benfica no início das últimas quatro temporadas, ou seja, desde que foi campeão pela última vez. Com excepção da derrota em Salónica, no dia 15/9/2020, os percursos são quase imaculados. Na temporada Covid a calendarização foi diferente, mas na época passada, por exemplo, só em Outubro chegou o primeiro mau resultado (derrota em casa com o Portimonense), imediatamente depois de uma goleada ao...Barcelona.
A memória da comunicação social é curta, e como o Benfica vende, rapidamente transformam o pão em rosas.
Estou feliz pelo início de época vitorioso. Acontece que, há um ano atrás...também estava.
Ainda falta tudo. E o Benfica tem de jogar mais e ser mais sólido para poder vencer as adversidades que, dentro e fora do campo, lhe irão ser colocadas semana a semana.
Dito isto, encha-se o estádio, e vamos a mais uma vitória.

PIADA DE MAU GOSTO

Podia haver muito para dizer desta vitória do Benfica. Que foi sofrida e muito saborosa. Também que foi melhor do que a exibição. Podia dizer-se que a equipa encarnada parece cansada e algo previsível. E que a noite andou perto do abismo. Ainda que o campeonato português é uma lástima, recheado como está de equipas formatadas para o anti-jogo, representando clubes sem expressão popular, social, demográfica, desportiva ou economica, coisa que só se resolvia com uma drástica redução, enviando toda esta gente para o seu devido lugar : a segunda divisão. 

Porém, nada me parece mais importante, ou mais preocupante, do que denunciar o assalto que, sobretudo o VAR, António Nobre de seu nome, praticou esta noite. Felizmente sem dano.

É nas vitórias que se deve denunciar estas situações, que lemram tudo o que se viu ao longo da temporada passada. Também porque é nestes momentos que se consegue agregar o universo benfiquista na denúncia. Quando se perde é mais difícil.

O lance de Gonçalo Ramos é, como disse Schmidt, uma piada. De mau gosto. Até percebo que, em campo, o árbitro seja induzido em erro. Mas o VAR??!!!?? Enfim, faltam-me palavras para definir aquilo. O que sei é que me deixou profundamente preocupado para o futuro. Tal como os 7 amarelos e 2 vermelhos a uma equipa que fez 9 faltas e passou o tempo todo a atacar 

Era oportuno Rui Costa falar. Ser a voz da indignação do povo benfiquista perante o que, incrédulo, foi obrigado a ver. Depois, pode ser tarde. 

Mesmo com os três pontos, não irei dormir descansado. 


NÃO MEXE MAIS

...e só o futuro dirá o que ficou a faltar e o que ficou a sobrar.

NADA MAL

Ao que parece, será este o plantel definitivo.
Não está mal, embora continue a achar a equipa, globalmente, macia e com menos músculo do que seria desejável. Ainda assim com um acréscimo de qualidade evidente.
Espera-se a todo o momento a confirmação das saídas de André Almeida (rescisão amigável) e Meité (Cremonese).
Em relação à época passada, não estarão pois: Svilar, Lázaro, Vertonghen, Tomás Araújo, Kalaica, André Almeida, Sandro Cruz, Weigl, Meité, Taarabt, Gabriel, Pizzi, Radonjic, Everton, Seferovic, Yaremchuk, Darwin e Tiago Gouveia. Ferro, Gedson, Vinicius e Waldschmidt ainda haviam começado a temporada, pelo que estamos a falar de um total de 22 jogadores. Uma verdadeira revolução, que era imperioso fazer. E podiam ter saído também Helton, Gil Dias, Diogo Gonçalves, Chiquinho e Rodrigo Pinho. Mas...não se pode ter tudo.
Creio que o plantel está mais forte, mais jovem, mais português, mais equilibrado e mais coeso. Falta saber que correspondência isso terá em títulos.

MERCADO A FECHAR - actualização

DRAXLER - Se estiver em boas condições físicas pode vir a ser o melhor jogador do campeonato. É um craque, que só mesmo no PSG (com Messi, Mbappé e Neymar) podia ficar no banco. Parece-me um excelente negócio, até porque sendo alemão terá integração facilitada por Roger Schmidt. Além de que o PSG assegura parte substancial do ordenado. Resta saber como está a sua condição física depois da grave lesão que teve. É esse o meu único receio.

