40 DIAS DE DECISÕES
Até dia 1 de Fevereiro, o Benfica vai ter de jogar com Real Madrid, Juventus, Porto, Braga, duas vezes, e presumivelmente Sporting (se atingir a final da Taça da Lliga). Vai ter de jogar também com Famalicão, Estoril, Rio Ave, Estrela da Amadora e Tondela. Onze jogos, e uma vez que a situação no Campeonato e na Liga dos Campeões é a que é, todos eles praticamente decisivos.
Janeiro vai ser também o mês do mercado, no qual a equipa poderá reforçar-se à medida daquilo que precisa (quanto a mim, pelo menos um "pinheiro" para a área e um extremo-esquerdo). Não conheço o ponto de situação das lesões de Bah, Bruma e Lukebakio, mas acredito que também possam recuperar ao longo deste período. Em suma, tudo se vai decidir.
No dia 2 de Fevereiro o Benfica pode estar a preparar-se para disputar as meias-finais da Taça de Portugal, para disputar o playoff da Champions, pode ter arrecadado mais uma Taça da Liga, depemder apenas de si próprio para vencer o Campeonato, e ter um plantel retocado e bem mais equilibrado que o actual.
Ou então...pode ter a época totalmente perdida. Infelizmente, não é difícil que aconteça.
É um grande desafio? Sim! Mas o que seria o futebol sem grandes desafios?
8 comentários:
Resposta à última pergunta: uma coisa muito mais bacana.
Bom saber que ainda há fé para esta época..a taça da liga é nossa
Independentemente do Bananismo e da época medíocre até agora, ainda não jogamos nenhum desses jogos, portanto nada nos diz que não possamos ganhá-los, ir ao Dragão e eliminar o clube do presidente borrabotas.
Não consigo entender como poderemos depender só de nós para vencer o campeonato… não vamos jogar contra Porto e Sporting. Acreditamos que eles vão perder, somados, 11 pontos, e nós… nenhum?
Haja fé. Ou não estou a ver a lógica.
Mas, já agora, Janeiro tem outra decisão fundamental para o futuro do Benfica. Está no longo prazo. E potencialmente muito perigosa.
A 3 de Janeiro vota-se o Benfica District. As sessões de esclarecimento já arrancaram… esclarecendo nada.
O que sabemos, hoje, é que
- não há ainda parceiros para a construção, financiamento e operação. Apenas conversas.
- que o project finance só será elaborado em 2027.
- que a estimativa para os 220M de custo se baseou nos metros quadrados a construir, multiplicados pelo “custo médio de construção na cidade de Lisboa”. Sem mais pormenores. Ignorando se há trabalhos de escavação, sustentação das zonas periféricas, etc., etc. etc.. Assim mesmo, assumido por Nuno Catarino que o valor estimado é uma conta básica de multiplicar. E que poderá ser revisto.
- que a projeção de receitas foi feita com base na ambição de receitas para remunerar o investimento, dividida pelas componentes do District. Ou seja, neste caso, uma conta básica de dividir.
- que não há qualquer estudo sobre os custos indiretos da obra, nomeadamente o que custará não ter a zona comercial, pavilhões e piscinas em funcionamento durante os 3 anos de obra.
- que o aumento do estádio não faz parte do District, sendo um projeto paralelo, com mais 75 Milhões de custo, a realizar por fases, até 2030.
E finalmente, que a decisão que fizermos agora será a única a ser feita pelos sócios. Depois, passará a projeto de execução, com a direção mandatada para decidir o que bem quiser.
Ou seja, nao vamos aprovar um projeto. Mas a intenção de um projeto. Sem saber custos. Nem receitas. Nem parceiros. Nem nada.
Perante uma Direção que tem somado erros após erros nas suas decisões, o meu voto será contra.
Teria todo o gosto em aprovar um projeto com estimativas reais e racionais e contratos promessa com operadores reputados e parceiros credíveis. Não este. Não contem comigo para fazermos a nossa Alvalaxia.
Entram aí os trabalhos de demolição, que por vezes ficam mais caros do que a construção?
Alguém ligado a construção já falou em valores na ordem dos 400 milhões, o dobro do estimado atualmente.
Outro aspeto: a vergonha que foi deixar prescrever o caso contrário Vieira! Andaram a engonhar seis anos, para deixar impune um pulha. Daí os beijos e abraços durante a campanha.
O Costa é um asco! Será que eu também posso subir ao palanque e apertar o pescoço a quem estiver a falar?
Às vezes acaba por ser melhor a equipa estar sempre no nível máximo.
Não entra nada. A estimativa é baseada no custo médio de construção na cidade de Lisboa.
Seja lá o que isso for.
Na sessão, o projeto foi equiparado ao do Real Madrid e Barcelona.
Ambos custaram o dobro do que foi estimado.
A decisão mais fundamental de todas. Comparada com esta as outras são quase detalhes.
E a ideia que uma coisa tão pouco definida vai ser votada numa AG a seguir ao Ano Novo é convidar os sócios a dar um tiro no escuro. Dada a ausência de informação fundamental e debate sobre o projeto, não existe o mínimo de condições para se votar uma coisa de tal complexidade, pelo que o único voto racional e prudente é contra.
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