ODYSSEAS - Boa notícia ter ficado. Embora a alternativa Keylor Navas fosse apetitosa, talvez por esta se ter tornado inviável Rui Costa não quis arriscar. E bem. O problema do Benfica não está, nem esteve, na baliza. Substituir Vlachomidos por Navas, seria excelente. Substituir Vlachodimos, neste momento, por não se sabe quem, podia ser trágico.

VERTONGHEN - Tivesse a lesão de Morato acontecido uma semana antes, e Vertonghen ficava no plantel. Mas ninguém pode antecipar lesões, e percebe-se que a cabeça do jogador já estivesse noutro sítio. Nem era ético querer dispensá-lo, e agora, à última hora, voltar atrás e querer que ficasse para tapar um buraco de dois meses. É um profissional, um ser humano, que sempre se deu ao respeito e merece ser respeitado. Que tenha sorte na Bélgica.

MORATO - É de facto uma lástima que no melhor momento da sua carreira, quando se estava a afirmar, tenha de parar por dois meses. Temo que possa até nunca mais vir a ser titular do Benfica, se entretanto Lucas Veríssimo voltar, ou se António Silva se consolidar no onze. Confesso que esta temporada estava a gostar bastante dele. Pela primeira vez.

RUBEN VEZO - É barato, português, e para ficar no banco durante seis ou sete jogos talvez chegue. Se ainda se arranjar melhor, óptimo.

ANDRÉ ALMEIDA E TAARABT - Fala-se em rescisões amigáveis. Espero que se concretizem.

MEITÉ - Fala-se no Cremonese. Espero que se concretize.

MERCADO A FECHAR

Já estou conformado com o facto de não entrar mais ninguém. Tenho pena de Ricardo Horta, pelo atleta. Mas Salvador não merece outra coisa que não ficar com o negócio a arder-lhe nas mãos.
Ainda espero é que o plantel possa ser emagrecido, em número e em massa salarial.
Seguem-se onze casos (uma equipa completa) de jogadores que preferia ver longe da Luz. Já não vou falar de Grimaldo, pois não há tempo para encontrar alternativas.
WEIGL - Penso que acabará por sair, só não se sabendo para onde. Aufere salário demasiado elevado para o seu valor real - que no Benfica nunca passou da mediania, e para mediano prefiro o Florentino, que ganha (muito) menos, e joga pelo menos o mesmo.
ANDRÉ ALMEIDA - Pelo seu passado no clube pagava-lhe o resto do contrato, rescindia e deixava-o ir à sua vida. Manter-se não é bom para o Benfica nem para a imagem que o próprio jogador deixa, ele que, apesar de tudo, conquistou vários títulos na casa. Além de que existem boas opções para o lugar (Gilberto e Bah).
VERTONGHEN - Salário altíssimo para terceira, quarta, quinta ou sexta opção (quando regressarem os dois brasileiros e António Silva se afirmar). Parece ser um bom profissional, e também merece saída digna. Mas desportivamente está lento e acabado. Cedência, ou rescisão com acordo, para encontrar um local (Brugge?) onde ainda possa sonhar com a presença no Mundial. Termina contrato no fim da época, pelo que talvez não seja difícil haver entendimento.
TAARABT - Já não está com o plantel, mas ainda recebe bom salário. Médio Oriente? Turquia? Ceder a custo zero, ou mesmo abaixo de zero.
MEITÉ - Fala-se da Cremonese. Será que lhe querem pagar o salário que aufere na Luz? Se não, emprestar para qualquer lado, nem que seja a poupar apenas parte do ordenado.
GIL DIAS - É português, abnegado, benfiquista desde criança, e ganha pouco. Não é um craque, mas não faz mal nenhum ao plantel, ficando entre o banco e a bancada. Pode ser que até marque outro golo ao Sporting...
CHIQUINHO - Não sei se é benfiquista, e não me parece tão abnegado como Gil Dias, mas também é português e não ganhará muito. A qualidade futebolística é a mesma ou pior. Enfim, se Schmidt gosta dele, também não me faz comichão que permaneça.
DIOGO GONÇALVES - Em relação aos dois anteriores tem a vantagem de ser da formação do Seixal (e, já agora, de ser alentejano...). Ainda assim não aprecio o estilo, e a vez que o vi jogar com mais alegria foi na Luz mas...pelo Famalicão. De vez em quando marca uns golos bonitos. Aceito que fique.
PAULO BERNARDO - Este parece-me de segurar, embora ache melhor emprestá-lo (não sei ainda muito bem como funciona o limite de empréstimos, nem se pode ser emprestado via equipa B). Vai jogar pouco, e precisa de evoluir, ganhar ritmo e músculo, jogando todas as semanas, preferencialmente na Liga Portuguesa.
RODRIGO PINHO - Com a saída de Yaremchuk, talvez não seja má ideia mantê-lo. Tem alguma qualidade técnica (creio que até mais do que Musa). Falta-lhe nervo, intensidade (trabalho?) e aos 32 anos não vai passar daquilo. Mas em caso de lesões pode vir a ser útil.
HELTON LEITE - Dizem muito bem de Kovacevic. Mas, por mim, Odysseas renovava por mais cinco anos, pois vejo-o como um esteio da equipa. Se Kovacevic é mesmo bom, pois que venha, mas então que saia Helton. Ou então que fique tudo como está na baliza, pois o Benfica tem bons guarda-redes na formação, que podem assegurar o médio-longo prazo.

Em suma, é imperioso que saiam Weigl, André Almeida, Vertonghen, Taarabt e Meité.
Quanto aos outros, se saíssem não se perdia nada, mas aceito que possam ficar a fazer número.
Custa-me falar assim de jogadores do Benfica. As últimas épocas deixaram-me fortemente magoado com os plantéis (ou parte deles), e julgo que quanto mais profunda a limpeza, mais perto se estará das vitórias.

SORRISO AMARELO

Com razão ou sem ela, com mais ou menos optimismo, a verdade é que têm sido criadas grandes expectativas face ao Benfica de Roger Schmidt. E os rivais também fizeram a sua parte, perdendo pontos inesperadamente nesta última jornada, permitindo aos encarnados jogarem para a liderança isolada e beneficiarem de um enorme entusiasmo em seu redor, próprio de quem espera ardentemente por dias melhores do que os que passou ao longo dos últimos três anos.
Numa terça-feira à noite, a Luz estava cheia.
Não sei se devido a essas altas expectativas (um homem não é de ferro...) a verdade é que saí do estádio algo desapontado. Feliz (aliviado?) com a vitória e com a liderança, mas preocupado com as debilidades que a equipa deixou perceber, e que com outros adversários poderão ser fatais - de resto, com este já foi o que foi.
No ataque a coisa não vai mal. O Benfica marcou três, mais dois anulados, e poderiam ter feito outros tantos. É preciso melhorar a eficácia, mas isso acredito que possa vir a acontecer num futuro próximo.
O problema é quando perde a bola.
O meio-campo é macio, os alas não defendem, os laterais são demasiado ofensivos , e a equipa fica partida (numa espécie de 2-4-4 audaz mas porventura romântico). Logo, as transicções defensivas são de susto. E qualquer Casa Pia ou Paços de Ferreira consegue criar perigo, uma, e outra, e outra vez, com passes feitos a meio-campo, com liberdade, a isolar alas que entram entre lateral e central como faca em manteiga num dia de verão.
O Paços ainda não tinha marcado qualquer golo no campeonato. Marcou dois! E aquele lance aos 95 minutos gelou o estádio.
Na maioria das vezes os avançados destas equipas acabam por se atrapalhar e perder os timings, a bola, ou atirar para fora. Quando se tratar de Mbappe, ou Vlahovic (ou mesmo Taremi ou Pote), a coisa vai piar fino. Aí, temo o pior.
Posso estar a ser demasiado pessimista. Na verdade o Benfica está numa série condensada de jogos, e não pode impor o mesmo ritmo nem a mesma agressividade de três em três dias. Falta ver o que Aursnes trará àquele meio-campo.
Enfim, veremos. Para já espera-se nova vitória em casa, diante do Vizela, e pressão acrescida sobre os rivais. O Sporting, por exemplo, poderá entrar na Amoreira, na sexta-feira à noite, com 11 pontos (!!!) de desvantagem. Não mata mas mói.
Seja como e onde for: Viva o Benfica!

FALTAM 3 DIAS

Mais do que contratar (e Ricardo Horta parece cada vez mais longe), o Benfica tem de acelerar as dispensas. Pelo emagrecimento do plantel e da folha salarial.
Há que colocar/dispensar/vender: André Almeida, Vertonghen, Gil Dias, Weigl, Meité, Taarabt, Chiquinho e Rodrigo Pinho.


A VOAR

Faltam ainda os grandes testes (PSG, Juventus, sobretudo FC Porto e Sporting, talvez também Braga), mas não se poderá dizer que a partida do Bessa estaria destinada a ser um mero desfile de camisolas vermelhas.
O Boavista é uma boa equipa, muito combativa, e Petit é um treinador competente e conhecedor do Benfica. O Bessa é um estádio difícil onde há algum tempo os encarnados não venciam. Foi lá que começou a debacle do primeiro ano do regresso de Jorge Jesus.
Pois desta vez as dificuldades foram ultrapassadas com distinção. Nem gostei muito dos primeiros minutos, mas a partir do golo, com o Boavista obrigado a abrir um pouco as suas linhas, o Benfica saltou para mais uma vitória folgada e uma exibição convincente. Destacaria o "capitão" João Mário, mas também gostei bastante da entrada de Musa.
Não quero entusiasmar-me demasiado. Na época passada, só em Outubro o Benfica perdeu os primeiros pontos, quando comandava isolado com quatro de vantagem e acabara de golear o Barcelona para a Liga dos Campeões. E só em Dezembro verdadeiramente caiu a pique.
Aliás, nas últimas duas épocas, os encarnados entraram com 5 e 7 vitórias consecutivas respectivamente. Sabe-se como acabaram.
Falta tudo, e como diz Roger Schmidt, e como diria João Pinto...só no fim da época se verá, de facto, quem é a melhor equipa portuguesa. Mas que isto está a saber bem, lá isso está.

RECORDE OS JOGOS COM O PSG

2007
 

2011


2013

RECORDE OS JOGOS COM A JUVENTUS

1968
 
1993


2014

ADVERSÁRIOS COM HISTÓRIA

PARIS SAINT-GERMAIN
Histórico com Benfica:


JUVENTUS TURIM
Histórico com Benfica:


 MACCABI HAIFA
Nunca jogou com o Benfica. Mas, atenção: em Israel, os encarnados perderam sempre.

PODIA TER SIDO PIOR...

Confesso que, nos sorteios da fase de grupos da Champions, a minha maior preocupação vai sempre para o pote 4. Um pote 4 adocicado permite conquistar pontos e, em condições normais, pelo menos seguir pela Liga Europa adentro. O resto se vê depois.
Nesse ponto de vista, o Benfica não se poderá queixar.
Podia, porém, ter tido um pouco mais de sorte nos restantes potes. Sobretudo no 1, de onde o Sporting apanhou o Frankfurt, e o contraste é óbvio. Ainda assim, acho que a Juventus, mesmo com Pogba, Chiesa, Di Maria e Vlahovic, com sorte e inspiração não é totalmente inultrapassável. Já perante o PSG de Messi, Neymar e Mbappé o único objectivo será evitar grandes goleadas.
Os rivais de Lisboa e Porto foram bastante mais bafejados pela sorte. O FC Porto dificilmente não avançará para os Oitavos (enfim, também partiu do pote 1), bastando-lhe para tal ultrapassar os acessíveis Leverkusen e Brugges (duvido que encha sequer o estádio). O Sporting, não fosse o Marselha (um dos indesejáveis do último pote), teria tido um verdadeiro jackpot, com os potes 1 e 2 altamente favoráveis (sobretudo o 1).
Está feito, está feito. Agora é jogar, e sonhar com uma campanha parecida com a do ano passado.